Como Sei Que Estou A Ter Contrações?

Muitas gestantes se perguntam como será o trabalho de parto, quanto tempo levará e como saber se realmente é trabalho de parto ou apenas um alarme falso. É difícil responder todas essas perguntas, já que cada parto é diferente. Entretanto, conhecer os sinais de trabalho de parto, vai dar alguma pista de que está quase na hora de conhecer seu bebê!

Quais os sinais de trabalho de parto?

Desde a metade da gravidez, o útero apresenta algumas contrações irregulares, que são as contrações de treinamento, conhecidas como contrações de Braxton-Hicks.

Quando a gestação chega próxima ao seu fim, essas contrações ficam progressivamente mais longas e tem um intervalo mais curto. Num primeiro momento existe uma fase conhecida como pródromos do trabalho de parto.

A fase dos pródromos pode começar alguns dias ou até semanas antes do trabalho de parto propriamente dito.

Durante o verdadeiro trabalho de parto as contrações são bastante rítmicas. Elas ocorrem a cada 3 ou 4 minutos e duram no mínimo 30 segundos cada uma.

Então para saber se o verdadeiro trabalho de parto está começando, basta deitar, relaxar e colocar a mão sobre o abdome, próximo ao fundo uterino. Quando a contração iniciar o útero ira vir um pouco pra frente e ficar mais duro, como uma pedra.

Ao perceber que a contração começou, utilize um relógio para contar a duração da contração. As contrações podem ou não estar associadas a dor, vai depender da intensidade da contração e da sensibilidade da mamãe.

Estas dores geralmente estão localizadas na parte baixa do ventre mas podem irradiar para as costas. Faça isso por cerca de 10 minutos, se ocorrerem 3 contrações isso pode ser um sinal, talvez o mais importante, de que você está em trabalho de parto.

Como Sei Que Estou A Ter Contrações?

Como avaliar as contrações uterinas para identificar o trabalho de parto.

Atente que em algumas situações o útero pode ser estimulado e ter algumas contrações seguidas, entretanto depois de um tempo de repouso elas cessam. É o que acontece, por exemplo, quando a paciente caminha um pouco ou quando está muito estressada. Esse é o falso trabalho de parto.

Como ter certeza do trabalho de parto?

Para ter certeza se você está em trabalho de parto o ideal é fazer uma avaliação mais prolongada que 10 minutos. Nossa dica é, se você teve 3 contrações em 10 minutos, espere mais uma meia hora e faça uma nova avaliação. Se as contrações persistirem é o momento de você ir até o hospital para que possa ser avaliada pelo médico.

Além das contrações uterinas, alguns outros sinais podem ajudar a indicar que o momento do parto está se aproximando, veja abaixo alguns destes sinais:

  • O útero diminui de tamanho – próximo ao parto (alguns dias ou até semanas), o bebê encaixa. Neste momento a altura uterina diminui e parece que a “barriga caiu”;
  •  O colo do útero dilata – esse sinal você não irá ver pois é necessário um exame vaginal para avaliar a dilatação do colo uterino
  • Ocorre a perda do tampão mucoso – uma substância que parece um “catarro” e veda a cavidade uterina acaba saindo quando o colo começa a dilatar
  • A bolsa rompe – você irá perder um volume considerável de líquido amniótico pela vagina

Não esqueça, o diagnóstico de trabalho de parto é difícil. Se estiver em dúvidas vá ao hospital para que um obstetra possa avaliar e dizer o que está acontecendo.

Principalmente se você tem menos de 37 semanas pois eventualmente você pode estar em trabalho de parto prematuro.

O trabalho de parto prematuro é aquele que acontece antes de 37 semanas e talvez você tenha feito um exame para avaliar o risco de trabalho de parto prematuro junto com o exame morfológico de segundo trimestre.

Na eventualidade de um trabalho de parto prematuro é interessante chegar o quanto antes ao hospital para que o médico possa tomar alguma conduta no sentido de inibir as contrações ou fazer uma medicação para amadurecer mais precocemente os pulmões do bebê.

Quanto tempo pode durar o trabalho de parto?

O tempo de duração do trabalho de parto é bastante variável, mas geralmente é de 12 a 24 horas. Se considerarmos a fase dos pródromos do trabalho de parto (aquela aonde as contrações estão bem no começo), a duração pode ser até de alguns dias.

O que fazer para ajudar a entrar em trabalho de parto?

Apesar da medicina ter evoluído bastante, não está completamente esclarecido o mecanismo pelo qual o trabalho de parto se inicia. Na maioria das vezes é difícil determinar quando a natureza irá fazer com que o bebê venha a nascer.

Apesar de ouvirmos com frequência que a lua influencia o parto isto não é verdade! Na maioria das vezes, quando o bebê estiver pronto a mãe irá entrar em trabalho de parto! Mas será que existe alguma maneira de dar uma ajudinha para a natureza? Algumas situações, podem ajudar a desencadear o trabalho de parto, são elas:

  • Exercícios físicos leves como pequenas caminhadas ou o Yoga;
  • Relações sexuais fazem o útero contrair por 3 mecanismos distintos: pelo orgasmo, pela liberação de ocitocina (hormônio que faz o útero contrair) e por meio do sêmen que também pode provocar contrações;
  • Estimulação dos mamilos – pequenos beliscões também ajudam a liberar ocitocina! Se você já amamentou deve lembrar que durante a amamentação é comum sentir cólicas. Isso ocorre em função da liberação de ocitocina desencadeada pelo estímulo no mamilo durante a amamentação;

Muito legal não é? Agora que você já sabe identificar se está em trabalho de parto, aproveite para ler nosso post sobre a diferença entre um parto normal e um parto humanizado.

Como saber que estou em trabalho de parto: 5 sinais para você ficar em alerta – Pais&Filhos

Como Sei Que Estou A Ter Contrações?Você consegue, sim, fazer o trabalho que vem pela frente e trazer seu bebê ao mundo (Foto: Getty Images)

O trabalho de parto não leva esse nome à toa. Ter um bebê é um trabalho difícil e parte dele consiste em superar a dor e entender os sinais que seu corpo dá. À medida que o grande dia se aproxima, você pode ter medo e acabar se perguntando se vai saber o momento que entrar em trabalho de parto. Mas não se preocupe: saiba que você consegue, sim, fazer o trabalho que vem pela frente e trazer seu bebê ao mundo.

  • O ginecologista e obstetra Igor Padovesi, pai de Beatriz e Guilherme e supercolunista do nosso canal no YouTube, respondeu às principais dúvidas para te ajudar a identificar os sinais do trabalho de parto e qual o momento certo de ir à maternidade e se preparar para o nascimento do seu filho.
  • O que é o trabalho de parto?
  • É o processo de amolecimento, afinamento e dilatação do colo do útero.

Como acontece?Segundo o Dr. Igor, acontece de formas diferentes ao longo do processo de dilatação. “Nas últimas semanas de gravidez, o colo vai amolecendo (perdendo consistência) e afinando para depois dilatar (abrir espaço para a cabeça do bebê passar)”.

A situação do colo do útero é uma maneira do obstetra ver se você está perto ou longe de entrar em trabalho de parto. “Isso é avaliado depois de 37 semanas de gravidez e tem que ser por toque para avaliar a consistência”, explica o especialista.

Existem três fases do trabalho de parto:

  • latente: é muito lenta, pode durar muitas horas para surgir os primeiros centímetros de dilatação, as contrações são mais ritmadas, com uma certa frequência e pouco dolorosas.
  • ativa: dilatação mais rápida, o esperado é 1 centímetro por hora, essa fase se inicia entre 3 a 5 centímetros de dilatação.
  • período expulsivo: é definido pela dilatação total, com 10 centímetros, o colo do útero dilatado e o nascimento.

Antes dessas três fases definidas do trabalho de parto, acontece o pródromo ou pré-parto, erroneamente chamados de “falso trabalho de parto”.

Ele é caracterizado por um “vai, não vai”, ou seja, quando as contrações parecem mais ritmadas, mas param. “É por isso que as pessoas dizem que a vizinha ficou cinco dias em trabalho de parto.

Ele não demora tanto assim, às vezes a pessoa apenas começou a contar quando não era o momento”, explica Dr. Igor.

Como reconhecer o trabalho de parto?

A fase inicial da dilatação, principalmente na primeira gravidez, é lenta e pode durar de 8 a 20 horas. “São contrações toleráveis, pouco dolorosas. Se é uma gestação tranquila, sem nenhuma doença e que a mulher sente o bebê se movimentar normalmente, esse é o momento dela ficar em casa e esperar a evolução espontânea”, recomenda o especialista.

Qual o momento de ir para o hospital?

Você só deve ir ao hospital na fase ativa do trabalho de parto, com contrações frequentes e intensas — o esperado são três contrações dentro de 10 minutos. “Nessa fase, elas são muito mais perceptíveis e ficam mais dolorosas, é difícil a mulher não reconhecer”, explica Dr. Igor.

Depois dessa fase, a dilatação deve evoluir 1 centímetro a cada hora. “Depois da internação, deve demorar de 5 a 6 horas até o nascimento, mas isso pode variar, porque cada organismo funciona de um modo diferente”.

Segundo o especialista, esse é o momento que você deve sentir mais dor — e finalmente chega o momento de fazer exercícios, ser acompanhada por uma doula ou enfermeira obstetra.

“Existem vários métodos não farmacológicos para contornar a dor, como massagem, respiração e banheira”, explica.

O período expulsivo, entre a dilatação total e o nascimento, pode demorar de 1 a 2 horas, às vezes chegando a 3 horas, em casos de mulheres sob analgesia de parto, por exemplo, que pode retardar um pouco a evolução desse quadro. “A internação precoce, bem no início do trabalho de parto e com pouca dilatação, é um dos principais fatores que levam às cesáreas desnecessárias”, alerta Dr. Igor.

Quando a bolsa rompe?

Pode romper em qualquer uma dessas fases, mas na maioria das vezes acontece na fase ativa do trabalho de parto. “Se acontece espontaneamente antes da fase latente, o trabalho de parto é desencadeado e as contrações aumentam”, explica o especialista.

Leia também:  Como Responder A Pergunta Quem Sou Eu?

Quer saber mais sobre o assunto? Assista ao vídeo do Dr. Igor Padovesi, da nossa série semanal Gravidez Sem Neura, que vai ao ar toda quarta-feira.

Igor Padovesi é ginecologista e obstetra formado e pós-graduado pela USP. Realiza partos e cirurgias nos principais hospitais de São Paulo, principalmente no Albert Einstein, e tem uma equipe especializada em partos normais. www.igorpadovesi.com.br / Instagram: @dr.igorpadovesi

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Como saber se estou em trabalho de parto? Observe os principais sinais do seu organismo

Esta é uma das questões que mais preocupam as grávidas. O início do trabalho de parto é diferente para cada mulher: algumas sabem imediatamente quando estão realmente no processo de nascimento. Outras podem confundir esse estágio inicial do processo, com gases, azia, dor lombar ou indigestão. Existem três sinais distintos que indicam que o trabalho de parto começou:

1.º Contrações regulares

As contrações, percebidas por algumas mulheres como endurecimento da barriga, são sentidas no abdome – na parte inferior – ou nas costas.

Elas ocorrem porque o útero está se contraindo e relaxando ao mesmo tempo, movimento que vai ajudar a abrir o colo e empurrar o bebê para o canal de nascimento.

Durante o estágio inicial do trabalho de parto, as contrações são sentidas como cólicas menstruais. Quando o processo de nascimento começar verdadeiramente as contrações se tornam regulares.

Nos estágios iniciais, geralmente ocorrem em intervalos de 15 a 20 minutos e duram entre 30 e 45 segundos. Conforme o trabalho de parto avança, essas contrações ficam mais frequentes e duram em torno de 60 segundos.

Na fase em que sentir de 2 a 3 contrações em 10 minutos e que duram por volta de 45 segundos ou mais, a gestante deve procurar o hospital e avisar seu médico.

As contrações se mantêm constantes, mesmo quando a grávida deita ou anda.

Se perceber contrações regulares e dolorosas antes da 37.ª semana, a gestante deve procurar imediatamente seu médico ou hospital, pois pode estar em trabalho de parto prematuro.

2.º Perda de água pela vagina

A perda de água pela vagina indica a ruptura das membranas, ou “bolsa das águas”, que mantêm o líquido amniótico durante a gravidez.

Quando isso ocorre, a grávida não sente dor, apenas a sensação de uma água morna escorrendo pelas pernas. Ela pode se romper no começo ou só no final do trabalho de parto.

É importante que a grávida avise o médico quando suspeitar da perda de líquido, especialmente se a ruptura ocorrer antes do início do trabalho de parto.

Usualmente, a mulher sente a perda de meio litro de água, mas a quantidade vai depender de onde a bolsa rompeu.

Em casos de rupturas altas, a perda de líquido pode ser pequena, apenas suficiente para umedecer a calcinha, sem escorrer. Você poderá continuar perdendo líquido conforme seu bebê continua a produzi-lo.

Tenha em mente que isso é natural, uma parte saudável de seu trabalho de parto, e não machuca seu bebê.

Muitas mulheres confundem perda de urina e corrimento vaginal excessivo com o rompimento da bolsa. Mas é relativamente simples diferenciá-los.

Quando a gestante esvazia a bexiga e aparentemente a perda de água desaparece, então provavelmente trata-se de incontinência urinária, e não ruptura das membranas.

Se o líquido é pegajoso, então provavelmente é corrimento. Quando não há uma certeza, o melhor é procurar o médico.

3.º Eliminação do tampão mucoso

Durante as últimas semanas de gravidez, o colo começa a ficar fino e dilatar em preparação para o parto, o que pode ocasionar a perda de um tampão mucoso. Quando isso ocorre, a grávida nota a saída de uma substância mucosa pela vagina, com alguns filetes de sangue.

Este não é exatamente um sinal de trabalho de parto, e sim que ele está se aproximando. Na verdade, o trabalho de parto, às vezes, só começa vários dias depois desse sinal. Qualquer quantidade de sangue maior que os filetes acima descritos deve ser relatada a seu médico.

Falso trabalho de parto

Contrações uterinas no final da gravidez são comuns. Por isso é preciso aprender a diferenciar as falsas – que não causam dilatação do colo do útero – das verdadeiras, que indicam o começo do trabalho de parto.

Alguns sinais ajudam: as contrações do falso trabalho de parto são irregulares; uma mudança de atividade, ou mesmo de posição, resulta na diminuição das intensidades das contrações. Não é raro ter um ou dois episódios de falso trabalho de parto durante a gravidez.

Quando não tem certeza, o melhor é a gestante procurar seu médico ou hospital.

Quando chamar seu médico

Durante a gravidez, tire suas dúvidas com seu médico sobre quando chamá-lo. Juntos, vocês determinarão qual a frequência e duração de contrações necessárias para que o médico seja localizado. Geralmente os obstetras pedem para serem chamados quando as contrações ocorrem duas ou três vezes a cada 10 minutos.

É importante também ficar atenta a estes três aspectos:

  1. Gestantes com tendência a partos rápidos devem chamar o médico logo no início das contrações uterinas regulares.
  2. Quem já passou da data provável do parto e ainda não sentiu as contrações também devem entrar em contato com o obstetra.
  3. Quando ocorre o rompimento da bolsa das águas também é o caso de falar com o médico.

Cronometrando as contrações

Ajuda a determinar em que estágio do trabalho de parto a gestante está. Pode-se medir a frequência das contrações controlando o tempo entre o início de uma e o início de outra. O parceiro poderá ajudar observando o intervalo entre as contrações, assim como a duração de cada uma.

Estes 6 sinais no corpo da gestante podem indicar que o parto se aproxima

A bolsa estourou e as contrações ficaram mais intensas e frequentes.

Não é preciso ter passado por um parto anterior para saber que sinais como estes significam que é hora de correr para o hospital, né? Mas além dos indícios óbvios, o corpo da mulher está em constante mudança e pode sentir – de forma discreta ou nem tanto – que o nascimento do pequeno se aproxima, por meio de incômodos físicos ou até sensações emocionais.

Claro que os sintomas nem sempre são fáceis de serem interpretados e podem variar de gestante para gestante, mas fato é que, se na reta final da gravidez alguns dos itens da lista aparecerem por aí, pode ser que esteja chegando o momento de conhecer o bebê.

Chegando na 36ª semana? Então confere só alguns itens que merecem atenção:

1. Aumento nas contrações de Braxton Hicks

No começo do terceiro trimestre, a mulher pode sentir um tipo de incômodo diferente, que são as chamadas contrações de Braxton Hicks ou “contrações de treinamento” e que estão geralmente relacionadas à movimentação do bebê.

“Diferente das de trabalho de parto, elas são mais esporádicas, não são dolorosas na maior parte das vezes e tem pouca duração – normalmente de 20 a 30 segundos”, explica Dra. Ana Lúcia Beltrame, ginecologista e obstetra especialista em Reprodução Humana 

De acordo com ela, chegando perto do momento do parto estas contrações podem aumentar em número e intensidade até chegarem no “pródromo de trabalho de parto”, que seria um período que antecede o nascimento mas sem que haja modificação no colo do útero. 

2. Pressão na pelve

Você já deve ter ouvido alguém comentando que a barriga de tal pessoa “abaixou”.

Apesar de ser uma observação subjetiva e que nem sempre vale para todas as mulheres, a verdade é que a barriga pode realmente diminuir alguns centímetros devido à movimentação do bebê, que começa a se insinuar na pelve e “encaixa” na bacia, como relata a Dra. Beatriz Barbosa, ginecologista obstetra com especialização em parto humanizado.

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Como consequência, o movimento pode ser sentido pela gestante na forma de uma pressão na região da pelve. “É fato que a gestante pode começar a sentir uma pressão na pelve, mostrando que o bebê pode estar entrando no estreito superior da pelve e pressionando o osso púbico”, esclarece Ana Lúcia.

3. Sensação de respirar com mais facilidade

Também relacionada à esta “descida” do bebê para a área pélvica, muitas mulheres podem sentir que estão respirando com mais facilidade em comparação aos meses anteriores da gravidez. “Várias pacientes relatam a sensação de uma ‘esvaziada’, especialmente na região próxima ao estômago”, conta 

4. Diminuição do movimento fetal

Se antes os chutes eram intensos, é possível que a mãe sinta neste finalzinho seu pequeno movimentando-se menos. A tendência, segundo Beatriz, está ligada à diminuição do volume de líquido amniótico na bolsa. “Isto ajuda a barriga a ‘murchar’ e também favorece a diminuição da movimentação fetal, dando a impressão de que ele se mexe menos”, completa.

5. Maior inchaço nas mãos e pernas

O inchaço está longe de ser algo sentido somente na reta final da gestação. No entanto, como pontua a Dra.

Beatriz, ele pode ser aparecer nas últimas semanas de forma diferente e um pouco mais acentuada, especialmente nas mãos e pernas.

“Por conta da compressão final decorrente do crescimento do bebê, os vasos sanguíneos são comprimidos e a circulação prejudicada, o que contribui para o inchaço”, comenta a especialista.

Ela ainda acrescenta algumas outras queixas levantadas pelas mães neste período que antecede o parto, como dor lombar mais intensa, maior fadiga e cansaço, maior dificuldade de dormir e sensação de batimentos cardíacos acelerados.

6. Aumento de secreção vaginal

É normal que a mulher sinta a vagina ficar mais úmida ao longo dos meses da gravidez. Porém, com o parto ainda mais próximo, esta sensação de umidade pode se intensificar ainda mais com a perda do chamado tampão mucoso.

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“Há a saída de mais secreção vaginal, mucosa e normalmente acompanhada de um pouco de sangue. Isto significa que o colo do útero está sendo modificado, mas não necessariamente que a gestante está entrando em trabalho de parto”, afirma Beatriz.

Em alguns casos, é possível sim que a saída deste tampão indique o início do trabalho de parto, mas eles devem vir acompanhados de outros sinais (confira todos eles aqui) e vale sempre consultar o seu médico para saber que cuidados tomar e se já é hora de partir para o hospital.

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  • Gravidez – Parto
  • Parto e pós-parto

Será trabalho de parto?

  • 13/11/2020
  • familia Theia
  • parto

Escrito por Família Theia e Dra Danielle Domingues (ginecologista e obstetra)

Uma das dúvidas mais frequentes no final da gestação é quais são os sinais de trabalho de parto e quando é o melhor momento para ir à maternidade. Para entender o que é trabalho de parto é importante saber como ele ocorre.

É muito comum sentir contrações de treinamento no último trimestre da gravidez que são contrações esporádicas e irregulares, sentidas como um endurecimento da barriga, normalmente indolor ou com leve desconforto. Esse tipo de contração pode melhorar com repouso ou medicação simples para dor.

Mas afinal o que é trabalho de parto?

Consideramos trabalho de parto quando a grávida começa a ter contrações regulares que modificam o colo do útero, ou seja, ele começa a dilatar e a afinar, chegando à dilatação total de 10 cm.

Inicialmente a gestante passa pela fase de latência, com dilatação até 5 cm e costuma durar até 12 horas. Nessa fase as contrações não são tão frequentes.

Quando atinge essa dilatação, normalmente se inicia a fase ativa do trabalho de parto, quando as contrações passam a ser mais dolorosas e normalmente a cada 5 minutos ou menos. Esse é o melhor momento para ir para a maternidade.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), a fase ativa costuma durar até 12 horas nas pacientes que estão no primeiro parto ou 10 horas naquelas que já tiveram partos normais antes.

Quer saber o que levar para a maternidade? Leia mais no nosso guia Arrumando a mala da maternidade com especialistas.

E rompimento da bolsa, o que é?

Normalmente acontece uma perda de grande quantidade de líquido amniótico, que escorre pelas pernas e com um odor típico (semelhante a água sanitária). Na maioria das mulheres, isso ocorre durante a fase ativa do trabalho de parto, mas numa pequena parcela pode não romper ou até ocorrer antes das contrações, ou seja, antes de entrar em trabalho de parto.

  1. É importante ir à maternidade quando ocorrerem os seguintes sintomas:
  2. Contrações regulares a cada 5 minutos, normalmente dolorosas;
  3. – Perda de líquido em grande quantidade;
  4. – Sangramento vaginal;
  5. – Diminuição da movimentação do bebê (mais de 4 a 6 horas sem mexer).
  6. Saiba mais sobre o que é parto induzido, como é parto normal, parto cesárea e parto humanizado.

Tipos de Contrações – Que contrações existem?

Em breve notará as primeiras contrações da gravidez. Estas são as contrações de Braxton Hicks, com as quais o útero se prepara para o parto bem antes da data marcada para o mesmo.

Do ponto de vista fisiológico, o útero é um músculo grande cuja atividade, ao contrário de outros músculos, você não pode controlar. Durante uma contração, esse músculo contrai-se automaticamente. Ainda falta aprofundar os estudos sobre o mecanismo através do qual as contrações se desencadeiam.

Os médicos e cientistas só conhecem alguns fatos sobre isso, ou seja, como a oxitocina, a hormona da sexualidade e das contrações é essencial para que estas funcionem. Quando as contrações são insuficientes e o trabalho de parto se bloqueia de forma permanente, a variante sintética da oxitocina, Syntocinon, pode ser administrada por via intravenosa.

Do ponto de vista médico, as contrações são divididas em contrações da gravidez e contrações do parto. Com exceção das verdadeiras contrações prematuras, que indicam parto prematuro ou um aborto, as contrações da gravidez são totalmente inofensivas para o bebé e para a continuidade da gravidez.

Contrações de Braxton Hicks: treino de longa duração para o parto

As primeiras contrações que sentirá são as contrações de Braxton Hicks, que deve o seu nome ao ginecologista britânico Braxton Hicks, quem as descobriu. Também são conhecidas por “falsas contrações de trabalho de parto”.

A maioria das mulheres sentem-nas pela primeira vez a meio da gravidez, entre a 20ª e a 25ª semana, mas algumas começam a notá-las antes. Os músculos do útero contraem-se por um período de tempo, entre meio minuto e um minuto. Enquanto a contração ocorre, a barriga fica muito dura. As contrações de Braxton Hicks:

  • Causam pouca dor.
  • São irregulares.
  • Abrandam lentamente.

As contrações de Braxton Hicks não influenciam no orifício uterino, pois este dilata-se com as verdadeiras contrações do parto. Regra geral, essas contrações não ocorrem mais de três vezes por hora e geralmente não se intensificam.

Contrações Prévias ao trabalho de parto: o seu corpo faz os últimos preparativos para o parto

Se este é o seu primeiro filho, por volta da 36ª semana de gravidez, provavelmente notará uma dor abdominal intensa, acompanhada de dor nas costas e na virilha. A sua barriga ficará muito dura, e o útero e o bebé pressionarão a bexiga com força.

Com essas sensações físicas, notará as contrações prévias ao parto, com as quais o seu corpo faz os últimos preparativos para o nascimento do bebé. Até o início do parto ainda pode demorar dias ou semanas. As mães experientes sabem disso e muitas vezes percebem essas contrações um pouco antes do que as “novatas” As contrações prévias típicas:

  • Não são muito dolorosas, tal como as Braxton Hicks.
  • Aparecem em intervalos irregulares.
  • Descem de intensidade paulatinamente e desaparecem.
  • Dores de encaixe do bebé: ele prepara-se para o parto

Muitas vezes, as contrações prévias ao trabalho de parto tornam-se em contrações de encaixe do bebé mais dolorosas. Nas mães principiantes, geralmente não aparecem antes da 36ª semana. Essas contrações empurram a cabeça do bebé até à pélvis, de modo a colocar a mesma na posição para o parto.

Se essas dores lhe incomodam bastante, um banho quente ajuda a aliviá-las. Além disso, são uma boa oportunidade para praticar as técnicas de respiração que já conhece do curso de preparação para o parto. Se não tiver a certeza se estas contrações estão a iniciar o trabalho de parto ou não, fale com a parteira ou com o médico.

As dores de encaixe do bebé aliviam a mãe em alguns aspetos durante a última fase de gravidez. Assim que a cabeça do bebé estiver na região inferior da pélvis, será menos difícil para si respirar e comer. No entanto, de agora em diante, notará intensamente a pressão da cabeça do bebé no pavimento pélvico quando se sentar.

Contrações Uterinas Prematuras: podem aparecer em qualquer fase da gravidez

Ao contrário das outras contrações da gravidez, as uterinas prematuras não são inofensivas, pois podem causar parto prematuro. Os possíveis sintomas são:

  • Mais de três contrações por hora antes da 36ª semana de gravidez.
  • Dores que se intensificam.
  • Contrações em intervalos cada vez mais curtos.
  • Contrações e corrimento vaginal aguado ou ensanguentado, ou com dor nas costas.

Se notar um ou mais destes sintomas, consulte o seu médico imediatamente. As contrações prematuras podem indicar que excedeu a sua saúde física ou mental e que deve relaxar até que a gravidez termine.

O descanso, a tranquilidade e o magnésio ajudam com estas contrações. Se isto não tiver efeito, provavelmente será internada no hospital. Os médicos farão tudo o que estiver ao seu alcance para manter a gravidez durante o máximo de tempo possível, inibindo as contrações, entre outros meios.

Contrações de Dilatação: o parto anuncia a sua chegada

O processo de trabalho de parto começa com as contrações de dilatação, com as quais o útero se contrai em intervalos regulares, cada vez mais curtos. No início, essas contrações assemelham-se a uma dor menstrual e a sua intensidade aumenta gradualmente. As contrações de dilatação abrem o orifício uterino, que estava fechado, até cerca de dez centímetros para o bebé poder nascer.

As contrações de dilatação:

  • Aparecem regularmente, no início em intervalos irregulares, depois a cada dez minutos ou mais e, finalmente, a cada dois minutos e meio ou até mais frequentemente.
  • Duram cerca de um minuto e meio cada uma.
  • Começam por ser leves, atingem um ponto máximo e enfraquecem gradualmente.

Não precisa de ir imediatamente ao hospital quando as primeiras contrações de dilatação aparecerem. De facto, muitas parteiras recomendam que as gestantes fiquem em casa o maior tempo possível para ganhar forças para o parto.

É hora de avisar a parteira ou ir ao hospital quando uma das contrações de dilatação durar entre um minuto e um minuto e meio, se não se sentir mais à vontade em casa ou se precisar de instruções para respirar, ou algum analgésico.

Independentemente da intensidade e duração das contrações terá que ir imediatamente para o hospital quando o saco amniótico rebentar.

Contrações de “Pressão”: o bebé quer sair

Quando começa a fase de expulsão já não será capaz de resistir ao desejo de empurrar. As contrações de “pressão” empurram o bebé para fora da vagina, que é o ponto mais estreito do canal de parto.

Uma vez que a cabeça tenha passado por este ponto, o resto do corpo geralmente escorrega sem problemas, com a ajuda de mais algumas contrações.

Poucos minutos depois, terá o seu filho nos seus braços pela primeira vez.

Contrações “Posteriores” (fim da gravidez): agora também se desprende a placenta

Com a ajuda de contrações posteriores, a placenta também se desprende. Em comparação com as verdadeiras contrações de trabalho de parto, estas são muito mais fracas e parecem uma dor menstrual intensa. Geralmente duram entre dez e 15 minutos.

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Se amamenta o bebé, isso também causa contrações no útero, as quais param a hemorragia. A responsável por isso é a hormona da amamentação e da sexualidade, a oxitocina, cuja produção é fomentada através do reflexo de sucção do bebé ao mamar.

A oxitocina é importante para o aumento do leite e, ao mesmo tempo, promove a involução uterina. Desta forma, evita hemorragias posteriores e inflamações do útero, o que se conhece como endometrite. Devido aos efeitos da oxitocina, vários dias após o parto, ainda sentirá essas contrações pontualmente.

Contrações: entenda os tipos e saiba quando ir para a maternidade

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(Foto: Jgi/Jamie Grill/Getty Images)

Tudo começa com um enrijecimento no fundo da barriga, que progride para a pelve, em processo de abertura.

Muitas vezes, a sensação vem combinada com pontadas na vagina e dor irradiada para a lombar, os ossos do púbis e até a parte interna da coxa.

As contrações são respostas das mudanças no colo do útero, que se prepara para o nascimento do bebê, provocadas pelo estiramento do músculo e por estímulos hormonais.

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Essa série de movimentos corporais são as famosas (e temidas) contrações específicas do fim da gravidez, um anúncio de que o parto está realmente chegando.

Foram elas que fizeram com que a bancária Valquíria Dietrich, 35 anos, em março de 2016, com 38 semanas de gestação, distinguisse que as dores que a despertaram em uma certa manhã estavam bem diferentes das que tinha sentido ao longo da gravidez, e que o filho Arthur estava a caminho. “Eu vinha me preparando para esse momento e já havia tido contrações antes, mas não tão fortes como essas”, relembra. 

“A barriga endurecia e, após alguns segundos, voltava ao normal”, conta. Ela não teve dúvidas e correu para o hospital.

Como não tinha dilatação, voltou para casa e precisou suportar as contrações, cada vez menos espaçadas, por mais um dia inteiro até que seu filho finalmente nascesse.

“Nos últimos dias da gestação, há a liberação de duas substâncias químicas que atuam como aceleradoras do parto: a prostaglandina, que dilata o colo do útero, e a ocitocina, que o contrai”, explica a ginecologista e obstetra Priscila Cury, da Maternidade Pro Matre Paulista (SP).

Apesar de esse ser o caso mais comum da contração (de quando o parto se aproxima), ela pode aparecer muito antes, ainda no segundo trimestre de gravidez.

O fenômeno, que começa a ensaiar o útero para o trabalho de parto e ajuda a posicionar o bebê de cabeça para baixo, é chamado contrações de treinamento ou de Braxton Hicks (em homenagem ao médico inglês John Braxton Hicks, que as descreveu pela primeira vez em 1972).

Essas também têm um perfil próprio: são relativamente curtas, com duração de 15 a 30 segundos. “Diferente das contrações de trabalho de parto, que são longas e ritmadas, as preparatórias são breves e descompassadas.

A mulher sente uma agora, outra dali meia hora, depois passa dias sem notar mais nada”, afirma a ginecologista e obstetra Luciana Cima, do Grupo Perinatal (RJ).

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Outra característica – e boa notícia –  é que o enrijecimento da barriga nesse caso não vem acompanhado de dor. Por causa disso, algumas gestantes, especialmente as de primeira viagem, só percebem o que está acontecendo ao apalpar a barriga.

Porém, quando surgem dores nessa época da gestação, é motivo de alerta. A auxiliar administrativa Najla Caroline Santos, 22, sentiu a primeira contração na 26ª semana de gravidez. “As sensações eram tão intensas que corri para o hospital achando que meu bebê ia nascer.

Tive um pouco de sangramento, o que me assustou bastante”, diz.

Com os exames, descobriu que o bebê estava bem, mas a gestação era de risco, já que o corpo dela produzia pouca progesterona, o que aumentava o perigo de aborto. A partir daí, todas as suas contrações eram muito intensas e tinham de ser acompanhadas por ultrassonografia.

Felizmente, Zion Gabriel nasceu saudável e acaba de completar seu primeiro ano de vida.

“As contrações preparatórias são normais e esperadas, mas, se a paciente nota que elas vêm com muita frequência e intensidade, se há dor envolvida, sangramento ou perda de líquido, deve relatar ao médico imediatamente”, orienta Luciana. 

Não se assuste também se, após a relação sexual, você sentir contrações. Isso acontece graças à liberação de ocitocina no corpo pelo orgasmo ou estimulação intensa dos seios. Se a gravidez não for de risco, a prática é normal e não há chance de desencadear o parto prematuro – e   não prejudica o bebê.

  Na gravidez do segundo filho, a professora de Educação Física, Viviane Viana, 35, mãe de Arthur, 7, e Clarisse, 4, sentia contrações todas as vezes que tinha relação com o marido, o que começou no quarto mês de gestação. “No início, ficava com muito medo, e cheguei a ir diversas vezes para o hospital. Mas meu médico pediu que eu ficasse tranquila.

E realmente não influenciou no nascimento da minha filha”, diz.

Para aliviar qualquer desconforto ao sentir esses movimentos corporais de “treinamento”,  mude de posição – procure deitar e relaxar, se estiver de pé; ou levantar e caminhar, se estiver sentada. Massagem na região da lombar e da pelve também são indicadas.

Aproveite esse ensaio para praticar os exercícios de respiração. Inspire devagar contando até três ou quatro e, quando soltar o ar,  faça novamente a contagem.

A repetição desse processo ajuda no relaxamento e vai preparando corpo e mente para lidarem com as contrações mais intensas que virão adiante.

(Foto: Jgi/Jamie Grill/Getty Images)

CHEGOU A HORA!

Uma vez identificada a contração (na dúvida, fale sempre com o seu médico), como saber quando ela marca, de fato, o início do trabalho de parto? Essa é talvez a principal dúvida das gestantes.

A resposta, no entanto, é tão simples quanto prestar atenção na fase inicial da movimentação. E aí entra uma conta simples. “O que mais importa é o ritmo.

Se a gestante tem cerca de três contrações de 40 segundos a um minuto a cada dez minutos, e esse ritmo se mantém por um período de duas horas, ela está entrando em trabalho de parto ativo”, explica o obstetra Paulo Nowak, da Associação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo (Sogesp). Existem alguns aplicativos que fazem todo o trabalho para você e ainda guardam um histórico das suas contrações, como o Gravidez.Sprout e o Gravidez +.

Ainda assim, ao chegar no hospital, pode ser que você não tenha dilatação suficiente – como aconteceu com Valquíria, citada no começo desta reportagem – e tenha que conviver algum tempo com as contrações.

Felizmente, existem algumas técnicas usadas pelos especialistas que também minimizam as dores nessa reta final, que passam por medicação até terapias alternativas, como hidroterapia (banho com água morna na barriga e nas costas para relaxar a musculatura pélvica), musicoterapia (que ajuda tanto em técnicas de respiração como na concentração para diminuir a percepção da dor), livre caminhar durante o parto, hidratação, infusão de chás e até acupuntura. “O melhor remédio ainda é o conhecimento do próprio corpo. Só assim a gestante é capaz de identificar o método de alívio que mais funciona para ela”, defende a doula Samara Barth, professora do curso de gestantes Unimed e fundadora da Casa da Doula, em Itapetininga (SP).

O medo e a ansiedade geram tensão muscular e aumentam a dor, que também depende da sensibilidade de cada mulher. Por isso, o conforto físico e psicológico é fundamental. “Quanto mais segura a mulher se sentir, mais fluido será o parto”, diz. Portanto, respire (ainda mais!) fundo e foque no principal: logo todo esse incômodo será substituído pela alegria de estar com o seu filho no colo.

+ Estou grávida de 38 semanas e meu obstetra disse que se o bebê não nascer até a 40ª é o caso de pensar em uma cesárea. Mas já ouvi que os bebês nascem até a 42ª. Até quando é seguro esperar? Discuta com outras mães no FÓRUM CRESCER

CÓLICA OU CONTRAÇÃO?

Diferente da contração, que só acontece depois da 26ª semana, as cólicas podem acompanhar as gestantes ao longo de toda a gravidez e, nas fases mais iniciais, é possível que venham com um pouco de sangramento. Nessa fase, as conversas com o médico e a ultrassonografia transvaginal são valiosas para nortear a evolução da gravidez.

No primeiro trimestre de gravidez, a cólica é frequente. Isso acontece principalmente por causa da implantação do saco gestacional, que está invadindo a parede do útero. “Sempre que um órgão tenta colocar alguma coisa para fora, ele está dilatando e não contraindo.

A cólica nada mais é do que a dilatação em resposta ao crescimento do útero”, explica o obstetra Paulo Nowak, da Sogesp.

Vale lembrar que existe também uma lista de coisas que podem confundir você a respeito das contrações: distensão abdominal por gases, cólicas, retenção urinária, lesão pélvica e, no início da gestação, gravidez ectópica (que ocorre fora do útero e pode trazer dor abdominal e pélvica) e até mesmo a movimentação do bebê. “O endurecimento isolado da barriga ou a dor sem endurecimento não é contração. Além disso, ela sempre acontece no útero inteiro”, esclarece Nowak.

  • NO BALANÇO DAS HORAS
  • Abaixo, dicas que ajudam você a diferenciar as contrações durante a gravidez
  • Contrações de Braxton HicksCurta duração: de 15 a 30 segundosDescompassadas e ocorrem poucas vezes por dia
  • Geralmente são indolores
  • Contrações de trabalho de partoLonga duração: de 40 segundos a um minutoMantêm ritmo constante, que começa com cerca de três a cada dez minutos e vai aumentando a frequência conforme o parto se aproxima
  • Provocam desconforto e dor

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