Como Se Chamam Os Nomes Que Variam Em Genero?

Basta você recorrer à sua gramática que tão logo encontrará algumas palavrinhas, tais como: gênero, número e grau. Ora, é simples, elas representam as flexões daquelas classes gramaticais das quais já temos conhecimento. Flexões quer dizer mudanças. Mas como elas se dão?

Pois é exatamente sobre esse assunto que vamos tratar a partir de agora, ou seja, conhecermos um pouco mais acerca do significado das três palavrinhas: gênero, número e grau. Disposto (a), então?

  • Como Se Chamam Os Nomes Que Variam Em Genero? Gênero, número e grau e as classes gramaticais
  • Gênero
  • Várias são as palavras da língua portuguesa que podem ser expressas tanto na forma masculina quanto na forma feminina, como por exemplo:

garoto – garota cão – cadela…

Há aquelas também que apenas um artigo demarca o masculino e o feminino, como é o caso de:

o artista – a artista…

Lembra-se daquelas que usamos somente macho e fêmea? Vamos citar um exemplo?

jacaré macho – jacaré fêmea…

  1. Pois bem, estamos tratando do gênero das palavras, ou seja, do masculino e do feminino.
  2. Número
  3. Como você sabe, muitas delas podem ser pronunciadas no singular, mas também podem ser pluralizadas, como é o caso de:
  4. menino – meninos livro – livros
  5. Algumas, basta acrescentarmos o “s”, como essas do exemplo, outras temos que acrescentar a terminação “-ães”, como é o que ocorre em pães; em outras, a terminação “-ões”, como em balões, e por aí vai.
  6. Como pôde perceber, a flexão de número diz respeito ao singular e ao plural.
  7. Grau

Grande, pequeno, mais, menos, tão, quanto… todas essa palavras pertencem a uma flexão: a de grau, relativa ao aumentativo e ao diminutivo, como também à intensidade em que pode ser expressa uma determinada palavra.

Quando falamos em intensidade, podemos pensar em tamanho mesmo, ou seja: existe o grande, assim como existe o pequeno. Existe uma qualidade mais inferior, assim como existe aquela considerada superior.

Por isso temos:

Casa – casarão – casebre

Mais alto – menos alto – tão alto quanto…

  • Assim, por meio de tudo o que aprendemos, vale a pena retomar alguns conceitos: gênero, número e grau são as flexões que recebem as palavras, entre elas os substantivos, os adjetivos, os numerais, entre outras classes.
  • Por Vânia Duarte
  • Graduada em Letras

Gênero, número e grau: entenda de vez como as palavras flexionam!

Existe uma frase muito famosa na nossa língua portuguesa. Vira e mexe, alguém diz que concorda em “gênero, número e grau” com alguma coisa. Você sabia que do ponto de vista da gramática normativa essa afirmação é incorreta?

As palavras, especialmente os substantivos, flexionam em gênero, número e grau. A concordância, como a famosa metáfora diz, pode ser nominal ou verbal.

Quer entender mais sobre o assunto? Então acompanhe o post que preparamos sobre flexão!

Substantivos

Os substantivos são a classe de palavras variáveis que nomeiam o mundo. Objetos, pessoas, fenômenos, sentimentos… Tudo que recebe um nome, é um substantivo.

Basicamente, são palavras das quais pode se falar sobre. Você pode definir facilmente o que é “gentileza”. Já “gentilmente” — um advérbio —, não.

Os substantivos também são predicáveis. Ou seja, admitem variação de gênero, número e associam-se a artigos: o, a, os, as, um, uns etc.

Concordância nominal

É o nome que damos a relação entre substantivos e as palavras que caracterizam esse elemento: artigos, adjetivos, numerais etc. Pode-se concordar em gênero e número em uma oração.

Por exemplo, a frase: o novo blog da Comunidade Rock Content está lindo.

Nesse caso, o adjetivo “novo” está relacionando-se em gênero (masculino) e número (singular) com o substantivo “blog”.

Concordância verbal

Verbo é a palavra que indica um processo representado no tempo. Pode flexionar tanto em tempo, como pessoa, modo, aspecto, número e até voz.

Observe: o redator revisou o conteúdo antes de publicá-lo.

Há concordância verbal entre o substantivo “redator” e o verbo “revisou”, que está flexionado em número (singular) e tempo (pretérito).

Flexões do substantivo

Você observou que dentro da concordância (verbal ou nominal), há flexões. Vamos entender então de onde a famosa frase “gênero, número e grau” surgiu.

Entenda de uma vez por todas as variações que os substantivos podem sofrer!

Flexão de gênero

Na língua portuguesa, as palavras têm gênero. E isso não necessariamente tem a ver com a biologia.

Afinal de contas, nem todas as palavras representam pessoas ou objetos que têm sexo biológico!

Outro ponto é que as regras de gênero dos substantivos valem apenas para o Português. A palavra “mar”, por exemplo, é considerada masculina na nossa língua. Já em Francês, é “la mer” — ou seja, é uma palavra feminina.

De forma geral, os substantivos masculinos terminam em “o” e os femininos em “a”. O que você sabe, não é uma regra — como por exemplo a palavra que utilizamos de exemplo acima cuja vogal temática é “a” e termina em “r” (mar).

O que é regra, entretanto, é o que acompanha os substantivos: o artigo.

Os artigos “o” e “um” acompanham palavras masculinas. Já os artigos “a” e “uma”, acompanham as palavras femininas.

Os substantivos biformes são aqueles que apresentam flexão de gênero diferente para o feminino e o masculino. Já os uniformes, flexionam da mesma maneira para ambos os gêneros.

O que vai determinar o gênero dos substantivos uniformes é justamente o artigo:

  • O estudante assistiu ao curso de Redação para Web.
  • A estudante fez a prova do curso Marketing de Conteúdo.

Por meio do artigo, também é possível dar significados diferentes para um mesmo substantivo:

  • Ele é o cabeça do projeto. (líder)
  • A cabeça dele estava doendo. (parte do corpo)

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Flexão de número

Os substantivos podem estar no singular ou plural. O que indica que um substantivo está no plural, é a terminação em “s”.

Existem algumas particularidades na formação do plural dessa classe gramatical, vamos conhecer a seguir algumas delas.

  • Substantivos terminados em “al”, “el”, “ol” e “ul”, o “l” é substituído por “is”. É o caso de papéis (papel), jornais (jornal).
  • Já os terminados em “r” e “z”, o plural é feito com o acréscimo de “es”. Como em amores (amor) e cruzes (cruz).
  • Quando o substantivo é terminado em “s” e e paroxítono, seu plural é invariável. Como o caso de ônibus. Se for oxítona, é acrescentado o “es”, como em pazes (paz).
  • Os terminados em “n”, formam plural com “s” ou “es”: abdômens (abdômen).
  • A terminação “m” tem como plural “ens”, como em homens (homem).
  • No caso dos terminados em “ão” há três variações, como você pode notar nestas palavras: eleições (eleição), pães (pão) e cidadãos (cidadão).
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É válido lembrar que os substantivos terminados em “x” são invariáveis no plural: tórax, por exemplo, é escrita da mesma maneira no singular e no plural.

Flexão de grau

Finalmente, existe a flexão de grau. Os substantivos podem flexionar em grau de apenas duas maneiras: aumentativo e diminutivo.

Esses graus podem ser formados por meio de dois processos: sintético e analítico.

No caso da formação sintética, há acréscimo de sufixo: bebê — bebezão (aumentativo) — bebezinho (diminutivo). Há uma mudança na morfologia (formação) da palavra.

Já no grau analítico, os adjetivos que dão ideia de aumento ou diminuição: cadeira grande, cadeira pequena.

Como a mudança é mais semântica, pode acontecer da posição do adjetivo modificar o significado de uma mesma palavra: grande homem e homem grande são duas flexões que transmitem ideias diferentes.

Adjetivos

Assim como os substantivos, essa classe de palavras flexiona em gênero, número e grau.

Outra semelhança entre as duas categorias gramaticais é o fato dos adjetivos também serem classificados em biformes e uniformes.

  • Os biformes têm uma forma para os femininos e outra para os masculinos, por exemplo, bonito e bonita.
  • Quando são adjetivos compostos, apenas a última palavra flexiona: latino-americano e latino-americana.
  • Já os uniformes são flexionados da mesma maneira, como a palavra triste: menina triste e menino triste.

Em número, assim como os substantivos, normalmente há o acréscimo do “s”. É importante lembrar que quando o adjetivo originalmente é um substantivo, ele ficará invariável. É por isso que a palavra pastel em tons pastel fica no singular.

A flexão de grau também é semelhante com a dos substantivos: moço bonito — bonitão — bonitinho.

Advérbios

Os advérbios são palavras invariáveis. Elas modificam o verbo, o adjetivo ou até outros advérbios. Eles não admitem flexão nem de gênero, nem de número. Às vezes, há flexão de grau.

Grau comparativo

Quando há necessidade de comparar questões, os advérbios também são utilizados. Podem expressar igualdade, inferioridade e superioridade. Também podem ser analíticos e sintéticos.

Por exemplo: a redatora escreve melhor que o redator. O advérbio melhor expressou sinteticamente uma situação.

Observe que o gênero e o número não interferem: os redatores escrevem melhor que as redatoras. Assim, para identificar o advérbio em uma frase, basta observar que essa partícula não flexiona.

Grau superlativo

Neste grau, os advérbios podem ser analíticos ou sintéticos.

Os analíticos são acompanhados de outro advérbio: o site é até muito relevante. “Até” é um advérbio de inclusão, já “muito” é de intensidade.

Já os sintéticos são formados com sufixos: o conteúdo está boníssimo.

A língua portuguesa tem uma infinidade de possibilidades. Agora que você aprendeu, pode dizer que concorda “verbal e nominalmente” com algo — ou sair flexionando em gênero, número e grau por aí!

E se quiser um material incrível para consultar no seu cotidiano e evitar cometer erros bobos, confira nossa Cartilha de Nova Ortografia!

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Serviço das Publicações — Código de Redação Interinstitucional — 10.3. Substantivos e adjetivos — 10.3.1. Substantivos

Os substantivos são uma das classes das palavras e podem também ser chamados «nomes».

Assim, temos os nomes referentes a pessoas (Pedro, Idalina, pai, camponês), a animais (cão, burro, ovelha, coelho), a coisas (Viseu, cidade, rio, Mondego, jardim, oliveira, carro, chuva, livro), a qualidades (bondade, valentia, estima), a estados (espanto, alegria, medo, tristeza), a atos ou ações (trabalho, vindima, degelo, destruição).

Os nomes que servem para designar particularmente uma determinada pessoa, coisa ou animal chamam-se substantivos próprios, escrevendo-se a primeira letra sempre em maiúscula (Manuel, Almeirim, Cávado, Teresa).

Os substantivos que são nomes que convêm ou são comuns a todas as pessoas, coisas ou animais da mesma espécie, chamam-se comuns e também podem chamar-se apelativos.

Os substantivos próprios e os comuns designam, como já se disse, pessoas, coisas ou animais. Os nossos sentidos dão-nos a conhecer a sua existência material. Por isso lhes chamamos substantivos concretos.

Os nomes de ações, qualidades ou estados, separados das pessoas ou coisas a que pertencem, chamam-se substantivos abstratos.

São abstratos os substantivos: espanto, valentia, bondade, degelo, alegria, trabalho, etc.

As palavras que significam uma coleção ou um certo número de coisas de uma espécie, um agregado ou conjunto de pessoas ou de animais, como dúzia, gente, banda (de música), cardume, bando (de aves, de gente), rebanho, alcateia, matilha, gado, vara (de porcos), arvoredo, etc. chamam-se substantivos coletivos.

Géneros

Os nomes separam-se em duas categorias distintas ou géneros: masculinos e femininos. Em geral, são do género masculino os nomes e as formas nominais e pronominais quando designam macho, e são do género feminino os que significam ou se referem a fêmea.

Os nomes dos seres que não têm sexo e os que se referem a tais seres também são agrupados em qualquer dos dois géneros: uns são masculinos, outros são femininos. Assim, homem, cuidado, corpo, vestuário, olhos, ninho, ovos, filhos, peru, belo, bode, leite, vestuário, etc.

são do género masculino; os nomes mulher, limpeza, saúde, aves, perua, alimentação, etc. são do género feminino.

São do género masculino, do mesmo modo, os pronomes e formas pronominais «o», «seu», «nossos», etc. e os nomes que podem ser precedidos de qualquer das palavras «o», «os», «um», «uns»:

o botão, os caules, um vegetal, uns garotos

São do género feminino os pronomes e formas pronominais «a», «suas», «nossas», «esta», «toda», etc. e os nomes que podem ser precedidos de qualquer das palavras «a», «as», «uma», «umas»:

a moça, as flores, uma planta, umas calças

São uniformes os substantivos que têm a mesma forma para designar o masculino e o feminino:

valente, jovem, mártir, intérprete

Chamam-se comuns de dois os nomes substantivos que têm a mesma forma, e são masculinos quando significam macho ou femininos quando significam fêmea:

o jovem, a jovem; o mártir, a mártir

Os substantivos que têm uma só forma e um só género, quer designem indivíduos do sexo masculino quer designem indivíduos do sexo feminino, denominam-se sobrecomuns:

a testemunha, a criança

Última atualização: 11.6.2020

As classes de palavras: o nome

* LÚCIA VAZ PEDRO

13 Outubro 2013 às 00:00

Tendo em conta a nova terminologia linguística, há dois tipos de classe de palavras: a aberta e a fechada.

No que diz respeito à classe aberta, trata-se de palavras que são compostas por um número potencialmente ilimitado, às quais a evolução da língua vai acrescentando novos elementos, que aparecem para referir novas realidades. Pertencem a esta classe os nomes, os adjetivos, os verbos, os advérbios e as interjeições.

Fazem parte da classe fechada aquelas que têm um número limitado e em que a evolução da língua raramente acrescenta novos elementos. Assim, os pronomes, os determinantes, os quantificadores e as preposições pertencem à classe fechada de palavras.

O nome é, pois, uma palavra pertencente à classe aberta. Pode variar em género, em número e, em alguns casos, em grau (aumentativo e diminutivo). Além disso, é o núcleo do grupo nominal, podendo coocorrer com determinantes ou quantificadores, que o antecedem.

O nome pode ser próprio, comum contável, comum incontável e coletivo.

No primeiro caso designa um referente fixo e único num determinado contexto discursivo (António Lobo Antunes é um grande escritor português).

O nome comum contável não designa necessariamente um referente único e fixo, como é o caso da palavra escritor. Aplica-se a objetos ou referentes que podem ser diferenciados como partes singulares ou partes plurais de um conjunto.

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Quanto ao nome comum não contável, designa entidades em que não é possível distinguir partes singulares de pares plurais (A farinha é um ingrediente fundamental para fazer um bolo).

O nome coletivo, quando está no singular, refere um conjunto: cardume (peixes), rebanho (ovelhas), turma (alunos).

As classes podem ser constituídas por palavras variáveis ou invariáveis. As primeiras apresentam variação de forma (feminino ou masculino) e as segundas mantêm a mesma forma.

Nos seres animados, o género natural (dado pelo sexo) coincide normalmente com o género gramatical (o pai/a mãe).

Existem ainda alguns nomes de seres animados que são uniformes quanto ao género.

Deste modo, os nomes epicenos designam animais cuja distinção do género é feita através das palavras macho e fêmea (o golfinho, o elefante).

Os nomes sobrecomuns designam pessoas sem distinguir o género natural (a criança, a testemunha, a vítima). Há igualmente os nomes comuns de dois, cujo género é indicado pelo determinante (o/a jovem; o/a artista).

O nome atribuído a seres inanimados não varia em género (o sofá, a televisão).

No que diz respeito ao número, os nomes também podem ter flexão (singular/plural). Contudo, existem nomes uniformes, isto é, com uma só forma. É o caso dos nomes cujo número se distingue pelo determinante (o/ os lápis), ou aqueles que só se utilizam no plural (parabéns).

Por último, os nomes podem também apresentar variação em grau: aumentativo e diminutivo. Na primeira situação, pode traduzir grandeza (casarão) ou ser depreciativo (narigão); no segundo, pode significar pequenez (casinha), ou ternura (cãozinho) ou ainda desprezo (homenzinho).

Na próxima semana, abordaremos o adjetivo.

* Professora de Português e formadora do acordo ortográfico

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Substantivo: Flexão de gênero, número e grau

Os substantivos fazem parte das classes gramaticais variáveis. Um substantivo pode variar em gênero, número e grau. Entenda o que quer dizer cada uma dessas flexões.

Gênero

Os substantivos masculinos são antecedidos pelo artigo “o”. Como exemplo temos os substantivos o lança-perfume, o tapa, o champanha, o dó, o diabetes.

Já os substantivos femininos são antecedidos pelo artigo “a”. É o caso de a agravante, a bacanal, a fênix, a alface, a ênfase, a poetisa.

A maioria dos substantivos têm duas formas: uma para o masculino, e outra para o feminino. São os substantivos biformes. Veja algumas regras de formação do feminino:

1) Substantivos terminados em -o mudam para -a. o sapo = a sapa o canário = a canária o piloto = a pilota
2) Substantivos terminados em -ão mudam para -ã, outros para -oa e ainda para -ona (neste caso, em aumentativos). o capitão = a capitã o tecelão = a tecelã/ teceloa o chorão = a chorona
3) Substantivos terminados em -or formam o feminino com o acréscimo de -a. o doutor = doutora o coletor = coletora o trabalhador = trabalhadora
4) Alguns substantivos terminados em -or podem fazer feminino mudando essa terminação para -eira. o arrumador = a arrumadeira o lavador = lavadeira o trabalhador = trabalhadeira 0 sufixo -eira pode indicar qualidade e, portanto, adjetivação: mulher trabalhadeira; pessoa faladeira
5) Alguns substantivos com terminação -e podem fazer o feminino mudando a terminação para -a. o infante = infanta o governante = a governanta o elefante = a elefanta
6) Substantivos terminados em -ês, -L e -z fazem o feminino com o acréscimo de -a. o freguês =a freguesa o oficial = oficiala o juiz = juíza

Há ainda substantivos que são masculinos ou femininos, conforme o sentido com que se acham empregados:

a cabeça (parte do corpo)/ o cabeça (o chefe) a grama (relva)/ o grama (unidade de peso)

Número

Os substantivos no singular indicam um único ser, ou uma ideia coletiva. Como exemplos temos cão, coração, amor, pai, país, grupo.

Os substantivos no plural indicam mais de um ser (com exceção dos coletivos). Como exemplo temos cães, corações, amores, pais, países.

Vamos observar as regras gerais das flexões de número dos substantivos.

1) Substantivos simples:

Terminação Regra Exemplos
Vogal ou ditongo oral acrescenta-se -S
  • livro = livros
  • cárie = cáries
  • degrau – degraus
-r ou –z acrescenta-se -ES hambúrguer = hambúrgueresestupidez = estupidezes
-m troca-se por -NS álbum = álbunsbem = bens
-ão
  1. troca-se por –ÕES,
  2. -ÃES,
  3. -ÃOS
  • faisão = faisões
  • escrivão = escrivães
  • cristão = cristãos
-s (oxítonas ou monossílabos tônicos) acrescenta-se -ES ás = asesfreguês = fregueses
-s (paroxítonas) ficam invariáveis lápis = lápis
-s (proparoxítonas) ficam invariáveis ônibus = ônibus
-x Ficam invariáveis tórax = tóraxclímax = clímax
  1. -al
  2. -el
  3. -ol
  4. -ul
Troca-se por -IS
  • varal = varais
  • túnel = túneis
  • álcool = álcoois
  • azul = azuis
-il (oxítonas) Troca-se por -IS reptil = reptis
-il (paroxítonas) Troca-se por -EIS réptil = répteis
  1. Observação: o plural dos substantivos no grau diminutivo terminados em -zinhos (as) forma-se da seguinte forma:
  2. Bar bares barezinhos.
  3. Flor flores florezinhas.
  4. 2) Substantivos compostos:
Regras Casos Exemplos
Só o primeiro elemento vai para o plural 1- Substantivos ligados por preposição;2- Substantivos compostos por dois substantivos em que o segundo elemento dá ideia de finalidade ou limita o primeiro
  • pão-de-ló = pães-de-ló
  • mula-sem-cabeça = mulas-sem-cabeça
  • salário-família = salários-família
  • pombo-correio = pombos-correio
Só o último elemento vai para o plural
  1. 1- Nos compostos com os prefixos grão, grã e bel;
  2. 2- Nos compostos formados por palavras repetidas;
  3. 3- Nos compostos em que o primeiro elemento é um verbo ou palavra invariável e o segundo é um substantivo ou adjetivo;
  4. 4- Nos compostos de três ou mais elementos não ligados por preposição;
  5. 5- Substantivos formados pelo acréscimo de um prefixo ligado por hífen
  • grão-duque = grão-duques
  • tique-taque = tique-taques
  • beija-flor = beija-flores
  • alto-falante = alto-falantes
  • abaixo-assinado = abaixo-assinados
  • bem-te-vi = bem-te-vis
  • ex-namorado = ex-namorados
  • recém-nascido = recém-nascidos
Os dois elementos vão para o plural
  1. Nos compostos de:
  2. 1- substantivo+substantivo
  3. 2- substantivo+adjetivo
  • papai-noel = papais-noéis
  • amor-perfeito = amores-perfeitos
  • bóia-fria = bóias-frias
Ficam invariáveis
  1. 1- Compostos por frases substantivas;
  2. 2- Compostos por verbos+palavra invariável;
  3. 3- Compostos por verbos de sentido oposto
  • os bumba-meu-boi
  • os pisa-mansinho
  • os vai-e-volta
  • os leva-e-traz
Compostos com a palavra GUARDA 1- GUARDA é substantivo: faz plural normalmente;2- GUARDA é verbo: fica invariável guarda-noturno = guardas-noturnosguarda-sol = guarda-sóis

Grau Os substantivos no grau aumentativo indicam grandeza, como nos exemplos casarão, narigão, mulherão, boqueirão.

Os substantivos no grau diminutivo indicam pequenez, como nos exemplos casinha, narizinho, mulherzinha, boquinha.

São dois os graus do substantivo: o aumentativo e o diminutivo. Os dois podem aparecer na forma sintética, ou seja, numa só palavra, e na forma analítica, isto é, em duas palavras.

Aumentativo de alguns substantivos:

  • Amigo: amigaço; amigalhaço; amigão.
  • Boca: bocarra; boqueirão.
  • Moça: mocetona.
  • Mão: manzorra; mãozorra; manopla.
  • Luz: luzerna.
  • Homem: homenzarrão.
  • Povo: povaréu.
  • Vaga: vagalhão.
  • Fedor: fedentina.

Diminutivo de alguns substantivos:

  • Corpo: corpúsculo.
  • Canção: cançoneta.
  • Febre: febrícula.
  • Moça: moçoila.
  • Homem: homúnculo; homenzinho; hominho.
  • Rapaz: rapazote; rapazelho.
  • Povo: poviléu.
  • Beijo: beijote.

*Veja errata

Palavra variável e invariável – Português

Há muito já é sabido que, para organizarmos nosso pensamento e colocá-lo em prática por meio do discurso que produzimos, dispomos dos recursos que a própria língua nos oferece.

Partindo desse pressuposto, alguns deles, aqui tratados de forma específica, estabelecem uma estreita familiaridade com o que chamamos de morfologia, caracterizada pela parte da gramática responsável pelo estudo da forma pela qual se constituem os vocábulos, os quais compõem todo o acervo de que dispomos e, cotidianamente, colocamos em prática.

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Dessa forma, ao estudarmos acerca dos substantivos, adjetivos, advérbios, verbos, numerais, enfim, todas aquelas dez classes gramaticais, entre os aspectos que lhes são condizentes, residem aqueles materializados pela flexão e não flexão das palavras, razão única de estarmos partilhando, aqui nesse espaço, algumas informações acerca dos casos referentes a uma palavraque se apresenta como variável, bem como àquela que se apresenta como invariável.

Foi pensando nesse pressuposto que resolvemos travar essa calorosa discussão, apontando acerca de tais aspectos.

Nesse sentido, cabe afirmar que a palavra que se define como variável é aquela que sofre alteração em sua forma pela presença das chamadas desinências nominais de gênero e de número; bem como das desinências verbais de modo, tempo,  número e pessoa.

Assim, equivale afirmar que se estamos nos referindo à morfologia, estamos, obviamente, fazendo referência às classes gramaticais (como já pontuado), por isso não se torna descabido dizer que aquelas classes que recebem as desinências nominais são representadas pelo substantivo, artigo, adjetivo, pronome e numeral, sendo que todas elas se apresentam classificadas como nomes, gramaticalmente dizendo. Partindo desse princípio, analisaremos uma a uma, de modo a fazer com que nossas intenções e seu aprendizado se tornem de todo efetivados. Assim, temos:

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  • Encontrei um garoto esperto – gênero masculino, bem como o caso nos permite afirmar que há a ausência de desinência.
  • Encontrei uma garota educada – temos agora o gênero feminino e a desinência “a”.
  • Encontrei um rapaz esperto – deparamos com o número singular e a ausência de desinência.
  • Encontrei uns garotos educados – constatamos se tratar de um número plural associado à presença da desinência “s”.
  • As desinências verbais são representadas pelas desinências de modo e tempo (DMT) e pelas desinências de número e pessoa (DNP). Vamos a alguns exemplos, portanto:
  • Estávamos à espera de Patrícia.
  • Temos que:
  • – va – DMT – desinência modo-temporal indicando o pretérito imperfeito do modo indicativo.
  • – mos – DNP – desinência número-pessoal indicando a primeira pessoa do plural (nós).
  • Acerca de tais elucidações, afirmamos se tratar das características que se atribuem à palavra variável.

Agora, invariável, literalmente afirmando, trata-se daquela palavra que não sofre flexão, característica essa atribuída a algumas das classes gramaticais, como é o caso do advérbio, preposição, conjunção e interjeição.

Gênero do Substantivo

Daniela Diana

Professora licenciada em Letras

As Flexões de Gênero do Substantivo referem-se ao masculino e feminino de seres, objetos e entidades.

Pertencem ao gênero masculino todos os substantivos em que é possível antepor o artigo o ou um. Exemplos: o quarto, um médico.

Pertencem ao gênero feminino todos os substantivos em que é possível antepor o artigo a ou uma. Exemplos: a sala, uma médica.

Determinação do gênero pela significação

Gênero Masculino

1) São masculinos os nomes de homens e as suas funções. Exemplos: João, Luís, Manoel, rei, professor, vendedor.

2) Nomes de animais do sexo masculino.Exemplos: boi, leão, cão.

3) Nomes de lagos, de montes, de oceanos, de rios e ventos, nos quais se subentende o gênero masculino. Exemplos: o Amazonas = o rio Amazonas, o Pacífico = o oceano Pacífico, o Índico = o oceano Índico.

4) Os nomes de meses e dos pontos cardeais. Exemplos: o mês de abril, o mês de dezembro, o norte.

Gênero Feminino

1) São considerados de gênero feminino os nomes de mulheres e as suas funções. Exemplos: Lia, Maria, Luzia, rainha, professora, vendedora.

2) Nomes de animais do sexo feminino. Exemplos: vaca, pata, galinha.

3) Nomes de cidades e ilhas em que subentende-se o gênero feminino. Exemplos: a histórica Salvador, a marcante Florianópolis, a Veneza.

1) Nomes terminados em –o átono. Exemplos: o médico, o livro, o barco.

2) Substantivos concretos terminados em –ão. Exemplos: o limão, o algodão, o balcão.

Gênero Feminino

1) Nomes terminados em –a átono. Exemplos: a cadeira, a caneta, a passagem.

2) Substantivos abstratos terminados em –ão. Exemplos: a instrução, a razão, a vocação.

Formação do feminino dos substantivos biformes

1) Substantivos terminados em –o átono formam o feminino ao substituir a desinência por –a. Exemplos: gato – gata, lobo – loba, menino – menina.

2) Substantivos terminados em consoantes formam o feminino com o acréscimo do –a. Exemplos: freguês – freguesa, deus – deusa, contador – contadora.

3) Substantivos terminados em –ão podem formar o feminino de três formas:

3.1) Mudando o final –ão para –oa. Exemplos: ermitão – ermitoa, leitão – leitoa, patrão – patroa;

3.2) Mudando o final –ão para –ã. Exemplos: anão – anã, campeão – campeã, cidadão – cidadã;

3.3) Mudando o final –ão para –ona. Exemplos: espertalhão – espertalhona, folião – foliona, pobretão – pobretona.

4) Substantivos terminados em –or formam normalmente o feminino com o acréscimo da desinência –a, –eira ou –triz. Exemplos: leitor – leitora, arrumador – arrumadeira, imperador – imperatriz.

5) Substantivos que referem-se a títulos de nobreza formam o feminino com as terminações–esa, –essa e –isa. Exemplos: barão – baronesa, abade – abadessa, sacerdote – sacerdotisa.

6) Substantivos terminados em–e são uniformes, mas há exceções em que é acrescentado o –a ao fim da palavra. Exemplos: elefante – elefanta, governante – governanta, gigante – giganta.

7) Outros Casos:

  • Avô – avó
  • Cônego – canonisa
  • Cônsul – consulesa
  • Czar – czarina
  • Frade – freira
  • Herói – heroína
  • Maestro – maestrina
  • Poeta – poetisa
  • Profeta – profetisa
  • Rapaz – rapariga ou moça
  • Rei – rainha
  • Réu – ré

Substantivos uniformes

Os substantivos uniformes podem ser denominados epicenos, sobrecomuns, comuns de dois gêneros ou de gênero vacilante.

Substantivos epicenos

São aqueles que têm somente um gênero gramatical para designar os dois sexos dos animais. Para designar o sexo, junta-se ao substantivo as palavras macho ou fêmea.

Exemplos:

  • o crocodilo (o crocodilo macho, o crocodilo fêmea)
  • a onça (a onça macho, a onça fêmea)
  • o sabiá (o sabiá macho, o sabiá fêmea).

Substantivos sobrecomuns

São aqueles que têm somente um gênero gramatical para designar as pessoas de ambos os sexos.

Exemplos: a criança, a pessoa, a testemunha.

Substantivos comuns de dois gêneros

  • Alguns substantivos apresentam uma só forma para dois gêneros, mas é possível distinguir o masculino do feminino pelo emprego do artigo que os acompanha.
  • Exemplos: o artista – a artista, o dentista – a dentista, o jornalista – a jornalista.
  • Saiba mais sobre o substantivo comum de dois gêneros.

Gêneros e significados

Pode ocorrer mudança de significado de gênero por conta do artigo empregado.

Exemplos:

  • o cabeça (chefe) – a cabeça (parte do corpo)
  • o crisma (óleo usado nos sacramentos) – a crisma (sacramento)
  • o grama (unidade de peso) – a grama (planta)

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Licenciada em Letras pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) em 2008 e Bacharelada em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em 2014. Amante das letras, artes e culturas, desde 2012 trabalha com produção e gestão de conteúdos on-line.

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