Como Se Chama Uma Pessoa Que Se Irrita Facilmente?

Como Se Chama Uma Pessoa Que Se Irrita Facilmente?

A irritabilidade persegue você?

É verdade que, às vezes, o mundo parece não fazer sentido. As notícias ruins não tem fim, sejam na TV, no trabalho ou proferidas por uma vizinha.

Fatores que antes você não dava importância agora o tiram do sério, como o trânsito, a fila para usar o caixa eletrônico, a conversa fiada dos seus colegas de trabalho, e até o alto astral de um desconhecido. Afinal, como alguém consegue ser tão feliz?

Qualquer palavra ou atitude de terceiros, por mais simples que seja, é o suficiente para causar uma explosão de irritação em seu interior. Assim que a raiva passa, no entanto, você se questiona porque reagiu daquela maneira e sente remorso por ter sido grosseiro.

Você pode se sentir confuso após explodir dessa maneira, mas não tema. Existe uma explicação perfeitamente plausível para a irritabilidade que surge sem motivo aparente.

Por que ficamos irritados?

Você provavelmente não precisa pensar muito para apontar o que lhe deixa irritado. Todo mundo tem pequenos gatilhos de irritação, os quais podem ter relação com literalmente qualquer coisa.

Fechadas no trânsito, sons de mastigação, guardar objetos fora do lugar, comunicação ineficiente, barulhos altos… São pequenas experiências mundanas que podem nos deixar irritados. 

De vez em quando é normal sentir irritação. Este estado de humor é uma resposta natural do organismo a uma situação que gera desconforto ou indignação. Ele serve para nos ajudar a mudar a realidade e recuperar o bem-estar emocional.

  • Se filas longas o irritam, o mais lógico a fazer é sair de casa mais cedo ou mais tarde para evitar horários de pico no trânsito ou em estabelecimentos.
  • Mas, caso você precise ir ao banco, onde é impossível escapar de filas, pode ler um livro, adiantar o trabalho no local ou jogar um jogo de celular enquanto espera.
  • Em outras palavras, a irritação nos ajuda a desenvolver mecanismos para evitar o desagradável.

Algumas pessoas ficam irritadas com mais frequência. Moradores de grandes centros, por exemplo, têm mais chances de esbarrar com situações que causam irritação em comparação aos moradores do interior. Uma cidade maior, com mais pessoas e movimento constante, naturalmente atrai mais estresse.

Todavia, esse estado de humor desaparece em algum momento. Pode demorar alguns minutos para você se acalmar e sentir-se bem novamente, mas, no fim, a irritação some.

É preciso ficar atento quando a irritabilidade parecer não querer deixá-lo. A sua permanência pode ter outro significado.

Relação entre depressão e irritabilidade

A depressão é uma condição que afeta diretamente o humor, prejudicando a regulação saudável das emoções. Os seus principais sintomas são o excesso de tristeza, a apatia e a falta de esperança.

Todavia, a raiva, a irritabilidade e o mau humor também podem se manifestar como sintomas depressivos. 

As pessoas tendem a ver a depressão como uma condição inteiramente triste. Consideram somente as crises de choro, a perda de interesse pela vida e o desânimo para levantar da cama.

  1. ANSIEDADE
  2. ESTRESSE
  3. DEPRESSÃO

FAZER O TESTE

Por um lado, estão certas. O depressivo expressa esses sintomas em diferentes intensidades.

Ele também possui uma tendência maior a reagir ao mundo com negatividade.

Acontecimentos simples podem ser interpretados como verdadeiras afrontas ou descaso com os seus sentimentos e necessidades. Assim, a impaciência e a irritação podem se tornar reações naturais do depressivo.

Esse último sintoma, na verdade, é mais frequente em quadros depressivos severos. Um estudo da U.S. National Institute of Mental Health (Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos, em português) identificou que a irritabilidade tende a estar associada à depressão profunda, dificuldade para conter impulsos, abuso de substâncias e de álcool e condições ligadas à ansiedade.

Além de contribuir para o aumento do estresse na vida do depressivo, a irritação latente afasta os entes queridos, cria um distanciamento entre amigos e conhecidos, interfere em seu relacionamento amoroso, o incapacita de relaxar por completo e o impede de enxergar oportunidades boas para a sua carreira e/ou felicidade pessoal.

Como identificar a irritabilidade?

Nesse guia completo você vai conhecer tudo sobre psicólogos e psicoterapia. A escolha do psicólogo certo para você envolve diversos fatores. Descubra aqui.

COMO ESCOLHER O SEU PSICÓLOGO

O primeiro momento de identificação da irritabilidade tende a acontecer da forma descrita na introdução deste texto. A pessoa percebe que a sua irritação foi desproporcional para uma determinada situação e sente-se mal por ter reagido assim. A partir do momento que esse primeiro clique acontece, ela passa a notar mais momentos de extrapolação da raiva.

O passo seguinte é buscar um médico ou um psicólogo para descobrir o que pode estar causando esse excesso de irritação. A tendência da nossa sociedade é atribuir todas as nossas reações negativas ao estresse. “Ele(a) está muito irritado(a) porque está estressado(a)”, é o pretexto comumente usado para justificar o estado de humor alheio.

Embora o estresse também deixe as pessoas mais irritadas, ele não é o único culpado pela súbita mudança do nosso humor. A depressão e a ansiedade podem estar igualmente por trás da falta de paciência crônica.

Para ajudá-lo a identificar a qualidade do seu estado de humor, confira as situações abaixo. Você provavelmente está muito irritado se:

  • Irrita-se por pouca coisa, como um barulho, uma atitude, uma conversa ou um acontecimento, e não consegue se explicar para os outros;
  • Perde a paciência com facilidade;
  • Grita ou xinga o alvo de sua irritação sem pensar nas consequências;
  • Fala de maneira grosseira sem perceber. Para ter ciência disso, é preciso que alguém faça um alerta sobre o seu comportamento rude;
  • Sente-se sobrecarregado de emoções quando fica irritado;
  • Irrita-se simplesmente ao pensar que precisará passar por uma situação maçante;
  • Levanta já de mau humor;
  • Briga com familiares mais frequentemente;
  • Não consegue entender o porquê de estar com raiva;
  • Preocupa-se com as suas oscilações de humor;
  • Sente-se mentalmente e emocionalmente exausto com frequência; e
  • Pergunta-se porque não consegue aproveitar a vida como fazia antes.

Como saber se a irritabilidade está relacionada a depressão?

Além da irritabilidade, o depressivo sente um conjunto de sintomas típicos dessa condição. Eles podem afetar tanto o emocional (perda de interesse, culpa, sensação de vazio, tristeza) quanto o físico (insônia, ganho ou perda de peso, dores de cabeça, dificuldade de concentração, pensamentos desconexos).

Quando a irritação vem acompanhada dos demais sintomas da depressão, é possível que o transtorno esteja por trás da decaída no humor. Quem pode determinar isso ou não com precisão são os psicólogos.

Durante a sessão de terapia, o paciente irá informá-lo sobre os sentimentos que tem sentido bem como relatar as suas oscilações de humor recentes. Assim, o profissional conseguirá analisar o seu quadro e chegar a um diagnóstico.

É importante buscar o parecer de um psicólogo nessa situação, pois a irritabilidade pode evoluir desproporcionalmente e passar a refletir em seu cotidiano. A fragilidade dos relacionamentos, a improdutividade no trabalho e a insatisfação com a vida são algumas das consequências da irritação exagerada. 

Como controlar a irritabilidade?

Além da psicoterapia, existem algumas maneiras de administrar esse estado de humor desagradável no dia a dia.

1.     Decida como você deseja reagir

É possível definir como você desejaria reagir às situações irritantes.

Pergunte a si mesmo como você gostaria de lidar com situações que lhe causam desconforto e elenque como você reage a elas atualmente. Sempre que possível, pratique a sua reação ideal.

Você pode falhar para seguir o seu plano nas primeiras tentativas, mas, com o tempo, conseguirá manter o hábito de reagir com menos intensidade.

2.     Procure uma distração

Quando sentir-se irritado, busque modificar o objeto de sua atenção. Pode parecer pouco eficiente, mas essa estratégia realmente funciona.

Pense em coisas boas (pessoas, lembranças, sonhos de vida), conte até um determinado número ou simplesmente se perca em observações sobre o ambiente (objetos decorativos, arquitetura, móveis).

Se necessário, retire-se do local estressor para encontrar a distração perfeita.

3.     Desapegue-se do controle

Se você costuma ficar irritado com as atitudes das outras pessoas, pergunte-se porque é tão importante que elas não ajam daquela maneira. Você (nem ninguém) pode controlar a vida alheia.

É possível expressar a sua irritação com o comportamento ou linguagem de um terceiro. Todavia, é provável que ele dê de ombros e continue vivendo.

Então, por que você está gastando energia se irritando com os outros?

4.     Faça exercícios de respiração profunda

A respiração profunda pode ser utilizada para o seu benefício de duas maneiras. A primeira é durante um acesso súbito de irritação para distraí-lo do sentimento ruim. Já a segunda é na forma de exercícios diários para promover um estado mental tranquilo todos os dias (ou sempre que necessário). 

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Segundo estudos, mulheres que se irritam facilmente são as mais saudáveis

Como Se Chama Uma Pessoa Que Se Irrita Facilmente?

O seu namorado sempre diz para você se irrita fácil? Que faz beicinho quando você não gosta de algo? Parabéns! Você provavelmente tem mais defesas em seu corpo … Pelo menos é o que dizem os pesquisadores.

Um estudo da North American Menopause Society constatou que as mulheres que colocam a necessidade de outras pessoas acima da sua e que nunca externalizam seus sentimentos eram geralmente mais propensas a problemas com prisão de ventre, colesterol, depressão e obesidade.

Pelo contrário, as mulheres que levantam a voz, reclamam, ficam chateadas com o que não parece justo e têm um caráter forte, são mais saudáveis, pois sempre externalizam o que sentem.

Eles sempre dizem para você se acalmar?

Como Se Chama Uma Pessoa Que Se Irrita Facilmente?

Para chegar a esse resultado maluco, os pesquisadores reuniram 304 mulheres casadas em períodos posteriores ou próximos à menopausa e, assim, avaliaram a frequência com que explodiram de raiva, tiveram momentos de euforia, os momentos em que se queixaram, que brigaram, etc. As mulheres que fizeram todas as opções acima estavam em melhor saúde e psicologicamente melhores do que as mulheres que estavam em silêncio.

Não é bom esconder nossas emoções

Segundo os especialistas, é aconselhável deixar escapar a raiva e os sentimentos negativos dentro de nós, pois esconder emoções causa estresse, pressão alta e é mais propenso ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Agora que você já sabe, não fique quieta! Mas acalme-se, aqueles Cheetos que seu namorado comeu não podem mais ser recuperados, relaxe!

Uma análise das coisas que mais nos irritam

Jon GitlinLeitura de 3 minComo Se Chama Uma Pessoa Que Se Irrita Facilmente?

Cada pessoa é de um jeito. Algo que pode parecer totalmente inofensivo para você pode ser irritante para outra pessoa.

Talvez você perca a paciência quando seus companheiros de moradia deixam uma bagunça na cozinha ou quando seu parceiro ou parceira começa a roncar à noite, ou até quando seu colega de trabalho chega atrasado na reunião. 

Nós queríamos saber que tipos de coisa enlouquecem a maioria das pessoas. Por isso, perguntamos para 544 pessoas sobre as coisas que mais irritam, tanto em casa quanto no trabalho. 

Veja o que descobrimos. Esperamos que os resultados não lhe irritem! 

Qual é a sua curiosidade?

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Entre companheiros de moradia, há alguns aborrecimentos principais:

  1. Bagunça nas áreas comuns (63%)
  2. Não tirar o lixo (45%)
  3. Falar alto no telefone (30%)
  4. Pegar comida sem pedir (24%)

Mas essas coisas que irritam em casa podem variar dependendo da sua idade. 

Por exemplo, mais ou menos 2 a cada 5 jovens adultos (de 18 a 29 anos) se irritam quando seus companheiros de moradia pegam sua comida sem pedir, enquanto 19% dos adultos mais velhos, de 45 a 60 anos pensam assim. Enquanto isso, 37% dos adultos mais velhos se irritam quando um companheiro de moradia muda a temperatura do quarto, comparado a 30% entre jovens adultos.  

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Também perguntamos sobre as coisas que irritam no trabalho:

  1. Colegas reclamando do trabalho e/ou outros colegas (53%)
  2. O chefe não lhe dá crédito quando você merece (50%)
  3. Colegas chegando atrasados nas reuniões (33%)
  4. Deixarem de reconhecer sua contribuição (31%)

Assim como em casa, as coisas que lhe irritam no local de trabalho variam dependendo da idade. Só que, desta vez, os jovens adultos se irritam mais com praticamente tudo o que perguntamos.

Por exemplo, quando se trata da relação com o chefe, os funcionários jovens são mais sensíveis a quando o chefe fala algo negativo sobre seu trabalho ou colegas de trabalho (35%, contra 15% dos adultos mais velhos); eles têm mais chance de se irritarem quando o chefe cancela uma reunião de última hora (27%, contra 12%); e também têm mais chance de se irritarem quando o chefe se atrasa para as reuniões (40%, contra 29%). 

O que mais lhe irrita? Quando perguntamos isso em uma pergunta aberta, descobrimos que as respostas variam muito: 

Como Se Chama Uma Pessoa Que Se Irrita Facilmente?

Barulho, pessoas interrompendo, deixar as luzes acesas e usar o telefone demais são apenas alguns dos aborrecimentos mais comuns. 

Como reagimos quando passamos por essas situações? As respostas também variam. Veja o que alguns de nossos respondentes disseram:

“Fico frustrado e saio.” “Eu viro os olhos.”

“Eu explico calmamente como isso me irrita.”

Agora que você sabe o que irrita as pessoas, esperamos que você saiba como manter uma boa relação com elas, ou como irritá-las, se é isso que você quer. 

Obs: veja nossa lista completa dos maiores aborrecimentos:

  1. Bagunça nas áreas comuns (63%)
  2. Colegas reclamando do trabalho e/ou outros colegas (53%)
  3. O chefe não lhe dá crédito quando você merece (50%)
  4. Não tirar o lixo (45%)
  5. Parceiro ou parceira tomando uma parte muito maior do cobertor (39%)
  6. Colegas se atrasando para as reuniões (33%)
  7. Colegas deixando de reconhecer sua contribuição (31%)
  8. Falar alto no telefone (30%)
  9. Quando o parceiro ou a parceira se mexe demais na cama (29%)
  10. Pegar comida sem pedir (24%)
  11. Cozinhar algo que cheira mal (22%)
  12. Parceiro ou parceira lhe acordar cedo (22%)
  13. Parceiro ou parceira no telefone ou computador até muito tarde (22%)
  14. Escutar música muito alta (22%)
  15. Ocupar a cozinha por muito tempo (20%)

Irritabilidade pode ser sintoma de doença?

Vinheta Clínica: Tenho 32 anos e tem mais ou menos cinco anos que sinto uma irritabilidade muito grande, fico com uma angústia no peito que não sei explicar de onde vem. Todos os dias acordo pensando que estou livre disso e lá está ela me incomodando.

Já senti vontade até de tirar a minha vida, mas meu esposo me ajuda muito com conversas.  Tive envolvimentos em brigas e discussões de trânsito. Já fui à psicóloga e achei que ela não deu a importância devida. Fico tomando chá de camomila e florais e tentando distrair minha mente.

O que eu tenho? Por favor me ajude!!!

Resposta: Quando avaliamos um sintoma como a irritabilidade, precisamos saber o nível de gravidade, a frequência de tal sintoma e o quanto o mesmo interfere na rotina de vida da pessoa, seu nível de incapacitação e até de disfunção social e familiar.
  • A irritabilidade pode ser circunstancial e autolimitada, bem como persistente e com nível de gravidade até preocupante para a própria pessoa que sofre dela.
  • A irritabilidade persistente pode fazer parte de alguns transtornos mentais como depressão, ansiedade, transtorno bipolar do humor (TBH), transtorno de déficit atencional e hiperatividade (TDAH) e transtornos do impulso como o transtorno explosivo intermitente onde a pessoa tem grande dificuldade de controlar o comportamento agressivo.
  • Muitas mulheres com tensão pré-menstrual (TPM) também ficam com aumento significativo da irritabilidade cerca de 3 a 10 dias antes de menstruarem.

Portanto, quando a irritabilidade é persistente, causando sofrimento a si mesmo e aos outros, causando até uma disfunção das relações sociais e prejuízo nítido da qualidade de vida, a pessoa precisa procurar uma ajuda médica de um psiquiatra. É importante excluir-se alguns diagnósticos psiquiátricos que podem estar mascarados por esse sintoma clássico e geralmente ignorado até por alguns profissionais.

Há vários medicamentos, incluindo antidepressivos e estabilizadores de humor, que dependendo do tipo de diagnóstico realizado pelo psiquiatra, podem ser utilizados e diminuem consideravelmente a irritabilidade, sem quaisquer riscos de dependência. O importante geralmenteé o diagnóstico e tratamento correto do transtorno psiquiátrico de base, que pode estar causando essa irritabilidade de difícil controle por parte da vontade da pessoa.

A psicoterapia sempre é bem-vinda e necessária. Mas, em muitos casos, o uso de medicamentos específicos pode ser essencial e vital para a diminuição do grande sofrimento psíquico e melhora da qualidade de vida.

Vale a dica de que alguns medicamentos para emagrecer à base de psicoestimulantes e anabolizantes (usados indiscriminadamente em academias para ganho rápido de massa muscular) podem causar, entre outros males, aumento considerável também da irritabilidade e instabilidade do humor, o mesmo se aplicando para pessoas que abusam de bebidas que contenham cafeína.

Por fim, algumas doenças clínicas como o hipertireoidismo e determinadas alterações hormonais próximas à menopausa também podem causar aumento importante da irritabilidade, entre outros sintomas. Exames clínicos rotineiros sempre são necessários para a exclusão dessas possibilidades orgânicas.

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O que é Misofonia: Tratamento, causas e como controlar | Centro Auditivo Viver

Você conhece alguém que só de ouvir pequenos sons ou ruídos do ambiente já sofre com irritação? Ou seja, quando essa pessoa ouve sons cotidianos, como a mastigação, a torneira pingando ou o barulho de uma caneta é comum que sinta uma sensação desconfortável?

Se você responder sim a essa pergunta, então saiba que você pode estar diante de alguém que sofre de misofonia. Embora seja um problema relativamente raro, trata-se de uma condição que pode atrapalhar em muito a vida das pessoas, prejudicando a saúde do corpo e da mente.

Além disso, podem durar anos ou mesmo a vida inteira, ainda mais se não for procurada a ajuda de um profissional especialista.

Nos tópicos a seguir, você encontra as principais informações sobre o que é misofonia: tratamento, causas e como controlar.

  • O que é misofonia?
  • Qual é a causa da misofonia
  • Misofonia, hiperacusia e fonofobia
  • Principais sintomas da misofonia
  • Os sons que tendem a incomodar mais
  • Quais são as formas de tratamento
  • Como conviver com o problema

O que é misofonia?

Pode-se diz que a misofonia é uma condição que provoca uma reação negativa aos sons. Em geral, barulhos e ruídos que não incomodam as demais pessoas. Além dos exemplos já dados, outros são o som do chiclete sendo mastigado, a respiração e a digitação no teclado.

Batidas de lápis, latidos, espirros, pingos de água e outros ruídos que se repetem conseguem até mesmo levar o indivíduo a sentir pânico. É como se esses barulhos desencadeassem esses sentimentos, que podem ser apenas uma irritação, evoluir para uma angústia e chegar à fúria.

Já o termo misofonia significa a junção da palavra miso, que significa ódio, aversão, e da expressão fonia, que é relativo a som. Então, trata-se de uma aversão ao som, por isso, é tida como um problema associado à diminuição da tolerância auditiva.

Além disso, diferente de outras situações, que veremos mais adiante, a misofonia é desencadeada apenas com determinados sons, inclusive, os que são repetitivos e possuem um padrão. E mais, esse som para se tornar motivo de raiva não precisa ser alto.

A pessoa que sofre dessa enfermidade se incomoda mesmo com barulhos baixos, o problema está na repetição com a qual ela o ouve. Dessa forma, é comum que o indivíduo não consiga se concentrar até mesmo se o som estiver relativamente longe, porém, audível.

É importante deixar claro ainda que portadores de misofonia não possuem problemas de audição. Afinal, a condição é desencadeada quando certos sons provocam um efeito no cérebro, podendo assim ativar o centro das emoções.

Não é o caos sonoro que irrita quem tem essa doença, e sim, como dito, certos ruídos, mesmo que estejam baixos e distantes. É comum que pessoas com o problema até mesmo usem fones de ouvido para se protegerem dos sons que as perturbam.

Qual é a causa da misofonia

Sabe-se que a misofonia é uma doença neurológica, sendo que a irritação que os sons podem causar está no fato de que os estímulos auditivos são confundidos dentro do sistema nervoso central. Há indivíduos, inclusive, que têm uma condição semelhante, mas que afeta a visão.

Estudos conseguiram entender ainda que o desencadeamento das crises pode estar relacionado com uma ou mais experiências negativas. Isto é, acontecimentos que possuem alguma relação com os barulhos que incomodam.

Mesmo que se entenda o mecanismo de como funciona o problema, a medicina não evoluiu muito a respeito de qual é a sua causa. A razão desse mistério pode ser porque a condição foi reconhecida como doença há pouco tempo, na década de 1990.

Antes disso, a doença já existia, mas não era tida como uma enfermidade. E, mesmo que se desconheça a sua causa, entende-se que o problema pode ter origem hereditária.

Em grande parte dos casos, é na infância que a condição começa a se manifestar. Dessa forma, recomenda-se que, ao primeiro sinal de misofinia, a pessoa seja encaminhada para um especialista. Essa atitude pode tornar o tratamento mais fácil e promissor.

Misofonia, hiperacusia e fonofobia

A misofonia, às vezes, pode ser confundida com outras duas condições. São elas a hiperacusia e a fonofobia. Enquanto a primeira se refere a um problema em que os sons são percebidos de forma anormal, podendo levar à dor física, a segunda é o medo ou raiva de alguns sons.

No caso da hiperacusia, assim como da misofonia, também se trata de doença associada à redução de tolerância de som.

Porém, diferente da misofonia, determinado som é insuportável para o portador da condição e não apenas intolerável. Dessa maneira, a hiperacusia é debilitante e está associada à sensibilidade a certas frequências ou volumes de som.

Assim, a quem possui essa condição, parece que um barulho é muito mais alto do que é para as demais pessoas.

Já a sua causa é conhecida e tem relação com a exposição a níveis de decibéis excessivamente altos.

Enquanto isso, a fonofobia é considerada um transtorno em que o indivíduo tem medo de alguns sons ou até raiva. Há especialistas que consideram esse quadro como um caso extremo de misofonia. Por isso, esse paciente pode apresentar sintomas como ataques de pânico, crises de ansiedade, suor excessivo, estresse intenso, tonturas, enjoo, dor física sem explicação e até mesmo desmaiar.

Principais sintomas da misofonia

Como já mencionado, os sintomas de misofonia incluem reações fortes e negativas a certos barulhos. Embora se tenha observado nos últimos anos, que a maioria dos pacientes são crianças, trata-se de uma condição que pode surgir em indivíduos de todas as idades.

A doença prejudica o humor dos seus portadores, que podem apresentar raiva ou ansiedade. É comum ainda que apareçam sintomas psicológicos, como depressão. Não raro, o indivíduo pode mostrar ainda sinais de irritação e mesmo se tornar agressivo.

Por se tratar de algo bastante abstrato, além do auxílio de um especialista, o próprio paciente tem a capacidade de contribuir para o diagnóstico. No entanto, pessoas próximas, que observam as crises, também conseguem contribuir para diagnosticar a enfermidade.

Nesse caso, é fundamental que se recomende a quem sofre do problema que busque por ajuda médica especializada.

Por consequência dos sintomas da misofonia, podem surgir ainda outras reações, tais como:

  • Agitação;
  • Desejo de sair de onde está;
  • Afastamento de determinadas atividades, que podem estar associadas aos barulhos que incomodam;
  • Reação desproporcional a um simples ruído;
  • Tornar-se agressivo com a fonte do barulho;
  • Prejuízo das relações interpessoais.

Mesmo que não seja o mais comum, existe ainda a possibilidade de que ocorram os seguintes sintomas:

  • Aumento dos batimentos do coração;
  • Dor de cabeça;
  • Problemas de estômago;
  • Dor no maxilar.

Os sons que tendem a incomodar mais

Embora qualquer som possa desencadear uma crise no portador de misofonia, o mais frequente é que sejam os ruídos. Veja a seguir quais são os principais motivadores de irritação e outros sentimentos negativos:

  • Sons relacionados com a vozExemplos: sussurros, voz anasalada e utilização de palavras de modo repetitivo.
  • Sons provocados pela bocaExemplos: mastigar, beber, bocejar, escovar os dentes e beijar.
  • Sons da respiraçãoExemplos: respiração ruidosa, roncos e espirros.
  • Sons de animaisExemplos: pássaros cantando, animais bebendo água e cachorro latindo.
  • Sons do ambienteExemplos: televisão ligada, páginas roçando, teclas do teclado e barulho do relógio.
  • Além disso, pode haver pessoas com intolerância a mais de um ruído.

Quais são as formas de tratamento

Assim que quaisquer sintomas aparecerem em si mesmo ou em pessoas próximas, é indiscutível a necessidade de buscar, o quanto antes, a ajuda necessária. Dessa maneira, recomenda-se consultar um otorrinolaringologista, que pode ajudar a diagnosticar o problema.

Esse médico também pode sugerir o melhor tratamento para o paciente.

Na realidade, existem diferentes abordagens para o tratamento, sendo que o ideal é aquele escolhido de acordo com as peculiaridades de cada paciente. Veja alguns exemplos a seguir:

• TerapiaUma técnica bastante usada é a terapia, uma vez que as sessões podem ajudar a pessoa a aprender a tolerar os barulhos que a incomodam. E, assim, se torna possível ter uma vida com mais qualidade, a medida em que se consegue evitar crises de raiva ou angústia.

• Terapia de comportamento cognitivoEntre as terapias, destaca-se a terapia de comportamento cognitivo. Nesse caso, o psicólogo trabalha a fim de fazer com que os sons, que desencadeiam os sentimentos negativos, possam fazer com que o paciente tenha outras emoções, ou seja, reações mais amenas.

• Mudanças no estilo de vidaAs recomendações para o estilo de vida, que podem exigir algumas mudanças no cotidiano, conseguem evitar as crises do problema. Para tanto, é possível fazer uso de proteção auditiva, como tampões de ouvidos e mesmo aparelhos auditivos específicos.

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Outra dica é criar as chamadas zonas livres de ruído, dentro de espaços de convivência. Além disso, existem alguns truques, como acrescentar outros ruídos no ambiente, a fim de disfarçar os sons que são irritantes para o portador de misofonia.

A realização de atividade física é mais um hábito indicado que pode ajudar, bem como seguir dicas para que se tenha mais qualidade de sono. Ou seja, investir na própria qualidade de vida pode ajudar a aumentar a tolerância aos sons desagradáveis.

E mais, existem grupos de apoio que podem contribuir em muito com o tratamento. Musicoterapia é mais uma técnica e pode ser útil para alguns casos de misofonia. Isso quer dizer que o indivíduo pode experimentar diferentes abordagens até encontrar a ideal para si.

No entanto, esses tratamentos possuem como foco a qualidade de vida do paciente, para que consiga viver com bem-estar, já que o problema em si não possui cura com medicamento, por exemplo.

Como conviver com o problema

Mesmo que o paciente de misofonia consiga controlar a irritação e a angústia que sente com determinados sons, como já dito, não existe cura para o problema. No entanto, as terapias e mudanças de hábitos conseguem chegar a resultados mais do que satisfatórios.

De qualquer forma, é preciso ter em mente que é possível sim evitar as crises do problema e ter uma vida normal. Essa possibilidade deve motivar os portadores do quadro, a fim de buscar tratamentos que possam contribuir com a sua melhora.

Afinal, em alguns casos, o portador de misofonia tem prejuízo das suas relações interpessoais, já que se sente perturbado com barulhos que os outros fazem. Portanto, ao não tratar a enfermidade, infelizmente, o resultado pode até mesmo chegar ao total isolamento social.

Essa situação é a mais complicada para uma pessoa com a doença.Então, busque formas de reduzir os sentimentos ruins que determinados barulhos causam e busque um especialista hoje mesmo. Você merece qualidade de vida e bem-estar.

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O seu parceiro irrita-o? É bom sinal

O entendimento é um dos grandes objetivos das relações, bem como a capacidade de ultrapassar obstáculos em conjunto e de levar a história de amor a bom porto — independentemente da definição de bom porto de cada casal — e, acima de tudo, tentar não enlouquecer a outra pessoa.

A capacidade de lidar com os conflitos que surgem é uma mais-valia mas, segundo a Time, às vezes é bom que os parceiros se irritem um ao outro e são três as razões que justificam esta teoria.

1. Irritar-se mutuamente é sinal de conforto

Quando começa a sair com alguém, e como ainda faz alguma cerimónia, a tendência é portar-se sempre bem e conter-se para não fazer muitas coisas de que gosta. Com o passar do tempo e à medida que o casal vai ganhando confiança, o verdadeiro “eu” de cada um vem ao de cima, chegando a deixar o parceiro desesperado.

Ser capaz de expressar quem é não só é sinal de que a relação é “real”, mas também de que atingiu um alto nível de à vontade com o seu parceiro. É o fim do politicamente correto e isso significa longevidade na relação.

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2. Também é sinal de que não se sente extremamente confortável

A sentença de morte de uma relação não são as discussões, mas o desapego emocional. Enquanto se sentir ligeiramente irritado com o seu parceiro é sinal de que ainda sente alguma coisa e não desistiu — ou seja, não houve desapego. E a irritação pode ser a prova de que a relação ainda está viva.

3. A irritação pode ajudar a crescer

Há formas e formas de irritar. Chegar sempre atrasado é só irritante, não há nenhum outro significado nas entrelinhas.

A irritação pode corresponder às diferenças de cada um a virem ao de cima, mas também pode evidenciar partes da relação onde ambos podem trabalhar para melhorar.

Ou seja, a irritação pode ser o dedo na ferida para aspetos do relacionamento que podem ser afinados, levando a um crescimento do casal.

Como saber o que precisa de melhorar na sua relação? Basta ver quais são os pontos que geram discussão.

No entanto, é importante salientar que o objetivo das relações não deve ser eliminar tudo o que o outro faz e que o deixa à beira de um ataque de nervos.

O objetivo deve ser reconhecer a irritação e perceber que ela não passa de uma prova de que está a ser você mesmo e de que as coisas podem ser melhores. Ou seja, o segredo está em saber usá-la positivamente e em conjunto.

O que há por trás da irritação frequente?

Por trás de toda irritação há algum grau de frustração. Nós nos irritamos porque nos sentimos incapazes de controlar alguma situação ou pessoa. Isso é claro. Também é claro que todos nós, absolutamente todos, temos momentos de mau humor de vez em quando. Pequenas explosões de caráter que podem ser muito saudáveis quando são originadas por uma causa razoável.

Mas o que acontece quando a irritação não acaba? Quando permanecemos quase todo o tempo com a testa franzida, os olhos entreabertos e procurando alguma briga? Será que pertencemos a esse grupo de “resmungões por natureza” ou há algo mais aí?

A resposta é uma só: por trás de uma irritação frequente, há mais do que uma frustração passageira; o que se esconde é uma depressão encoberta.

A irritação crônica

Em algumas ocasiões, o mau humor não é algo de momento, mas se estende por semanas, meses ou anos.

Às vezes, o incomum não é que tenhamos esses incêndios repentinos em nosso caráter, mas sim que consigamos manter a serenidade.

 A irritação vai se transformando em nossa maneira normal de ser diante da vida. Tudo nos incomoda, ficamos irritáveis e perder a calma é o que acontece com mais frequência.

Nesse caso, a irritação não está direcionada contra uma pessoa ou uma situação em particular. A pessoa simplesmente sente tudo o tempo todo, experimentando intolerância, aborrecimento e tédio.

Por sua vez, expressa-se por meio das atitudes clássicas: gritar, permanecer inquieto, tenso, ter sempre à mão um comentário de auto-desqualificação ou de crítica para os demais. Fisicamente, manifesta-se por meio do cenho franzido permanentemente, problemas digestivos e, muito provavelmente, dificuldades para dormir adequadamente.

Se esse é o seu caso, o mais provável é que não esteja irritado com o mundo: na realidade, está irritado consigo mesmo.

As razões que lhe impulsionaram a criar inimizade internamente com o que você é certamente tem a ver com os modelos mentais que gerencia inconscientemente.

 Há parâmetros que você escolheu para avaliar a si mesmo, sem ter muito claro o porquê, e que só estão servindo para reprovar a si mesmo mais uma vez.

 Também há experiências não resolvidas em seu passado. Por isso você se irrita, mas não sabe.

O fogo e a chama

Não é o caso de entrar e analisar aqui todas as possíveis razões pelas quais você decidiu se transformar em um dos seus piores inimigos. Está na profundidade da sua mente, no mais remoto da sua história. Mas o que, sim, podemos esboçar é pelo menos uma pergunta “por que são tão válidas as razões que o levam a manter-se irritado?”

Esqueça os demais, porque eles nunca vão se comportar exatamente como você quer ou pensa que devem se comportar. Os outros são somente uma desculpa que você utilizou para poder expressar a sua irritação. Não são as suas falhas, nem a crise econômica, nem a tensão bélica na Coréia que lhe deixam irritado.

Simplesmente, você tem uma ideia do “dever ser” na vida e não consegue se ajustar a ela. Isso faz com que se sinta terrivelmente mal; você não só se julga severamente, mas também se culpa e se atormenta. Paradoxalmente, seu ego gigantesco não o permite que se compreenda, nem que se perdoe.

A ira é como um fogo interno que arde. Um elemento capaz de dar calor ou de arrastar o que se encontre pelo seu caminho. Essa raiva indefinida é também uma força interna da qual não conseguiu se apropriar. Pode ser o motor de grandes ações, mas também a brasa onde se consomem os melhores momentos da sua vida.

Há um assunto que está pendente com você mesmo, não com os demais. Você deve resolvê-lo e, provavelmente, precisará de ajuda para isso. O que está esperando?

Imagem cortesia de Rodrigo Carmona.

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