Como Se Chama Pessoas Que Fazem Anos No Mesmo Dia?

  • Olá a todos!
  • Neste nosso pequeno espaço, temos sempre em atenção em publicar temas e conteúdos interessantes, atuais e curiosos.
  • E o de hoje tem essas 3 caraterísticas!
  • Vamos saber quanto somos pelo mundo e quantas pessoas nasceram no mesmo dia que nós nascemos!

Como Se Chama Pessoas Que Fazem Anos No Mesmo Dia?

A ferramenta chama-se Population.io e baseia-se nos dados demográficos da ONU (Organização das Nações Unidas) e no estudo de Perspetivas da População Mundial de 2012.

  1. A plataforma indica q auantidade de pessoas existentes atualmente no mundo, mostrando quantas vão nascendo, e permite ainda ver quantas pessoas nasceram numa determinada hora e data, assim como a nacionalidade de cada uma delas.
  2. Para isso basta acederes aqui, e depois inserir a inserires a tua data de nascimento, ou outra data qualquer.
  3. Como Se Chama Pessoas Que Fazem Anos No Mesmo Dia?

Depois clica em GO e verifica os resultados. Vais ter não só a resposta que pretendes como também muitas outras informações, assim como alguns gráficos.

Consegues ainda saber a percentagem de pessoas que nasceram antes e as que nasceram depois, bem como qual é a tua posição como pessoa viva na terra.

Como Se Chama Pessoas Que Fazem Anos No Mesmo Dia?

Quando eu nasci, nasceram mais 318.959 pessoas e cerca de 13.289 na mesma hora.

Aqui fica o gráfico de pessoas, divididas por países, que nasceram no mesmo dia que eu. Como seria de esperar, China e Índia dominam!

  • Como Se Chama Pessoas Que Fazem Anos No Mesmo Dia?
  • Apesar de a ferramenta estar apenas nos idiomas de Inglês e Espanhol, não é necessário dominares estas línguas para entenderes as informações.
  • Um site muito útil e curioso para que possas descobrir diversas informações sobre a população em redor de todo o mundo!
  • Site | Population.io

Arquivado na categoria: Curiosidades

Faz anos hoje? Está longe de ser o único

Quem nasceu em Setembro entre 1980 e 2017 tem maior probabilidade de partilhar o seu aniversário com outra pessoa nascida em Portugal nos últimos 37 anos. Porquê? Somados todos os nascimentos em cada mês, é Setembro que fica na frente. O dia 16 ocupa o primeiro lugar da lista. Seguem-se os dias 20, 17, 23, 25, 24, 15, 21, 22 e 19 de Setembro.

Por outro lado, quem nasceu a 29 de Fevereiro — por razões óbvias tendo em conta que é um dia que só ocorre de quatro em quatro anos —, a 25 e a 24 de Dezembro e a 1 de Janeiro, terá mais dificuldade em encontrar alguém com que partilhe a mesma data de aniversário. Os dados do Instituto Nacional de Estatística referem-se à “informação registada nas Conservatórias de Registo Civil, decorrente dos dados constantes dos assentos de nascimento e de informação adicional prestada pelo declarante”, explica o instituto.

Variação diária do número de nascimentos

Para perceber o que explica o fenómeno que leva os bebés a nascer mais numa altura do ano do que noutra e, em particular, aquilo que faz de Setembro o mês mais popular, é preciso pensar sobre o que acontece nove meses antes.

João Bernardes, professor na Faculdade de Medicina do Porto e Presidente do Colégio da Especialidade de Ginecologia/Obstetrícia da Ordem dos Médicos, explica que o fenómeno “tem a ver com as nossas características geográficas e sócio-demográficas”.

“Quer dizer que no Hemisfério Norte, num clima semelhante ao nosso, com os ritmos sociais que temos, com o hábito de ter uma festa de Natal no Inverno e estarmos mais recolhidos por essa altura, a concepção decorre mais durante esses meses”, detalha. Além disso, “há menos luminosidade, as noites são mais longas e as pessoas estão mais tempo juntas”. O fenómeno, diz, não é de agora. “Já é assim desde a Antiguidade.”

Além disso, também é uma questão biológica, explica o médico obstetra e professor. É algo que também acontece com outros primatas.

Um artigo do jornal The New York Times, de 2006, já mostrava que, nos Estados Unidos, o dia 16 de Setembro também era o mais popular. Na altura, os jornalistas analisaram os números entre 1973 e 1999.

Um trabalho mais recente de recolha de dados da publicação online Five Thirty Eight também revelava que os dez dias mais comuns para nascer nos EUA eram todos entre 9 e 20 de Setembro, tornando-o no mês mais popular.

Mas há mais sexo nesta altura do ano? Não é fácil de saber. Certo é que a “actividade conceptiva” — em que há intenção de conceber um bebé — é mais intensa pelo Inverno, diz João Bernardes.

Além disso, “também parece que a altura do Verão é uma época propícia para o bebé enfrentar o desafio do parto”. Algo que, explica João Bernardes, “tem a ver as condições da natureza, uma vez que é a altura em que há mais alimento, há menos frio e, portanto, em que há melhores condições biológicas, de alimentação, climáticas e sociológicas”.

Feriados e fins de semana

Na sua tese de doutoramento, Sónia Cardoso Pintassilgo, socióloga e professora no ISCTE, analisou a forma como os nascimentos se distribuem ao longo da semana e a relação do fenómeno com a medicalização do parto.

“Na verdade, se em 1990 já se revelava uma certa tendência de quebra do número de nascimentos ao fim-de-semana e, sobretudo, ao domingo, em 2010 não há margem para dúvida de que esses dias registam uma frequência mínima de nascimentos face aos adjacentes e aos restantes.

A existência de feriados ao fim-de-semana determina os picos mínimos de nascimento, como é o caso do dia 25 de Dezembro (dia de Natal) de 2010, sábado”, escrevia a investigadora na sua tese de 2014 intitulada “O Risco e as Condições Sociais e Assistenciais da Maternidade em Portugal”.

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“Esta deslocalização dos nascimentos para dias específicos da semana materializa a actual cultura obstétrica hospitalar sendo um indicador singular do ajustamento da mulher (e respectiva família) aos procedimentos instituídos e ritualizados, ‘despersonificando’ a parturiente e enquadrando-a num padrão cujos protagonistas são os profissionais de saúde”, detalhava a investigadora. “Os nascimentos, nesse contexto, perdem o carácter de acontecimentos únicos, tornando-se em mais um acontecimento da rotina hospitalar.”

Por sua vez, João Bernardes diz que o fenómeno se prende com o agendamento dos partos planeados “que rondam os 30%” para os dias úteis.

“Tem a ver com o funcionamento dos hospitais e também com a vida social das pessoas. Ninguém quer ir para o hospital no dia de Natal nem no domingo.

Mesmo que mudássemos as urgências hospitalares e ficasse tudo igual no fim-de-semana, as pessoas não iam querer lá ir.”

Mário Santos, investigador em sociologia da saúde e do nascimento e membro do Laboratório de Estudos Sociais sobre o Nascimento, também diz que o fenómeno reflecte a “medicalização” do parto.

Ou seja, “um evento que era familiar e social passou a ser hospitalar”. Estes números mostram que o parto, por norma “imprevisível”, passa a ser agendado.

Normalmente, “por questões práticas” que condicionam este evento.

“As mulheres estão privadas de experienciar o parto, porque é transformado numa intervenção cirúrgica”, diz Mário Santos. Além disso, usam-se intervenções que devem ser aplicadas quando há complicações no parto — como a cesariana ou a indução — e que “podem salvar vidas, em casos que são normais”.

Ao domingo, por exemplo, nascem, em média, menos 73 bebés do que à quarta-feira (o dia da semana mais concorrido). Mário Santos explica que pode ter a ver com o facto de as induções planeadas para o início da semana, por vezes, se prolongarem no tempo, provocando um “efeito cumulativo de pessoas em trabalho de parto” em meados da semana.

O fim-de-semana e os feriados são os dias com menos nascimentos. Além do Natal, dias como o 1 de Novembro e o 1 e o 8 de Dezembro estão entre aqueles em que se contabilizam menos nascimentos.

Como Se Chama Pessoas Que Fazem Anos No Mesmo Dia? Como Se Chama Pessoas Que Fazem Anos No Mesmo Dia?

Número de nascimentos diminuiu

Nos últimos 37 anos, o número de nascimentos diminuiu para cerca de metade, passando de 158.329 para 86.498. Em termos médios, no início da década de média contava-se 432 nascimentos por dia.

Em 2017 foram 236. Mesmo assim, o pior ano foi 2014, quando se registaram 82.613 nascimentos — uma média de 226 bebés. Desde 2009 que o número de crianças nascidas por ano está abaixo dos 100 mil.

Essa redução também não aconteceu da mesma forma em todos os períodos do ano. Apesar de, consistentemente, serem os meses de Inverno aqueles em que se registam menos nascimentos, foi Maio que perdeu mais bebés neste período — a redução foi quase para metade. Em Novembro, contudo, a diminuição foi mais moderada (menos 35%).

Apesar de os nascimentos terem diminuído consideravelmente entre 1980 e 2017 em todos os dias da semana, essa redução é menor na quarta-feira (menos 39%) do que ao sábado (menos 49%) e, especialmente, ao domingo (menos 53%). É nos dias úteis a meio da semana que a redução foi menor.

Por dia, a quebra foi mais acentuada a 15 de Janeiro, 7 de Maio, 1 de Janeiro e 24 de Dezembro. Nestes dias, em 2017, registaram-se menos dois terços dos nascimentos do que em 1980. No sentido inverso, a quebra foi menos acentuada a 23, 2 e 29 de Novembro — em média menos 19%.

Como Se Chama Pessoas Que Fazem Anos No Mesmo Dia?

Quantas pessoas fazem aniversário no mesmo dia que você?

Como Se Chama Pessoas Que Fazem Anos No Mesmo Dia?Bebês em uma maternidade da Alemanha.reuters

Vivemos na era dos dados e das redes sociais. Cada vez mais fazemos parte de uma estatística da qual compartilhamos, seja por curiosidade, por informação ou por nos sentirmos parte de algum projeto. O último relatório das Nações Unidas sobre projeções de população mundial afirma que seremos 11,2 bilhões de pessoas em 2100. A América Latina, por sua vez, passará dos atuais 634 milhões para 784 milhões em 2050, para depois cair para 721 milhões em 2100.

Esses dados demográficos servem para identificar vários problemas, potenciais ou reais, especialmente nos países em desenvolvimento: abastecimento de água potável, segurança alimentar, acesso ao emprego, crescimento urbanístico, impactos ambientais, entre outros. As organizações multilaterais, como o Banco Mundial, apoiam-se cada vez mais nesses dados para planejar suas estratégias de luta contra a pobreza e ampliar a prosperidade em um mundo cada vez mais populoso e com novos desafios.

Parte dessa crescente demanda por dados, uma nova ferramenta interativa chamada population.io foi desenvolvida.

Elaborada por uma equipe de laboratório de dados, com apoio do grupo de dados do Banco Mundial e colaboradores do planeta inteiro, essa ferramenta permite, por exemplo, determinar qual é a posição de uma pessoa em relação ao resto da população mundial, uma estimativa de quantos anos viverá, e outros aspectos interessantes sobre como seria sua vida se houvesse nascido em um lugar diferente da sua terra natal.

Já se perguntou com quantas pessoas compartilha o dia de aniversário, durante uma festa lotada ou em um estádio de futebol cheio de torcedores?

Para responder a essa questão, existe o paradoxo dos aniversários, que estabelece que: “se há 23 pessoas reunidas, há uma possibilidade de 50,7% de que ao menos duas dessas pessoas façam aniversário no mesmo dia. Para 60 ou mais pessoas, a probabilidade é superior a 99%. Obviamente, é quase de 100% para 366 pessoas (levando em conta anos bissextos).

No population.io, é possível colocar seu gênero, seu país e data de nascimento, e a ferramenta informará com quantas pessoas você compartilha aniversário. O mais provável é que a maioria delas esteja na Índia ou China.

Mas, além disso, uma série de estatísticas demográficas e visualizações mostram qual a sua posição relativa à população do mundo e outros dados interessantes, como quantas pessoas no seu país natal são mais velhas ou mais jovens que você.

Outros dados interessantes, de fontes diferentes das Nações Unidas (ONU), incluem estimativas de população separadas por sexo e expectativas de vida específicas por idade.

Tarqi Khokhar, cientista de dados do grupo de dados de desenvolvimento do Banco Mundial, comenta que uma das coisas mais interessantes que aprendeu é a chamada “loteria da vida”. “A sua cidadania ao nascer, o nível de renda dos seus pais, sua raça e gênero têm muito mais a ver com a sua riqueza do que muitos gostariam de admitir”, afirma, em seu blog.

Suponhamos que alguém nasceu no México, mas o seu pai nasceu na Espanha. Quão diferente teria sido sua vida se tivesse nascido em Madri? Teria tido as mesmas oportunidades em estudos, qualidade de vida, acesso ao emprego? Viveria mais? Com certeza, sim. Essa é a loteria da vida.

Esses dados podem ser pesquisados no population.io, que oferece prognósticos de expectativa de vida e dados comparativos do país e do resto do mundo. Além disso, a partir dos dados do Banco Mundial, é possível se ter uma ideia de estimativas e projeções de dados de população (i).

Leia também:  Como Fazer Com Que Algo Aconteça?

Uma última pergunta que você também já deve ter se feito: Quantas pessoas viveram até agora? A resposta pode te surpreender.

Newsletter – Puzzle de 08/02/2018

367 e 23, respectivamente.

O número mínimo de pessoas que você deve chamar para que haja alguma chance de você receber dois aniversariantes no mesmo dia é dois. Claro. Por uma coincidência absurda, os dois podem ter nascido, digamos, dia 8 de fevereiro.

Mas e para GARANTIR? Bom, você chama uma pessoa e ela faz aniversário dia 15 de janeiro. Chama outra, e ela faz dia 13 de dezembro… E vai chamando.

Existe uma chance de que você chegue no convidado número 365 (o número de dias do ano) e ainda, por um absurdo estatístico, cada um dos seus convidados faça aniversário num dia diferente do ano.

Mas aí, na hora em que você chamar a 366a pessoa, não vai ter jeito: ela vai TER de fazer aniversário em algum dia do ano já “ocupado” por algum dos seus outros 365 convidados.

Certo?

Errado. Porque existem anos bissextos. O seu convidado número 365 pode ter nascido no dia 29 de fevereiro (uma data que não existe neste ano de 2019, por exemplo). Então, para garantir que alguém vai fazer aniversário no mesmo dia, precisamos de 367 convidados.

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E para que a possibilidade seja de 50%?

Essa versão do problema, proposta originalmente pelo matemático polonês Richard von Mises em 1939, fica mais interessante quando pensamos em probabilidades de sucesso menores. Isso porque a conta deixa de ser intuitiva. Você vai precisar de equações – no caso, as da probabilidade condicional. Para isso, vamos considerar um ano comum, com 365 dias.

De novo: estamos procurando o valor mínimo. Para a primeira pessoa da lista, então, há 365 possibilidades de dias de nascimento. Para a segunda, também há 365 datas possíveis de nascimento, mas apenas 364 que não repitam a da primeira pessoa. Para a terceira, 363, para a quarta, 362…

As chances de as datas serem distintas vão diminuindo. Consequentemente, a probabilidade de elas coincidirem aumenta. Para que essa probabilidade seja de 50%, é preciso encontrar um valor de “n” que satisfaça a equação abaixo.

Como Se Chama Pessoas Que Fazem Anos No Mesmo Dia? Yasmin Ayumi/Superinteressante

O número de chances aumenta rapidamente conforme o grupo expande. Para uma festa de 10 convidados, por exemplo, a chance de que duas pessoas façam aniversário no mesmo dia é de 11.7%. Se o número de nomes na lista dobra (de 10 para 20 pessoas), as chances já sobem para 41.1%. Para ultrapassar a barreira dos 50%, é preciso 23 pessoas. Com apenas 57, a chance já chega a 99%.

Daí em diante, o aumento se torna muito menos expressivo e, para chegar à certeza absoluta, são necessárias mais 310 pessoas – somando o total de 367 convites lá do começo. Ai de quem for pagar a conta do bufê.

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Aniversário a cada 4 anos? Conheça crianças nascidas em 29 de fevereiro

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    Fazer aniversário é, em geral, um momento muito aguardado. Mas e se o dia do seu nascimento não aparecesse no calendário?

    É o que acontece com as pessoas nascidas em 29 de fevereiro, data que só existe a cada quatro anos, nos chamados anos bissextos (entenda, na página. 3, o que é isso).

    Pedro Romanatto, 7, é uma delas. Prestes a completar mais um ano de vida na segunda-feira (29), ele explica a situação: “Vou fazer oito anos, mas na verdade até hoje foram só dois aniversários”.

    Neste ano, 1.659 crianças do Estado de São Paulo vão fazer festa na data certa pela primeira vez –elas nasceram em 29 de fevereiro de 2012, o ano bissexto mais recente.

    Quando seu aniversário não está no calendário, Pedro e a família celebram um dia antes. O menino conta que não gostava muito da situação. “Eu falava que queria ter nascido em 28 de fevereiro”, diz. Pela lei, se uma criança nasce no dia 29, os pais não podem registrá-la em outra data.

    Já Maria Eduarda Ferreira, que também vai completar oito anos na segunda, diz que sempre adorou seu aniversário. “Se pudesse escolher, ia continuar no mesmo dia”, conta.

    Mas neste ano a festa vai ser especial. “Minhas amigas estão muito animadas. Tem uma que está contando os dias.” Eles têm mesmo é que aproveitar, porque o próximo será só em 2020.

    DATAS COMEMORATIVAS

    Enquanto algumas crianças só fazem aniversário a cada quatro anos, no dia de Samir Araujo, 6, um monte de gente solta rojão. Mas não é exatamente por causa dele. É que o garoto nasceu bem no dia do Ano-Novo, em 1º de janeiro de 2010.

    “É bem legal, eu gosto dos fogos de artifício e de fazer aniversário viajando”, conta o menino.

    O aniversário de Raquel Guimarães, 7, também acontece numa data comemorativa: ela nasceu no Natal, em 25 de dezembro. Por isso, divide as atenções com a ceia da família.

    Como a época é de férias na escola, às vezes ela também passa a data viajando. O problema é que, quando decide fazer uma festinha, nem sempre consegue ver todos os amigos.

    Mas como a Raquel faz com os presentes? “Ganho um de Natal e outro de aniversário, mas às vezes as pessoas esquecem e dão um só”, conta a menina.

    João Victor Braga, 11, faz aniversário no Dia das Crianças e diz que ganha dois presentes do pai e um da mãe –esse último, sempre especial. “Eu gosto porque aí não sou só eu que ganho presente. Meus amigos também”, diz.

    Colaborou JÚLIA BARBON

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  • Brasileiros nascem mais entre março e maio, mas razão intriga cientistas – BBC News Brasil

    • Amanda Rossi
    • Da BBC News Brasil em São Paulo

    Como Se Chama Pessoas Que Fazem Anos No Mesmo Dia?

    Crédito, Getty Images

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    Ano a ano, o padrão se repete: nascem mais brasileiros de março a maio e menos de novembro a dezembro

    Há uma questão científica ainda sem resposta nas estatísticas de nascimento do Brasil. Os brasileiros nascem mais entre março e maio, nove meses após o inverno. E nascem menos em novembro e dezembro – os filhos dos meses de Carnaval. Por que isso acontece ainda não é sabido.

    A diferença é significativa. Entre 1997 a 2017, houve 17% mais nascimentos em março do que em dezembro – os meses com os maiores e menores números de bebês nascidos nesse período. Em números absolutos, são 840 mil brasileiros a mais.

    A diferença também é consistente ao longo dos anos. Desde o início da série histórica de nascimentos no Brasil, nos anos 90, há uma alta a partir de março, e uma queda a partir de novembro. Assim, o gráfico de nascidos mês a mês lembra uma frequência cardíaca, com um padrão que se repete.

    Os dados foram levantados pela BBC News Brasil com base no Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), do Ministério da Saúde, que é notificado sobre todos os nascimentos no país. Outras fontes de dados, como as estatísticas do Registro Civil do IBGE e do Seade, mostram o mesmo padrão ao longo do ano.

    Quando a bióloga e matemática americana Micaela Elvira Martinez, professora da Escola de Saúde Pública da Universidade de Columbia, olhou os dados brasileiros pela primeira vez, ficou perplexa: “Eu fiquei extremamente surpresa: 'uau, eles (brasileiros) têm uma sazonalidade de nascimentos muito forte”.

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    Fonte: Sinasc/Ministério da Saúde

    A “sazonalidade” citada por Martinez se refere ao comportamento “sazonal” dos nascimentos por apresentam meses de pico e de baixa que se repetem ano após ano da mesma maneira.

    É um fenômeno observado na maioria dos países do mundo. O que muda são os meses em que ocorre a alta e a baixa, bem como a diferença entre o número de nascimentos nesses dois pontos.

    “Se não houvesse sazonalidade, todo mês nasceria uma quantidade equivalente de pessoas”, explica Morvan de Mello Moreira, da Fundação Joaquim Nabuco, um dos únicos pesquisadores brasileiros que se debruçou sobre esse tema.

    A particularidade do Brasil – que deixou Martinez surpresa – é que o país é um dos casos com maior sazonalidade de nascimentos conhecida.

    “Na maioria dos Estados americanos, nós vemos uma diferença de 6% a 8% entre o mês de pico (com maior número de nascimentos) e o mês de vale (com menor número), comparado com os cerca de 20% que vocês têm”, diz a professora de Columbia, que já analisou dados de mais de uma centena de países.

    Mas a ciência ainda não sabe por que isso acontece – nem no Brasil, nem nos outros países. “Até hoje a gente não tem muita certeza, não podemos afirmar com segurança qual é a causa”, diz Moreira.

    “Essa é uma grande pergunta em aberto”, acrescenta Martinez, PhD em Biologia Evolutiva e Ecologia. “(A sazonalidade dos nascimentos) é um fenômeno conhecido há muito tempo, há relatos com mais de um século. Então, é surpreendente que nós ainda não tenhamos a resposta definitiva para uma pergunta tão fundamental para nossa espécie.”

    Uma das hipóteses é que o ciclo de nascimentos é provocado por mudanças no comportamento sexual ao longo do ano. Entram aí, por exemplo, um possível aumento da frequência de relações sexuais no inverno ou a abstinência por motivos religiosos no período da quaresma.

    Outra hipótese é que a fertilidade humana pode aumentar ou diminuir de acordo com as mudanças nas condições ambientais ao longo do ano – principalmente, a quantidade de luz natural e a temperatura.

    Porém, ressalta Martinez, é preciso muito mais estudos para testar essas e outras hipóteses. “Essa é realmente uma questão em aberto”.

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    Fonte: Sinasc/Ministério da Saúde. Todos os anos, o número de nascimentos aumenta de março a maio e cai de novembro a dezembro; queda récorde em novembro de 2017 é reflexo do adiamento da gravidez após a epidemia de zika

    A alta de nascimentos em março e queda em novembro ocorre em todo o Brasil, exceto na região Norte.

    Nos Estados da Amazônia, os nascimentos são mais distribuídos ao longo do ano, com dois picos pouco acentuados: o principal em setembro e outro mais leve em março. Dessa forma, nas últimas duas décadas, a diferença entre o número de nascidos em março e dezembro foi de apenas 5% na região – bem abaixo da média nacional, de 17%.

    No outro extremo, estão Nordeste e Sudeste, com as maiores sazonalidades do país. Nessas regiões, a diferença entre o número de nascimentos em março e dezembro alcançou 20%, no mesmo período.

    “Eu nunca tinha ouvido falar disso, mas faz sentido. No começo do ano, tem muita gente grávida. Só no meu trabalho e na igreja tem umas quatro meninas para ganhar neném”, diz Karine Fernanda de Almeida, de Brasilândia, zona norte de São Paulo, grávida de sete meses de Pedro. O parto está previsto para abril – o meio do período de pico.

    “Tem lógica (que nasçam mais pessoas nessa época), porque no inverno rola mais clima (de namoro). No verão, com esse calor, ninguém quer ficar junto”, brinca Karine.

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    O Estado onde a sazonalidade é mais forte é a Bahia, com 26% mais nascimentos em março que em dezembro.

    Na principal maternidade de Salvador, a Maternidade de Referência Professor José Maria de Magalhães Netto, a alta de partos entre março e maio chamou tanto a atenção dos profissionais de saúde da instituição que chegou-se a considerar que esse quadro poderia ser fruto de um aumento nas concepções durante as festas juninas – associação posteriormente descartada por falta de evidências científicas.

    Em alguns pontos do Brasil, o fenômeno é ainda mais forte, como na pequena Feira da Mata, cidade baiana de 6 mil habitantes, a cerca de 800 quilômetros de Salvador. Nos últimos anos, Feira da Mata teve mais que o dobro de nascimentos em março em relação a dezembro.

    A diferença fica visível no negócio de Madson Ravany, sócio da Mundo Encantado Festas, que aluga materiais para festas de aniversário na cidade. Segundo ele, o movimento entre os meses de março a maio é três vezes maior que o visto no final do ano.

    Outro reflexo se dá na única escola estadual da cidade, o Colégio Filomena Pereira Rodrigues. Entre os alunos, há um número muito maior de aniversários de março a maio do que de outubro a dezembro.

    “Talvez seja porque aqui é muito calor e o pessoal espera ficar mais fresco para namorar. E no Carnaval o pessoal usa muito preservativo”, aposta, em tom de brincadeira, Davi Dias Rocha, vice-diretor do colégio. Ele levantou os dados dos aniversários na escola a pedido da BBC. “Eu nunca tinha imaginado que era assim”.

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    Karine Fernanda, grávida de sete meses de Pedro, na maternidade do Hospital Vila Nova Cachoeirinha, Zona Norte de São Paulo

    Mudanças na atividade sexual ao longo do ano são, de fato, uma das hipóteses para explicar a sazonalidade dos nascimentos, diz Martinez, da Universidade de Columbia. Outra hipótese importante são mudanças na fertilidade.

    “Esses são os dois principais fatores. É possível que, ao longo do ano, a quantidade de atos sexuais desprotegidos varie. E também é possível que homens e mulheres apresentem mudanças sazonais na fertilidade, que nós não percebemos”, explica.

    A combinação desses dois fatores explica por que a sazonalidade de nascimentos é bastante comum entre espécies de animais, segundo Martinez. “Muitos animais só se reproduzem e são férteis ao longo de uma pequena janela de tempo no ano.”

    Dessa forma, os filhotes acabam nascendo em períodos específicos – que podem ser estações com mais comida, clima mais favorável à sobrevivência, menor incidência de doenças ou de predadores.

    Assim, é possível que, há milhares ou milhões de anos, questões como essas também tenham sido importantes para a espécie humana. O resultado pode ter sido alteração na fertilidade e nos hábitos sexuais nas diferentes estações do ano.

    “Então, a ideia é que, talvez, os humanos não sejam tão diferentes dos animais. Apesar das mulheres ovularem todos os meses e serem capazes de engravidar em qualquer momento do ano, e os homens produzirem espermatozoides continuamente, pode haver diferenças na fertilidade ao longo do ano. E isso é algo que nós ainda não sabemos”, completa a bióloga e matemática.

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    Região Norte é a única do Brasil com uma curva de nascimentos diferente, com dois picos: um de março a maio, outro em setembro e outubro

    Em um estudo publicado em 2014 no periódico científico Proceedings of the Royal Society, Martinez e outros pesquisadores organizaram uma base de dados com milhões de nascimentos ocorridos no hemisfério Norte nas últimas décadas.

    Ao analisar essas informações, os cientistas identificaram uma correlação entre latitude e mês do ano em que nascem mais pessoas. Quanto mais ao norte, mais os picos de nascimentos tendiam a ocorrer no começo do ano.

    A maioria dos países europeus, por exemplo, têm um maior número de nascimentos em maio. Já nos Estados Unidos, localizado em uma latitude ao sul da Europa, o pico de nascimentos é um pouco mais tarde, entre julho e setembro – um estudo de um professor de Harvard identificou que 16 de setembro era o dia de aniversário mais comum entre os americanos.

    Mas como a mudança de latitude poderia interferir nos nascimentos?

    A duração do dia e da noite varia de acordo com a latitude. Regiões em latitudes distantes do Equador têm noites mais longas e dias mais curtos – e vice-versa, dependendo da estação do ano. Já em locais próximos do Equador, a duração do dia e da noite muda muito pouco ao longo do ano.

    Dessa forma, a latitude interfere na quantidade de luz natural disponível. Além disso, a latitude também influencia na temperatura. A hipótese, então, é que mudanças nessas condições poderiam alterar a fertilidade humana – mas, novamente, nada disso foi provado.

    O estudo da equipe de Martinez não analisou dados do hemisfério Sul. Mas, desde o ano passado, a pesquisadora passou a trabalhar com dados brasileiros, em colaboração com a Universidade de São Paulo. Assim, espera entender se a correlação entre latitude e mês de pico de nascimento também se repete por aqui.

    “Esse é um dos motivos que me fizeram ficar surpresa com os dados sobre os Estados da Amazônia no Brasil. Nessa região, os dias são muito constantes, cerca de 12 horas de dia e 12 horas de noite, ao longo de todo ano. E nessa região os nascimentos são menos sazonais”, diz a pesquisadora.

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    Mudanças no comportamento sexual e no ambiente (como quantidade de luz e temperatura) são algumas das hipóteses para explicar a variação dos nascimentos no ano

    Mas como explicar que a maior parte do Brasil tenha o mesmo calendário de nascimentos, sendo que as regiões são tão diferentes entre si? Para Moreira, da Fundação Joaquim Nabuco, isso é um enigma.

    “O Brasil tem dimensões continentais, variabilidade de clima, uma população volumosa e muito diferenciada. As sociedades do Sul e do Centro-Oeste são muito diferentes. O clima das duas regiões também. Mesmo assim, elas guardam essa similaridade nos nascimentos. Não conseguimos ter uma explicação para isso”, diz.

    O pesquisador analisou os dados brasileiros em detalhes. Além da região Norte, encontrou apenas uma segunda variável que modifica significativamente o padrão dos nascimentos no Brasil: a escolaridade da mãe.

    Entre 1997 e 2017, filhos de mães sem nenhuma instrução nasceram 30% mais em março do que em dezembro. Já no caso de mães com nível superior, a diferença no número de nascimentos nesses dois meses foi de apenas 10%.

    Para Martinez, da Universidade de Columbia, isso pode estar relacionado ao planejamento familiar – mulheres com maior escolaridade usam mais métodos contraceptivos. Uma forma de testar essa hipótese seria verificar como eram os nascimentos no Brasil antes da existência de anticoncepcionais. Porém, faltam dados antigos – as primeiras informações são da década de 1990.

    Em países que têm estatísticas anteriores, como os Estados Unidos, os pesquisadores verificaram que, no passado, a variação dos nascimentos ao longo do ano era ainda maior. “Nos anos mais recentes, a sazonalidade dos nascimentos está diminuindo e ficando cada vez mais fraca. E isso pode ser uma consequência de haver cada vez mais planejamento familiar”, diz a bióloga americana.

    Pela falta de estatísticas do século passado, não sabemos se isso também está ocorrendo no Brasil. Se estiver, então é possível que, um dia no futuro, os bebês concebidos no inverno brasileiro deixem de ser a maioria.

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    como chamamos a pessoa que faz aniversario no mesmo dia que a gente

    3) Na afirmativa: “A síndrome é 10 pontosum conjunto de vários sintomasque irão definir uma condição.Esses sintomas, geralmente,têm diferentes causas.

    ” Quer:*dizer que:O a) síndrome pode ser uma doença;b) a pessoa com síndrome não podeter deficiência;Oc) que a pessoa com síndrome nãoconsegue levar uma vida “normal”;d) a sindrome pode ter diversasorigens e pode ser que nunca hajauma certeza sobre sua verdadeiracausa​

    Ética Profissional“ o social é um conjunto de fatos da vida humana, não como algo individualmente privativo ou exclusivo de um sujeito, mas como fat

    os que produzem na coexistência e na convivência dos homens”.Faça um resumo do que vc entendeu da frase .​

    Assinale a alternativa correta em relação aos valores de referência para normosfigmia ou normocardia em pacientes adultos. a) 40 a 80 batimentos por

    minuto.b) 40 a 100 batimentos por minuto.c) 50 a 100 batimentos por minuto.d) 60 a 100 batimentos por minuto.e) 60 a 150 batimentos por minuto.​

    Ao atender uma vítima e ministrar os primeiros socorros, o socorrista deverá levar em conta os princípios básicos para salvar vidas. Sobre primeiros s

    ocorros, assinale a alternativa correta.

    a) Os primeiros socorros envolvem apenas uma análise primária necessário para detectar as condições que colocam em risco imediato a vida do paciente.b) Entre os sintomas e sinais do estado de choque encontram-se agitações.

    c) Uma das práticas mais eficazes para a restauração da respiração é a massagem cardíaca extrema.​

    Em relação à febre e hipertermia, análise as afirmativas abaixo, dê valores VERDADEIRO (V) ou FALSO (F) e assinale a alternativa que apresenta a sequê

    ncia correta de cima para baixo.

    ( ) Para fins práticos e para tomada de condutas, considera-se febre quando há elevação da temperatura corporal (axiliar) > 37,8°C.( )Hiperpirexia é o termo utilizado para febres >41,5o°C.

    ( )Hipertermia é um aumento de temperatura corporal que ultrapassa a capacidade do corpo de perder calor sem mudança no set-point hipotalâmico, causado por exposição excessiva ao calor ou pela produção endógena de calor de forma exacerbada.​

    A segurança do trabalho é a ciência do conhecimento, avaliação e controle dos riscos de acidentes ocupacionais. Os profissionais da área de segurança

    do trabalho devem estar aptos a reconhecer os riscos e a propor medidas que visem a eliminação ou diminuição desses acidentes. Acerca desse assunto, julgue o item que se segue.a) Certob) Errado.​

    Dentre os riscos químicos existentes no ambiente hospitalar capazes de provocar acidentes e adoecimentos no trabalho está:a) O gás medicinal.b) A ilum

    inação.c) A radiação ionizante.d) O agente patogênicoe) A amostra biológica.​

    o q é um game desing

    Como deve ser a manutenção de máquinas e equipamentos?
    a. Deve ser executada com uma intervenção que é realizada antes da ocorrência de uma falha, c

    omo prevenção.
    b. Deve ser executada com uma intervenção que é realizada após a ocorrência de uma falha.
    c.

    Deve ser executada com uma intervenção que é realizada antes e durante a ocorrência de uma falha
    d. Deve ser executada com uma intervenção que é realizada durante a ocorrência de uma falha.
    e.

    Deve ser executada com uma intervenção que é realizada antes da ocorrência de uma falha.

    As Novas Tecnologias de Informação e Comunicação, bem como, a Educação à Distância, estão cada vez mais presentes nos processos de ensino e de aprendi

    zagem. Assim, o foco principal é saber se você, igual ao seu aluno, já está integrado a esta onda de novidades.

    Dessa forma, leia atentamente e responda.
    1.Com o advento da Globalização, estar atualizado tornou-se uma necessidade ao professor, em especial, o de Língua Inglesa. Então, responda: Quais desses pertencem ao contexto da Educação à Distância?
    Escolha uma:
    a. AVA
    b. Professor/Tutor
    c. Web
    d.

    Todas as alternativas

    Síndrome de aniversário: quando datas significativas se repetem na família

    Você percebe que na sua família costuma ocorrer algum acontecimento traumático relevante, mais de uma vez, ao longo de gerações? Ou, ainda, que datas de eventos distintos se repetem, tal como o nascimento de uma criança no mesmo dia da morte da avó deste bebê? Pode ser, também, uma mesma data de óbito que se repete no sistema familiar; pessoas que falecem com a mesma idade ou doença; acidentes em dias bem próximos, etc.

    Leia também:  Como É Que Os Cães Se Reproduzem?

    Segundo um conceito bem intrigante que a psicóloga Anne Ancelin Schutzenberger traz, chamado Síndrome de Aniversário, isso pode não ser coincidência. A especialista verificou em sua própria família, e posteriormente confirmou com anos de estudo em clínica, que eventualmente datas significativas se repetem ao longo das gerações.

    • Um bom exercício para saber se a Síndrome de Aniversário se faz presente para você, é fazer uma lista de datas de infortúnios ou acidentes graves ocorridos na sua família e fazer a pergunta: esses eventos se repetem em mais gerações?
    • Talvez você encontre algum óbito, acidente ou infortúnio na mesma data (ou mesmo uma data próxima) a aniversários de nascimento ou casamento.
    • Neste caso, um evento positivo pode estar relacionado a um evento estressante ou traumático para trazer à tona alguma questão que precisa ser revista.

    Repetição de datas simboliza chance de dar um novo significado a uma ação ou sentimento

    A repetição é uma forma de compreendermos aquilo que não foi assimilado no passado – por nós ou pelos familiares. Perceber uma repetição de datas relevantes pode significar simplesmente uma chance de dar um novo significado para uma ação ou sentimento.

    Para ilustrar, podemos pensar em quantas crianças nascem no dia do aniversário de vida ou morte de uma avó ou avô, por exemplo. E não necessariamente precisa ser no dia exato, mesmo uma data próxima já pode sinalizar alguma ligação entre a mãe e sua própria mãe/pai.

    Pode parecer estranho, a princípio, pensar que a data de um nascimento, a qual não temos controle na maioria das vezes, pode estar relacionada com algo do passado, mas é exatamente assim que age o inconsciente. E o inconsciente familiar é ainda mais poderoso, pois traz memórias de várias gerações.

    E mesmo quando planejamos conscientemente a data, pode ser que ela tenha relação com algum evento de duas gerações anteriores a nossa e nem sabíamos conscientemente disto. Mas o inconsciente sabe!

    + Oportunidades ou coincidências?

    Talvez identifiquemos a repetição de uma data e, por não ser algo relevante a priori, pensamos ser apenas uma coincidência. Como no exemplo citado, o nascimento de uma criança no mesmo dia do aniversário de morte de sua avó pode simbolizar algo que esta mãe precisa ficar atenta, ao longo da relação com este ser.

    Talvez algum sentimento não resolvido com sua própria mãe, que pode vir à tona na relação com aquela filha no futuro. E não é preciso esperar os conflitos surgirem para que eles sejam resolvidos.

    Sentimentos mal elaborados, mesmo que acreditemos ser algo do passado, podem e devem ser trabalhados a todo instante. Isto faz parte do processo constante de autoconhecimento.

    Proximidade de datas importante pode causar incômodos físicos ou emocionais

    Pode ocorrer também, quando uma data importante está se aproximando (aniversário de morte de alguém, ou data de algum acidente ou grande perda no passado), começarmos a sentir física ou emocionalmente vários incômodos.

    Os sintomas, por também serem expressões do inconsciente, são ótimos sinalizadores de que precisamos olhar para nosso mundo interno e lidar com alguma questão inconsciente que nos impede de avançar em algum nível da nossa jornada.

    Um exemplo: certa vez atendi em consultório um senhor que estava muito transtornado por ter batido pela primeira vez em sua filha adolescente. Ele disse ter “perdido a cabeça” e não pensou para agir.

    Em nossa conversa, trouxe o sentimento de rancor que tinha do pai já falecido, que lhe batia constantemente, e por isso jurou nunca repetir esta violência com suas filhas. Fizemos, então, sua árvore genealógica, a fim de identificar as datas e os eventos mais relevantes da sua família.

    Foi possível constatar que o pai havia falecido com aquela mesma idade em que o senhor se encontrava na época das sessões. E mais: na época do falecimento do pai, ele tinha a mesma idade que atualmente tinha sua filha adolescente.

    Refletimos sobre a importância dele trabalhar seus sentimentos de raiva e rancor por seu pai. Poucos dias após esta sessão, o cliente – que já vinha fazendo exames de rotina devido ao histórico de problemas coronários – foi a óbito por infarto, tal como seu pai.

    Neste caso, o inconsciente sinalizou, por meio do evento com a filha, que algo do passado relacionado a sentimentos não elaborados pelo pai estava se “apossando” dele.

    E aí poderíamos nos questionar: “será que ele realmente precisava ter morrido nestas circunstâncias”? Ou se ele tivesse limpado estes sentimentos relacionados ao pai poderia seguir vivendo em sua própria história? Neste caso, este paciente poderia ter se submetido a alguma técnica para trabalhar com traumas, como a EFT (Técnica de libertação emocional) ou a Constelação Familiar, para ajudá-lo a limpar estas emoções represadas. Neste exemplo, podemos lembrar da força que as lealdades familiares exercem sobre nós e refletir ainda mais longe: morrer nas mesmas circunstâncias foi a maior lealdade que ele poderia ter demonstrado ao pai.

    Talvez nem sempre é possível ter olhos para ver tantas sincronicidades de datas em sua própria história.

    A presença de um terapeuta especializado em Psicogenealogia (psicoterapia baseada no estudo do inconsciente familiar em seus mais diversos aspectos e atuações) para auxiliar a desatar os nós, pode ser fundamental em determinados momentos.

    Mas é fato que é preciso dar a devida importância ao nosso inconsciente familiar, ao invés de negar sua existência. Afinal, ser adulto é saber se apropriar da própria história para fazer as escolhas de forma mais lúcida e consciente.

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    A data de nascimento pode (mesmo) ter influência na sua vida

    Infografia: Milton Cappelletti

    Os estudos em redor do nascimento

    Um dos estudos foi publicado pelo Journal of Affective Disorder: depois de estudar analisar 366 estudantes universitários, os cientistas comprovaram a existência de uma associação entre a estação de nascimento e a expressão de distúrbios neuropsiquiátricos em quatro tipos de temperamento: ciclotímicos, hipertímicos, irritáveis e depressivos.

    De facto, uma investigação do Colégio Europeu da Neuropsicofarmacologia publicada no EurekAlert dava conta de que as estações de ano têm influência nas desordens de temperamento. De acordo com este estudo, podemos descrever os quatro tipos de temperamento da seguinte forma:

    • Temperamentos ciclotímicos são os existentes em pessoas com variações muito rápidas e agressivas de humor.
    • Temperamentos hipertímicos são comuns em pessoas em constante estado de felicidade extrema, o que normalmente conduz à euforia.
    • Temperamentos depressivos existem em pessoas constantemente preocupadas e desanimadas.
    • Temperamentos irritáveis são característicos de indivíduos impacientes e impulsivos.

    Mas atenção: o temperamento não é uma desordem mental, mas antes “comportamentos biologicamente determinados e traços emocionais”, como explica Eduard Vieta, um Professor do Colégio em causa. Este estudo também informa que as estações em que nascemos influenciam as nossas buscas sensitivas.

    Esse é um campo que também foi explorado num estudo da Elsevier.

    Os cientistas envolvidos testaram 448 estudantes da Universidade Aberta do Reino Unido, com idades compreendidas entre os vinte e os 69 anos.

    O objetivo era perceber se as estações do ano influenciam os traços de personalidade que definem a tendência individual de procura de novas experiências e da exploração de sentimentos mais fortes.

    Descobriu-se que existe uma grande relação entre os dois fatores e que ela também depende da idade dos indivíduos: as pessoas mais predispostas à busca por sensações fortes têm entre os 20 e os 45 anos e nascem entre outubro e março. Já na faixa etária entre os 46 e os 69 anos, são os nascidoas entre abril e setembro os mais aventureiros.

    Porquê? Os cientistas acreditam que a resposta está na dopamina: as bases neurofisiológicos relacionadas com a novidade e a necessidade de procura – que são potenciadas ou minimizadas de acordo com a dopamina em circulação – sofrem influência ambiental.

    E esta muda ao longo do ano. Outra possibilidade é que essa tendência para a busca de sensações seja tanto maior quanto mais prolongado for o período em que estivemos expostos à luz durante a gestação e imediatamente a seguir ao nascimento.

    Para as mulheres existe mais um muito importante: a menopausa. De acordo com a Oxford Journals, a fertilidade e o crescimento pré natal são determinados pela estação do ano. O estudo italiano que chegou a estes resultados reuniu mais de 2800 mulheres privadas de menstruação há mais de um ano: as mulheres nascidas na primavera entravam em menopausa mais cedo.

    E até o tempo e a altura em que gostamos de dormir pode estar relacionado com a estação do ano em que viemos ao mundo. Pelo menos no estudo publicado no site do Centro Nacional para a Informação Biotecnológica.

    Mais uma vez, os universitários foram os elementos da amostra deste estudo, que indicou que os mais dorminhocos são os nascidos no outono e inverno.

    Mas as conclusões da investigação alertam que “as preferências de sono são significantes, mas quantitativamente pequenos”.

    Distúrbios psiquiátricos

    Esquizofrenia, bipolaridade e depressão foram outros distúrbios que mereceram a atenção dos cientistas quando quiseram descobrir a relação entre a época de nascimento e os problemas mentais. Em Inglaterra, um estudo publicado na Plos One juntou quase 58 mil pessoas e deu-se conta que existe uma distribuição sazonal do que toca a doenças psiquiátricas.

    Também a tendência suicida será determinada pela estação de nascimento. Quem o diz é a BJPsych, com um artigo sobre associação entre os suicídios e o mês de nascimento.

    A amostra contou com o expressivo número de 27 mil suicídios entre 1979 e 2001 de pessoas nascidas entre 1955 e 1966.

    Resultado: havia maior incidência nos nascidos nos meses entre abril e junho, na ordem dos 17%, e incidia mais nas mulheres.

    Uma limitação apontada para estes estudos é o tamanho da amostra, que pode ser demasiado reduzida para tirar conclusões cientificamente corretas.

    A sorte

    Existe um estudo de Richard Wiseman, um Professor de Psicologia da Universidade de Hertfordshire, que conseguiu juntar 40 mil pessoas.

    De acordo com os resultados, publicados em 2004, os mais sortudos do mundo são os nascidos no verão, porque passam os primeiros tempos de vida brindados pelos benefícios da luz solar.

    Quem nasceu no inverno tende a ser mais pessimista, talvez em consequência das condições climatéricas com que se deparou quando veio ao mundo.

    De acordo com as declarações dada pelo cientista à BBC nessa altura, “os fatores ambientais por altura do nascimento – como a exposição à luz solar ou temperatura – podem influenciar o sistema biológico do corpo e os seus efeitos podem fazer-se sentir até à idade adulta. Conforme a informação prestada pela Scoop, os resultados encontrados são ainda mais credíveis pelo facto de terem distinguido os meses existentes em cada estação do ano de acordo com o hemisfério da Terra de onde era o entrevistado.

    E a escola?

    Todas estas diferenças de personalidade traduzem-se na maturidade dos indivíduos. E isso vê-se desde cedo. Salvador Rodríguez Ojaos é um dos pedagogos que se tem debruçado nesse assunto.

    Nas declarações dadas ao El País, Ôjaos diz que “os grupos escolares deviam ser flexíveis e variáveis, agrupando os alunos de acordo com critérios diferentes”.

    É que, segundo ele, se olharmos para uma turma de crianças de três anos “são visíveis as diferenças entre os nascidos no início e no fim do ano”, o que torna “imperativo implementar um novo modelo de escola”, de acordo com as capacidades e não meramente em agrupamentos fixos de acordo com o ano de nascimento.

    Na verdade, isto é algo que acontece em muitas escolas de futebol, onde se distribuem os alunos de acordo com o mês de nascimento, devido às diferenças de valências físicas.

    E basta olhar para os gráficos e descobrir que são os mais velhos os selecionados com mais frequência no futebol infantil de Barcelona: ou seja, o facto de fazer sete anos em janeiro não é mesmo que só os completa em setembro ou daí para a frente.

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