Como Se Descobre Que Se Esta Gravida?

Caso se tenha tido uma relação sexual desprotegida, a melhor forma de confirmar ou excluir uma possível gravidez consiste em fazer o teste de gravidez de farmácia.

No entanto, para que o resultado seja fiável esse teste só deve ser feito depois do primeiro dia de atraso da menstruação.

Antes desse período, é possível fazer o exame de sangue, que pode ser feito 7 dias após a relação, mas que é mais caro e precisa ser feito num laboratório de análises clínicas.

Veja a diferença dos tipos de teste de gravidez e quando fazer.

Embora as chances sejam baixas, é possível engravidar apenas após 1 relação sexual desprotegida, especialmente se o homem ejacular no interior da vagina.

Além disso, a gravidez também pode acontecer quando existe apenas contato com os fluídos lubrificantes liberados antes da ejaculação.

Por essa razão, e embora seja mais raro, é possível engravidar sem que exista penetração, desde que os fluídos do homem entrem em contato direto com a vagina. Entenda melhor porque é possível engravidar sem penetração.

Como Se Descobre Que Se Esta Gravida?

Quem tem maior risco de engravidar

Quando a mulher tem um ciclo menstrual regular, com aproximadamente 28 dias, tem maior chance de engravidar quando está no período fértil, que corresponde, normalmente aos 2 dias anteriores e posteriores à ovulação e, que normalmente, acontece por volta do 14º dia, a partir do primeiro dia de menstruação. Use a nossa calculadora para saber seu período fértil.

Já as mulheres que têm um ciclo irregular, que pode ser mais curto ou mais longo, não conseguem calcular com tanta precisão o período fértil e, por isso, o risco de engravidar é maior ao longo de todo o ciclo.

Embora, exista maior risco de engravidar nos dias próximos ao dia da ovulação, a mulher também pode engravidar se tiver tido uma relação desprotegido até 7 dias antes da ovulação, pois, os espermatozoides conseguem viver no interior da vagina da mulher entre 5 a 7 dias, podendo fecundar o óvulo quando é liberado.

Quando suspeitar de gravidez

Embora a única forma de confirmar uma gravidez seja fazendo o teste de gravidez, existem alguns sinais que podem levar a mulher a suspeitar que está grávida, como:

  • Atraso da menstruação;
  • Enjoos e vômitos pela manhã;
  • Aumento da vontade para urinar;
  • Cansaço e muito sono durante o dia;
  • Aumento de sensibilidade nas mamas.
  • Faça o teste a seguir e saiba suas chances de estar grávida:
  • Estes sintomas não excluem as chances de ter alguma doença com sintomas semelhantes, como a gravidez psicológica, e por isso deve-se sempre consultar um ginecologista e fazer exames para confirmar a gravidez.
  • Confira uma lista dos 18 primeiros sintomas de gravidez.

É possível estar grávida mesmo sem sintomas?

Em muitos casos a mulher pode demorar até 2 ou 3 meses para identificar algum sintoma de gravidez. Isso porque muitos dos sinais podem ser difíceis de identificar e sua intensidade pode variar de acordo com cada mulher.

Além disso, e embora seja mais raro, também existem mulheres que podem não apresentar qualquer sintoma durante toda a gravidez, descobrindo que estão grávidas apenas no momento do parto. Saiba mais sobre a gravidez sem sintomas e quais os riscos.

Como Se Descobre Que Se Esta Gravida?

Quando fazer o teste de gravidez

Caso a mulher tenha tido uma relação desprotegida e se encontra no período fértil, o ideal é que faça o teste de gravidez de urina ou de sangue. Este teste deve ser realizado após o atraso da menstruação, no mínimo, 7 dias após o contacto intimo, para que o resultado seja o mais correto possível. As duas principais opções de teste incluem:

  • Teste de urina: pode ser comprado na farmácia e a mulher pode fazê-lo em casa com a primeira urina da manhã. Se der negativo e a menstruação continuar atrasada, deve-se repetir o teste, 5 dias depois. Se, mesmo assim o segundo teste de gravidez der negativo e a menstruação continuar atrasada, recomenda-se marcar uma consulta com um ginecologista para investigar a situação. No entanto, caso o teste der positivo deve procurar fazer um exame de sangue, para confirmar a gravidez.
  • Teste de sangue: este teste é feito num laboratório e deteta a quantidade do hormônio HCG no sangue, que é libertado pela placenta no inicio da gestação.

​Estes exames são a forma mais simples que a mulher tem de perceber se está grávida.

É possível estar grávida mesmo quando o teste é negativo?

Os testes de gravidez atuais são bastante sensíveis e, por isso, o resultado normalmente é bastante fiável, desde que o teste seja feito no momento adequado.

No entanto, como algumas mulheres podem produzir poucos hormônios no início da gestação, o resultado pode dar falso negativo, especialmente no caso do teste de urina.

Dessa forma, quando o resultado é negativo é recomendado voltar a repetir o teste entre 5 a 7 dias depois do primeiro.

Saiba mais sobre quando pode acontecer um resultado de gravidez falso negativo.

Como confirmar a gravidez

A confirmação da gravidez precisa ser feita pelo obstetra e, para tal é preciso:

  • O teste sanguíneo de gravidez dar positivo;
  • Ouvir o coração do bebê, através de um aparelho chamado doptone ou Doppler;
  • Ver o feto através de uma ecografia ou ultrassom do útero.

Após confirmar a gravidez, o médico geralmente faz o planejamento das consultas de pré-natal que servirão para acompanhar toda a gestação, identificando possíveis problemas no desenvolvimento do bebê.

Como saber se estou grávida? Reconheça os sinais do seu corpo

Como Se Descobre Que Se Esta Gravida?

Enjoo, ganho de peso, mudanças de humor, você sabe reconhecer os primeiros sintomas da gravidez? Saiba tudo sobre exames pré-natal, alimentação para gestantes e tudo sobre esse momento super especial

A gravidez é um momento de mudanças profundas para todas as mulheres. Para algumas é um momento sublime, para outras uma fase bastante complicada, mas para todas elas é um evento marcante e de alterações muito acentuadas.

Mas você sabe reconhecer se está com os primeiros sintomas de gravidez?

Como saber se estou grávida

A gravidez acontece de fato de seis a doze dias após a fixação do óvulo fecundado ao útero. Isso pode levar até três dias para acontecer. Isso significa que do momento da relação sexual até a gravidez propriamente dita podem transcorrer até duas semanas.

Os primeiros sintomas da gravidez costumam aparecer a partir da quarta semana após a concepção, mas isso pode variar para menos e para mais. Algumas mulheres sentem a diferença nas primeiras semanas e outras não têm sintoma algum.

Como Se Descobre Que Se Esta Gravida?

As mudanças no corpo da mulher com a gestação

Muita coisa muda no corpo de uma mulher quando ela fica grávida. Muito mais sangue corre por suas veias, sua pélvis começa a se abrir para se preparar, os órgãos se reorganizam para aconchegar o útero muito aumentado e depois o feto enquanto cresce.

Os cabelos podem ficar mais espessos, a pele ganha manchas, às vezes acne ou fica muito mais bonita e viçosa. Os mamilos podem passar a ter uma coloração diferente, seu intestino pode ficar preso.

A importância do pré-natal

Os exames pré-natal são de extrema importância a partir do momento em que a gravidez é descoberta e devem ser feitos com rigor até o fim da gestação. Esses testes podem ajudar a prevenir complicações e informar sobre medidas importantes que podem ser tomadas para proteger o bebê e garantir uma gravidez saudável.

Com o atendimento pré-natal regular, as mulheres podem reduzir o risco de complicações na gravidez ou de problemas futuros para a criança durante a gestação e após o nascimento. Por meio do pré-natal é possível também descobrir precocemente quaisquer condições especiais que o feto possa apresentar e criar um plano de tratamento precoce.

A primeira consulta pré-natal costuma acontecer por volta de 8 semanas de gravidez. Nas gestações sem complicações, as consultas pré-natais geralmente são agendadas no seguinte esquema:

  • Até a 32ª semana: uma consulta pré-natal por mês
  • Da 32ª à 36ª semana: uma consulta a cada 15 dias
  • A partir da 36ª semana: uma consulta por semana
  • Alimentação para gestantes: o que pode e o que não pode
  • Mulheres grávidas precisam se alimentar muito bem, de maneira balanceada e sem abusar de açúcar, sódio e gordura, tudo com bastante moderação e critério, afinal, um serzinho também se alimenta junto com você.
  • Uma alimentação rica em fibras, carboidratos com baixo índice glicêmico, proteínas magras e gorduras boas é excelente para as futuras mamães, mas é claro que um chocolatinho de vez em quando pode comer (em casos de gestações normais e sem complicações).
  • Porém, alguns alimentos não são recomendados para quem espera um bebê. São eles:
  • Carnes e ovos crus;
  • Frutas e legumes mal lavados;
  • Leite e queijo não pasteurizados;
  • Peixes com alto nível de mercúrio;
  • Ostras e mariscos;
  • Atum em lata;
  • Cafeína;
  • Álcool.

Quais chás podem ser consumidos na gravidez

Por conta dos enjôos, muitas gravidinhas gostam muito de tomar chás, mas por serem infusões de ervas, precisam de bastante critério na hora de serem escolhidos.

Chás que a gestante pode tomar

  • Chás de frutas, como maçã e ameixa, estão liberados. Além disso, chás como de camomila, erva doce, gengibre e capim cidreira costumam ser inofensivos, mas é melhor consultar seu médico antes de colocá-lo na xícara.

Chás que devem ser evitados

  • O chá verde está na lista dos que devem ser evitados, pois acelera o metabolismo e pode causar palpitações. A canela também não deve ser consumida, pois pode provocar contrações.

Diabetes gestacional e hipertensão: um grande risco

Duas doenças secundárias à gravidez estão entre as mais perigosas para mãe e bebê: o diabetes gestacional e a hipertensão.

O diabetes gestacional pode causar um ganho de peso além do normal no bebê, além de sobrecarregar o pâncreas da mãe.

Após o corte do cordão umbilical, em mães diabéticas, o bebê passa a ter apenas o quantidade de glicose sanguínea produzida por ele mesmo, e não mais a da mãe.

Por isso, ele pode apresentar episódios de hipoglicemia nas primeiras horas de vida, e a melhor forma de corrigir e evitar isso é a amamentação mais frequente.

Já a hipertensão é uma das causas da temida pré-eclâmpsia, que pode levar à eclampsia, que é o aparecimento de convulsões que podem levar até mesmo à morte da mãe.

As duas condições podem ser evitadas ou tratadas de maneira a minimizar os danos com um pré-natal correto. Afinal, esse acompanhamento não é apenas para cuidar da saúde do bebê, mas também para monitorar a boa saúde da mãe.

A beleza da mudança

Mudar é natural, mas se houver dores ou incômodos acentuados demais, procure seu médico, afinal, cuidado nunca é demais. Porém, lembre-se de que gravidez não é doença.

Se a sua gestação for considerada normal e saudável , é possível levar uma vida perfeitamente normal nesse período, trabalhar, estudar e até mesmo se exercitar.

Aproveite, esse momento é único e cada gravidez é diferente da outra.

Como saber se estou grávida? Veja 8 sintomas – ISTOÉ Independente

Saúde da mulher

Muito além da menstruação atrasada!

A menstruação atrasada é o primeiro alerta para uma gravidez, porém, ele não é 100% seguro, pois pode estar associado a outros problemas, como ovário policístico, excesso de atividade física e ciclos irregulares. Então como saber se estou grávida?

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Para confirmar a gestação, antes mesmo de fazer o exame de sangue, o ginecologista e obstetra Domingos Mantelli ensina oito mudanças corporais que ocorrem logo no início e, se combinadas, denunciam uma gravidez:

Como saber se estou grávida?

Sangramento vaginal

O embrião se instala na parede do útero até o começo da segunda semana após uma relação sexual desprotegida, o que pode ocasionar sangramento vaginal mínimo, com duração de um dia.

Dor e sensibilidade nas mamas

O aumento da irrigação de sangue na região faz com que as mamas aumentem e fiquem mais doloridas. Os mamilos tendem a escurecer.

Sangramento na gengiva

Os hormônios da gravidez podem fazer com que a gengiva inflame e inche. O sangramento é consequência, principalmente ao escovar os dentes e passar o fio dental.

Insônia

É muito comum ter insônia a partir do terceiro trimestre de gestação, principalmente as mulheres mais ansiosas e estressadas.

Muita vontade de urinar

É bastante frequente no primeiro trimestre de gravidez, devido às mudanças hormonais que ocorrem no corpo da futura mamãe.

Vontade de chorar

As mudanças de humor são comuns e muito semelhantes ao que cerca de 90% das mulheres sentem na TPM. Os responsáveis são os níveis de estrogênio e progesterona.

Intestino preso

Os níveis de progesterona elevados e a compressão do intestino pela dilatação do útero causam prisão de ventre na maioria das grávidas. Também é comum a produção de gases pelo relaxamento da musculatura, principalmente a do sistema digestivo, fazendo com que os alimentos permaneçam por mais tempo no tubo digestivo.

Alterações visuais 

Olhos secos, aumento do grau, pálpebras inchadas, maior sensibilidade à luz e dificuldade para usar lentes de contato são frequentes na gravidez. Os sintomas devem desaparecer ao final da gestação.

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Se está grávida | Associação para o Planeamento da Família

Se a menstruação não aparecer na data esperada, ao fim de uma semana pode ser feito um teste de gravidez através da urina (pode ser feito antes, mas o resultado pode não ser fidedigno).

Este teste pode ser adquirido numa farmácia ou num supermercado. Também pode recorrer aos técnicos de um centro de saúde e fazer um exame de sangue.

Este exame é mais preciso do que os testes de farmácia e pode detetar a gravidez a partir de cerca de 12 dias depois da ovulação.

A gravidez tem início a partir do momento em que ocorre a nidação, ou seja, em que o ovo se fixa às paredes do endométrio. Este fenómeno ocorre entre os 5 e os 12 dias. No entanto, técnicos de saúde calculam o início da gravidez a partir do 1º dia da última menstruação, não a partir da data da conceção.

Normalmente, uma gravidez dura entre 37 e 42 semanas, mas a sua duração média é de 40 semanas. Quando a grávida não sabe a data de início da última menstruação, a ecografia poderá ajudar a determinar quando é provável que ocorra o nascimento.

A importância de ir ao médico

Todas as grávidas têm direito à prestação de cuidados de saúde gratuitos, quer no Centro de Saúde, quer no Hospital.

Para vigiar a sua saúde e a do seu bebé, é necessário ir regularmente às consultas.

Ser-lhe-á entregue um livrinho verde (o Boletim de Saúde da Grávida) que deve ser levado sempre que for a qualquer consulta ou à urgência (é muito importante que este livro seja levado para o parto).

Consulte aqui mais informações sobre as consultas de vigilância da gravidez.

Cuidados essenciais durante a gravidez

A gravidez não é uma doença, porém, não deixa de ser importante que tome cuidados consigo e que encontre um equilíbrio entre fases de descanso e fases de atividade. Muitas mulheres encaram a gravidez como uma oportunidade para repensar o seu estilo de vida e para tomar decisões quanto a eventuais mudanças.

Quanto à alimentação é importante que seja variada e equilibrada. É através da mãe que o feto recebe aquilo de que necessita para crescer e se desenvolver. Deve alimentar-se várias vezes ao dia e pouco de cada vez, procurando fazer refeições pequenas e com intervalos regulares.

Os alimentos que são recomendados durante a gravidez são:

  • ovos, carne, peixe (fornecedores de proteínas);
  • leite, iogurte, queijo e manteiga (fornecedores de cálcio);
  • ervilhas, feijão, grão (também fornecedores de proteínas vegetais indispensáveis ao feto);
  • fruta e vegetais em todas as refeições (fornecedores de vitaminas e sais minerais);
  • e, claro, água!

É importante, por outro lado, evitar ou reduzir o consumo de:

  • doces e bolos;
  • café, chá, álcool e bebidas com gás;
  • mariscos (risco de salmonelas);
  • carne mal passada (risco de toxoplasmose);
  • queijo fresco de leite não pasteurizado (risco de  brucelose).

O movimento e a prática de uma atividade física durante a gravidez ser-lhe-ão benéficas. Caminhar é um óptimo exercício na gravidez. Se lhe der prazer e não houver nenhum problema com a gravidez, continue a praticar o seu desporto habitual, embora possa ter que moderar a intensidade.

A atividade física melhora a circulação sanguínea e diminui alguns incómodos da gravidez, como a prisão de ventre e a fadiga, ajuda a diminuir o stress e as tensões físicas e emocionais.

  É importante, contudo, que a mulher converse com o seu médico assistente sobre qual a atividade física mais adequada ao seu caso.

Fumar e consumir drogas (incluindo medicamentos que não tenham sido prescritos pelo médico) ou álcool não são seguros durante a gravidez. O seu consumo pode causar problemas graves ao bebé. Os principais riscos relacionados com o tabaco, álcool e outras drogas incluem baixo peso à nascença, aborto, nascimento prematuro ou parto de um nado-morto, morte súbita do bebé.

Ter relações sexuais não prejudica o bebé em nenhuma fase da gravidez, pois ele encontra-se protegido no interior do útero, mergulhado no líquido amniótico.

Poderá ser aconselhada a não ter relações sexuais no caso de surgirem algumas complicações, como hemorragia vaginal e ameaça de parto pré-termo, por exemplo.

De notar, contudo, que nas relações sexuais há o risco de infeções que podem ser transmitidas e que podem afetar o feto ou complicar a gravidez, como é o caso da sífilis, da hepatite e da HIV/SIDA, entre outras.

Efeitos psicológicos da gravidez

Para além das mudanças físicas que ocorrem desde o início da gravidez, é natural também experimentar mudanças a nível emocional.

Pode haver alguma instabilidade emocional, angústia, ansidedade, ambivalência, insegurança, inquietação,… sentimentos considerados normais.

Os receios por se estar numa fase de grande transformação física e psicológica podem ser mais evidentes quando se trata da primeira gravidez.

Ao longo da gravidez costumam surgir alterações emocionais e psicológicas diferentes:

1º TrimestreA mulher e o homem parecem não estar ainda muito conscientes do que está a acontecer. Pode ser um período de grande entusiasmo e alegria, mas também de preocupações. 

2º TrimestreNa maior parte dos casos este é um período de maior calma. A barriga começa a notar-se, a mulher sente menos sono e começa a ganhar peso. Já sente o bebé e isso pode deixá-la mais tranquila e animada. 

3º TrimestreNo terceiro trimestre a mulher pode voltar a sentir-se agitada e preocupada, principalmente com o parto, com a saúde do bebé e também com o que irá acontecer depois do parto.

Se estes sinais se tornarem mais fortes, é importante que peça apoio a alguém de confiança, como familiares, amigos ou serviços específicos, expondo o que sente.

Preocupações comuns de futuras mães e pais

Preocupações comuns das futuras mães:

  • Se vai ser capaz de cuidar do bebé; 
  • Se se irá alterar a relação com o companheiro; 
  • Como será o pós-parto;
  • Como irá conjugar o seu trabalho com a vida familiar;
  • Como e quando poderá voltar a ter uma vida sexual normal;
  • Receia que outros elementos da família possam interferir de forma excessiva com a sua relação de casal e com o cuidar do bebé;
  • Tem dúvidas sobre se o seu companheiro irá colaborar nas tarefas domésticas e no cuidar da criança;
  • Preocupa-se com a saúde do seu bebé.

Preocupações comuns dos futuros pais:

  • Acerca das suas competências para cuidar do bebé;
  • Sobre se serão capazes de ajudar a sua companheira na recuperação do parto; 
  • Com a possibilidade de serem postos em “segundo lugar” com a vinda do bebé;
  • Sobre se vão ser capazes de sustentar financeiramente a sua família; 
  • Como poderão proporcionar a educação e bem-estar necessários ao bebé: 
  • Com a saúde do seu bebé.

Sinais de alerta na gravidez

Contacte imediatamente o centro de saúde ou a urgência do hospital/maternidade se durante a gravidez tiver:

  • Hemorragia vaginal;
  • Perda de líquido pela vagina;
  • Corrimento vaginal com comichão, ardor ou cheiro não habitual;
  • Dores abdominais;
  • Arrepios ou febre;
  • Dor/ardor ao urinar;
  • Vómitos persistentes;
  • Dores de cabeça fortes ou contínuas;
  • Perturbações da visão;
  • Diminuição dos movimentos fetais.

Para além do ficou descrito, há outras situações que podem implicar uma vigilância especial da gravidez e às quais deve estar atenta, bem como o seu médico (ex.: gravidezes múltiplas, factor Rhesus, doenças do sangue, hemorragias, tensão arterial elevada ou baixa, epilepsia, diabetes, infeções, doenças transmitidas por animais,…).

(Fontes: www.saudereprodutiva.dgs.pt e www.portaldasaude.pt)

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Dá para não saber que está grávida? Leia relatos e o que dizem os médicos

Para muitas mulheres, descobrir uma gravidez é sinônimo de alegria e da realização de um sonho. Embora não seja comum, algumas alegam não ter os sintomas típicos de uma gestação e só descobrem que estavam grávidas prestes a dar à luz.

É o caso da capixaba Jackeline Boldt Bastos, 33. Era maio de 2018 quando tudo aconteceu. Na época, Jackeline era solteira e trabalhava como balconista em uma loja de doces, em Cariacica (ES). Ela conta que levava uma vida normal e nem suspeitava de uma possível gestação, embora sentisse muita dor nas costas.

Imagem: Arquivo pessoal

Com o passar dos meses, a dor não cessou, por isso ela decidiu ir até um hospital e o médico constatou que as dores eram causadas por gases. “Tomava o remédio de gases e não sentia nada. E minha barriga não cresceu, mas sempre fui gordinha e muito desligada”, comenta.

Além disso, ela também não teve a maioria dos sintomas comuns de uma gestação e ainda conseguiu emagrecer. “Quando ele nasceu, estava fazendo dieta”.

No Dia das Mães, Jackeline estava em um churrasco na casa da avó. “Bebi e quando cheguei em casa comecei a passar mal. Liguei para um amigo e pedi para ele me levar ao hospital. Quando cheguei lá, na madrugada de domingo para segunda, o médico disse que era começo de infecção urinária, me deu dipirona, buscopam na veia e mandou eu ir embora e buscar o exame na segunda de manhã”, recorda.

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Na manhã seguinte, quando foi buscar o resultado, o médico confirmou que se tratava de uma infecção urinária, e ela foi novamente medicada, já que as dores não haviam cessado com os medicamentos da noite anterior.

Já na terça de manhã, as dores persistiram e ela foi para outro hospital. Ao chegar, o médico disse que a infecção estava muito forte e a colocou no soro. Em dado momento, ela precisou ir ao banheiro e, quando voltou, o ginecologista já estava na sala sugerindo que ela fizesse um teste de gravidez.

A princípio, ela se recusou, alegando que havia menstruado normalmente nos últimos meses, mas depois acabou concordando. “O resultado saiu às 14h e o médico disse: 'vai para a maternidade que você está ganhando neném'.

Fiquei em estado de choque e fui para o Hospital São João Batista. Para o anestesista conseguir me dar a injeção, uma assistente social ficou ao meu lado porque eu não conseguia parar de chorar.

Ganhei neném às 15h08 do mesmo dia”, relata.

Apesar das circunstâncias, o bebê nasceu bem por uma cesárea. “Ele nasceu saudável, grandão, com 2,8 kg e 46 cm”, recorda. Assim que viu o filho pela primeira vez, Jackeline conta que foi tomada por um sentimento imediato de rejeição.

“Na hora em que a médica veio chegando perto de mim, falei: 'não chega com esse menino perto de mim que vou jogá-lo longe, só fui vê-lo quando estava no quarto”. Por fim, passado o susto inicial, hoje ela não se imagina sem o filho. “Rejeitei-o no começo, mas agora ele é a minha vida”, afirma.

Um susto

Imagem: Arquivo pessoal

Situação semelhante viveu Lindinalva Dias Silva Rufino, 46, dona de casa. Questionada sobre quando teria engravidado, ela diz que foi em maio do ano passado, porque o filho nasceu em fevereiro, com nove meses completos.

Lindinalva é casada há 18 anos e sempre tentou engravidar. Um dos ginecologistas que a atendia chegou a afirmar que ela não tinha nenhum problema e sugeriu que o marido procurasse ajuda. Contudo, ele não seguiu o conselho, embora o casal sempre tenha desejado um filho.

Ela conta que não teve sintomas durante a gestação, exceto um. “A menstruação já tinha um tempinho que não estava descendo, e também estava sentindo um calorão, suando muito e bebendo bastante água. Mas como eu era um pouco irregular e nunca vinha no mês certo, achei que estivesse entrando na menopausa e já ia fazer consulta médica”, diz.

Ela conta que a barriga também não aumentou, mas quando faltava uma semana para o bebê nascer, o marido chegou a comentar que a barriga havia crescido, de repente. Mas como eles são casados há muitos anos e ela nunca engravidou, a suspeita de uma possível gestação foi ignorada.

Uma semana depois, o cenário mudou. “Acordei e fui levar meus sobrinhos na escola. Quando fui subir no ônibus, levei um tropeção no degrau e senti uma pontada no pé da barriga. Achei que era a minha menstruação que desceria”, descreve.

No entanto, a dor persistiu o dia inteiro. Ela conta que ainda lavou roupa e fez todos os afazeres de casa normalmente, mas sempre acompanhada de uma forte cólica. “À noite, fui ao banheiro, sentei no vaso e não parava de descer aquela água meio verde. Daí chamei meu marido e falei: 'a minha bolsa estourou'”. Nessa hora ela descobriu que estava grávida.

Ainda sem acreditar no que estava acontecendo, ligou para a mãe e a irmã. Foi tudo muito rápido: “Meu marido olhou para mim e viu o líquido descendo nas minhas pernas.

Fiquei sentada, minha pressão começou a subir e fiquei fora de mim”, lembra. Em seguida, ela e a família seguiram para o Hospital da Unicamp, em Campinas (SP).

Ao chegar, os médicos ainda fizeram um exame de urina para confirmar a gravidez.

“Daí foram verificar os batimentos, mas estavam demorando para encontrar. Falei que sentia uma coisinha na minha costela que doía bastante, então eles colocaram o aparelho perto da costela e conseguiram ouvir os batimentos dele”, conta.

Lindinalva ficou um tempo em observação devido a pressão alta e na manhã do dia seguinte o bebê nasceu por uma cesárea. Apesar do susto, ela diz estar muito feliz, pois depois de muitos anos o filho tão sonhado chegou. “Foi de repente. Uma surpresa muito grande para mim e para o meu marido. Agora, ele é tudo na minha vida”, finaliza a mãe.

O que acontece com o corpo durante uma gestação?

Imagem: iStock

Durante uma gravidez, o corpo da mulher passa por inúmeras transformações físicas e emocionais. A pausa na menstruação é a mais comum, porém há casos em que as mulheres continuam menstruando, mas são exceções.

Assim que a mulher engravida, ela começa a acumular líquidos chamados de embebição gravídica, que geram inchaços. A partir do terceiro mês é possível observar o crescimento da barriga. No entanto, quem tem a musculatura abdominal mais forte, consegue sustentar o útero dentro do abdome, por isso a barriga não fica tão aparente.

Mulheres com problemas de sobrepeso também não costumam evidenciar a barriga. O tamanho da barriga e o ganho de peso, em geral, também são definidos pela alimentação.

Os seios também podem ser um forte sinal de que há um bebê a caminho. A partir da sexta semana, o aumento de volume é notável e muitas vezes a mulher começa a sentir dores ou incômodos. A cor da aréola e dos mamilos também pode escurecer.

É importante ressaltar que durante a gestação, a vulva e a vagina tendem a ficar com uma coloração mais roxa e inchadas. Há, ainda, um aumento da descamação da vagina, com mais secreção (corrimento branco, fluido e sem odor).

Há também as alterações emocionais que podem ocorrer durante a gestação. Elas são responsáveis por sintomas como sonolência, dificuldade de concentração, memória e mais irritabilidade.

A gestação também altera a frequência cardíaca, a circulação sanguínea, a pressão arterial, a imunidade e os hormônios. Além disso, há mudanças no sistema urinário, respiratório, articular e no trato gastrointestinal, este último sendo o responsável pela maioria dos famosos enjoos. Ainda é possível notar mudanças na pele, que pode ficar mais oleosa e até nos cabelos.

Então como é possível esperar um filho e não saber?

Imagem: iStock

Os especialistas ouvidos por VivaBem divergem. De acordo com Giuliane Jesus Lajos, ginecologista e obstetra do Caism (Centro de Assistência Integral à Saúde da Mulher ) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e docente da divisão de obstetrícia do Departamento de Tocoginecologia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, é possível a mulher não saber que estava grávida.

“É muito difícil, mas não impossível. Já testemunhei pelo menos umas seis vezes nestes meus 21 anos de ginecologia e obstetrícia. É muito mais comum em mulheres com obesidade, pela dificuldade de percepção do próprio corpo. E o atraso menstrual pode ser comum para elas”, explica.

“Já testemunhei caso de a gestante ser magra, com um filho prévio, ou seja, já tinha vivenciado gestação anterior e chegou parindo, relatando surpresa com o fato. E parecia real.

Também vivenciei umas três situações em que a gestante procurou o pronto-socorro geral, não o ginecológico, com queixas de dores abdominais, sendo tratada como um abdome agudo a esclarecer, e na verdade era uma gestação e trabalho de parto. A gente chega a pensar que a gestante sabia e estava escondendo a gestação, mas não.

Testemunhei um caso em que o sonho do casal era ter um filho, e descobriram apenas quando rompeu a bolsa e procuraram o hospital, com 38 semanas de gestação. Então, sim, é possível”, afirma a obstetra.

Silvana Maria Quintana, docente do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da FMRP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto) também acredita na possibilidade de ocorrer uma gestação silenciosa.

Segundo a especialista, não dá para afirmar que a mulher sabia da gestação e estava mentindo. Ela explica que essa possibilidade até existe, mas há casos em que muitas mulheres dão à luz em casa e sozinhas —sem nenhum tipo de cuidado médico.

“Essa mulher, de alguma forma, negou evidências pelas quais o corpo passou por todo esse período. Por algum motivo ou problema, ela não se permitiu perceber essas mudanças do corpo e se preparar para a grande mudança que vai acontecer com a chegada de uma criança”, avalia.

“Acho que é uma negação ou falta de atenção com o próprio organismo, mas não acho, de jeito nenhum, que elas estejam mentindo. É raro, mas é possível”, completa. Silvana ainda afirma que mulheres que passam por essa situação precisam de cuidados, principalmente psicológicos, já que do dia para a noite se tornam mães, o que é uma mudança radical na vida de qualquer pessoa.

Por outro lado, há quem diga que é impossível uma gestação perdurar por cerca de 40 semanas sem que a mulher perceba. Segundo os especialistas, os sintomas de uma gestação são muito evidentes, e não há como serem confundidos.

“Existe um volume interino, uma história condizente com atraso menstrual e, a partir do quinto mês, você tem o bebê se mexendo dentro na barriga.

Então é impossível, na minha concepção, que uma pessoa não perceba o bebê se movimentando dentro dela.

No sétimo e oitavo mês, o bebê já tem força muscular suficiente para, inclusive, alterar o formato do abdome”, alega Alexandre Pupo, ginecologista e obstetra do Hospital Sírio Libanês e do Hospital Albert Einstein (SP).

“Não acho possível, principalmente pela movimentação do neném, de dois quilos ou até três mexendo na barriga. Não tem como não perceber”, opina Marina Nunes Machado, coordenadora do Departamento de Obstetrícia de Alto Risco do Hospital do Rocio (PR).

No entanto, ela acredita que mulheres obesas podem, sim, ter uma maior dificuldade de reconhecer uma gestação, mas ressalta que os sintomas são inconfundíveis e cita também o processo de negação gestacional, que, para ela, significa apenas negar o fato.

“O que eu já vi é a pessoa esconder, mas não, não saber. A partir do quarto mês não tem como não perceber uma gestação em andamento. São tantos sinais. Acho que ela tem que se ignorar muito, se negligenciar, para não perceber”, finaliza Machado.

Processo de negação pode acontecer

Quem também afirma ser possível uma gestação silenciosa é Rafaela de Almeida Schiavo, especialista em psicologia perinatal, pós-doutora em psicologia do desenvolvimento e aprendizagem pela Unesp (Universidade Estadual Paulista), fundadora do Instituto MaterOnline e membro da Sociedade Brasileira de Psicologia.

“Existem, sim, mulheres que engravidam e passam a gestação inteira sem saber. É claro que podem existir aquelas que propositalmente escondem a gestação até o final, mas uma boa parte das mulheres realmente não sabia. É perfeitamente possível”, afirma.

De acordo com a psicologia, esse é um processo chamado de negação. Isso ocorre quando a mulher tem os sintomas gestacionais, mas não consegue associá-los a realidade.

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“Mas tem alguns indicativos aí, por exemplo, são mulheres que não conseguem reparar muito bem no seu corpo, algumas alegam que continuaram menstruando normalmente, muitas também estão com sobrepeso.

E muitas vezes ela atribui o movimento do feto a gases, a uma indisposição intestinal, exatamente por não saberem que estão grávidas”, diz Schiavo.

Para a psicóloga, cada mulher tem um motivo para a negação. Entretanto, não é possível generalizar. Logo, cada caso precisa ser avaliado individualmente.

“O inconsciente é tudo aquilo que não temos acesso, a gente não sabe que existe, nem o que é”, descreve. “Do ponto de vista psicológico, elas não estão mentindo.

E isso ainda pode trazer vários prejuízos para essa mulher e até para essa criança, já que ela pode apresentar uma depressão pós-parto, alta ansiedade, um transtorno, justamente porque ela está levando a vida dela normalmente e, de repente, se torna mãe sem saber”, explica a psicóloga. “Essas mulheres precisam ser compreendidas e não discriminadas”.

Acabei de descobrir que estou grávida. E agora?

Existem dois principais cenários quando a mulher descobre uma gravidez: para quem estava tentando engravidar há um tempo, a notícia é responsável por euforia e alegria, além de alívio por saber que o desejo de ser mãe será realizado.

Para quem não tinha planejado ter um bebê, mas passa a querer essa mudança na vida, a novidade pode assustar um pouco e gerar algumas dúvidas, que tendem a diminuir ao longo dos meses mediante acompanhamento.

Em ambos os casos, porém, surgem questões – vamos combinar que, na prática, até a mais planejada e informada das gestantes pode se sentir um pouco perdida assim que entende, de fato, que será mãe.

Antes de mais nada, respire (e não deixe de celebrar a novidade com as pessoas mais próximas).

Com auxílio dos experts Evelyn Prete, ginecologista e obstetra, Fernando Boldrin, ginecologista e obstetra do Grupo Sabin de Medicina Diagnóstica e especialista em reprodução humana, e Leopoldo Cruz Vieira, ginecologista, obstetra e mastologista do Hospital HSANP, preparamos um guia completo para que você saiba exatamente quais os próximos passos em relação aos cuidados com a saúde física, mental e emocional se você acaba de descobrir que está grávida.

Vá ao seu médico de confiança ou procure por um profissional especializado

Dr. Leopoldo explica que, por pura falta de conhecimento ou informação, muitas mulheres acabam procurando um pronto-socorro quando descobrem que estão grávidas, pensando que a primeira consulta como gestante será feita já naquele momento.

O melhor a fazer, na verdade, é procurar um ginecologista e obstetra de sua confiança, que seja capacitado para realizar o pré-natal e tirar todas as dúvidas nesta etapa.

Se possível, escolha um especialista que atenda em um consultório próximo à sua residência, para facilitar o acesso.

“Costumo dizer para as futuras mamães manterem a calma. Controlar a ansiedade, diminuir a euforia e, mesmo no caso de uma gravidez não planejada, procurar estar tranquila é importante para o bem do bebê.

É importante que a paciente entenda que o pré-natal representa uma série de etapas a serem cumpridas, com prazos que precisam ser corretamente executados, pois tudo tem o período correto a ser realizado”, diz o médico, que enxerga o pré-natal como um trabalho em conjunto entre médico e paciente, para evitar e tratar problemas que possam surgir durante os próximos meses. Caso a gestante não esteja se sentindo bem sobre a ideia da gravidez, deve procurar ajuda profissional, e um pré-natalista é o médico indicado para isso.

Para o Dr.

Fernando, uma dúvida bastante comum em mulheres que acabaram de engravidar é sobre como saber se o bebê tem alguma má formação genética, o que é diagnosticado por meio do ultrassom morfológico, feito durante o primeiro trimestre (entre 11 e 14 semanas de gestação) e indispensável – nele, são procurados sinais indicativos de problemas genéticos. Segundo o especialista, nesta primeira fase, a partir das dez semanas de gravidez, a mulher também deve fazer o chamado NIP test, um exame de sangue feito na mãe para procurar células do feto, realizando assim o exame genético do bebê.

Na mesma linha, Dra.

Evelyn reforça que muitas mães, logo no início, se preocupam com a saúde do bebê, querendo saber mais sobre hábitos permitidos e proibidos durante a gestação, o que envolve desde alimentação até uso de medicamentos.

Para ela, os melhores hábitos para manter uma gestação saudável, quando planejada, começam ainda antes da mulher engravidar, já que problemas como hipertensão e diabetes podem atrapalhar bastante o desenvolvimento saudável do bebê.

A partir de agora, preste mais atenção na alimentação

É importante que gestantes realizem todas as principais refeições do dia, de forma equilibrada e fracionada, para que isso vire hábito e elas possam seguir com a gravidez até o fim de maneira saudável, sem maiores problemas. Se possível, é recomendado que a grávida também procure por um nutricionista, para que a alimentação seja sempre diversificada e que a gravidez seja monitorada por diferentes especialistas.

Por recomendação médica, o prato da nova mamãe deve ser colorido e poderá conter: folhas verdes escuras diariamente, frutas, leguminosas de todas as cores, feijões diversos – como branco, fradinho e carioca -, oleaginosas como a castanha-do-pará (fonte de selênio) e alimentos integrais, que são fonte de fibras.

Caso a mulher consuma carne, vale investir em carnes magras, vísceras e em peixes não criados em cativeiro (que têm menores concentrações de metais pesados e mais ômega-3).

Para completar, é importante que a grávida passe a ingerir de dois a três litros de água por dia, e não deixar de urinar sempre que tiver vontade, para evitar infecções.

Se necessário, gestantes podem complementar a dieta com o uso de suplementos vitamínicos, como vitamina D, Ômega-3, ferro e ácido fólico.

“Minha recomendação é a utilização do ácido fólico, pois ele previne as doenças do tubo neural, ou seja, as doenças do sistema nervoso central do bebê, que está em formação nesse período.

Há também o metilfolato, que é um outro formato do ácido fólico, podendo chegar a 100% de absorção pelo corpo.

Atualmente, temos prescrito o metilfolato como vitamina inicial, e as demais são descritas após a realização de exames, de acordo com a necessidade de cada pessoa”, sugere Leopoldo.

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Por conta da gestação ser um processo complexo, que envolve também o sistema imunológico, deve-se evitar o consumo de açúcar durante todo o período, já que ele é capaz de prejudicar bastante o sistema imune materno, tornando a grávida mais propensa a ter infecções.

Chás pretos e verdes também não são indicados, pois prejudicam a absorção de ferro e podem ser maléficos para o desenvolvimento do bebê.

Alimentos industrializados e embutidos, que possuem altas concentrações de conservantes, sódio e gordura trans, bem como gorduras e frituras, que aumentam o colesterol ruim (LDL) e podem levar ao desenvolvimento de hipertensão, diabetes e outros distúrbios cardiovasculares, também devem passar bem longe do cardápio da nova gestante. Por fim, consumir refrigerantes é igualmente prejudicial, assim como hábitos como tabagismo e ingestão de bebidas alcoólicas.

Movimente o corpo com responsabilidade e cuidado

Evelyn ressalta que, apesar de não existir um consenso sobre a proibição total ou não de exercícios físicos durante a gravidez, a orientação médica é de que gestantes sigam com o ritmo de atividade física que costumavam ter na rotina antes de ficarem grávidas. Por exemplo, se a gestante era uma atleta de alto rendimento antes de descobrir que estava grávida, ela pode continuar praticando as mesmas séries de exercícios, desde que respeitando os limites de acordo com o avanço da gestação.

“Se a paciente está habituada à prática de atividades físicas, eu não proíbo, mas friso que esse não é o momento de exagerar – pelo contrário, é o período de fazer atividades de manutenção, exercícios aeróbicos sem exceder a frequência cardíaca, não realizando treinos para uma grande queima calórica”, corrobora Leopoldo.

Já se a mulher era sedentária antes de engravidar, o recomendado é que ela adote exercícios aeróbicos de intensidade leve a moderada.

A mesma regra vale para praticantes de musculação: evite altas cargas e exercícios extenuantes.

Em caso de desconforto, seja qual for, sensação de contração ou, então, episódios de sangramentos, os exercícios devem ser suspensos, e retomados apenas sob aval do médico.

Cuide da saúde física…

Converse com seu médico para saber mais sobre quais exames você deve fazer e por quê. Entre os principais, estão os de análises clínicas e os de doenças infectocontagiosas.

Os mais comuns, que devem ser realizados nos três trimestres da gravidez, são: investigação de diabetes, pesquisa de bactérias na vagina, anemia, função renal e do fígado, sorologias de hepatites (B e C), sífilis, HIV, rubéola, toxoplasmose, Zika e citomegalovírus.

Devem ser feitos, ainda, exames de urina e de fezes, ultrassom transvaginal para verificar como está o saquinho gestacional e o crescimento do embrião e, por último, o ecocardiograma da mãe (já que o coração é muito exigido durante a gestação e também no dia do parto).

Ao longo da gravidez, é necessário que o médico confira a carteira de vacinação da gestante, que deve atualizar as vacinas faltantes.

Se a mulher ainda não tiver sido imunizada contra a Hepatite B, e não tiver recebido a vacina contra a Influenza A no último ano, deve receber ambas as vacinas após o primeiro trimestre de gravidez.

Além disso, todas as gestantes, incluindo as que já foram vacinadas em gestações prévias, devem tomar a tríplice bacteriana, que protege contra difteria, tétano e coqueluche, a partir da vigésima semana de gestação. Dependendo da época do ano, a vacina contra o vírus da H1N1 também pode ser administrada.

Não se esqueça de que existem outras doenças em circulação, como a Covid-19, dengue e zika. Ou seja, a gestante deve tomar o cuidado de usar repelentes, evitar aglomerações e aderir à máscara facial e ao distanciamento social sempre que possível.

… sem se esquecer da saúde mental

Grávidas, por fim, devem também cuidar da saúde mental, ainda mais após um ano atípico como o de 2020.

Evelyn sugere que, caso essa seja uma gestação saudável no aspecto mental, com um ambiente familiar equilibrado e boa rede de apoio, a mulher pode usar a psicoterapia como prevenção e cuidado, já que ela não serve apenas para tratar questões pontuais – isso independentemente de uma gravidez.

“Agora, se a mulher sofre ou já sofreu por conta de distúrbios psicológicos ou psiquiátricos, como depressão, ansiedade e tentativas de suicídio, ou se ela está inserida em um ambiente familiar desequilibrado ou enfrentando problemas conjugais, essa gestante deve ser acompanhada por um profissional durante todo o período gestacional”, reforça a médica.

O mesmo vale para o pós-parto e puerpério: a psicoterapia também é essencial para que a mulher possa lidar tanto com as alterações de humor ocasionadas pela regressão hormonal e pelos níveis pré-concepcionais, quanto com toda a adaptação à nova rotina com o bebê e questões relacionadas à autoestima.

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