Como Se Chama Uma Pessoa Que Toca Varios Instrumentos?

Como Se Chama Uma Pessoa Que Toca Varios Instrumentos?

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Inventado em 1967 por Brian Jarvis, o stylophone é um pequeno instrumento eletrônico constituído de um teclado de metal, que deve ser tocado usando uma caneta stylus.

É provável que você nunca tenha visto um desses de perto, mas certamente já o ouviu em ação: o stylophone foi usado em músicas como Space Oddity, de David Bowie, e é um dos instrumentos favoritos da britânica Victoria Christina Hesketh, mais conhecida como Little Boots.

Se quiser ter um stylophone para chamar de seu, uma boa notícia: em 2007, 32 anos depois de ter sua fabricação interrompida, a empresa Re:creation voltou a comercializar o instrumento.

2. Guitarra Pikasso

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Foram precisos dois anos (e mais de mil horas) para finalizar esta guitarra especial com quatro braços e 42 cordas.

A semelhança do instrumento com as obras cubistas de Pablo Picasso lhe rendeu o nome de “Pikasso”, mas é uma obra de arte por si só.

 A responsável pela criação complexa e personalizada foi a mestre lutier canadense Linda Manzier, que criou o instrumento em 1984 especialmente para o guitarrista Pat Metheny.

3. Harpa laser

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Inventada por Bernard Szajner em 1981, a harpa laser é um instrumento curioso. Constituído por uma série de feixes de laser e ligado a um sintetizador, sampler ou ao computador, o som é produzido pela interrupção das linhas luminosas com as mãos. O músico francês Jean Michel Jarre foi um dos responsáveis por popularizar o instrumento, usando-o em seus shows há mais de três décadas.

4. Ukelin

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O nome já dá a dica: o ukelin é uma mistura inusitada entre o ukulele havaiano e o violino. A invenção foi patenteada em 1926 por Paul F. Richter e foi produzida por empresas americanas até os anos 1970. Para tocar o ukelin, usa-se um arco como o do violino, que arranham as 16 cordas arqueadas do instrumento.

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5. Sanfona (ou viela de roda)

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Não vale confundir: apesar de por aqui ser comum se referir ao popular acordeão chamando-o de “sanfona”, este nome se refere, na verdade, a um curioso instrumento de cordas.

Criada por volta do século 9, a sanfona se parece com um violino acrescido de um pequeno teclado e emite um característico zumbido.

Para tocar o instrumento é preciso habilidade: os sons são produzidos ao girar uma pequena manivela ao mesmo tempo em que são pressionadas as teclas de madeira.

6. Omnichord

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Quando foi lançado, no início dos anos 1980, o Omnichord era um instrumento dedicado a iniciantes.

Isso porque tocá-lo, a princípio, é simples: os sons são produzidos apertando botões enquanto se movimenta o dedo por uma placa sensível ao toque.

O que nasceu quase como um brinquedo, acabou virando queridinho de músicos profissionais, e o instrumento já foi parar nos palcos de artistas como Robbie Williams, David Bowie [vídeo abaixo], Bjork e Foster the People.

7.  Harmônica de vidro

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O estadunidense Benjamin Franklin, criador do para-raios e das lentes bifocais, é mais conhecido por seus experimentos com a eletricidade, mas sua invenção favorita foi, na verdade, um instrumento musical.

Inspirado pelos sons produzidos ao friccionar dedos molhados nas bordas de taças de vidros (conhecido como copofone), Ben criou em 1761 a harmônica de vidro. O princípio é o mesmo: a harmônica possui uma série de vidros semi-esféricos em um eixo de rotação, afinados de acordo o tamanho de cada taça.

Para tocar, basta molhar os dedos e deslizá-los pela superfície. O instrumento fez sucesso: Mozart, Beethoven, Tchaikovsky [vídeo abaixo] e vários outros compositores assinaram composições para a harmônica de vidro.

8. Teremim

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Inventado pelo russo Léon Theremin em 1919, o teremim foi um dos primeiros instrumentos completamente eletrônicos a serem criados.

O aparelho consistede duas antenas de metal que detectam a posição relativa da mão do músico, que controla, sem necessidade de toque, os sons e volume do instrumento.

Os movimentos produzem o som fantasmagórico ouvido em faixas clássicas de bandas como Led Zeppelin e, no Brasil, da banda mineira Pato Fu.

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Música – origem: Sons e instrumentos

A música é um dos principais elementos da nossa cultura. Há indícios de que desde a pré-história já se produzia música, provavelmente como conseqüência da observação dos sons da natureza. É de cerca do ano de 60.000 a.C. o vestígio de uma flauta de osso e de 3.000 a.C. a presença de liras e harpas na Mesopotâmia.

No panteão grego, por exemplo, Apolo é a divindade que rege as artes. Por isso vemos várias representações suas, nas quais ele porta uma lira. Vale lembrar que na Grécia Antiga apenas a música e a poesia eram consideradas manifestações artísticas da maneira como as compreendemos atualmente.

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Detalhe de ânfora ática, século 5, acervo Museu do Vaticano

Música é uma palavra de origem grega – vem de musiké téchne, a arte das musas – e se constitui, basicamente, de uma sucessão de sons, entremeados por curtos períodos de silêncio, organizada ao longo de um determinado tempo.

Assim, é uma combinação de elementos sonoros que são percebidos pela audição. Isso inclui variações nas características do som, tais como duração, altura, intensidade e timbre, que podem ocorrer em diferentes ritmos, melodias ou harmonias.

Em música, a duração de um som está relacionada ao tempo, mas não como ele é medido, por exemplo, em um relógio. A relação entre o tempo de duração das notas musicais e o tempo das pausas cria o ritmo.

Altura é a forma como o ouvido humano percebe a freqüência dos sons. As baixas freqüências são percebidas como sons graves e as mais altas como sons agudos, ou tons graves e tons agudos. Tom é a altura de um som na escala geral dos sons.

Intensidade é a percepção da amplitude da onda sonora. Também é chamada, freqüentemente, de volume ou pressão sonora.

O timbre nos permite distinguir se sons de mesma freqüência foram produzidos por instrumentos diferentes. Por exemplo, quando ouvimos uma nota tocada por um saxofone e, depois, a mesma nota, com a mesma altura, produzida por um trompete, podemos imediatamente identificar os dois sons como tendo a mesma freqüência, mas com características sonoras muito distintas.

  • Instrumentos de sopro: podem ser feitos de madeira, como, por exemplo, a flauta, o clarinete, o saxofone, o fagote e o oboé, embora algumas vezes possuam metal e plástico em sua composição.Os instrumentos de sopro de madeira se distinguem dos instrumentos de sopro feitos de metal pela forma como o som é produzido: pela vibração do ar em um tubo oco. O ar vibra soprando-se no bocal – no caso da flauta -, ou através de uma palheta simples – no clarinete e no saxofone -, ou de uma palheta dupla – no caso do oboé e do fagote.
    Leia também:  Como Evitar Que O Sapato Saia Do Pe?

    Os instrumentos de sopro feitos de metal são produzidos com latão e o som nasce da vibração dos lábios do músico no bocal, o que faz com que o ar vibre dentro do tubo. Nesse grupo encontramos o trompete, o trombone, a corneta, a trompa e a tuba.

  • Instrumentos de corda: o som é produzido pela vibração de uma ou mais cordas esticadas, através de fricção (violino, violoncelo, contrabaixo) ou de dedilhado (harpa, lira, violão, guitarra).
  • Instrumentos de teclas: o som é produzido por meio de um teclado que faz vibrações no ar (órgão de tubo) ou em cordas (piano). Uma curiosidade: a parte interna de um piano possui um mecanismo com mais de 6.000 peças – cada tecla aciona um martelo revestido de feltro que bate numa corda de aço, produzindo um som.
  • Instrumentos de percussão: os sons são produzidos percutindo, sacudindo, raspando ou batendo um elemento contra o outro. São exemplos de instrumentos de percussão: xilofone, vibrafone, gongo (ou tantã), triângulo, címbalo, castanholas, claves, maracas e tambores.Os tambores consistem em uma pele ou um plástico esticados sobre uma ou duas molduras. Podem ser divididos em três grandes grupos, de acordo com sua forma: fuste estreito (pandeiro), semi-esféricos (timbales) e cilíndricos (conga). Podem ser tocados utilizando-se as mãos, baquetas, escovinhas ou varetas de ferro.
  • Instrumentos eletrônicos: geram sinais eletrônicos que são amplificados e convertidos em sons. Por exemplo: teclado, sintetizador, bateria eletrônica, sampler etc.

    Dicas de livros

    • A música dos instrumentos – das flautas de osso da pré-história às guitarras elétricas. São Paulo, Melhoramentos, 1994.
    • Dicionário visual de música. Susan Sturrock, São Paulo, Global, 2000.

    Veja também

    • Música e cultura
    • Música ocidental
    • Músicos brasileiros
    • Músicos estrangeiros
  • Os tipos dos músicos

    O ESTEREÓTIPO DE CADA MÚSICO

    Maestro – Sujeito magro, porte austero. Veste-se muito bem, adoraria usar roupas mais confortáveis, mas a imagem não permite. Óculos é obrigatório. Careca (ou quase).

    Um cara normalmente chato, aquele que só é convidado para o “choppinho de depois do concerto” por obrigação. Olha a todos de cima, mas adoraria ser popular. Suas piadas não têm graça nenhuma, mas todos riem.

    Em suma, é o ídolo do violinista, mas, no fundo, no fundo, admira o trompetista. Carro preto ou prateado do ano.

    Oboísta – Todo oboísta queria ser maestro, mas a timidez o impede. Sempre muito reservado, necessita ter tudo sob controle. Perfeccionista por natureza. Dedos finos e cabelo sempre bem alinhado. Fica sempre meia hora depois do ensaio, limpando o instrumento. Vai à manicure, mas é segredo! Seu momento de glória é dar o Lá para afinar a orquestra.

    Violinista – Alto, sempre com pinta de importante. Adoraria ser maestro, mas acha uma posição muito inferior ao seu talento. Considera-se o mais importante da orquestra e tudo que diz reforça essa tese.

    Antes do ensaio, toca sempre partes do concerto de Brahms, para impressionar os outros violinistas. Quando o maestro chama a atenção de outro naipe, o violinista sempre dá um sorriso sarcástico, quase imperceptível.

    Sai de cada ensaio com o orgulho de “dever cumprido” e vai para casa – um apartamento minúsculo -, onde uma foto da mãe está acima do espelho gigante na sala.

    Violoncelista – É um cara legal. Um amigo para toda hora, mas muito fofoqueiro. Sabe da vida de todos da orquestra. Adora tocar solos de violino nos harmônicos só para irritar os violinistas. Loiro, o cellista é mais charmoso do que bonito. Acha-se um privilegiado por não ter que levantar no final do concerto e é vaidoso.

    Violista – É o coitado da orquestra. Introvertido, olhar triste. O maestro nunca lhe chama a atenção: afinal a parte a viola não tem importância mesmo.

    Começou na música com sonhos ambiciosos de ser um violinista de sucesso, mas por falta de talento ou estudo trocou para a viola e, desde então, é um frustrado. Juntamente com o pianista acompanhador, é um suicida em potencial, mas sem coragem para o ato.

    Carrega sempre o estojo surrado com a viola e sempre responde com um sorriso amarelo a pergunta “você toca violino?”. Um segredo: todo violista tem um bom coração, mas ninguém percebe.

    Contrabaixista – Baixinho e temperamental. Escolheu o contrabaixo para “impor respeito”, mas o tiro saiu pela culatra.

    Estuda somente nos ensaios, a não ser que tenha que tocar uma peça barroca, onde é o único a tocar o baixo. Acha-se importante por sustentar toda a orquestra, mas na verdade sabe que ninguém o ouve.

    Sempre com camisa branca e cabelo curto Toca baixo elétrico secretamente.

    Violonista – O melhor amigo de todo mundo. Companhia perfeita para o choppinho da tarde. Rabo de cavalo e óculos escuros são pré-requisitos. Relaxado e “eclético”, mas odeia ser chamado de guitarrista. Tem vários amigos e várias namoradas. Jura que toca um instrumento clássico, mas não hesita em aceitar fazer “cachê” em barzinho de bossa nova. Passat velho ou bicicleta.

    Pianista acompanhador – Olhar cabisbaixo, terno preto e surrado. Cabelos castanhos e despenteados. Carrega sempre uma pastinha com partituras. Odeia cantores, afinal “Não sabem contar”.

    Auto-estima em baixa, é um suicida em potencial. Jura que nunca mais vai aceitar tocar “em cima da hora”, mas sempre aceita uma emergência.

    Vive com a esperança de que alguém finalmente reconheça seu trabalho duro – o que nunca acontece.

    Pianista solista – Cabelo preto e curto. Sempre ocupado porque precisa “estudar”. Nunca vai a festas, e, quando aparece, vem sozinho e sai mais cedo. Quando olhamos em seus olhos, nunca sabemos o que está se passando pela sua cabeça.

    Tem um papo agradável, mas é um alienado em relação a assuntos extramusicais. Adora comparar gravações de outros pianistas. Tem sempre uma ou duas cantoras apaixonadas por ele, mas está sempre muito ocupado para relacionamentos.

    Admirado pelos violinistas, acha tocar música de câmara uma perda de tempo.

    Organista – Cabelos completamente desalinhados, barba por fazer. Sempre correndo de um lado a outro carregando dezenas de partituras fora de ordem. Vive num mundo à parte. Óculos somente para leitura. Roupas amassadas e surradas.

    Um desavisado diria que é um professor de química ou um gênio incompreendido. Odeia pianistas. Solitário, mas fala pelos cotovelos, quando o assunto é dedilhado ou afinação da Renascença.

    “Deus é Buxtehude, Bach já foi prostituído pelos pianistas”.

    Harpista – Mulher, magra, e bem branca, com cabelos desalinhados. Muito tímida, nunca é vista entrando ou saindo dos ensaios, mas está sempre lá.

    Usa sempre vestidos compridos e meio “fora de moda”, mas tem um sorriso simpático. Seu carro tem vários adesivos com harpas por todo lado. Adora chat rooms.

    Ninguém conhece seu namorado, mas ele está sempre por perto para colocar a harpa no carro depois do concerto.

    Trombonista – Cabelo castanho e um pouco acima do peso. Sempre com uma piada na ponta da língua, o trombonista adora churrasco e a companhia de amigos Adora Mahler, acha Beethoven meio devagar e morre de medo do Bolero de Ravel. Tem pelo menos um cachorro em casa e sempre que pode coloca um glissando só pra “dar um toque especial”.

    Trompetista – Adora sair para tomar cerveja com os amigos. Chega sempre atrasado no ensaio, mas nunca ninguém percebe. Os churrascos são sempre na sua casa. Se o maestro não está presente, fica sempre tocando a nota mais aguda possível para se mostrar. Tem os lábios rachados e usa isso para paquerar. Está sempre andando pelos bastidores fazendo “prrrrrrrrrft” com seu bocal.

    Soprano – Gorda e metida não são adjetivos educados para se caracterizar uma soprano. Elas são avantajadas fisicamente e temperamentais. Têm que ser o centro das atenções – no palco e fora do palco. São invejadas pelos contraltos e adoram isso.

    São amantes excelentes, péssimas esposas. Vestem-se com roupas chamativas, adoram chapéus. Preferem champagne ao vinho e não sabem ler partitura: afinal aprendem tudo com o “ouvido maravilhosos que Deus lhe deu”.

    Andam sempre acompanhadas de seu pianista-acompanhador preferido, que chamam de “maestro”.

    Tenor – Bem apessoado, jovem, bonito, charmoso e gay. Anda sempre com roupas modernas e na moda. Tem várias amigas e quer sempre “viver o momento”.

    Tenta sempre parecer alegre e de bem com a vida, mas, se está de mau humor, faz questão de anunciar para todo mundo. Não toma sorvete, porque tem que “preservar a voz”, mas fala sempre alto para ser ouvido do outro lado do bar.

    Malha regularmente, vai ao cabeleireiro e flerta com quem passar na frente.

    Contralto – Morena e muito alta. Não é muito bonita, mas se veste bem. Não gosta de sopranos, mas sua “melhor amiga” é uma. Gosta muito de flores e usa um perfume forte, mas agradável. Meio desajeitada quando anda. Odeia saladas, mas está sempre cuidando do peso.

    Baixo – Alto, cabelo preto e parrudo. Ninguém sabe o que está se passando na cabeça de um baixo – se é que alguma coisa existe atrás daquele olhar perdido. Meio devagar, para falar a verdade. Quer sempre ajudar o próximo, mesmo que isso atrapalhe sua vida pessoal. Suas meias nunca combinam, mas adora fazer papel de “vilão bem vestido” nas óperas. Come de boca aberta.

    Fagotista – Magro, cabelo encaracolado. É o típico sujeito normal. Curioso por natureza. Sempre simpático e atencioso. Também é muito misterioso: nunca ninguém foi à casa de um fagotista. Somente os outros sopros sabem o nome dele. Dedos longos e mãos finas. Lembra Sherlock Holmes no jeito de andar.

    Tubista – Sujeito acima do peso, loiro e com cabelo encaracolado. Pele oleosa e bochechas vermelhas, sua feito um porco quando toca. Ri de tudo, mas raramente entende uma piada. Gosta de comer bastante e não tem namorada.

    Flautista – É o violinista das madeiras, mas não tão metido. É perfeccionista, mas sabe que o mundo não é perfeito. Adora Debussy e fica horas ouvindo suas próprias gravações. Enxerido, dá palpite até no dedilhado do trompista. Vive num mundo à parte e cuida da flauta como se fosse sua filha. É o único que não acha o som do piccolo irritante.

    Clarinetista – É um cara engraçado. Veste-se bem, mas não é vaidoso. Pode ser loiro ou moreno. Toca com as sobrancelhas e é mais esperto do que inteligente. Adora ficar chupando a palheta enquanto não toca, mas, se desafina, joga a palheta fora. Não agüenta mais tocar o início da Rapsody in Blue para os outros músicos atrás do palco.

    Percussionista – Magro com braços longos, o percussionista se gaba de tocar “mais de 20 instrumentos diferentes” e “tirar música de qualquer lugar”, mas, por alguma razão incompreensível, sempre entra na hora errada – “culpa da orquestra que está arrastando o tempo” ele diz.

    Toca bateria numa banda de garagem escondido e acha o Bolero de Ravel uma chaeação, mas sempre fica nervoso antes de apresentá-lo. Nos ensaios é sempre o primeiro a ir para casa e nos concertos sempre o último e ainda fica resmungando por ter que “desmontar” o “equipamento”.

    Um cara legal que acha qualquer sinfonia clássica “cachê fácil” e jura que existe uma técnica especial de se tocar triângulo.

    Trompista
    – Um
    cara discreto. Não fala muito. Tem trauma de falhar notas, por
    isso está sempre
    desmontando o instrumento para tirar a “água” durante o
    concerto. A
    parte do palco em volta da sua cadeira está sempre molhada.

    É sempre o último a
    afinar o instrumento antes do maestro entrar e, de vez em quando, ainda
    toca um
    “Fazinho” durante os aplausos só para conferir. Está
    sempre olhando
    para o fagotista para saber a hora certa de entrar: afinal não
    consegue contar
    mais de 20 compassos de pausa.

    Nunca reclama quando lhe chamam a
    atenção, mas
    é quase certo que faz gestos obscenos com a mão que
    está escondida no
    instrumento. Tem pesadelos antes de apresentações com o
    concerto para piano de
    Tchaikovsky.

    Autor: anônimo.

    Colaborou:  Mônica Benda (1a. violista da Orquestra Sinfônica da Suíça Italiana)

    Instrumento musical – Wikipédia, a enciclopédia livre

    Esta página cita fontes confiáveis, mas que não cobrem todo o conteúdo. Ajude a inserir referências. Conteúdo não verificável poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico) (Novembro de 2014)

    Instrumento musical

    Violino Stradivarius Lady Blunt.

    Tipo

    Gerador de som, ferramenta
    Características

    Composto de

    Parte do instrumento musical (d)
    Utilização

    Usuário(a)

    Uso

    Instrumentista (d)
    Música

    editar – editar código-fonte – editar Wikidata

    Um instrumento musical é um objeto construído com o propósito de produzir música. Os vários tipos de instrumentos podem ser classificados de diversas formas, sendo uma das mais comuns, a divisão de acordo com a forma pela qual o som é produzido. O estudo dos instrumentos musicais designa-se por organologia.

    A data e a origem do primeiro aparelho considerado como instrumento musical é objecto de debates. Arqueologistas tendem a debater o assunto referindo a validade de várias evidências como artefacto e trabalhos culturais.

    Os primeiros instrumentos musicais possivelmente sequer foram desenvolvidos com objetivos puramente musicais, mas sim para permitir que caçadores imitassem a voz de animais diversos de modo a atrair potenciais presas.

    [1]

    Instrumentista é aquele músico que toca um instrumento.[2] Já Multi-Instrumentista é aquele músico que toca mais de um instrumento musical.

    Entretanto, nem todo músico é um instrumentista (também chamado de concertista, na música erudita).

    Alguns músicos seguem uma carreira sem tocar instrumento algum, como a de: Bibliotecário; Terapia Musical; Engenheiro de Som; Produtor Musical; Historiador; Educação Musical; Direito Musical; Jornalismo em Música; Empresário Musical; Disc ou Video Jockey; Diretor de Programação; Designer de Software ou Hardware de Música; Musicologia; Musicografia; até mesmo o Compositor pode saber tudo sobre os instrumentos, mas não tocar nada; Estes não são intérpretes, mas os maiores estudiosos acadêmicos do campo de Música, noutras especializações.

    A Wikipédia possui o Portal da Música Erudita

    Tessitura e registro

    Pormenor da ponte de um violoncelo.

    A tessitura de uma voz ou instrumento musical é a extensão de notas em que um instrumento pode tocar. Por padronização identifica-se a tessitura através do nome e da oitava da nota mais grave e da mais aguda que um instrumento pode executar. Por exemplo, a extensão útil de um saxofone alto vai de Reb2 (Ré bemol da segunda oitava) até La4 (Lá da quarta oitava). A tessitura do piano vai do La0 até o Do8.[3]

    Chamam-se registros as três regiões em que a tessitura de um instrumento ou voz pode ser dividida. Divide-se em registro grave, médio e agudo. Cada registro tem características próprias.

    Em alguns casos o timbre é muito diferente de região para região. Em alguns instrumentos nem é possível executar todas as notas de uma escala em determinadas regiões.

    Além disso, certos efeitos sonoros que alguns instrumentos permitem só podem ser executados em um dos registros instrumentais.

    O conhecimento da tessitura e do registro instrumental são fundamentais para a perfeita execução do instrumento e para a composição musical. De outra forma, um compositor poderia escrever uma melodia para um determinado instrumento com notas que ele não fosse capaz de executar.

    O conceito de tessitura só faz sentido para instrumentos que permitem variação de altura, mas o registro pode indicar a região de alturas predominante mesmo em instrumentos de altura indefinida.

    Ver também

    • A Música na Pintura
    • História da música
    • Teoria musical

    Bibliografia

    • Kartomi, Margaret J., On Concepts and Classifications of Musical InstrumentsUniversity of Chicago Press (1990) – (em inglês)

    Referências

    1. ↑ Cascudo, Luís da Câmara (2004). «Capítulo 12». Civilização e Cultura 1 ed. São Paulo: Global Editora. p. 591. ISBN 85-260-0873-0  |acessodata= requer |url= (ajuda)
    2. ↑ Helio Moreira.

      «10 profissões que um músico pode seguir em sua carreira». Música sem Limites.

      Consultado em 26 de dezembro de 2016 

    3. ↑ «Range – Musical Terms – What is musical range» 

    O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Instrumento musical

    Ligações externas

    • Gallery of world musical instruments
    • Portal da música
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    • v
    • d
    • e

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    Quem é multi-instrumentista? Ou o que é?

    É um músico que se dedica a um número considerável de instrumentos musicais, a ponto de domina-los tecnicamente e expressivamente.

    O músico com esse perfil, na definição imediata do termo, é aquele que sabe realizar os movimentos fundamentais, iniciais, intermediários e avançados da prática de um instrumento.

    E ainda ser capaz de exercer função que cabe a um instrumento, de sua escolha, em agrupamentos que o fazem protagonista e ou acompanhante

    Muitos musicistas que se autoproclamam multi-instrumentistas apenas sabem tirar o mínimo som de instrumentos musicais, dominando um apenas, e tocar uma frase, um clichê harmônico, um clichê melódico, não o torna apto a essa versatilidade de um instrumentista.

    Egberto Gismonti, por exemplo, se apresenta com primor em seus discos e shows tocando em altíssimo nível o piano e o violão. Hermeto Paschoal com sua escaleta, piano, flauta transversal, e tantos outros instrumentos.

    É complicado avaliar questões pelo subjetivo. O músico que admiro. O ídolo ou quem reverencia. Imagine que um dos instrumentos, violão, por exemplo, você sabe tanto estar em uma roda de samba, de choro, tocar jazz, fazer um solo, tocar um arranjo, compor, constituir obra. E o mesmo você faz ao piano, ou ao acordeom, ou ao cavaquinho.

    Podemos até dizer que pode haver o multi-instrumentista de uma família de instrumentos, apenas de cordas friccionadas, apenas de madeiras, apenas de metais, ou aquele maestro de banda que também educa e conhece a função de cada instrumento de sua banda, e o multi-instrumentista livre, aquele que toca e domina instrumentos de diferentes funções.

    Ser multi-instrumentista é um coeficiente da música popular. Habitualmente na música erudita dedicam-se instrumentistas ao longo de uma estada, desde a infância, o que habitualmente concede uma expertise extrema em um único instrumento. Não ocorrem tantos multi-instrumentistas no eixo dos sons pautados, ou melhor, dos que tem a aprendizagem exclusiva de origem pautada.

    Como ser um multi-instrumentista?

    O conselho é dominar seu instrumento, para apenas em um segundo momento iniciar a prática e estudo de um segundo instrumento, e assim sucessivamente. Dedicar-se continuamente a eles a seguir.

    Aprender instrumentos concomitantes pode ser positivo, mas pode acarretar problemas fisiológicos, já que a posição de cada instrumento e ação que exerce sobre a fisiologia é extremamente específica.

    Dica? Ouça muita música!

    #VemProSouzaLima

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