De Quem Sao Os Filmes O Fantasma,Morrer Como Um Homem?

Quando o assunto é streaming, é possível dizer que o lançamento do Disney Plus no Brasil foi um dos mais aguardados, e não por menos: antes com parte do seu catálogo dissipado em outras plataformas como Netflix e Amazon Prime Video, agora a Disney reuniu todos os seus títulos mais célebres em um só lugar, o que fez com que fãs de longas do Marvel Studios e da Pixar, que fazem parte da gigante de entretenimento, ficassem ansiosos para ter acesso ao conteúdo.

Porém, ao fazer um mergulho na lista completa de filmes disponíveis no Disney Plus, é possível encontrar muito mais do que todos os capítulos da saga “Vingadores”, musicais famosos como “Hamilton“ ou todas as continuações existentes dos longas das princesas clássicas do estúdio. O serviço de streaming também possui uma variedade de filmes difíceis de encontrar por aí, alguns até mesmo com temáticas menos abordadas pelo estúdio, como obras de terror infantil e paródias de faroestes.

Por isso, listamos aqui sete produções disponíveis no Disney Plus que podem ser consideradas verdadeiras “pérolas” da Disney. Veja a lista abaixo.

O Computador de Tênis (1969)

De Quem Sao Os Filmes O Fantasma,Morrer Como Um Homem?

Kurt Russell é mais conhecido por protagonizar longas de ação, mas nem todo mundo sabe que ele começou sua carreira nos estúdios Disney e era um dos queridinhos de Walt Disney – sustentando até uma lenda de que as últimas palavras do chefão do estúdio antes de morrer foram o nome do ator. Sendo verdade ou não, isso não muda o fato de que Russell participou de vários filmes de comédia familiar na sua adolescência e começo da vida adulta, sendo um deles “O Computador de Tênis”, de 1969, que faz parte do catálogo do Disney Plus.

No filme, Russell interpreta um adolescente chamado Dexter Riley que, ao trabalhar com um computador doado por um líder de um ramo ilegal de apostas, leva um choque durante uma tempestade e praticamente se torna um “computador humano”: ele adquire uma capacidade absurda de resolver problemas matemáticos, se torna fluente em qualquer língua que queira num piscar de olhos e aprende a decorar enciclopédias inteiras.

20.000 Léguas Submarinas (1954)

De Quem Sao Os Filmes O Fantasma,Morrer Como Um Homem?

A obra clássica do autor Julio Verne já havia sido adaptado outras duas vezes antes da versão da Disney (a primeira, inclusive, foi em 1907 pelo célebre Georges Méliès), mas em 1954 foi lançada uma versão para os cinemas produzida pelo próprio Walt Disney e estrelada por Kirk Douglas e James Mason. O filme de Richard Fleischer foi elogiado por críticos pelos efeitos especiais e por ser uma das adaptações mais fiéis ao livro de Verne na época.

“20.000 Léguas Submarinas” se passa em 1866 e acompanha a expedição do professor Pierre M.

Aronnax (Paul Lukas) e de seu assistente Conseil (Peter Lorre) em busca de um monstro marinho gigante que está atacando navios no Oceano Pacífico.

Durante a jornada, eles e o arpoador Ned Land (Douglas) são lançados ao mar durante um ataque, e descobrem que o suposto monstro é na verdade um submarino pilotado pelo peculiar Capitão Nemo (Mason).

A Noiva de Boogedy (1987)

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Agora entramos no rol de títulos mais “estranhos” que entraram no país. Apesar de ter chegado no Brasil com um grande catálogo, ainda há diferenças entre as obras disponíveis em território nacional e nos Estados Unidos. Uma delas é que “Mr. Boogedy”, filme de terror infantil feito pela Disney para a TV em 1987, não entrou para o streaming brasileiro. Entretanto, a continuação “A Noiva de Boogedy” está no nosso Disney Plus.

Se o primeiro filme trata de um espírito do mal que perturba a paz da família Davis, “A Noiva de Boogedy” mostra que a entidade não está pronta para desistir de aterrorizar os moradores da casa que ele assombrava, e Boogedy coloca um feitiço no patriarca da família. Para quem não está acostumado a associar Disney com terror, o longa segue o padrão “comédia familiar” que permeia as produções do estúdio, mas com um leve toque de fantasia e monstros que é interessante de se ver de vez em quando, para variar.

Os Fantasmas de Buxley Hall (1980)

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Outra obra que mistura fantasmas, comédia e até mesmo uma trama um pouco bizarra para os padrões contemporâneos é “Os Fantasmas de Buxley Hall”, lançado em 1980 primeiramente como uma minissérie em duas partes, mas adaptado para o formato de filme para TV no streaming,

Difícil de encontrar por aí, o filme se destaca pela trama que consegue misturar o progressismo com o reacionário: uma academia militar está a beira da falência e, na tentativa de não quebrar por completo, eles passam a admitir que meninas estudem lá. É aí que três fantasmas que habitam a escola entram em cena, tentando manter as tradições ao mesmo tempo em que evitam que o lugar seja desapropriado e demolido.

Pollyanna (1960)

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Quem já ouviu falar na “síndrome de Pollyanna”, na qual uma pessoa é considerada otimista até demais? O termo surgiu a partir do livro  “Pollyanna”, de Eleanor H. Porter, que já foi adaptado várias vezes para os cinemas e para a televisão. Uma destas adaptações foi justamente feita pela Disney em 1960, com os atores Hayley Mills, Jane Wyman, Karl Malden e Richard Egan no elenco. Este, inclusive, foi o primeiro de seis filmes que Mills protagonizou para o estúdio.

O longa conta a história da garotinha Pollyanna (Mills), uma órfã de 12 anos que é muito extrovertida e que sempre vê o lado bom da vida, o que a faz colecionar amizades pela cidade, ainda que seja tratada com indiferença por sua tia Polly (Wyman). Mas após Pollyanna sofrer um acidente que a deixa paraplégica e a faz perder a alegria de viver, tia Polly repensa suas atitudes e tenta trazer o espírito otimista da sobrinha de volta.

Califórnia, Terra do Ouro (1967)

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Meio faroeste e meio comédia flertando com a paródia, “Califórnia, Terra do Ouro” tinha vários fatores que poderiam ter feito dele um filme famoso do estúdio, mas por algum motivo acabou ganhando um certo status de raridade. O longa foi dirigido por James Neilson, responsável pela antologia “Walt Disney’s Wonderful World of Color” e por uma série de live-actions produzidos na mesma época; tinha um elenco já conhecido por outras produções de sucesso e sua trilha sonora foi assinada pelos irmãos Robert e Richard Sherman, que compuseram algumas das trilhas mais icônicas da Disney, como a de “Mary Poppins”.

A trama acompanha um jovem de Boston, Massachusetts, que segue para o oeste dos Estados Unidos para se juntar à corrida do ouro da Califórnia na esperança de sair da miséria e restaurar a fortuna perdida de sua família, mas seu mordomo dedicado sai para encontrá-lo e levá-lo de volta para casa. Vale alertar que, no Disney Plus, “Califórnia, Terra do Ouro” tem um aviso de conteúdo sensível no começo e junto à sinopse, alertando que certas representações na trama são preconceituosas ou debocham de determinadas culturas.

Splash – Uma Sereia em Minha Vida (1984)

De Quem Sao Os Filmes O Fantasma,Morrer Como Um Homem?

Por último, o Disney Plus colocou um clássico da Sessão da Tarde em seu catálogo: “Splash – Uma Sereia em Minha Vida”. O filme não é exatamente raro, mas uma polêmica no início do ano atraiu certa atenção à comédia romântica estrelada por Tom Hanks e Daryl Hannah. Para que o filme não tivesse cenas de nudez e o streaming mantivesse sua fama de só conter “filmes família”, o estúdio alongou o cabelo de Hannah com computação gráfica para cobrir as nádegas dela em uma cena em que a personagem anda sem roupa em público – e os fãs não perdoaram nas redes sociais, dizendo até que seria a mesma tecnologia desastrosa usada na versão cinematográfica do musical “Cats”.

Em “Splash”, Hanks interpreta Allen Bauer, um homem viciado em trabalho que quando criança quase se afogou no mar e foi resgatado por uma sereia. Ao chegar à fase adulta, Allen encontra uma linda mulher a quem chama de Madison (Hannah), sem saber que ela é a sereia da sua infância.

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Embora seu maior atrativo seja as grandes produções Marvel, Lucasfilm, Pixar e até Disney Animation, o Disney Plus está repleto de títulos raros que vale a pena conferir, então aproveite as dicas desta lista!

10 lançamentos de filmes para assistir em 2021

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10 lançamentos de filmes para assistir em 2021 (Foto: Reprodução)

O ano de 2020 não foi bom para o cinema. Com a pandemia e a necessidade de isolamento social, os cinemas foram obrigados a fechar a partir de março.

Houve uma reabertura em alguns países, mas não foi o suficiente para gerar os resultados de bilheteria esperados.

Assim, os blockbusters da temporada de verão do hemisfério norte (junho, julho e agosto) ou tiveram que ser adiados para 2021, ou fracassaram.

“Vários estúdios e distribuidores alteraram mais uma vez seu calendário de distribuição nos cinemas devido à incerteza do mercado.

Los Angeles sofreu com a greve dos roteiristas no passado quando teve produções interrompidas, mas nada se compara ao que acontece agora: custos de produção elevados, maior tempo para finalizar produções, leis e protocolos constantemente mudando”, diz a produtora de localização Stephanie Steponovicius, que mora e trabalha na cidade que é o “coração” da indústria do cinematográfica norte-americana.

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Um dos exemplos mais marcantes foi o esperado Tenet, 11º filme do diretor britânico Christopher Nolan (Amnésia, O Cavaleiro das Trevas, Interestelar).

A trama de ficção científica sobre manipulação temporal teve um custo de produção de US$ 200 milhões. Estreou nas salas de cinema em agosto, numa estratégia para medir os efeitos da pandemia.

O resultado foi, até 13 de dezembro, um faturamento de US$ 361,3 milhões, valor abaixo do esperado pela Warner Bros. Pictures.

Com a expectativa de as vacinas encerrarem a pandemia, o ano de 2021 é promissor para o cinema: tanto para o público quanto para os estúdios. “Estúdios tiveram que reformular seu modelo de produção.

O cargo 'assistente de Covid' foi criado para que todo set tivesse pessoas para entregar testes de Covid-19, fazer cadastro, lista, receber os resultados dos testes.

O SAG, sindicato dos atores americano, redigiu e distribuiu guias e protocolos de segurança, em estúdios dublagem estão proibidos testes presenciais e é obrigatório a higienização das cabines de gravação com 30 minutos de intervalo entre atores”, detalha Steponovicius.

Alguns estúdios também buscaram estratégias para se preservar: a Warner, por exemplo, anunciou que todos os lançamentos do ano que vem estarão simultaneamente também no serviço de streaming HBO Max – incluindo grandes blockbusters como Matrix 4, Esquadrão Suicida 2 e Duna.

Conheça a seguir 10 dos filmes mais esperados de 2021:

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Ghostbusters: AfterlifePrevisão: 5 de março

Estrelado por Finn Wolfhard (Stranger Things), Carrie Coon (The Leftovers) e Paul Rudd (Homem-Formiga), o longa promete ser uma sequência direta à franquia original dos Caça-Fantasmas, sem relação com o filme de 2016. Na trama, uma mãe solteira e seus dois filhos se mudam para uma pequena cidade e começam a descobrir o legado deixado pelo avô, um dos primeiros Caça-Fantasmas.

Ghostbusters – Mais Além (Foto: Divulgação)

Raya e o Último DragãoPrevisão: 5 de março

O novo longa-metragem de animação da Disney é ambientado em um mundo de fantasia onde, no passado, dragões e humanos coexistem. Durante a invasão de monstros chamados Druun, os dragões se sacrificaram para salvar a humanidade. Quinhentos anos depois, o perigo retorna, e cabe à jovem guerreira Raya embarcar numa jornada para encontrar o último dragão.

Raya e o Último Dragão (Foto: Divulgação)

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007: Sem Tempo para MorrerPrevisão: 2 de abril

O 25º filme de James Bond, e talvez o último estrelado por Daniel Craig, traz o talentoso Rami Malek (Mr. Robot) como o vilão da vez. Na trama, Bond está aposentado, mas tem que voltar à ativa quando recebe um pedido de socorro de um antigo amigo da CIA para investigar o rastro de um homem misterioso armado com uma perigosa tecnologia.

007: Sem Tempo para Morrer (Foto: Divulgação)

Um Lugar Silencioso – Parte IIPrevisão: 23 de abril

John Krasinski (The Office) surpreendeu o mundo em 2018 ao dirigir e protagonizar, ao lado da esposa Emily Blunt, um dos melhores filmes de suspense daquele ano.

Agora, o casal volta não só com a direção de Krasinski, mas também assinando o roteiro.

A parte 2 se passa imediatamente após o primeiro filme, ainda num mundo destruído pela invasão de perigosas criaturas cegas que caçam humanos se guiando apenas pelo som.

Um Lugar Silencioso – Parte II (Foto: Divulgação)

Viúva NegraPrevisão: 7 de maio

Coadjuvante na franquia dos Vingadores, e super-heroína Viúva Negra, interpretada por Scarlett Johansson, ganha finalmente um filme solo para chamar de seu. Trata-se de uma trama ambientada na Rússia, antes de ela fazer parte da equipe comandada pelo Homem de Ferro.

A aventura solo de Viúva Negra, estrelado por Scarlett Johansson, ganha trailer final (Foto: Divulgação)

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Top Gun: MaverickPrevisão: 2 de julho

31 anos separam o filme original da sequência, ambos protagonizados por Tom Cruise. O astro vive o piloto de caças cujo codinome é “Maverick”. Seu principal rival é “Iceman”, vivido por Val Kilmer. Não se sabe muito a respeito da trama, mas o trailer já indicou que teremos Tom Cruise andando de motocicleta, jogando vôlei e fazendo manobras arriscadas no ar.

Top Gun: Maverick (Foto: Divulgação)

DunaPrevisão: 1º de outubro

O canadense Denis Villeneuve é um dos mais aclamados diretores desta geração, responsável pela sequência do clássico de ficção científica Blade Runner. Agora, coube a ele rodar o primeiro filme do épico Duna, obra prima literária de Frank Herbert que aborda questões políticas e ambientais em uma outra galáxia. O filme será lançado simultaneamente no serviço de streaming HBO Max.

Duna (Foto: Divulgação)

MorbiusPrevisão: 7 de outubro

Assim como Venom (2018), o filme explora mais um personagem relacionado ao Homem-Aranha. Dessa vez é Morbius, um homem que tem uma doença rara no sangue e, ao buscar a cura, acaba se tornando um vampiro. O personagem, inimigo do aracnídeo, será interpretado por Jared Leto, no que promete ser um estudo de personagem com uma pegada de terror.

Morbius (Foto: Divulgação)

Homem-Aranha 3Previsão: 5 de novembro

Não há certezas sobre a trama do terceiro filme do Homem-Aranha co-produzido por Marvel e Sony (detentora dos direitos), mas as notícias recentes entregam algumas pistas: os atores Tobey Maguire e Andrew Garfield, que viveram o cabeça-de-teia nas duas franquias anteriores, se juntam ao atual, Tom Holland. Quem também reprisará seu papel será Alfred Molina como Dr. Octopus, um dos principais adversários do herói. Essa salada de frutas sugere que veremos na tela uma versão live-action do Aranhaverso, saga de sucesso nos quadrinhos que ganhou um excelente longa-metragem de animação em 2018.

Homem-Aranha: Longe de Casa (Foto: Divulgação)

BabylonPrevisão: 25 de dezembro

Outro grande diretor da atualidade, Damien Chazelle (vencedor do Oscar de Melhor Direção por La La Land), presta novamente um tributo à velha Hollywood. Dessa vez, abordando o período de transição entre o cinema mudo e o falado. O filme será estrelado por Emma Stone e Brad Pitt.

Críticas de cinema

As discussões sobre se Citizen Kane – O Mundo a Seus Pés é o melhor filme alguma vez feito vão durar para sempre. Mas o melhor filme sobre Citizen Kane – O Mundo a Seus Pés (e provavelmente sobre qualquer outro filme) é este. Definitivamente. O 11.

º filme de David Fincher é uma pródiga carta de amor à velha Hollywood em toda a sua glória, cinismo e extravagância.

É trabalhado com o tipo de elegância monocromática que implora para ser absorvida no grande ecrã – embora a televisão sirva perfeitamente por enquanto.

“Mank” é Herman J. Mankiewicz (Gary Oldman), o dramaturgo irreverente, encharcado em álcool e viciado no jogo a que Orson Welles (Tom Burke) recorre para o ajudar a escrever o guião de Citizen Kane – O Mundo a Seus Pés.

Trata-se de um dos melhores escritores de Hollywood, um talentoso dramaturgo da Broadway aliciado pela promessa de muito dinheiro e pela possibilidade de desempenhar o papel de bobo sagrado numa corte de magnatas movidos pelo ego.

Mas, para pormos as coisas educadamente, Mank é uma pedra no sapato de Tinseltown, e Oldman tira todo o partido de cada aparte espertalhão, de cada tirada arrogante e grandiloquente, num argumento que é rico em ambos.

Esse argumento é a conquista póstuma do pai de Fincher, Jack, cuja história estava a aguardar financiamento desde 1997.

Ou talvez estivesse apenas à espera que aparecesse a Netflix, porque quando Welles se gaba a Mankiewicz de conseguir sempre a “edição final, tudo final” para Citizen Kane – O Mundo a Seus Pés, esse pedaço de diálogo conta a dobrar para Mank.

Este opus de época, feito a preto e branco, sobre um argumentista relativamente desconhecido não é exactamente o que chamaríamos de uma proposta mainstream, e Fincher tem carta branca para usar todos os brinquedos e técnicas à sua disposição. Mas não é preciso ser um cinéfilo empedernido para o ver. Nem por sombras.

Mank apresenta o seu protagonista em 1940, a caminho da ruína: um acidente de carro deixa-o acamado, e Welles assegura-se de que a cama em questão esteja num remoto rancho da Califórnia, onde uma secretária britânica, Rita Alexander (Lily Collins, Emily in Paris), e uma fisioterapeuta alemã (Monika Gossmann) conseguem mantê-lo longe da bebida por tempo suficiente para cumprir o seu exigente prazo.

Um flashback faz-nos então retroceder uma década.

Dá-nos a ver uma versão de Mank em plena actividade, alinhavando com os seus colegas novas ideias para filmes, no escritório do patrão da Paramount, David O Selznick, antes de passar para a órbita do fanfarrão Louis B Mayer, o manda-chuva da MGM (Arliss Howard interpreta-o carregando na malícia e na intimidação).

Esta fase do filme é um quem-é-quem das mais altas figuras de Tinseltown que nunca cai na caricatura, uma enfermidade de que padecem outros filmes sobre a indústria do cinema. As estrelas surgem de forma tão densa e rápida que nem se sente particularmente a ausência de uma Joan Crawford aqui ou um Charlie Chaplin ali.

Mank está completamente comprometido com o seu estilo wellesiano, com fades teatrais no fim das cenas, eco nas misturas de som, uma banda sonora de Trent Reznor e Atticus Ross a pedir meças a Bernard Herrmann, e uma grande profundidade de campo.

O director de fotografia, Erik Messerschmidt, emula o seu homólogo de Kane, Gregg Toland, capturando cada troca de olhar conspirativa e desdenhosa nos planos de fundo das cenas de festa sumptuosamente encenadas.

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Messerschmidt baseia-se na autenticidade da cinematografia daquele período, certificando-se de que o seu trabalho nunca se transforma num pastiche.

Há poucas coincidências quando está em causa Fincher, e o número de britânicos no elenco não será uma delas. O realizador persegue deliberadamente um estilo de época no que diz respeito à interpretação, e encontra-o em Collins, toda Vivien Leigh e Deborah Kerr.

As cenas delicadas com Oldman são pontos altos e podem mesmo merecer-lhe o reconhecimento da Academia nos Óscares.

A contenção também lá está, com a interpretação que Charles Dance faz de William Randolph Hearst, o magnata da imprensa que inspirou a personagem Charles Foster Kane.

O “Cidadão Hearst” é uma besta completamente diferente do magnata ficcional: uma presença taciturna e vampiresca nas festas em que é ele próprio o anfitrião, num castelo semelhante a Xanadu. É numa dessas festas que Mank finalmente – e fatalmente – vai para fora de pé.

Nada falha. Burke é maravilhoso, como sempre, apesar de um nariz protético que, de perfil, o faz parecer tanto Sam, a Águia (dos Marretas) quanto Orson Welles. Tuppence Middleton é demasiado jovem para interpretar a mulher de Mankiewicz, Sara (um casal que na vida real é da mesma idade).

Mas a actriz faz um excelente trabalho em diálogos que decorrem sobretudo por telefone, enquanto a vida do marido se transforma num furibundo caos.

Amanda Seyfried está na melhor forma de sempre como Marion Davies, a amante de Hearst, alguém muito mais inteligente do que a personagem que terá inspirado em Citizen Kane – O Mundo a Seus Pés, Susan Alexander.

Inevitavelmente satisfatório é o show de Oldman. Seja em cenas que o têm preso à cama, seja rezingando espirituosamente com os anfitriões de mais um sarau decadente, ou distanciando-se das corrosivas alianças políticas de Hollywood, Oldman é magnético.

Interpreta Mank como um patife adorável, com uma língua que o põe em apuros e uma caneta que o salva deles. A última vez que Oldman deu corpo a um alcoólico na década de 1940, ganhou um Óscar por isso. Não será surpreendente se isso voltar a acontecer.

João Pedro Rodrigues e a atracção do abismo

Não são muitos os cineastas – portugueses ou de outras nacionalidades – que possam gabar-se de terem estado em todos os principais festivais de cinema de “classe A”. João Pedro Rodrigues, logo à primeira longa, O Fantasma (2000), entrou no concurso oficial de Veneza.

Odete (2005) e Morrer como um Homem (2009) estiveram em Cannes – o primeiro na Quinzena dos Realizadores, o segundo em Un Certain Regard (e a curta Manhã de Santo António fechou a Semana da Crítica em 2012).

Agora, o seu novo filme, O Ornitólogo (2016), está no concurso oficial de Locarno, como “ponta de lança” de uma “embaixada” de uma dúzia de produções ou co-produções portuguesas – é a sua segunda presença na competição suíça, depois da sua longa a meias com o companheiro e cúmplice João Rui Guerra da Mata, A Última Vez que Vi Macau (2012).

Sou sempre o primeiro espectador dos meus filmes, e sou um espectador que gosta de estar desconfortável. Gosto de coisas que me questionem, procuro uma reacção visceral, quase orgânica

João Pedro Rodrigues

Some-se a isto o percurso internacional que João Pedro Rodrigues (n. 1966) tem tido ao longo da última década, com retrospectivas regulares, viagens constantes e residências artísticas (no francês Le Fresnoy ou em Harvard), para percebermos como é um dos realizadores portugueses mais respeitados no espaço cinéfilo global.

Some-se também a isto a retrospectiva integral que decorrerá em Paris no final do ano a convite do Centro Pompidou, coincidindo com a estreia francesa de O Ornitólogo; isto enquanto a galeria Solar, em Vila do Conde, recebe até finais de Setembro a exposição Do Rio das Pérolas ao Ave, que, 20 anos depois da primeira curta “oficial”, Parabéns!, revê de modo lúdico toda a sua carreira.

Paulo Pimenta

Mas gabar-se é coisa que João Pedro Rodrigues não faz, sentado na esplanada frente ao Teatro Municipal de Vila do Conde, onde veio acompanhar a inauguração de Do Rio das Pérolas ao Ave e apresentar o programa paralelo de filmes que, com Guerra da Mata, pensou para o Curtas Vila do Conde.

“Tudo isto é exterior a mim,” começa por dizer, enquanto bebe um café. “Locarno, o Pompidou, Vila do Conde – são coisas circunstanciais, calhou acontecerem com esta proximidade. Mas acho que os filmes se ligam misteriosamente uns aos outros.

E também acredito que as coisas, apesar de serem completamente racionais e pensadas, ultrapassam a racionalidade. Encontro nelas uma certa lógica, por razões que não são puramente racionais. Há um lado de instinto em que estou a aprender a ter confiança.

Não quero encontrar nenhuma receita para fazer os meus filmes, mas também não tento racionalizar demasiado as coisas. Esse não é o meu papel.”

O papel de João Pedro Rodrigues, então, é fazer filmes; o nosso será tentar decifrar porque é que ele os faz, e porque é que os faz assim, e porque é que eles falam deste modo a uma plateia global que o aclama repetidamente, mais do que a um público português (que, assim como assim, continua preso a uma ideia de “cinema português” que pouco ou nada tem a ver com a realidade da produção).

O Ornitólogo (2016) está no concurso de Locarno. O Fantasma (2000), primeira longa-metragem, esteve no concurso oficial de Veneza Paulo Pimenta

A expressão que vem à cabeça, ao longo de hora e meia de conversa, é “desafio”. Ele explica: “Sou sempre o primeiro espectador dos meus filmes, e sou um espectador que gosta de estar desconfortável.

Gosto de coisas que me questionem e me provoquem, procuro uma reacção visceral, quase orgânica. Gosto muito de sentir os filmes, mas não faço filmes com uma agenda relativamente ao espectador.

Não gosto de filmes que te dizem 'esta é a emoção que deves sentir, esta é a emoção que as personagens sentem', de uma forma demasiado sublinhada.”

Pensar o que os espectadores vão sentir perante os filmes de João Pedro Rodrigues é complicado, em parte porque a sua carreira se tem desmultiplicado, em parte porque nos últimos anos têm sido os seus filmes a meias com Guerra da Mata, mais lúdicos e irónicos, a terem maior visibilidade.

O realizador fala das reacções a O Fantasma e à curta de 2012 O Corpo de Afonso, encomenda de Guimarães Capital da Cultura onde o realizador procura junto de culturistas galegos uma presença física para dar corpo à ideia mítica de Afonso Henriques.

“Surpreende-me, por exemplo, que as pessoas achassem O Fantasma um filme provocador, quando quis fazer um filme quase inocente, à volta de uma personagem inocente, com um lado cândido. Por outro lado, O Corpo de Afonso tem algo de provocatório.

Fui fazer um casting a não sei quantos galegos, porque Portugal não existia antes de Afonso Henriques, e porque o galego é uma espécie de mistura entre o português e o espanhol. E quando o filme passou pela primeira vez, não houve grande reacção…”

A ideia de “provocação”, mais do que dirigida para fora, vem no entanto da sua necessidade de se questionar a si próprio enquanto cineasta. “Tento fazer coisas em que me sinto confortável, mas questiono-me dentro desse próprio conforto,” defende Rodrigues. “Não quero encontrar um método, um sistema de fazer as coisas.

Não quero fazer sempre o mesmo filme. Mas também não sei o que vem a seguir. Não tenho 30 projectos na gaveta. Tenho sempre uma coisa que me angustia muitíssimo, que é uma espécie de vazio de ideias. Mas é dessa angústia que nascem os filmes.

Hesito sempre: será que vou ser capaz de fazer isto? Se calhar não vou ser capaz de fazer nada, se calhar vai ser uma porcaria…”

É irónico que fale de questionamento, de angústia, de dúvida, pois desde Morrer como um Homem que tem estado num período de produção constante e quase imparável, assinando ora a solo ora com o companheiro de sempre e cúmplice criativo João Rui Guerra da Mata (n. 1966).

Três filmes inspirados por Macau, assinados em duo: as curtas Alvorada Vermelha (2011) e IEC Long (2015) e a longa A Última Vez que Vi Macau. Uma curta a solo, Manhã de Santo António.

Três encomendas: O Corpo de Afonso; para o Curtas Vila do Conde, Mahjong (2013), assinada a meias; um fragmento a solo para o 70º aniversário do festival de Veneza em 2013. Mais a primeira curta a solo de Guerra da Mata, O Que Arde Cura (2012), onde Rodrigues era o único actor e co-argumentista.

Mais uma instalação criada em 2013 para o museu sul-coreano Mimesis à volta de Manhã de Santo António, e depois adaptada para Harvard. Tudo isto durante o “momento negro” do cinema português, em que não houve quase dinheiro para filmar…

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O Fantasma (2000) e O Corpo de Afonso (2012)

“Surpreende-me que as pessoas achassem O Fantasma um filme provocador, quando quis fazer um filme quase inocente. Por outro lado, O Corpo de Afonso tem algo de provocatório (…) e não houve grande reacção…

João Pedro Rodrigues

João Rui Guerra da Mata, que assiste à conversa, ri-se: “Não parávamos de fazer coisas, quase como reacção contra [esse momento]”. João Pedro é mais prosaico. “Foram, mais uma vez, as circunstâncias. Foram filmes que fui fazendo porque tinha de fazer alguma coisa, e também porque mos encomendaram.

E sempre penso que as curtas são tão difíceis como as longas, mas é uma ilusão pensar que as pessoas olham da mesma forma para elas. São sempre uma espécie de objecto menor. Dito isto, acho que estes filmes mais curtos me deram mais liberdade, até para poder experimentar.

São todos bastante diferentes uns dos outros; sinto que são uma espécie de caminho feito de outros caminhos, de muitos passos, de desvios.” Sorri. “Os meus filmes são todos bastante diferentes, mas agrada-me a ideia de serem espelhos, de comunicarem de alguma forma, de haver coisas que passam uns para os outros e que voltam.

Por exemplo: O Ornitólogo é um filme que volta a muitas coisas dos meus outros filmes, mas talvez seja aquele onde me senti mais livre, apesar das imensas dificuldades de produção.”

O Ornitólogo, que terá estreia mundial em Locarno na próxima semana, é um projecto de que João Pedro Rodrigues fala há muito em entrevistas. Não é por acaso.

“Eu queria ser ornitólogo quando era miúdo,” explica o realizador, que tem formação em biologia, “e como as coisas em mim surgem sempre de uma forma obsessiva, a única coisa que eu fazia [nessa altura] era observar pássaros.

Passávamos todos os fins de semana fora de Lisboa, na aldeia de onde o meu pai é originário, e eu queria fazer uma espécie de inventário de todas as espécies, porque há um lado qualquer científico que me interessa nas coisas, queria conhecer a fauna daquele lugar.

Quando comecei a ir ao cinema, quando tinha 15 anos, comecei a ir muito obsessivamente. E uma coisa substituiu a outra. Se calhar é por isso que ele agora reaparece…”

Rodrigues não levantará demasiado o véu sobre o novo filme, “uma espécie de história do Santo António” como diz, co-produzida entre Portugal, França (onde já tem estreia marcada para o final do ano) e Brasil e que, pela primeira vez na sua carreira, se passa inteiramente na natureza.

Mas a sua gestação e produção prolongada iluminam de algum modo o seu processo criativo. “Sei que não sou muito rápido a fazer filmes,” admite. “Muitas vezes são as circunstâncias que mo impedem.

O Ornitólogo foi escrito muito depressa; tivemos o dinheiro para o fazer no último concurso antes do 'período negro', e isso foi uma das razões pelas quais demorou tanto tempo. Depois, foi complicado, como sempre, arranjar dinheiro lá fora.

E teve no fundo dois momentos de rodagem: uma primeira em 2014 em que só filmei animais selvagens, e a rodagem com os actores, no Verão de 2015. Não demoro muito tempo na montagem; gosto é de ter tempo para filmar, e luto por ter tempo para filmar, e luto cada vez mais porque é cada vez mais difícil ter tempo.”

Manhã de Santo António (2012) e Alvorada Vermelha (2011) – com João Rui Guerra da Mata

Se a rodagem é “o momento decisivo, onde se joga tudo”, como diz, é que é na escrita do guião que as coisas se decidem. “As coisas já estão muito escritas, os meus filmes quase não mudam. No Ornitólogo, só houve uma cena que mudou de sítio – o resto ficou exactamente na sequência do guião.

Mas sempre foi assim. No fundo é como se fizesse várias vezes o meu filme, e cada vez traz uma coisa diferente, entre a escrita, a filmagem e a montagem. E nas contingências do espaço físico as coisas mudam.

As últimas versões do argumento, por exemplo, foram escritas a pensar em sítios específicos.”

É essa dimensão espacial que acaba por explicar os convites regulares para criar instalações artísticas. “Sempre pensei que os filmes que faço são para cinemas, não para galerias,” surpreende-se. “E quando tivemos o convite em 2012 para a Coreia, eu não sabia o que havia de fazer.

Como é que podia apresentar um filme num museu, e que sentido é que podia fazer?” João Rui Guerra da Mata, responsável desde sempre pela cenografia e produção visual dos filmes e co-autor da exposição de Vila do Conde, fala da geografia do espaço – “que, a par da arquitectura, representa um factor muito importante no cinema do João Pedro.

Temos primeiro de conhecer o espaço, e depois pensar o que é que podemos fazer ali, e não conseguimos desenvolver ideias até ir lá e olharmos para aquilo.”

O espaço é algo que o cinema de Rodrigues sempre procurou e explorou, como confessa o cineasta. “Há uma espécie de tique do cinema contemporâneo que é a obsessão pelo plano geral, estar tudo à distância. a câmara fixa, a distância e as personagens ao fundo.

Ou então andar atrás delas com a câmara aos pulos,” diz enquanto se ri. “Isso não é no geral cinema de que eu goste. Tenho interesse em olhar o corpo que está ali à minha frente. Esse corpo é o corpo do actor, que vai interpretar uma personagem que eu criei para ele.

Como é que ele se desloca no espaço? Como é que interage com os outros? A tensão de um plano também vem do modo como pões os actores a interagir num determinado espaço. O que me interessa é encontrar a distância justa.

E o cinema também é feito desse contraponto entre o perto e o longe.”

É o espaço físico e o espaço entre os filmes, então, que Do Rio das Pérolas ao Ave percorre em simultâneo, redesenhando a própria estrutura das salas do Solar de São Roque, onde a galeria está instalada, para criar pontes conceptuais entre filmes que, imprevisivelmente, “desaguam uns nos outros, como se fossem uma espécie de rio ou de delta”.

“O que nos interessava,” diz Rodrigues, “era ver como apresentar estes filmes de outra forma, que ligações podíamos criar entre eles. Não me interessa só ter uma sala onde está o Corpo de Afonso a ser projectado.

Era tentar pensar o que vamos fazer para transformar os filmes, para deixarem de ser só os filmes e tornarem-se uma coisa que faz parte de um ambiente onde há adereços e tudo junto faça um outro sentido”.

João Pedro Rodrigues e o seu cúmplice de sempre, João Rui Guerra da Mata Paulo Pimenta

O Ornitólogo é um filme que volta a muitas coisas dos meus outros filmes, mas talvez seja aquele onde me senti mais livre, apesar das imensas dificuldades de produção

João Pedro Rodrigues

A resposta surgiu de modo “meio teatral”, exemplificando com uma das salas criadas na Solar, a que chamaram Identidade Nacional. “Pensámos numa espécie de revisão lúdica da masculinidade,” segundo Rodrigues, “em que confrontamos uma espécie de hiper-masculinidade com estereótipos do que é a representação da feminilidade.

De um lado projectamos O Corpo de Afonso, depois temos em frente uma à outra duas fotografias que já estavam no Morrer como um Homem, da Maria Bakker [criação em travesti do actor Gonçalo Ferreira de Almeida] e outra da [transsexual] Jenny LaRue, e a réplica da espada de Afonso Henriques, como que a sair do écrã e ao mesmo tempo a dividi-lo em dois com a sombra que projecta. São imagens que passam umas através das outras ou umas sobre as outras, que criam novas imagens, novos sentidos, para nós e esperamos que também para os outros.” É também por isso que esta exposição só terá existência em Vila do Conde, onde está patente até 25 de Setembro; tudo foi pensado especificamente para o espaço da Solar, e transpô-la para outra galeria implica reconfigurá-la, torná-la noutra exposição diferente.

Guerra da Mata falava de criar na Solar “um percurso lúdico que não fosse chato, que pudesse ser playful. Nós sabemos onde queremos chegar, mas não é importante explicar, dizer «é isto porque não sei o quê». Se o público quiser tirar ilações sobre o que lá está, que o faça.

” De certo modo, é essa questão de não impôr uma leitura, antes de propor desafios, que se jogou sempre no cinema de João Pedro Rodrigues. Ele já o disse, mas define-o de outro modo: “O cinema não é como a vida, é uma depuração. É uma construção.

Não são só momentos a seguir a momentos, mas coisas que se articulam numa estrutura mais longa. Os meus filmes estão sempre à beira de cair no grotesco, que é a coisa que eu mais detesto, no cinema e na vida também.

Mas é como se me sentisse atraído por isso, como se estivesse a olhar para o abismo. É qualquer coisa de querer arriscar, de cinema que arrisca…”

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