Como Se Chama Uma Pessoa Que Gosta De Aprender?

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Cada pessoa é única e, naturalmente, possui suas qualidades e seus defeitos. Assim como opiniões são muito relativas: as características de uma pessoa que são vistas por muitos como extremamente positivas, podem, ao mesmo tempo, serem entendidas de maneira negativa por outros.

Porém, do ponto de vista profissional, é possível falar em características admiráveis de forma unânime, e que, certamente, fazem a diferença especialmente na hora de uma contratação (e, consequentemente, no dia a dia de trabalho).

Abaixo, Arnaldo Auad, fundador da Direção e Sentido Coaching e Treinamentos, e do Grupo BD Tecnologia; PNL Practitioner Certificado pela HP Consulting U.S.A.; Certified Professional Coach licenciado pelo BCI (Behavioral Coaching Institute); cita as principais qualidades que um profissional deve se esforçar para ter.

1. Autoconfiança

Para Auad, sem dúvida alguma, uma pessoa confiante e segura tem destaque na vida profissional, por vários motivos. “Um dos que considero mais importantes é que uma pessoa confiante e segura tende a correr mais riscos do que outras, ela ousa mais e se coloca à frente das situações na maioria das vezes”, diz.

“Penso que não exista uma pessoa 100% segura em todas as coisas, o tempo todo. Todos carregam um pouco de insegurança em algum aspecto de suas vidas. Acredito que o maior desafia seja encontrar o equilíbrio. Excesso de segurança pode levar à arrogância, e excesso de insegurança pode levar a deixar que seu futuro seja decidido por outros. Os extremos nunca são saudáveis”, lembra o coach.

No momento de uma entrevista de emprego, por exemplo, é normal sentir certa insegurança. Mas, é preciso, sobretudo, confiar no que você está fazendo e, uma maneira de demonstrar isso, é olhar nos olhos da pessoa que está realizando a entrevista.

Lembre-se sempre: se você não acreditar em si mesma, ninguém mais o fará!

2. Vontade de aprender

É importante que o profissional se mostre disposto a ouvir e a aprender coisas novas, sempre. Que nunca ache que “já sabe o suficiente sobre determinado assunto”, que é um profissional “totalmente feito” e está em vantagem em relação aos demais colegas de trabalho.

“Ouvir e aprender são fatores fundamentais. Vivemos em um mundo em constante mudança. O que era novidade ontem é obsoleto hoje, e amanhã será substituído. Buscar aprender e se desenvolver é o que manterá cada um de nós vivos, tanto na vida profissional quanto na vida particular”, diz Auad.

“Sugiro, inclusive, que sempre que possível o profissional busque o que está se tornando novidade ou tendência e aprenda o máximo que puder sobre isso, e perceba que quando essa novidade se tornar real, você estará preparada. Preparo e oportunidade, alguns chamam isso de sorte”, acrescenta o especialista.

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3. Flexibilidade

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Ser uma pessoa adaptável do ponto de vista profissional, sem sombra de dúvida, é importante, de acordo com Auad. “É, inclusive, uma das habilidades mais importantes atualmente. O contexto dos negócios está mudando o tempo todo.

Novas demandas, novas formas de fazer negócios, novas habilidades são requeridas todos os dias e para todos. A mudança é algo democrático. Se um profissional não se adapta, ele pode não servir ao novo contexto dos negócios”, diz.

“O elemento mais flexível de um grupo é o mais influente. Há uma máxima que diz: ‘Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças’.”, destaca o coach.

4. Automotivação

Algumas pessoas, para se sentirem mais seguras com o que fazem, esperam, diariamente, um retorno positivo, um elogio, seja por parte do próprio chefe, seja por parte de outra pessoa da equipe. Porém, isso pode ser “arriscado”.

Auad explica que considera importante o conceito da automotivação. “Se manter motivado, movido para ação é o que acredito ser o mais importante, e esse é um desafio individual, de dentro para fora”, diz.

Em outras palavras: você precisa se sentir bem com seu trabalho, sentir que está dando o seu melhor, sem que alguém precise exatamente te dizer isso… Elogios, é claro, são sempre bem-vindos, mas você não deve esperá-los o tempo todo.

“Vivemos em tempos onde as pessoas não são necessariamente mais produtivas e, sim, incrivelmente mais ocupadas. Algumas pessoas não têm tempo ou prioridade para sorrir, interagir, elogiar verdadeiramente. E aguardar que alguém nos motive é perigoso”, ressalta o especialista.

5. Boa comunicação

Ter uma comunicação eficaz refere-se à necessidade de saber se expressar, tanto na hora de falar, como escrever. Está relacionada ainda com a capacidade de saber ouvir e, consequentemente, falar “na hora certa”, respeitando o “espaço” do outro.

“A comunicação move as pessoas. Comunicar-se corretamente é uma das chaves para o sucesso”, lembra Auad.

“Um ponto a considerar é que a qualidade da comunicação está relacionada a como a mensagem é recebida e entendida e essa responsabilidade de quem comunica. Se fazer entender é um desafio.

Tenha em mente que palavras são a expressão simplista de uma experiência possivelmente profunda. Cada palavra carrega em si mais do que seu significado, carrega uma experiência.

Reconhecer isso e praticar com leitura, por exemplo, é um ótimo caminho”, acrescenta o coach.

6. Saber trabalhar em equipe

Uma das demandas mais comuns atualmente é justamente saber trabalhar em equipe, conforme destaca Auad. “As empresas já descobriram há algum tempo que a soma das partes pode ser maior que o todo.

Ter equipes com atitudes e habilidades multidisciplinares é uma das ferramentas para colocar a empresa à frente da concorrência.

Nesse contexto, saber lidar com as várias habilidades das pessoas ao redor e reconhecer que nem todo o conhecimento reside em si e que todos têm algo a aprender e a acrescentar é algo muito valioso atualmente”, explica.

7. Honestidade/Responsabilidade

Parece óbvio que todo profissional deva ser honesto e responsável: por exemplo, que não minta que está doente para faltar do serviço; que utilize seu horário de expediente para, de fato, trabalhar; que cumpra diariamente aquilo que se comprometeu a fazer; que não abuse de um horário flexível, se for o caso; que não mexa em coisas que não são suas; que não tenha o desejo de prejudicar o serviço de um colega etc. Mas é sempre bom frisar a importância dessas qualidades que, na verdade, são essenciais, tanto na vida pessoal como profissional.

Porém, conforme destaca Auad, avaliar se um candidato a emprego é realmente confiável/honesto, é uma das atividades mais complexas e subjetivas que o RH tem que desempenhar.

“Acredito que não exista exatidão nessa avaliação, agora é possível encontrar os indícios de que um candidato é confiável. As dinâmicas de grupo são instrumentos que podem facilitar o processo.

Há dinâmicas que podem colocar os candidatos em situações onde a confiabilidade pode ser provada”, comenta o especialista.

8. Profissionalismo

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Profissionalismo pode ser resumido aqui como o “procedimento característico dos bons profissionais (seriedade, competência, responsabilidade etc.)”, reunindo, assim, várias qualidades (inclusive algumas já citadas).

Porém, é sempre bom destacar a importância de se ter profissionalismo.

Não exclusivamente no sentido de “ser competente no serviço que faz”, mas, sim, de levar a sério tudo aquilo que faz enquanto está trabalhando; de se esforçar para fazer o melhor; de se vestir corretamente (de acordo com as necessidades do seu emprego); de respeitar ao próximo; de reconhecer que tudo tem sua hora (por exemplo, horário de serviço não é momento de ficar ao telefone resolvendo problemas pessoais); de não levar informações confidenciais para fora da empresa etc.

Auad destaca que, em termos gerais, profissionalismo está relacionado com a capacidade de uma pessoa realizar seu trabalho de forma produtiva e de acordo com o necessário e previsto. “É possível perceber se uma pessoa é um bom profissional quando ela se depara com um conflito possivelmente ético.

Como ela se porta frente a uma situação onde o que é necessário profissionalmente conflita com o que ela gostaria de fazer se não estivesse naquela posição. Um profissional age conforme as necessidades profissionais demandam naquele momento.

Se o que prevalece é a necessidade profissional, você pode estar diante de um bom profissional”, comenta.

9. Ser amigável

Nem todo mundo tem consciência disso, mas é muito importante ser uma pessoa amigável com as demais pessoas do trabalho.

Ser uma pessoa amistosa, confiável, flexível coloca o profissional na linha de frente(…)

“Os relacionamentos interpessoais são a graxa que move as complexas engrenagens da sociedade e do mundo corporativo. Ser uma pessoa amistosa, confiável, flexível coloca o profissional na linha de frente.

Quanto melhores e mais profundos forem os relacionamentos, mais simples será a vida de uma pessoa.

Temos que lembrar que antes de interagirmos com os negócios, máquinas e processos, lidamos com pessoas”, destaca Auad.

Aqui entra também a questão do bom-humor: claro que ninguém consegue sorrir 24 horas por dia, mas é importante se esforçar para ser uma pessoa agradável, que não “desconta” seus problemas e suas frustrações nos colegas de trabalho; que sempre se lembra de usar palavras como “por favor”, “obrigada”, “bom dia”, “boa tarde”; que está disposta a ajudar ao próximo quando solicitado etc.

10. Liderança

“A capacidade de liderar é algo que multiplica o potencial e a produtividade de uma pessoa. Se você avaliar com cuidado, perceberá que há um limite quanto à capacidade de absorver e praticar conhecimentos.

Se uma pessoa pode ser especialista em um assunto, não significa que será líder em função desse conhecimento.

Exercer a liderança requer mais do que o conhecimento acadêmico e formal, requer conhecer pessoas, suas necessidades e desejos”, destaca Auad.

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“Extrair o melhor de cada profissional cria um cenário onde potenciais são realizados e equipes comuns tornam-se extraordinárias. Desenvolver a liderança é um desafio diário e extremamente recompensador”, acrescenta o coach.

Uma maneira de tentar desenvolver seu potencial de liderança, além de tirar proveito das suas experiências diárias e do (bom) relacionamento que você tem com seus colegas de trabalho, é apostar em alguns cursos (presenciais ou online) e palestras que tratam do assunto. Fica a dica!

Por fim, vale lembrar: o sucesso profissional está também muito relacionado a trabalhar com aquilo que você gosta. Este será o ponto inicial para você desenvolver ou melhorar várias capacidades, as quais farão de você uma profissional competente e admirável.

As 12 expressões que farão de si uma pessoa mais amada

Diz a sabedoria popular que um gesto vale por mil palavras. Certamente. Mas isto apenas vale se o gesto corresponder a uma verdade interior e não for mera encenação.

Convencionou-se que as palavras não contam, que são superficiais e enganadoras. Mas é mentira.

As palavras são o mais importante veiculo de comunicação, de troca entre humanos, e podem marcar tão profunda e duradouramente uma relação como um gesto.

Há palavras que são brutas como um soco na cara, mesmo se ditas com simpatia. Porém, há outras que abrem portas na nossa relação com os outros. Há palavras que são pontes. Fazem com que os outros fiquem mais próximos, criam cumplicidades em vez de inimizades.

Sobretudo criam à nossa volta uma harmonia que só nos pode trazer felicidade. Aquilo que damos aos outros é-nos restituído sob a forma de felicidade e bem-estar. E isto não vale só para as relações amorosas.

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Vale para todas as relações que estabelecemos em sociedade.

Podem dizer-lhe que a sua aparência conta, que a sua cultura literária conta, que a sua educação conta. Mas de que adianta tudo isto se, num mundo construído sobre interações sociais, você se comporta de forma grosseira, não sabe veicular afetos profundos, não sabe ouvir os outros?

Como tudo na vida a gentileza, a empatia, a solidariedade também se aprende. Reunimos 12 palavras e expressões que farão de si uma pessoa, se não mais amada, pelo menos muito mais gostável.

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1. “Fico feliz por te ver”

Nós, os portugueses, oscilamos entre relações de extrema formalidade, onde não se veiculam simpatias e gentilezas (isso será logo considerado “dar graxa”) e relações de extrema informalidade onde se usa o “tu” e se acredita que isso significa “ter intimidade” com os outros. Errado. O ideal é perceber que a intimidade não se faz pelo uso do “tu” mas pelo uso do tempo. Por isso nunca se iniba de ser gentil, de elogiar, de expressar um afeto mais profundo. Se encontra alguém de quem gosta, não se fique por um inócuo “olá”. Vá mais longe: diga “fico feliz por te ver” ou “fico sempre feliz por te ver”. Com esta expressão está a comunicar que a presença da outra pessoa não lhe é indiferente, que gosta dessa presença, que essa pessoa lhe evoca sentimentos de felicidade.

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As suas palavras devem comunicar um genuíno interesse pelo outro. (foto: Getty Images)

2. “Lembro-me que tu…”

Ao evocar uma situação, um gesto, uma atitude positiva dos outros acontecida no passado (pode ser uma piada divertida, uma peça de vestuário, uma pequeno ato de heroísmo do quotidiano) está a comunicar ao outro que se lembra dele, e está a reafirmar a capacidade dele ou dela de terem em si coisas positivas que merecem ser notadas. É provável que a outra pessoa vá também lembrar-se de qualquer coisa positiva a seu respeito que não tinha notado. Talvez até se surpreenda com algo que marcou os outros sem saber. Este “lembro-me que tu” ou “talvez não tenhas notado mas” deve ser sempre seguido de uma coisa positiva e não negativa. As pessoas que insistem em evocar coisas negativas, pequenos incidentes ou fragilidades nossas, querem apenas reforçar as nossas inseguranças e são para evitar.

3. “Estou impressionado!”

Esta expressão foca-se naquilo que a pessoa faz, ou acabou de fazer, e não no que fez.

É uma expressão que visa reforçar a auto-estima do outro e deve ser usada com pessoas que acabaram de chegar a um novo local e trabalho, jovens estagiários, pessoas que parecem estar deslocadas ou isoladas dentro de um grupo.

Muitas vezes essas pessoas estão aflitas, envergonhadas, inseguras. Ser a mão amiga que se lhe estende, com um elogio, uma chamada de atenção positiva, vai fazer de si um super-herói quotidiano, sem precisar de outros superpoderes que não a gentileza.

4. “Eu acredito em ti”

Todos nós temos inseguranças. E no ambiente altamente competitivo em que vivemos ou nas relações instáveis que mantemos com os outros as nossas inseguranças podem tornar-se numa dor crónica. A melhor forma de se ajudar é acreditando genuinamente nos outros, na força que cada um tem para superar os obstáculos.

Por isso dizer “eu acredito em ti” pode ser fundamental para uma criança ou um adolescente ultrapassarem um bloqueio na sala de aula, na família ou com os amigos. Mas é igualmente oportuno usá-lo com adultos.

Quem tem cargos de chefia, quem está a lidar com um colega de trabalho menos ágil, quem está perante um amigo ou amiga que perdeu o emprego, ou o namorado, pode reforçar a autoestima dos outros com estas quatro palavras.

Este acreditar expressa uma confiança nas potencialidades do outro, vê as suas forças e destrezas até onde ele não consegue ver. Acreditar verdadeiramente nos outros pode ser o primeiro passo para acreditar em si mesmo.

5. “Olha só até onde já conseguiste chegar”

Esta expressão vem na linha da anterior, mas visa obrigar a outra pessoa a rever o seu percurso, ao mesmo tempo que demonstra que está atento a ela. Que registou os seus esforços, os seus sucessos, as suas conquistas.

Dizer “olha só até onde já conseguiste chegar!” é, ao mesmo tempo, uma celebração do sucesso alheio.

E isto é muito difícil (por isso a inveja é um pecado que mora ao lado) e, por isso, tantas vezes somos lestos a apontar as falhas mas nunca apontamos o êxito dos outros.

6. “Gostava de saber o que pensas sobre…”

Já reparou que, por estes dias, ninguém ouve ninguém? As pessoas fazem perguntas por mera cortesia social e antes que você esboce uma resposta elas já estão a falar de outra coisa. Em geral já estão a falar de si mesmas.

Dizer a alguém “gostava de saber o que pensas sobre…” ou “gostava de ouvir a tua opinião sobre…” é uma forma de comunicar ao outro que o considera inteligente, idóneo para se pronunciar sobre um assunto qualquer (seja uma decisão de vida, seja um mexerico). O importante é que esta frase acolhe o outro na sua vida, ou no grupo de trabalho, ou numa decisão familiar. Mas seja sincero quanto ao seu desejo de ouvir o outro. Se o fizer por obrigação social isso vai notar-se e vai apenas mostrar o quão autocentrado você é.

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As pessoas mais influentes e carismáticas são aquelas que empatizam com os outros. (foto: Getty Images)

Vamos clarificar uma coisa: esta frase não é apenas para ser usada para engatar miúdas (e miúdos). Querer saber mais sobre a outra pessoa que se senta ao nosso lado na faculdade, no trabalho, ou à mesa do jantar é o mínimo que podemos fazer para estabelecer ligações sólidas e duradouras. Mais uma vez é uma forma de aceder à vida, ao pensamento, aos sentimentos do outro.

“Diz-me mais”, ou “diz-me mais coisas sobre ti, sobre o que pensas de…”, é também um cumprimento, um elogio, é uma forma de comunicar que o outro diz coisas inteligentes, pertinentes, singulares.

Isto é particularmente válido com as crianças: ao mesmo tempo que as integra no grupo familiar ou escolar, dá-se-lhes a tarefa de as obrigar a pensar, a usar recursos do seu mundo interior que ainda estão a aprender a gerir.

8. “Bem-vindo”

Há quem compre tapetes de porta com a expressão inglesa welcome, mas que seja completamente incapaz de lidar com a expressão portuguesa: “seja bem-vindo”.

Para além das confusões com a ortografia da palavra (tantas vezes escrita como substantivo, “benvindo”), há um certo medo de parecermos pomposos ou teatrais. Por isso acabamos por cair no vulgar e adolescente “olá, tudo bem?”. .

Dizer a alguém que ele/ela é “bem-vindo”, seja na nossa mesa de café, na nossa casa, na nossa empresa ou na nossa vida é uma forma de dignificar a pessoa que recebemos e de lhe mostrar que estamos felizes com a sua chegada.

9. “Posso ajudar?”

No país que ensina as crianças a rirem quando veem alguém cair, que fez da humilhação alheia forma tradicional de celebração académica a expressão “posso ajudar?” pode parecer um óvni na nossa vida social. Mas ela existe e faz maravilhas.

Todos nós já experimentámos a sensação de, no meio de uma aflição, alguém nos oferecer ajuda sem querer nada em troca. Seja porque deixámos cair as compras no chão do supermercado, porque caímos na rua, porque simplesmente não sabemos o que fazer numa determinada situação.

“Posso ajudar?” é uma demonstração de empatia com a insegurança momentânea de alguém e é, ao mesmo tempo, uma confissão averbal de que também nós, por vezes, somos desastrados, inseguros.

10. “Desculpa!”

Eis outra expressão da qual se abusa mas que raramente se usa: ou seja diz-se “desculpa” por qualquer coisa. Há mesmo quem comece frases com a palavra “desculpa” como se tivesse medo de existir, mas raramente a usa como demonstração de um genuíno arrependimento.

Porque à palavra “desculpa” tem que corresponder uma consequência que é a nossa mudança de atitude. Pedir desculpa é colocarmo-nos nas mãos de alguém, é saber que seremos julgados mas que acreditamos poder ser absolvidos.

Dizer “desculpa!” é ainda uma forma acreditar que o outro confia em nós, na nossa capacidade de sermos melhores. Portanto, como dizem os ingleses “say it just when you mean it!“.

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“Desculpa” e “Obrigado/a” são provavelmente as palavras mais importantes de uma língua. (foto: AFP/Getty Images)

11. “Não”

Com três letrinhas apenas… pois é, esta palavra pode parecer destoar do tom deste artigo, mas ela é fundamental para a nossa sobrevivência social. O “Não” não deve ser pensado como sinónimo de humilhação dos outros, mas como sinal de que “nós merecemos respeito”.

Naturalmente há quem saiba usar todas as expressões acima apenas para manipular os outros, para conseguir alguma coisa do seu interesse. Por isso, aqueles que têm a empatia, a gentileza, a humanidade de dizer todas estas frases têm também que estar aptos a dizer “não” àqueles que não as têm com os outros. Querer fazer o bem não pode deixar-nos à mercê da maldade.

Porque ela existe, não obstante as declarações bem intencionadas de Rosseau.

12. “Obrigado/a”

Antes de tudo, é importante esclarece uma questão com a qual os portugueses e as portuguesas continuam a não atinar: as mulheres dizem obrigada (feminino) e os homens dizem obrigado (masculino). Posto isto, a palavra “Obrigado/a” é uma das mais importantes de uma língua.

É o selo de uma troca na qual ambos os lados deram algo. Na verdade, todas as expressões de que falámos anteriormente podiam resumir-se à palavra “Obrigado”.

Ela é uma bomba de sentimentos positivos, de empatia, de assunção da nossa fragilidade, das nossas falhas e, ainda assim, da aceitação e da generosidade do outro que nos recebe.

Deve usar-se sem parcimónia, desde o empregado do café que nos prepara o galão, até alguém que segura a porta para passarmos. Agradecer a gentileza reforça no outro a vontade de ser gentil. (Já agora, obrigada por lerem e ajudarem a partilhar este artigo).

O que é uma pessoa altruísta – 10 coisas que podemos aprender com elas – Portal

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Conheça as características de uma pessoa altruísta

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Atualmente, as pessoas pensam apenas em si mesmas cada vez mais. Atender suas próprias necessidades, anseios e desejos tornou-se a prioridade de quem vive num mundo individualista. Nesse contexto, amar o próximo e dedicar um tempo a ele, doando um pouco de si para que ele se ainda melhor, é um ato de extrema revolução.

Isso não significa que seja errado pensarmos em nossas necessidades e naquilo que precisamos atender para nos sentirmos realizados. Contudo, é importante ressaltar que é perfeitamente possível conciliar as duas coisas, ou seja, pensar em si e pensar também no outro, em formas de ajudá-lo a alcançar seus objetivos, metas e sonhos diariamente.

Isso nos leva ao conceito de altruísmo, para que sejamos capazes de contribuir para um mundo melhor; muito mais igualitário; que pensa no bem-estar físico, psíquico e emocional de todos. Nesta leitura, você descobrirá como desenvolver essa habilidade e qual é a sua importância também para o nosso próprio bem-estar.

  • Eu tenho o material certo
  • para você entender o que é
  • e como funciona esse
  • método poderoso!
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O que é ser altruísta?

Quando falamos em altruísmo, estamos falando de indivíduos que têm a característica e a capacidade de realizar ações pensando no bem-estar das pessoas ao seu redor, mesmo que, para isso, tenha que se anular e sacrificar seus próprios desejos e interesses de vez em quando. Altruísmo é o oposto do egoísmo.

É muito nobre pensar e agir em prol das necessidades do próximo, uma vez que, quanto mais o ajudamos, mais benefícios poderemos obter para nós mesmos. Entretanto, é preciso tomar certo cuidado, pois é fundamental mantermos o equilíbrio entre o que fazemos por nós mesmos e o que fazemos pelo outro.

De nada adianta pensar o tempo todo no outro e esquecer-se de si, de seus sonhos e objetivos, uma vez que você é o principal responsável pela concretização de seus desejos.

Lembre-se do conselho dos comissários de bordo: em emergências no avião, primeiro coloque a máscara sobre si para garantir a sua sobrevivência, de modo que, então, você possa ajudar as outras pessoas. Se isso não for feito, você não conseguirá ajudar nem a si mesmo nem ao outro.

Sendo assim, ser altruísta é um ato de coragem e revolução, se pensarmos no mundo em que vivemos e em como ele se encontra atualmente. Porém, não podemos deixar para trás os nossos interesses. Como sempre, equilíbrio é fundamental.

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10 coisas que podemos aprender com pessoas altruístas

Depois de entendermos a necessidade de se manter o equilíbrio entre contribuir para a construção de nossos sonhos e os das pessoas ao nosso redor, é chegado o momento de entendermos o que podemos aprender com os indivíduos que já são altruístas por natureza. Dessa forma, poderemos aplicar estes ensinamentos em nosso dia a dia.

1. Desenvolver a empatia

Empatia é a capacidade que o indivíduo tem de se colocar no lugar do outro, tentando sentir o que ele sentiu ou sentiria caso estivesse passando pela mesma situação que ele enfrenta. A ideia é tentar compreender os sentimentos e emoções vivenciadas, de modo que seja possível ajudar o próximo de maneira racional e objetiva.

A empatia está intrinsecamente ligada ao altruísmo, pois nos ajuda a compreender a dor e o sofrimento das pessoas ao nosso redor, nos incentivando a encontrar mecanismos que façam com que possamos ajudá-las de maneira mais assertiva e efetiva. É com empatia que agimos em relação ao outro da mesma maneira que gostaríamos que alguém agisse conosco.

2. Ouvir na essência

Outra grande habilidade que o altruísmo nos ensina é ouvir as pessoas na essência. Isso quer dizer que quando alguém está conversando conosco, nós devemos prestar atenção verdadeiramente nela, sem deixar que a nossa mente fique vagando por outros assuntos ou seja absorvida pelas preocupações do dia a dia.

Este é um dos maiores presentes que podemos oferecer a alguém: a nossa atenção. Mesmo que não falemos nada, pelo menos estaremos prestando atenção no que a pessoa nos diz de uma maneira real, da forma como ela merece. Afinal de contas, como ajudar alguém sem ouvir o que a pessoa tem a dizer? Ouvir é um bom começo.

3. Ajudar de forma genuína

Ajudar genuinamente o próximo, seja ele conhecido ou não, significa prestar auxílio sem esperar por algo em troca.

É importante tocar neste ponto, pois existem muitas pessoas que até têm o hábito de colaborar, de serem solidárias e empáticas, entretanto, sempre criam expectativas sobre suas ações e sobre as ações daqueles aos quais estão ajudando. Em outras palavras, essas pessoas esperam algo em troca do bem que fizeram.

Para as pessoas verdadeiramente altruístas, o que mais vale é o simples fato de ajudar de maneira genuína, já que são indivíduos que se doam tanto, que acabam esquecendo-se de suas próprias necessidades. Assim, este é um dos grandes aprendizados que podemos ter com este perfil de pessoa: ajudar sem esperar retribuição.

4. Ficar feliz com a felicidade do outro

Um dos maiores benefícios e aprendizados que podemos ter com indivíduos altruístas tem a ver com a grande habilidade que essas pessoas têm de sentirem-se felizes e realizadas com a felicidade daqueles que lhes rodeiam. Para os altruístas, não há nada mais gratificante do que ver alguém sorrindo, feliz e realizado com suas próprias conquistas.

Isso acontece, pois os altruístas são pessoas que sentem um bem-estar enorme ao terem a oportunidade de presenciar a felicidade e a plenitude dos que lhes acompanham em sua jornada, mesmo que não tenham participação direta para que essa felicidade aconteça. O que lhes importa realmente é ver as pessoas sorrindo com suas realizações, sem sentir qualquer tipo de inveja ou ciúme.

5. Levar a vida com mais tranquilidade

Os altruístas são indivíduos autoconfiantes, extremamente otimistas, que sabem que, no final das contas, tudo foi feito para dar certo. Sendo assim, fazem de tudo para levar a vida menos a sério, preocupando-se apenas com o que está acontecendo no presente. O que passou é passado, e o futuro ainda não chegou.

Não se trata de pessoas relaxadas, que deixam tudo para resolver na última hora. Contudo, pessoas altruístas não antecipam as situações ou preocupações, já que sabem que ficar ansioso com o que ainda nem aconteceu não contribui em nada adianta, exceto para nos adoecer.

6. Abrir os olhos para os problemas do mundo

Como citado no início do artigo, atualmente, as pessoas têm se preocupado cada vez menos com os problemas que estamos enfrentando no mundo, como as crises políticas, a fome, a miséria, questões ambientais, entre tantas outras situações nas quais podemos contribuir de uma maneira ou de outra.

Quando desenvolvemos o nosso altruísmo, conseguimos enxergar melhor essas questões e passamos a refletir sobre o que podemos fazer para que existam melhorias no mundo em que vivemos. Não é porque um problema não acontece em nossa rua que ele deixa de ser nosso. O planeta Terra é a casa de toda a humanidade.

7. Ser mais solidário

Atos de solidariedade têm o poder de fazer com que o mundo ao nosso redor seja constantemente transformado. Assim, outro grande aprendizado que podemos ter com os altruístas é sermos cada vez mais solidários nas mais diversas situações que nos cercam, desde ajudar um idoso a atravessar a rua até tornar-se voluntário em alguma causa com a qual tenhamos afinidade.

Você deve ter percebido que este item tem tudo a ver com item anterior. Ser solidário é uma consequência natural de abrir os olhos para os problemas do mundo. Primeiro identificamos os problemas que as outras pessoas enfrentam para que, depois, sejam capazes de ajudá-las.

8. Ser bondoso e generoso, sem precisar contar a ninguém

Raramente você vai saber sobre os atos de altruísmo de alguém pela boca dessa mesma pessoa, uma vez que esse perfil de indivíduo age com bondade sem precisar contar ou divulgar o que está fazendo para ninguém.

Assim como existem pessoas que esperam algo em troca de seus atos “solidários”, também existem aquelas que procuram pelos holofotes. Nos dois casos, não são pessoas verdadeiramente altruístas, mas indivíduos vaidosos, que desejam satisfazer sua necessidade de atenção ou ganhar algo em benefício próprio.

As ações de quem é verdadeiramente altruísta são realizadas para que a pessoa se sinta bem consigo mesmo e para fazer com que as pessoas auxiliadas desfrutem do bem-estar que merecem. Sendo assim, os altruístas não enxergam a necessidade de ficar anunciando aos quatro cantos as benfeitorias que realizam pelo mundo. Como se diz popularmente, “caridade com propaganda é vaidade”.

9. Não julgar

Como têm a grande capacidade de se colocar no lugar das outras pessoas, os indivíduos altruístas evitam ao máximo qualquer tipo de julgamento com relação a elas.

Cada pessoa tem uma história de vida sobre a qual pouco ou nada sabemos. Muitas vezes, os atos dos outros não fazem sentido para nós, mas não devemos julgá-los, afinal de contas, não conhecemos verdadeiramente a realidade de cada um. O altruísta verdadeiro sabe que aquilo que conhecemos sobre alguém é só a ponta do iceberg.

Por isso, o que podemos aprender com os altruístas é exatamente isto: não julgar realidades que não conhecemos profundamente. Como todo ser humano é falho, ninguém está em posição de julgar ninguém. Além disso, todo julgamento sem conhecimento de causa é puro preconceito.

10. Procurar sempre novas formas de ajudar

O indivíduo altruísta sempre acredita que pode fazer mais pelas pessoas ao seu redor, bem como pelo mundo todo que o cerca. Por isso, está em constante movimento, procurando novas maneiras de colaborar com o próximo, com seus amigos, familiares e até mesmo com desconhecidos.

Para ele, isso é gratificante e o deixa imensamente feliz e realizado. É por isso que pessoas altruístas investem tanto tempo em realizar ações que contribuam para que o mundo fique cada vez melhor para se viver. Ações altruístas envolvem doações para instituições de caridade, visitas a hospitais, resgate de animais de rua, distribuição de comida à população carente, entre outros.

No entanto, além dessas formas “clássicas” de solidariedade, não podemos nos esquecer de que há formas mais cotidianas de expressar o altruísmo. Ouvir um desabafo, consolar um amigo, fazer um favor, dar uma carona e compartilhar um conhecimento são alguns exemplos.

São inúmeros os aprendizados que podemos ter com aqueles que são verdadeiramente altruístas. No entanto, lembre-se também de cuidar de você, para que, assim, esteja em perfeitas condições de continuar ajudando aqueles que mais precisam.

E você, tem sido uma pessoa altruísta ultimamente? Quais desses conselhos mais tocaram seu coração? Deixe seu comentário abaixo. Ah, e por falar em altruísmo, não se esqueça de levar essas boas notícias aos seus amigos e familiares!

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Conheça três técnicas para aprender qualquer coisa

Como Se Chama Uma Pessoa Que Gosta De Aprender?

Eu aprendi muito em 2017. Mas eu quis que 2018 fosse o ano em que eu definiria melhor esse processo, tornando-o mais deliberado, intencional e, se tudo der certo, mais efetivo. Por isso, contatei Ulrich Boser, um fellow sênior do Center for American Progress e autor do livro “Learn Better: Mastering the Skills for Success in Life, Business and School“, para aprender truques sobre como aprender qualquer coisa.

“A habilidade de aprender de forma efetiva pode ser a mais importante da vida”, diz Boser. “É como a anti-criptonita. Ela concede os poderes mágicos para ser bem sucedido em qualquer campo”.

De fato, os argumentos em favor de um aprendizado contínuo nunca estiveram tão fortes — seja para tentar continuar numa indústria mesmo era da automação ou simplesmente fortalecer a capacidade de refletir profundamente diante de uma avalanche de notícias a todo momento.

Para aqueles que desejam aprender qualquer coisa em 2020, Boser identificou três estratégias importantes aplicáveis para todo mundo: encontrar significado, desenvolver metacognição e aceitar o poder do esquecimento.

Encontrar significado

Pesquisas apontam que motivação é a chave para aprender qualquer coisa. Então, para conseguir dominar uma ideia, nós temos que torná-la importante.

“É impossível aprender se nós não quisermos fazer isso, e para ganhar expertise temos de ver essas habilidades e conhecimentos como valiosos”, afirma Boser. “Nós temos que criar significado. Aprender é encontrar sentido em algo”.

Algumas pessoas pensam que nossos cérebros funcionam como computadores: nós lemos algo, nossos cérebros guardam a informação e nós a acessamos quando precisamos dela. Não é assim, como explica Boser.

Um experimento interessante de 2002 constatou que estudantes conseguiam usar bem as fórmulas de matemática para resolver uma série de 1500 problemas de Física, mas, ainda assim, não conseguiam entender o conceito por trás das questões que respondiam. “As pessoas podem fazer a mesma coisa milhares de vezes – literalmente – sem de fato aprendê-la”.

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Nós temos que nos engajar de maneira ativa com a informação para que ela se fixe. Parar para pensar “por que funciona desse jeito?” ou mesmo errar uma resposta pode ajudar a “cimentar” esse material no cérebro.

Então, ainda que sublinhar ou grifar um livro possa nos fazer sentir mais inteligentes e preparados, é mais eficaz ler um excerto e parar por dois minutos para fazer anotações sobre essa leitura breve.

Uma pesquisa de 2014 mostrou que estudantes que liam um trecho e tinham de, logo depois, relembrar o que haviam lido, seja escrevendo um parágrafo ou criando um mapa conceitual, absorviam melhor a informação do que os alunos que só estudavam o texto sem apelar para técnicas mais ativas. Ter de escrever sobre esse material fez com que atribuíssem sentido a ele.

Quer outra boa estratégia para aprender qualquer coisa?

É simples: cometa erros. Boser conta que, uma vez, perguntaram a ele qual era a capital da Austrália. Ele respondeu de forma confiante que era Sydney, e depois arriscou Melbourne, e aí Perth e uma lista das cidades australianas de que se lembrava. (Sendo que a resposta era Canberra)

Para Boser, essa foi uma boa maneira de aprender a capital da Austrália. Ao se confundir com as respostas inicialmente, ele se tornou capaz de lembrar melhor a opção correta em seguida.

Esse é o chamado “efeito da hiper-correção”, que acontece quando temos a certeza de que sabemos algo mas, depois, percebemos que estávamos errados.

Quando somos confrontados com o nosso próprio deslize, diz Boser, “nós paramos e pensamos ‘por que eu pensava desse jeito?’ e, então, o material passa a ter mais significado”.

Na próxima vez que você encarar uma discussão complexa, veja se consegue imediatamente separar os argumentos em sua essência – por meio da escrita, ou mesmo tirando um momento para identificar as principais conclusões.

Pode parecer uma técnica que consome muito tempo, mas provavelmente exigirá um período de dedicação menor do que ler alguma coisa, esquecê-la e depois precisar fazer tudo de novo para recobrar essa lembrança.

Faça com que a informação que você absorve tenha sentido e ela se fixará melhor.

Metacognição para aprender qualquer coisa

Humanos são animais confiantes demais. Nós achamos que somos mais espertos e mais bonitos do que realmente somos, e que trabalhamos mais do que aqueles à nossa volta. E isso é, com certeza, matematicamente impossível. “Nós não fazemos o suficiente para entender o que não sabemos”, escreve Boser.

Isso acontece, em partes, porque não passamos muito tempo pensando no que fazemos e no que não sabemos. Só que, no fim das contas, pensar sobre o ato de refletir é uma forma bastante efetiva de melhorar nosso aprendizado.

A chamada “metacognição” tem dois aspectos principais, como define Boser: o planejamento (“Quais são meus objetivos e como vou aprender sobre isso?”) e o monitoramento (“Há outra forma de aprender isso? Como posso medir meus avanços? Por que estou fazendo isso?”).

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O pesquisador holandês Marcel Veenman descobriu que crianças com habilidades metacognitivas superavam as crianças que tinham QI alto nos testes de matemática.

Ele disse a Boser que, em sua pesquisa, a metacognição era responsável por 40% dos resultados do processo de aprendizagem, comparada aos 25% que ficavam a cargo do QI.

Criar um processo para se planejar, monitorar e avaliar o processo de aprendizado gera um entendimento maior.

Um estudo mostrou que estudantes que recebiam treinamento em como pensar sobre problem solving – assim como outro grupo que recebia treinamento sobre o problem solving em si, e sobre como se planejar, monitorar e avaliar seu próprio aprendizado – se saíram melhor nos exames.

Eles também aproveitaram oportunidades de aprender de forma mais independente no restante do semestre e se sentiram mais motivados do que os colegas que não receberam esse treinamento todo.

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De acordo com o Educational Endowment Foundation do Reino Unido, que realiza estudos para diminuir o achievement gap, a metacognição está entre as duas técnicas mais eficazes que já foram testadas pelo órgão.

Feedback é a outra forma mais popular. Os alunos envolvidos em programas desenhados para melhorar a maneira como eles refletiam sobre seu jeito de pensar aceleraram seu processo de aprendizagem em uma média de oito meses, em termos de progresso acadêmico. Os efeitos mais significativos foram identificados nos estudantes com pior desempenho inicial e nos mais velhos.

Além disso, um pesquisador de Stanford desenvolveu uma técnica de 15 minutos baseada em metacognição que elevou as notas de alunos de “B” para “A” (a nota máxima). Se você quer apostar em metacognição, esse talvez seja um bom lugar para começar.

O poder do esquecimento

As pessoas, em geral, esquecem 50% do que aprendem depois de um período de 24 horas. De acordo com Boser, não há nada de errado nisso.

“Em resumo, as pesquisas demonstram que o esquecimento ajuda no aprendizado e que, quanto mais nos aproveitamos disso, mais aprendemos”. Isso porque, quando nos esquecemos, temos a chance de relembrar algo.

E relembrar permite que retenhamos a informação por mais tempo.

Uma prática-chave que se beneficia da nossa tendência ao esquecimento é chamada “interleaving“. Quando as aulas misturam diferentes tipos de problema, as crianças costumam aprender mais do que quando veem um tipo de cada vez.

Pense em termos matemáticos: os jovens geralmente têm de entender, por exemplo, uma série de enunciados que trabalham um tipo de gráfico específico para, em seguida, analisar outros conceitos, como curvas. Eles não precisam pensar sobre qual espécie de problema estão resolvendo, o que os ajudaria em uma prova que mesclasse todos eles, sem uma ordem determinada.

Quando nos forçamos a alternar diversas porções de informação, nós esquecemos e relembramos o material – e, como consequência, absorvemos melhor.

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Outro estudo conduzido por Douglas Rohrer, professor de psicologia da Universidade do Sul da Flórida, nos Estados Unidos, mostrou que as crianças que estudavam problemas desordenados se saíam melhor do que aquelas que seguiam o caminho oposto. Mais importante ainda, ao fim do semestre, quando faziam as avaliações, retinham mais informação.

Annie Murphy Paul escreveu, na publicação Scientific American, uma descrição dos resultados:

Depois de três meses, todos os estudantes encararam uma revisão geral, e no dia seguinte fizeram uma prova.

Aqueles que tinham adotado práticas de interleaving acertaram 80% do teste, comparados com 64% de rendimento da outra parcela dos alunos, que realizava as tarefas divididas “em blocos” – uma diferença não tão significativa.

Mas a vantagem do interleaving ficou mais evidente quando os estudantes foram testados um mês depois da revisão. Nesse exame, os que adotaram a prática acertaram 74%, enquanto os que realizavam as tarefas em blocos chegaram a míseros 42%.

Essa abordagem é um tapa na cara na maneira como nós, tipicamente, aprendemos novos conceitos. Ache um estudante que nunca tenha se matado de estudar às vésperas de uma avaliação e eu vou encontrar um unicórnio que me leve para casa aos fins de semana. E, ainda que seja um formato ineficiente, é o jeito como os jovens estudam.

“Nós costumamos fazer a mesma coisa várias e várias vezes”, explica Boser. “Mas, quando se mistura tudo, o aprendizado é mais produtivo”. Ele diz que os alunos que usam uma pilha de flashcards, que divide os conceitos em fichas, melhoram seu desempenho em 30%.

A conclusão sobre como aprender qualquer coisa

Há muitos mal-entendidos sobre processos de aprendizagem. Muitas pessoas creem que haja “estilos” para cada pessoa, ainda que falte evidência científica sobre isso, ou mesmo que conseguimos aprender bem sem ter orientação (o que é falso).

A verdade é que, para aprender qualquer coisa, é necessário trabalho duro. Mas, para parafrasear Eleanor Roosevelt, são as coisas difíceis que tendem a valer a pena. Nós podemos ser bons aprendizes por natureza se, como Boser, dedicarmos tempo a isso, elaborarmos um processo que funcione e entendermos como monitorar nosso progresso.

Este texto foi originalmente publicado pelo site Quartz, em inglês, e adaptado pelo Estudar Fora. 

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