Como Sei Que O Meu Leite E Bom?

A amamentação é um momento mágico entre mãe e filho. Mas também sempre é motivo de preocupação. Sempre aparecem aquelas dúvidas: Será que vou ter leite o suficiente? O leite vai sustentar meu filho? Veja como saber se o leite materno está sustentando o bebê:

O corpo produz leite na medida que o bebê solicita, Quanto mais ele mamar, mais leite a mãe irá produzir. Existem casos em que a mãe não produz todo o leite que poderia produzir, mais isso é raro e representa apenas 2% das mães que têm dificuldades para produzir a quantidade ideal de leite.

Primeiramente a mãe deve verificar se a criança está conseguindo sugar direitinho o leite, assim saberá se o verdadeiro problema realmente está no sustento ou por outro motivo.

E mais do que a sucção inadequada, a insegurança e o nervosismo da mãe também podem prejudicar a produção de leite (confira os 15 alimentos para produzir mais leite materno).

Por isso a importância de se manter tranquila, já que relaxar ajuda a estimular produção de leite.

Como Sei Que O Meu Leite E Bom?

A maneira mais eficaz de saber se um bebê está sendo adequadamente alimentado por meio do leite materno, é checando periodicamente o ganho de peso.

Espera-se que o bebê tenha um ganho diário de 25 a 30 gramas de peso pelo menos durante o primeiro mês de vida. Por isso é muito importante as visitas frequentes ao pediatra para verificar se está tudo bem com o bebê e, a qualquer dúvida quanto ao sustento do leite materno, o médico irá orientar da melhor forma.

Segundo a nutricionista Pamela Oliveira, não existe leite materno fraco. “Na verdade, não há fraco ou forte. Existe leite bom para a criança”, garante. A afirmação tem fundamento científico. A qualidade desse leite é ideal ao bebê e a maior parte das mulheres é capaz de produzi-lo em quantidade suficiente e adequada para seu filho.

A nutricionista ainda afirma que a mãe que amamenta precisa de uma maior quantidade de alimentos e líquidos. “Assim supre suas necessidades e produz leite em quantidade e qualidade adequadas ao bebê”.

Frequentemente, quando uma mãe pensa que não tem leite suficiente, seu bebê está recebendo tudo o que necessita.

A falsa impressão de que o leite não está sendo produzido em quantidade suficiente surge quando a mamãe para de sentir o peito encher ou quando o leite para de vazar.

Mas isso ocorre porque o corpo se adaptou à demanda por leite do bebê e há fases em que o bebê mama mais que o normal. Estes são os chamados picos de crescimento.

Leia mais: Como saber se o leite está secando

Como Sei Que O Meu Leite E Bom?

Foto: Vagabomb

Muitas mães dizem que o bebê acabou de mamar e está chorando, irritado, o que faz com que elas fiquem apreensivas e preocupadas, achando que o bebê está com fome e seu leite não foi suficiente.

Então, mamães, não se preocupem se seu filho está chorando muito para mamar. Nos primeiros meses de vida o choro é a única forma de comunicação da criança. O bebê quer mamar a toda hora porque ele está aprendendo a fazer isso, ou seja, está aprendendo a mamar.

Então, ele pode se cansar e necessitar repouso antes de continuar a mamada.

Outro aspecto que precisa ser considerado – e que leva o bebê a querer o peito muitas vezes – é que o leite materno tem uma digestão mais rápida do que o leite de vaca.

Leite materno sustenta até quando?

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde) e o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), a amamentação deve ser exclusiva até os seis meses de idade.

“O leite materno é melhor alimento para o bebê, sendo somente ele suficiente até os seis meses de vida da criança.

Nele contém imunidade que a mãe transfere ao filho e é adequado às necessidades da criança”, afirma Pamela Oliveira, que complementa: “o leite materno possui 250 substâncias de proteção ao bebê”.

Como Sei Que O Meu Leite E Bom?

Foto: RosiePope

Quando parar de amamentar?

O desmame se inicia quando outro alimento é introduzido além do leite materno. A OMS e o Unicef recomendam que após os seis meses de idade os bebês devem continuar sendo amamentados, bem como iniciar uma alimentação adequada e nutritiva, até dois anos de idade ou mais.

Ou seja, a recomendação é que o aleitamento materno siga, se possível, até pelo menos os dois anos de idade, em paralelo com a alimentação da criança, que deve ser rica e variada. Mas ele pode (e deve) prosseguir se mãe e filho desejarem.

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Muito pouco leite materno? Como aumentar uma baixa produção de leite

Muitas mães preocupam-se que possam ter uma baixa produção de leite, mas pode ser difícil saber ao certo. Continue a ler para perceber se tem mesmo uma baixa produção de leite e o que pode fazer acerca disso.

Como Sei Que O Meu Leite E Bom?

“Tenho leite materno suficiente?” é algo com que as novas mães se preocupam com frequência. Mas, se o seu bebé estiver saudável e a crescer bem, o mais provável é que esteja tudo bem.

No entanto, se estiver preocupada com a sua produção de leite, é importante pedir aconselhamento cedo. Se tudo estiver bem, mais depressa fica tranquilizada.

Além disso, evita a armadilha de dar leite de fórmula ao seu bebé, sem necessidade, o que pode reduzir a sua própria produção de leite.

Um pequeno número de mães pela primeira vez tem dificuldade em produzir leite materno suficiente devido a motivos médicos, que incluem:

  • Uma perda de sangue excessiva (mais de 500 ml) durante o parto ou a retenção de fragmentos da placenta podem atrasar a descida do seu leite (que geralmente acontece cerca de três dias após o parto).1
  • Um historial de síndroma do ovário policístico, diabetes, distúrbios da tiróide ou outros distúrbios hormonais. Por vezes, as mães com estas condições têm uma baixa produção de leite.2
  • A hipoplasia mamária, uma condição médica rara em que não existe na mama suficiente tecido glandular produtor de leite.3
  • Cirurgias mamárias anteriores ou traumatismos da mama – apesar de muitas mães que fizeram cirurgia amamentarem com sucesso.4

Se alguma destas condições se aplicar a si, consulte um consultor em aleitamento materno ou especialista em amamentação.

Assim que o seu leite descer, os seus seios começam a produzir leite seguindo um processo de “oferta e procura”. Cada vez que é removido leite, quer pelo seu bebé a alimentar-se, quer por extração, os seus seios produzem mais.

É por este motivo que dar biberões de leite de fórmula pode reduzir a sua produção de leite – o seu corpo não está a receber a mensagem para produzir mais leite, porque não está a ser removido nenhum.

A forma como o seu bebé mama também afeta a sua produção. Quanto maior for a frequência e a eficácia da sua amamentação, mais leite produzirá. Se o seu bebé não tomar leite suficiente durante uma sessão de amamentação, é essencial extrair regularmente para proteger a sua produção de leite. Veja mais conselhos abaixo.

Apesar de uma baixa produção de leite ser rara, durante as suas primeiras semanas, o seu bebé pode ainda ter dificuldades em tomar o suficiente, por outras razões.

Pode não estar a mamar com a frequência suficiente, ou durante o tempo suficiente, especialmente se estiver a tentar seguir um horário de amamentação, em vez de amamentar a pedido do bebé.

Pode não estar a agarrar bem a mama ou pode ter uma condição que torna mais difícil tomar o leite.

Os seguintes sinais mostram que o seu filho não está a receber leite suficiente:

  • Ganha pouco peso. É normal nos primeiros dias os recém-nascidos perderem 5% a 7% do peso que tinham à nascença – alguns perdem até 10%. No entanto, depois disso devem ganhar pelo menos 20 a 30 g por dia e ter de novo o peso que tinham à nascença por volta dos dias 10 a 14.5,6,7 Se o seu bebé perdeu 10% ou mais do peso que tinha à nascença, ou se não começou a ganhar peso por volta dos dias 5 ou 6, deve consultar um médico imediatamente.
  • Fraldas molhadas ou sujas insuficientes. O número de cocós e chichis que o seu bebé tem por dia é um bom indicador para saber se ele está ou não a receber leite suficiente. Veja o nosso artigo que explica o padrão que o seu bebé deve seguir em Amamentar o seu recém-nascido: o que esperar na primeira semana. Consulte um médico se estiver preocupada, ou se tiver notado que as fraldas sujas estão menos molhadas e menos pesadas.
  • Desidratação. Se o seu bebé tiver uma urina de cor escura, a boca seca ou icterícia (pele ou olhos amarelados), ou se estiver letárgico e relutante em mamar, pode estar desidratado.6 A febre, diarreia e vómitos ou o sobreaquecimento podem provocar a desidratação nos bebés. Se notar algum destes sintomas, consulte um médico rapidamente.

Tipicamente, os recém-nascidos mamam com frequência – cerca de 10 a 12 vezes por dia ou todas as duas horas – e isto não é sinal de que não tem leite suficiente. Não se esqueça de que o seu bebé também mama para receber conforto e é difícil perceber quanto leite toma em cada sessão de amamentação – a quantidade pode variar.

As situações abaixo são perfeitamente normais e não são sinais de uma fraca produção de leite:

  • o seu bebé quer mamar com frequência
  • o seu bebé não quer que deixe de o ter ao colo
  • o seu bebé acorda durante a noite
  • sessões de amamentação curtas
  • sessões de amamentação longas
  • o seu bebé toma um biberão depois de uma sessão de amamentação
  • sente os seus seios mais moles do que nas primeiras semanas
  • os seus seios não perdem leite ou costumavam perder leite e agora não
  • não consegue extrair muito leite
  • tem seios pequenos

Se suspeitar que o seu bebé não está a receber leite suficiente, consulte um consultor em aleitamento materno ou especialista em amamentação.

Eles irão avaliar se tem uma baixa produção de leite e observar uma sessão de amamentação, para ver se o seu bebé agarra bem a mama e toma o leite suficiente.

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Poderão sugerir que ajuste a sua posição de amamentação ou a forma como o seu bebé agarra a mama para poder mamar melhor.

Também pode experimentar ter mais contacto pele com pele com o seu bebé antes e durante as sessões de amamentação, para estimular a hormona oxitocina que faz fluir o seu leite. Ou use técnicas de relaxamento, como ouvir a sua música repousante preferida, para reduzir a ansiedade que possa estar a afetar a sua produção.8

Com apoio, a maioria das mães com baixa produção de leite consegue amamentar os seus bebés parcialmente e algumas conseguem desenvolver uma produção de leite completa.

Se o seu bebé ainda não estiver a tomar leite suficiente diretamente da mama, talvez por ter sido prematuro ou por ter necessidades especiais, poderá ter de extrair leite para proteger a sua produção e o seu profissional de saúde poderá prescrever galactogogos (medicamentos para aumentar a produção de leite).

Se ainda não consegue extrair leite suficiente para o seu bebé, vai precisar de o complementar com leite de dadoras ou com leite de fórmula, sob a orientação de um profissional médico. Um sistema de nutrição suplementar (SNS) pode ser uma forma satisfatória de ele tomar todo o leite de que precisa na mama.

Se precisar de dar um impulso à sua produção de leite nos primeiros cinco dias após o parto, pode usar um extrator de leite elétrico duplo com tecnologia de iniciação, como o Symphony da Medela. Este tipo de extrator foi concebido para imitar a forma como o bebé estimula os seios quando mama e está demonstrado que aumenta a produção de leite a longo prazo.9

Assim que o seu leite descer, a extração dupla significa que pode extrair mais leite em menos tempo.10 Este método também drena melhor os seios, o que também ajuda na produção de leite.

Apesar de todas as mães serem diferentes, muitas vezes, é boa ideia extrair leite logo após ou uma hora depois de uma sessão de amamentação. Isto pode parecer um contrasenso porque geralmente é mais fácil extrair de uma mama cheia. Mas deve pensar na sua sessão de extração como “fazer uma encomenda de leite” para o dia seguinte.

No início, pode recolher apenas pequenas quantidades, mas não desanime – com a extração regular, as quantidades aumentam.

Procure retirar leite (através da amamentação e da extração) oito a doze vezes por dia, incluindo uma sessão à noite, quando os seus níveis da hormona prolactina, produtora de leite, estão mais elevados. Quanto maior a frequência da retirada de leite, melhor.

Depois de dois ou três dias de extração regular, deverá notar um aumento significativo na produção. Para aconselhamento sobre como obter mais leite em cada sessão de extração, leia as dicas sobre extração de leite materno.

Se o seu bebé não está a mamar diretamente de todo, ou se não consegue extrair leite suficiente para ele, uma técnica chamada “extração com a ajuda das mãos” pode ser útil.

Foi demonstrado que aumenta a quantidade de leite que as mães conseguem extrair numa sessão.11,12 Todo o processo demora cerca de 25 a 30 minutos.

Lembre-se de que quanto mais vazios estiverem os seus seios, mais rapidamente produzem leite.

Siga estes passos simples:

  • Massaje os seios.
  • Faça extração dupla usando um sutiã de extração para manter as suas mãos livres.
  • Durante a extração, use os seus dedos e o polegar para comprimir a sua mama durante alguns segundos. Solte e repita. Faça compressões nos dois seios até o fluxo de leite diminuir para apenas umas gotas.
  • Massaje de novos os seios.
  • Termine extraindo manualmente ou fazendo extração simples, comprimindo os seios e alternando de um para o outro, para os drenar tão completamente quanto possível.

Assim que o seu bebé estiver a ganhar peso e a sua produção de leite tiver aumentado, pode passar para a amamentação em exclusivo.

Referências

Referências

1 Pang WW, Hartmann PE. Initiation of human lactation: secretory differentiation and secretory activation. J Mammary Gland Biol Neoplasia. 2007;12(4):211-221.

2 Vanky E et al. Breastfeeding in polycystic ovary syndrome. Acta Obstet Gynecol Scand. 2008;87(5):531-535.

3 Neifert MR et al. Lactation failure due to insufficient glandular development of the breast. Pediatrics. 1985;76(5):823-828.

4 Neifert M et al. The influence of breast surgery, breast appearance, and pregnancy-induced breast changes on lactation sufficiency as measured by infant weight gain. Birth. 1990;17(1):31-38.

5 C Tawia S, McGuire L. Early weight loss and weight gain in healthy, full-term, exclusively-breastfed infants. Breastfeed Rev. 2014;22(1):31-42.

6 Lawrence RA, Lawrence RM. Breastfeeding: A guide for the medical profession. 7th ed. Maryland Heights MO, USA: Elsevier Mosby; 2010. 1128 p.

7 World Health Organisation. [Internet]. Child growth standards; 2018 [cited 2018 Feb]

8 Keith DR et al. The effect of music-based listening interventions on the volume, fat content, and caloric content of breast milk-produced by mothers of premature and critically ill infants. Adv Neonatal Care. 2012;12(2):112-119

9 Meier PP et al. Breast pump suction patterns that mimic the human infant during breastfeeding: greater milk output in less time spent pumping for breast pump-dependent mothers with premature infants. J Perinatol. 2012;32(2):103-10.

10 Prime DK et al. Simultaneous breast expression in breastfeeding women is more efficacious than sequential breast expression. Breastfeed Med. 2012;7(6):442-447.

11 Stanford University School of Medicine [Internet]. Stanford, CA, USA: Maximizing Milk Production with Hands-On Pumping; 2017. [Accessed 30.04.2018].

12 Morton J et al. Combining hand techniques with electric pumping increases milk production in mothers of preterm infants. J Perinatol. 2009;29(11):757-764.

12 dicas para aumentar a produção do leite materno

Os desafios na amamentação são muitos e não é raro pensar que o corpo parou de fabricar leite. Embora em alguns casos a baixa produção esteja mesmo relacionada a algum aspecto da saúde da mãe, na maioria das vezes o real problema é a falta de estímulo.

“A sucção adequada e regular do bebê é muito importante, porque o leite é produzido a partir dessa demanda”, aponta Monica Carceles, neonatologista da Pro Matre Paulista, em São Paulo. Separamos alguns macetes para manter a fábrica em dia sem sofrimento. E a saúde de mãe e filho também! Vamos lá:

1. Observe se a pega está correta

O jeito certo do pequeno mamar é abocanhar a aréola toda. “Se ele pega só o bico, vai apenas chupar, sem conseguir sugar de verdade”, explica. Quando há falhas nesse processo, a produção cai, a mãe pode se machucar e o filho não receber a quantidade ideal de leite. A melhor posição é com cabeça e corpo voltados para a mãe, que pode gentilmente abrir a boca do bebê e levá-la ao seio.

2. Ofereça o peito logo após o parto

“Na primeira hora de vida, o bebê está mais atento do que ficará nas horas seguintes, então as chances de pegar o seio adequadamente são maiores”, ensina Monica. As tentativas devem continuar mesmo se a quantidade de leite for pequena porque é delas que nasce o incentivo para aumentar a produção. Vale lembrar que a demora também expõe o bebê a riscos importantes.

3. Investigue a dor

Nos primeiros dias, as mamas ainda ficam inchadas, doloridas e podem liberar pouco leite. Depois disso, entretanto, o incômodo merece atenção.

É até normal que a pegada inicial seja mais sentida, mas se a dor persiste durante a mamada, mesmo que leve, deve ser investigada.

“Na maioria das vezes quer dizer que o bebê está pegando errado a mama e isso precisa ser melhorado”, aponta Monica.

4. Amamente em livre demanda

Dar o peito quando o bebê quiser, sem estabelecer horários, é o melhor método para mantê-lo saudável e também para estimular a lactação.

Mas, se o tempo entre uma mamada e outra demora muito, como no caso de mulheres que trabalham, o ideal é retirar o leite com bombas de sucção elétricas ou manuais.

“Ela pode fazer isso de três em três horas para que o corpo entenda que é preciso manter a produção”, ensina Monica.

5. A mãe precisa estar descansada

Bom, é difícil dizer que uma mãe de bebê precisa descansar, mas infelizmente o estresse influencia na amamentação, assim como a ansiedade.

“Especialmente nos primeiros meses, a mulher precisa repousar entre as mamadas, porque o cansaço atrapalha a saída do leite”, conta Monica.

“Um fator importante para manter a produção em dia é que a mãe esteja tranquila e que a amamentação ocorra em um ambiente também calmo”, pediatra Nelson Ejzenbaum, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria.

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6. Espere a mama esvaziar antes de trocar de lado

Os dois seios devem ser oferecidos à criança, mas respeitando o ritmo natural da amamentação. Isso porque interromper a alimentação antes da hora pode fazer com que o organismo entenda que aquela quantidade que fabricou não é mais necessária. Sem contar que o leite do final da mamada é mais rico em gordura e nutrientes importantes para o bebê.

7. Entenda quando está mesmo faltando leite

O melhor jeito de saber é observar o filho.

“Se ele suga bem, dorme bem, faz xixi e cocô várias vezes ao dia, a urina está clarinha e o peso está dentro dos parâmetros, então ele está recebendo a quantidade correta”, orienta Monica.

Ou seja, mesmo que o leite pareça diminuir, a oferta do peito deve continuar, pois isso significa que o corpo está produzindo apenas o que o bebê realmente precisa.

8. Remédios, massagens e compressas mornas ajudam

Às vezes a fonte seca mesmo, por motivos que vão do formato das mamas a desequilíbrios hormonais, passando por problemas de saúde pré-existentes da mãe.

Daí entram em cena táticas como massagens que estimulam a região e compressas de água morna, que favorecem a vasodilatação e a atividade das glândulas mamárias.

Para casos específicos, há remédios que aumentam os níveis de prolactina, hormônio responsável pela produção de leite.

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9. Tome mais água

Um litro a mais do que o normal para adultos: é essa a medida. “É importante que a mãe reponha o líquido que perde durante a amamentação para que produz mais leite. Recomendamos 3 litros diários às nossas pacientes”, orienta Juliana Oliveira, enfermeira do Grupo de Apoio ao Aleitamento Materno da Maternidade São Luiz Itaim.

10. Chupeta no recém-nascido atrapalha

Especialmente no começo da vida, quando o bebê ainda está aprendendo a mamar. “Nos dez primeiros dias é melhor não dar, se não ele pode não sugar adequadamente e também acabar machucando a mãe”, aponta Monica.

11. O impacto real da alimentação e de fitoterápicos

Há algumas dicas caseiras para aumentar a produção, como tomar chá de hortelã, mas há pouca comprovação científica sobre o tema. “É o aumento da ingestão de líquido que tem efeito positivo e não a erva em si”, comenta Ejzenbaum.

É o mesmo caso de incluir itens como a canjica e a mandioca no cardápio.

“A mulher não precisa de um alimento específico, mas sim de uma maior ingestão de calorias e com mais frequência, optando por comidas saudáveis, para repor o que perdeu durante a mamada”, desmistifica Juliana.

12. Não fique presa a regras

Não custa nada reforçar: o tempo de cada mamada, a quantidade de vezes que o filho mama por dia e a quantidade de leite secretado são indicadores que variam muito de acordo com cada pessoa.

A saúde e o desenvolvimento do bebê são o principal parâmetro para avaliar a produção de leite materno, assim como a satisfação dele depois de mamar.

Se ele estiver tranquilo e relaxado, sinal de que está tudo certo. 

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  • Amamentação
  • Saúde da mulher

Como saber se o leite de quem amamenta é suficiente!

Não sei se meu filho está mamando o suficiente. Como descobrir?

Como seria bom se o peito fosse transparente, com os risquinhos indicando quantos mililitros de leite já foram tomados! Nas primeiras semanas, é difícil não se perguntar se o bebê está obtendo todo o leite de que precisa. A dúvida fica maior ainda se ele quer mamar o tempo todo ou se não se acalma depois.

Depois do primeiro ou segundo dia de vida, em que o bebê está mais sonolento, é normal ele parecer que está sempre com fome. Isso porque ele provavelmente está sempre com fome, já que o leite materno é digerido bem rápido.

  • A maioria dos recém-nascidos quer mamar entre 8 e 15 vezes ao dia depois do quarto dia de vida, e no fim da primeira semana esse número costuma se estabilizar em entre seis a oito mamadas (ou seja, mais ou menos de três em três ou de quatro em quatro horas).
  • Saiba também que o intervalo entre as mamadas, o tempo que o bebê fica no peito e a quantidade de choro não são indicadores suficientes para medir se ele está mamando bem ou não, porque variam muito de criança para criança.
  • Entre outros, alguns sinais de que ele está mamando direitinho são:
  • O bebê mama no mínimo de seis a oito vezes por dia nas primeiras três semanas.
  • As mamas esvaziam e ficam mais macias depois que o bebê suga.
  • Após a mamada, ele se mostra relaxado e satisfeito.
  • O número de fraldas molhadas começa a aumentar a partir do quinto dia. Num período de 24 horas, o bebê deve ter molhado entre seis e oito fraldas.
    (Nas fraldas descartáveis, para saber se ela está bem “xixizada”, compare o peso da fralda usada ao de uma fralda seca. Ela deve estar mais pesada.) A urina do bebê deve ser clara e sem cheiro.
  • Você percebe que o bebê engole o leite, quando o observa mamando.
  • O bebê faz cocô amarelo-mostarda ou mais escuro. A partir do quinto dia depois do nascimento, as fezes devem começar a clarear.
    Clique aqui para ver como é a aparência de um cocô normal de bebê.

Meu bebê acabou de nascer e não tenho leite. E agora?

É importante saber que o leite de verdade só começa a ser produzido depois do segundo ou terceiro dia após o parto, independentemente de o bebê ter nascido por cesariana ou parto vaginal. Os bebês nascem com uma reserva de energia, já prevendo essa “demora”.

Todos os recém-nascidos perdem, nos primeiros três dias, entre 5 e 10 por cento do peso com que nascem. Isso é normal.

Na primeira semana, não adianta forçar muito a barra para estabelecer horários para as mamadas. Você e o bebê ainda estarão se acostumando, por isso seja flexível e dê o seio quando ele pedir.

Depois que o leite desce, entretanto, o bebê deve começar a engordar. Uma pesagem no consultório do pediatra, ao fim da primeira semana, por exemplo, já pode ser comparada ao peso com que o bebê saiu da maternidade para ver se ele está começando a ganhar peso.

Existem indícios que mostram que talvez ele não esteja recebendo o tanto de leite de que precisa. A desidratação é bem rara nos recém-nascidos, mas é importante conhecer os sinais de que o bebê está mamando bem para alertar o médico se alguma coisa parecer errada.

Quais são os sinais de alerta de que meu filho não está mamando o suficiente?

Há motivo de preocupação se:

  • O bebê não começar a repor o peso que perdeu após o parto. Ao fim da primeira semana, ele já deve estar começando a ganhar algum peso (não em relação ao peso com que nasceu, mas em relação ao peso com que saiu da maternidade).
  • Seu seio não parecer ter “esvaziado” depois que ele mama.
  • O bebê ficar letárgico, muito paradinho, na maior parte do tempo, e você tiver dificuldade em acordá-lo para mamar. Leia mais sobre a
  • O bebê apresentar covinhas ou fizer barulhinhos com a língua enquanto mama. Esses são sinais de que ele não está abocanhando o seio direito(a chamada pega). Tire-o do seio e tente de novo. Se continuar com dificuldade, procure ajuda.
  • O bebê não chegar a molhar seis fraldas num período de 24 horas a partir do quinto dia.
  • A partir de cinco dias depois do parto, o bebê não fizer cocô todos os dias ou só fizer bolinhas pequenas e escuras. Saiba o que é normal e o que não é no cocô do bebê
  • A pele e os olhos do bebê forem ficando mais amarelos, em vez de menos, depois da primeira semana. É um sintoma de que a icterícia não está melhorando.
  • O rostinho dele não tiver ficado arredondado quando ele estiver com cerca de 3 semanas.
  • A pele do bebê continuar enrugada depois do fim da primeira semana.

E se o leite materno não estiver alimentando?

Se o pediatra, ao acompanhar o ganho de peso do bebê, achar que ele não está mamando o suficiente, vocês poderão avaliar se a amamentação está ocorrendo direitinho e se o bebê está pegando o seio corretamente.

Você também pode procurar a maternidade em que teve o bebê, postos de saúde, bancos de leite ou a ajuda de um profissional de enfermagem ou uma obstetriz para orientá-la melhor sobre a amamentação.

Procure deixar a complementação com fórmula como última alternativa, e sempre com a aprovação do pediatra, já que o leite materno traz mais benefícios e proteção do que a fórmula. E lembre-se de que crianças menores que 1 ano não devem tomar leite de vaca.

Fonte: http://brasil.babycenter.com/a1500022/como-saber-se-o-leite-de-quem-amamenta-%C3%A9-suficiente#ixzz3PZUYBx1e

Juliana Xavier

A amamentação costuma ser um fator de preocupação para as mães antes mesmo de o bebê nascer.

Isso se deve ao fato de o leite materno ser, comprovadamente, o alimento mais completo que o bebê pode receber, pois fornece todos os nutrientes, vitaminas e minerais de que ele precisa para o crescimento durante os primeiros meses.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que a mãe amamente os filhos, durante os primeiros seis meses de vida, exclusivamente com leite materno, dos seis meses até os dois anos, outros alimentos devem ser introduzidos na dieta e oferecidos ao bebê em colherinhas e copinhos, não mais na mamadeira.

Mas como saber se o bebê está bem alimentado? Como aumentar a produção de leite materno? Segundo Maíra Domingues Bernardes Silva, enfermeira pediátrica do Banco de Leite Humano do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), para a produção de leite funciona a ‘lei da oferta e da procura’.

“O leite é produzido de acordo com o que o bebê mama e a cada mamada. Assim, as mães que têm gêmeos também conseguem produzir leite suficiente para os dois bebês. Importante destacar que também é recomendável que as mamães aumentem o consumo de água e de sucos de fruta naturais”, explica Maíra Domingues.

Abaixo, a enfermeira pediátrica tira dúvidas sobre os mitos e verdades da produção de leite.

Todo mundo está dizendo que o meu bebê não para de chorar porque é fome, pois tenho pouco leite ou porque meu leite é fraco. O que eu faço?

Não existe leite fraco. O leite materno é o melhor alimento para os bebês devido tanto às suas propriedades nutricionais em quantidade e qualidade ideais, como também a suas propriedades imunológicas, protegendo contra infecções respiratórias, diarreias, promovendo saúde e permitindo um crescimento e desenvolvimento saudáveis.

Até as mães desnutridas são capazes de produzir um leite de qualidade. Além disso, vale destacar que nem todo choro do bebê é fome. Ele pode chorar por diversos outros motivos: frio ou calor, fralda suja, necessidade de carinho e atenção, dentre outros motivos. Com o tempo, os pais vão aprendendo a lidar com o choro do bebê.

Importante frisar que existem sinais indicativos de fome, são eles: colocar as mãos na boca, abrir a boca em busca da mama, fazer movimentos de sucção e o choro.

Levei meu bebê ao pediatra e ele disse que está tudo bem com meu filho, mas mesmo assim me receitou um leite especial. Isso é correto?

O leite humano é o alimento ideal e mais completo para o bebê e deve ser oferecido de forma exclusiva até os seis meses de idade (ou seja, não há necessidade de oferecer água, sucos ou chás) e de forma complementar com outros alimentos a partir dos seis meses até os dois anos ou mais. Caso o bebê esteja perdendo peso, ou tenha alguma dificuldade com a amamentação, procure apoio e suporte para amamentar no Banco de Leite Humano.

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A pega do bebê no seio influencia na produção?

É importante que o bebê abocanhe corretamente a aréola para que ele fique bem alimentado, não machuque os seios da mãe e continue estimulando uma adequada produção de leite.

Quanto tempo meu bebê deve amamentar? É importante oferecer os dois seios em cada mamada? Quando devo trocar de seio?

Não existe tempo de mamada. O bebê é quem decide quanto tempo vai durar cada mamada. O leite do final da mamada contém maior quantidade de gordura, fazendo o bebê ganhar peso e ficar saciado.

Sendo assim, ele deve mamar até ficar satisfeito, demonstrando sinais de saciedade, como, por exemplo, quando para espontaneamente de mamar e solta o seio materno ou até mesmo quando dorme após a mamada. E esse tempo pode variar de bebê para bebê.

Por este motivo, é importante que a mamada não seja interrompida, pois, se for, o bebê pode mamar pouco do leite do final.

Em cada mamada, o bebê pode sugar somente um dos seios e ficar satisfeito, mas se ele continuar demonstrando que está com fome, pode-se oferecer o outro seio também. Aos poucos, a mãe vai conhecendo o seu bebê e percebendo seu ritmo.

Meu bebê mama em livre demanda, mas já ouvi dizer que isso não é indicado. Como devo proceder?

Recomenda-se mamadas frequentes, sem horário e duração pré-determinados (livre demanda), ou seja, o bebê deve mamar sempre que demonstrar sinais de fome conforme supracitado. É importante estar atento para a troca de fralda frequente do bebê, pois este é um bom sinal de que ele está mamando bem.

Existe preparo para amamentar?

O preparo para amamentar deve ser a partir de contato com mulheres que tiverem experiências positivas com a amamentação, bem como a participação em grupos de gestantes que apoiam e promovem a amamentação, e buscar ajuda em Bancos de Leite Humano sempre que tiverem dificuldades nesse processo.

No entanto, não existe preparo das mamas; sendo assim, não é recomendável utilizar óleos, cremes, buchas ou conchas, ou mesmo massagear e fazer qualquer manobra com os mamilos durante a gestação. A própria natureza (ou seja, fisiologia corporal) se encarrega deste preparo.

Como estimular a produção e descida do leite?

Ao realizar o contato pele a pele na primeira hora após o parto, a mamãe estará estimulando muitos hormônios que ajudarão no início da apojadura, preparo da mama para a descida do leite e que geralmente acontece até cinco dias após o parto.

As mamas ficam maiores e bem cheias, algumas vezes quentes, com um pequeno fluxo de leite, o que é normal. O leite começa a descer em forma de gotinhas e isso é suficiente para o bebê ficar satisfeito.

Vale destacar que este primeiro leite que sai é chamado de colostro e tem o papel principal de proteção do recém-nascido – por isso é conhecido como a primeira vacina – e essas características permanecem até o sétimo dia pós-parto.

O que fazer quando o leite empedrar?

A mãe deve fazer massagem em movimentos circulares na mama e colocar o bebê para mamar. Se a mama estiver muito cheia, ela pode retirar um pouquinho de leite antes de amamentar para que a aréola fique macia e o bebê consiga abocanhar. Após amamentar, se a mama persistir cheia, a mãe deve continuar a massagem e realizar a ordenha do leite para armazenar e/ou doar para Bancos de Leite Humano.

Mães que têm mais leite do que o filho precisa podem amamentar algum filho de alguma amiga que esteja precisando? O que posso fazer com o meu leite excedente?

Elas nunca devem amamentar outro bebê, nem deixar seus bebês serem amamentados por outras mães, ainda que sejam suas irmãs, primas, melhores amigas.

É contraindicada a amamentação cruzada (como é conhecida a prática de mães que amamentam filhos de outras que apresentam alguma dificuldade com o aleitamento), pois muitos micro-organismos podem ser transmitidos pelo leite materno, inclusive o HIV.

Sendo assim, para essas mães que têm muita produção de leite (mais do que seu bebê precisa), uma boa opção é serem doadoras de leite humano.

Doe somente para Bancos de Leite Humano.

Neles, o leite doado é pasteurizado e existe todo um controle de qualidade em todas as etapas do seu processamento, para que este seja um alimento funcional e seguro para os recém-nascidos de baixo peso, prematuros ou com alguma patologia crônica que estão internados em UTI's. Para mais informações sobre doação de leite humano e orientação sobre amamentação, ligue para o Banco de Leite Humano do IFF: 08000 26 88 77.

Como saber se o leite de quem amamenta é suficiente – CEL Intercultural School

O leite materno é um alimento poderoso. Além de conter os nutrientes necessários para o desenvolvimento, é responsável por blindar a criança com anticorpos que previnem uma série de doenças. O ato de amamentar também contribui para fortalecer os laços afetivos entre a mãe e o bebê.

Desde quando se sabe da gravidez, amamentar é um dos grandes sonhos das futuras mamães. Ter a certeza de estar nutrindo corretamente o filho é uma das maiores recompensas da maternidade. Mas, como saber se isso está acontecendo da forma correta?

A resposta não é tão simples. É importante que a família, sobretudo a mãe, esteja atenta aos sinais que o bebê pode dar. Entenda melhor como esses sinais aparecem e saiba como identificar se o leite materno está sendo suficiente para alimentar o bebê.

Quando o bebê está bem alimentado?

Bebês que se alimentam exclusivamente de leite apresentam algumas características comuns quando estão bem alimentados. A primeira delas é que, após a mamada, eles demonstram estar mais relaxados e com sonolência.

Isso acontece porque eles estão saciados e também pela melatonina, o hormônio responsável pelo sono presente no leite materno, como comprovado por uma pesquisa de 2012 publicada na National Institutes of Health, dos Estados Unidos.

O seio é outro ponto importante que as mães devem estar atentas. Quando o bebê está se alimentando de forma correta, após terminar, o peito deve ficar mais leve. Além disso, quando está com a pega correta e sugando o leite, em algum momento é possível escutar o barulho dele engolindo.

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Também é preciso ficar ligado(a) aos aspectos das necessidades fisiológicas do bebê. Quando bem alimentado e hidratado, o xixi apresenta coloração clara e não tem cheiro — a troca de fralda gira em torno de dez por dia nos primeiros meses de vida. Já o cocô pode apresentar uma cor que lembra mostarda ou tons de verde.

Nem sempre que o bebê tem fezes endurecida é porque está mal alimentado. Neste caso, pode ser que o organismo absorveu tanto os nutrientes que não tem quase nada para eliminar.

Quando o bebê não está bem alimentado?

O bebê também dá alguns sinais quando não está se alimentando bem. O cocô pode ter um aspecto estranho, com bolinhas ao invés de líquido. Também não faz xixi com frequência – troca menos de cinco fraldas por dia. Fica irritado após a mamada, sem sinal de que está relaxado ou satisfeito.

É o que aconteceu com a Maria Flor, filha da jornalista Bruna Pereira. No primeiro mês de vida, mesmo após terminar de mamar, continuava chorando com intensidade, o que preocupou a família.

“No início eu pensei que eram cólicas”, lembra Bruna, que após uma noite em claro com a filha com choro constante resolveu procurar um pediatra. “A médica fez alguns exames preliminares e constatou o peso abaixo do normal. Sugeriu o uso da fórmula como complemento ao leite materno. No início fiquei relutante. Após fazer um teste, vi que minha filha conseguiu dormir melhor”, explica.

Além disso, também há algumas características que a mãe precisa estar atenta no momento da amamentação. Como, por exemplo, se o peito permanece pesado após a mamada ou se o bebê quando faz o movimento de sucção cria covas na bochecha — sinal de que não está saindo leite suficiente.

Alimentação nos primeiros dias de vida

Recém-nascido e mãe passam por um processo de adaptação nos primeiros dias de chegada. O leite maduro só começa a ser liberado dentro dos 15 dias após o nascimento, graças à produção de hormônios provocados pela sucção. Antes disso, o peito produz o colostro, um líquido de aparência amarelada que contém diversos anticorpos importantíssimos para o bebê.

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É natural que os recém-nascidos percam até 10% do peso nos primeiros dias. Isso acontece por diversos fatores, como um maior gasto calórico fora do útero e diminuição da água no corpo, e não porque o leite é fraco.

Conforme o bebê aprende a mamar da forma correta e passa a ingerir o leite maduro, o aumento de peso passa ser gradual ao longo das semanas.

Em torno do décimo dia de vida, se tiver uma alimentação normal, o bebê já recuperou o peso de nascimento.

Tipos de leite

  • Colostro: espesso e de cor amarelada, é rico em anticorpos e vitaminas. É um dos responsáveis por preparar o intestino para a digestão;
  • Leite anterior: possui grande quantidade de água e açúcar (lactose). É responsável por hidratar o bebê, sem capacidade de saciar a fome;
  • Leite intermediário: com boa quantidade de proteína (caseína), é o leite do meio da mamada.
  • Leite posterior: rico em gordura e proteína, é responsável por alimentar o bebê

Por isso, é importante que a mãe deixe o bebê mamar até o final antes de trocar o peito, já que é o leite posterior, com gordura e proteína, que aumenta o peso e acaba com a fome.

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