Como Se Vingar De Um Homem Que Te Usou?

Leitora: Tenho 19 anos e em março conheci um cara de 25 pela internet. Ele é do Exército e estava em Brasília pelo trabalho e vinha aqui em Niterói uma vez por mês. Só aceitei vê-lo em junho.

Não transamos, mas saímos pro cinema e eu fiz um [email protected]@@ nele no carro nos 2 encontros que tivemos. Ele dizia que queria me namorar, sempre romântico. Estava apaixonada quando descobri que ele ficava com outra garota daqui do Rio.

E que eles estavam indo morar juntos em Brasília e que ela já conhecia a família dele toda. Fiquei com raiva, ele me ignorou (ela me mandou os prints do que ele falou) e ele se mostrou apaixonado por ela e me desprezou. Xinguei ele de p pequeno e fdp.

Depois fiz a merda de ligar pra ele e ele me desbloqueou. Eu disse que ainda queria ele e marcamos de nos ver e agora ele me bloqueou de novo em tudo. E ela ainda me mandou crescer, que eu era infantil. Era apaixonada por ele e ele me humilhou e me abandonou.

Agora quero me vingar dele (fiz um fake pra ele ir ao encontro à toa e penso em mandar os prints dele com meu fake pra essa menina que tá com ele). Não vou suportar vê-lo casado com ela e não comigo. Só quero me vingar e destruir os dois. O que eu faço ? 

Como Se Vingar De Um Homem Que Te Usou?

Tô com medo de ser sincera contigo e você querer se vingar de mim também, kkk. Sério, conselhos de amiga:

1- Tudo que eu falar será pro seu bem.

2- VAI PASSAR!!!

Entendo de verdade tudo que você está sentindo: você criou expectativas, se doou, e pah, deu tudo errado! Mas sabe onde é que você errou mais? Foi em ter esperado algo em troca.

Tá, você até pode esperar (somos humanos e às vezes isso é maior do que a gente kkk), mas se não acontecer, entenda que não era pra ser.

E mais importante ainda: que você fez o que considerava certo naquele momento, e inclusive fez a sua parte ao procurá-lo mais uma vez (desencargo de consciência é sempre bom kkkk). Só que, como quando um não quer, dois não fazem, você para por aí e simplesmente não força.

Assista a esse vídeo com muito carinho, mas já adianto que um grande erro que muita mulher faz é o de querer dar favores sexuais em troca de segurar o moço, sendo que, por mais que isso soe brega, a gente só segura alguém pelo coração e pela conexão.

Porém, quando você tem na cabeça a ideia “de que sexo é o que mais prende alguém”, faz um pequeno “agrado” e é “abandonada”, você se sente “usada e vítima”. Só que nada disso é verdade se pensarmos que você fez as coisas porque você queria e porque aquilo estava te dando prazer no momento, “não como uma técnica de sedução em si e por si”.

 O prazer sexual tem que ser antes de tudo seu – ainda que obviamente, se fosse o dele também, seria perfeito e é tetra kkkk.

“Ah Luiza, mas ele se mostrou apaixonado!!!”

Isso sim é uma coisa que dá ódio kkkkk, mas mesmo assim, ainda vale o fato de que você fez a sua parte + o questionamento de se você analisou a pessoa o suficiente, a ponto de sentir que ela estava de fato apaixonada por ti.

Lembre-se que, se falar até papagaio fala, você se ligou nas atitudes dele ou no primeiro “eu te amo” ele já te ganhou? Precisamos entender o seu erro e a sua parte também.

Não rola apenas taxá-lo “de cafajeste” quando a “presa” também foi besta.

Se não podemos voltar atráss com o leite derramado, agora é se atentar para as próximas, e o mais importante de tudo: ficar preparada para o imprevisível.

Afinal de contas, por mais que a gente “cerque”, não dá pra cercar tudo e tá tudo bem.

Do contrário, você ficará se matando e se remoendo por dentro a cada “equívoco que você cometer”, “a cada cara que te machucar” (obviamente esse não será o primeiro) e isso só te fará mal.

Perdoe-se e mais. Você já parou pra pensar que a maior azarada pode muito bem ser a mulher que está com ele agora e não você?

Não sei como foi o contato para você e ela trocarem tantas farpas, mas isso não importa agora. O que importa é que ele a escolheu e você precisa urgentemente entender isso.

Ou você realmente acredita que, ao acabar com o relacionamento dos outros ele se casará contigo? Ou pior, que você será feliz ao ter cultivado a desgraça alheia? (o mundo dá voltas e se você avacalhar também, ficará tão em débito quanto ele).

Entenda também que se você não é o plano A agora, é mais fácil ele encontrar um outro C do que te botar pra A – só porque você estragou o esquema dele.

Na verdade, se você for pentelha, ele só terá cada vez mais certeza de que tomou a decisão certa, enquanto você se afundará cada vez mais ao tentar corrigir uma merda jogando mais bosta em cima.

Sei também que você pode estar tentada a causar qualquer tipo de sentimento nele, nem que seja ódio “e ser notada”, mas vai por mim: o amor, que é o que no fundo você quer, só ficará cada vez mais distante e você sabe isso. Deixe o orgulho e a raiva um pouco de lado e use essa cabecinha que sei que ainda está aí, rs.

“Mas Luiza, dane-se! Eu só quero acabar com eles.”

Sério que você prefere ficar caçando minhoca do que, sei lá, ir tomar um sorvete, comprar umas roupas fodas e conhecer novos pretendentes? Isso pra mim não é nem vingança, é burrice! Lembre-se que, enquanto você planeja mundos e fundos, ele tá lá, num amorzinho gostoso com a outra e nem se lembrando que você existe kkkk. Ou no máximo, com dozinha da menina que não soube levar um pé na bunda e resolveu apelar…..

Respeite o seu tempo e o dele. Não estrague a sua vida para estragar a dos outros porque é óbvio que essa conta não vale a pena.

SEEE um dia você conseguir se vingar, será sabe quando? Quando você estiver toda linda e plena, nem se lembrando que ele existe! Se for pra ser, em geral, o ser humano só dá valor quando perde.

Então, faça-o perder que aposto que quando você enfim tiver conseguido fazer isso de fato, nem irá querê-lo de volta kkkk.

Acho que chegamos a um consenso de, pelo sim ou pelo não, viver a sua vida e tentar guardar menos rancor será sempre o mais vantajoso para você. Afinal de contas, um sábio já disse que guardar rancor é como tomar veneno e esperar que o outro morra por isso.

Até amanhã!

As 4 melhores maneiras de se vingar de um ex-namorado

Por mais triste que seja, não é exatamente raro que um homem traia sua namorada (ou esposa). Em pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 60% dos homens confessaram já ter traído uma parceira. Verdade seja dita, não são só eles: pouco menos de metade das mulheres pesquisadas admitiu já ter traído um cônjuge.

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Também não é raro que, quer tenha havido traição ou não, um homem simplesmente vire as costas à namorada e resolva ir atrás de outra mulher – não importa quão grande ele tenha dito antes que seu amor era ou que promessas ele possa ter feito.

Enfim, qualquer que seja o motivo para o fim de um relacionamento, esses rompimentos estão longe de serem raros e, portanto, colocam muitas mulheres diante da dúvida de como reagir ao ex-namorado.

Algumas, pesando o comportamento dele, decidem que o caso é para vingança. Bom, há algumas coisas, perfeitamente legais, que uma mulher pode fazer para se vingar do ex.

Entre elas, podem ser mencionadas as seguintes:

1 – Ser feliz

Como diz um velho ditado, ser feliz é a melhor vingança. Andar triste pelos cantos só fará o sujeito achar que a vida da ex não tem sentido sem ele.

Se ela levantar a cabeça (mesmo que o “luto” pelo Relacionamento leve algum tempo: é normal sofrer com o fim da relação), e se mostrar feliz, dedicada a seus interesses, saindo com suas amigas e absorvida em suas atividades cotidianas, ele verá que ela consegue estar bem mesmo sem ele.

2 – Namorar outra pessoa

Depois de algum tempo do fim do namoro, a mulher provavelmente se sentirá pronta para outro relacionamento. Esse será outro sinal para o ex de que ela pode viver muito bem sem ele e será outro motivo de felicidade para a mulher. Atenção, porém: é um erro começar um relacionamento apenas para fazer ciúmes ao ex.

Primeiro, porque é deixar o ressentimento dominar os pensamentos e colocar a mulher em uma experiência apenas para provar algo ao ex. Segundo, porque não dá para brincar com os sentimentos de outro sujeito só para chatear o ex-namorado.

3 – Postar nas redes sociais

Fazer postagens nas redes sociais que usem termos que ele usava para se referir a ela (queridinha, princesinha e coisas do gênero), por exemplo.

Ou outras referências que mostrem que a experiência do namoro já foi devidamente digerida e assimilada. Postagens de festas e outros eventos descontraídos também ajudam a mostrar que ela já deu a volta por cima e está curtindo.

4 – Mensagem enviada “por engano”

Uma medida mais ousada é mandar para ele “por engano” uma mensagem flertando com alguma pessoa. Assim, ele verá que o fim do relacionamento já foi superado.

Mulheres contam suas histórias de vinganças planejadas

“Na vingança e no amor a mulher é mais bárbara do que o homem”. Você concorda com Friedrich Nietzsche? Pelo jeito, mais gente vê sentido no raciocínio do filósofo alemão. Tanto assim que a frase atravessou dois séculos e ainda hoje rende discussões. Vingança, especificamente, foi alvo de um estudo divulgado pela Universidade Ibero-Americana, no México.

A pesquisa, de autoria do psicólogo Oscar Galicia, constatou que, quando o assunto é a reação das pessoas à raiva, os homens tendem a partir mais facilmente para a reação física, enquanto as mulheres costumam expressar a mágoa de forma mais controlada – e a vingança muitas vezes é até premeditada.

Caso pensado

Foi assim, de caso pensado, que Vânia*, uma arquiteta de pouco mais de 40 anos, se vingou do namorado e da melhor amiga, ao mesmo tempo. Vânia namorava o também arquiteto Paulo. Uma relação de cinco anos. E havia 10 anos que mantinha uma amizade com Scheila. O namorado e a melhor amiga não se davam bem. Pareciam somente se tolerar, já que poucas vezes conversavam.

– Eu queria que eles fossem amigos, mas sempre senti uma certa resistência de ambas as partes – relembra.

Paulo dizia que Scheila era esnobe e infantil. Scheila o definia com adjetivos como convencido e arrogante. E Vânia dividia-se entre os dois. Até que o casal decidiu morar junto, na casa dela.

Pouco tempo depois, Vânia viajou a trabalho. Como não era muito longe, decidiu ir de carro, acompanhada de uma colega do escritório. Já na estrada, se deu conta de que a pasta com todo o material do cliente havia ficado na mesa da sala, em casa. Voltou mais de 200 quilômetros para buscá-la.

Estacionou o carro na calçada, colocou a chave na porta de casa e… ouviu a risada familiar da “melhor amiga”. Sem fazer barulho, pé ante pé, chegou até a porta do seu quarto. Lá dentro, os dois se divertiam, nus, na cama. E, para receber a amante, ele tinha colocado na cama os lençóis de seda vermelhos que ela tinha comprado para ocasiões especiais.

Ela pensou em gritar, armar um barraco, matar os dois. Mas era inteligente demais pra isso e já começou ali mesmo a armar uma vingança. Sacou o celular e fez algumas fotos, tomando cuidado para não ser vista. Depois, saiu de casa sem fazer barulho. Viajou, trabalhou e voltou. Sempre maquinando um jeito de se vingar.

Decidiu pelo mais simples: reproduziu as fotos dos dois amantes na cama e mandou para todo o círculo de amigos de ambos, pela internet, com a frase: “Cuidado, o próximo a ser traído poderá ser você. Mantenha distância deles”. E, claro, as fotos se espalharam na rede.

Depois do episódio da internet, parece que a traidora resolveu mudar de cidade.

Eles, reativos. Elas, proativas

O estudo do mexicano Oscar Galicia trata da reação de homens e mulheres à raiva.

Os pesquisadores do laboratório de neurociências do Departamento de Psicologia da Universidade Ibero-Americana concluíram que o gênero masculino tende a ser mais impulsivo e o feminino mais “vingativo a longo prazo” após avaliar 42 mulheres e número igual de homens, que foram expostos a 120 imagens cujas características principais eram: agradável, desagradável, estimulante à ação e propensa à inatividade (ou imagens deprimentes).

Enquanto viam as imagens, as pessoas eram monitoradas via eletroencefalograma e pela medida de respostas da atividade neurovegetativa (temperatura corporal, frequência cardíaca e tensão muscular). Ao reagir de forma emocionalmente ativa a algo desagradável, o indivíduo era classificado como agressor reativo.

Quando, ao contrário, a reação emocional era mais fraca e a pessoa pensava em algo que o libertaria da raiva posteriormente, era classificado como proativo.

A conclusão a que o autor do estudo chegou é que 70% dos homens tendem à impulsividade, enquanto apenas 10% das mulheres têm a mesma propensão.

– A conduta agressiva é maior nos machos de todas as espécies. Na espécie humana não é diferente, há diferenças marcantes na expressão da agressão, de acordo com o gênero – conclui o psicólogo.

Outras vinganças

Eleger o ponto fraco e atacar. Essa parece uma característica bem comum nos planos de vingança femininos. Com uma conversa aqui e outra acolá, a reportagem de Donna DC descobriu algumas histórias. Umas engraçadas, outras criativas, mas todas vingativas.

Pelo conteúdo que você vai ler abaixo, é possível imaginar que a máxima “Vingança é um prato que se come frio” tenha saído da cabeça de uma mulher.

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Uma sexta-feira dia 13 daquelas

A história de vingança que você vai ler agora ainda nem se concretizou, mas está encaminhadíssima. Fernanda*, 28, descobriu que o namorado (quase noivo) estava de passagem comprada para Paris. Uma viagem romântica, mas não com ela.

Não foi difícil conseguir acesso ao e-mail do rapaz. Depois, por meio da correspondência eletrônica, Fernanda fez “o favor” de cancelar as passagens e reserva de hotel. E, claro, apagou as mensagens de confirmação de cancelamento. Se tudo der certo, o moço só vai descobrir “o equívoco” quando estiver de mala e cuia no aeroporto, na sexta-feira 13 de novembro.

Era uma vez uma linda BMW

Cláudia* começou a desconfiar que o namorado andava meio distante. Ciumenta e apaixonada, a publicitária, então com 26 anos (o fato se deu em 2003), passou a seguir o rapaz. E descobriu que ele andava frequentando um endereço.

Até que o viu entrar no carro dele com uma moça, abraçadinhos, numa noite qualquer. O flagrante poderia ter sido o ponto final do namoro, mas ela achou que o moço não poderia sair ileso da relação, depois de tê-la magoado tanto.

A publicitária acompanhou a rotina do “novo casal”, municiou-se de um prego e, quando o carro do ex – uma BMW recém-comprada que ele adorava – estava estacionando na frente do prédio da “outra”, ela calmamente foi até o veículo e riscou-o o quanto pode – e com toda força que dispunha. O que ela sentiu? Um alívio!

Amiga da onça

A vingança de Flávia* foi tão aguardada e planejada que incluiu fazer amizade com outra menina até ganhar confiança digna de melhor amiga.

O namorado da administradora de 32 anos terminou o namoro alegando não ter tempo para a relação. Uma semana depois, soube que o ex estava com uma moça que trabalhava na mesma empresa que Flávia.

Ela não pensou duas vezes. Fez amizade com a menina. O alvo da vingança, no entanto, não era ela, e sim ele. Para a “amiga”, Flávia confidenciava a desilusão amorosa que havia sofrido.

Contava as traições, as mentiras, os traços de egoísmo.

Até que o dia da desforra chegou. A administradora saía do trabalho com a amiga e topou com o ex, atual da outra.

– Na hora, disse pra ela que aquele era o Anderson, o ex que tanto me fez sofrer. O namoro deles terminou logo depois. Ele me ligou chorando. Estava apaixonado pela outra e pediu que eu desmentisse a história. Mas eu não havia inventado nada. Era tudo verdade – ratifica.

Anderson ficou sem as duas. Elas, em compensação, seguem amigas.

Playstation a preço de banana

Depois de dois anos aturando a cervejada das sextas, o futebol do sábado e o rugby de domingo, além de muitas, mas muitas sessões em frente ao playstation, Sabrina* se revoltou.

– Temos uma filha juntos e ele nunca foi maduro o suficiente para dividir as tarefas. Era muito egoísta. Saía e me deixava em casa – conta a jornalista de 28 anos.

– Fiquei um tempo pensando no que fazer. Até que uma amiga comentou que queria comprar um playstation para o irmão.

Foi a deixa. O jogo, comprado pelo marido por mais de R$1 mil, foi vendido por R$ 200 para a amiga. Os uniformes do futebol novinhos foram para o lixo.

  • – O lixeiro que passava pela frente de casa ficou bem feliz – diverte-se Sabrina, ao relembrar a história, que terminou em separação.
  • Mas o que a jornalista queria mesmo era fazer o ex sentir a mágoa que ela sentia.
  • Vingança a 500 quilômetros de distância

Na assessoria de um festival de cinema, Cristina* conheceu um jornalista carioca que estava cobrindo o evento. Amor à primeira-vista e consolidado em apenas uma semana (o tempo que durou o festival).

A também jornalista de 27 anos já estava pensando como seria a ponte “Rio-Floripa” que estabeleciam dali por diante.

Até que, no último dia em terras catarinenses, o moço deixou o celular sobre a cabeceira da cama e foi para o banho. Cristina não resistiu.

Deu uma espiada nas mensagens e, de cara, encontrou o texto “Amor, consegui comprar nossa tevê”. Ou seja, ele tinha namorada, embora estivesse fazendo planos com Cristina.

O carioca foi embora, mas mantinha contato com Cristina. Quando, em uma das conversas, disse que iria para Gramado, cobrir mais um festival de cinema, a mente feminina teve a súbita ideia de se vingar.

– Resolvi dizer que também estaria no evento. Ele ficou empolgado. Certamente achando que teria um fim de semana de sexo e curtição.

Numa das noites, ele ligou dizendo “Eu te quero. Vou para o hotel e você me encontra lá”. Cristina deu corda. Disse que em meia hora estaria no local.

– Ele passou os dois dias seguintes me ligando, me mandando mensagens. Eu, a 500 quilômetros de distância, pensando: senta e espera eu chegar! Há há!

A última mensagem do garoto carioca foi: “tão perto e tão longe. Por que você fez isso comigo?”. Neste momento, Cristina se sentiu vingada.

Colaboraram Laura Coutinho e Viviane Bevilacqua

* Os nomes foram trocados a pedido dos entrevistados

Como superar um fora: veja dicas e levante o seu astral

Danielle Barg

Elas choram, se trancam no quarto, pensam em se vingar, mas, quando o lado emocional fala mais alto, algumas até aceitam um pequeno “flashback” para matar a saudade do ex que as dispensaram.

Já eles saem com os amigos e lotam as redes sociais de fotos onde aparecem rindo, curtindo a vida, e mostrando que o fora recém-tomado nem doeu tanto assim. De um modo geral, homens e mulheres agem de formas diferentes quando são abandonados.

No entanto, independente da reação, todos estão sentindo a mesma coisa: o peso da rejeição.

Caroline Chieppa, radialista, conta como se sentiu quando o seu último namorado a dispensou, depois de uma briga banal, via mensagem de celular. “Nos dias seguintes me senti muito confusa, a sensação depois do fora é de querer voltar no tempo e fazer tudo diferente”.

Ela afirma que, apesar do susto, existe sim uma parte boa em levar um fora: “o que me fez seguir em frente foi o quanto mulher eu sou para dividir a minha vida com um cara infantil que não teve hombridade suficiente para terminar um relacionamento olhando nos meus olhos.

Aprendi que quando existe amor, a gente quer estar junto independente de qualquer coisa”.

A autora do livro Levei um fora, e agora?, Vanessa Fagundes, passou por situação semelhante e resolveu compartilhar sua experiência no livro. Segundo ela, o grande erro das pessoas é querer acertar na loteria do amor sem sofrimentos. “Precisamos experimentar para ter certeza do que queremos e de que estamos escolhendo certo. E isso só acontece 'batendo a cabeça'”, afirma.

Para quem está se sentindo rejeitado ou sozinho, ela avisa: “todos estamos sujeitos a levar um fora, pois relacionamentos são feitos de pessoas diferentes que podem, de repente, perceber que não combinam mesmo. Não acho que o fato de levar um fora deva ser visto de maneira trágica, mas como ele realmente é, ou seja, aquela pessoa não combina comigo e pronto. Existem muitas outras que combinam.”

Começar de novo é preciso e tentar tirar a parte boa dessas experiências é um bom exercício de amadurecimento para as próximas relações. Confira dicas dos especialistas.

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Chore, mas saiba a hora de parar Sofrer é preciso, mas, segundo a psicóloga Angela Costa, é preciso ter como objetivo superar o luto o mais cedo possível. “Não é possível falar com precisão sobre esse tempo, embora exista a necessidade de compreender o processo.”

Ela explica que ficar alimentando a dor por muito tempo torna-se um processo de autodepreciação. Por isso, é importante perceber que a dor vai diminuindo com o tempo.

“À medida que a pessoa começa a fazer novos envolvimentos, emerge a esperança de continuar a viver.

É possível perceber que, embora a pessoa que se foi jamais virá a ser esquecida, a vida pode e deve continuar a ser vivida”, explica.

“Mas ele era tão bom…” Ele tinha mil defeitos, mas bastou dar o “fora”, pronto: o sapo virou um príncipe. Angela explica que “endeusar” o outro é uma defesa do cérebro. “A pessoa nega que levou um fora para poder aliviar sua dor, e admirar o outro faz parte dessa defesa.”

Vanessa tem uma boa dica neste sentido: “o melhor a se fazer nesse momento é encarar o fato de que existe alguém no mundo que não está disposto a nos amar, mas em compensação, ainda restam outras milhares de pessoas que podem estar”, observa.

Ele me trocou por outra – e agora? Outro caso complicado é quando o motivo do fora foi uma terceira pessoa. Para Vanessa, tentar se comparar é o erro mais grave neste sentido. “O fato de ele preferir outra pessoa no seu lugar não quer dizer que a outra é melhor, mais bonita ou mais inteligente. Significa, somente, que vocês não combinam, e acredite, isso não é o fim do mundo.”

Quem procura acha Parece que as redes sociais foram a melhor invenção do mundo para buscar notícias sobre ex. Mas as especialistas avisam – evite, isso só piora as coisas. “A pessoa que perdeu continua vivendo essa relação ou até mesmo alimentando esse sofrimento”, alerta Angela.

Vanessa acredita que é preciso “enterrar o ex”. “Se quiser faça até um enterro simbólico do seu passado.

Queime uma vela enquanto guarda no fundo da gaveta as fotos que tiraram juntos, apague o Orkut dele do seu computador, bloqueie o contato no MSN e simplesmente esqueça que um dia conheceu aquela pessoa.

Se você quer parar de sofrer, não se engane achando que podem ser amigos nesse momento de dor.”

À procura do ponto final Tem também aquele ex que termina, mas insiste em continuar fazendo parte da vida: seja dando uma ligadinha de vez em quando, seja forçando a barra em uma amizade.

A psicóloga Angela indica atenção nestes casos: “quando o namorado continua procurando, na maioria das vezes, é porque quer continuar no controle dessa relação.

Enquanto ela permitir, essa relação nunca vai ter fim.”

Livre-se da culpa Um dos primeiros passos rumo à libertação do ex é fazer sumir da cabeça a tal frase: “onde foi que eu errei?”. Para Vanessa, o fato é que ninguém é culpado quando uma relação chega ao fim. “Vocês simplesmente não combinavam tanto quanto você imaginava. É difícil pensar assim, mas em menos tempo do que você imagina, verá que tudo acontece para o seu melhor”, pontua.

Xô, carência! O ditado que diz que, para curar a dor de amor, é preciso encontrar um novo, nem sempre faz sentido. Segundo Vanessa, antes de começar a amar alguém, é preciso recuperar o amor próprio.

“Quando levamos um fora, nossa autoestima cai violentamente, acreditamos que somos a pior pessoa do mundo e que ninguém mais nos quer, então corremos o risco de nos envolver com o primeiro que demonstrar interesse, fazendo-nos lembrar que ainda somos atraentes”, indica.

Para não cair em roubadas, é preciso cautela. “O maior erro que cometemos é pensar que só seremos felizes se estivermos amando alguém. Eu digo que só seremos felizes se amarmos, antes de mais nada, a nós mesmos”, observa.

Autoestima alta, já! Trabalhar a autoestima continua sendo um dos principais conselhos dos especialistas. “Foque a sua atenção no que você tem de bom.

Faça o exercício de ignorar os pensamentos de culpa e de autoflagelação, pois eles não te levam adiante.

Exalte suas qualidades e procure aprimorá-las, então pense que você vai ficar irresistível e que o único a sair perdendo será seu ex”, indica Vanessa.

Mexa-se Cabeça vazia, cabeça no ex. Isso é o que acontece quando se leva um fora: ficar desocupado é um ótimo motivo para pensar no fim da relação.

Para curar a dor, as especialistas indicam o investimento pessoal. “Aproveite a oportunidade que a vida está te dando para melhorar como indivíduo, para então encontrar pessoas que realmente mereçam estar ao seu lado.

Já ouviu falar que a mudança começa com você?”, provoca Vanessa.

Buscar conhecer novas pessoas, lugares, restaurantes, novas oportunidades de trabalho ou viagens podem representar um recomeço.

“Várias opções de vida podem ser fantásticas, mas antes passavam despercebidas ou eram ignoradas, pois tudo que detinha sua atenção era o seu ex.

Perceba que a única certeza que temos é de que teremos a nossa própria companhia pelo resto da vida, então vamos investir para que essa companhia seja a mais agradável possível”, conclui.

Existe lado bom em levar um fora? A parte boa de um fora, as especialistas concordam, é o aprendizado. “A principal dica é se observar, olhar para si mesmo e verificar onde errou para começar novamente”, explica Angela.

“Descobrir quem é você, o que gosta e o que você quer como objetivo em sua vida faz parte deste recomeço e de todo o processo de perda. Apenas perdendo é que aprendemos quem realmente somos e a continuar buscando”, ela completa.

Para Vanessa, a única coisa ruim de levar um fora é a mudança de rotina, mas ela acha que é justamente isso que incita o lado bom da crise – a reflexão. “Eu encaro o término de um relacionamento como uma dádiva, pois dificilmente uma pessoa terá outro momento na vida que favoreça mais a reflexão. Temos medo do novo, mas o novo é sempre bom.”

Para ela “a vida é como uma gaveta de escritório, que de tempos em tempos precisa de uma limpeza para abrindo espaço para coisas novas e melhores”: “se a vida te mostrou que a limpeza precisava ser feita no seu relacionamento, então mãos à obra. Faça de você mesmo, tudo que basta para ser feliz! Depois disso, encontrar um novo amor será apenas consequência de seu novo estado de espírito”, finaliza.

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