Como Se Chamam As Pessoas Que Nao Comem Carne?

Como Se Chamam As Pessoas Que Nao Comem Carne? O médico Caio Elil passa períodos sem comer carne para se desintoxicar – (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A.Press )

A proteína é um dos três macronutrientes que compõem a nossa alimentação, ao lado dos carboidratos e das gorduras. É formada por cadeias de aminoácidos e conta com duas formas principais: as de origem animal e vegetal. Há uma ideia equivocada, e muito popular, de que a proteína está presente somente na carne, mas ela pode ser encontrada em todos os alimentos, em menor ou maior proporção, como nas sementes — de abóbora, girassol e chia. Sabe o gergelim, aquela sementinha que, geralmente, fica em cima do pão? Ela carrega 17,73g de proteína — a versão em farinha e sem gordura pode ter até o dobro.

As oleaginosas — amêndoas, castanhas e nozes —, além de fonte proteica, fornecem gorduras boas e auxiliam a saúde do coração.

Já as leguminosas, como lentilha, grão-de-bico, soja e feijão, são consideradas fontes mais acessíveis de proteína, além de auxiliarem o funcionamento do intestino e o controle dos níveis de colesterol.

Também encontramos as proteínas necessárias para a nossa nutrição em grãos, como amaranto, quinoa, aveia e arroz integral, e em vegetais, principalmente, os de coloração esverdeada. Há, ainda, os produtos que são derivados da soja, como tofu, tempeh, seitan e missô.

A nutricionista Mariana Corgosinho explica que, para entendermos o que é a proteína, é necessário saber sua função no organismo.

“Ouso dizer que não existe um único processo no nosso corpo que não seja dependente da participação de uma proteína. Além da ação estrutural nas células e na construção de tecidos, como o muscular, ela exerce funções hormonais e enzimáticas.

Digamos que é o tijolo que constrói tudo no nosso corpo.” E também é a base para o crescimento de cabelos e unhas.

A profissional reforça que, no caso de uma dieta sem carne, pode haver necessidade de complementação, mas de outros nutrientes, não da proteína em si. Esse mito é reforçado pela falta de informação em relação ao veganismo e vegetarianismo, como explica o vegano Eduardo dos Santos.

“Para termos ideia do grau de desinformação, cálcio, ferro, ácido fólico e vitamina B12 são os nutrientes que as pessoas deveriam mais se preocupar em ter alguma carência. A proteína jamais, uma vez que todos os alimentos contêm proteína, a não ser doces e óleos”, aponta Eduardo.

Diminuindo o consumo

O médico oriental Caio Elil, 28 anos, brasiliense, suspende o consumo de carne e produtos de origem animal em determinados períodos do ano. Para ele, isso é importante para o funcionamento do corpo e da mente.

“As carnes aumentam os processos de inflamação no intestino, e, como o cérebro funciona de acordo com ele, é bom manter uma época sem carnes, como purificação.

” Nesses períodos, Caio aumenta a ingestão de folhas verdes e grãos.

O excesso de carne vermelha está associado à maior ocorrência de doenças cardiovasculares, diabetes e até câncer.

Mariana Cargosinho diz que os malefícios estão ligados, principalmente, à forma de preparo, à criação do animal e ao equilíbrio no consumo.

Ela explica que é importante priorizar carnes cozidas, em vez de fritas e assadas, principalmente aquelas muito bem passadas. “Por outro lado, a carne é, sim, fonte riquíssima em proteínas, gorduras, vitaminas do complexo B, ferro e outros.”

A nutricionista, que não consome carne, conta que essa transição pode ser complicada no início. “Quando cortei a carne da alimentação, minha relação com a comida, fome e saciedade, mudou muito e foi meio caótico. E olha que eu era estudante de nutrição.”

A dica de Mariana é variar o cardápio e testar. “O primeiro passo é querer, e o segundo experimentar. Nós, brasileiros, somos muito apegados à carne e parece que não temos opções além dela.

Mas isso não é verdade, existem infinitos sabores e preparos para descobrirmos.

O que eu falo para os meus pacientes que dizem querer evitar a carne em alguns dias da semana é: diminua um pouco sua porção de carboidratos, dobre a de leguminosas e finalize com uma boa colher de sopa de mix de sementes.”

A endocrinologista e nutróloga Juliana Lara conta que não é preciso fazer nenhum tipo de mudança radical para incluir proteínas vegetais na alimentação. “Comece diminuindo o consumo em um dia completo.

Depois, vá aumentando o número de dias, e sinta o efeito que isso tem em seu corpo e no seu estilo de vida.

A partir do momento que decidir que se sente melhor sem a ingestão de carne, busque a ajuda de um nutrólogo focado no segmento vegetariano.”

Veganismo acessível

Como Se Chamam As Pessoas Que Nao Comem Carne? Luciene Alves tem mais de 100 mil seguidores no Instagram: veganismo possível entre pessoas de baixa renda (foto: Arquivo Pessoal)

Luciene Santos, 25 anos, auxiliar administrativa, tem mais de 100 mil seguidores em sua página no Instagram (@sapavegana). Ela adaptou a vida ao veganismo após assistir a um vídeo sobre exploração animal. “No mesmo dia, procurei alguns documentários com a mesma temática, fiquei ainda mais indignada e sentindo muita culpa, então, naquele momento, decidi me tornar vegana.” Ela explica que a busca por informação é contínua e dá preferência ao conteúdo de pessoas pobres e veganas.

O debate que muitas vezes não chega a determinados lugares pessoalmente tem um facilitador nas redes sociais, além de criar uma teia de afeto e motivação, já que a jornada do veganismo e do vegetarianismo pode ser solitária para alguns.

O dia a dia da alimentação de Luciene é amplo e acessível. “De manhã, como pão, cuscuz, frutas, mingau, tapioca etc.

No almoço e jantar, gosto de arroz e feijão, macarrão, cuscuz, de refogar folhas, como couve-manteiga e rúcula, ou saladas. Faço receitas com leguminosas, como almôndegas de lentilha, ervilhas com molho de tomate.

Tento elaborar pratos simples e coloridos.” As principais fontes de proteína são as leguminosas.

Luciene explica que o veganismo é, sim, acessível a todos, afinal, cada bairro costuma ter uma feira. “Procure informação. Nas redes, há muitas pessoas falando sobre.

Quando for procurar, prefira aquelas que tenham realidade parecida com a sua.

Uma pessoa que não passou dificuldades, que nunca precisou se preocupar com dinheiro, não vai ensinar a viver o veganismo/vegetarianismo com um salário mínimo ou menos”, completa.

Diálogo com a periferia

Como Se Chamam As Pessoas Que Nao Comem Carne? Os gêmeos Eduardo e Leonardo dos Santos usam as redes sociais para incentivar o veganismo acessível a todos (foto: Arquivo Pessoal)

Os gêmeos Eduardo e Leonardo dos Santos, 24 anos, criaram a página @veganoperiférico para informar a população da possibilidade de um veganismo acessível a todos, que foque no consumo de produtos naturais — mais baratos — e não nos chamados industrializados veganos. “Quando falamos de saúde no veganismo, temos que falar de forma política e contextualizada, porque temos uma população que está morrendo, temos o nutricídio na periferia, de pessoas que estão se alimentando muito mal, consumindo muitos processados e industrializados”, diz Leonardo.

Ele chama a atenção para a necessidade da criação de políticas públicas voltadas para a alimentação da população periférica. Os irmãos contam que um dos benefícios físicos que o veganismo trouxe foi a melhora da saúde. “Eu tive muita gastrite por muitos anos.

Quando trabalhava em uma rede de fast food, comia muito hambúrguer, muito pão e industrializados, e tinha muita enxaqueca, tontura e outros problemas. Eu não tenho dor de estômago desde 2015, quando me tornei vegano”, conta Eduardo.

As fontes proteicas dos irmãos são os grãos, como lentilha, grão-de-bico e feijão.

Leonardo, vegano há quatro anos, assim como o irmão, trabalhou em uma rede de fast food e acabou desenvolvendo gastrite. Com a alimentação saudável, as dores cessaram. “Eu me forcei a comer mais e melhor. Fui dormir onívoro e acordei vegano, não tive transição. A primeira semana foi um pouco difícil porque o corpo estava em adaptação, mas depois foi supertranquilo.”

Entenda as diferenças

VeganismoNão consome nada de origem animal e não utiliza produtos de vestuário, beleza e entretenimento que tenham contribuído com o sofrimento animal.

VegetarianismoOvolactovegetariano: não consome carne, mas ovos e laticínios.Lactovegetariano: não come carne nem ovos.

Vegetariano estrito: não come carne, laticínios ou ovos.

Entenda a diferença entre veganos e vegetarianos

A principal diferença entre veganos e vegetarianos é que os veganos não consomem nada que tenha origem animal, seja em sua alimentação ou outros produtos, como artigos para higiene, limpeza, vestuário ou remédios. Já o vegetariano não come carne, peixe e aves, mas consome outros produtos de origem animal.

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A principal motivação dos veganos e vegetarianos é ética, no entanto, o vegetarianismo também pode ser motivado por questões de saúde e religião.

Vegano Vegetariano
Alimentação Rejeita qualquer alimento relacionado com animais, como carne, leite, mel, ovos, etc. Não consome peixe, carne e aves.
Produtos lácteos e derivados Não consome. Pode consumir.
Produtos Não usa produtos relacionados a animais. Usa produtos relacionados a animais.
O que é Pode ser visto como um estilo de vida. É um tipo de dieta.
Razões A principal razão é a questão ética, pela não exploração animal. Pode ser adotado por questões éticas, alimentares, de saúde ou religião.

O que é ser vegetariano?

É considerado vegetariano o indivíduo que exclui carne, aves e frutos do mar de sua dieta. Porém, existem diferentes tipos de vegetarianismo e alguns também excluem laticínios e ovos.

Como Se Chamam As Pessoas Que Nao Comem Carne?

Os tipos mais comuns de vegetarianos incluem:

  • Ovo-lacto vegetarianos: vegetarianos que evitam carne de animais, mas consomem laticínios e produtos com ovos.
  • Lacto-vegetarianos: vegetarianos que evitam carne e ovos, mas consomem produtos lácteos, como leite, queijo, iogurte, manteiga, entre outros.
  • Ovo-vegetarianos: vegetarianos que evitam todos os produtos de origem animal, porém consomem ovos.

Ainda há a dieta flexitariana, feita por pessoas que estão cortando a ingestão de carne, mas ainda comem em alguns casos.

Também é considerado aquele que não come outros tipos de carne, porém consome peixe.

Embora às vezes considerados vegetarianos, os flexitarianos comem carne animal ocasionalmente. Portanto, eles tecnicamente não se enquadram na definição de vegetarianismo.

O que é ser vegano?

O veganismo pode ser visto como a forma mais radical e estrita de vegetarianismo. Mais do que uma dieta, pode ser considerado um estilo de vida, que busca excluir todas as formas de exploração e crueldade animal.

Os veganos, além de não consumirem nenhum tipo de carne, dão um passo adiante eliminando todos os alimentos de origem animal de sua dieta, incluindo leite, mel e ovos.

Como Se Chamam As Pessoas Que Nao Comem Carne?

Além disso, o veganismo não se limita à alimentação. O vegano não utiliza nenhum produto de origem animal, incluindo produtos de higiene, cosméticos, vestuário, medicinas, entre outros.

Razões do vegetarianismo e veganismo

As dietas vegetarianas já existem desde 700 a.C. Suas razões podem ser éticas, mas a dieta também pode ser adotadas por questões de saúde, ambientalismo e religião.

Já a razão para o veganismo é principalmente ética. A motivação é evitar todas as formas de exploração animal e, por isso, além da alimentação, os veganos abrem mão de qualquer produto de origem animal, seja para higiene, medicina, entre outros.

Em termos de ética, os vegetarianos se opõem a matar animais para alimentação, mas consideram aceitável o consumo de subprodutos de origem animal, como leite e ovos. Por outro lado, os veganos acreditam que os animais têm o direito de estar livres do uso humano, seja para alimentos, roupas, ciência ou entretenimento.

Veganos também tendem a evitar circos, zoológicos, rodeios, corridas de cavalos e qualquer atividade envolvendo o uso de animais para entretenimento.

Veja também a diferença entre:

Pessoas que não comem carne são mais magras, têm menos diabetes e colesterol mais controlado

Ser vegetariano num país que tem como pratos tradicionais feijoada e churrasco não é tarefa fácil. Os que decidem abster-se de comer carne enfrentam muitos preconceitos e desconhecimento. Porém, estudos em várias partes do mundo têm mostrado que vegeterianos não têm a saúde frágil, como muita gente acredita. Pelo contrário, eles são mais magros e saudáveis.

Esse é apenas um dos vários equívocos que cercam o não consumo de carne. Para começar, o próprio conceito de vegetarianismo não é muito claro. É considerado vegetariano quem não consome nenhum tipo de carne, seja vermelha ou branca. Portanto, quem come só peixe ou frango não pode receber o título.

  • Como Se Chamam As Pessoas Que Nao Comem Carne? Veja mitos e verdades sobre vegetarianismo
  • Como Se Chamam As Pessoas Que Nao Comem Carne?
  • Mas entre os vegetarianos também existem algumas variações, como explica a nutricionista clínica Roberta Soriano: “Os lactovegetarianos consomem leite e derivados em sua dieta; ovolactovegetarianos utilizam ovo, leite e derivados na alimentação; já veganos ou “vegans” não consomem nenhum tipo de alimento de origem animal”.
  • Independente da opção, a especialista recomenda para todos os vegetarianos um acompanhamento nutricional para garantir a alimentação balanceada e prevenir a carência de vitaminas e minerais e, assim, blindarem-se contra possíveis males.
  • Segundo um relatório publicado em 2003 pela Associação Dietética Norte-americana, vegetarianos têm 50% menos risco de apresentar diabetes, menos doenças cardíacas, seus níveis de colesterol geralmente são mais controlados, assim como a pressão arterial. 

Poucos sabem, mas o norte-americano Carl Lewis, um dos maiores medalhistas olímpicos, era vegano e Éder Jofre, maior nome do boxe brasileiro, é vegetariano. Dois exemplos que mostram que não consumir carne não é sinônimo de fragilidade.

Vitamina C: aproveite para incluir nas principais refeições um copo de suco de laranja, acerola, morango, caju, ou alguma outra fruta rica em ácido ascórbico (a vitamina C). Ela potencializa a absorção de ferro.
Laticínios: mesmo quem não come carnes pode ter boa fonte de proteína animal consumindo bastante leite e derivados, como queijos, manteiga, iogurte, coalhada. Outra boa opção são ovos, que podem ser usados em preparos de panquecas, tortas, bolos. Essa dica só não vale para os veganos.
Vegetais verde-escuros: as verduras como agrião, couve, espinafre e brócolis, todas de cor verde-escura, são ricas em ferro, portanto, inclua sempre uma delas em suas refeições.
Leguminosas: outra forma de substituir o ferro da carne é abusar das chamadas leguminosas (grãos produzidos em vagens). Esse grupo alimentar inclui: feijões, soja, grão de bico, lentilha, ervilha etc.
Cereais e oleaginosas: outras fontes de ferro numa alimentação vegetariana podem ser os cereais integrais, aveia, quinoa, linhaça, e as oleaginosas, como nozes, amêndoas, castanhas.
Sem cafeína: espere pelo menos uma hora depois das refeições para tomar café, chá preto ou mate, ou refrigerantes a base de cola. Essas bebidas possuem grande quantidade de cafeína, que dificulta a absorção do ferro.

Os diferentes tipos de vegetarianismo

Como o próprio nome já sugere, o vegetarianismo consiste em uma alimentação exclusivamente composta por vegetais, grãos, sementes, cereais, frutas (com ou sem a inclusão de laticínios ou ovos), excluindo todo e qualquer tipo de carne do cardápio, desde peixes até carne vermelha.

Porém, você sabia que existem diferentes vertentes do vegetarianismo?

1) Existem os considerados semi-vegetarianos, que são indivíduos que consomem carne branca ao menos três vezes na semana.

Esse tipo de vegetarianismo costuma ser uma adaptação ou transição à dieta exclusivamente sem a ingestão de nenhum tipo de carne.

2) Há também as pessoas que são ovolactovegetarianas, que como a nomenclatura diz, são pessoas que não excluíram de seus cardápios ovos e derivados do leite. Pessoas adeptas a esse tipo de dieta normalmente não excluem os ovos e laticínios por conta da grande carga proteica desses alimentos.

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3) Observamos também vegetarianos que excluem apenas o ovo, porém continuam comendo derivados de leite. Chamamos de lactovegetarianos os adeptos a esse estilo de vida. O ovo, muitas vezes, é excluído do cardápio devido a problemas relacionados ao colesterol (que é relativamente alto no alimento).

4) Assim como existem pessoas que excluem apenas o ovo da alimentação, existem vegetarianos que deixam os laticínios de lado, ingerindo o ovo, são os chamados ovovegetarianos. Os motivos para abandonar o leite da dieta são muitos, podem ser por amor aos animais, ou até mesmo intolerância à lactose.

5) Os vegetarianos propriamente ditos são aqueles que excluem todos os derivados de animais de sua alimentação, porém não excluem produtos derivados de animais de outras partes do cotidiano, como roupas, produtos de higiene e cosméticos, shampoos etc.

6) Já os veganos possuem uma alimentação livre de derivados animais (inclusive não comem massas que levam ovo em sua composição) e também de todo o resto de suas vidas cotidianas. Uma pessoa vegana não utiliza roupas de couro ou lã, por exemplo.

Não compram ou consomem nenhum tipo de produto que tenha vindo de um animal.

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Essa prática vai muito além da alimentação e pode ser vista como uma forma de viver que busca excluir todas as formas de tratamento cruel de animais na alimentação, no vestuário ou em qualquer outro lugar, como por exemplo, espetáculos de circo, touradas, etc.

7) Existem também os frugívoros. É um estilo de vida que também pode ser considerado semelhante ao dos veganos, porém os frugívoros se recusam a consumir alimentos que matem as plantas, evitando então o consumo de raízes (batata, batata-doce, cenoura, beterraba etc). Vivem de frutos, grãos e sementes.

8) Nesse espectro, também encontramos os crudívoros, que são pessoas que se alimentam apenas de alimentos crus. Acreditam que evitando o cozimento dos alimentos, preservam-se as qualidades nutritivas do mesmo.

É válido ressaltar que não existe um tipo de vegetarianismo que seja melhor que o outro. É uma escolha pessoal, que envolve desde valores éticos e morais até questões de saúde, e deve ser respeitada independente da vertente vegetariana escolhida.

Pescetarianismo – Wikipédia, a enciclopédia livre

Pescetarianismo, ou piscitarianismo, é um regime alimentar que inclui peixes e frutos do mar, mas exclui a carne de outros animais. Uma dieta pescetariana é uma dieta que inclui hortaliças, frutos, nozes, cereais e leguminosas, ovos e laticínios, mas diferentemente de uma dieta vegetariana, peixes, e algumas vezes frutos do mar.

Etimologia

O termo é um neologismo (inglês, “pescetarianism”; alemão, “pescetarismus”; espanhol, “pescetarianismo”; francês, “pescetarisme”) provavelmente derivado do termo “pesce” (peixe, em italiano) e a palavra “vegetariano”.

Pesce” por sua vez deriva do latim “piscis“, que tem a forma “pisci-” quando serve como prefixo, como em piscicultura e piscívoro. Note-se que um piscívoro, um tipo de carnívoro, come uma dieta primariamente de peixes, enquanto que o neologismo pescetariano refere-se a pessoas que consomem plantas e derivados além de peixes.

O dicionário Merriam-Webster data a origem do termo em 1993 e define como sendo: “uma dieta que inclui peixes mas, mais nenhuma outra carne”.[1]

Motivações

Considerações com a saúde

Nigiri-sushi japonês. Muitas culturas oferecem cozinhas amigáveis a pescetarianos

Um dos motivos mais citados para a adoção desta dieta é o desejo de manter uma boa saúde, baseado nos resultados encontrados que carne vermelha é prejudicial à saúde em muitos casos devido a carnes não magras conter altas quantidades de gordura saturada.[2][3]

Além disso, a carne de certos peixes faz aumentar o nível de lipoproteína de alta densidade (HDL, na sigla em inglês) no organismo,[4][5] além de se constituir em uma fonte de ácidos graxos ômega 3.

[6] Uma metanálise de 1999 de cinco estudos comparando taxas de mortalidade entre vegetarianos e não vegetarianos em países ocidentais encontrou que em comparação com quem come carne regularmente, a mortalidade por isquemia cardíaca era 34% mais baixa em pescetarianos, 34% mais baixa em vegetarianos, 26% mais baixa em veganos e 20% mais baixa em quem come carne ocasionalmente.[7]

Por outro lado existe a preocupação com consumo de grandes quantidades de certas variedades de peixe devido a conterem toxinas como mercúrio e bifenilpoliclorados (PCB),[8] apesar de ser possível selecionar peixes com pouco ou nenhum mercúrio e moderar o consumo de peixes que o contém.[9][10]

Comparação com outras dietas

Pescatarianismo é similar a muitas dietas tradicionais enfatizando peixes além de frutas, vegetais e grãos. Em muitas regiões costeiras tendem a se alimentar deste modo e é característica da dieta mediterrânea e as dietas de muitos países na Ásia, norte da Europa e das Caraíbas. Estas outras dietas tradicionais tendem a incluir carne também, mas de maneira periférica.

Pescetarianos são algumas vezes descritos como vegetarianos ou pesco-vegetarianos, e frequentemente pessoas não familiarizadas com vegetarianismo acreditam que a dieta pescetariana é vegetariana.

Em comum com os vegetarianos, pescetarianos frequentemente comem ovos e laticínios, além de frutas, vegetais e grãos.

A “Vegetarian Society” na Inglaterra, que iniciou naquele país o uso popular do termo vegetariano desde cerca de 1847, não considera pescetarianismo uma dieta vegetariana.[11] As definições de “vegetariano” em dicionários variam.[12]

Lista de pescetarianos

  • Nicole Anderson[13]
  • Carolina Ferreira
  • Mira Aroyo[14]
  • Brigitte Bardot[15]
  • Kari Byron[16]
  • Tracy Chapman[17]
  • Parvesh Cheena[18]
  • Common[19]
  • Billy Corgan[20]
  • Fearne Cotton[21]
  • Chuck D[22]
  • Ted Danson[23]
  • Alan Davies[24][25]
  • Sierra Deaton[26]
  • Nick Diaz[27][28]
  • Wendy van Dijk[29]
  • David Duchovny[30]
  • Susie Essman[31]
  • Johnny Galecki[32]
  • Ben Gibbard[33]
  • Ariana Grande[34]
  • Lee Hyori[35]
  • Steve Jobs[36]
  • Mark Kermode[37]
  • Alex Kinsey[26]
  • Kristin Kreuk[38]
  • Lousewies van der Laan[39]
  • Harvey Levin[40]
  • Wendie Malick[41]
  • Alyssa Milano[42]
  • Dannii Minogue[43]
  • Mary Tyler Moore[44]
  • Cam Newton[45]
  • Conor Oberst[46]
  • Amanda Palmer[47]
  • CM Punk[48]
  • Grigory Rasputin[49]
  • A$AP Rocky
  • Henry Rollins[50]
  • Andy Serkis[51][52]
  • Queen Sofía of Spain[53]
  • Tom Scharpling[54]
  • Hal Sparks[55]
  • Howard Stern[56]
  • Ben Stiller[57]
  • Sonny Strait[58]
  • Hayley Westenra[59]
  • Felix Kjellberg
  • Robert Fripp

Ver também

  • Macrobiótica
  • Semivegetarianismo
  • Categoria:Pescetarianos (categoria de pessoas pescetarianas)

Referências

  1. ↑ «Pescatarian» (em inglês). Merriam-Webster Online Dictionary. 2009. Consultado em 29 de março de 2012 
  2. ↑ E Giovannucci; EB Rimm, MJ Stampfer, GA Colditz, A Ascherio, WC Willett (1º de maio de 1994). «Intake of fat, meat, and fiber in relation to risk of colon cancer in men». Cancer Research (em inglês). 54: 2390-2397. Consultado em 25 de abril de 2012  A referência emprega parâmetros obsoletos |coautores= (ajuda)
  3. ↑ Frank B. Hu, MD, PhD; JoAnn E. Manson, MD, DrPh, Walter C. Willett, MD, DrPh (fevereiro de 2001). «Types of Dietary Fat and Risk of Coronary Heart Disease: A Critical Review». Journal of the American College of Nutrition (em inglês). 20 (1): 5-19. Consultado em 25 de abril de 2012. Arquivado do original em 22 de junho de 2008  A referência emprega parâmetros obsoletos |coautores= (ajuda) !CS1 manut: Nomes múltiplos: lista de autores (link)
  4. ↑ Paul J Nestel (janeiro de 2000). «Fish oil and cardiovascular disease: lipids and arterial function». American Journal of Clinical Nutrition (em inglês). 71 (1): 228S-231S. Consultado em 25 de abril de 2012 
  5. ↑ Sacks FM; Hebert P, Appel LJ, Borhani NO, Applegate WB, Cohen JD, Cutler JA, Kirchner KA, Kuller LH, Roth KJ, et al. (12 de fevereiro de 1994). «Short report: the effect of fish oil on blood pressure and high-density lipoprotein-cholesterol levels in phase I of the Trials of Hypertension Prevention». Journal of Hypertension (em inglês) (209): 13. Consultado em 25 de abril de 2012  A referência emprega parâmetros obsoletos |coautores= (ajuda)
  6. ↑ Frank B. Hu, MD; Leslie Bronner, MD; Walter C. Willett, MD; Meir J. Stampfer, MD; Kathryn M. Rexrode, MD; Christine M. Albert, MD; David Hunter, MD; JoAnn E. Manson, MD (2002). «Fish and Omega-3 Fatty Acid Intake and Risk of Coronary Heart Disease in Women». JAMA (em inglês) (287): 1815-1821. Consultado em 25 de abril de 2012. Arquivado do original em 6 de maio de 2005  A referência emprega parâmetros obsoletos |coautores= (ajuda)
  7. ↑ Key TJ; Fraser GE, Thorogood M, Appleby PN, Beral V, Reeves G, Burr ML, Chang-Claude J, Frentzel-Beyme R, Kuzma JW, Mann J, McPherson K (1999). «Mortality in vegetarians and nonvegetarians». detailed findings from a collaborative analysis of 5 prospective studies. American Journal of Clinical Nutrition (em inglês) (70): 516S-524S. Consultado em 25 de abril de 2012  A referência emprega parâmetros obsoletos |coautores= (ajuda)
  8. ↑ Committee on the Toxicological Effects of Methylmercury, Board on Environmental Studies and Toxicology, National Research Council (2000). «Toxicological Effects of Methylmercury» (em inglês). ISBN 0309071402. Consultado em 25 de abril de 2012  !CS1 manut: Nomes múltiplos: lista de autores (link)
  9. ↑ «Experts Say Consumers Can Eat Around Toxins In Fish». Purdue University (em inglês). Science Daily. 10 de fevereiro de 2003. Consultado em 25 de abril de 2012 
  10. ↑ Gloria Tsang R.D. (novembro de 2004). «Mercury: Are Fish safe to eat?» (em inglês). HealthCastle.com. Consultado em 25 de abril de 2012 
  11. ↑ «”Vegetarians do not eat fish!» (em inglês). Vegetarian Society. Consultado em 25 de abril de 2012 
  12. ↑ «Shorter Oxford English Dictionary» 6th ed. Oxford: Oxford University Press (em inglês). 2. 2007: 3506  define “vegetariano” (substantivo) como “Uma pessoa que em princípio se abstém de comida animal; alguém que evita carne mas consome laticínios e ovos e algumas vezes peixes”«Shorter Oxford English Dictionary» 5th ed. Oxford: Oxford University Press (em inglês). 2. 2002: 3511  tem a mesma definição.
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Vegetariano, vegano, crudívoro? Saiba a diferença entre eles!

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Trabalho de Samira Kazan (Foto: Instagram/Reprodução)

A cada semana parece surgir um novo tipo de regime alimentar que é tendência no Instagram. É suco verde pra lá, tapioca pra cá, tem comida sem glúten, sem lactose, vegana…não é toa que nos sentimos tão confusos com tantas nomenclaturas.

Nesse mundo de dietas com restrição de carne (ou seja, as vegetarianas), há um universo de hábitos e comidas diferentes! Há quem só se alimenente de frutas, quem não cozinhe os alimentos e até quem só coma alimentos fermentados. Descubra conosco essas novas (ou não tão novas assim) formas de comer. Uma coisa podemos garantir: dá vontade de experimentar um pouquinho de cada!

Prato de Alain Passard (Foto: Instagram/Reprodução)

1. Alimentação onívora baseada em vegetaisO renomado chef francês Alain Passard acredita que uma alimentação ideal é composta basicamente por verduras, legumes, frutas, leguminosas e cereais, ou seja: alimentos que vêm da terra. É a alimentação onívora baseada em vegetais.

De vez em quando, um queijinho, ovos ou carnes podem estar presentes na refeição, mas não de forma abundante. Inovador, Ducasse rompe com a ideia de que a estrela do prato deve ser uma carne. Em seus restaurantes, ele tem menus inteiramente vegetarianos.

Em São Paulo, o restaurante Tuju, do chef Ivan Ralston, também aderiu ao menu de vegetais.

Existe também uma conscientização entre os onívoros de valorizar mais as partes miúdas da carne, como fígado, língua, testículos, tripas. A justificativa é que, nos supermercados e açougues, há muito desperdício e muitas carnes menos valorizadas vão para o lixo. Então, além de comer pouca carne, uma solução socioambiental pode se dar preferência às carnes preteridas.

Prato vegetariano (Foto: Instagram/Reprodução)

2. Alimentação sem carneNão existe só um tipo de dieta vegetariana. A mais comum é a ovolactovegetariana, que costuma incluir alguns alimentos de origem animal, como ovos, leite e derivados, mel e outros produtos das abelhas. Todo tipo de carne, porém, é vetado. E isso inclui peixes e frutos do mar (peixe também é carne)!

Vegetarianos comem de tudo, só não comem carnes e coisas que não parecem carne, mas são. Quer um exemplo? Gelatina! A sobremesa é o colágeno da região óssea de animais.

Uma boa substituição para a gelatina é o agar-agar, espécie de alga que, quando preparada, tem uma textura gelatinosa e, além de tudo, é saudável e pouco calórica.

Um prato de comida típico vegetariano pode ser muito parecido com um carnívoro, pois a única diferença é a ausência de carne. Arroz, feijão, fritas, salada e omelete, por exemplo, são um bom exemplo de prato vegetariano.

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+Moqueca Vegetariana usa abóbora no lugar do peixe. Aprenda a receita!+Hambúrguer de falafel deixa qualquer carnívoro com água na boca

Está vendo o prato delícia da foto? Ele é vegano! (Foto: Instagram/Reprodução)

3. VeganismoExiste também o veganismo, conhecido também como vegetarianismo estrito.

Na dieta vegana, qualquer derivado animal é proibido, até mesmo o mel de abelha! E o veganismo não é apenas uma dieta, mas um estilo de vida.

Veganos não usam roupas e acessórios de couro, por exemplo, e também evitam produtos que foram testados em animais ou que, na cadeia de produção, animais foram machucados.

Hoje, mesmo pessoas que comem carne aderem a alguns hábitos de consumo veganos, principalmente quando o assunto é beleza e higiene. Cada vez mais, as marcas têm se preocupado em oferecer produtos mais éticos.

É bem comum ver o selo cruelty free (livre de crueldade) em rótulos de shampoos, condicionadores e hidratantes, indicando que nenhum animal sofreu durante a fabricação daquele produto.

A ONG estadunidense PETA, voltada à proteção animal, sempre divulga uma lista atualizada de marcas que realizam e também das que não realizam testes em animais.

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Alguns veganos vão mais longe e não comem alimentos oriundos de agricultura convencional. A justificativa é de que os agrotóxicos matam alguns animais, assim como o maquinário agrícola, que não mata só insetos, mas também pequenos roedores.

Além disso, para se fazer uma plantação de cana, por exemplo, muitas árvores e matas fechadas são desmatadas. Isso faz com que a fauna local fique sem abrigo e alimento, correndo risco de extinção.

Mais um ponto para os veganos que optam por alimentos vindos de agricultura familiar, com um impacto bem menor.

Frutas e legumes (Foto: Instagram/Reprodução)

4. Crudívoros: alimentos crus ou “raw food”Já ouviu falar em crudívoros? Eles são veganos que só comem alimentos crus. Nesse caso, eles vão além da ética e pensam também nos ganhos de saúde.

Ficou confusa? A gente explica: alguns nutricionistas acreditam que comidas cruas são mais saudáveis do que as cozidas por conterem enzimas importantes para o nosso organismo.

Outro argumento crudívoro é que o cozimento faz os alimentos perderem nutrientes, logo, para aproveitá-los ao máximo, deveríamos ingerir os alimentos como eles vêm ao mundo.

À essa altura, você deve estar imaginando que crudívoros só comem salada, né? Pois não é nada disso! Um exemplo de alimento crudívoro é um prato mexicano que você provavelmente adora: guacamole, feito com abacate, tomate, cebola, coentro…

Hmm, deu água na boca? Então pense também em tabule, em vitaminas e smoothies cremosos,em açaí… Ufa! Sim, crudívoros também são felizes.E se você pensa que os crudívoros não comem feijão, está enganada. Eles comem grãos, sementes e castanhas germinados em forma de brotos.

Entre os grãos que podem ser comidos crus e germinados estão a lentilha, o grão de bico, a chia, a linhaça, o trigo, o painço… De acordo com os crudívoros, os brotos são alimentos vivos, por isso temos mais energia quando os consumimos. Já existem até alguns restaurantes crudívoros espalhados por aí.

Em São Paulo, a Casa Raw serve lasanha crua de abobrinha e até uma pizza crua, com queijos feitos de castanhas. Haja talento!

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Além da germinação, os crudívoros têm outro jeito um tanto excêntrico de preparar os alimentos: a fermentação. Isso mesmo! Esse é o modo que eles encontraram de “cozinhar” os alimentos sem levá-los ao fogo, preservando e até aumentando suas propriedades nutricionais.

Exemplos de alimentos fermentados são o chucrute, tradicional iguaria Alemã, e o picles, que geralmente é preparado com pepino, cenoura e nabo, mas pode incluir diversos vegetais. Esses alimentos são probióticos, ou seja, cheios de bactérias do bem que aumentam a imunidade e aprimoram a flora intestinal.

E ainda são democráticos: você pode incluí-los em sua rotina mesmo não sendo vegana.

Frutas, frutas e mais frutas (Foto: Instagram/Reprodução)

5. Frugívoros: fruta e umas “cositas más”Mas, como você ter percebido, sempre há alguém mais radical. Aqui, não é diferente. Entre as pessoas que comem só coisas cruas, há os frugívoros – e não, eles não se alimentam só de frutas. Esses são os frutarianos, que só se alimentam de frutas já maduras após caírem do pé.

Frugívoros comem quase tudo o que um crudívoro come, menos cereais, castanhas e leguminosas. Eles comem basicamente frutas, folhas e verduras, que são também a base da alimentação de outros primatas, como os chimpanzés. A ideia dos frugívoros é fazer uma dieta paleo, só que sem a carne.

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