Como Trabalhar Com Pessoas Que Não Gostamos?

Pense por alguns instantes sobre todas as pessoas que você conhece. Provavelmente, você não consegue se lembrar de cada uma delas rapidamente, mas algumas aparecem imediatamente na sua mente.

Seus familiares, seus amigos próximos, a pessoa que você ama e as pessoas com quem você trabalha, por exemplo, estão sempre por perto, por isso você se lembra delas ao pensar em quem você conhece.

Em contrapartida, e se no começo do artigo tivéssemos pedido a você que pensasse nas pessoas das quais você não gosta? Algumas mudanças significativas aconteceriam na lista que você imaginou e, provavelmente, quem não convive sempre com você pode aparecer, nesse caso.

Ninguém é obrigado a gostar de todo mundo e, muitas vezes, podemos não gostar de colegas de trabalho ou de familiares. Isso, no entanto, não é um sinal verde para você maltratar esses indivíduos. A seguir, descubra como as pessoas inteligentes lidam com as pessoas das quais não gostam!

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Quando não gostamos de alguém, qualquer coisa que essa pessoa diga já é motivo para nos estressar. Sentimos, então, uma necessidade de criar conflitos, porém uma pessoa inteligente sabe que esse tipo de discussão não é produtiva e que, portanto, é melhor evitá-la. Aproveite seu tempo para fazer algo de que você goste em vez de usá-lo para brigar com alguém de quem você não gosta.

2) Mantêm distância nas redes sociais

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Tobi / Pexels

Acompanhar alguém pelas redes sociais é muito prazeroso quando gostamos dessa pessoa. Em outros casos, essa mesma atitude pode fazer com que desenvolvamos ainda mais antipatia por alguém de quem não gostamos muito. Se você é inteligente, silenciará esse alguém nas redes sociais ou vai deixar de seguir esse indivíduo. Assim, você não passará por estresse quando for utilizar as suas contas.

3) Não fazem fofoca

Quantas vezes você já começou uma conversa com outra pessoa só para falar mal de alguém de quem você não gosta? Toda vez que proferimos palavras negativas sobre um indivíduo, estamos desperdiçando nosso tempo precioso com uma atividade nada produtiva e prazerosa. Uma pessoa inteligente não faz fofoca, porque sabe que é muito melhor nutrir uma conversa sobre coisas positivas e felizes!

4) Tentam se comunicar

O melhor caminho para pessoas que não se gostam ou que têm um problema não resolvido é o diálogo. Alguém que é inteligente sabe que a maneira adequada de resolver um conflito é por meio da conversa e que isso pode melhorar consideravelmente a relação entre duas pessoas. Tente se comunicar com quem você não gosta para entender a raiz desse desentendimento e solucioná-lo!

Por mais difícil que pareça, nós devemos tratar com educação todas as pessoas mesmo aquelas de quem não gostamos. Isso não é só inteligente, mas uma regra essencial que serve para toda a vida.

Quando tratamos bem alguém, é provável que essa pessoa também nos trate bem, mesmo que seja só por educação. Então, cumprimente a pessoa de quem você não gosta e trate-a bem.

Lembre-se, porém, que é melhor poupar as conversas, para não se estressar.

Quais os sinais de que uma pessoa não gosta de você?

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Priscilla Du Preez / Unsplash

Em muitas situações, não temos nada contra uma pessoa e mesmo assim não nos damos bem. Isso pode acontecer porque é ela quem não gosta de nós. Como identificar se é esse o caso? Como saber se uma pessoa não é muito nossa fã?

Em primeiro lugar, observe como ela trata você. Ainda que o certo seja tratar todos com educação, nem sempre conseguimos fazer isso com quem não gostamos. Então, se essa pessoa o maltrata, deixando de cumprimentá-lo ou ignorando a sua presença, é muito provável que ela não goste de você.

Apesar disso, é importante considerar que há pessoas que são mais retraídas e que não apresentam muitas habilidades para lidar com as outras. Então, veja como ela trata os outros e como ela trata você. Se todas as pessoas que ela conhece são tratadas com indiferença, não é nada com você, mas, se você é o único indivíduo que ela trata assim, é melhor se atentar.

Outro indício de que alguém não gosta de você é a recepção dessa pessoa acerca do que você fala. Ela não precisa concordar com tudo, muito menos jogar confetes depois de cada pensamento que você conclui, mas, se ela sempre dá cortadas e respostas atravessadas, há uma chance considerável de ela não gostar de você.

A última evidência relevante de que uma pessoa não gosta de você é o fato de que ela evita estar nos lugares onde você está. Sabe quando alguém só confirma presença em um evento depois de saber que você não vai? Não existe um indício mais forte do que esse, por isso comece a observar!

Como tratar uma pessoa que não gosta de mim?

O fato de uma pessoa não gostar de você não significa que você tem algum problema ou que é alguém ruim. Na verdade, só significa que vocês são incompatíveis. Então, você não precisa se ofender ou se irritar com ela, caso seja confirmado que essa pessoa não goste de você.

Se vocês convivem no mesmo ambiente ou se encontram com frequência, tenha em mente que o melhor a ser feito é aceitar que ela não gosta de você e lidar com isso da melhor forma possível. Trate-a com educação, cumprimente e pronto. Você não precisa tentar desenvolver uma conversa ou “limpar a sua imagem”.

Caso você raramente veja essa pessoa, mantenha essa distância saudável. Quando vocês precisarem se encontrar, mostre que você não tem interesse em sustentar uma conversa ou em fazer a política da boa vizinhança. Ela se sentirá mais confortável por não ter que interagir muito com você e, assim, não terá motivos para gostar ainda menos de quem você é.

O que fazer quando você não gosta de alguém que gosta de você e vice-versa?

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Ariel Paredes / Pexels

Uma situação desconfortável e constrangedora é gostar de uma pessoa que não gosta de nós ou não gostar de alguém que sente apreço por quem somos. Às vezes, não sabemos explicar de onde vem esse sentimento negativo, pois ele simplesmente existe. Novamente, isso não é um sinal de que você ou a outra pessoa tenha algum problema, visto que é só uma incompatibilidade.

Se você não gosta de alguém que gosta de você, tenha respeito pelos sentimentos dessa pessoa. Mostre que você não se identifica com ela e que, apesar disso, não quer magoá-la. Caso você acredite que a sua opinião possa mudar com o tempo, diga isso também. Faça questão de que ela entenda que não há qualquer problema com quem ela é a fim de que ela não se sinta mal.

Se a situação é o inverso do que foi apresentado, ou seja, se você gosta de alguém que não gosta de você, converse com essa pessoa. Será que ela realmente não gosta de você? Entenda isso direito e só depois tome uma atitude.

Caso a sua suspeita seja confirmada, respeite o espaço dela e se afaste caso não haja a possibilidade de ela começar a gostar de você.

Por pior que pareça essa saída, é a melhor saída para que você não se iluda e para que a outra pessoa se sinta bem.

Se nós não escolhemos nossos familiares, imaginem nossos colegas de trabalho! É ótimo quando gostamos de todos com quem trabalhamos, mas nem sempre essa é a realidade para a maioria das pessoas. Se há alguma pessoa de quem você não gosta no seu ambiente de trabalho, veja o que fazer.

Separar o trabalho da vida pessoal é difícil quando trabalhamos com quem amamos, mas é fácil quando trabalhamos com alguém de quem não gostamos. Ao interagir com essa pessoa, mantenha os assuntos restritos ao trabalho. Aja com profissionalismo e evite discussões desnecessárias.

Caso a pessoa que não gosta de você no seu trabalho esteja fazendo algo para provocá-lo, mantenha a calma. Pense que retribuir esse tipo de atitude não fará bem para ninguém e que isso ainda pode prejudicar o serviço de vocês. Tente ignorar o que ela está fazendo ou entre em contato com alguém que é superior a vocês.

O que fazer quando não gostamos de pessoas da nossa família?

É possível não gostar de pessoas da nossa família por inúmeros motivos. Posicionamentos, atitudes, maneiras de ver o mundo e personalidades distintas são algumas das razões para isso. Embora isso seja totalmente aceitável, pode ser difícil de explicar para o restante da família que não gostamos de alguém.

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É muito comum que não gostemos de alguém da nossa família que é muito querido por outros familiares. Então, ao contar que queremos distância dessa pessoa, a reclamação pode soar estranha. Ao explicar que você não gosta de alguém, tente dar motivos para isso e explique que o seu ponto de vista não mudará, pois é uma questão pessoal.

Independentemente de como a sua família receba essa informação, não tente criar uma relação falsa, baseada apenas no que as outras pessoas querem para você. Respeite esse familiar de quem você não gosta, mas evite interagir por muito tempo com essa pessoa. Dessa maneira, o risco de vocês acabarem protagonizando um conflito será muito reduzido.

Como tornar o ambiente mais agradável mesmo repleto de pessoas das quais não gostamos?

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Clem Onojeghuo / Unsplash

Estar em um ambiente com muitas pessoas de quem não gostamos pode fazer com que nos sintamos inseguros, ameaçados, atacados ou odiados. Afinal, quando não gostamos de alguém, há uma grande chance de essa pessoa não gostar de nós também. É compreensível até que você evite estar em ambientes assim, mas nem sempre é possível fazer isso.

Uma dica para esse tipo de situação é manter ao seu lado pelo menos uma pessoa de quem você goste, o suficiente para você não se sentir só. Converse com ela durante todo o tempo, mas, por educação, cumprimente quem você não gosta. Além disso, vista uma roupa que o faça sentir-se bem, esteja em paz consigo e tenha a certeza de que o seu bem-estar não depende dessas outras pessoas.

Se você não tiver uma companhia agradável para esse ambiente hostil, a sua melhor alternativa é permanecer nesse lugar somente pelo tempo necessário, sem se prolongar. Encontre um cantinho onde você possa ficar e use o celular ou experimente comidas saborosas. Talvez as pessoas o achem um pouco antissocial, mas será melhor do que começar um conflito com alguma delas, não é?

Lidar com pessoas de quem não gostamos é um desafio, porém viver em sociedade pode nos proporcionar situações que exigem isso. A melhor maneira de fazer isso é agir com educação, com paciência e com tranquilidade, afinal, não há problema em não gostar de alguém. Entretanto, nada justifica maltratar alguém ou ser desrespeitoso.

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"Ninguém Gosta de Mim” no Trabalho! O Que Posso Fazer Para Mudar Isso?

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Pode parecer um tanto dramático quando ouvimos alguém dizer – “ninguém gosta de mim.

Apesar de soar como drama, nem sempre é e estar atento a isso é importante para que um problema pequeno não se torne um problema maior.

Por mais que a sensação de não ser querido por ninguém seja forte é sempre bom lembrar que existe alguém que, independente dos nossos pontos de melhoria, nos enxerga de forma positiva e gosta de nós assim como somos.  

Este sentimento pode se manifestar em diversos momentos e situações. Entre familiares, amigos e até mesmo no ambiente de trabalho. E é justamente sobre esse sentimento no ambiente de trabalho que quero falar neste artigo, querida pessoa!

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Porque meus colegas de trabalho não gostam de mim?

Quem vive este dilema no trabalho pode ter essa impressão negativa, mas na prática isso pode acontecer não porque pessoalmente seus colegas não gostem de você, mas sim porque eles não concordam com alguns dos seus comportamentos. Já parou para pensar nisso? Já parou para analisar suas atitudes no ambiente de trabalho e até mesmo, suas atitudes com os seus colegas?

Será que, por exemplo, você é realmente comprometido com a sua equipe? Será que não tem feito muitas fofocas? Você cumpre as regras, horários e é um profissional responsável? Mete-se o tempo todo em assuntos que não lhe dizem respeito e atrapalha o bom andamento das demandas? É inoportuno em suas colocações ou não pensa duas vezes antes de puxar o tapete de alguém? É proativo ou reativo, ou seja, só faz as coisas se for demandado? Colabora ou não?

Estas são reflexões que eu trago e que convido você a fazer para aprender a diferenciar o que é uma antipatia pessoal de um problema profissional com seus colegas mesmo. Muitas vezes, a pessoa quer tanto se destacar na carreira que age de maneira bastante precipitada.

A vontade de ascender profissionalmente a qualquer custo faz com que muita gente tenha atitudes que são nocivas para as relações interpessoais no trabalho.

Daí dizer “ninguém gosta de mim no trabalho” acaba se tornando uma verdade natural no dia a dia da pessoa, pois seus colegas não fazem a menor questão de esconder isso.

Já parou para pensar se você já tomou algumas destas atitudes nocivas no ambiente de trabalho, querida pessoa?

Ninguém Gosta de Mim – O Que Fazer Para Mudar Isso?

Sejamos francos, quando alguém não gosta de nós, sentimos isso claramente, não é mesmo? No trabalho, então, onde passamos a maior parte do nosso tempo, a insatisfação dos colegas com o profissional fica ainda mais evidente.

Isso prejudica diretamente o trabalho em equipe, a troca de informações, conhecimentos e experiências entre estes profissionais e a construção de bons resultados em conjunto.

Então, tá mais do que na hora de eliminar este sentimento de “ninguém gosta de mim!”.

Portanto, se você sente que sua reputação no trabalho está um pouco abalada, é essencial buscar reverter esta situação o quanto antes. Para isso, o primeiro ponto é avaliar quais são os comportamentos negativos que você tem tido com seus colegas e como isso tem impactado em suas relações interpessoais.

Você é feliz?

Como Trabalhar Com Pessoas Que Não Gostamos?

Trazendo de volta as reflexões que eu fiz acima é importante identificar quais são as atitudes que estão sabotando a sua moral na empresa e impossibilitando que as pessoas gostem de você.

Naturalmente, assim como não gostamos de todo mundo, nem todos podem gostar de nós também.

Entretanto, quando esta falta de empatia para com você ganha uma dimensão geral na empresa, é preciso urgentemente rever seus comportamentos, buscar feedbacks para melhorar os aspectos negativos e buscar evoluir a cada dia.

E o mais importante – você não deve buscar mudanças apenas para satisfazer as vontades de quem trabalha com você, mas sim porque mudar e melhorar ajuda em seu processo de desenvolvimento profissional e fará de você um ser humano infinitamente melhor.

Portanto, antes de tudo, mude por você, para você e não simplesmente para se adequar aos desejos dos outros. Deste modo, qualquer movimento de melhoria será muito mais consistente, pois será feito de dentro para fora e terá como base sua motivação interior.

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Como o Coaching pode ajudar neste processo?

Por fim, se você deseja melhorar realmente suas relações interpessoais no trabalho e se tornar um profissional, com portas abertas e sempre benquisto, minha dica é – invista em Coaching de Carreira de modo a trabalhar e eliminar seus gaps e potencializar suas competências e habilidades técnicas, emocionais e interpessoais. Com as técnicas e ferramentas de Coaching você poderá:

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Espero que este conteúdo contribua de maneira verdadeiramente positiva e poderosa com a sua carreira, querida pessoa. Que você seja um profissional com atitudes mais altruístas e que seus colegas reconheçam o ser de luz que existe dentro de você! Se este conteúdo te ajudou de forma positiva e você acredita que poderá ajudar outras pessoas, curta e compartilhe em suas redes sociais.

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Como sobreviver a um emprego que você odeia

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 (Foto: Justin Sullivan/Getty Images)

Qualquer um já ouviu histórias de pelo menos uma pessoa que odiava seu emprego, se demitiu e começou a trabalhar em uma área completamente diferente.

Nessa história, quase como em um conto de fadas, a mudança muda completamente a vida dessa pessoa, que então começa a se extremamente feliz no novo emprego. Mas fazer isso, na prática, não é nada fácil.

O que fazer se você está em um emprego do qual não gosta – ou odeia -, mas não pode simplesmente jogar tudo para o alto?

saiba mais

Qualquer que seja a razão, você está ‘preso’ ao trabalho – seja porque precisa pagar o aluguel e as contas, ou porque enviou dezenas de currículos, mas não recebeu resposta alguma.

Saiba que existem formas de tornar o dia a dia mais aceitável.

Em coluna publicada no The New York Times, Alina Tugend escreveu sobre o assunto e reuniu dicas valiosas de especialistas em carreira para quem está nessa situação.

Dawn Rosenberg McKay, que escreve sobre planejamento de carreira para o site About.com, sugere fazer uma lista com tudo o que você não gosta no trabalho.

Com a lista em mãos, tente avaliar o assunto com certa distância emocional – como durante as férias ou um final de semana. E não caia na tentação de escrever apenas a palavra ‘tudo’ nessa lista.

Você pode até se sentir assim, mas pensar desta forma não vai ajudar.

“Se você odeia seu chefe, escreva tudo o que você não gosta nele”, diz Dawn.

Tente separar: pense se você gosta daquilo que faz, mas não gosta dos colegas, ou o contrário? O problema é o chefe, as cobranças exageradas? Depois de fazer a lista com aquilo que odeia, faça outra lista com aquilo que gosta no trabalho. “Tente encontrar algo positivo, mesmo que seja apenas o bairro onde fica o escritório, ou a vista da sua janela”, afirma ela.

Se o problema não é apenas a vaga em que você está, mas a área em si, Cathy Goodwin, consultora especializada em mudança de carreira, sugere “desenvolver habilidades, em vez de apenas deixar o tempo passar”. O que você pode aprender na posição atual, que possa colocar em seu currículo? “Se a empresa oferece benefícios em educação, utilize-os”, diz ela.

Roy L. Cohen, autor do livro “Guia profissional de sobrevivência em Wall Street”, afirma que “um emprego ruim pode ser necessário para que você consiga fazer os cursos que precisa ou para que desenvolva o networking que possam te levar a empregos mais satisfatórios”.

3. Considere falar com a chefia

Se você está cansado de alguma tarefa em particular no trabalho, pense se suas responsabilidades mudaram nos últimos tempos. O trabalho mudou e agora você sente que está se distanciando daquilo que pensa que deveria estar fazendo para progredir na carreira? Nesse caso, pense se há alguma forma de conversar com seu chefe sobre isso.

Mas antes, “avalie se você está sendo tratado de forma diferente de seus colegas”, alerta Cohen. Com a necessidade de enxugar o quadro de funcionários, em muitas empresas, os funcionários que restam acabam acumulando trabalho.

Se todos estão na mesma situação, pode ser melhor aceitar a nova conjuntura.

Por outro lado, se você sente que está realmente sobrecarregado, ou se acha que está sendo tratado de forma injusta, pense em como falar com seu superior sobre isso.

Uma grande reclamação de muitos funcionários é que eles se sentem pouco apreciados pelos supervisores, afirma Cohen. Mas o melhor, nesse caso, é não esperar o reconhecimento no ambiente de trabalho.

Então, o que fazer? Procure feedback positivo fora do ambiente corporativo.

Seus amigos e sua família podem suprir essa necessidade? Se não, talvez valha a pena procurar um trabalho voluntário, ou se afilie a uma organização que possa te dar o propósito que você espera do trabalho.

5. Não leve tudo para o lado pessoal

A técnica em farmácia A. J. Russo conta que conseguiu lidar com os problemas que enfrentava com seus colegas de trabalho colocando a situação em perspectiva. “Eu tento me lembrar que a culpa não é dos meus colegas ou do meu chefe”, conta ela. “Estamos todos estressados, pensava, e então tentava não levar para o lado pessoal”.

Com contas e um empréstimo estudantil a pagar, “eu preferia estar empregada do que desempregada”. Ela estava determinada a se manter no trabalho até que conseguisse uma vaga melhor.

6. Cuidado para não reclamar demais

A colunista de carreira Dawn alerta que é preciso tomar cuidado para não reclamar muito com os colegas no trabalho. Reclamar um pouco pode dar um alívio, mas ficar só discutindo os pontos negativos na empresa só vai agravar a situação.

E não caia na autossabotagem. Um desempenho ruim, responder os colegas de forma grosseira e se atrasar demais são fatores que fazem as pessoas pensarem que você está descontente com seu trabalho – e isso pode fazer com que você seja demitido.

7. Não tem solução mesmo?

É claro que existem situações em que é preciso deixar um emprego, mesmo sem outro em vista – especialmente se isso está te deixando física ou emocionalmente doente, diz Dawn.

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Se o trabalho é uma fonte constante de estresse e mau humor, mesmo nos finais de semana, pode ser hora de deixar o emprego.

Nesse caso, vale fazer trabalhos pontuais e buscar empregos temporários até que você consiga outra colocação no mercado.

10 sinais que seus colegas de trabalho não gostam de você

SÃO PAULO – No dia a dia, não é tão difícil evitar tratar com pessoas que não gostamos. Mas no trabalho a convivência obrigatória nos faz ter que lidar com profissionais que, às vezes, não nos damos bem. 

A consultora de carreira e especialista em ambiente de trabalho Lynn Taylor afirma que “a maioria dos colegas de trabalho não mostra abertamente seu desprezo por outra pessoa para não causar problemas ou comprometer suas próprias carreiras. Eles podem dificultar a vida do indivíduo, mas provavelmente tentarão permanecer fora do radar”, disse ao Business Insider. 

No entanto, ela explica que sempre há sinais e se você puder identificá-los, será capaz de mudar as coisas antes que seja tarde demais. Para o bem da sua carreira, você deve se esforçar para ser sensível às necessidades de seus colegas de trabalho, permanecer otimista, amigável e comunicar-se abertamente. 

“Aqueles que fazem isso têm um futuro de carreira muito mais brilhante. Além disso, quando se tem relacionamentos de trabalho fortes e saudáveis, o profissional será mais eficiente e realizado em seu trabalho”, afirma Taylor. 

Vale lembrar que quando seus colegas de trabalho gostam de você, tudo fica mais fácil no dia a dia. 

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Confira alguns sinais de que seus colegas podem não gostar de você: 

  1. 1. Eles evitam contato visual 
  2. Você precisa ficar alerta se seus colegas evitam olhar para você no dia a dia, ou olham como se fossem superiores. Geralmente, fazemos contato visual direto com pessoas que admiramos, gostamos ou achamos superiores a nós. “É uma espécie de jogo de poder com os olhos”, afirma Audrey Nelson, médica e consultora de produtividade no trabalho. 

2.  Eles  encaram você 

Por outro lado, um olhar prolongado e intenso pode ser sinônimo de grosseria ou hostilidade para com a sua pessoa. O contato visual dura cerca de 3 segundos antes que a pessoa geralmente desvie o olhar e surja uma sentimento de desconforto, o que pode sinalizar antipatia, segundo o antropólogo David Givens. 

3. Eles não sorriem quando você está por perto

Não estamos falando de um dia ruim ocasional ou mal humor. Se seus colegas de trabalho fazem um esforço consciente para não sorrir quando você está na sala, algo está errado. 

4. Sua intuição diz que eles não gostam de você

Se você sente que seus colegas de trabalho não gostam de você, pode ser verdade. Se eles tratam você de maneira diferente dos outros e você não se sente bem ao redor deles, provavelmente você não é a pessoa mais querida do escritório. Confie no seu instinto e continue procurando por outros sinais se tiver um forte sentimento sobre isso.

5. Eles demonstram sinais negativos não-verbais 

Você deve ficar atento a sinais de movimentos do seu colega de trabalho. COMo por exemplo, olhares para cima enquanto fala com você, ou braços cruzados durante uma conversa, ou não deixam de fazer o que estão fazendo quando você diz algo para eles. As ações podem revelar mais coisas que as palavras. A linguagem corporal pode entregar quando um colega não gosta de você.  

6. Eles nunca te incluem nos assuntos do escritório 

Entenda assuntos como algo de atualizações do ambiente de trabalho a fofocas. É um sinal ruim você não estar a par das novidades e das brincadeiras que rolam durante o expediente, porque isso significa que seus colegas não se sentem a vontade o suficiente para pensar em você como um membro da equipe. 

7. Eles duvidam de você constantemente

Questionamentos sobre algumas decisões podem surgir e fazem parte do trabalho. Mas quando isso se torna constante, é sinal de desconfiança. E a situação pode ficar mais grave, com uma colega duvidando publicamente para ver você fracassar. 

  • 8. Eles incentivam você a sair do emprego
  • Esse sinal pode ser sutil e pode parecer uma ajuda, mas quando oferecem o emprego perfeito em outro lugar, ou ficam enviando ofertas de trabalho de outras empresas é sinal de que estão tentando se livrar de você. 
  • 9. Eles levam crédito pelo seu trabalho 

Não deixe que outras pessoas recebam os benefícios de um trabalho executado por você. Se isso acontece, você deve tomar algumas atitudes para evitar. Além disso, esse tipo de comportamento claramente demonstra que seus colegas estão prejudicando você de propósito. 

10. Eles excluem você de eventos sociais 

 Se você não é convidado para almoçar, ou para o happy hour depois do trabalho ou para reuniões sobre novos projetos, seus colegas provavelmente não querem passar mais tempo com você do que são obrigados. 

Aprenda como lidar com pessoas difíceis no ambiente de trabalho

Um dos grandes desafios profissionais é saber lidar com as pessoas difíceis no trabalho. É comum encontrarmos, durante a nossa trajetória, indivíduos com os mais diversos tipos de temperamento, personalidade e preferências.

Com algumas dessas pessoas, temos uma aproximação natural que muitas vezes evolui para uma amizade e a convivência acaba ultrapassando os limites da empresa. Em outros casos, ocorre um total desalinhamento de valores e preferências, o que dificulta o convívio.

No entanto, é importante aprendermos a lidar com essas pessoas da melhor maneira possível para viabilizar o trabalho em equipe.

Neste post damos algumas dicas para que você possa tornar as suas relações dentro da empresa mais harmoniosas. Acompanhe!

Qual é a importância do bom relacionamento para a vida profissional?

O relacionamento interpessoal é de extrema importância para um bom fluxo de trabalho. Cada vez mais atuamos em equipes e de maneira colaborativa, dependendo uns dos outros para alcançar bons resultados.

É claro que quando estamos com amigos ou pessoas que gostamos essa convivência é mais fácil, até por que sabemos o que agrada ou desagrada. No ambiente de trabalho a realidade é outra, e podemos nos deparar com comportamentos com os quais não concordamos.

Mesmo diante desse quadro, é importante preservar o bom relacionamento. Afinal, ele é a base de um clima organizacional positivo e interfere não só na produtividade, mas na motivação. Trabalhar em um local agradável nos ajuda a chegar mais longe e a enfrentar desafios.

Como lidar com pessoas difíceis no trabalho?

Algumas atitudes podem ser adotadas para facilitar a convivência com pessoas consideradas difíceis ou que têm uma personalidade que conflita com a sua. Selecionamos as principais delas a seguir.

Entender os motivos que levam a tal comportamento

Ter empatia é colocar-se no lugar do outro. Muitas vezes julgamos determinados comportamentos e atitudes, mas ao conhecer melhor a pessoa e suas experiências de vida, passamos a compreender o que a leva a agir de determinada maneira.

Você pode aplicar esse mesmo pensamento aos relacionamentos corporativos. Talvez o seu colega esteja com um comportamento explosivo graças ao estresse provocado pelo alto volume de trabalho.

Procure compreender a pessoa. Se o comportamento estiver incomodando muito ou sendo prejudicial, tente conversar em um momento mais tranquilo.

Explicar as suas dificuldades

A empatia não só pode ser praticada como despertada. Ao enfrentar uma questão que atrapalha o andamento de determinado projeto e pode prejudicar a convivência com o restante da equipe, é interessante abrir essas questões para que as pessoas compreendam as suas dificuldades e possam até mesmo auxiliar na busca por soluções.

Procure trabalhar a situação para que o outro possa entender as diferenças e ter uma compreensão maior dos entraves.

Ter autocontrole

Em algumas situações mais complicadas, podemos sentir que chegamos ao nosso limite, mas ter autocontrole é essencial para mantermos a situação dentro de parâmetros aceitáveis.

Muitas vezes, em uma situação tensa podemos dizer coisas que venham a gerar grandes prejuízos. O quadro fica mais complexo quando a pessoa em questão é o seu chefe.

Espere passar o momento mais complicado e depois, com calma, procure mostrar como se sentiu e colaborar para que essas relações sejam melhoradas.

Saber respeitar o espaço do outro

Se você percebeu que um colega está estranho, não fique fazendo várias perguntas ou tentando entender o que aconteceu a todo custo. Respeite o espaço dele e pense que todos temos dias ruins. Deixe a pessoa à vontade para lhe procurar se precisar conversar.

Lembre-se também que o que você gosta nem sempre agrada a outra pessoa. Tome cuidado com perfumes fortes, música alta e outras coisas que possam invadir o espaço alheio.

Agir racionalmente

Procure exercer a paciência, afinal, nem sempre é possível trocar de emprego ou de equipe. Para que a pessoa assuma o papel de um colega difícil, ela precisa de coadjuvantes em quem possa descarregar suas atitudes negativas.

Ignorar nem sempre é o caminho mais adequado, pois pode provocar mais irritação e piorar a situação. Procure sempre manter a compostura e avaliar tudo de maneira fria e racional.

Evitar comentários

Evite alimentar uma rede de intrigas e fofocas com comentários sobre determinado comportamento ou humor. Esse tipo de diálogo pode até aliviar a irritação ou a frustração naquele momento, mas começa a criar um ambiente extremamente tóxico.

Locais em que os comentários paralelos superam o profissionalismo tendem a fracassar, por mais competentes que sejam os profissionais que o ocupam.

Concentrar-se nos aspectos positivos

Certamente, todos os seus colegas têm qualidades que foram reconhecidas no momento da contratação. Procure se concentrar nessas características — pode ser uma inteligência mais aguçada, uma competência técnica que você não tem, entre outras.

Focar nos aspectos positivos vai naturalmente melhorar a relação com cada um do seu convívio, mudando a sua visão sobre as pessoas e, consequentemente, fazendo com que você as trate com mais simpatia e generosidade.

Fazer uma autoanálise

Você já parou para avaliar seu próprio comportamento? Tente por um momento não acusar o outro, mas olhar para si e reconhecer não só as qualidades, como os defeitos e as atitudes que podem atrapalhar a convivência em grupo.

Ninguém tem o poder de mudar o outro, mas todos podem observar a própria postura diante dos problemas e até mesmo melhorar a relação com uma pessoa mais ríspida ou difícil de conviver a partir de um novo comportamento.

Ter um diálogo claro

As pessoas normalmente não têm consciência de que seus hábitos podem ser incômodos ou atrapalhar os demais presentes na sala, como mascar chiclete ou falar alto ao telefone.

Nesses casos, é interessante conversar com a pessoa e explicar como essa atitude atrapalha o bem-estar do restante do grupo, mas de maneira suave e sem acusações.

Uma atitude afetuosa certamente vai gerar melhores resultados e manter a harmonia da equipe.

Saber como lidar com pessoas difíceis no trabalho é sinal de inteligência emocional e pode levar você a patamares muito mais altos na sua carreira. Lembre-se que todos os membros de uma equipe são importantes e devem ser valorizados.

A qualidade do relacionamento impacta diretamente no employer branding de uma organização, que é a reputação como marca empregadora. Se você quer saber mais sobre o assunto, confira o artigo “Employer branding: o que é e como pode ser aplicado pelo RH?”

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Como lidar com pessoas de quem não gostamos

No mundo perfeito, cada pessoa com quem interagimos é legal, eficiente e gentil. Elas riem de nossas piadas e compreendem nossas falhas. Porém, não desperdiçaremos linhas de texto falando sobre isso, porque o mundo perfeito não existe e tampouco nos oferece tantas oportunidades de crescimento.

No mundo que existe, muitas pessoas nos entristecem e até nos enlouquecem. Elas diminuem nossas motivações, não se esforçam para entender nossos valores e histórias de vida. Felizmente, não precisamos acordar e dormir ao lado destas pessoas, MAS precisamos sim nos relacionar com elas.

Atualmente, temos muita facilidade para excluir contatos da nossa linha de tempo, mas a verdade é que sempre haverá uma área da vida com alguém que não poderá ser excluído. Não poderemos excluir vizinhos, colegas de trabalho e familiares de quem não gostamos – e não tem problema não gostar.

Provavelmente, alguém também não gosta de você e ninguém morrerá por isso. Mas, todos perderemos uma grande chance de crescimento conjunto se deixarmos que as diferenças pessoais impeçam a convivência. Aqui entram os conselhos de grandes líderes de equipes e de profissionais de recursos humanos.

Como lidar com pessoas de quem não gostamos:

1 – Aceitar que não gostaremos de todo mundo

Às vezes, caímos na armadilha da moral: de que seríamos pessoas boas e que, por isso, gostaríamos de toda população do planeta. O fato é que a única forma de gostarmos de todos é não nos relacionarmos com nenhum. Sempre encontraremos dificuldades para conviver com pessoas que possuem visões opostas às nossas, por exemplo. E pessoas que sabem lidar com pessoas sabem disso.

Isso não faz de você um ser humano ruim. Vocês não se dão bem porque têm valores diferentes e esta diferença gera julgamentos. Uma vez que você aceita que não precisa gostar de todos e a razão disso é uma diferença de valores, a razão se sobrepõe à emoção. E isso gera algo fantástico: a concordância em discordar.

2 – Tratar as pessoas de quem não gostamos com civilidade

Não importa o que você sente por alguém, esta pessoa se ajustará à sua atitude e isso, possivelmente, refletirá de volta para você. Se você é rude, ouvirá agressividade. Se você for justo e buscar a imparcialidade, provavelmente receberá o mesmo. Cultivar uma face diplomática é importante. Desenvolver a capacidade de ser profissional nas relações sociais é um ganho para todos.

A civilidade mantém a convivência fluindo apesar das diferenças. Pode não ser uma relação apaixonante, uma relação que busca a fusão e a unidade, mas é uma relação social madura entre dois indivíduos com visões diferentes – e aqui aprendemos uma grande lição: aqueles que nos desafiam a sair de nossas próprias ideias expandem nossas mentes.

3 – Checar nossas expectativas

Você lerá isso em todos os artigos sobre relações e repetiremos, porque não adianta apenas ler, é preciso praticar e reforçar diariamente. Projetar-se nas pessoas, achar que o outro é igual a nós e sentirá/pensará/agirá como nós é a receita para a… Frustração.

Mais ainda, se uma pessoa repetidamente lhe faz sentir (mal) da mesma forma, busque um padrão na atitude e ajuste suas expectativas quando os contextos retornarem.

Suponhamos que você não se sente suficientemente compreendida ou amada em determinado aspecto. Sempre que isso ocorre, você se sente solitária.

Ao mudar as expectativas, isso não significa que você deve se sentir solitária, isso nunca. Mas, significa duas outras coisas muito mais interessantes:

  • Você poderá buscar outras pessoas para debater estas questões
  • Você poderá se abrir para a forma com que esta pessoa lhe dá atenção, percebendo que, talvez, ela já lhe compreende, ela apenas não expressa da mesma forma que você.

Mudar as expectativas não é esperar menos dos outros, é não esperar que os outros sejam você. Isso não apenas colabora para a abertura das relações e para o fim dos julgamentos, mas como também para a expansão da nossa forma de ver o mundo.

Um mundo mais diverso, mesmo que mais difícil, é muito mais interessante do que um mundo composto por bilhões de cópias de nós mesmos.

O que acontece ao nosso corpo quando não gostamos do trabalho que temos

Encontrar trabalho nem sempre é uma tarefa fácil e, muitas vezes, vemo-nos obrigados a aceitar um emprego que não nos agrada tanto só para porque o salário é mais alto. Problema: isso pode trazer consequências para a nossa saúde.

Existem alguns motivos que nos levam a odiar um trabalho. Problemas com o chefe, más condições e salários baixos são alguns exemplos, bem como ter um emprego que não se enquadra com as nossas preferências, interesses e área de formação. Tudo isso leva-nos a altos níveis de stresse e ansiedade, que são prejudiciais para o nosso corpo.

Mas também depende da relevância que o trabalho tem para nós. Maria José Chambel, psicóloga de trabalho, revela que, de um modo geral, “o trabalho é uma dimensão bastante relevante da nossa vida”.

Segundo a especialista, “ter um trabalho de que não se gosta ou que é muito diferente daquilo que se esperava, pode ser, efetivamente, um aspeto que pode trazer repercussões negativas para a saúde”.

Estivemos à conversa com três especialistas da área da saúde que confirmam isso mesmo: não gostar do trabalho tem consequências para o nosso corpo. Mas quais? Ana Isabel Pedroso, médica de medicina interna do Hospital de Cascais, Maria José Chambel, psicóloga de trabalho, e a nutricionista Mariana Abecasis, explicam.

1. Acordar, bocejar, bocejar e bocejar

Uma das áreas afetadas é o sono. A médica de medicina interna do Hospital de Cascais, Ana Isabel Pedroso, afirma que está tudo ligado com o stresse e, assim, acabamos por ter “dificuldade em dormir, não conseguir adormecer de todo ou acordar mais cedo do que é normal”. Ou seja, a qualidade do sono “não é a melhor” e ficamos mais cansados durante o dia.

O especialista do sono Joaquim Mota concorda que a ansiedade causada por não gostarmos do que fazemos afeta o sono, mas deixa o alerta de que o mesmo acontece se estivermos sobrecarregados de trabalho.

“Quando uma pessoa está ansiosa, vai para a cama, vai a pensar no trabalho de que não gosta, não dorme, desenvolve uma insónia, tem dificuldades em adormecer ou acorda com frequência.

Mas também acontece o contrário.

O facto de estarmos sempre disponíveis para trabalhar tem implicações, como ter dificuldade em adormecer, conciliar o sono com o trabalho ou dormir pouco”, explica.

2. Ter dores no corpo

Outro aspeto que é afetado pelo ódio ao trabalho é o corpo. O stresse gerado faz com que se sintam algumas contraturas ou dores nos musculares. “É uma coisa que as pessoas têm muito e sentem quando estão stressadas. É algo que, quando não se gosta realmente do trabalho, pode acontecer muito e é físico”, revela Ana Isabel Pedroso.

3. Não se sentir bem

Parece que não, mas o facto de não gostarmos do trabalho pode levar-nos a ficar doentes — mas não de imediato. De acordo com a psicóloga Maria José Chambel, “a probabilidade de a pessoa vir a sofrer alguma doença por esse motivo vai aumentar, mas também está bastante dependente da própria maneira como encara a situação”.

As doenças são variadas e podem ir desde doenças mentais — como depressão, também mencionada por Ana Isabel Pedroso — até doenças do foro respiratório.

“Hoje em dia, há estudos que relacionam o facto de não gostarmos do trabalho, não só com a saúde mental das pessoas (depressão, desinteresse, desmotivação), mas também com consequências físicas como cansaço em excesso ou até doenças do foro cardíaco, alérgico ou respiratório”, indica a psicóloga e professora na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa.

4. Ter comportamentos pouco saudáveis

Mas as doenças não surgem apenas por não gostarmos da nossa profissão. Não há uma relação direta — têm de existir motivos mais concretos (e existem), até porque muitas vezes este sentimento de desmotivação, tristeza ou frustração leva-nos a arranjar formas de os esquecermos.

Segundo a psicóloga Maria José Chambel, estes estados psicológicos podem fazer com que “a pessoa adote comportamentos pouco saudáveis, como fumar em demasia ou beber bebidas alcoólicas. Vai deixar de ter comportamentos saudáveis e, consequentemente, potenciar o aparecimento da doença”.

5. Já comeu uma pizza, dois pacotes de bolachas e ainda tem fome

Normalmente, quando estamos tristes, gostamos sempre de comer qualquer coisa doce para nos animarmos. A nutricionista Mariana Abecasis afirma que a parte emocional e psicológica “tem muito impacto no nosso apetite”.

É a chamada “fome emocional”, que acontece quando a pessoa não está a nutrir o corpo, pois só se alimenta de alimentos pouco saudáveis e vai desregulando o organismo.

“Acontece muito quando está a fazer um trabalho de que não gosta. As pessoas comem alimentos mais açucarados porque lhes dão um bem-estar imediato.

Quando estamos tristes a nossa tendência é comer alimentos que nos dão essa sensação”, explica.

Primeiro há que ganhar consciência de que não é o corpo que está a pedir este tipo de alimentos, mas sim a mente. Depois, uma das coisas fundamentais é “comer várias vezes ao longo do dia.

Devemos fornecer alimentos com mais nutrientes ao nosso corpo — como ovos cozidos, iogurtes, queijo cottage ou queijo fresco.

Outro aspeto fundamental passa por beber líquidos. “Se tivermos hidratados não temos tanto apetite. Não só água, mas limonada sem açúcar, por exemplo”, revela a nutricionista.

Mas não se trata de algo consciente. “É a mente que pede este tipo de alimentos que não têm reais nutrientes e que não fazem bem”, revela Mariana Abecasis.

Para a médica de medicina interna Ana Isabel Pedroso, o que acontece muitas vezes é que  “ou temos uma compulsão ou obsessão pela comida, ou então a uma diminuição do apetite”, mas o resultado é o mesmo. “Acabamos por não nos alimentarmos da melhor forma”, diz a especialista.

O que se deve fazer para combater esta situação?

Se não gosta do seu emprego e já sente o corpo a dar sinais, saiba que existem soluções. Ana Isabel Pedroso aconselha o afastamento daquilo que nos está a fazer mal, o que neste caso passa por resolver o que quer que seja no trabalho.

Outra das possibilidades de resolução do problema passa por pedir ajuda profissional.

Segundo a psicóloga Maria José Chambel, se a pessoa está num “beco sem saída” e não consegue resolver o problema sozinha, “existem especialistas que as ajudam a reorientar os seus interesses e a sua atividade profissional dando-lhes algumas ferramentas, forças e ânimo para que não desistam de procurar um melhor ajustamento entre o que querem e o que está disponível”.

A psicóloga aponta ainda uma dificuldade: “Muitas vezes, a pessoa também tem ideias muito fixas sobre o que gostaria de fazer e não cria alternativas”.

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