Como Se Chama Uma Pessoa Que Ri Muito?

  • Sophie Scott
  • Humorista e professora da University College, de Londres

Como Se Chama Uma Pessoa Que Ri Muito?

Crédito, Thinkstock

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Rir é uma forma de criar laços sociais

Rir é algo um tanto esquisito – e que fazemos muito.

Um estudo mostrou que, a cada dez minutos de conversa, uma pessoa ri sete vezes.

E não rimos quando achamos que rimos. Se você perguntar às pessoas o que as faz rir, elas falarão de piadas e humor, mas a verdade é que rimos com mais frequência quando estamos com outras pessoas – e quase nunca das tais piadas.

A risada é uma emoção social – a usamos para manter laços.

Também emitimos uma série de sons estranhos quando rimos, e todos indicam que o músculo do peito está fazendo pressão na caixa toráxica para que o ar saia.

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Se você pensar bem, rir parece um pouco estranho, mas todos o fazemos

Meu riso é muito agudo, por exemplo – bem mais do que sou capaz de atingir quando tento cantar.

Trata-se também de uma forma bem primitiva de produzir um som.

Imagens de ressonância magnética mostram que, quando alguém ri, não existe movimento real da língua, mandíbula, palato ou lábios. Toda a ação ocorre na caixa toráxica.

A risada é uma expressão emocional não verbal, e esses sons normalmente são produzidos quando estamos prestes a experimentar emoções fortes. São mais próximos de chamados entre animais do que de nossa fala normal.

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As expressões faciais são parecidas entre algumas espécies

Nós produzimos esses sons de formas bem simples (ao contrário da fala), e eles são controlados por um sistema cerebral “mais antigo” em termos de evolução, responsável pela vocalização em todos os mamíferos (ao contrário da fala).

Por isso, um derrame pode afetar a habilidade de falar, mas preservar sua capacidade de rir e chorar. O dano terá sido nas áreas que viabilizam a fala, mas o sistema emocional mais antigo está intacto.

Por estarem presentes em todos os grupos humanos e em outros mamíferos, essas expressões não verbais são frequentemente associadas a expressões de emoções consideradas mais básicas.

Isso explica por que algumas emoções são bem similares entre espécies – pense na semelhança entre os rostos de um humano e um lobo com raiva.

As pessoas reconhecem uma risada mesmo quando ela é produzida por alguém de uma cultura bastante diferente.

Meus colaboradores Disa Sauter e Frank Eisner foram à Namíbia várias vezes para trabalhar com o povo Himba e o único som positivo em inglês que eles reconheceram (e vice-versa) foi a risada.

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A risada é um ponto em comum entre diferentes grupos e culturas

Claro, não somos os únicos animais a rir. A risada já foi observada em primatas, como gorilas, chimpanzés e orangotangos, e até mesmo ratos. Então, é ao menos possível que haja mais risos espalhados por aí no reino animal.

E é intrigante que, sempre que há risada, sua origem esteja em brincadeiras, dos humanos aos ratos. Todos os mamíferos brincam quando são jovens e, alguns, como humanos, cachorros, lontras e ratos, brincam por toda a vida.

Talvez rir tenha evoluído para se tornar um importante símbolo de brincadeira, um sinal de que estamos nos divertindo – e de que ninguém ficará machucado, não é nada sério.

Há inclusive uma teoria sobre o que acontece com a comédia: as pessoas usam a comunicação de uma forma divertida, e é por isso que rimos.

Talvez as raízes de todas as risadas estejam nas interações sociais.

Conheça o transtorno neurológico que faz rir e chorar sem controle – Emais – Estadão

Como Se Chama Uma Pessoa Que Ri Muito?

Também conhecido como transtorno da expressão emocional involuntária, o afeto pseudobulbar costuma ocorrer em pessoas que sofreram AVC, traumatismos cranianos e em quem convive com esclerose  Foto: Pixabay

Uma simples piada desencadeia uma risada histérica de mais de meia hora. E uma pergunta sobre a escovação dos dentes pode provoca um choro copioso, como se a pessoa tivesse recebido a notícia da morte de um amado.

Essas são possíveis vivências de pacientes com  afeto pseudobulbar, um transtorno que faz o indivíduo perder o controle das próprias emoções e que costuma aparecer após traumatismos no crânio ou doenças neurológicas.

“É uma situação em que a pessoa tem manifestações de riso ou choro sem motivo ou contexto apropriados. Você está conversando com a pessoa sobre um assunto banal e ela começa a chorar, sem ser um assunto triste”, resume Jerusa Smid, neurologista do departamento científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia (ABN).

Ocorrências: O afeto pseudobulbar costuma ser um sintoma de pessoas que sofreram acidente vascular cerebral (AVC), traumatismo craniano, tumor no cérebro ou que vivem com esclerose lateral amiotrófica (ELA), esclerose múltipla e demências como mal de Alzheimer e mal de Parkinson.

O transtorno afeta de 1,8 milhão a 7,1 milhões de pessoas nos Estados Unidos, segundo uma revisão de estudos publicada no periódico Therapeutics and Clinical Risk Management. Normalmente, o problema é associado a pacientes com algum grau de demência ou problemas cognitivos e motores – como idosos com Alzheimer e Parkinson ou pessoas com esclerose, caso de Stephen Hawking.

Contudo, o afeto pseudobulbar pode afetar uma pessoa saudável, com vida social normal, que sofreu um acidente. A American Society for Advancement of Pharmacotherapy publicou, em janeiro deste ano, uma revisão de estudos sobre o transtorno no qual traz apontamentos importantes nesse quesito.

Entre eles, a entidade afirma que, apesar de o problema ser mais associado a pessoas que sofreram acidentes que resultaram em um traumatismo craniano grave, o afeto pseudobulbar também ocorre em indivíduos que sofreram traumatismos leves. Aliás, em um dos estudos revisados, de todos os voluntários que se acidentaram e desenvolvem o problema, 89% classificaram o acidente como 'leve'.

Resultados assim defendem novas perspectivas: o afeto pseudobulbar não é só problema de quem está com a função cognitiva gravemente prejudicada.

“Mesmo pessoas que sofreram um trauma leve, sem perder a consciência ou a memória, podem desenvolver o afeto pseudobulbar. Um exemplo é a pessoa dirigir, frear de forma brusca e ter um efeito chicote no qual bate a cabeça”, aponta Luciano Talma Ferreira, neurologista do Hospital Universitário de Brasília (HUB).

Alguns anos atrás, a pequena Enna Stephens, de sete anos, ficou famosa ao aparecer em uma reportagem do Daily Mail por ter crises de riso de 15 minutos nas três primeiras semanas após uma cirurgia para retirar um tumor no cérebro. O procedimento foi um sucesso e a garota tinha uma vida normal. Mas as risadas persistiram por meses, até desaparecerem.

Causas e tratamento. O afeto pseudobulbar ocorre quando há uma lesão no córtex frontal, no tronco cerebral ou no cerebelo, estruturas responsáveis por administrar nossas emoções. Ao serem danificadas, elas perdem o 'controle' que exercem sobre a manifestação de nossas emoções, explica Carolina Machado Torres, neurologista do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

A condição pode ser confundida com uma doença psiquiátrica. Conforme a revisão de estudos publicada no periódico Therapeutics and Clinical Risk Management, uma das pesquisas consistentes analisadas aponta que de 30% a 35% dos pacientes com afeto pseudobulbar têm depressão.

“Muitas vezes, os pacientes neurológicos costumam ter quadros psiquiátricos em comorbidade. Assim, o choro desmotivado passa despercebido, porque o médico acha que o paciente está chorando por ter sequelas ou por ter passado por uma doença grave”, ressalta Carolina.

Mas há fortes diferenças. “O choro, no transtorno da expressão emocional involuntária, é independente das mudanças no humor. [Se] Na depressão, ele dura semanas ou meses, no transtorno da expressão emocional involuntária ele se caracteriza por episódios curtos e estereotipados”, escrevem pesquisadores de Minas Gerais em um artigo publicado na Revista de Psiquiatria Clínica.

O afeto pseudobulbar não tem cura, mas pode ser tratado com antidepressivos para diminuir a intensidade das crises. “Os antidepressivos aumentam a ação da serotonina no cérebro, então eles exigem que a pessoa precise de um estímulo mais forte para rir ou chorar. Isso controla as crises”, explica Carolina.

Atualização: Diferentemente do que foi publicado anteriormente, os antidepressivos não têm serotonina, e sim aumentam a ação da serotonina no cérebro,

Algumas pessoas têm predisposição genética para sorrir, diz pesquisa

Como Se Chama Uma Pessoa Que Ri Muito?Algumas pessoas têm disposição genética para sorrir (Foto: Snapwire)

Sabe aquele seu amigo simpático que ri de tudo? Talvez ele te irrite um pouco. Talvez você goste dessa disposição da pessoa para achar graça onde não tem. Segundo a ciência, essa qualidade – ou defeito –  do seu amigo pode ter raízes genéticas.

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Cientistas da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, e da Universidade de Genebra descobriram que pessoas que possuem certa variação do gene 5-HTTLPR têm predisposição a dar gostosas risadas com facilidade. Os alelos, ou variantes, mais curtos desse gene estão associados a respostas emocionais positivas. Os pesquisadores chegaram a essa conclusão depois de analisar as reações de 336 voluntários a desenhos animados e trechos engraçados de filmes. Alguns voluntários não riam, ou meramente esboçavam um sorrisinho, mesmo compreendendo a piada. Outros gargalhavam. A diferença genética entre eles, concluíram os pesquisadores, era a responsável por essa diferença nas reações.

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Cada variação de um mesmo gene recebe o nome de alelo. Cada gene possui dois alelos. Nos humanos, um alelo vem da mãe, outro do pai. No caso, os pesquisadores das duas universidades estavam atentos à presença dos alelos curtos do gene 5-HTTLPR. Esse gene é interessante para a ciência porque ele está associado à produção de serotonina: um neurotransmissor que pode ser o responsável por sentimentos negativos, pelo sentimento de tristeza e por depressão. No passado, os cientistas achavam que as pessoas que possuíam os alelos curtos do 5-HTTLPR estavam predispostas a desenvolver depressão e a abusar de substâncias químicas.À primeira vista, os resultados desse novo experimento contrariam as pesquisas anteriores. Afinal, os voluntários com alelos curtos riram à valer e pareceram pessoas felizes – ao menos durante a experiência. Os pesquisadores explicam que não.Na verdade, segundo eles, a pesquisa reforça a suspeita de que pessoas que possuem alelos curtos desse gene são mais sensíveis e respondem com mais intensidade a emoções, tanto positivas quanto negativas. De acordo com os pesquisadores, ter o alelo curto não representa um fator de risco. Tampouco é algo bom. O alelo curto amplifica as reações das pessoas.  O efeito disso pode ser positivo ou negativo.

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Os pesquisadores apenas fazem a ressalva de que os genes não mandam nas nossas vidas. Por vezes, os genes não se manifestam e não interferem nas características das pessoas.

Isso significa que ter o alelo curto não significa, automaticamente, ser mais sensível do que quem não tem.

O gene pode até dar uma pista, mas a personalidade da pessoa é mais complexa, e depende da sua interação com o meio, seus valores, sua educação…coisas que não estão previstas no DNA.

RC

A doença que inspirou Joaquin Phoenix em sua risada demente de ‘Coringa’

O riso é sinônimo de que tudo vai bem, e seus benefícios em nível físico e psíquico são quase infinitos. Ao menos é o que se pensa até ver a atuação de Joaquin Phoenix em Coringa.

Os roteiristas do filme descrevem a risada do vilão como algo sombrio e doloroso, e é o que transmite magistralmente o ator, que, segundo contou nas entrevistas promocionais, inspirou-se em vídeos de pessoas que sofriam de ataques de riso incontroláveis.

Phoenix conta que observou especificamente uma paciente que, enquanto convulsionava com o riso, segurava o próprio pescoço em sinal de dor, como se estivesse se afogando.

Sim, soa angustiante, mas essa é justamente a intenção do filme: mostrar o sofrimento que há por trás da célebre e compulsiva gargalhada, mas também que há um motivo para que essa explosão ocorra.

O que acontece exatamente com Arthur Fleck? Supõe-se que ele sabe, já que no filme carrega consigo uma carteirinha plastificada onde explica o motivo dos seus ataques de riso proibido, uma precaução que os médicos recomendam aos pacientes da doença que acomete esse personagem. O motivo é que, durante o tempo que a gargalhada dura, é impossível articular qualquer palavra. Ter um diagnóstico é fundamental para encontrar o tratamento adequado, um remédio que o vilão de Gotham não usa.

O riso inapropriado e incontrolável pode acontecer por diferentes motivos, mas descartemos a intoxicação etílica ou por drogas.

Tampouco se enquadra na síndrome de Angelman, que é um transtorno genético que provoca incapacidade e cujos afetados costumam rir com frequência — mas nesse caso a pessoa se caracteriza de fato por ter uma personalidade feliz.

Tampouco se encaixa na paralisia pseudobulbar, que de fato pode coincidir em alguns sintomas com o que acontece com o personagem interpretado por Phoenix, mas que, segundo nos explica Francisco Javier López, coordenador do grupo de estudo de Epilepsia da Sociedade Espanhola de Neurologia (SEN), “costuma ocorrer mais em pacientes que estão começando a sofrer os sintomas de uma demência. O riso inapropriado seria uma reação à causa inicial de uma deterioração cognitiva, como o Parkinson, a esclerose lateral amiotrófica (ELA) ou outras doenças neurodegenerativas em que há afetação do bulbo”, observa. Tudo indica, portanto, que o Coringa sofre de epilepsia gelástica.

A epilepsia gelástica é uma doença cuja sintomatologia (esses ataques de riso incontroláveis e sem motivo aparente) poderia se encaixar perfeitamente no caso do Coringa, já que costuma afetar pessoas mais jovens, ao contrário do que ocorre nos casos de paralisia pseudobulbar.

“É algo raro, não é muito comum, representa 0,2% de todas as crises epiléticas, mas todos os profissionais têm ou tivemos alguma vez pacientes com crise gelásticas”, relata López.

O neurologista afirma que “muitas vezes não se encontra a causa, mas em uma proporção importante de casos ela se deve à existência de uma série de tumores, chamados hamartonas hipotalâmicos (são formações benignas situadas no hipotálamo), que produzem este tipo de sintomas, embora às vezes também se deva a outro tipo de afetações, como displasias ou alterações no córtex cerebral”. Em todo caso, a maior percentagem dos casos de epilepsia gelástica se deve aos hamartomas, e a pessoa geralmente nasce com esses tumores.

Existe literatura científica sugerindo o que faz os hamartomas causarem esses irritantes ataques.

Alguns autores falam da possibilidade de que tenham efeitos excitantes, gerando uma atividade elétrica anormal que se propaga para áreas vizinhas do sistema límbico, que é a parte emocional do cérebro, e para o tronco encefálico, que se encarrega de realizar as tarefas do sistema nervoso mais básicas para a sobrevivência, aquelas em que quase não se pode influir voluntariamente, porque foram automatizadas. Os ataques de riso só se detêm quando a atividade elétrica do cérebro retorna à normalidade.

Não se sabe muito mais a respeito, embora um estudo da Universidade de Friburgo, na Alemanha, indique que mais de metade dos pacientes dessa doença sofrem redução do quociente intelectual na idade adulta, e que mais de metade apresente problemas de memória, atenção, organização ou a capacidade de reconhecer e ordenar imagens. Todas elas são alterações que dependem muito do tamanho do tumor e do número de crise epiléticas sofridas, assim como de receberem ou não tratamento, pois a doença pode afetar psicologicamente quando não há tratamento farmacológico.

“Estes tumores estão localizados muito profundamente e, às vezes, comprimem zonas cerebrais que não podem ser operadas, mas em geral a epilepsia gelástica é tratada como outra crise de epilepsia qualquer, com fármacos antiepilépticos.

Só se não for possível controlar essas convulsões se faria uma avaliação pré-cirúrgica para avaliar se esse tumor pode ou não ser operado”, conta o coordenador do grupo de estudo de Epilepsia da SEN.

Parece que Arthur Fleck não seguia nenhum tratamento, porque, com os medicamentos adequados, o especialista confirma que o riso costuma ser bem controlado.

“Talvez não se possa controlar em todas as crises que o paciente sofre, mas geralmente o doente costuma avisar às pessoas com quem se relaciona, tenta que as pessoas de seu ambiente social ou do trabalho saibam o que lhe ocorre.

Recordo o caso de um paciente que era advogado e antes de entrar em audiência já advertia a sua senhoria de que cabia a possibilidade de que, no meio da sessão, fosse ou não oportuno, soltasse uma gargalhada”, diz López. É uma boa medida, já que a estigmatização do doente mental é o que lhe causa o maior dano.

Exceto, talvez, para o Coringa; tanto é que, para que não castigue seus concidadãos, é preciso chamar um super-herói que o controle.

É uma pessoa de riso fácil? A culpa pode ser dos seus pais

Há pessoas que parecem ter um sorriso à flor dos lábios e adoram rir descontroladamente, e há aquelas bem mais contidas a quem é quase preciso arrancar um sorriso a ferros. Agora, e segundo o que a ciência apurou, umas e outras podem culpar os seus genes.

Publicado na revista Emotion, o estudo resultou de uma junção de esforços entre a Universidade de Northwestern e a Universidade da Califórnia-Berkeley. Os investigadores concluíram que aqueles que tinham uma maior predisposição para sentir emoções negativas tinham também mais probabilidades de sentir da mesma forma as positivas.

Ou seja: caso tenha esta predisposição, uma discussão com um amigo ou com o seu parceiro pode deixá-lo de rastos, mas o mesmo se aplica a momentos de felicidade — irá sentir-se muito mais feliz e recompensado.

Segundo a Fusion, para medir as diferentes reações emocionais, os investigadores juntaram um grupo de pessoas e fizeram-nas olhar para coisas engraçadas. Na primeira experiência, coube a jovens adultos olharem para cartoons do Far Side e da New Yorker.

Numa segunda experiência, juntaram pessoas de várias idades para ver excertos “ligeiramente engraçados” de um filme.

E na terceira experiência, fizeram com que casais de meia-idade e idosos falassem sobre um desentendimento que tiveram ao longo das suas relações.

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Os autores do estudo filmaram os participantes e usaram um software para codificar as suas expressões faciais — com especial incidência nas manifestações de riso. E porque é fácil fingir um sorriso, foi feito um esforço especial para desvendar os verdadeiramente genuínos dos amarelos, e para assinalar quando os participantes sorriam com os olhos.

O passo seguinte passou por recolher amostras de saliva dos participantes de forma a estudar os alelos do gene 5-HTTLPR, que transporta a serotonina e tem um papel fundamental nas emoções, distúrbios de humor e outras doenças psiquiátricas. Todas as pessoas têm dois alelos, um de cada progenitor (um da mãe e outro do pai), sendo que o que se expressa é o dominante e o que está mascarado é o recessivo.

No caso do gene 5-HTTLPR, os investigadores consideraram duas variantes: alelos curtos e alelos longos.

Estudos feitos anteriormente mostraram que os alelos curtos estão ligados a “resultados negativos” e distúrbios tais como a depressão, a ansiedade e o abuso de substâncias.

No entanto, os investigadores descobriram que os participantes com predominância de alelos curtos também sorriem e riem mais.

De acordo com Claudia Haase, professora assistente de desenvolvimento humano e política social na Universidade de Northwestern e co-autora do estudo, os resultados “fornecem uma imagem mais completa da vida emocional das pessoas com alelos curtos”, acrescentando que “as pessoas com estes alelos podem dar-se muito bem num ambiente positivo e sofrer num ambiente negativo, já as pessoas com alelos longos são menos sensíveis às condições que as rodeiam”.

Se faz parte do grupo de pessoas que ri a bom rir, não se preocupe com o tamanho dos alelos que tem, até porque rir ainda é o melhor remédio.

Você ri na pior hora possível? Entenda por que isso acontece

Situações: ao ver alguém rolando escada abaixo, em vez de ajudar, você cai na gargalhada. Quando leva uma bronca, não importa o quanto a outra pessoa esbraveje, pode ser que você, simplesmente, ria. Velórios? Também já riu, mesmo querendo apenas chorar em solidariedade. E há explicações para isso.

Para relaxar

Em momentos de estresse emocional grandes, o corpo usa a risada para aliviar um pouco da tensão. Rir em uma situação triste ou de pressão, significa que o nosso corpo está trabalhando para criar uma situação mais amena.

Inconscientemente, ao rir você pode querer estar ajudando quem está passando por uma situação ruim. A risada libera endorfina, o que nos deixa mais relaxados e diminui a dor. É como se, mesmo por pouco tempo, você quisesse desviar o foco do acontecimento desagradável.

Quando é doença

Em casos raros, a pessoa pode ter uma doença chamada afeto pseudobulbar, que faz rir e chorar sem controle. O problema pode ser um sintoma de acidente vascular cerebral (AVC), tumor no cérebro ou esclerose lateral amiotrófica (ELA), esclerose múltipla, demência e traumatismo craniano.

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Muitas vezes, nossas risadas não têm a ver com algo engraçado. Como somos seres sociais, podemos querer rir só para sermos legais e firmarmos amizades. Rir une as pessoas. E precisamos nos sentir pertencentes a um (ou mais) grupo. Sabe aquelas pessoas que riem de tudo? São altamente sociáveis.

Risada é remédio

Rir relaxa, diminui o risco de infarto e a concentração de açúcar no sangue. Para o lado emocional, reduz o estresse, a raiva, a ansiedade, melhora o humor e a autoestima. Por tudo isso, hoje, os hospitais usam o riso como auxiliar no tratamento e na melhora dos pacientes.

Rir dá barato

O riso pode provocar uma sensação semelhante à causada pelo uso de drogas ou álcool. A área do cérebro ativada pelo riso é a mesma que proporciona a sensação de prazer dada por essas substâncias.

Morrer de rir não é só uma expressão

Um ataque de riso sem hora para acabar pode levar à morte, mesmo! O mais famoso caso é o do inglês Alex Mitchell, que morreu em 1975 de insuficiência cardíaca, após rir por 25 minutos, enquanto assistia a uma série de comédia.

O quadro, conhecido como hilaridade fatal, pode gerar graves consequências: os tecidos pulmonares se dilatam a ponto de se romperem, ocasionando falta de ar, engasgamento, desmaios, enfisema e até problemas cardíacos.

Pessoas que sofrem de asma ou que tenham aneurisma cerebral pertencem aos grupos de maior risco. 

Acabou a graça

Para dar um basta aos ataques de riso na hora errada, os especialistas sugerem: respire fundo para oxigenar melhor o cérebro e desviar a atenção do motivo. Morder os lábios também pode ajudar, assim como sair do ambiente ou se afastar do que causou a crise e distrair a mente com um pensamento mais sério, como o trabalho que ficou pendente no escritório.

FONTES: psicólogas Andreza Vicentini Buzaid e Valéria Cristina Ribeiro. Marcos Lopes, neurocirurgião. Paulo Takeshi Nakano, coordenador da Neurologia do Hospital São Camilo. Rita Martins, psicanalista.

Como fazer uma pessoa rir: 4 segredos da pesquisa

O ser humano nasce com a capacidade de sorrir: o primeiro riso já aparece com cerca de 4 meses de idade, muito antes de podermos falar.

O riso, como o choro, é uma maneira de um bebê pré-verbal interagir com a mãe e outros cuidadores. O riso faz parte do vocabulário universal.

Por mais que possamos inibi-lo, rir é uma ação inconsciente, simplesmente ocorre dentro de nós em determinadas situações, por isso é difícil sorrir forçadamente.

O riso desencadeia diversas sensações em diferentes partes do corpo, altera nossas expressões faciais e produzem sons. Em uma gargalhada, os músculos do corpo inteiro se envolvem.

No rosto, o riso envolve 12 músculos. A gargalhada envolve 24 músculos faciais, além de outros músculos como o diafragma e músculos abdominais.

Dentre esses músculos, destacam-se os músculos orbicular dos olhos, elevador comum dos lábios e da asa do nariz, zigomático maior e risório, como principais na expressão do sorriso, o aspecto morfológico do sorriso, deriva de contrações voluntárias e involuntárias de um mecanismo muscular sob influência de impulso elétrico transmitido pelos ramos terminais do VII nervo craniano.

Vários mecanismos cerebrais são responsáveis pelo riso. Acredita-se que um mecanismo no tronco encefálico modifica a respiração, garantindo os sons da risada que produzimos. Presume-se que o senso de humor está localizado no lobo frontal, pois exames de ressonância magnética mostram que essa área se ilumina quando pessoas acham uma piada engraçada.

Rir é um comportamento que nos insere socialmente e nos aproxima de outras pessoas. Pesquisas indicam, por exemplo, que, entrando em uma loja onde dois vendedores atendem, é maior a probabilidade de a pessoa se aproximar do que sorri, pois se sente melhor atendida e acolhida. “Nós rimos 30 vezes mais quando estamos com outras pessoas do que quando estamos sozinhos”, diz Provine.

A maioria das risadas não é sobre humor, mas sobre relacionamentos. Quando rimos, comunicamos algo, o riso tem função de ligação com indivíduos. Contudo, há a diferença de rir com e rir de.

Pessoas que riem de outras, podem estar tentando inibi-las ou expulsá-las do grupo.

Evite esse comportamento, não zombe ou desvalorize alguém para fazer uma pessoa rir, ria junto com as pessoas e faça coisas positivas.

Você já se perguntou por que as pessoas riem? Quando alguém ri de uma piada, sempre há mais de um motivo que a fez rir. A piada não é apenas engraçada, mas apoiou o ponto de vista de uma pessoa, zombou de seu inimigo ou fez sentir melhor consigo mesmo. O que causa a felicidade é o apoio psicológico que é recebido.

Sorrir é algo que as pessoas buscam com frequência, a felicidade muitas vezes se torna um objetivo, mas a felicidade não pode ser perseguida, é um estado de espirito, deve acontecer naturalmente. É preciso ter uma razão para ser feliz. Felicidade sem significado é o equivalente físico de estar estressado.

Como encontrar esse significado? Não se acha, se cria. É preciso olhar a vida de outras maneiras, encontrar coisas positivas no que você faz e é. Gastar seu tempo em atividades que lhe dão sensação de envolvimento, paz e orgulho. Se afastar de pessoas que lhe causam estresse e se aproximar de quem lhe faz e te quer bem. Pequenas mudanças podem fazer grandes diferenças em como você se sente.

Pesquisas apontam que boas relações ao longo do dia trazem quatro vezes mais chances de um bem-estar alto. Seja mais positivo para melhorar suas interações. Observe o que você faz e fala, se são coisas boas ou ruins e, foque nas coisas boas. Momentos positivos tem a ver com pertencer e se conectar, não com alcançar algo.

Momentos ruins superam os bons, precisamos de pelo menos três a cinco interações positivas para compensar as negativas. Locais de trabalho são um exemplo, a maior parte do tempo se concentra em conversas sobre lacunas e coisas a melhorar. Não importa se você está conversando com um colega ou um grupo, mantenha o foco no que está dando certo.

De acordo com um estudo de Stanford e Harvard, em que um grupo recebeu o desafio de fazer uma pessoa feliz, enquanto outro grupo teve que fazer alguém sorrir.

Foi constatado que fazer alguém sorrir é muito mais eficaz e simples do que tentativas falhas de melhorar a felicidade de uma pessoa.

O resultado é que pequenas ações destinadas a melhorar o bem-estar tem maior probabilidade de levar à felicidade, do que grandes metas abstratas.

Tenha bons hábitos, durma bem e alimente-se bem, o tipo de comida que você come também afeta seu humor. Estudos mostram que alimentos processados com muito açúcar aumentam a preguiça e que gorduras trans aumentam a agressão. Pratique exercícios, entre em movimento, quando as pessoas se exercitam moderadamente por 20 minutos, elas se sentem melhor por até 12 horas.

Quando pesquisadores designaram um grupo de participantes em um estudo para fazer 20 minutos de um exercício de intensidade moderada, eles descobriram que os participantes tinham um humor muito melhor imediatamente após o exercício, do que outro grupo que não se exercitava. O que surpreendeu os pesquisadores foi quanto tempo durou esse aumento de humor. Aqueles que se exercitaram continuaram a se sentir melhor durante todo o dia.

Em suma, mantenha-se ativo, faça exercícios, busque o que te faça bem, encontre algum hobbie, ande com pessoas que lhe queiram bem, se afaste das que trazem más sensações e sentimentos ruins, enxergue com outros olhos suas dificuldades e busque soluciona-las de maneiras diferentes.

Seja grato a tudo o que você tem e recebe da vida, seja as coisas boas ou ruins, tenha como aprendizado os obstáculos que aparecerem. Alcance o melhor de si, para receber o melhor da vida e, por fim, sorria, sempre que puder.

Essa energia boa vai ser transmitida a quem estiver ao seu redor, alegria é contagiante, tome posse desse poder e conquiste sorrisos por onde andar.

Sua risada nas redes sociais diz muito sobre você

Confesso não ter feito nenhuma pesquisa embasada nos dados secundários de estudos publicados por Harvard para escrever sobre a relação da personalidade e as expressões de risos que recebemos via redes sociais. Mas o meu know how sobre o assunto me permite expor as impressões que tenho acerca das pessoas que convivo. E tenho certeza que vai rolar identificação aqui.

Falemos sobre as expressões: “risos”, “rsrsrsrs”, “hehhehehheh”, “kkkkkkkkk” e, a minha preferida, que logo entenderão o motivo, “hahhahahahhahahhaha”. Vamos lá?

Risos: a pessoa que escreve que está rindo, para mim não pode estar de fato achando algo engraçado. Percebo um traço de personalidade muito racional. É como dizer: “Nossa, isso realmente deve ser engraçado. Vou escrever ‘risos’!”. Mas na verdade imagino um ser com a cara séria.

Rsrsrsrs: comumente, quem ri do que escrevo dessa forma tem a mania de escrever tudo de modo correto.

O corretor do celular dessas pessoas, inclusive, acredito eu, é muito mais eficaz que o meu. Elas não erram vírgulas, tão pouco acentuação.

Penso que estejam de fato com um sorriso no canto da boca quando leem as mensagens sem graça do mesmo tanto da expressão que usam!  😎

Hehehhehehhehe: quando essa expressão precede uma fala, já sei que a pessoa irá abordar o assunto com uma pitada de maldade. Quando ela vem depois da minha fala, é como se lesse: “Opa, vou dar uma risadinha faceira para parecer que me interessei no assunto”.

Kkkkkkkkkkkkkkkkk: a primeira impressão quando recebo essa expressão é: nossa, eu sou uma pessoa muito engraçada! Mas se a expressão for recorrente, passo a ter certeza que a pessoa tem preguiça de escrever ou, pior, ela não está nem lendo o que escrevo e dispara o “kkkkkkkkkkk”.

Hahahahahahahaha: Eu uso essa expressão e para mim é a mais massa de todas. Representa um sorriso aberto como de fato é o que tenho na vida real. Quando a fala não tem graça, eu costumo dizer e não expresso nada que pareça risos. 

Assim, pessoas que usam “hahahhahahaha” são as mais sinceras e legais? Claro que não. Mas realizar essa análise nos ajuda a perceber como podemos ser mal interpretados. Temos essa mania de avaliarmos sempre segundo a nossa realidade.

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E as conversas online são essa constante de uma avaliação.

Você já parou para pensar nisso? Você muda sua forma de expressar seu riso de acordo com a pessoa que fala? Ou tem um sorriso em rede padronizado que se assemelha ao que usa na vida real? Conte pra gente! 

E fica a última reflexão. Se receber mais de três expressões de risos seguidas, não importa qual seja, durante uma conversa online, das duas uma: ou você é muito engraçado ou está contando uma piada. Se não for nada disso, tenha certeza a pessoa do outro lado certamente não está querendo ou podendo conversar!

* Tércia Duarte é graduada em hotelaria, especialista em marketing e em Letramento Informacional, além de colunista no site Ideia de Marketing. É professora universitária e mãe do Fernando desde 2009.

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Por que cada pessoa ri de um jeito? A ciência explica

São Paulo – Você já percebeu que cada pessoa tem sua própria forma de sorrir? Esse fenômeno chamou a atenção de cientistas, que chegaram a conclusões interessantes sobre o tema.

Judi James é uma das pesquisadoras que se dedica a entender a ciência por trás do riso. Segundo ela, a forma como sorrimos diz muito sobre a nossa personalidade e permite identificar características do comportamento – como a extroversão ou a agressividade.

Além disso, Judi defende que mudanças em diferentes áreas da nossa vida podem transformar nosso jeito de sorrir.

“Se a sua vida se torna difícil por alguma razão, você pode se esforçar mais para tentar mascarar uma depressão ou uma insatisfação por meio de sua risada”, explicou a cientista em entrevista ao site Mashable.

Para a pesquisadora, todas as pessoas têm mais de um jeito de sorrir. Segundo Judi, eles seriam usados para diferentes finalidades e circunstâncias.

Fatores como a idade e a presença de outras pessoas também influenciam na forma como sorrimos. De acordo com Judi, rimos mais alto em grupo do que quando estamos sozinhos, por exemplo.

Ainda assim, alguns cientistas conseguiram encontrar semelhanças na maneira como sorrimos. Um deles foi Robert Provine, professor de psicologia da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos.

“A maioria das risadas têm uma explosão curta e harmônica de cerca de 0,07 segundo de duração, que se repete a cada 0,2 segundo. É difícil rir de qualquer outra forma”, explicou o pesquisador ao Mashable.

  • 1. Hahaha! zoom_out_map 1/19 (Buda Mendes/Getty Images) “O sorriso é o arco-íris do rosto”, afirmou certa vez o escritor francês Jean Commerson. Além de contar com admiradores entre os artistas, o sorriso também tem fãs no mundo da ciência. Diversos estudos já abordaram esse fenômeno sob diversos ângulos. Veja aqui alguns deles.
  • 2. Definição zoom_out_map 2/19 (Getty Images) Um sorriso é definido pela curvatura ascendente das comissuras labiais. De acordo com estudo da cientista Marilisa Mesquita, da universidade de Lisboa, esse movimento é realizado com a ajuda do músculo zigomático maior. O sorriso está entre as expressões mais fáceis de serem produzidas e reconhecidas pelos seres humanos.
  • 3. Epidemia zoom_out_map 3/19 (MAINDRU PHOTO/ Wikimedia Commons) Uma ataque de riso epidêmico assolou o vilarejo africano de Kahasha em 1962. De acordo com o cientista Robert Provine, o surto causou o fechamento de escolas por seis meses. Estimativas indicam que quase 1.000 pessoas foram contaminadas na epidemia, que só foi totalmente controlada em junho de 1964.
  • 4. Assaltos zoom_out_map 4/19 (Getty Images) O sorriso dos seguranças pode intimidar bandidos. A descoberta é da agência federal de investigação dos Estados Unidos (FBI, na sigla em inglês). Por meio de um programa de treinamento que ensinava o uso de ações não violentas (como sorrir) na prevenção de crimes, o FBI reduziu pela metade em um ano a quantidade de roubos a banco registrados na cidade americana de Seattle. 
  • 5. Músculos zoom_out_map 5/19 (Bryn Lennon/Getty Images) Sabe aquela fraqueza que dá nas pernas durante um ataque de riso? Ela foi investigada com a ajuda de eletrodos por neurologistas da universidade holandesa de Leiden. Segundo eles, quando estamos diante de uma situação engraçada, o sinal enviado pelo nosso cérebro para os músculos da perna praticamente desaparece. Por isso, fica difícil se manter de pé nessas situações.
  • 6. Estresse zoom_out_map 6/19 (Freeimages.com) Rir reduz o estresse. Quem afirma são os cientistas da universidade Loma Linda, nos Estados Unidos. Para um estudo, eles mediram os níveis de hormônios relacionados ao estresse antes e depois de exibirem 20 minutos de comédia para 14 voluntários. Após a exibição, os pesquisadores constataram que a presença desses hormônios nos participantes do experimento era menor do que antes deles verem os vídeos.
  • 7. Dor zoom_out_map 7/19 (Getty Images) Dar uma boa risada reduz a sensação de dor. A descoberta é de cientistas da universidade inglesa de Oxford. Num experimento, eles mediram a sensação de dor em voluntários. Então, dividiram os participantes em dois grupos e exibiram filmes de comédia e vídeos considerados chatos (como programas de golfe). Submetidos a uma nova medição após os vídeos, os voluntários que tinham gargalhado mostraram capacidade de suportar até 10% a mais de dor do que antes.
  • 8. Longevidade zoom_out_map 8/19 (Getty Images) Um estudo mostrou que quem ri, vive mais. Nele, fotos de 230 jogadores de baseball tiradas em 1952 foram analisadas por pesquisadores da universidade Wayne, dos Estados Unidos. Após as análises, os cientistas constataram que aqueles que não sorriam nas imagens viveram cerca de 72,9 anos. Já entre aqueles que exibiam um sorriso parcial, o indicador subia para 75 anos. E os mais sorridentes viveram, em média, 79,9 anos.  
  • 9. Coração zoom_out_map 9/19 (.) Sorrir é um bom remédio para quem sofre de problemas cardíacos. De acordo com o Lee Berk, médico ligado à universidade americana Loma Linda, assistir meia hora de comédia por dia ajuda a prevenir doenças do coração. Além disso, as gargalhadas também ajudariam a reduzir a incidência do diabetes.
  • 10. Sedução zoom_out_map 10/19 (Reprodução/YouTube/Nextel Brasil) No jogo da sedução, o sorriso tem efeitos diferentes para homens e mulheres. A descoberta é de pesquisadores da universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá. Num estudo com mais de mil adultos, eles mostraram aos participantes imagens de pessoas do sexo oposto.   No fim, os cientistas constataram que as mulheres se sentiram mais atraídas sexualmente pelos homens que apareciam em poses sisudas. Já entre os homens, a preferência era pelas mulheres mais sorridentes.
  • 11. Bebês zoom_out_map 11/19 (Reprodução) Bebês prematuros sorriem mais do que aqueles nascidos após 9 meses de gestação. A descoberta está relatada num estudo da psicóloga Emma Otta, da universidade de São Paulo.   Segundo ela, durante observações feitas num berçário, a quantidade de sorrisos de bebês prematuros se mostrou cerca de três vezes maior do que aquela registrada no mesmo espaço de tempo entre recém-nascidos que tinham sido fruto de 9 meses de gravidez.
  • 12. Cachorros zoom_out_map 12/19 (Marina Pinhoni/EXAME.com) Um estudo da universidade britânica de Lincoln apontou que quase metade das crianças inglesas são mordidas por cachorros até os 7 anos de idade. E isso acontece porque muitas delas, ao verem um cão mostrar os dentes ao rosnar, entendem que ele está sorrindo e se aproximam do animal. Dessa forma, os pequenos ficam sujeitos a mordidas no rosto e no pescoço.
  • 13. Amarelo zoom_out_map 13/19 (Flickr/Creative Commons/J E Theriot) O sorriso amarelo é diferente do riso verdadeiro. A descoberta é de cientistas do Instituto de Tecnologia do Massachussets. Para chegarem a essa conclusão, eles desenvolveram um sistema computadorizado que, após registrar as reações faciais de diversas pessoas em situações de alegria e frustração, mostrou que sorrisos sinceros crescem gradualmente e demoram mais a desaparecer.
  • 14. Macacos zoom_out_map 14/19 (Wikimedia Commons) Você sabia que macacos também conseguem rir. Já no século XIX, o naturalista inglês Charles Darwin registrou no estudo ” A Expressão das Emoções no Homem e nos Animais” que, se alguém fizesse cócegas num jovem chimpanzé, ele seria capaz de emitir sons parecidos com risadas.
  • 15. Poder zoom_out_map 15/19 (Chip Somodevilla/Getty Images) As pessoas retribuem mais sorrisos quando percebem quem sorriu como inferior. A constatação é fruto de um estudo apresentado no encontro anual da Sociedade de Neurociência de Nova Orleans, nos Estados Unidos.   Para o estudo, 55 pessoas foram submetidas a uma sessão de vídeos com trabalhadores com diferentes cargos. Nesse experimento, os cientistas constataram que os sorrisos eram mais frequentes quando profissionais com cargos menos importantes apareciam na tela do que quando pessoas com posições de destaque eram mostradas.
  • 16. Humor zoom_out_map 16/19 (Reprodução) Sorrir de verdade faz bem para o humor. A descoberta é de pesquisadores da universidade de Michigan, dos Estados Unidos. Num experimento, eles avaliaram o desempenho e animação de um grupo de atendentes que distribuíam falsos sorrisos para clientes e outro grupo com funcionários que espalhavam sorrisos sinceros. No fim, os pesquisadores constataram que aqueles que sorriam com sinceridade tinham mais bom humor e trabalhavam melhor que os outros.
  • 17. Solidão zoom_out_map 17/19 (Reuters) Receber um sorriso de um desconhecido reduz a sensação de solidão. O fenômeno foi apontado por um estudo realizado com 239 pessoas na universidade de Purdue, nos Estados Unidos.   Nele, os voluntários deviam passear por um trecho da universidade, onde uma pesquisadora anônima sorriria para alguns, olharia nos olhos de outros e ignoraria uma parte dos participantes. Em avaliações por questionário, os cientistas descobriram que aqueles que tinham recebido um sorriso se sentiam menos sozinhos que os outros.
  • 18. Álcool zoom_out_map 18/19 (Brendan Smialowski/AFP) Beber ajuda homens a sorrir. É o que aponta um estudo realizado com cerca de 720 pessoas divulgado pela publicação Clinical Psychological Science. Nele, os participantes foram divididos em três grupos, que receberam drinks com vodka, bebidas sem álcool e sucos (sendo que os últimos foram informados que tomavam drinks alcóolicos). No fim, os cientistas perceberam o número de homens sorrindo durante as sessões com drinks com vodka foi maior do que nas outras duas situações.
  • 19. Agora, que tal saber mais sobre beijo? zoom_out_map 19/19 (Reprodução/Instagram/kimkardashian) 23 coisas que a ciência já descobriu sobre o beijo

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