Como Se Chama Quem Faz Facas?

Posted By Sérgio Santos 17525 View(s)

Como Se Chama Quem Faz Facas?

  Todos nós sabemos o que é uma faca, objecto cortante composto de um cabo e uma lâmina afiada.

Simples não é? Na produção de artigos de cutelaria, a utilização de novos materiais e novas técnicas de fabrico, é em grande parte uma tentativa para que a produção se torne mais rentável, mas também a melhoria da qualidade do produto é importante.

Os cuteleiros artesanais têm contribuído para a evolução da faca, como ferramenta e objecto de arte.

Sempre inovando tanto a nível de design como de materiais, e ao mesmo tempo fazendo surgir um universo de colecionadores, interessados na história, nas artes aplicadas na peça de cutelaria, artes essas que podem ir da escultura ao scrimshaw à gravação e até à joalharia, além de todos os trabalhos do couro relacionados com a realização de bainhas para o transporte e protecção da faca.

Evolução e novos materiais

  Mas no universo da cutelaria, desde a primitiva lâmina de silex, até ao aço carbono e mais recentemente o aço inoxidável.

A evolução e a utilização de novos materiais tem sido uma constante, materiais como o aço damasco (se é que podemos chamar novo material a um aço já utilizado há centenas de anos), as lâminas de cerâmica, os polímeros, o titânio, a estelita, etc.

, têm vindo a ser cada vez mais utilizados.

O cabo ou punho, independentemente do seu design e o facto de ser mais ou menos ergonómico, além dos materiais de que é feito, madeira exótica ou não, osso, marfim de elefante oumamute, chifre, madrepérola ou os novos materiais plásticos, o carbono, a micarta, etc.

Também a forma como será fixado o punho à lâmina apresenta diversas possibilidades, ditadas pela utilização que iremos dar à faca, a estética desejada ou até o economizar o material da lâmina. Conforme a utilização que iremos dar à nossa faca assim teremos necessidade de maior solidez no conjunto punho/lâmina.

Sem dúvida alguma o modelo integral é o mais robusto devido ao facto de que a espiga é a continuação da lâmina. Para trabalhos mais delicados, e em que não sejam feitos esforços de “alavanca” ou de torção, qualquer um dos outros tipos de espiga podem ser utilizados, não é no entanto verdade absoluta a maior fragilidade de todos os outros tipos de espiga dependendo da espessura da lâmina e da espiga e também de um bom desenho da espiga.

Como Se Chama Quem Faz Facas?

  • 1. Integral / Full Tang
  • 2. Espiga oculta / Hidden tang
  • 3. Meia espiga / Push tang
  • 4. Meia espiga Japonesa

Lâminas

As lâminas podem ser fabricadas maioritariamente de três formas:

  • Forja (forjing): O método mais antigo, e sem dúvida o que se reveste duma maior mística, no qual o metal é levado ao rubro numa forja e depois batido, numa bigorna repetidamente até se atingir a forma desejada. Apesar deste método ser o mais lento as lâminas assim obtidas podem atingir qualidades excecionais.
  • Desbaste (stock removal): Por meio de mós de esmeril ou cintas de lixa, uma barra de metal é desbastada até à obtenção do produto final.
  • Estampagem (stamping): Utilizada maioritariamente na produção em massa, o alto custo do ferramental é facilmente diluído nas grandes quantidades assim fabricadas, consiste num processo efetuado a quente no qual uma chapa é colocada sobre uma matriz e submetida a uma prensagem. Este processo é a evolução tecnológica da ancestral forja.

Tipos de desbaste

Existem diversas formas de desbastar a lâmina de forma a torná-la afiada, subordinado sempre à utilização e também ao gosto estético do fabricante ou do público-alvo. Observando a Figura, podemos verificar:

  1. Plana (flat): Desde as costas da lâmina até ao fio, talvez uma das formas de desbaste mais antiga e mais comum, utilizada nas facas cozinha.
  2. Duplo bisel (taper): Meio da lâmina até ao fio, o desbaste amplamente feito nos puuko, faca tradicional dos países nórdicos.
  3. Bisel (chisel): Apenas um lado da lâmina é desbastado, podemos vê-lo nas facas japonesas de sushi.
  4. Côncavo (hollow): Dois desbastes côncavos formam uma lâmina fina, muito utilizado na cutelaria de autor e nas navalhas de barbear, pois apesar de ser um pouco frágil, o seu poder de corte é superior, aliado ao lado estético, muito apreciado.
  5. Convexo (convex): O desbaste forma uma lâmina convexa, afiada e forte como nas facas de talhante, que cortam a carne e podem cortar também os ossos, utilizando a faca como um machado.

Como Se Chama Quem Faz Facas?

Nomenclatura da faca

Observando a figura, ficaremos a saber identificar cada uma das partes da faca e a sua função:

Como Se Chama Quem Faz Facas?

Balanço (balance): A maneira como o peso da faca é distribuído, normalmente o equilíbrio encontra-se na guarda ou no ricaço. Se o ponto de equilíbrio for para lá desses pontos a função dessa faca será essencialmente de percussão.

  1. Lâmina (blade): Tudo que está á frente da guarda ou do punho conforme o caso, sendo o comprimento da lâmina medido desde a ponta até á dita guarda ou do punho.
  2. Sangradouro (blood groove): Este canal na lâmina é um dos mitos da cutelaria, contrariamente ao que o nome parece indicar ele não serve para drenar o sangue ou facilitar o retirar a faca depois de rematar um animal, mas sim para retirar peso à lâmina e também conferir mais robustez à mesma.
  3. Virola (bolster): A principal diferença da virola e da guardaé que a virola não oferece grande proteção à mão, serve essencialmente como decoração e de elemento de equilíbrio para alterar o balanço.
  4. Botão de punho ou pomo (butt cap): Além de servir para o balanço da faca poderá servir também como defesa ou para em situações de sobrevivência esmagar plantas ou fibras ou ainda partir frutos secos.
  5. Falso gume (clip): Pode ou não ser afiado encontra-se especialmente nas facas tipo Bowie e a sua principal função é facilitar a penetração.

Fio ou gume (edge): O fio de um instrumento cortante é definido pelo seu angulo de afiação, quanto menor for este ângulo maior será o seu poder de corte, no entanto esse angulo deve sempre ser de acordo com o emprego para a qual pretendemos usar.

Grosso modo como é evidente uma navalha de barbear tem um ângulo de afiação e um machado terá outro completamente diferente, devido a que um é um instrumento de corte com uma função específica, e o machado uma ferramenta normalmente de percussão caso o seu gume for demasiado fino perde o poder de corte rapidamente pode “virar” o fio ou até quebrá-lo.

  • Desbaste (grind): A maneira como a lâmina foi desbastada tornando-a mais fina para facilmente afiar o gume.
  • Guarda (guard): Separa a lâmina do punho, serve de decoração e proteção evitando que a mão resvale para a lâmina, no caso de estarmos a falar de uma faca para defesa a guarda será usada de maneira a evitar que a faca do oponente atinja a nossa mão.
  • Punho (handle), aperto (grip), cabo (hilt): Numa faca o punho terá entre 9 cm e 12 cm de comprimento de acordo com a mão do utilizador e o trabalho a que se destina.

Rebites (pins). Normalmente de metal prendem o punho à lâmina.

Ricaço (ricasso): Esta porção de lâmina não afiada entre a guarda e o gume mantendo a grossura inicial da lâmina ajuda à resistência do conjunto. Normalmente é o local onde os cuteleiros imprimem a sua marca. Serve também para apoiar o dedo quando se pretende fazer cortes com alguma precisão.

Costas da lâmina (spine): A parte não cortante da lâmina paralela ao fio.

Trabalho de lima (fille work): Entalhe feitos, ou não, com uma lima ornamentando as costas da lâmina.

Estrutura e Anatomia de Facas

  • Os cuteleiros artesanais têm contribuído cada vez mais para a evolução das facas, como ferramentas ou objetos de arte, fazendo surgir um universo de colecionadores e interessados na história e nas técnicas aplicadas na confecção de facas.
  • Agora que já falamos sobre os tipos de aço mais utilizados na cutelaria nacional e as técnicas de tratamento térmico para a confecção de lâminas, vamos falar sobre a anatomia das facas e sua importância para para desenvolver ferramentas de corte funcionais e com cada vez mais qualidade.
  • Na produção de cutelaria, o conhecimento sobre a estrutura das facas possibilita a construção de objetos de corte que se adequem às combinações de geometria da lâmina,  tipos de metais, empunhadura e métodos de fabricação, utilizados para que a faca proporcione usabilidade, segurança e conforto para o usuário.
Leia também:  Como Dizer Que Gosto Dele Por Mensagem?

Basicamente, uma faca é composta por duas secções fundamentais: a lâmina e a empunhadura. Essas duas secções se dividem em diversas partes, sendo que cada uma delas possui uma função específica e contribui para a confecção de uma peça funcional e que atenda às necessidades para as quais foi desenvolvida.

A lâmina apresenta uma ponta que geralmente determina qual o uso, estilo e funcionalidade que  será demonstrada em toda a faca. Já a empunhadura, tem características que garantem a usabilidade, o conforto e a segurança para o cuteleiro que a utilizará.

  1. Não existe um consenso geral em relação à nomenclatura das partes de uma faca, uma vez que elas variam de acordo com o país, a região e até mesmo com a vivência do cuteleiro. Confira abaixo a denominação e funcionalidade das principais partes da anatomia de facas e instrumentos de corte:
  2. LÂMINA
  3. Como Se Chama Quem Faz Facas?
  1. PONTA (POINT): Parte fundamental e posterior da lâmina que se destina a perfurar e onde geralmente convergem as linhas de desbaste do gume.
  1. FIO DE CORTE OU GUME (EDGE): Parte afiada destinada ao corte. Resulta do processo de desbaste da lâmina num ou em ambos os lados da folha de metal.
  1. PLANO DE DESBASTE OU BISEL (GRIND OU BEVEL): Área que vai desde o dorso até ao fio de forma progressiva e que é determinante quanto à resistência da lâmina e ao seu poder de corte.
  1. RICASSO (RICASSO): Área anterior da lâmina (geralmente junto à guarda do punho) que mantém a espessura original e confere uma resistência extra à lâmina e ainda possibilita mais segurança em seu uso.
  1. ESPIGÃO (TANG): Parte da lâmina que percorre parte ou a totalidade do punho. Serve como união entre a lâmina e o cabo.
  1. FALSO FIO (FALSE EDGE): Resulta da convergência de um segundo desbaste, mas embora pareça, não corta. Serve apenas como auxiliar na penetração da ponta.
  1. ESPINHA OU DORSO (BACK OU SPINE): Parte mais larga da lâmina e que garante a resistência da mesma. Chama-se espinha por se encontrar no centro de uma lâmina de dois fios (como numa adaga).
  1. MOSCA (FULLER): Reentrância longitudinal na lâmina que retira peso da faca e de evita a geração de vácuo, facilitando o manuseio da faca, caso ela penetre totalmente algum objeto.
  1. CHOIL: O Choil é um recorte não afiado da lâmina localizado próximo ao cabo, para proporcionar mais conforto ao dedo indicador, facilitando a empunhadura.
  1. JIMPING (APERTO DE POLEGAR): Pequenos entalhes ou filamentos cortados na parte de trás de uma lâmina ou em outras partes da faca, para dar mais precisão ao uso e evitar que os dedos escorreguem ao usar a faca.

EMPUNHADURA

Como Se Chama Quem Faz Facas?

  1. GUARDA (GUARD): Protege a mão do utilizador de deslizar para a lâmina, possibilitando que este exerça mais força no ato e evitando acidentes.
  1. CABO (GRIP): Parte fundamental cuja ergonomia proporciona um manuseio confortável e prático da faca.
  1. FURO DE ATILHO (LANYARD HOLE): Destinado a prender um atilho ou corrente que facilite o acesso à faca ou permitindo que ela possa ser pendurada.
  1. CRAVO (NAIL): Parte metálica facultativa que faz a união entre o punho e o espigão.
  1. POMO (BUTT OU PUMMEL): Parte mais anterior da faca. Pode ajudar a fixar o espigão ou simplesmente possibilitar mais ergonomia à peça. Alguns pomos têm características funcionais como em facas de combate e podem servir de martelo em facas de sobrevivência.
  1. BOLSTER: O bolster é um reforço entre a lâmina e a empunhadura, usado para apoiar (ou “sustentar”) essa transição entre a lâmina e a alça, ajudando no equilíbrio de lâmina fixa. Em canivetes, esta parte geralmente é apenas decorativa para embelezar a alça e dar uma certa aparência à faca.
  1. PINOS: Os pinos são peças cilíndricas, normalmente de metal, usadas para fixar cabos e outras peças à lâmina.

Conhece outras nomenclaturas para as partes de uma faca? Coloque aqui nos comentários deste post!

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Cutelaria – Wikipédia, a enciclopédia livre

Esta página cita fontes confiáveis, mas que não cobrem todo o conteúdo. Ajude a inserir referências. Conteúdo não verificável poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico) (Dezembro de 2014)

Forja por Goya

Cutelaria, armiaria ou armoaria é a arte ou ofício do cuteleiro ou cutileiro, armiário, armoário ou acerador, ou seja, a pessoa que fabrica ou vende instrumentos de corte. São produtos da cutelaria, portanto, espadas, adagas, facas, facões, machados, punhais, navalhas ou seja, todos utensílios metálicos de corte e/ou perfuração.

Tipos

Cutelaria artesanal

A definição empírica de cutelaria artesanal diz que se trata do ramo da cutelaria praticada principalmente com o esforço e a habilidade artística manual, sem grande auxílio de máquinas operantes senão no básico, sem a produção em larga escala, repetida ou de comando computadorizado.

Há diversos cuteleiros artesãos no Brasil, que produzem material de excelente qualidade, sendo reconhecidos internacionalmente, a exemplo de Rodrigo Sfreddo, que em 2009 recebeu pela American Bladesmith Society o título de Master Smith, o primeiro da América Latina. Na ocasião, Sfreddo empatou duas de suas peças em primeiro lugar e foi premiado com o B.R.

Hugues Award, concedido à melhor faca submetida a julgamento pelos aspirantes ao título.

Na cutelaria, como nas artes, a produção artesanal, mesmo quando diminuta, tem status de artigo de luxo, único, sendo que, contrariamente à indústria em geral, há uma tendência ao trabalho artesanal da parte da maioria dos cuteleiros nacionais atualmente, onde o avanço em maquinaria é visto com maus olhos (“a máquina não apresenta a qualidade e esmero que o artesão dedica”).

Cutelaria como manufatura artesanal

É a baseada em ações sequenciais para a confecção de uma lâmina, sendo feitas por vários artesãos cada qual com sua especialidade.

Cutelaria como manufatura industrial

É a feita em ações sequenciais para a confecção de uma lâmina, sendo feitas por vários artesãos cada qual com sua especialidade.

Cutelaria industrial

É a que atinge larga escala de produção, utilizando métodos e máquinas com automação e produção seriada.

No Brasil é possível encontrarmos algumas marcas famosas como a Corneta (de origem germânica), a Coqueiro (cujo logotipo é de origem belga),a Mundial, Tramontina e a Imperial Cutelaria. Podemos também encontrar várias marcas portuguesas, um dos maiores produtores mundiais de cutelaria, com marcas como a Herdmar ou a Dalper.

Cursos de cutelaria

Na Universidade de Brasília (UNB), existe um curso de extensão de cutelaria, denominado “Curso de Cutelaria Artesanal”[1]. É considerada como a segunda escola de cutelaria do mundo dentro de uma universidade federal[2].

A iniciativa se deu após a cidade promover quatro edições do Salão de Cutelaria de Brasília, e é fruto da parceria estabelecida entre o Instituto de Artes da Universidade de Brasília (UnB) e a Sociedade Brasileira dos Cuteleiros .

Outra parceira de sucesso com a SBC é a da Cutelaria Corneta, através da Escola de Cutelaria Artesanal, onde o cuteleiro Ricardo Vilar tem ministrado cursos desde setembro de 2010.

Galeria

  • Oficina de ferreiro

  • Instrumentos utilizados por ferreiros

  • Um Cuteleiro (Ferreiro) trabalhando em sua Forja

  • Bigorna

  • Faca Drop Point da Spyderco, desenhada por Bill Moran

  • Faca Petit da Arkhip

Ver também

  • Arma branca
  • Armeiro
  • Artes mecânicas
  • Deuses ferreiros
  • Ferreiro

Referências

  1. ↑ «Cópia arquivada». Consultado em 14 de julho de 2008. Arquivado do original em 17 de setembro de 2008 
  2. ↑ http://www.cutelariavirtual.com/renno/informacoes/CursoBrasilia/index.htm Curso de cutelaria na UnB

Ligações externas

  • American Bladesmith Society
  • Sociedade Brasileira dos Cuteleiros
  • Fórum de Discussão da SBC
  • Guilda dos Cuteleiros
  • Codignoli Cutlery
  • Corporazione Italiana Coltellinai
  • Associazione culturale Coltellinai Forgiatori Bergamaschi – Laboratorio di ricerca sull'acciaio 'damasco'
  • Unione Italiana Coltellinai
  • C.E.R. – Coltellinai Emiliano Romagnoli
  • Salão Paulista de Cutelaria
  • Feira de Cutelaria de Nova Petrópolis
  • FCA – Fórum Cutelaria Artesanal
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Largaram direito e tecnologia para fabricar facas que custam até R$ 12 mil

Conseguir transformar um passatempo em uma profissão pode ser o sonho de muitos trabalhadores. A situação é ainda melhor quando dá para ganhar mais dinheiro com o hobby do que se estivesse no emprego convencional. 

Foi isso que Gabriel Francisco Pavan Pierri, 26, conseguiu. Ele trabalhava com tecnologia da informação, mas não estava feliz com sua profissão. Em 2014, decidiu largar o emprego em São Paulo e voltar para sua cidade, Casa Branca (SP).

Leia também:  A Que Classe Pertence A Palavra Como?

Foi no começo de 2015 que ele conheceu a cutelaria, trabalho de quem fabrica facas, machados e espadas, e começou a perceber que o hobby poderia ser sua nova profissão. O tema tem atraído atenção. Existe um reality show no canal History, Desafio sob Fogo, e uma feira está sendo realizada neste fim de semana em São Paulo (veja detalhes mais abaixo).

Leia também:

Gabriel Pierri, 26, largou a carreira na área de TI para fazer facas artesanais

Imagem: Arquivo pessoal “Foi uma época em que eu estava sem trabalho. Sempre gostei de mexer com máquinas e criar coisas. Um dia, vi um amigo com uma faca artesanal e me interessei. Durante dois anos, eu fiz as facas sozinho, só pesquisando na internet. Depois, fiz dois cursos. De julho do ano passado para cá, a carreira decolou.”

O cuteleiro diz que faz, em média, cinco facas por mês, e os preços variam de R$ 1.000 a R$ 2.500 por peça. As vendas acontecem por encomendas, com divulgações em redes sociais ou durante exposições.

Ele afirma que já recebe mais com a cutelaria do que ganhava com TI. “Na cutelaria, consegui explorar minha criatividade, além de ser uma grande terapia. Hoje ganho duas vezes o que eu ganhava em TI.

Advogado divide carreira com facas artesanais

Sandro Boeck divide seu tempo entre a carreira de advogado e a cutelaria

Imagem: Arquivo pessoal Quem também está transformando o hobby em profissão é Sandro Boeck, 43. Ele é advogado e tem um escritório, mas divide seu tempo com a cutelaria. “Tentei vários hobbies, mas nada me agradava. Em 2006, um amigo sugeriu que eu fizesse uma faca. Fiz um curso e, um ano depois, ganhei um prêmio de melhor iniciante em uma competição. Em abril de 2017, decidi montar uma empresa em parceria com outros dois cuteleiros. Agora, divido o tempo entre o escritório e as facas. Minha projeção é de estar 100% na cutelaria nos próximos dois anos.”

Boeck diz que desde que a empresa começou a funcionar já foram produzidas 130 facas. Elas são vendidas para churrasqueiros, colecionadores ou para quem quer presentear alguém. “Nossa meta é atingir a produção de 50 facas por mês até o ano que vem.”

Os preços das facas produzidas em sua empresa vão de R$ 300 a R$ 1.350. Já os itens personalizados, produzidos somente por ele, são mais caros. Ele afirma que já vendeu uma faca por R$ 12 mil, após três meses de trabalho.

Dá para montar oficinas com R$ 1.000

Boeck afirma que investiu entre R$ 20 mil e R$ 30 mil para montar sua oficina, mas diz que, para iniciantes, é possível comprar máquinas mais baratas. “Para quem quiser fazer um curso, o investimento fica entre R$ 2.000 e R$ 5.000. Uma oficina básica com bancada, morsa e forja a carvão fica entre R$ 1.500 e R$ 2.000. Se procurar itens usados, dá para montar uma oficina com R$ 1.000.”

Feira de cutelaria

Quem quer conhecer um pouco mais sobre as facas artesanais pode participar de eventos como a 6ª edição da Mostra Internacional de Cutelaria, que acontece neste sábado (5) e domingo (6), no Centro de Convenções do shopping Frei Caneca, na região central de São Paulo.

Os participantes poderão ver o trabalho de 60 expositores, além de participar de workshops de defesa pessoal e palestras sobre técnicas e materiais de cutelaria. Segundo Roger Glasser, organizador da exposição, é possível encontrar facas que custam entre R$ 100 e R$ 10 mil.

A expectativa dos organizadores é receber entre 3.000 e 3.500 visitantes durante o evento. “Nosso público é 30% de colecionadores, 40% de pessoas que gostam da cutelaria, mas não necessariamente colecionam, e o restante são pessoas que vão para conhecer mesmo.”

Ele afirma que, entre os colecionadores, há aqueles que usam a faca para caçar em outros países, quem leva a faca para a atividade de caça, mas a utiliza para outros fins, como abrir a mata, por exemplo, e há aqueles que apenas colecionam. “Alguns exibem a faca como uma obra de arte”, diz Glasser.

6ª Mostra Internacional de Cutelaria

  • 5/5: 10h às 19h
  • 6/5: 12h às 18h
  • Local: Centro de Convenções do shopping Frei Caneca (rua Frei Caneca, 569, 6º andar, São Paulo)
  • Ingressos: R$ 10; crianças com até 10 anos não pagam
  • Informações: www.mostrainternacionaldecutelaria.com

Você sabe quais são as partes de uma faca? A Cutelaria CIMO te ensina!

Nas facas, há muito mais que apenas a lâmina e o cabo – apesar dessas serem as duas áreas mais conhecidas pelo grande público. Quer ter mais propriedade no momento de analisar, comprar e usar suas peças favoritas? Para isso, saber como se chama e como se constitui cada parte de uma faca é fundamental.

No post de hoje, mostraremos de maneira didática como identificar e nomear cada detalhe do utensílio, além de comentar um pouco sobre suas funções. Fique com a gente, prepare o papel e a caneta para anotar e aumente seu conhecimento cuteleiro!

Conhecendo as partes da faca

Para que você possa absorver tudo de maneira bem didática, trataremos das partes de uma faca . Para isso, as dividiremos em duas seções: partes da lâmina e partes da empunhadura.

Antes de começar, lembramos que não existe um consenso geral para as nomenclaturas que vamos usar aqui. Esses nomes podem variar muito entre países ou mesmo entre regiões – portanto não se assuste ao se deparar com especialistas usando nomes bem diferentes.

O importante é focar nos aspectos práticos, aqueles que afetam o funcionamento da faca e podem até te tornar capaz de diferenciar modelos bem semelhantes. Preparado(a)? Olha só:

Partes da lâmina

Intuitivamente, essa parte você já conhece: é a porção metálica utilizada para cortar ou perfurar. O curioso é que, nessa região, até as mudanças mais sutis podem transformar por completo a peça. Veja:

Área da lâmina oposta ao fio. Essa é a região mais estrutural e mais relevante para a resistência da peça, conferindo força contra torções e impactos. Pode contar ou não com detalhes especiais como os serrilhados, muito comuns nas facas de sobrevivência.

É a parte da faca que define a geometria da lâmina. Se inicia no dorso e vai até o fio, afilando-se mais e mais até a região de afiação. Para que você compreenda melhor, pense no significado do nome.

Ele vem do verbo desbastar, que significa “limpar removendo o excesso”. Essa é a área da lâmina que foi lixada para que o fio pudesse existir.

Como você já viu nos produtos CIMO, existem vários tipos de desbaste.

Inconfundível parte responsável pela perfuração. Existem infinitos tipos de ponta, e alguns exemplos são o clip point (ponta côncava), drop point (ponta baixa) e a spear. Aliás, seria interessante um post completo só com os tipos de desbaste e ponta, não? Responda pra gente nos comentários!

Essa é a parte “afiável”, a principal região responsável pelo corte. Se estende do ricasso à ponta. Pode existir dos dois lados ou apenas de um dos lados da lâmina. Quer saber como afiar sua faca? Temos um post completinho: “Como afiar sua faca? Dicas e sugestões práticas”!

Algumas facas e canivetes apresentam um falso fio no dorso. Sua função é apenas intensificar o potencial de penetração, sem cortar de fato. No caso das adagas, porém, há fio dos dois lados – e o dorso passa a ser chamado de espinha.

Essa é uma concavidade existente no dorso das facas mais pesadas. Sua função é diminuir o peso da lâmina pela retirada de matéria da região. Também pode aumentar a resistência.

Parte inicial da lâmina, visível logo depois da empunhadura. Ela não sofre nenhum tipo de desbaste ou recorte e oferece muito mais resistência à peça como um todo.

Partes da empunhadura

Chegamos ao local da faca em que a seguramos. Ela deve ser confortável e anatômica, de modo com que você consiga manusear a peça de maneira segura. Olha só como cada parte da empunhadura é importante: 

Leia também:  Como Dizer A Uma Pessoa Que A Amo?

Essa é a união entre a lâmina e o cabo. Pode ser explicada como a região da lâmina que se estende para dar suporte aos materiais da empunhadura.

Novamente, existem alguns tipos de espiga, e os mais comuns são o perfil integral (em que a espiga ocupa toda a extensão do cabo), perfil parcial (a espiga é menor que o cabo) e perfil estendido (a espiga vai além do cabo, mostrando-se um pouco na retaguarda da faca).

Essa região tem um nome autoexplicativo, e sua função é proteger a mão da pessoa que está empunhando a faca, para que não deslize e se corte com a lâmina.

Parte mais larga no final do cabo. Sua função é dar a empunhadura um formato mais anatômico e seguro, além de proteger a mão de quem estiver utilizando-a. Também pode prover um contrapeso à faca e ser uma ótima adição estética. 

São as hastes metálicas que prendem o cabo à espiga. Podem ser maciços ou vazados. Pinos vazados, inclusive, podem ser usados para inserir o paracord ou a corrente.  

Esperamos que tenham gostado desse aulão de anatomia cuteleira! Para mais posts como esse, não deixe de acompanhar nosso blog. Temos textos novos todas as semanas, sem falta. 

E claro, não poderíamos deixar de te convidar para seguir nossa página no Instagram, que já é um incrível ponto de encontro da comunidade cuteleira. Em nosso perfil postamos novidades da loja, dicas e fotos. Apareça por lá!

Até a próxima, cuteleiros!

Bainha de couro para cutelaria: a melhor opção para a sua faca!

A beleza das facas vem de longe e sua história é paralela a da raça humana (assim como a história do couro), pois não há como imaginar a sobrevivência do homem sem o uso deste artefato. 

O mercado brasileiro de cutelaria está em crescimento; os consumidores compram produtos para a prática de esportes ou uso no dia a dia, enquanto cuteleiros procuram se aperfeiçoar.

Para você que é um cuteleiro ou apenas consumidor de instrumentos de corte (como facas, tesouras, facões etc.): já notou a diferença que um objeto desses tem ao ser fabricado com couro?

Se você quer saber mais sobre a bainha de couro para faca ou cutelaria, continue a leitura e vamos te falar mais sobre o assunto!

O que exatamente é cutelaria?

A transformação de uma peça de aço em qualquer instrumento de corte é chamada de cutelaria. E o universo de produtos é vasto, que vai de uma pequena tesoura à lâmina de uma serra elétrica. 

Esses itens se tornaram indispensáveis, como deve ter sido lá no início da humanidade, quando passamos a usar ferramentas.

Um cuteleiro fabrica / vende instrumentos que cortam. Esses produtos, como já falamos, são feitos de aço; já a bainha, é de outros materiais para cutelaria.

Atualmente, muitas pessoas usam a bainha de couro para facas e outros objetos cortantes.

Como funciona o processo de cutelaria artesanal

Retirado ainda em brasa, o objeto é modelado. Aos poucos, com a ajuda de um alicate, que segura a peça, e um martelo, o cuteleiro vai criando sua arte. 

As facas são as mais admiradas. E elas são incríveis, mesmo.

Há dois tipos: comuns e forjados. A diferença é que o primeiro é produzido de discos ou laminados e o segundo, é bem mais trabalhoso, feito de peças não laminadas. 

O que é bainha da faca?

É um tipo de estojo que protege o artefato e que serve também para guardar uma espada ou qualquer outra lâmina. 

Apesar de já ter sido fabricada em vários materiais, inclusive madeira e metais, o couro legítimo é o que mais valoriza este artefato. 

Por que o couro é importante para a produção da bainha?

  • A bainha de couro legítimo é linda, elegante, resistente e perfeita para proteger a afiada lâmina de uma faca de churrasco, por exemplo. 
  • O couro possibilita que a bainha seja personalizada com as várias tonalidades e entalhes que identificam um nome ou uma marca também. 
  • As costuras, feitas a mão, deixam a peça ainda mais requintada.
  • A bainha de couro natural tem uma função indispensável: ela evita que o fio seja danificado e, o mais importante, que você e outras pessoas se cortem ao tocar na lâmina desprotegida. 

Couro soleta tanino

As características do soleta são as mais indicadas para a produção de bainhas para produtos de cutelaria. 

Este tipo de couro é mais espesso, pouco elástico e impermeável  — é o mais usado nos trabalhos artesanais.

Ele possibilita alteração em sua cor com o uso de anilinas, ceras e óleos. Além disso, é possível realizar trabalhos pirógrafos (decoração feita por queimadura).

Nossa dica!

Entre os dias 9 e 10 de novembro de 2019, na belíssima Casa de Portugal, bairro da Liberdade, na cidade de São Paulo, acontecerá o Salão Paulista de Cutelaria, em sua 11ª edição. 

Vale a pena fazer uma visita! 

E aí? O que achou do tema? Deixe seu comentário com sugestões ou dúvidas sobre o assunto.

P.S.: Quer conhecer outros itens inusitados que podem ser feitos em couro? Leia esse outro artigo.

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      • bsf

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      • marcas

        1. Estacio Santo Amaro
        2. UniCesumar
        3. FAM
        4. Anhanguera Belenzinho
        5. Estácio BA – Salvador
        6. Anhanguera Campo Limpo
        7. Etec Uirapuru
        8. Uninove – Universidade Nove de Julho
        9. Univates – Universidade do Vale do Taquari
        10. Centro Universitário IESB
        11. Cozinha Experimental Sabor e Saber – Belém do Pará
        12. Gastronomia Funcional – Fran Tonello
        13. Unichristus
        14. UniFanor
        15. Unifatecie
        16. Unilavras
        17. Unilavras – Centro Universitario
        18. SENAC Nutrição
        19. Toledo Prudente Centro Universitário
        20. Anhanguera Santana
        21. aems
        22. merchant-center
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      • wusthof

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      • victorinox

        • Canivetes Pequenos de Bolso
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