Como Se Chama Uma Pessoa Que Faz Parkour?

Como Se Chama Uma Pessoa Que Faz Parkour? Como Se Chama Uma Pessoa Que Faz Parkour?

O Le Parkour parece coisa de dublê de filme de ação, mas vai muito além de um exercício ou forma de expressão cultural. Provavelmente, você já viu algum vídeo de alguém escalando ou pulando muros ou prédios e se surpreendeu com tamanha habilidade. E não é para menos: seus praticantes usam do próprio corpo para superar limites dentro do menor espaço de tempo possível. Então, além de chamar atenção em paisagens urbanas, o Le Parkour traz diversos benefícios à saúde física e mental. Inclusive, pode ser uma boa alternativa para quem quer se exercitar e já cansou de fazer musculação ou outros treinos convencionais. E você, tem curiosidade em saber mais sobre essa prática? Continue neste texto para saber tudo sobre Le Parkour que, assim como a ALL Accor, tem origem francesa. Hoje, vamos mostrar desde o que é Le Parkour até dicas e movimentos para iniciar nessa modalidade que é pura adrenalina. Fique por dentro!

Como Se Chama Uma Pessoa Que Faz Parkour?

Le Parkour ou Parkour é uma prática que tem como objetivo se deslocar de um ponto a outro com rapidez e velocidade usando o próprio corpo como equipamento.

É da língua francesa de onde veio a palavra Parkour. Em tradução, “Le Parkour” é um jeito diferente de escrever “parcours” que, por sua vez, quer dizer “percurso”.

Está se perguntando como ficam os obstáculos do caminho? Eles nunca são desviados e sim transpostos.

Isso mesmo, o praticante passa por cima. Por isso mesmo, o Le Parkour envolve movimentos como escaladas, saltos e outras técnicas de artes marciais e ginástica olímpica.

Contudo, embora apresente características de uma modalidade esportiva, não existe um consenso se Le Parkour é esporte ou uma forma de expressão corporal.

Como se chama uma pessoa que pratica Parkour?

  • As pessoas que praticam Parkour são chamadas de traceurs (masculino) ou traceuses (feminino).
  • Em tradução livre para o português, “traceur” é algo como traçador de rota.
  • E cá entre nós: isso faz todo sentido quando lembramos que a missão do Le Parkour é ir de um ponto a outro, não é mesmo?
  • O objetivo dos traceurs é encontrar um meio para percorrer um caminho de modo rápido e eficaz sem desviar de seus obstáculos – seja árvores, carros, corrimãos, escadas, muros, rampas ou até mesmo vãos.
  • Assim sendo, são movidos a buscar alternativas diferentes para percorrer trajetos que as pessoas normalmente fariam andando.
  • Por isso, por mais que seja uma prática considerada de alto risco é papel do praticante ter consciência de suas limitações físicas e dos riscos envolvidos.

Como Se Chama Uma Pessoa Que Faz Parkour?

Por trás do processo histórico do Le Parkour existe uma curiosidade: a prática teve origem em uma inspiração transmitida de pai para filho.

Confira como foi criado o Le Parkour mais detalhadamente e como chegou ao Brasil a seguir.

Como Le Parkour foi criado

  1. Criado em meados de 1980, na França, o Le Parkour foi inspirado nas técnicas de salvamento e fuga de emergências usadas por bombeiros.
  2. Mais precisamente, isso aconteceu quando seu pioneiro, David Belle, se inspirou no trabalho do próprio pai, Raymond Belle, oficial da elite de bombeiros.

  3. Praticante de movimentos de ginástica desde criança, David e o amigo Sébastien Foucan usaram ginásticas, técnicas de salvamento e de educação física para criar o Le Parkour.
  4. Os dois usaram as ruas de Paris para começar seus treinos e, poucos anos depois, fizeram com que a prática ganhasse o mundo.

  5. Dessa forma, Belle e Foucan são considerados hoje os pais do Le Parkour.

Como o Parkour chegou ao Brasil

  • Em 2004, o Le Parkour desembarcou no Brasil sendo praticado por jovens de Brasília e São Paulo que encontraram na prática uma forma de diversão.
  • Os vídeos dos praticantes brasileiros de Le Parkour fizeram um tremendo sucesso pela internet.
  • Tanto que, no ano seguinte (2005), foi criada a Associação Brasileira de Parkour (ABPK), entidade que tem como objetivo promover sua prática no país.
  • Conheça alguns dos principais nomes do Parkour no Brasil:
  • Camila Stefaniu – primeira atleta profissional de Parkour da América do Sul e medalhista no North American Parkour Championships, no Canadá
  • Jean Wainer – fundador e ex-presidente da Associação Brasileira de Parkour e fundador da escola Tracer Parkour
  • Leonard Akira – criador do primeiro curso de Le Parkour, fundador da Parkour Brazil e praticante desde 2004
  • Poliana Souza – proprietária e diretora da Drop and Leap Escola de Parkour em Brasília (DF).

Como Se Chama Uma Pessoa Que Faz Parkour?

Encarado por muitos como uma filosofia de vida, o Le Parkour traz uma série de ganhos para o corpo e para a mente.

Veja quais são esses benefícios:

  • Incentiva a disciplina do praticante
  • Aumenta a sensação de bem-estar
  • Melhora o equilíbrio físico e mental
  • Ajuda no controle dos níveis de glicose no sangue
  • Dá mais agilidade e dinamismo 
  • Desenvolve a coordenação motora
  • Eleva a autoestima
  • Fortalece os músculos
  • Melhora a concentração
  • Melhora a consciência corporal
  • Melhora o condicionamento físico
  • Melhora a flexibilidade e resistência física
  • Melhora o sistema cardiorrespiratório e automotor
  • Promove uma sensação de bem-estar
  • Proporciona diversão
  • Reduz o estresse
  • Reduz os sintomas de ansiedade e depressão.
  1. Podendo ser praticado por pessoas de todas as idades, o Le Parkour traz benefícios para todas as faixas etárias.
  2. Se, para os adultos, pode ser um exercício e ao mesmo tempo um jeito de se divertir, para as crianças, é uma forma de aprimorar a coordenação motora e estimular o exercício físico.
  3. Transforma o mundo em uma espécie de playground, no qual os praticantes são convidados a explorar o próprio corpo e o ambiente ao redor.
  4. Para alguns, funciona até mesmo como uma forma de vencer o medo de altura, de desequilíbrio ou de ser julgado.
  5. Para outros, como um meio de aumentar a interação social, visto que pode ser feito em grupo.

Como Se Chama Uma Pessoa Que Faz Parkour?

  • Depois de entender por que praticar, é hora de conhecer quais as modalidades do Parkour.
  • Basicamente, existem duas: outdoor e indoor.
  • Vamos conhecer seus detalhes?

Le Parkour outdoor

A versão outdoor é a original do Parkour e acontece ao ar livre, em cenários urbanos como parques, praças e ruas.

Um convite para explorar a cidade de ângulos diferentes.

Le Parkour indoor

O Le Parkour indoor, como o nome sugere, acontece em espaços cobertos como academias e galpões, por exemplo.

Neste caso, é oferecido por estabelecimentos que possuem estrutura própria para ensinar a modalidade.

Nessas escolas de Parkour, são inseridos obstáculos móveis como caixotes, pneus e rampas e obstáculos fixos como barras e paredes. No entanto, são usados de acordo com a proposta de cada aula.

Como Se Chama Uma Pessoa Que Faz Parkour?

  1. Mesmo não existindo regras em sua versão original, existem recomendações a serem seguidas pelos praticantes, com o objetivo de preservar a integridade física e o ambiente.
  2. Em aulas, é possível que existam regras condicionais para dar mais dinamismo aos movimentos como, por exemplo, não colocar o pé no chão.
  3. Mas a tendência é que a gente venha a conhecer as regras do Parkour no futuro, visto que foi reconhecido como esporte no Reino Unido e competições possuem diretrizes.
  4. Porém, ainda variam de disputa para disputa.
  5. A principal regra, sem dúvida, é fazer o percurso de obstáculos no menor tempo possível.

Como Se Chama Uma Pessoa Que Faz Parkour?

Não dá para falar de Le Parkour sem citar seus principais movimentos. 

Descubra os principais deles a seguir:

1. Big Jump

Big Jump é um salto dado de um lugar com pelo menos três metros de altura, mas também pode ser um salto longo em distância.

Para amortecer o impacto da queda, o praticante deve seguir esse movimento de Le Parkour com cambalhota ou usando as mãos como apoio.

2. King Kong Vault

King Kong Vault é uma transposição onde o praticante usa as mãos para impulsionar o corpo.

É o mesmo movimento que um gorila faria, o que dá origem ao seu nome.

3. Rolamento

Indicado para finalizar grandes saltos e, assim, reduzir o impacto na queda, o rolamento é um movimento mais básico.

Porém, exige cuidado para que um dos ombros não fique inclinado demais para dentro ao tocar o chão: isso evita contusão.

4. Salto de Precisão

Como o nome entrega, Salto de Precisão é uma manobra em que o traceur deve saltar de um ponto a outro e ficar estático na aterrissagem.

Exige controle e bastante treino, visto que geralmente é realizada em lugares mais arriscados.

5. Tic tac

  • Tic Tac é um movimento que lembra um drible no futebol.
  • O praticante apoia o pé na parede para ganhar impulso e sai ligeiro em uma direção diferente da qual estava seguindo.
  • Pode ser feito em árvores, lixeiras, paredes, postes ou outros elementos que ajudem o traceur a ganhar altura.

6. Wall Run

  1. Wall Run ou escalada é um movimento empregado para se atingir um obstáculo em alta velocidade, usando um dos pés para dar impulso vertical. 
  2. O traceur toma impulso e se joga na parede com velocidade, apoiando o pé bem alto e dando mais um passo na vertical para agarrar o topo.

  3. É feito em muros e paredes.
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Como Se Chama Uma Pessoa Que Faz Parkour?

  • Como o Parkour se baseia na superação de obstáculos, de acordo com as limitações e o ritmo do traceur, ele pode ser praticado por qualquer pessoa.
  • Mas embora não existam contra-indicações, é importante ter um bom preparo físico e saúde em dia.
  • Por isso, a recomendação de especialistas é que, antes de começar qualquer atividade física, um médico seja consultado.
  • Existem várias escolas que oferecem cursos de Le Parkour para pessoas de todas as idades, de crianças a idosos.
  • Os treinos são adaptados às limitações e ao nível de experiência de cada praticante.

Como Se Chama Uma Pessoa Que Faz Parkour?

Para praticar Le Parkour, é preciso escolher bem o ambiente, se certificar dos riscos e condições, além de ter preparo físico e também mental.

Afinal, para ter sucesso na execução dos movimentos, é fundamental aprender a controlar o medo para evitar erros e até mesmo acidentes.

Quais equipamentos são necessários para a prática do Parkour

  1. Uma das principais vantagens do Parkour é seu custo, já que não exige a compra de acessórios caros.
  2. Para começar, tudo o que você precisa é de um par de tênis confortável, de roupas leves e vontade de aprender.

  3. Como o exercício dispensa equipamentos, o praticante usa apenas o próprio corpo para encarar os obstáculos a frente.

  4. Uma forma de aumentar a percepção dos próprios limites e também uma oportunidade de aprender a ouvir o próprio corpo, conhecendo suas dificuldades.

Dicas para quem quer começar a praticar Parkour

Percebeu que praticar Le Parkour pode ser uma boa ideia para você ou para alguém que conhece?

Então, se atente a algumas dicas para iniciantes nesta prática que é pura adrenalina e autossuperação:

  1. É interessante consultar um médico para verificar sua aptidão física para seguir com o exercício. Isso evita o risco de lesões e outros problemas de saúde

  2. Use roupas leves e um par de tênis confortável (tênis de corrida é uma sugestão, já que são criados para enfrentar maiores impactos)

  3. Também é importante investir em um bom condicionamento físico, essencial para que faça as manobras com cada vez mais tranquilidade

  4. Não inicie a prática sem ter o acompanhamento de um profissional experiente em Le Parkour

  5. Busque sempre locais e percursos que já conheça e que exijam movimentos mais simples. Assim, você pode se autoconhecer melhor e entender seus limites

  6. Ao fazer movimentos e manobras, tenha e mantenha segurança ao se equilibrar, agarrar e se pendurar

  7. Não tente fazer mais do que o seu corpo consegue aguentar. Embora Le Parkour seja uma prática para ultrapassar limites, é preciso ter cautela

  • Depois de conhecer o que é o Le Parkour e tudo o que envolve essa prática inusitada e com cheiro de aventura, é só partir para o treino.
  • Só não se esqueça de consultar um médico para se certificar de que tem as condições de saúde necessárias para isso, combinado?
  • Em seguida, é só buscar a ajuda de um profissional especializado para começar suas aulas e, assim, superar seus próprios limites!
  • Ficou com vontade de começar a praticar Le Parkour? 

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Cada vez mais popular na cidade, o parkour começa a atrair as mulheres

Praticantes de parkour sorriem em uma foto postada nas redes sociais. Alguns aparecem pendurados, outros fazendo estripulias. Mas um detalhe chama a atenção.

Um olhar mais atento nota que, em um grupo de 22 pessoas, apenas três são mulheres. A foto ilustra a presença maciça de homens no esporte, mas mostra também que elas não se intimidam por serem minoria nesse território radical.

Em contraste, uma outra imagem apresenta 16 mulheres sorridentes após um aulão de parkour.

Como Se Chama Uma Pessoa Que Faz Parkour?

As duas fotografias fazem parte do álbum de Poliana Sousa, professora da modalidade e mostram que, aos poucos, começa a se ensaiar um movimento de popularização do esporte entre as mulheres no Distrito Federal.

Poliana foi uma das primeiras brasilienses a entrar nesse universo. Em 2005, começou a praticar por conta própria e durante cinco anos encarou o parkour como um hobby. Em 2011, formada em educação física, percebeu que a modalidade precisava de professores que auxiliassem os iniciantes e se tornou uma das primeiras treinadoras da cidade.

O parkour consiste em um treino de transposição de obstáculos que integram o ambiente. Escalar e pular muros, saltar em escadas e corrimões e desviar de buracos e portões são alguns dos exemplos dos desafios dessa modalidade.

“É uma atividade física que possui excelentes exercícios, mas os objetivos são as metas de deslocamento. A gente tem que se mover de um ponto o outro da melhor forma e da maneira mais eficiente possível”, acrescenta Poliana.

Luca Baeta, treinador de parkour, também define a prática: “É uma atividade de ultrapassagem de obstáculos em que você usa apenas o seu corpo como ferramenta. Ele se adapta ao ambiente. Você aprende a fazer determinado percurso de forma mais livre, rápida e fluente”, acrescenta.

Ao participar de uma aula pela primeira vez, o aluno vai se deparar com exercícios de força, coordenação, mobilidade e equilíbrio. “Temos uma aula de habilidades gerais para ver como a pessoa se movimenta.

A partir de então, tratamos o aluno como iniciante, intermediário ou avançado”, explica Poliana. Movimentos como andar em quatro apoios, exercícios de agarrar e de amortecimento de impacto são os mais comuns.

Como Se Chama Uma Pessoa Que Faz Parkour?

Poliana afirma que o treino para mulheres e homens não tem grandes diferenças. “O parkour independe de gênero e idade, qualquer pessoa pode praticar. A única diferença é que os exercícios vão ser adaptados ao nível da pessoa, seja homem, seja mulher, seja criança, seja idoso”, completa.

Luca concorda com Poliana quanto às diferenças mínimas e acrescenta ainda que elas têm uma vantagem: na fase folicular do ciclo menstrual, que se inicia no primeiro dia da menstruação, a mulher tem alterações hormonais que aumentam a força. “Isso permite que a gente trabalhe movimentos mais intensos que ajudam a aluna a superar seus limites”, explica.

A superação, aliás, é um aspecto importante na modalidade. “Eu via os meus amigos praticando e achava que nunca seria capaz de realizar algo parecido. Hoje, sei que tenho essa capacidade, sei que consigo quebrar os meus limites”, afirma a estudante Natália Leite Colombelli, 18 anos.

Praticante assídua de parkour há um mês, a jovem conhece a modalidade há cerca de três anos e participou de vários aulões antes de se engajar de vez. “Faço outros esportes, e meus amigos sempre me incentivaram. Quando comecei, percebi uma conexão entre o parkour e minhas outras atividades. Trouxe muitas melhorias físicas e emocionais para a minha vida”, afirma.

Os treinos ocorrem duas vezes por semana e, sempre que pode, Natália aproveita para praticar um pouco mais no fim de semana.

Os limites continuam sendo testados e a estudante acredita que eles são mais emocionais do que físicos: o medo de cair e se machucar pode ser um dos grandes bloqueios para os novos praticantes.

“Não precisa ter receio de começar, esse é o meu maior conselho”, completa Poliana.

ProfissionalizaçãoEnquanto o parkour vai se profissionalizando, a quantidade de mulheres cresce no esporte. “Hoje, estamos no auge da presença feminina, não somente em Brasília, mas no Brasil inteiro”, acredita Poliana.

Luca considera que a profissionalização ajuda na adesão delas. “Acho que antes as mulheres tinham receio de se aventurar em algo que não sabiam o que era ou não tinham ouvido falar. Agora, com as aulas e treinos, estão mais empolgadas.

Esses cuidados e organização são recentes na modalidade, muito nova por si só. O parkour surgiu nos anos 1980 e só se popularizou em 1997, quando um de seus criadores, David Belle, deu entrevistas a emissoras de tevê norte-americanas. A Associação Brasileira de Parkour foi criada em 2005.

A Prática do Parkour como Meio de Desenvolvimento de Força

ALVES, Mateus Augusto Correia [1]

ALVES, Mateus Augusto Correia. A Prática do Parkour como Meio de Desenvolvimento de Força em Membros Inferiores e Superiores no Âmbito Escolar. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 02, Vol. 01. pp 483-487, Abril de 2017. ISSN:2448-0959

Contents

  • RESUMO
  • INTRODUÇÃO
  • REFERENCIAL TEÓRICO
  • CONSIDERAÇÕES FINAIS
  • REFERÊNCIAS

RESUMO

A modalidade Parkour vem com o objetivo de quebrar paradigmas de que não pode ser praticado por todos e sua vivencia proporciona saúde, coordenação motora, lateralidade, flexibilidade e desafios para seus praticantes com foco de superar a si mesmo.

Hoje em dia o Parkour é conhecido pelo o mundo por suas aparições em filmes, jornais televisivos e toda mídia visual, porém, é uma pratica ainda mal visada pela sociedade, que não veem uma prática radical e sim um ato de vandalismo, que só poderia ser praticado por marginais, pela habilidade de saltos e superação de obstáculos, não sabendo da sua origem, dificuldade e esforço que existe para que se consiga praticar os exercícios e movimentos do Parkour. Existe uma ideologia no qual diz sobre o Parkour ser uma filosofia pelo fato de exigir rápido raciocínio, intenso trabalho mental e pela beleza e leveza que existe em seus movimentos. Sendo uma disciplina capaz de introduzir e integrar os alunos a uma cultura corporal, a Educação Física é capaz de usufruir dos jogos, esportes, dança, lutas, ginástica, trazendo benefícios a cidadania, produzindo, reproduzindo, transformando, capacitando e melhorando a qualidade de vida dos alunos. Os processos de ensino aprendizagem devem considerar características do sujeito em todas as suas dimensões de ensino (cognitiva, corporal, afetiva, ética, relação interpessoal e inserção social). A finalidade da Educação Física escolar é garantir que os alunos tenham acesso as atividades de práticas corporais para contribuir com uma construção e o desenvolvimento das potencialidades corporais do indivíduo.

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Palavras Chaves: Parkour, Desenvolvimento Motor, Escola, Educação Física.

INTRODUÇÃO

Essa temática foi escolhida como uma forma de ensino ampliada de uma atividade que movimenta com todo o corpo e com o psicológico da pessoa fazendo com que o mesmo vença a si mesmo, supere e ultrapasse seus limites, a partir de uma forma de ensinamento do Parkour.

Esse trabalho mostra como a prática do Parkour pode ser beneficiada para a saúde e para o psicomotor como o desenvolvimento dos membros inferiores e superiores com o a finalidade de aperfeiçoar a lateralidade de cada indivíduo, mas também como trabalhar a prática.

Muitos acham que o Parkour é muito difícil e muito perigoso de se ensinar, mas na verdade não é perigoso e sim dinâmico, pois o maior obstáculo de um praticante é consigo mesmo, a brincadeira acaba se tornando algo sério, quando menos se espera está praticando a modalidade.

O Parkour faz com que o praticante rompa padrões de movimentação, utilizando o ambiente de uma forma diferenciada. Esta vivência faz com que a pessoa desenvolva a criatividade, melhorando sua visão sobre o ambiente, criando novas possibilidades de movimentação.

O princípio seria ensinar para crianças e jovens, porém focando no seu desenvolvimento motor como aperfeiçoamento da noção do espaço e do equilíbrio do seu corpo, e daí aos poucos ia ensinando através de brincadeiras e jogos. Com um determinado tempo todos iriam aprendendo gradativamente e isso poderia ser criado dependendo de como se ensina um nível de dificuldade em forma de atividades.

Ao conhecer novas possibilidades do seu corpo, fatores como o medo começam a anular suas ações como uma forma de proteção. O controle do medo está em entender até que ponto essa emoção é uma forma de proteção, ou um bloqueio na superação de desafios.

Outro aspecto, a disciplina, leva o praticante a entender que seu treinamento gera um maior conhecimento de si mesmo e suas limitações, ampliando assim suas possibilidades.

Esse autoconhecimento ajuda na superação de medos e traumas, fazendo com que os desafios encontrados pelo caminho sejam superados, não só nos treinos, mas na vida como um todo.

Quando o praticante cria novas possibilidades, precisa acreditar e confiar em si mesmo, sabendo que a força que tem adquiriu de treinamento e que pode conseguir tudo que almeja se buscar com força de vontade.

REFERENCIAL TEÓRICO

O Parkour deriva do método Natural que são técnicas desenvolvidas por George Hérbert Soares “Método Natural”. As atividades evidenciadas no Parkour são principalmente o rolamento, saltos horizontais e verticais e o equilíbrio que são definidos como habilidades básicas para a execução de transposições de obstáculos durante o trajeto abordado pelos atletas.

As pessoas praticam Parkour para um monte razões diferentes e têm as suas próprias interpretações e definições da mesma.

Mas acho que no cerne da questão, o Parkour é uma disciplina prática, é o estudo de aprender a navegar através de qualquer ambiente, utilizando apenas o seu corpo, superando todos os obstáculos no seu caminho.

É a arte prática de aprender a mover de um ponto a outro sem se preocupar com qualquer obstáculo que encontra no caminho (TIEGE, p 13,2010).

O Método apresentado por Soares, propõe as atividades naturais para o treinamento do corpo para se alcançar o corpo ideal, sem a sistematização de exercícios com sobrecargas, combinando o físico e a mente durante os exercícios de aquecimento, como, os alongamentos, exercícios de flexibilidade, de força, caminhada ou corridas com ou sem transposição de obstáculos como se pode observar em vídeos amadores ou pessoalmente pelos praticantes do Parkour.

O método natural trabalha com a preocupação do corpo e a saúde, deixando em segundo plano a qualidade de execução do exercício e por conseguinte, a codificação, a adaptação e a gradação dos procedimentos e meios empregados pelos seres vivos em estado de natureza para adquirir seu desenvolvimento integral. “[…] O problema da educação física não é encarado visando inicialmente à necessidade e a possibilidade de produzir o trabalho natural ou fundamental, e sim programas que venham contemplar apenas a ginástica e o desporto” (Soares. p. 21-39, 2003).

Um fator importante para o Parkour, são as habilidades motoras que o mesmo desenvolve: movimentos dinâmicos, utilizando basicamente o próprio corpo como sobrecarga, e a força torna-se uma das valências físicas mais utilizadas no Parkour. Mais um ponto relevante encontrado no Parkour e muito utilizado é a flexibilidade.

A prática do Parkour explora diversas qualidades físicas: força, flexibilidade, coordenação motora, equilíbrio, velocidade, agilidade, entre outras. Sendo uma excelente atividade para a melhora das aptidões físicas, além de poder ser multidisciplinar, envolvendo a Educação Física, a Matemática, a Física, a Educação Artística, a História e a Geografia. (ASSIS,2007).

A flexibilidade apresenta várias definições, a saber: é a capacidade de realizar movimentos em certas articulações com amplitude de movimento adequada (BARBANTI, 2003); o dicionário Dorland (1999) define flexibilidade como a qualidade de ser flexível e facilmente flexionada sem tendência para se romper; segundo HEYWARD (1991), é a capacidade de uma articulação mover-se com facilidade em sua amplitude de movimento. Segundo Abdallah Junior, flexibilidade como a capacidade e a característica de executar movimentos de grande amplitude, ou que exija a movimentação de muitas articulações, que pode ser trabalhado em exercícios de alongamento passivo e ativo, realizados durante o período de aquecimento da sessão de treino e pelo estímulo que ocorre muitas vezes na transposição de obstáculos que requerem movimentos com grande amplitude articular (principalmente da musculatura dos membros inferiores) com movimentos combinados de muitas articulações do corpo.

O Parkour se fundamenta nos movimentos naturais dos seres humanos e também na utilização de gestos técnicos adaptados da ginástica olímpica, atletismo e artes marciais.

Sempre tendo em vista o desenvolvimento da flexibilidade, destreza corporal e da força explosiva, através da exploração do corpo em seu melhor desempenho.

Os movimentos realizados são conscientes, intencionais e sensíveis sob a ação dos gestos e movimentos essencialmente naturais; explorando, o controle do corporal, integrando as descobertas e utilizando vários movimentos e ritmos para o desenvolvimento do praticante.

Um estudo realizado por Dantas (2005) concluiu que a flexibilidade é um dos fatores primordiais no aperfeiçoamento motor e no desenvolvimento da consciência corporal. Segundo Plantov (2004), baixos níveis de flexibilidade podem acarretar na pouca assimilação de habilidades motoras, níveis restritos de força, de velocidade, de coordenação, etc.

Assim, os resultados a serem esperados é uma evolução na análise dos dados da realidade do aluno, e que o conhecimento do senso comum, tendo como o olhar o Parkour, vivencie o esporte com o intuito de superar os obstáculos da vida e da sociedade.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A prática do Parkour é essencial, assim como outras novas abordagens, envolvendo dança, lutas e jogos de mesa no contexto escolar, pois são importantes para a evolução das habilidades básicas do indivíduo.

Este trabalho tem um conteúdo concreto e serve para levantar a bandeira com o intuito de defender positivamente a práticas radicais aqui representada pelo Parkour buscando unir passo a passo, juntar peças com informações que logo mais servirão de material para a construção e formulação de um manual ou guia direcionado ao profissional de Educação Física.

Iniciar o Parkour nas aulas de Educação Física escolar será muito tranquilo logo que terá parâmetros para seguir sendo em explicações, fotos e também vídeos demonstrativos.

Tratando-se de mais uma modalidade rica em movimentos que aprimora o desenvolvimento e aprendizagem motora, acredito que a sua iniciação traz resultados importantes e significativos na agilidade, equilíbrio, força, flexibilidade e que estimula a criação de estratégias para as diversas situações problemas apresentados durante sua prática em circuitos e possivelmente um avanço no raciocínio dos alunos.

REFERÊNCIAS

ABDALLAH A. J. Flexibilidade e alongamento: Saúde e bem-estar. Barueri-SP, 2004.

ASSIS, V. L. Le Parkour: uma atividade física contemporânea com um prisma holístico. Associação de Parkour da Grande ABC – PKABC, 2007.

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BARBANTI, J. V. Dicionário de educação física e esporte. São Paulo: Manole, 2003.

DANTAS, Estélio H. M. Alongamento e Flexiona mento. 5ª ed. Rio de Janeiro: Shape, 2005.

PLATONOV, V. N. Teoria do treinamento desportivo olímpico. 1. ed. Porto Alegre: Artmed, 2004. SOARES, C.L.

SOARES, G. H. George Herbert e o Método Natural: Nova sensibilidade, nova educação do corpo. Revista Brasileira de Ciência do Esporte, v. 25, n. 1, p. 21-39, set. 2003.

TIEGE, M. Parkour – Stripped down to its Essentials. (on Line) Disponível em: http://americanparkour.com/content/view/5837/394.2010

[1] Graduado em Educação Física.

O que é parkour?

A palavra é um jeito diferente de escrever parcours – “percurso” em francês.

O objetivo do parkour é se deslocar de um ponto a outro (daí o nome) de modo rápido e direto, sem desviar de obstáculos como muros, vãos ou carros.

Eles devem ser transpostos com manobras que envolvem saltos, escaladas e nenhum equipamento além do próprio corpo. O espaço ideal para a prática é a paisagem urbana.

Não há um consenso sobre se o parkour é um esporte ou uma forma de expressão corporal. As manobras utilizam técnicas da ginástica olímpica e de artes marciais, mas não existe nenhuma pontuação nem competição entre os traceurs (praticantes).

O parkour surgiu na França, nos anos 1980. O pioneiro David Belle, criado em uma família de bombeiros, se inspirou em técnicas de salvamento e fuga de emergências. Para não hesitar e cometer erros potencialmente fatais, o traceur precisa aprender a controlar o medo. “O preparo mental é tão importante quanto o físico”, diz Eduardo Bittencourt, do grupo Le Parkour Brasil, fundado em 2004.

ESCALADA

Feita em paredes e muros. O traceur deve ser ágil e atingir o obstáculo com o corpo em alta velocidade, e usar um dos pés em uma boa altura para dar o impulso vertical. Um muro de três metros pode ser escalado em um segundo.

BIG JUMP

Trata-se de um salto dado de qualquer lugar muito alto (acima de 3 metros de altura). Pode ser também um salto muito longo em distância. A queda, para amortecer o impacto, deve ser seguida de uma cambalhota ou do uso das mãos como apoio. Como em todas as manobras, aqui é também importante cair com a ponta dos pés, para não forçar muito o corpo.

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TIC TAC

Nesta manobra, o traceur deve chutar um obstáculo para ganhar impulso suficiente para ultrapassar outro que esteja em seu caminho. Geralmente é realizado em paredes, mas pode ser feito em postes, lixeiras, árvores ou qualquer outro elemento que lhe dê apoio e o ajude a ganhar altura.

SALTO DE PRECISÃO

Uma manobra que exige muito controle: o praticante deve saltar de um ponto a outro e ficar estático na aterrissagem – isso porque ela acontece em lugares onde cair para a frente ou para trás significa um tombo muito feio. Geralmente é treinado em obstáculos baixos para depois ser praticado em lugares mais perigosos.

CAT LEAP

Muitas vezes é usado quando o traceur deveria fazer um salto de precisão, mas a distância impede que ele chegue com os pés ao outro obstáculo. Um dos pés bate primeiro na parede, para absorver um pouco do impacto, e uma das mãos é colocada em seguida, em questão de uma fração de segundo.

KING KONG VAULT

Consiste na transposição de um obstáculo usando as mãos para impulsionar o corpo – como um gorila faria. É um tipo de vault (salto com as mãos) mais usado quando o atleta está em alta velocidade e com o corpo de frente para o obstáculo. Ajuda a alcançar longas distâncias.

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  • Como funciona
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Parkour se tornou estilo de vida para cariocas e atletas já treinam em ginásios

Calças largas e confortáveis, tênis antiderrapantes, mochila e um olhar atento. É assim que Lucas Bispo, de 23 anos, costuma sair de casa, em Jacarepaguá, na Zona Oeste, para trabalhar.

Enquanto a maioria, em passos apressados, se fecha em seus celulares e fones de ouvidos, o jovem observa a sua volta. A cidade é o escritório e o desafio profissional. Os muros, viadutos, corrimãos e escadas, as metas.

O corpo, o instrumento de trabalho.

Bispo,como é conhecido, é um dos mais de 500 cariocas praticantes de parkour, que enxergam a arquitetura e o mobiliário urbanos como esporte e arte. E usam os obstáculos da cidade a seu bel prazer. Aquele leve salto por cima da grade de proteção (vault) equivale aos rotineiros dois passos do cidadão comum. Até mesmo estruturas dos pontos de ônibus se transformam em desafio:

— Quem pratica começa a ver diferente uma escada que sempre viu, ou um muro, um parque…

Os riscos envolvidos no esporte transformam o praticante, afirma ele.

A precisão e o cuidado exigidos estão longe da atribuição de loucos geralmente dada a quem escolheu sair pulando e saltando obstáculos pelas ruas.

Bispo, que iniciou no esporte aos 12 anos tentando imitar os vídeos de ídolos na internet, conta que demorou mais de três meses até conseguir saltar de um ponto A até o B, chamado de salto de precisão.

Nas aulas na Praça Mirataia, na Freguesia, em Jacarepaguá, onde deu seus primeiros passos ainda escondido da mãe, o mais importante era assimilar cada detalhe, posição do corpo e força a serem aplicadas nos mais básicos movimentos. Foram necessários mais de quatro anos de prática para se considerar verdadeiramente um atleta/artista. Até o famoso pulo do gato (saltar de um ponto ao topo do outro), uma das principais manobras.

A partir desse ponto, o esporte, inclusive, passa a ser parte da pessoa, diz ele. O atleta recorda um episódio de alguns anos atrás. Durante o carnaval do bairro deu-se início uma confusão generalizada. Bispo usou toda a sua técnica para, em segundos, fugir do local.

— Não fiquei para ver o que estava acontecendo. Comecei a correr e a me movimentar mais rápido que as outras pessoas. Quando ando na rua me sinto pronto para ajudar alguém ou, se preciso for, fugir de uma situação perigosa — diz Bispo, que trabalha como dublê em produções televisivas e já contracenou com Cauã Reymond e Tony Ramos, na novela “A Regra do Jogo”, da Rede Globo.

As queimaduras leves nas mãos, frutos de uma cena de incêndio, foram o acidente mais grave na carreira. E não teve nada a ver com os movimentos do parkour, que exigem basicamente força e consciência corporais. Os saltos e mortais pela cidade nunca lhe deram um braço quebrado ou alguma torção séria.

A fluidez que o parkour lhe deu, inclusive, é o que o move a voltar aos estudos. Depois de cursar dois semestres de educação física na UFRJ e trancar por falta de dinheiro — má engenharia financeira sua, admite —, Bispo fez o Enem deste ano e aguarda o resultado:

— Quero fazer uma pós em psicomotricidade, para ajudar a desenvolver a coordenação motora de crianças e jovens com deficiência ou não através do parkour.

Num dia de treino comum, ao ar livre, a chuva fina, o piso escorregadio e as poças não são problemas para Bispo e os companheiros da Voltz Parkour, academia no Jardim Botânico, com um parque indoor.

A fluidez com que ele e os parceiros sobem muros e se sustentam em apenas um dos braços chama a atenção de quem passa. Alguns moradores em situação de rua se unem e tentam repetir os movimentos. Não conseguem, mas aplaudem.

Um naco de diversão para todos.

É reflexo do estilo de vida adotado pelos praticantes do misto de arte e esporte. Independentemente da idade, as diferentes gerações congregam o espírito jovem. A zoeira toma conta do erro (ou ao medo) do outro. Rodrigo “Mirataia”, o mais novo do grupo, é o alvo preferido dos amigos.

— É assim o tempo todo. Na real, estamos instigando para o outro ir mais longe — diz o empresário e criador da Voltz, Gian Pomposelli, que já está próximo aos 40 anos e, depois de fazer polo aquático, circo, escalada e acrobacia aérea, se encontrou no parkour.

No Rio, a academia tenta alavancar o lado esportivo que ainda engatinha no país. Nos Estados Unidos, já faz parte da entidade que cuida da ginástica artística.

Em dezembro, haveria um evento internacional em Fortaleza, organizado pela World Freeruning Parkour Federation, mas não vingou por falta de verba. Gian, que promoveu um desafio em outubro no Rio, com categorias diversas, pretende se unir a outros clubes do país para fazer uma Copa ano que vem.

— Todas as competições ainda estão em fase de testes, mas já de olho nas Olimpíadas de 2024.

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