Como Se Chama Uma Pessoa Que Só Come Peixe?

Como Se Chama Uma Pessoa Que Só Come Peixe?

A dieta pescetariana inclui uma grande variação de peixes, frutos do mar e vegetais

Você já ouviu falar em pescetarianismo ou escutou alguém dizer que é pescetariano? O termo pode até soar estranho de primeira, mas a definição, na verdade, é bem simples.

Quando uma pessoa é adepta ao vegetarianismo (regime alimentar que exclui todos os tipos de carnes), mas não consegue abrir mão de consumir peixes e frutos do mar em suas refeições, ela automaticamente pratica o pescetarianismo.

Mas, calma! Esse assunto é um pouco confuso e, justamente por isso, nós separamos algumas informações a mais sobre ele. Dá uma olhada!

Se você deseja parar de comer carne aposte no pescetarianismo

Diferente de outros tipos de vegetarianismo, ser adepto a uma dieta pescetariana é optar por uma alimentação menos restritiva, com uma grande variedade de alimentos marinhos, e todos os tipos de hortaliças, leguminosas, frutos, cereais, nozes, ovos e laticínios, que um bom cardápio vegetariano consegue oferecer.

Ela é a dieta ideal para os que desejam abrir mão do consumo de carne, e ainda não sabem como começar. Principalmente se você tiver uma certa dificuldade em abrir mão do peixe. Afinal, essa é uma das carnes mais indicadas a serem ingeridas regularmente. Além de ser extremamente saboroso, ele costuma estar presente em dietas com alto valor nutritivo.

Pescetarianos defendem uma alimentação baseada no equilíbrio

Boa parte dos pescetarianos afirmam que o principal motivo de adesão ao regime é a busca por uma alimentação saudável, equilibrada e balanceada. No entanto, vale a pena deixar claro que não existe nenhum tipo de norma universal e nem regimes alimentares melhores ou piores do que outros.

Desde que você tenha o acompanhamento de um nutricionista, enriqueça a sua dieta com todos os nutrientes presentes na carne animal – à exemplo da vitamina B12, que só pode ser encontrada na carne vermelha – e se alimente bem, vale ser pescetariano, vegetariano, ovolactovegetariano, vegano ou o que você quiser.

O mais importante é sempre buscar a ajuda de um profissional. A transição de dietas não é uma tarefa simples e pode causar desde deficiências nutritivas a tipos sérios de anemias, como a anemia perniciosa, caso não seja feita da forma correta.

Dieta pescetariana é rica em ômega 3, minerais e antioxidantes

Todo mundo sabe que um dos segredos de uma alimentação saudável é investir no consumo de alimentos marinhos. O salmão, por exemplo, é um peixe muito conhecido por seus benefícios. Fonte de selênio, magnésio, vitamina A e vitamina D, a sua carne proporciona uma dieta rica em “gorduras boas” e tem ação anti-inflamatória no organismo.

Arenque, atum, dourado, truta, sardinha e vários outros tipos de peixes também possuem os seus próprios benefícios. Sem contar com camarões, mexilhões, polvos, lulas e lagostas! São tantas alternativas saudáveis e superdeliciosas que fica impossível de escolher. O que nos resta é aproveitar toda essa mistura de alimentos!

Pescetarianismo – Wikipédia, a enciclopédia livre

Pescetarianismo, ou piscitarianismo, é um regime alimentar que inclui peixes e frutos do mar, mas exclui a carne de outros animais. Uma dieta pescetariana é uma dieta que inclui hortaliças, frutos, nozes, cereais e leguminosas, ovos e laticínios, mas diferentemente de uma dieta vegetariana, peixes, e algumas vezes frutos do mar.

Etimologia

O termo é um neologismo (inglês, “pescetarianism”; alemão, “pescetarismus”; espanhol, “pescetarianismo”; francês, “pescetarisme”) provavelmente derivado do termo “pesce” (peixe, em italiano) e a palavra “vegetariano”.

Pesce” por sua vez deriva do latim “piscis“, que tem a forma “pisci-” quando serve como prefixo, como em piscicultura e piscívoro. Note-se que um piscívoro, um tipo de carnívoro, come uma dieta primariamente de peixes, enquanto que o neologismo pescetariano refere-se a pessoas que consomem plantas e derivados além de peixes.

O dicionário Merriam-Webster data a origem do termo em 1993 e define como sendo: “uma dieta que inclui peixes mas, mais nenhuma outra carne”.[1]

Motivações

Considerações com a saúde

Nigiri-sushi japonês. Muitas culturas oferecem cozinhas amigáveis a pescetarianos

Um dos motivos mais citados para a adoção desta dieta é o desejo de manter uma boa saúde, baseado nos resultados encontrados que carne vermelha é prejudicial à saúde em muitos casos devido a carnes não magras conter altas quantidades de gordura saturada.[2][3]

Além disso, a carne de certos peixes faz aumentar o nível de lipoproteína de alta densidade (HDL, na sigla em inglês) no organismo,[4][5] além de se constituir em uma fonte de ácidos graxos ômega 3.

[6] Uma metanálise de 1999 de cinco estudos comparando taxas de mortalidade entre vegetarianos e não vegetarianos em países ocidentais encontrou que em comparação com quem come carne regularmente, a mortalidade por isquemia cardíaca era 34% mais baixa em pescetarianos, 34% mais baixa em vegetarianos, 26% mais baixa em veganos e 20% mais baixa em quem come carne ocasionalmente.[7]

Por outro lado existe a preocupação com consumo de grandes quantidades de certas variedades de peixe devido a conterem toxinas como mercúrio e bifenilpoliclorados (PCB),[8] apesar de ser possível selecionar peixes com pouco ou nenhum mercúrio e moderar o consumo de peixes que o contém.[9][10]

Comparação com outras dietas

Pescatarianismo é similar a muitas dietas tradicionais enfatizando peixes além de frutas, vegetais e grãos. Em muitas regiões costeiras tendem a se alimentar deste modo e é característica da dieta mediterrânea e as dietas de muitos países na Ásia, norte da Europa e das Caraíbas. Estas outras dietas tradicionais tendem a incluir carne também, mas de maneira periférica.

Pescetarianos são algumas vezes descritos como vegetarianos ou pesco-vegetarianos, e frequentemente pessoas não familiarizadas com vegetarianismo acreditam que a dieta pescetariana é vegetariana.

Em comum com os vegetarianos, pescetarianos frequentemente comem ovos e laticínios, além de frutas, vegetais e grãos.

A “Vegetarian Society” na Inglaterra, que iniciou naquele país o uso popular do termo vegetariano desde cerca de 1847, não considera pescetarianismo uma dieta vegetariana.[11] As definições de “vegetariano” em dicionários variam.[12]

Lista de pescetarianos

  • Nicole Anderson[13]
  • Carolina Ferreira
  • Mira Aroyo[14]
  • Brigitte Bardot[15]
  • Kari Byron[16]
  • Tracy Chapman[17]
  • Parvesh Cheena[18]
  • Common[19]
  • Billy Corgan[20]
  • Fearne Cotton[21]
  • Chuck D[22]
  • Ted Danson[23]
  • Alan Davies[24][25]
  • Sierra Deaton[26]
  • Nick Diaz[27][28]
  • Wendy van Dijk[29]
  • David Duchovny[30]
  • Susie Essman[31]
  • Johnny Galecki[32]
  • Ben Gibbard[33]
  • Ariana Grande[34]
  • Lee Hyori[35]
  • Steve Jobs[36]
  • Mark Kermode[37]
  • Alex Kinsey[26]
  • Kristin Kreuk[38]
  • Lousewies van der Laan[39]
  • Harvey Levin[40]
  • Wendie Malick[41]
  • Alyssa Milano[42]
  • Dannii Minogue[43]
  • Mary Tyler Moore[44]
  • Cam Newton[45]
  • Conor Oberst[46]
  • Amanda Palmer[47]
  • CM Punk[48]
  • Grigory Rasputin[49]
  • A$AP Rocky
  • Henry Rollins[50]
  • Andy Serkis[51][52]
  • Queen Sofía of Spain[53]
  • Tom Scharpling[54]
  • Hal Sparks[55]
  • Howard Stern[56]
  • Ben Stiller[57]
  • Sonny Strait[58]
  • Hayley Westenra[59]
  • Felix Kjellberg
  • Robert Fripp

Ver também

  • Macrobiótica
  • Semivegetarianismo
  • Categoria:Pescetarianos (categoria de pessoas pescetarianas)

Referências

  1. ↑ «Pescatarian» (em inglês). Merriam-Webster Online Dictionary. 2009. Consultado em 29 de março de 2012 
  2. ↑ E Giovannucci; EB Rimm, MJ Stampfer, GA Colditz, A Ascherio, WC Willett (1º de maio de 1994). «Intake of fat, meat, and fiber in relation to risk of colon cancer in men». Cancer Research (em inglês). 54: 2390-2397. Consultado em 25 de abril de 2012  A referência emprega parâmetros obsoletos |coautores= (ajuda)
  3. ↑ Frank B. Hu, MD, PhD; JoAnn E. Manson, MD, DrPh, Walter C. Willett, MD, DrPh (fevereiro de 2001). «Types of Dietary Fat and Risk of Coronary Heart Disease: A Critical Review». Journal of the American College of Nutrition (em inglês). 20 (1): 5-19. Consultado em 25 de abril de 2012. Arquivado do original em 22 de junho de 2008  A referência emprega parâmetros obsoletos |coautores= (ajuda) !CS1 manut: Nomes múltiplos: lista de autores (link)
  4. ↑ Paul J Nestel (janeiro de 2000). «Fish oil and cardiovascular disease: lipids and arterial function». American Journal of Clinical Nutrition (em inglês). 71 (1): 228S-231S. Consultado em 25 de abril de 2012 
  5. ↑ Sacks FM; Hebert P, Appel LJ, Borhani NO, Applegate WB, Cohen JD, Cutler JA, Kirchner KA, Kuller LH, Roth KJ, et al. (12 de fevereiro de 1994). «Short report: the effect of fish oil on blood pressure and high-density lipoprotein-cholesterol levels in phase I of the Trials of Hypertension Prevention». Journal of Hypertension (em inglês) (209): 13. Consultado em 25 de abril de 2012  A referência emprega parâmetros obsoletos |coautores= (ajuda)
  6. ↑ Frank B. Hu, MD; Leslie Bronner, MD; Walter C. Willett, MD; Meir J. Stampfer, MD; Kathryn M. Rexrode, MD; Christine M. Albert, MD; David Hunter, MD; JoAnn E. Manson, MD (2002). «Fish and Omega-3 Fatty Acid Intake and Risk of Coronary Heart Disease in Women». JAMA (em inglês) (287): 1815-1821. Consultado em 25 de abril de 2012. Arquivado do original em 6 de maio de 2005  A referência emprega parâmetros obsoletos |coautores= (ajuda)
  7. ↑ Key TJ; Fraser GE, Thorogood M, Appleby PN, Beral V, Reeves G, Burr ML, Chang-Claude J, Frentzel-Beyme R, Kuzma JW, Mann J, McPherson K (1999). «Mortality in vegetarians and nonvegetarians». detailed findings from a collaborative analysis of 5 prospective studies. American Journal of Clinical Nutrition (em inglês) (70): 516S-524S. Consultado em 25 de abril de 2012  A referência emprega parâmetros obsoletos |coautores= (ajuda)
  8. ↑ Committee on the Toxicological Effects of Methylmercury, Board on Environmental Studies and Toxicology, National Research Council (2000). «Toxicological Effects of Methylmercury» (em inglês). ISBN 0309071402. Consultado em 25 de abril de 2012  !CS1 manut: Nomes múltiplos: lista de autores (link)
  9. ↑ «Experts Say Consumers Can Eat Around Toxins In Fish». Purdue University (em inglês). Science Daily. 10 de fevereiro de 2003. Consultado em 25 de abril de 2012 
  10. ↑ Gloria Tsang R.D. (novembro de 2004). «Mercury: Are Fish safe to eat?» (em inglês). HealthCastle.com. Consultado em 25 de abril de 2012 
  11. ↑ «”Vegetarians do not eat fish!» (em inglês). Vegetarian Society. Consultado em 25 de abril de 2012 
  12. ↑ «Shorter Oxford English Dictionary» 6th ed. Oxford: Oxford University Press (em inglês). 2. 2007: 3506  define “vegetariano” (substantivo) como “Uma pessoa que em princípio se abstém de comida animal; alguém que evita carne mas consome laticínios e ovos e algumas vezes peixes”«Shorter Oxford English Dictionary» 5th ed. Oxford: Oxford University Press (em inglês). 2. 2002: 3511  tem a mesma definição.
Leia também:  Como Saber Onde Esta A Minha Encomenda Ctt?

O que as pessoas que ‘’só comem peixe’’ ainda precisam saber

Os peixes são inteligentes e sentem dorCientistas no mundo todo comprovaram que os peixes não apenas sentem dor como têm consciência do sofrimento. Os peixes têm capacidade inclusive de sentir prazer de forma semelhante a cães, gatos e outros animais.Um artigo publicado pelo site Vox.

com destacou uma série de habilidades que os peixes têm, como a capacidade de aprender uns com os outros, reconhecer outros peixes com que já tiveram contato prévio, compreender sua posição em hierarquias sociais e se localizarem em espaços diferentes.

Os peixes dos oceanos estão à beira da extinção

Isso pode soar estranho para os brasileiros, acostumados a litorais abundantes e cidades cercadas por mar, mas o consumo de peixe no mundo é responsável pela destruição de ecossistemas aquáticos vitais e está causando danos irreversíveis ao ecossistema marinho. 

Em pescas industriais, que são as que mais matam peixes para consumo, não apenas os peixes-alvo são pegos pelas enormes redes, mas também baleias, golfinhos, tubarões e muitos outros animais até mesmo mais inteligentes que cachorros. Se o consumo de peixe não cair drasticamente, estima-se que os peixes sejam extintos dos oceanos até 2050.

As fazendas de peixe são cruéis e imundas

Para dar conta de atender a demanda por carne de peixe pela população que ainda não é vegetariana, as fazendas de peixe estão se tornando cada vez mais comuns. A consequência disso são fazendas lotadas de peixes que mal conseguem nadar em águas sujas e contaminadas, uma realidade comparável às situações de confinamento de galinhas e porcos pela indústria da carne.

Segundo a Bloomberg, ‘’pela primeira vez na história, as pessoas estão comendo mais peixe de fazendas do que de mar aberto’’.

Em 2010, a MFA dos Estados Unidos conduziu uma investigação em uma dessas fazendas. Você pode conferir no site em inglês clicando aqui.

Peixes são contaminados com salmonela, mercúrio e outras substâncias tóxicas

Segundo a FDA, 27% dos peixes importados da China são contaminados com micróbios e salmonela. O Brasil tornou-se um grande importador de peixes da China nos últimos anos.

Peixe não é um alimento saudável

De alguma forma, quando alguém fala ‘’coma menos carne’’, muita gente entende isso como ‘’como mais peixe’’. Ao contrário do que muitos pensam, carne de peixe não é saudável. Assim como carne de frango e porco, a carne de peixe é cheia de gordura saturada e colesterol e totalmente isenta de fibras (fundamentais para o bom funcionamento da nossa digestão).

Compare peixes em liberdade e peixes em sofrimento

Felizmente, você não precisa comer peixe para obter ômega3. Boas fontes são linhaça, chia, vegetais verdes escuros (couve, espinafre, rúcula, escarola etc), nozes, algas e óleo de cânhamo.

A melhor forma de ajudar a acabar com o sofrimento desses animais e beneficiar a nossa saúde é mantendo os peixes longe do nosso prato. Considere o Veganismo. Baixe aqui o nosso Guia Vegetariano Gratuito.

O que é um Pescetariano e o que o comem?

  • O estilo de vida de um pescetariano é muitas vezes adoptado por pessoas em transição para se tornar vegan ou por aqueles interessados ​​em um modo de vida mais saudável, mais ética e ambientalmente amigável.
  • Há muitas razões para as pessoas optam por renunciar a carne e aves, mas ainda comer peixe.
  • Algumas pessoas optam por adicionar peixe a uma dieta vegetariana de forma a obterem os benefícios para a saúde de uma dieta à base de legumes e vegetais mais a proteína de peixes saudáveis ​​que contribuem para o bem-estar e uma boa saúde cardiovascular.
  • Mas também para algumas, por ser simplesmente uma questão de gosto.

Créditos da fotografia- legionathletics.com

O que é um Pescetariano?

Muito simplesmente, um pescetariano é alguém que não come a carne, mas come peixes.

O terno pescetariano mais concretamente, pescatarian foi inventado por volta 1990. É uma combinação da palavra italiana para o peixe, “pesce,” e a palavra “vegetarian.” Às vezes é soletrado “piscitariano,” mas este significa a mesma coisa.

  1. Na literatura científica, esta dieta é frequentemente descrita como “pesco-vegetariana”, e é agrupada no espectro do vegetarianismo (1).
  2. Por essa definição, um pescatoriano é alguém que escolhe comer uma dieta vegetariana, mas que também come peixe e marisco.
  3. É uma dieta basicamente baseada em vegetais com grãos integrais, nozes, legumes, gorduras saudáveis, e em que o peixe e marisco desempenham um papel fundamental como fonte de proteína principal.
  4. Muitos pescetarianos também comem laticínios e ovos.

Naturalmente, assim como as dietas vegetarianas podem variar muito, também podem a alimentação de um pescetariano. É possível comer uma dieta livre de carne que é cheia de amidos processados, junk food e peixe sticks, em vez de um mais saudável com base em alimentos integrais.

Considerações com a saúde

  • Um dos motivos para a adoção desta tipo de dieta é o desejo de manter uma boa saúde, baseado nos resultados encontrados que carne vermelha é prejudicial à saúde em muitos casos devido a carnes não-magras conter altas quantidades de gordura saturada (2)
  • Além disso, a carne de certos peixes faz aumentar o nível de HDL no organismo, além de se constituir em uma fonte de ácidos gordos ómega 3.
  • Em 1999 a realização de cinco estudos comparando taxas de mortalidade entre vegetarianos e não-vegetarianos em países ocidentais encontrou que, em comparação com quem come carne regularmente, a mortalidade por isquemia cardíaca era 34% mais baixa em pescetarianos, 34% mais baixa em vegetarianos, 26% mais baixa em veganos e 20% mais baixa em quem come carne ocasionalmente.
  • Por outro lado existe a preocupação com consumo de grandes quantidades de certas variedades de peixe devido a conterem toxinas como mercúrio e PCBs, apesar de ser possível selecionar peixes com pouco ou nenhum mercúrio e moderar o consumo de peixes que o contém (3).
Leia também:  Como É Que Os Animais Se Reproduzem?

Comparação com outras dietas 

Pescetarianismo é similar a muitas dietas tradicionais enfatizando peixes além de frutas, vegetais e grãos. Em muitas regiões costeiras tendem a se alimentar deste modo e é característica da dieta mediterrânea e as dietas de muitos países na Ásia, norte da Europa e das Caraíbas. Estas outras dietas tradicionais tendem a incluir carne também, mas de maneira periférica.

Pescetarianos são algumas vezes descritos como vegetarianos ou pesco-vegetarianos, e frequentemente pessoas não familiarizadas com vegetarianismo acreditam que a dieta pescetariana é vegetariana.

Em comum com os vegetarianos, pescetarianos frequentemente comem ovos e laticínios, além de frutas, vegetais e grãos. A “Vegetarian Society” na Inglaterra, que iniciou naquele país o uso popular do termo vegetariano desde cerca de 1847, não considera pescetarianismo uma dieta vegetariana (4).

O que os Pescetarianos comem?

Comem:

  • Grãos integrais e produtos de grãos
  • Legumes e seus produtos, incluindo feijão, lentilhas, tofu e homus
  • Frutos secos e sementes incluindo, chia e linhaça
  • Laticínios, incluindo iogurte, leite e queijo e manteiga
  • Frutos
  • Vegetais
  • Peixe e marisco
  • Ovos

Não comem:

  • Carne
  • Frango
  • Carne de porco
  • Cordeiro
  • Peru
  • Caça, como perdiz e pato

Créditos da fotografia – onthepulse.es

Benefícios de adicionar peixe a uma dieta vegetariana

  1. Há muitos benefícios para a saúde em adicionar peixes a uma dieta vegetariana.
  2. Para algumas pessoas, a exclusão completa de produtos de origem animal da sua alimentação, leva a preocupação no que se refere a ingestão de alguns nutrientes necessário para o bom funcionamento orgânico (5).

  3. Numa dieta rigorosamente vegetariana e desequilibrada poderá haver dificuldade em obter, quantidades suficientes para um bom funcionamento, particularmente vitamina B12, zinco, cálcio e proteína (6).

  4. Incluindo peixes, crustáceos e moluscos, a uma dieta vegetariana pode fornecer nutrientes benéficos e variedade.

Obtenção de ómega-3

O peixe é a melhor maneira de obter ácidos gordos ómega-3 (7).

Alguns alimentos vegetais, incluindo nozes e sementes de linhaça, contêm ácido alfa-linolênico (ALA), um tipo de gordura ómega-3. No entanto, este tipo de ALA não é facilmente convertido em ácido eicosapentaenóico (EPA) e ácido docosahexaenóico (DHA) no corpo (8).

DHA e EPA têm benefícios adicionais para a saúde, não apenas para o coração, mas também a função cerebral e humor (9). Contribuem também para melhoria da doença crónica e processos inflamatórios.

Os peixes “mais gordos”, como salmão selvagem e sardinhas, são dos mais benéficos e contém EPA e DHA.

Impulsionar sua ingestão de proteína

  • Muitos vegetarianos sentem que comem bastante proteína porque incluem alimentos como grãos integrais, feijões, legumes e sementes.
  • Mas estas são fontes incompletas, e seus aminoácidos também não são totalmente digeríveis uma vez ingeridos (um conceito conhecido como biodisponibilidade de proteínas).
  • A maioria destas proteínas vegetais também contêm antinutrientes e tipos de proteínas difíceis de digerir (como o glúten, por exemplo) que podem causar má absorção de nutrientes, respostas imunes ou dano intestinal.
  • Uma dieta rica em proteínas pode ser difícil de conseguir com apenas proteínas vegetais, especialmente se não quiser carboidratos extras ou gordura com sua proteína.
  • Peixes, crustáceos e moluscos, oferecem uma excelente fonte de proteína magra.

Crustáceos e moluscos com outros nutrientes

Além de ómega-3 e proteína, pode-se ainda beneficiar de outros nutrientes que se encontram nos crustáceos e moluscos.

Por exemplo, ostras são extremamente ricas em vitamina B12, zinco e selénio. Apenas uma ostra fornece 133% da RDI para a vitamina B12 e 55% da RDI para zinco e selénio (10).

Os mexilhões também são super ricos em vitamina B12 e selénio, bem como manganês e ainda vitaminas complexo B (11).

Variedades de peixes brancos como bacalhau e linguado não fornecem gorduras ómega-3, mas são uma fonte de proteína extremamente magra.

Por exemplo, apenas 1 posta (±180g) de bacalhau fornecem 41 gramas de proteína e menos de 1,5 grama de gordura. O bacalhau também é uma excelente fonte de selénio e uma boa fonte de fósforo, niacina e vitaminas B6 e B12 (12).

Pode diminuir o risco de cancro

Pesquisas mostram que consumir mais peixe, crustáceos e moluscos ricos em ómega-3 beneficia o sistema imunológico e ajuda a combater o cancro, suprimindo a inflamação.

A inflamação dita a taxa de progressão do tumor, por isso incluir alimentos anti-inflamatórios a dieta é fundamental para a prevenção do cancro.

Ómega-3 pode até ajudar as pessoas que já foram diagnosticadas com cancro por retardar o crescimento do tumor (13). Uma dieta pescateriana rica em ómega-3 também pode ajudar as pessoas submetidas a quimioterapia ou outros tratamentos contra o cancro, uma vez que ajudam a preservar a massa muscular e regular as respostas inflamatórias, que já estão comprometidas no cancro.

Créditos da fotografia – legionathletics.com

  1. Não há muitas desvantagens com esta dieta.
  2. No entanto, como diz a sabedoria popular, “não há bela sem um se não”…
  3. É verdade que a dieta pescetariana que inclui peixe, juntamente com frutas, legumes, grãos e vegetais mas nem outro tipo de carne, traz muitas vantagens.
  4. E existem recomendações, como a da American Heart Association para que se coma duas porções de peixe por semana para a saúde do coração.
  5. E facto é, o peixe é uma boa fonte de proteína e gorduras saudáveis, no entanto, comer demasiado pode aumentar a exposição a poluentes e mercúrio.
  6. Alguns peixes, especialmente espécies maiores, podem conter mercúrio e outras toxinas (14).
  7. Por esta razão, os EUA Food and Drug Administration (FDA) recomenda que crianças e mulheres em idade fértil, especialmente as jovens grávidas e mulheres em amamentação, devem evitar atum, peixe-espada, raia e cavala (15).
  • Comer 2-3 porções (227-340 gramas) de uma variedade de peixes a cada semana.
  • as crianças comam peixe uma ou duas vezes por semana, com tamanho das porções em escala para a sua idade.
  • Escolher peixes de baixo índice de mercúrio, tais como salmão, corvina, bacalhau e sardinhas

Pode ser caro ser um pescetariano

  • O peixe tem ao longo do tempo tornando-se um produto caro, alguma espécies ou qualidades de peixe tem visto o seu valor inflacionado.
  • Os preços do peixe variam dependendo de onde se compra, época do ano e se compra fresco ou congelado e se é de mar ou aquicultura.
  • Engana-se quem achar que ficar sem a carne fica limitado nas suas escolhas gastronomias.

Ter o peixe como foco de proteína as refeições, não tem que ser uma escolha difícil ou ficar sempre a comer o mesmo.

 Para melhorar a variedade, bem como a qualidade, da sua dieta, pode incluir outras fontes de proteína não-carne.

Boas opções incluem feijões, como grão de bico ou feijão preto, alimentos de soja, como tofu ou tempeh e nozes e sementes.

Vegetariano, vegano, crudívoro? Saiba a diferença entre eles!

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Trabalho de Samira Kazan (Foto: Instagram/Reprodução)

A cada semana parece surgir um novo tipo de regime alimentar que é tendência no Instagram. É suco verde pra lá, tapioca pra cá, tem comida sem glúten, sem lactose, vegana…não é toa que nos sentimos tão confusos com tantas nomenclaturas.

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Nesse mundo de dietas com restrição de carne (ou seja, as vegetarianas), há um universo de hábitos e comidas diferentes! Há quem só se alimenente de frutas, quem não cozinhe os alimentos e até quem só coma alimentos fermentados. Descubra conosco essas novas (ou não tão novas assim) formas de comer. Uma coisa podemos garantir: dá vontade de experimentar um pouquinho de cada!

Prato de Alain Passard (Foto: Instagram/Reprodução)

1. Alimentação onívora baseada em vegetaisO renomado chef francês Alain Passard acredita que uma alimentação ideal é composta basicamente por verduras, legumes, frutas, leguminosas e cereais, ou seja: alimentos que vêm da terra. É a alimentação onívora baseada em vegetais.

De vez em quando, um queijinho, ovos ou carnes podem estar presentes na refeição, mas não de forma abundante. Inovador, Ducasse rompe com a ideia de que a estrela do prato deve ser uma carne. Em seus restaurantes, ele tem menus inteiramente vegetarianos.

Em São Paulo, o restaurante Tuju, do chef Ivan Ralston, também aderiu ao menu de vegetais.

Existe também uma conscientização entre os onívoros de valorizar mais as partes miúdas da carne, como fígado, língua, testículos, tripas. A justificativa é que, nos supermercados e açougues, há muito desperdício e muitas carnes menos valorizadas vão para o lixo. Então, além de comer pouca carne, uma solução socioambiental pode se dar preferência às carnes preteridas.

Prato vegetariano (Foto: Instagram/Reprodução)

2. Alimentação sem carneNão existe só um tipo de dieta vegetariana. A mais comum é a ovolactovegetariana, que costuma incluir alguns alimentos de origem animal, como ovos, leite e derivados, mel e outros produtos das abelhas. Todo tipo de carne, porém, é vetado. E isso inclui peixes e frutos do mar (peixe também é carne)!

Vegetarianos comem de tudo, só não comem carnes e coisas que não parecem carne, mas são. Quer um exemplo? Gelatina! A sobremesa é o colágeno da região óssea de animais.

Uma boa substituição para a gelatina é o agar-agar, espécie de alga que, quando preparada, tem uma textura gelatinosa e, além de tudo, é saudável e pouco calórica.

Um prato de comida típico vegetariano pode ser muito parecido com um carnívoro, pois a única diferença é a ausência de carne. Arroz, feijão, fritas, salada e omelete, por exemplo, são um bom exemplo de prato vegetariano.

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Está vendo o prato delícia da foto? Ele é vegano! (Foto: Instagram/Reprodução)

3. VeganismoExiste também o veganismo, conhecido também como vegetarianismo estrito.

Na dieta vegana, qualquer derivado animal é proibido, até mesmo o mel de abelha! E o veganismo não é apenas uma dieta, mas um estilo de vida.

Veganos não usam roupas e acessórios de couro, por exemplo, e também evitam produtos que foram testados em animais ou que, na cadeia de produção, animais foram machucados.

Hoje, mesmo pessoas que comem carne aderem a alguns hábitos de consumo veganos, principalmente quando o assunto é beleza e higiene. Cada vez mais, as marcas têm se preocupado em oferecer produtos mais éticos.

É bem comum ver o selo cruelty free (livre de crueldade) em rótulos de shampoos, condicionadores e hidratantes, indicando que nenhum animal sofreu durante a fabricação daquele produto.

A ONG estadunidense PETA, voltada à proteção animal, sempre divulga uma lista atualizada de marcas que realizam e também das que não realizam testes em animais.

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Alguns veganos vão mais longe e não comem alimentos oriundos de agricultura convencional. A justificativa é de que os agrotóxicos matam alguns animais, assim como o maquinário agrícola, que não mata só insetos, mas também pequenos roedores.

Além disso, para se fazer uma plantação de cana, por exemplo, muitas árvores e matas fechadas são desmatadas. Isso faz com que a fauna local fique sem abrigo e alimento, correndo risco de extinção.

Mais um ponto para os veganos que optam por alimentos vindos de agricultura familiar, com um impacto bem menor.

Frutas e legumes (Foto: Instagram/Reprodução)

4. Crudívoros: alimentos crus ou “raw food”Já ouviu falar em crudívoros? Eles são veganos que só comem alimentos crus. Nesse caso, eles vão além da ética e pensam também nos ganhos de saúde.

Ficou confusa? A gente explica: alguns nutricionistas acreditam que comidas cruas são mais saudáveis do que as cozidas por conterem enzimas importantes para o nosso organismo.

Outro argumento crudívoro é que o cozimento faz os alimentos perderem nutrientes, logo, para aproveitá-los ao máximo, deveríamos ingerir os alimentos como eles vêm ao mundo.

À essa altura, você deve estar imaginando que crudívoros só comem salada, né? Pois não é nada disso! Um exemplo de alimento crudívoro é um prato mexicano que você provavelmente adora: guacamole, feito com abacate, tomate, cebola, coentro…

Hmm, deu água na boca? Então pense também em tabule, em vitaminas e smoothies cremosos,em açaí… Ufa! Sim, crudívoros também são felizes.E se você pensa que os crudívoros não comem feijão, está enganada. Eles comem grãos, sementes e castanhas germinados em forma de brotos.

Entre os grãos que podem ser comidos crus e germinados estão a lentilha, o grão de bico, a chia, a linhaça, o trigo, o painço… De acordo com os crudívoros, os brotos são alimentos vivos, por isso temos mais energia quando os consumimos. Já existem até alguns restaurantes crudívoros espalhados por aí.

Em São Paulo, a Casa Raw serve lasanha crua de abobrinha e até uma pizza crua, com queijos feitos de castanhas. Haja talento!

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Além da germinação, os crudívoros têm outro jeito um tanto excêntrico de preparar os alimentos: a fermentação. Isso mesmo! Esse é o modo que eles encontraram de “cozinhar” os alimentos sem levá-los ao fogo, preservando e até aumentando suas propriedades nutricionais.

Exemplos de alimentos fermentados são o chucrute, tradicional iguaria Alemã, e o picles, que geralmente é preparado com pepino, cenoura e nabo, mas pode incluir diversos vegetais. Esses alimentos são probióticos, ou seja, cheios de bactérias do bem que aumentam a imunidade e aprimoram a flora intestinal.

E ainda são democráticos: você pode incluí-los em sua rotina mesmo não sendo vegana.

Frutas, frutas e mais frutas (Foto: Instagram/Reprodução)

5. Frugívoros: fruta e umas “cositas más”Mas, como você ter percebido, sempre há alguém mais radical. Aqui, não é diferente. Entre as pessoas que comem só coisas cruas, há os frugívoros – e não, eles não se alimentam só de frutas. Esses são os frutarianos, que só se alimentam de frutas já maduras após caírem do pé.

Frugívoros comem quase tudo o que um crudívoro come, menos cereais, castanhas e leguminosas. Eles comem basicamente frutas, folhas e verduras, que são também a base da alimentação de outros primatas, como os chimpanzés. A ideia dos frugívoros é fazer uma dieta paleo, só que sem a carne.

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