Como Se Chama Quem Faz Autópsia?

Você é fã de séries de investigação? Gosta de tentar solucionar casos junto com seus personagens preferidos? Fica tenso quando os segredos de um assassinato podem ser descobertos no necrotério? Viver essas situações na vida real pode ser possível por meio de um curso relacionado à necropsia.

Você pode investir na especialização após o curso de Medicina ou realizar um Técnico de Necropsia e buscar uma oportunidade como auxiliar. Continue a leitura e conheça melhor as opções de carreira na área!

O que é necropsia?

A necropsia — também conhecida como autópsia ou exame cadavérico — é um procedimento realizado em cadáveres, que permite determinar as circunstâncias da morte de um indivíduo, identificando possíveis doenças ou ferimentos.

O procedimento pode ser realizado por um médico legista no necrotério, mas também é acompanhado por auxiliares e técnicos. 

Curso de Necropsia

Em primeiro lugar, é importante destacar que, quando a necropsia é realizada pelo médico, o profissional deve ter passado pela residência em Medicina Legal.

Além de possibilitar um trabalho mais abrangente em relação ao Técnico em Necropsia, também amplia os trabalhos na Medicina. Isso porque a Medicina Legal não é considerada só uma especialidade médica, mas também jurídica.

Dessa forma, após a necropsia, o profissional pode emitir laudos que ajudam a elucidar crimes. Também pode desempenhar outras funções, mas que não envolvem a exumação de corpos e o trabalho de necropsia.

Sendo assim, após a formação em Medicina, o interessado pode inscrever-se no Programa de Residência Médica em Medicina Legal e Perícias Médicas, oferecido pela Universidade de São Paulo (USP).

Como Se Chama Quem Faz Autópsia?

Graduação

Não há uma graduação específica em Necropsia. Entretanto, para trabalhar na área — seja como médico legista, seja em outras funções relacionadas à análise de cadáveres —, o interessado pode investir em cursos como:

  • Medicina;
  • Enfermagem;
  • Biomedicina;
  • Biologia.

Após a formação, deve optar por um curso de especialização na área. Sobre a Medicina Legal, você conheceu o trabalho no tópico anterior. Já nas outras graduações, você pode investir em cursos na área de perícia criminal, como Enfermagem Forense.

Curso técnico

Embora não exista uma graduação em Necropsia, aqueles que desejam investir em uma formação direta, de curta duração e iniciar a carreira o quanto antes, podem optar pelo curso Técnico em Necropsia ou curso Profissionalizante em Necropsia Forense.

Contudo, o profissionalizante não é garantia de contratação. A aceitação ou não do certificado depende da instituição que está oferecendo a vaga.

  • A LS Escola Técnica, no Distrito Federal, concede certificado em agente funerário e técnico em necropsia em um só curso.
  • O de agente pode ser conquistado em, aproximadamente, 12 meses, enquanto o de técnico, em torno de 20 meses.
  • Em Santa Catarina, o Instituto Pró-Rim de Educação e Pesquisa em Saúde (IPREPS) oferece o curso na modalidade presencial, aceitando alunos que ainda estão cursando o 3º ano do Ensino Médio.
  • No Paraná, estudantes maiores de 18 anos podem procurar as unidades do SEDUC, em Araucária, Capão Raso, Colombo, Paranaguá, Santa Felicidade e São José dos Pinhais, para se matricular no curso de Auxiliar de Necropsia.
  • Veja outras instituições no Brasil que oferecem cursos semelhantes:
  • UNICORP, em Sorocaba (SP);
  • Colégio Êxito, em Anápolis (GO);
  • ABBA Cursos Online, que disponibiliza cursos de qualificação profissional na área e podem ser utilizados como horas complementares para quem está na graduação na área da saúde.

Como Se Chama Quem Faz Autópsia?

Como adiantamos no início deste texto, o auxiliar de necropsia é o profissional que apoia o trabalho do médico legista.

Entre os locais em que pode trabalhar, incluem:

  • funerárias;
  • Instituto Médico Legal (IML);
  • Polícia Civil;
  • Serviço de Verificação de Óbito (SVOs) em prefeituras.

Em geral, funções desempenhadas pelo auxiliar ou técnico de necropsia são:

  • coleta de amostras para exames laboratoriais;
  • encaminhamento e realização de exumações;
  • identificação e manuseio de cadáveres,
  • preparo de cadáver para sepultamento;
  • manutenção de equipamentos e do ambiente de trabalho;
  • cavidades no abdômen, no tórax e na cavidade craniana para averiguar possíveis lesões;
  • procedimentos para cumprir ordens judiciais;
  • reconstituição de cadáveres.

De acordo com o portal Glassdoor, os salários para auxiliar de necropsia e técnico de necropsia variam de R$ 2 a R$ 7 mil reais, sendo que:

  • Auxiliar de Necropsia, Governo do Estado de São Paulo — R$ 5 mil;
  • Auxiliar de Necropsia, Instituto de Polícia Científica — R$ 3 mil;
  • Auxiliar Técnico de Necropsia, Hospital Sírio-Libanês — R$ 4 mil – R$ 4 mil
  • Instituto Médico Legal de São Paulo — R$ 2 mil;
  • Museu da Santa Casa de São Paulo — R$ 2 mil;
  • Prefeitura de São Paulo — R$ 5 mil;
  • Superintendência da Polícia Técnico-Científica — R$ 5 mil;
  • Técnico de Necropsia, Hospital São Paulo — R$ 2 mil;
  • Técnico de Necropsia, Hospital Universitário de Brasília — R$ 5 mil a R$ 6 mil;
  • Técnico de Necropsia, Secretaria de Segurança Pública de Sergipe — R$ 4 mil;
  • Técnico de Necropsia, Segurança Pública de Mato Grosso R$ 5 mil;
  • Técnico de Necropsia, Universidade Paulista — R$ 2 mil;
  • Técnico Policial de Necropsia, Polícia Civil do Estado do Espírito Santo — R$ 6 mil.
  • Técnico Policial de Necropsia, Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) — R$ 5 mil.

Mercado de trabalho

Segundo o último levantamento feito pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) do Brasil, existem pouco mais de 800 médicos legistas no Brasil para mais de 380 unidades de IML.

Para quem investiu no curso técnico, boas oportunidades podem ser encontradas em cargos públicos, por meio de concurso para auxiliar de necropsia, trabalhando em prefeituras, Polícia Civil, Política Científica, Hospitais, universidades, Secretarias Estaduais de Saúde. Fique atento aos editais e boa sorte!

  1. A necropsia é a possibilidade de carreira que chama a atenção de uma pessoa, mas nem todos estão dispostos a investir na formação.
  2. No entanto, uma das grandes vantagens é a possibilidade de escolher vários caminhos diferentes para atuar na área — desde o curso técnico, passando pelas especialidades após a graduação ou na residência médica.
  3. Aproveite que está aqui e saiba mais sobre os cursos técnicos da área da saúde.
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Os profissionais que veem dentro dos mortos – BBC News Brasil

  • Pippa Stephens
  • Repórter de saúde, BBC News

Como Se Chama Quem Faz Autópsia?

Crédito, sem credito

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Histopatologistas fazem exames para identificar causas de mortes consideradas naturais

Muita gente tem uma noção do trabalho dos patologistas forenses, graças à popularidade de seriados de televisão como CSI. Mas há um outro tipo de patologista, menos conhecido, que faz um trabalho não menos importante – e menos macabro.

Diariamente, a médica Simi George abre diversos corpos para tentar descobrir como as pessoas morreram.

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Ela examina os corações dos mortos, seus olhos, suas caixas toráxicas e seus crânios em seu emprego como histopatologista no hospital St. Thomas, em Londres.

Às vezes, os cadáveres estão tão decompostos que ela não consegue ver seus rostos, seu crânio está preto e há vermes. Ela pena para descobrir a causa da morte.

Histopatologistas investigam as causas das mortes naturais. Os patologistas forenses investigam mortes violentas.

George, 41 anos, também trabalha com crianças que morreram, bebês que nasceram mortos e mulheres que morreram dando à luz.

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Exames de necrópsia são realizados apenas com autorização da família ou ordem judicial

Ela faz autópsias em aproximadamente 50 corpos por semana que vêm de hospitais e institutos médicos legais. O exame é feito com o consentimento dos familiares ou devido a ordens de legistas e autoridades – no caso de haver dúvidas sobre a causa da morte e a vítima se encaixar em uma lista de 20 condições suspeitas.

A médica é mãe de dois filhos e realiza seu trabalho de forma imperturbável. “Eu não me importo com vermes, corpos decompostos, urina ou cocô, mas vômito – o conteúdo do estômago – me incomoda”.

Ela nunca passou mal, mesmo quando estava em treinamento ou grávida.

Enquanto ela examina o corpo de uma mulher de 65 anos – que morreu em um hospital cinco dias antes -, em busca de coágulos em seu coração, o cheiro é nauseante.

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Patologistas forenses e histopatologistas trabalham juntos em casos de mortes de crianças

Patologistas forenses e histopatologistas trabalham separadamente em casos de adultos, mas o protocolo manda que atuem em conjunto em casos de crianças. Isso significa que George acaba vendo casos de violência com os quais não tem contato lidando com os corpos de adultos.

Depois que as pessoas morrem, seus corpos são levados para um necrotério e refrigerados a 4ºC. Eles ficam nus sobre a mesa de autópsia. Os olhos ganham uma tonalidade amarelada e uma aparência cristalina.

Se a pessoa morreu recentemente, a pele fica pálida, com uma tonalidade azul e com aparência marmorizada nos ombros e peito. Sem o bombeamento feito pelo coração, o sangue se acumula em algumas partes do corpo.

Tracey Biggs, gerente de serviços do hospital St. Thomas, é também técnica de anatomia patológica. Parte de seu trabalho envolve abrir corpos e remover seus órgãos.

Às vezes seu abdome está verde, diz ela, porque as bactérias intestinais começam a decomposição do corpo.

Os corpos têm um cheiro diferente dependendo de como as pessoas morreram, segundo Biggs. Ela diz que o odor muda se a pessoa passou muito tempo em unidades de terapia intensiva, usando muitos remédios.

Para remover os órgãos, Biggs primeiro faz uma incisão na parte frontal do corpo e retira o osso esterno e a caixa toráxica. Depois ela remove o coração, os pulmões, a estrutura do pescoço, o intestino, o fígado, o baço, os rins, a bexiga e o útero ou próstata.

Por fim ela corta o crânio com um bisturi e retira a pele da cabeça até a altura da sobrancelha. Em seguida o cérebro é removido com instrumentos que incluem um martelo.

“Essa parte costuma ser a mais perturbadora para pessoas que assistem ao processo”, diz ela. “A primeira vez que eu vi um cérebro foi surreal, fascinante – uma coisa que você não pode imaginar.”

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Médicos argumentam que maior número de autópsias ajudaria a curar doenças

Quando George inspeciona os órgãos, procura por tumores – cujas cores podem ser amarela, branca, vermelha ou marrom. Uma textura semelhante a favos de mel no pulmão pode indicar enfisema ou outras doenças. A meningite pode fazer o cérebro ficar mais pesado e amarelo.

Se uma autópsia é inconclusiva, os médicos analisam amostras de tecido do corpo com microscópios. Se ainda assim a causa da morte não for descoberta, é feito um exame toxicológico que busca, por exemplo, sinais de overdose.

Com a permissão de familiares ou legistas, informações sobre pessoas que morrem em hospitais podem ser enviadas para pesquisas médicas – no caso por exemplo de uma doença genética, de acordo com George.

Filósofos estoicos, como o imperador Marco Aurélio, diziam que devemos pensar na morte diariamente para não ter medo e enfrentá-la com dignidade quando ela vier – e também para nos concentrarmos no presente.

Mas talvez isso não seja tão fácil.

“Nós vemos todos os dias como a vida pode acabar facilmente. Nós ficamos alertas”, diz Biggs. “Tenho medo da morte e de perder pessoas próximas. Eu não corro riscos – não vou nem à montanha-russa para não ter um ataque cardíaco”, diz ela.

George, por sua vez, afirma não ter medo porque “você não pode fazer nada”.

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“A morte não é um tabu – é parte da vida e você não deve ficar evitando discutir”, afirma ela.

Esse tipo de trabalho permite analisar a sociedade. A cada semana, no período do inverno, George e sua equipe recebem um corpo decomposto de alguém que morreu em casa sozinho. Há também ao menos um caso de suicídio por semana.

O necrotério atende 32 bairros de Londres.

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Exames necroscópicos ajudariam melhorar tratamentos para doenças graves, segundo médicos

George teme que sua profissão desapareça no futuro. Ela recebe apenas um ou dois casos de mortos cujos parentes permitiram a autópsia. Em contrapartida, os casos em que o exame é determinado pelas autoridades chega a cerca de 100 por mês.

Mas as autópsias “autorizadas” pelos parentes seriam vitais. Mais de 33% das certidões de óbito britânicas não listam a causa correta da morte – o que pode prejudicar o trabalho do governo de direcionar recursos para pesquisas médicas.

A ideia é que se mais autópsias fossem realizadas, as reais causas de mortes seriam mais facilmente descobertas.

Patologistas querem examinar pessoas que morreram de doenças como o câncer, para obter dados de cada tratamento. Além disso, médicos afirmam que esses exames ajudariam a identificar casos de pessoas que morreram de doenças genéticas e avisar suas famílias, para alertá-las.

“Realmente espero que o público não pense que somos o tipo de pessoa que mantém corações de bebês em jarras”, disse George. “Além de responder à angústia de parentes sobre as causas de morte, as necrópsias ajudam os médicos a aprender mais sobre doenças e assim beneficiar o público. Nós queremos ajudar.”

Ela diz que trata os corpos da mesma forma que gostaria que o corpo de uma pessoa amada fosse tratado – com cuidado e respeito.

George diz que seu trabalho a tornou mais corajosa, na medida em que ela vê muitas “vidas desperdiçadas” em mortes prematuras.

“Você tem apenas uma vida. Você tem que vivê-la”, disse ela.

Como é feita a necropsia: informações internas dos necrotérios

Publicado em 02 de outubro de 2019

Para emitir o laudo que determina a causa jurídica de uma morte, é necessário contar como os serviços do Instituto Médico Legal (IML). Diferentemente do que muitos pensam, esse procedimento é conhecido por necropsia, em vez de autópsia.

Neste artigo, explicamos como é feita a necropsia. Mas tranquilize-se, pois imagens fortes foram retiradas do conteúdo.

Atente-se às informações e acrescente-as ao seu conhecimento agora mesmo! Ao final do artigo, separamos outros serviços indispensáveis para lidar com a morte sem burocracia.

Descubra como é feita a necropsia

Qual é a função do IML?

Deseja saber como é feita a necropsia? O IML emite laudo com a causa jurídica da morte e é um serviço ligado ao departamento da Polícia Científica e Secretaria de Estados de Segurança Pública.

São perícias médico-legais realizados em cadáveres, partes de corpos e ossadas. O intuito é determinar o que levou aquele corpo à morte. Portanto, tem-se a necropsia.

Outros exames em pessoas vivas também podem ser realizados dentro do IML.

O que faz um médico legista?

O profissional que trabalha no Instituto Médico Legal realizando necropsia é o médico legista. Ele precisa se graduar em medicina enquanto formação acadêmica e prestar concurso público. Posteriormente, deve também se especializar em balística, conforme determina a legislação criminal de exame de cadáveres.

Quando um corpo é enviado ao IML?

Por lei, o corpo deve ser encaminhado ao IML em casos de morte violenta, morte por causa desconhecida ou morte natural sem assistência médica.

Sabendo como é feita a necropsia, agora você entende os motivos dessas prescrições legais. Em casos de quedas fatais de uma escada, por exemplo, pode parecer óbvio, mas é a perícia que dirá se a pessoal caiu ou foi empurrada.

Esses serviços são realizados pelo Instituto Médico Legal.

Procedimentos comuns no dia a dia dos necrotérios

Cavidades do corpo

Para descobrir as causas da morte, o profissional parte a análise de órgãos a partir de três cavidades do corpo. São elas: abdome, tórax e crânio.

Portanto, para mortes suspeitas ou violentas, naturais sem assistência médica ou doenças raras, ou inexplicáveis, ocorre a necropsia. Com cortes iniciados nas cavidades citadas, o exame é prosseguido.

Confira, a seguir, o funcionamento com a ordem de ocorrências.

Funcionamento

  • Família reconhece o corpo e, logo em seguida, o cadáver tem seu peso aferido e é lavado com sabão e água;
  • a necropsia começa com análise externa do corpo. Com isso, são identificados possíveis furos de bala ou outras lesões;
  • as três cavidades citadas são abertas para um exame detalhado e interno. O rasgo feito do pescoço ao púbis pode ter formato de T, Y ou I, dando acesso ao abdome e caixa torácica;
  • todos os órgãos danificados são analisados para que o motivo da morte seja descoberto. Casos de envenenamento ou estômago e coração esfaqueados podem ser identificados neste momento;
  • o couro cabeludo é cortado de uma orelha até a outra. Com uma serra elétrica, a tampa do crânio é removida e todos os nervos do cérebro são cortados para que ele seja retirado;
  • após a análise, os órgãos são reposicionados e o corpo é fechado. Os pedaços menores são incinerados e o resto do corpo costurado. Para o enterro, roupas e cabelos escondem as marcas do exame;
  • o tempo necessário para a liberação do corpo pode durar de quatro a oito horas. Para saber de fato como é feita a necropsia, é importante salientar que o serviço em si dura no máximo três horas. A Declaração de Óbito é emitida pelo IML com o motivo da morte. Posteriormente, o documento possibilita a retirada da Certidão de Óbito no cartório.

Conheça outros serviços importantes nessas situações

O traslado de corpo é um dos serviços mais requeridos após a liberação do IML. Porém, só pode ser realizado mediante documentação em dia. Para isso, você também pode contar com serviços de assessoria. Isso tudo para dizer que a Funerária Santa Casa 24H é uma funerária no Rio de Janeiro com serviços importantíssimos. Destacam-se também:

  • assistência funerária;
  • cremação;
  • planos funerários.
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Se gostou de saber como é feita a necropsia, visite nosso blog e leia outros artigos que falam sobre óbito em casa, falecimento de familiar, como reinventar a vida e muito mais. Entre em contato e não deixe de organizar todos os detalhes importantes para um ente querido e, claro, para você!

Descubra o que faz um auxiliar de necropsia

Conheça as atividades e os locais de trabalho dos auxiliares de necropsia. Veja, também, quais são as opções de formação para trabalhar na área.

O auxiliar de necropsia trabalha ao lado de médicos legistas em organizações como o IML (Instituto Médico Legal), hospitais e laboratórios. De modo geral, ele auxilia o médico responsável em processos de necropsia ou autópsia ? exame de um cadáver para verificar a causa e como ocorreu a morte.

Para quem não conhece a área, é uma profissão que pode causar algum estranhamento ou espanto, mas vale destacar que existe demanda razoável por esses auxiliares ? principalmente por meio de concursos públicos ?, além de formação específica no setor.

Quer saber mais sobre o que faz um auxiliar de necropsia e o que estudar para atuar na área? Confira abaixo!

Quais as atribuições do auxiliar de necropsia?

Conheça algumas das principais atividades realizadas pelo profissional auxiliar de necropsia:

  • Ajudar na identificação de cadáveres.
  • Manusear o cadáver para observação de lesões externas e internas.
  • Lavar o corpo após o procedimento de necropsia.
  • Acompanhar e auxiliar em exumações (retirada e transferência de restos mortais para outro espaço ou cidade, muitas vezes por exigências legais).
  • Colher material dos cadáveres para exames de laboratório.
  • Limpar instrumentos usados nas necropsias e esterilizar o ambiente.
  • Realizar a limpeza e a preparação de ossos para procedimentos legais.
  • Auxiliar em procedimentos de autorização, retirada e conservação de órgãos para doação.

Onde trabalha o auxiliar de necropsia?

Confira os principais locais de trabalho desse profissional:

  • Instituto Médico Legal (IML)
  • Hospitais e clínicas
  • Laboratórios de anatomia em instituições de ensino e pesquisa
  • Departamentos de polícia
  • Funerárias e necrotérios

Qual é o salário desse profissional?

De acordo com dados do site de carreiras Glassdoor, os salários dos auxiliares de necropsia ficam entre R$ 3.000 e R$ 6.000

O salário varia conforme a região do país e a instituição contratante. O concurso mais recente da Polícia Civil do Rio de Janeiro (2019), por exemplo, estabelecia a remuneração de R$ 4.506 mensais. Concursos da polícia de São Paulo oferecem salários nessa mesma faixa.

Qual é o nível de escolaridade necessário?

No caso dos concursos públicos, o nível de escolaridade exigido para os candidatos ao cargo de auxiliar de necropsia costuma variar. Alguns exigem apenas o certificado de ensino fundamental, enquanto outros exigem ensino médio e, eventualmente, cursos específicos.

Na área privada, como hospitais particulares e laboratórios de pesquisa, as exigências de escolaridade e qualificação costumam ser mais altas.

Existe curso técnico em necropsia?

Sim. O Curso Técnico em Necropsia aparece no Catálogo de Cursos Técnicos elaborado pelo Ministério da Educação (MEC).

Para fazer esse curso, oferecido principalmente por escolas privadas, é preciso estar cursando ou ter concluído o ensino médio. A grade curricular inclui disciplinas de Anatomia, Criminologia, Medicina Criminal, Ética e Identificação Humana.

Outras escolas oferecem cursos profissionalizantes em Necropsia Forense. Nesse caso, há emissão de certificados, mas a aceitação ou não dessa modalidade de formação varia conforme o concurso público ou a instituição contratante. 

Também existem diversos cursos preparatórios para concursos públicos na área, mas atenção: geralmente, eles não emitem certificados nem são aceitos para comprovação de formação em necropsia.

Que faculdade fazer para trabalhar com necropsia?

A profissão de nível superior mais conhecida (e mais bem remunerada) na área é, sem dúvida, a de médico legista. Ele é o profissional responsável pelos procedimentos de necropsia e investigação envolvendo restos mortais.

Para assumir essa função, é preciso fazer a graduação em Medicina e, depois, cursar uma especialização em Medicina Legal.

Quem já tem a formação técnica ou profissionalizante e pretende obter um diploma de ensino superior pode optar, ainda, por outras carreiras da área de Saúde e Ciências Biológicas, como Enfermagem e Biomedicina.

Além de atestar qualificação e expandir sua área de atuação, ter um curso superior é um enorme diferencial para quem busca uma vaga no mercado de trabalho. Em concursos públicos, aliás, apresentar o diploma pode aumentar sua pontuação na disputa e, ainda, garantir uma remuneração mais alta.

Como escolher onde estudar?

Ao pesquisar faculdades que oferecem cursos de graduação nas áreas de Saúde e Ciências Biológicas, lembre-se de verificar se a instituição de seu interesse é reconhecida pelo MEC. 

Isso é fundamental, pois somente faculdades credenciadas por ele emitem diplomas válidos, aceitos tanto no mercado privado quanto em concursos públicos e programas de pós-graduação.

Quer algumas sugestões? Listamos, abaixo, universidades reconhecidas e bem avaliadas pelo MEC que oferecem diversos cursos superiores nas áreas de Saúde e Biológicas. São faculdades que trabalham com modalidades de ensino flexíveis ? como cursos semipresenciais e online ? e com diferentes programas de bolsas de estudo. 

Confira e clique para saber mais:

Navegue pelos sites das universidades acima e fique por dentro de cursos, mensalidades, bolsas e descontos. Bons estudos!

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Você pretende trabalhar como auxiliar de necropsia? Pensa em fazer uma faculdade? Qual? Conte para a gente nos comentários!

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