Como Se Chama Um Soldado Que Usava Arco E Flecha?

Como Se Chama Um Soldado Que Usava Arco E Flecha?Jack Churchill no Campeonato Mundial de Tiro e Arco, em Oslo, na Noruega, 1939. Créditos: autoria desconhecida.

Portando arco e flecha, uma tremenda espada e a tradicional gaita de fole escocesa, o romântico e irreverente “Jack Doido” combateu durante a Segunda Guerra Mundial, sendo conhecido como um dos mais bizarros e durões soldados dos fronts de batalha deste conflito. De espírito aventureiro, Jack possuía um senso de humor tão incrível quanto sua bravura: condecorado e reconhecido líder Commando, Churchill construiu uma das mais singulares biografias de guerreiros do século XX.

Você sabe, se não fosse por esses malditos ianques (norte-americanos) poderia ter mantido a guerra acontecendo por mais 10 anos” — lamentou Jack Churchill quando a Segunda Guerra Mundial encontrou seu termo final.

1. Tenente-Coronel Churchill, ou melhor, Jack “Doido” Churchill

Ao longo de sua carreira militar, o Tenente-Coronel John Malcolm Thorpe Fleming Churchill, abarcou os apelidos de “Jack Doido” e “Combatente Jack Churchill”.

Nasceu em 16 de setembro de 1906, em Surrey, no sul da Inglaterra, e faleceu na mesma cidade aos 89 anos em 8 de março de 1996. Casou-se com Rosamund Denny em 1941 e teve dois filhos.

Recebeu condecorações, incluindo medalhas por serviços distintos.

Amante da história e da poesia, dizia que “qualquer oficial que entra em ação sem sua espada está vestido impropriamente.

” Ao contrário do indestrutível e beligerante Sir Adrian Carton de Wiart ou do furtivo e implacável Simo Häyhä (Morte Branca), Jack Churchill não apreciava a tanto guerra nem a vida militar, mas seu coração de aventureiro clamava por emoções e perigos — Jack encarava a vida como algo repleto de desafios a serem batidos.

Como Se Chama Um Soldado Que Usava Arco E Flecha?“Qualquer oficial que entra em ação sem sua espada está vestido impropriamente”. Churchill era conhecido por suas célebres frases. Créditos: autoria desconhecida.

2. As décadas de 1920 e 1930

Na década de 1920, entrou no exército britânico, aprendeu a tocar a tradicional gaita de fole escocesa, a praticar arco e flecha e foi um dos primeiros homens a tentar atravessar a desafiante Índia sobre motocicleta (aventura que terminou ao se chocar contra um búfalo em 1927).

Em 1936, em meio ao marasmo da paz, saiu do exército por falta de emoção e passou a se apresentar com sua gaita escocesa e a fazer pequenos filmes e peças teatrais na Europa. Em 1939 representou a Inglaterra com seu arco e flecha no Campeonato Mundial de Tiro e Arco na Noruega. Ao que se sabe, não venceu a competição.

Como Se Chama Um Soldado Que Usava Arco E Flecha?Jack fazendo cara feia e voando baixo em sua motoca, sempre em busca de emoção. Créditos: autoria desconhecida.

3. A Segunda Guerra Mundial (1939-1945)

Quando a Segunda Guerra Mundial eclodiu em 1º de setembro de 1939, Jack Churchill se reintegrou ao Regimento de Manchester (sua antiga unidade militar).

Em 1940, durante a catastrófica derrota franco-britânica na França e o consequente colapso francês, enquanto os soldados Aliados fugiam para o porto de Dunquerque, no evento que ficaria conhecido como a maior evacuação militar da história, Jack Churchill continuou suas “patrulhas”.

Como arma, utilizou seu arco e flecha abatendo soldados alemães com disparos silenciosos de até 200 metros. Terminou ferido e retornou à Grã-Bretanha.

Posteriormente, Churchill veio a tomar conhecimento da criação dos Commandos e, mesmo sem saber o que era ser um Commando, voluntariou-se para servir quando soube que teria ações maiores e mais perigosas.

3.1 Churchill na Noruega

No ano seguinte, em 27 de dezembro de 1941, já atuando como oficial (capitão) Commando, aportou na Noruega com a missão de explodir fábricas de óleo e coletar informações.

Como Se Chama Um Soldado Que Usava Arco E Flecha?Durante exercício, “Jack Doido” (à direita) lidera unidade militar com espada na mão. Créditos: Museu Imperial da Guerra, Londres, Inglaterra.

Desejando elevar o moral dos Commandos que liderava e demonstrar bravura frente aos alemães, Jack Doido aguardou o desembarque tocando sua gaita de fole em meio às rajadas de metralhadoras inimigas. O desembarque na praia não poderia deixar de ter sua marca: Churchull foi de encontro aos germânicos com sua gigante espada Claymore em mãos e gritando “Commandos! Commandos! Commandos!”.

Duas horas mais tarde, havia feito quase 100 prisioneiros alemães e destruído as fábricas de óleo. Foi novamente ferido e recebeu uma medalha por serviços distintos (Ordem de Serviços Distintos).

3.2 Churchill na Itália

Doravante, quando recuperado, recebeu nova promoção (tenente-coronel) e foi enviado em missão à Sicília e à Salerno, na Itália.

Pelo destemor e conquista de objetivo praticamente impossível, recebeu outra condecoração por serviços distintos: “Jack Doido” e seus comandos haviam assegurado a cabeça de praia de Salerno quando todas a probabilidades indicavam a missão como suicida. Também capturaram 42 soldados e um ninho de morteiros.

Como Se Chama Um Soldado Que Usava Arco E Flecha?Fotografia registra a gaita de fole do oficial commando Jack Churchill. Créditos: Getty Images.
Como Se Chama Um Soldado Que Usava Arco E Flecha?Jack instruindo soldados em treino de tiro. Créditos: autoria desconhecida.
Como Se Chama Um Soldado Que Usava Arco E Flecha?Jack em instrução de tropas. Créditos: autoria desconhecida.

3.3 Churchill nos Balcãs

No decorrer de 1944, em uma missão fracassada na ilha de Brac, na costa da então Iugoslávia, foi ferido após a explosão de bombas e preso pelos alemães. Diz-se que, mesmo ferido pelos estilhaços das bombas, Jack Churchill tocou sua gaita até ser capturado pelos soldados inimigos.

Pelo seu sobrenome, Churchill, os germânicos pensaram que poderia ter algum parentesco com o premier britânico Winston Churchill e o enviaram ao campo de Sachsenhausen, na Alemanha, onde se encontravam prisioneiros importantes de diversas nacionalidades.

3.4 A fuga — ou não —  do campo de Sachsenhause

Escapou de Sachsenhausen após cavar um túnel, mas foi recapturado e transferido para outro campo de prisioneiros, na Áustria. Neste campo, empreendeu uma fuga intrigante: após uma queda de energia à noite, que acarretou na falha dos holofotes, “Jack Doido” simplesmente saiu caminhando pelo portão.

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Alimentando-se de vegetais e de toda sorte de mantimentos que conseguiu encontrar, atravessou os Alpes e fez contato com uma unidade norte-americana.

Há referências que indicam que Jack Churchill teria sido solto pelos próprios alemães: a falha de energia e o descompromisso dos guardas, talvez, tenham sido propositais. Todavia, considerando seu histórico de feitos, não seria de se estranhar se o líder Commando tivesse ousado e “simplesmente” caminhado para fora do campo de prisioneiros.

Como Se Chama Um Soldado Que Usava Arco E Flecha?O Marechal Montgomery passando instrução e Jack Churchill (logo atrás e “isolado”) com sua espada repousada sobre o ombro direito. Créditos: autoria desconhecida.

3.5 Churchill — quase  no Japão

Reincorporado à sua unidade, a guerra terminou quando Churchill se preparava para a invasão do Japão, em meados de 1945. Atribuindo a “culpa” pelo fim do conflito aos norte-americanos, teria dito a um amigo em um tom meio descontraído: “Você sabe, se não fosse por esses malditos ianques [norte-americanos] poderia ter mantido a guerra acontecendo por mais 10 anos.”

Churchill almejava subir ainda mais de patente, conhecer mais lugares exóticos e pessoas diferentes — gostava do perigo, da excitação proporcionada por grandes desafios.

4. Pós-Segunda Guerra Mundial

Após o término da guerra, em 1948, Jack Churchill serviu no recém-criado Estado de Israel, onde continuou sua singular carreira militar no conflituoso cenário do Oriente Médio. Em meados de 1948, quando militantes árabes atacaram um comboio com israelenses que se dirigia a um hospital, “Jack Doido” honrou seu apelido:

Churchill, (…) caminhou sozinho em direção à emboscada, sorrindo e carregando uma vara de abrunheiro [ameixeira]. ‘As pessoas são menos propensas a atirar em você, se você sorrir para elas’, disse ele. Assim foi”. (Telegraph, 2013, s/p, acréscimo nosso)

Ao fim da dramática emboscada, a unidade de Jack havia evacuado e salvo quase 500 pacientes do hospital.

5. A aposentadoria e os últimos anos

“Ele finalmente se aposentou do exército, com dois prêmios da Ordem de Serviços Distintos, em 1959. Continuou a trabalhar como civil do Ministério da Defesa, onde supervisionava a formação de jovens cadetes no Distrito de Londres.

Um de seus velhos amigos escreveu mais tarde que Churchill gostava do trabalho, não só por causa de sua associação com os cadetes entusiasmados, mas também porque o trabalho lhe deu um escritório na Horse Guards, em Whitehall, e uma janela de onde podia observar troopers da Cavalaria montando guarda em um pátio abaixo dele. Ele era mais velho agora, mas ainda assim o guerreiro.” (SMITH, 2013, s/p)

O bravo “Jack Doido” faleceu tranquilamente em sua cidade natal, Surrey, em 8 de março de 1996. Contava 89 anos de idade e deixou consigo um incrível legado de aventuras de guerra.

REFERÊNCIAS:

ANDREWS, John. Glorious Bastard: ‘Mad’ Jack Churchill. Acesso em: 30 nov. 2013

BELLOWS, Jason. Any officer who goes into action without his sword is improperly dressed. Acesso em: 30 nov. 2013

DRURY, Ian. The amazing story of Mad Jack, the hero who took on the Nazis with a bow and arrow (and later became a professional bagpipe player). Acesso em: 30 nov. 2013

MASSON, Philippe. A Segunda Guerra Mundial: História e Estratégias. trad. Angela M. S. Corrêa. São Paulo: Contexto, 2011

Pensadores Brasileiros. Jack Churchill. Acesso em: 30 nov. 2013

The Telegraph. Lieutenant-Colonel Jack Churchill. Acesso em: 30 nov. 2013

SMITH, Robert Barr. Fighting Jack Churchill survived a wartime odyssey beyond compare. Acesso em: 30 nov. 2013

IMAGEM(NS):

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Jack Churchill: um soldado de arco e flecha em plena Segunda Guerra Mundial

Munido de equipamentos medievais, o insano Jack Churchill enfrentou os nazistas que usavam metralhadoras — e venceu

Redação Publicado em 21/12/2019, às 08h00

Durante os primeiros dias da invasão nazista da França, em 1940, um feldwebel (sargento) comandava uma pequena patrulha, quando um silvo cortou o silêncio da noite. Em segundos, o alemão jazia no chão, atingido e bem morto por uma flecha.

Antes que seus parceiros pudessem digerir o absurdo da situação, ouviu-se a gaita de foles, sinal para a tropa britânica, comandada por um lunático empunhando uma claymore, espada medieval escocesa. 

Era a primeira vitória do tenente-coronel Jack Churchill, o Mad Jack, que, por iniciativa própria, lutou a guerra inteira munido dos desumanos implementos de batalha de outra era (inclusive a gaita). 

Como Se Chama Um Soldado Que Usava Arco E Flecha?Crédito: Reprodução

Em 1943, na invasão da Sicília, tomou um posto de observação inteiro na base da espada e cara feia. Fez um guarda de escudo humano e os outros 41 se renderam um a um, sem coragem de testar a eficiência de sua arma medieval. 

No ano seguinte, na Iugoslávia, sua tropa foi dizimada por um morteiro — menos ele próprio, que permaneceu impávido, tocando sua gaita de foles. Os alemães o acharam pelo som e levaram-no como prisioneiro (conste aqui: após nocauteá-lo com granadas, sem correr riscos). Foi enviado para o campo de concentração de Sachsenhausen.

Liberado em abril de 1945, quando a SS nazista desistiu de manter prisioneiros, imediatamente se candidatou a lutar no Pacífico. Foi atendido e viajou para enfrentar os japoneses em Burma.

Antes de chegar, caíram as bombas de Hiroshima e Nagasaki. Para seu grande desgosto, Churchill foi informado do fim da Grande Guerra, privando a humanidade de um possível duelo entre o britânico com sua claymore e um oficial japonês com uma katana. 

“Se não fosse pelos malditos ianques, ainda poderíamos continuar por uns 10 anos”, lamentou.

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Jack Churchill – Wikipédia, a enciclopédia livre

John Malcolm Thorpe Fleming “Jack” Churchill

Conhecido(a) por

Mad Jack

Nascimento

16 de setembro de 1906Colombo, Ceilão britânico

Morte

8 de março de 1996 (89 anos)Surrey, Reino Unido

Nacionalidade

britânico

Serviço militar

Serviço

Exército Britânico

País

 Reino Unido

Anos de serviço

1926–19361939–1959

Patente

Tenente-Coronel

Conflitos

Segunda Guerra Mundial

  • Jack Churchill, nascido John Malcolm Thorpe Fleming Churchill (Colombo, 16 de setembro de 1906 – Surrey, 8 de março de 1996), foi um militar britânico, duplamente condecorado com a Ordem de Serviços Distintos,[1] que lutou na Segunda Guerra Mundial utilizando arco longo e uma espada do tipo claymore.
  • Apelidado de “Fighting Jack Churchill” e “Mad Jack“, era conhecido pela sua máxima: “Qualquer oficial que vá entrar em combate sem a sua espada está inapropriadamente trajado”.[2]
  • Foi o único soldado britânico a abater um inimigo durante a Segunda Guerra apenas com arco e flecha.[3][4]

Biografia

Jack nasceu em Colombo, no Ceilão britânico, em 1906.[5] Era filho de Alec Fleming Churchill (1876–1961) e Elinor Elizabeth.

Alec vinha de uma família que trabalhava há muito tempo para o serviço público do Ceilão na época da colonização britânica.

[6] Logo após seu nascimento, a família retornou para Dormansland, em Surrey, onde nasceu seu irmão mais novo, o cavaleiro da Ordem do Império Britânico e general de brigada Thomas Bell Lindsay Churchill (1907–1990).[5]

Em 1910, a família Churchill se mudou para Hong Kong, onde Alec foi indicado como diretor de obras públicas, tendo trabalhado também no conselho municipal. O terceiro filho, Robert Alec Farquhar Churchill (tenente da Marinha Real) nasceu na cidade, em 1911. A família voltou para a Inglaterra em 1917.[5][7][2]

Churchill estudou no King William's College, na Ilha de Man, Churchill formando-se na Real Academia Militar de Sandhurst em 1926, servindo na Birmânia com o Regimento de Manchester. Ele saiu do exército em 1936 e trabalhou como um editor de jornal. Usou seus talentos de arqueiro e tocador de gaita de foles para desempenhar um pequeno papel no filme The Thief of Bagdad.[5][7]

Segunda Guerra Mundial

Jack Churchill (à direita) liderando um exercício de treinamento, empunhando espada.

Churchill deu continuidade à sua delegação depois da invasão da Polônia. Em maio de 1940 Churchill e sua unidade, o Regimento de Manchester, emboscaram uma patrulha alemã em L'Epinette, França. Churchill deu o sinal do ataque atirando no sargento inimigo com uma flecha, tornando-se o único soldado britânico a matar um inimigo com um arco e flecha na segunda guerra mundial.[3] Depois de lutar na Batalha de Dunkirk, ele se ofereceu como voluntário aos Commandos.[8][9]

Churchill era o segundo no comando do Commando número 3 na Operação Archery, uma invasão em uma fortificação alemã em Vågsøy, Noruega em 27 de dezembro de 1941.

[10] Quando as rampas do primeiro barco desceram, Churchill saltou para frente de sua posição tocando “March of the Cameron Men”[11] na sua gaita de foles, logo antes de atirar uma granada e ir para a batalha.

Pelas ações que executou em Dunquerque e em Vågsøy, Churchill recebeu a barra e Cruz Militar.[9]

Em julho de 1943, como um oficial de comando, ele liderou 2 Commando desde seus pontos de desembarque na Catania, na Sicília com a sua espada escocesa de marca pendurada em sua cintura, um arco longo e flechas em volta de seu pescoço e, claro, sua gaita de foles debaixo de seus braços.

[9] Liderando 2 Commandos, Churchill foi ordenado à capturar um ponto de observação alemão fora da cidade de La Molina, controlando uma passagem que levava à praia de Salerno.

Ele liderou o ataque por 2 e 41 Commandos, infiltrou-se na cidade e capturou o posto, levando 42 prisioneiros incluindo um esquadrão de morteiros. Churchill levou os homens e prisioneiros de volta pela passagem, com os feridos sendo carregados em carrinhos empurrados pelos prisioneiros alemães.

Ele comentou que era “uma imagem das guerras napoleônicas.”[12] Ele recebeu a Ordem de Serviços Distintos por liderar essa ação em Salerno.[5][9]

Família

Churchill se casou com Rosamund Margaret Denny, filha de Sir Maurice Edward Denny e neta de Sir Archibald Denny, em 8 de março de 1941.[13] O casal teve dois filhos, Malcolm John Leslie Churchill, nascido em 11 de novembro de 1942, e Rodney Alistair Gladstone Churchill, nascido em 4 de julho de 1947.[13]

Morte

Churchill morreu em 8 de março de 1996, aos 89 anos, no condado de Surrey.[14] Em março de 2014, o Royal Norwegian Explorers Club publicou um livro sobre Churchill, nomeando-o como um dos maiores aventureiros de todos os tempos.[15]

Referências

  1. ↑ «Supplement to The London Gazette». London Gazette. 18 de julho de 1944. Consultado em 26 de janeiro de 2011 
  2. a b Ian Drury (ed.). «The amazing story of Mad Jack». Daily Mail. Consultado em 13 de novembro de 2019 
  3. a b Young, Peter (1969). Commando. [S.l.

    ]: Ballantine Books 

  4. ↑ «Lieutenant-Colonel Jack Churchill». Telegraph. Consultado em 7 de abril de 2013 
  5. a b c d e Thomas B. Churchill (ed.). «The Churchill Chronicles» (PDF). Deddington History.

    Consultado em 9 de novembro de 2019 

  6. ↑ «John Fleming Churchill (1829 – 1894)». WikiTree. Consultado em 9 de novembro de 2019 
  7. a b «Fighting Jack Churchill survived a wartime odyssey beyond compare». WWII History Magazine. Consultado em 13 de novembro de 2019 
  8. ↑ Robert Barr Smith (ed.).

    «Fighting Jack Churchill Survived A Wartime Odyssey Beyond Compare». Consultado em 9 de novembro de 2019 

  9. a b c d «Jack Churchill: Um soldado medieval na Segunda Guerra». Aventuras na História. Consultado em 9 de novembro de 2019 
  10. ↑ Parker p.

    41

  11. ↑ BBC: Great Raids of World War II, Season 1, Episode 6: Arctic Commando Assault
  12. ↑ Parker pp.136–137
  13. a b «Person Page 35768». The Peerage. Consultado em 13 de novembro de 2019 
  14. ↑ «Lieutenant-Colonel Jack Churchill». Telegraph.

    Consultado em 13 de novembro de 2019 

  15. ↑ Allister Thomas (ed.). «Scots sword-wielding WWII hero honoured by book». The Scotsman. Consultado em 13 de novembro de 2019 

Ligações externas

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Jack Churchill

  • Museu Imperial – Entrevista de Jack Churchill
  • Portal de biografias
  • Portal da Segunda Guerra Mundial
  • Portal do Reino Unido

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Quais eram as principais máquinas de guerra na Antiguidade?

As primeiras armas não individuais já eram usadas pelos soldados do Império Assírio, por volta do século 8 a.C. – entre essas máquinas primitivas, destacavam-se os aríetes, usados para derrubar muralhas. Mas foram os gregos, a partir de meados do século 5 a.C.

, que turbinaram o desenvolvimento dessas engenhocas com a aplicação de princípios de física e a mistura de materiais como couro, chifre, madeira e metal na construção (as invenções destas páginas são daquela época).

Eram máquinas usadas em cercos ou no campo de batalha, lançando flechas e pedras contras concentrações de soldados inimigos. As invenções gregas foram incorporadas pelos romanos, que as aperfeiçoaram, tornando-as mais poderosas e eficientes, com alcance ampliado.

Mas a autoria não pode ser creditada apenas aos povos ocidentais: no Oriente, engenheiros militares que trabalhavam para os vários reinos então existentes na China desenvolviam suas próprias máquinas de guerra, em linhas gerais bem semelhantes às empregadas por seus contemporâneos europeus.

Essas invenções viram seu domínio terminar com um “pó”. Elas continuaram a ser amplamente empregadas até meados do século 14, quando o uso da pólvora começou a disseminar-se pela Europa e pela China, tornando obsoletas as antigas máquinas de guerra.

Do arco da velha
Arsenal incluía de megaescada inclinável a lança- chamas primitivo

HELEPOLIS

ÉPOCA – Século 4 a.C.

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  • QUEM USAVA – Habitantes de Atenas (cidade grega) e da Macedônia
  • Usada no ataque a cidades muradas, essa torre para cerco podia ter mais de 40 metros de altura e pesava em torno de 150 toneladas. Feita de madeira reforçada com placas de ferro, movia-se sobre oito rodas, cada uma com quase 5 metros de altura
  • PONTO FORTE – Enorme poder destrutivo, com espaço para tropas e armas de infantaria
  • PONTO FRACO – Além de exigir terreno plano para ser manobrada, era cara e difícil de construir e operar

ANDARES – Eram nove, ao todo. Nos inferiores ficavam as catapultas. Nos de cima ficavam os arqueiros

PROPULSÃO – Levada no braço, a torre era manejada por pelo menos 200 homens

SAMBUCA

ÉPOCA – Século 5 a.C.

  1. QUEM USAVA – Habitantes de Colophon (cidade grega, atual Turquia)
  2. Com capacidade para cerca de dez homens, a engenhoca servia para desembarcar tropas em castelos. A máquina era empurrada até a muralha, e a unidade de ataque desembarcava
  3. PONTO FORTE – Permitia superar a maioria das muralhas, independentemente de sua altura ou resistência
  4. PONTO FRACO – Construída de madeira e couro, era altamente inflamável
  5. TETO – Feito de peles de animais, protegia os soldados das flechas inimigas
  6. ARTICULAÇÃO – Feita de metal, permitia o movimento de gangorra da engenhoca
  7. CONTRAPESO – Duas toneladas e meia de pedras faziam a frente da máquina se erguer
  8. CATAPULTA DE FLECHAS

ÉPOCA – Século 4 a.C.

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  • QUEM USAVA – Várias cidades gregas
  • Grande arco de madeira montado sobre um cavalete. Servia para disparar flechas – em alguns modelos, pedras – com muita força
  • PONTO FORTE – Precisão e impacto no alvo, graças ao mecanismo de disparo
  • PONTO FRACO – Exigia conhecimento especializado para ser construída
  • CORDAS – Feitas com tendões de bois, eram esticadas por um mecanismo de alavancas
  • ARÍETE

ÉPOCA – Século 4 a.C.

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  1. QUEM USAVA – Várias cidades gregas
  2. Montado dentro de uma carroça, um poste ficava preso por correntes ao teto do veículo e fazia movimento pendular, sendo usado para bater contra muralhas e portões
  3. PONTO FORTE – Era capaz de enfraquecer e derrubar seções inteiras das muralhas inimigas
  4. PONTO FRACO – Difícil de manobrar em terreno acidentado, podia ser bloqueado por valetas
  5. COBERTURA – Feita de camadas de algas marinhas e peles de boi, era à prova de fogo
  6. POSTE – Feito de madeira com ponta de metal (geralmente bronze), mais resistente
  7. LEVA FOGO

ÉPOCA – Século 5 a.C.

  • QUEM USAVA – Habitantes de Tebas (cidade grega)
  • Esta máquina consistia de duas carroças de madeira que suportavam um caldeirão com brasa – por sua vez, soprado por um fole que alimentava suas chamas
  • PONTO FORTE – Eficiente para incendiar paliçadas (barreiras feitas com estacas de madeira)
  • PONTO FRACO – Poder limitado contra construções de pedra
  • CANO OCO – Feito de ferro, transmitia os sopros do fole ao caldeirão
  • CALDEIRÃO – Nele, ardia uma mistura de carvão, enxofre e piche

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