Como Se Chama Uma Pessoa Que Julga?

Você já deve ter se deparado, em algum momento da sua vida, com aquela pessoa que te julga. Ela te faz se sentir mal e às vezes deixa aquele sentimento negativo dentro de você.

Hoje vamos conversar sobre esse tipo de comportamento. Como lidar com alguém que te julga? E por qual motivo esse alguém faz isso?

Bom… Pessoas são cheias de falhas. Obviamente ninguém é perfeito (nem você). Estamos propensos a erros, sim, a magoar os outros sem ter a intenção, a fazer um julgamento precipitado algumas vezes.

É realmente difícil eu te dar uma certeza do que acontece em cada caso. Seria preciso analisar muitos fatores: a personalidade de quem faz a crítica, o tipo de relação de vocês, se ela está passando por um problema etc.

Porém, entendo como esse tipo de atitude te incomoda. Infelizmente, não podemos controlar tanto o comportamento dessas pessoas. Mas podemos ter atitudes que impeçam que elas nos atinjam tanto. Darei algumas orientações ao longo do post.

Como Se Chama Uma Pessoa Que Julga?

Pessoas que julgam

Dependendo de como a pessoa se dirige a você, pode-se dizer que é um tipo de comportamento tóxico. A toxicidade da ação de alguém pode se manifestar em nós como uma substância realmente venenosa, que tira nossa alegria, nossa confiança, chegando a atingir nossa saúde mental.

Uma pessoa é ou pode estar sendo tóxica (pois pode ser um comportamento momentâneo, uma fase ruim dela).

Mesmo que você escolha para sua vida algo que você ache ser a melhor opção e você se empenhe muito em conseguir êxito, pode aparecer alguém e comentar negativamente sobre suas escolhas e sua maneira de agir.

Para essa pessoa, o único caminho certo que existe é o que ela cria no pensamento dela. Muitas vezes ela nunca nem passou por algo semelhante ao que você passou, mas ainda assim quer te dizer o que fazer, como se ela tivesse a certeza universal. Ela não entende suas escolhas, não entende que você escolheu a melhor alternativa dentro das suas limitações.

Pode ser uma ação intencional, com o propósito de te fazer sentir mal, mas também pode ser um comportamento sem autorreflexão, ou seja, a pessoa que está te criticando não sabe o quanto te magoa. Em ambos os casos, com ou sem intenção, uma coisa é certa: a falta de empatia. A pessoa fala por ela, sem se colocar em seu lugar para entender suas atitudes e decisões.

O que fazer diante do comportamento das pessoas que te criticam

Tente, primeiramente, analisar a situação. Analise os “conselhos” dessa pessoa e também quem ela é.

Os pais, muitas vezes, têm uma grande experiência de vida e apenas desejam que você não sofra com suas decisões. Tente ouvir com paciência e respeito, caso a crítica venha deles. E tente explicar, com calma, sua decisão, seus sentimentos e os objetivos que você espera atingir.

Caso o julgamento venha de colegas ou amigos, avalie o nível dessa amizade. É alguém muito importante? Está na sua vida há muito tempo? Ou é alguém que você acabou de conhecer? Você tem abertura para falar dos seus sentimentos com essa pessoa?

Dependendo no nível da amizade, se for profunda, talvez a atitude mais prudente seja, no primeiro momento, você tentar conversar com a pessoa e explicar suas decisões e o porquê de você achar que são as melhores. Diga que esse tipo de comportamento vindo da parte dela não está ajudando, mas sim fazendo você se sentir chateada.

Se o julgamento continuar acontecendo depois disso, talvez o melhor seja se afastar mesmo (não necessariamente para sempre, mas pelo menos por um tempo).

Como não ser atingida pelas críticas alheias

Não conte para todo mundo todos os seus objetivos de vida. Não comunique todo o caminho que você está trilhando.

Ou, se sentir necessidade de compartilhar isso com alguém, avalie se essa pessoa poderá te dar o apoio que você necessitará durante o trajeto.

Expor muito os seus objetivos e suas escolhas dará brecha para que alguém sempre venha com uma dica, um conselho, um aviso, um julgamento. O ideal é que você compartilhe apenas depois suas conquistas e vitórias.

Você já observou como essa pessoa se relaciona com os outros? Ela costuma fazer críticas em relação a outras pessoas também? Geralmente, alguém que te julga muito pode ser assim também com outros.

Tenha em mente que muitas vezes as pessoas julgam com base nelas mesmas. Elas não conseguem ter a empatia de analisar você e sua situação para entender suas escolhas.

Fazem críticas precipitadas e baseadas numa visão generalizada. Não possuir empatia é uma característica delas. Então não leve para o lado pessoal.

Essa necessidade que elas têm de ficar julgando reflete o que elas são, e não o que você é.

Leandro Karnal, em um dos seus ensinamentos, diz que só nos ofendemos com o que os outros falam, se não nos conhecemos bem. Pois se falam algo que não é verdade, qual o motivo para se sentir ofendido? Da mesma forma, se o que falam é realmente verdade, também não tem sentido ficar ofendido.

Não faça com que sua felicidade dependa de você ser aprovado por alguém. Sentir-se responsável pela própria felicidade te dará mais liberdade para ir ajustando sua vida conforme o que realmente você deseja para si.

Cerque-se de pessoas que têm objetivos parecidos com os seus. Quer ser empreendedor? Caminhe com pessoas empreendedoras de sucesso e com aquelas que estão iniciando essa atividade. Suas dúvidas e angústias serão parecidas. Assim haverá pouco espaço para algum julgamento.

Freud, em seus estudos, falou de um mecanismo de defesa que se chama projeção. Nele a pessoa “enxerga” em outros alguma característica sua que não aceita. Isso acontece de forma mais inconsciente e a protege da insatisfação que teria se reconhecesse a característica em si. Então essa é outra possível explicação.

Mas por mais difícil que possa ser, pois sei que isso magoa, tente ter empatia por essa pessoa. Tente se colocar no lugar dela e enxergar as coisas como ela vê. Por que ela tem essa limitação? O que aconteceu em sua vida para que seja alguém agindo dessa forma?

Saiba ainda que, independente da sua escolha, sempre terá alguém que vai te julgar. Assim, decida o seu próprio caminho. Contanto que você busque sua felicidade, que você não machuque alguém e que você aja de acordo com os seus valores, vá em frente.

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10 dicas para quem tem mania de julgar os outros, mas quer mudar

Julgar é algo natural — todos fazemos isso. Porém, podemos mudar esse hábito e mostrar aos outros (e a nós mesmos) um pouco mais de compaixão.

Por exemplo, se você fez aquele “tsc” quando Ariana Grande e Pete Davidson anunciaram o noivado depois de alguns segundos de namoro, então você julgou, caro leitor e leitora.

Tudo bem que revirar os olhos para relacionamentos de celebridades não seja grande coisa — afinal, eles não te conhecem pessoalmente e, portanto, sua opinião não irá afetá-los.

No entanto, você provavelmente também já julgou alguém que conhece — digamos, aquela sua amiga, ou seu amigo, que está namorando alguém que você sabe que não presta, ou uma colega que vestiu algo que você considera inadequado para o ambiente de trabalho.

Esse tipo de julgamento pode magoar muito outras pessoas e ainda te deixar exausto(a) no fim do dia.

Então por que perder tempo criticando e julgando as escolhas dos outros quando você poderia estar concentrado(a) no seu próprio crescimento pessoal?

“Julgar é comparar os outros a nós mesmos”, explica a coach Karin Ulik ao BuzzFeed. “Julgar os outros nos ajuda a ter a sensação de segurança. É uma ação que usamos para controlar nossa vida e a situação ao nosso redor, às vezes inconscientemente. Uma vez que nos damos conta disso, podemos tomar atitudes para mudar.”

Julgar é algo natural — todos fazemos isso. Porém, podemos mudar esse hábito e mostrar aos outros (e a nós mesmos) um pouco mais de compaixão. Se você quer mesmo parar de julgar os outros, especialistas em comportamento humano têm algumas dicas.

Mandando a real aqui: aquela ânsia em julgar, muito frequentemente, está associada a alguma insegurança profundamente enraizada dentro nós.

Não estamos realmente julgando a escolha da outra pessoa, estamos simplesmente tentando nos fazer sentir melhor quanto às nossas próprias escolhas colocando os outros para baixo.

A coach Esther Gonzalez Freeman acredita que uma das melhores maneiras de passar a julgar menos é “redirecionar nossos pensamentos para a curiosidade” sobre nós mesmos, tentando descobrir o motivo primário que nos levou a querer julgar a outra pessoa. Ela recomenda que você faça essas simples perguntas: “O que isso tem a ver comigo?”, ou: “Por que isso me incomodou?”

“Redirecionar seu pensamento para a autorreflexão te ajudará a compreender melhor o motivo que te levou a querer se sentir melhor a princípio”, diz.

Muitas vezes julgamos por reflexo, não como resultado de uma atitude consciente.

Identificar os momentos em que você está mais propenso(a) a julgar pode te ajudar a diminuir seus pensamentos críticos.

Segundo a coach em inteligência emocional Karlyn Percil, tomar consciência de nossos hábitos emocionais é a chave para criar novas sinapses (i.e. aprender a julgar menos). “Por exemplo, temos mais tendência a julgar quando estamos estressados? Quando estamos com certa pessoa? De manhã, ou à noite?”

Aprender o que dispara sua ânsia em julgar te ajudará a ficar alerta para se antecipar a esses sentimentos quando eles surgirem.

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Geralmente não sabemos o que levou uma pessoa a fazer algo que desaprovamos. Então, pare e pense: você provavelmente já deve ter feito algo que outras pessoas acharam estranho ou bizarro, mas houve um motivo, não é? Estenda esse mesmo benefício da dúvida para outras pessoas e pense nos motivos possíveis que podem tê-las levado a fazer o que fizeram.

Raffi Bilek, terapeuta e diretor do Centro de Terapia de Baltimore, usa o exemplo da mãe empurrando o filho no balanço enquanto usa o celular. Você pode imediatamente chegar à conclusão de que ela deveria prestar mais atenção à criança, mas em vez de se deixar levar por esse pensamento, se pergunte: “Por que será que ela está fazendo isso?”

“Talvez ela esteja falando com alguém sobre uma situação urgente,” diz Bilek. “Talvez ela tenha ficado doente por uma semana e esteja lidando com o trabalho atrasado, mas precisa cuidar do filho porque a babá não estava disponível.”

Até agora só falamos sobre julgar os outros, mas o pior tipo de julgamento é a autocrítica.

Da próxima vez que você se pegar fixado(a) em um pensamento, ação ou comportamento, pare por um momento e experimente repetir essa afirmação (sugerida pela coach em recuperação da imagem corporal Lisa Diers): Ao inspirar, recite na sua cabeça: “eu sou”. Ao expirar, pense: “o suficiente.” Repita o quanto precisar.

“Quando juntamos uma citação favorita ou uma afirmação positiva com nossa respiração, temos a oportunidade de assimilar esse pensamento ao mesmo tempo em que acalmamos nosso sistema nervoso”, diz Diers.

Ulik sugere que, da próxima vez que você julgar alguém, escreva o que pensou. Então, reescreva esse pensamento de forma positiva.

“Por exemplo, se você julga o estilo da sua amiga como sendo de mau gosto, um pensamento que pode passar pela sua cabeça é: Nossa, a Kathy conseguiu usar outra camisa feia hoje.

O que será que ela está pensando?”, diz. “Uma forma positiva/empática de reescrever esse pensamento seria: 'Kathy parece se sentir confortável consigo mesma independente do que está vestindo.

Preciso perguntar qual é o seu segredo.'”

Pode parecer um pouco bizarro no começo, mas Ulik diz que, ao reescrever nossos pensamentos negativos de forma positiva, nos tornamos melhores aliados para nossos amigos e também nos sentimos melhor com a gente mesmo.

Se irritar por algo que outra pessoa disse ou fez pode causar ainda mais raiva e descontrole.

Para se acalmar e mudar de foco, a assistente social Sheri Heller sugere sentir o aroma de um óleo essencial. Isso te ajudará a esfriar a cabeça e a se desviar dos pensamentos que teve na hora da raiva. Assim, você poderá redirecionar sua energia para a resolução do conflito ou agir de maneira mais compassiva com a outra pessoa.

“Assim, você focará menos na retaliação e na culpa e mais no esclarecimento da ofensa (real ou percebida) que deu origem à toda essa agressividade.”

Se você não tem um óleo essencial à mão, a assistente social Madelyn Gallagher sugere que use uma técnica do mindfulness chamada “cinco sentidos” – isso fará você se acalmar e trocar seus pensamentos negativos por sentimentos mais compassivos.

“Descreva cinco coisas que você está vendo no momento, quatro que você está tocando e sentindo, três coisas que você está ouvindo, duas coisas que está cheirando e uma coisa que está sentindo o gosto. Isso te trará para o presente e te fará considerar melhor as intenções por trás de suas ações,” disse Gallagher ao BuzzFeed.

O que é pior que julgar alguém? Julgar a si mesmo(a) por julgar os outros.

“Lembre-se que todos nós julgamos, e que você não é uma pessoa horrível por causa disso,” disse a assistente social Fara Tucker ao BuzzFeed.

“Lembre-se que, às vezes, o julgamento é um mecanismo de autodefesa (por exemplo, julgamos os outros para não sermos julgados; julgamos quando nos sentimos vulneráveis ou assustados).

Cuide da parte de você que pode estar necessitando de proteção, que pode estar ferida por algum motivo.”

Heller acrescenta que cuidar de si mesmo(a) pode ajudar a aumentar sua autoestima. “O autocuidado e o amor próprio te levam também a tratar os outros com mais respeito”, disse. Por isso, cozinhe algo diferente para você mesmo(a); vá a um show, ao cinema, a uma peça; faça uma massagem, tire férias ou tire um dia para cuidar da sua saúde mental; ou peça ajuda a um amigo.

O julgamento frequentemente vem da nossa falta de convivência com pessoas, comportamentos ou ações fora da nossa bolha. Então, geralmente está baseado nos nossos preconceitos e naquilo que crescemos achando ser verdade.

Para quebrar algumas dessas crenças enraizadas, o psicólogo Lucio Buffalmano sugere viajar mais.

“Quanto mais você sai da sua caixinha, com seus costumes e tradições, mais você se acostuma com o 'diferente',” disse ao BuzzFeed. “E você vai passar a ser menos desconfiado(a) com relação a aquilo que costumava desaprovar.”

A terapeuta familiar e de casais Sarah Epstein sugere que você se pergunte: “E se a pessoa já está tentando seu melhor?” Isso vai imediatamente evocar sentimentos mais empáticos e podar um pouco a negatividade.

“Se uma pessoa já está fazendo o melhor que pode com o que tem, fica muito mais difícil julgá-la. Quando sentimos que não estão tentando o suficiente, é quando começamos a julgar.”

A tradução deste post (original em inglês) foi editada por Luísa Pessoa.

Você julga? Eu?

O julgamento é uma forma de dizermos que estamos certos e que os outros estão errados. Aprendemos esse comportamento desde a tenra infância.

Na família julgam-se os filhos: fulano é bonzinho, sicrano é desobediente; fulano é quieto e sicrano é agitado; e por aí vai.

No trabalho, todos se julgam a todo instante, seja positiva ou negativamente: o gestor julga o colaborador e vice-versa; os colegas julgam-se entre si.

O julgamento está no DNA de todos nós, e sair desse círculo vicioso é um grande desafio.

O julgamento é uma faculdade da mente que distingue o bem do mal. Em outras palavras, o julgamento é uma opinião ou um veredicto. Agora, como posso dizer que o outro é bom ou ruim sem abrir precedentes para que o outro também me julgue e sem saber o motivo que o levou a falar ou a fazer algo?

Como me relacionar com o outro sem julgar?

Aprendemos, desde cedo, que o julgamento é o que nos colocará no lugar de bons ou de maus, e estamos sempre com medo disso. Acabamos comprando o julgamento como definição da realidade.

E o que é realidade?

É a forma como aprendemos a funcionar na sociedade. Precisamos seguir regras, padrões, crenças, enquadrar-nos dentro de uma moldura, porque, caso contrário, seremos rejeitados, “julgados”, e são pouquíssimas as pessoas que se arriscam.

A realidade é aquilo que pensamos acreditar, mas sem realmente refletirmos sobre elas; acreditamos, simplesmente, porque a maioria das pessoas diz que é assim, sejam pais, amigos, colegas, chefes, namorados… não questionamos e, muitas vezes, assumimos como verdade.

A realidade é criada sempre que duas ou mais pessoas se encontram, alinham-se em pensamentos, crenças, emoções e sentimentos, estando de acordo com o mesmo ponto de vista, mesmo sem fazer isso de forma cognitiva. E quem não estiver de acordo está fora.

Poderíamos ser livres, ao invés de ter que sempre nos encaixar em um padrão, sem nos preocupar com que os outros vão dizer.

E se pudéssemos perceber que cada ser humano pode ser, perceber, interpretar, sentir ou receber, diferentemente, cada fala ou situação, sem que isso signifique que ele seja ruim ou bom, que esteja certo ou errado? Cada pessoa pode apenas ter um ponto de vista diferente do meu, e não preciso que ela compre nada meu e vice-versa.

Como seriam as relações de um modo geral se cada um de nós pudesse olhar o ato ou ação do outro sem julgar?

Eu não preciso concordar, mas também não preciso discordar. Não sabemos das histórias, da vida, da experiência, das mazelas, das alegrias ou tristezas que estão no interior de cada um.

Acreditamos que somos bonzinhos e os outros são maus, que nosso juízo de valor é melhor que o do outro, e tentamos convencê-los a qualquer custo a pensar como nós. Com isso nós CONDENAMOS, AVALIAMOS, CRITICAMOS, OPINAMOS, etc.

Um exemplo bem simples é condenarmos os políticos por suas atuações, sem olhar o que fazemos ao longo do dia, como: parar na vaga de deficiente físico; ultrapassar pela pista do ônibus, porque ficamos irritados por um carro dar seta e entrar na nossa frente; sair correndo da fila do supermercado em que estamos quando outro caixa abre, sem permitir que quem está na nossa frente passe primeiro; aceitar um suborno por um acidente de trânsito, etc. Isso pode ser bobagem, mas, quando fazemos isso, estamos sendo iguais aos políticos. Aí alguns dirão: “mas isso não se compara”. Hello!!!! Acordem! Desse jeito também estarão julgando, dizendo que o que fazem não é ruim. Olhar para nossa sombra requer coragem e quando pudermos nos olhar lá no fundo de nossa alma veremos que somos iguais a qualquer outra pessoa.

Uma das coisas que podemos exercitar para diminuir nossos julgamentos é ter consciência de nós mesmos, diminuir nossa defensividade diante das situações e das pessoas e falar com clareza o que desejamos e como nos percebemos e sentimos.

Ou seja, expressar nossa vulnerabilidade. Já escrevi em outra ocasião que, ao contrário do que as pessoas pensam, vulnerabilidade não é ser fraco, mas, sim, ter a coragem de expressar o que sente e, com isso, poder se expor.

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Mas só podemos nos expressar dessa forma quando nos conhecemos com profundidade.

Do livro do Dr. Marshall Rosenberg, transcrevo um trecho na íntegra:

Quando aprendi como posso receber (escutar) e dar (expressar) por meio da CNV, superei a fase em que me sentia agredida e feita de capacho e comecei a realmente escutar as palavras e a captar nelas os sentimentos subjacentes… aprendi a escutar sentimentos, a expressar minhas necessidades, a aceitar respostas que nem sempre queria ouvir. Ele não está aqui para me agradar, nem eu estou aqui para dar felicidade a ele. Ambos aprendemos a crescer, a aceitar e a amar de modo que ambos possamos nos realizar. (2006, p. 28)

A Comunicação Não Violenta (CNV) convida-nos a olhar para o fundo do nosso interior, a refletir sobre nossas ações e a ver que somos iguais e que os outros não são nem piores nem melhores do que nós – mas têm pontos de vista diferentes dos nossos e poderemos, se quisermos, buscar um equilíbrio em nossas relações. Com isso, diminuiremos os conflitos, as guerras, as separações, porque nós fazemos as escolhas e ninguém é responsável por elas, a não ser nós mesmos.

O passado condena? Quando não se julga pela razão, mas pelos antecedentes

Boa parte da magistratura não consegue perceber as consequências da aplicação da pena e também os mantras que tocaiam a razão. Não se trata da aplicação burocrática de uma sanção. Ela muda o futuro de pelo menos uma pessoa e, não raro, da família.

A sensibilidade em que a questão é trabalhada no livro de Luana Paschoal (O Juiz e a Aplicação da Penal. Lumen Juris, 2014) merece destaque. Isto porque é preciso indagar-se sobre a dimensão do ato, sempre da responsabilidade do sujeito.

Muitas vezes os magistrados possuem uma formação manualesca e, como tal, são incapazes de refletir sobre o habitus (Bourdieu), ou seja, “sempre foi assim”. Munidos de um modelo fornecido por colegas mais velhos, a aplicação da pena e seus mantras são entoados como verdades acríticas.

E talvez o convite para repensar o que se faz, no piloto automático, muitas vezes, seja por demais áspero. Daí a importância de se discutir A conduta social e a personalidade do agente na fixação da pena, título do virtuoso texto de Luana em sua dissertação na Universidade de São Paulo.

É justamente no momento da aplicação da pena que acontecem as maiores barbaridades de projeção do julgador em face do acusado e não mais sobre a conduta. A aplicação da pena é dirigida ao mundo da vida, sendo necessário que os atores jurídicos e, em especial, o um-juiz, dê-se conta de que sua decisão gera efeitos inexoráveis nos envolvidos (acusado, vítima etc.).

Não é uma atividade lúdica, nem desprovida de uma função na estrutura social, como exaustivamente se deixou assentado. Daí é que, comprovada a autoria e materialidade da infração, bem como os pressupostos para aplicação de sanção, reabre-se na aplicação da pena um momento especial de invocação dos pressupostos democráticos, evitando o enxovalhamento arbitrário.

Isso porque se o fundamento da pena é agnóstico (Zaffaroni e Salo de Carvalho), será antidemocrática qualquer pretensão de reforma interior ou moral do condenado, na linha fascista da “defesa social.” A secularização do Direito Penal impede a análise incontrolável, por infalsificável, da subjetividade do agente.

A atuação constitucionalizada do Poder Estatal é o de aplicar isonomicamente a pena, independentemente de critérios subjetivos e incontrolados, tudo de maneira fundamentada e falsificável.

Todavia, remanesce a aplicação dedutiva do Código Penal (artigos 32-99), sem que se dê a verdadeira dimensão ao processo de secularização nessa etapa processual.

No vasto campo de redefinições semânticas propiciado pelo Código Penal, encontra-se solo fértil para a garantia dos postulados do Estado Democrático de Direito, barrando-se, por assim dizer, as possibilidades de julgamento do acusado, mas sim de sua conduta, deixando-se de conjecturar sobre a subjetividade dele, por absoluta inconstitucionalidade (vale conferir a Súmula 444, do STJ). Assim é que as circunstâncias judiciais previstas no artigo 59, do Código Penal, culpabilidade, antecedentes, conduta social, personalidade do agente, motivos e as circunstâncias e consequências do crime, precisam ser analisadas mais detidamente, uma vez que a pletora de significantes é utilizada de maneira autoritária e inquisitória, desprezando-se o processo de secularização da sociedade contemporânea. Na verdade somente deveriam ser constitucionalmente válidas circunstâncias e consequências. De sorte que o julgamento, bom se lembrar, é da conduta e não da pessoa do acusado que, todavia, na fase de aplicação da pena é esquecido em nome da Defesa Social. E os mantras estão prontos para se usar. São frases feitas repassadas nos “cursinhos para concurso”, como diz Lédio Rosa de Andrade, depois utilizadas na prática forense, sem qualquer reflexão crítica, tornando as decisões absolutamente alienadas e nulas num Estado Democrático de Direito.

A instituição modificou apenas as máscaras, mantendo a ficha de antecedentes como verdadeiro limite entre os que permanecem puros, bons, e os pecadores, maus, “onde a sistemática medieval nos pega: por seu produto apto a passar por várias versões dos signos do Poder: a Lei” (Legendre).

A violência simbólica (Bourdieu) atua eficientemente no inconsciente dessa divisão maniqueísta e reducionista da sociedade. Os antecedentes se constituem, pois, na “ficha de pecados” do acusado e devem ser lidos, no mínimo, conforme a Constituição, a fim de se evitar a estigmatização eterna (Carlos Bacila).

O condenado jamais se livra da sanção, servindo para sempre e sempre lhe recrudescer a resposta estatal, sendo que tal raciocínio vigora no Brasil.

Nesse momento o autor que passa a ser julgado não pelo que fez, mas pelo que fez no passado e é, em franca violação dos postulados constitucionais e democráticos, funcionando muitas vezes para sustentar a condenação no caso de ausência de certeza.

Isto é, em caso de dúvida, consulta-se inconstitucionalmente os antecedentes e se existirem, o julgamento pode acabar em condenação, aplicando-se um indutivismo ingênuo.

De sorte que, levando-se a sério os Direitos Fundamentais, nada pode ser considerado como maus antecedentes, eis que as construções positivas, manifestadas pela periculosidade e defesa social foram desterradas de uma sociedade que se quer democrática, sendo o agravamento evidente bis in idem.

Sobre a personalidade do agente, os julgamentos moralizantes desfilam com todo o vigor. Se legitimando imaginariamente em censores de toda-a-ordem-moral, a maioria dos magistrados adjetivam muito mais do que democraticamente poderia se esperar.

Julgam, enfim, o “pária” com um desdém demoníaco, em nome da segurança jurídica e do bem, obviamente.

Apesar de assim procederem, suas pseudo-constatações são o mais puro exercício de imaginação, quiçá um autojulgamento, projetando no outro seu inimigo interno (Caio Fernando Abreu), sem, ademais, qualquer hipótese comprovada, refutável em contraditório, mas tão-somente impressões pessoais, lugares-comuns, incontroláveis, fascistas. Diz Amilton Bueno de Carvalho: “A valoração negativa da personalidade é inadmissível em Sistema Penal Democrático fundado no Princípio da Secularização: ‘o cidadão não pode sofrer sancionamento por sua personalidade – cada um a tem como entende’. (…) Mais, a alegação de ‘voltada para a prática delitiva’ é retórica, juízes não têm habilitação técnica para proferir juízos de natureza antropológica, psicológica ou psiquiátrica, não dispondo o processo judicial de elementos hábeis (condições mínimas) para o julgador proferir ‘diagnósticos’ desta natureza.”

Conforme assinala Amilton Bueno de Carvalho, não se sabe o que o termo pode significar dada a multiplicidade de teorias e métodos existentes, afora as múltiplas personalidades e, mesmo assim, continuam sendo utilizados jargões morais jurídicos para, retoricamente, fingindo fundamentar, agravar-se a pena.

Parte-se, ademais, inconstitucionalmente, de um modelo chapa branca de família, conduta e sociedade dito médio, ou melhor, da classe média à qual o magistrado acredita — ilusoriamente — ter sido incluído ao passar no concurso.

Tudo que fugir daquilo que o homem médio, não se sabendo exatamente o que isso significa, serve para majorar a sanção.

Por outro lado, nesse vazio de sentido, a ser preenchido pelo um-juiz, há espaço para que no olhar do outro se julgue a si próprio.

A história narrada no conto de Caio Fernando Abreu é a do empresário que passa a receber cartas anônimas em que sua vida é desvelada: cachorradas; aborto da secretária jovem e do interior; abandono da mãe num asilo, onde morreu; suicídio do ex-sócio depois que lhe deu o golpe; fracasso sexual; a mulher que o traía, sem ele saber; até que um dia, após seis meses, cansado, pede à secretária um envelope branco, coloca na máquina e escreve: “Seu verme, ao receber esta carta amanhã, reconhecerá que venci. Ao chegar em casa, apanhará o revólver na mesinha-de-cabeceira e disparará um tiro contra o céu da boca’. Acendeu um cigarro. Depois bateu devagar, letra por letra: ‘Cordialmente, seu Inimigo Secreto’. Datilografou o próprio nome e endereço na parte esquerda do envelope, sem remetente. Chamou a secretária e pediu que colocasse no correio. Como vinha fazendo nos últimos seis meses.”

Enfim, prepondera muitas vezes o ‘inimigo secreto e íntimo’, do conto de Abreu, adjetivando a ‘personalidade’ do outro-eu, cabendo a indagação de Amilton Bueno de Carvalho: “Assim, quantas e quantas vezes, por não se conhecer, o julgador pune, inconscientemente, os outros, quando, em verdade, está cuidando de abafar sua própria e mal resolvida angústia”. E conta um causo: “Um exemplo — que muito tenho referido — já faz parte do anedotário forense. Conta a lenda que determinado julgador, com vida sexual recatadíssima, sempre e sempre, condenava acusados por delitos sexuais. Fez isso durante toda a sua atuação enquanto juiz. Acontece que ele se aposentou e a partir daí se liberou sexualmente. Logo após o jubilamento, revelou-se conquistador inquieto, a ponto de ser motivo de chacota. A explicação entre o juiz que não admitia qualquer relação de sexo e o não-juiz (aposentado) conquistador vulgar está em que, enquanto juiz, não se permitia ter uma vida sexual livre e repudiava aqueles que assim procediam. Sentia-se agredido porque os outros se permitiam ter vida sexual abundante e somente logrou assim agir quando se sentiu homem ‘comum’. Condenava, pois, não aos outros, mas a sua sexualidade não-resolvida. No entanto, quem ia para a cadeia por causa de seu problema sexual era o outro, o réu.”

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Quantas e quantas vezes o um-juiz procura se condenar no outro? Não se sabe.

A proposta do trabalho encontra o juiz humano, portador de subjetividade e convida: “Necessário que a magistratura se sensibilize que não é uma carreira imune às intempéries inerentes aos humanos, e que por isso, que abra este espaço de compartilhamento de misérias e de êxitos, e acolha seu material humano, de forma a garantir-lhe o devido apoio que o mantenha feliz, satisfeito, íntegro, e, por fim, interessado a entregar à sociedade o seu melhor.”

Inês Pedrosa nos ajudar a finalizar: “acreditamos naquilo de que precisamos, não é? E acreditamos vinte, trinta, quarenta vezes, contra todas as evidências. Vemos o mal como uma nuvem temporariamente pousada sobre a testa do outro, não como uma parte da alma dele.

Somos cândidos por desespero, agarramo-nos às paredes da infância com todas as forças.” E um dia crescemos. O trabalho de Luana nos auxilia. Cresce, todavia, quem pode. Não quem quer. E, como adverte a letra da música de Chorão, do Charlie Brown Jr: “A vida é feita de atitudes nem sempre decentes.

Não lhe julgam pela razão mas pelos seus antecedentes.”

*Por Aury Lopes Jr e Alexandre Morais da Rosa
Fonte: ConJur

7 atitudes que as pessoas julgam para decidir se gostam de você

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(Foto: Shutterstock)

O cérebro humano é treinado para julgar. Enquanto tendemos a achar que nossos julgamentos são baseados em conversas e análises consistentes, pesquisadores defendem o contrário.

Estudos mostram que grande parte das avaliações que fazemos está focada em gestos pequenos ou prosaicos, como um aperto de mãos e a linguagem corporal.

Às vezes, julgamos alguém baseados apenas nestas pequenas atitudes. Sabe quais? 

saiba mais

Um estudo da Universidade de Kansas buscou mapear quais eram os traços da personalidade de uma pessoa que mais nos agradam — como ser extrovertido ou introvertido, consciente e aberto a novas ideias.

Os resultados, compilados pela revista Forbes, mostram que os seres humanos agem em muitas situações inconscientemente, sem pensar a respeito de determinadas atitudes. É um erro grave, já que pode acabar sabotando carreiras.

Abaixo, confira sete atitudes, tiradas a partir de estudos, que as pessoas julgam de imediato para decidir se vão ou não com a sua cara: 

O modo como você os trata pode ser um bom indicativo de que como você age no dia a dia. Esta tem sido, aliás, uma tática de entrevistadores para analisar candidatos, segundo a Forbes.

Observar a forma como você interage com pessoas comuns presentes no escritório é avaliar como você trata as pessoas de um modo geral. Isso porque muitos profissionais agem de forma diferente quando estão frente a frente com um recrutador.

De nada adiantará tratar bem seus eventuais empregadores num almoço se eles o virem destratando outra pessoa. 

2. Quantas vezes você checa seu celular

Não há nada mais frustrante do que o barulho das notificações durante uma conversa. Isso significa falta de respeito, atenção e falta de habilidade para ouvir os outros. A menos que uma emergência esteja ocorrendo, deixe seu celular no silencioso. Um estudo da Elon University confirma que as notificações não só interrompem a conversa como também prejudicam a qualidade dela.

Ficar cutucando as unhas ou puxando pelos, por exemplo, demonstram nervosismo e, sobretudo, que você tem dificuldades em se controlar. Um estudo da Universidade de Michigan aponta que hábitos nervosos indicam uma personalidade perfeccionista. Perfeccionistas também costumam praticar esses hábitos quando estão entendiados ou frustrados. 

4. Quanto tempo você leva para perguntar algo

Você já teve uma conversa com alguém que passa o tempo todo falando a respeito dele — praticamente um monólogo? Pois bem.

O tempo que uma pessoa demora antes de fazer uma pergunta sobre o outro é um indicador de uma personalidade forte. Quem só fala de si tende a ser barulhento e egocêntrico.

Quem pergunta sobre os outros e compartilha um pouco sobre si costuma ser tranquilo, humilde e disposto a ajudar. A reciprocidade importa muito. 

5. Aperto de mãos

Você sabia que é comum as pessoas associarem um aperto de mão fraco à falta de confiança ou à uma atitude apática? Um estudo da Universidade do Alabama mostrou que, apesar de não ser seguro avaliar a competência de alguém baseado unicamente no aperto de mão, é possível identificar alguns traços de sua personalidade. O estudo mostrou que um firme aperto de mãos pode estar associado a pessoas que são menos tímidas e mais extrovertidas. 

6. Estar atrasado

Nunca chegar no horário faz as pessoas pensarem que você é desrespeitoso com elas, preguiçoso e até mesmo desinteressado.

Contrariando as expectativas, porém, um estudo da Universidade de San Diego revelou que o atraso está tipicamente associado a pessoas multitarefas ou que são extremamente relaxadas.

A pesquisa aponta que elas estão sempre atrasadas por viverem em um tempo diferente, mais devagar, que os demais. A conclusão aqui é não julgar muito as pessoas apenas pelo atraso. É melhor perguntar o motivo da demora e, aí sim, tirar suas próprias conclusões. 

O segredo do bom contato visual é o equilíbrio. É importante mantê-lo, mas ficar 100% do tempo encarando alguém pode ser considerado assustador e até agressivo.

Por outro lado, se você olhar pouco para as pessoas durante uma conversa, pode deixar a impressão de que está desinteressado ou constrangido.

Estudos mostram que fazer contato visual por aproximadamente 60% da duração de uma boa conversa é o ideal para atingir esse equilíbrio: você não assustará ninguém. Pelo contrário, parecerá interessado, amigável e de confiança. 

Julgar os outros: um hábito comum em pessoas frustradas

As pessoas, seja qual for sua religião, condição social ou procedência, esperam que a justiça seja aplicada na sociedade.

Falar de justiça implica tratar incontáveis questões, mas neste artigo vamos nos centrar em um plano que não tem nada a ver com o direito canônico: falaremos  do sentir psicológico de julgar e ser julgado na vida diária.

“É muito mais difícil julgar a si mesmo do que julgar os outros”
– Antoine do Saint Exupéry –

Poderíamos dizer que certas pessoas não julgam situações de forma pontual e isolada, mas assumiram o papel de juízes para os pequenos eventos da existência dos outros, sem que ninguém tenha pedido que fizessem isso.

Por que a sociedade está cheia de falsos juízes? Por que assumem seus julgamentos de valor como válidos para eles e para outros? Como chegaram até esse ponto?

“Odeio os julgamentos que só esmagam e não transformam”
– Elías Canetti –

Será interessante ver algumas características que esses juízes sem toga compartilham, já que exercem como executores das sentenças mais daninhas e tóxicas em relação a todos os que estão ao seu redor.

As pessoas que julgam os outros:

  • – Costumam detestar grande parte de sua vida e por isso tentam, na medida do possível, conseguir intoxicar a dos outros.
  • – Não estão satisfeitas com o que fazem e não lidam bem com o fato de que alguém esteja satisfeito.
  • – Não são fáceis de detectar porque não são pessoas frias ou más, mas estão tremendamente frustradas e a frustração conduz à agressão, que se manifesta de muitas formas diferentes.

– Estão atormentadas pelas decisões que tomaram, possivelmente impostas por outros ou pelas circunstâncias sem terem sido desejadas. Elas mantêm uma relação de conflito psíquico com esse tipo de evento de sua vida.

– Querem justificar a trajetória de sua vida desacreditando a vida dos outros. Em algumas situações aludem ao famoso enunciado: “Não estou tão mal assim, olhe a vida da fulana”.

– Sem dúvida nenhuma, falam de pessoas e não de ideias.

Dão opiniões em relação aos outros não sob um prisma global que compreenda tanto as falhas quanto os acertos cometidos por essa pessoa. Julgam se apoiando em heurísticos que lhes ancoram no reducionismo, na simplicidade e na subjetividade.

– Costumam ter valores que não são usados para dar calma a eles mesmos e ao seu entorno, a não ser para julgar os outros de forma constante.

Não possuem hobbies e atividades que considerem interessantes.

São muito pouco autocríticos com o que eles realizam. Não gostam de se sentirem julgados em uma tarefa que implique demonstrar seu desempenho.

– Irritam-se com facilidade.

– Os sucessos dos outros se devem a causas externas, instáveis e específicas, e os seus a causas internas, não decorrentes da situação. Ou seja, seu sucesso é justificado, mas o dos outros normalmente é produto da sorte.

Não costumam expressar opiniões na presença de muitas pessoas. Não é interessante para eles como prática, pois pode deixá-los em evidência.

– Suas críticas refletem na maioria das ocasiões o desejo por experimentar o que a vida lhes negou ou que eles não puderam alcançar.

– Não se preocupam em melhorar. Consideram que a melhor via para se destacarem é apagando o brilho de outras pessoas.

  1. – Seus julgamentos podem ser desde leves e privados a públicos e perigosos.
  2. Devemos ignorar essas pessoas e jamais entregar a elas o poder para que possam danificar nossa reputação pessoal ou profissional frente a um grande número de amigos, familiares ou qualquer outro público.
  3. Diante destas pessoas só cabe a ignorância como arma, embora devamos estar alertas e preparados para que não ultrapassem os limites da nossa intimidade e privacidade.

“Há velas que iluminam tudo, menos seu próprio candelabro”

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