Como Se Chama O Rio Que Atravessa Coimbra?

Por Arthur Soffiati

O rio Mondego pareceu-me muito familiar. Embora com de 260 quilômetros de extensão, ele me lembrou o Paraíba do Sul, que é cerca de quatro vezes mais comprido. Assim como o Paraíba do Sul, seu curso pode ser dividido em três grandes estirões. Nascendo a 1525 metros de altitude, ele corre inteiramente dentro de território português.

Melhor dizendo: a organização do Estado de Portugal englobou totalmente a bacia do Mondego. Da nascente a Penacova, ele flui em planalto cristalino. De Penacova a Coimbra, corre num vale apertado e sinuoso. De Coimbra à foz, por 40 quilômetros, o rio atravessa terrenos aluviais numa declividade de 40 metros.

Desemboca no mar por uma só foz, depois de se dividir em dois braços, formando a ilha de Murraceira.

Como Se Chama O Rio Que Atravessa Coimbra?

Em sua grande bacia, a precipitação pluviométrica é intensa, alcançando a média anual de 1.233 mm, sendo sua vazão média anual de 108,3 m³/s. Na planície aluvial, as extensas e férteis áreas úmidas são propícias ao cultivo do arroz, cuja produção é uma das maiores da Europa.

Em vez do gado e da cana, o arroz seria mais apropriado para a planície aluvial do Paraíba do Sul. Inclusive, há estudos a respeito. Pelo menos, não seria necessária a excessiva drenagem que ela sofreu. As cheias no rio Mondego são registradas desde o século XIV.

O registro das maiores está em Coimbra, nos anos de 1331, 1788, 1821, 1842, 1852, 1860, 1872, 1900, 1915, 1962, 1969 e 1979. Em dezembro de 2019, ocorreu mais uma, com o rompimento de dois diques em Montemor-o-Velho. Costuma ser curto o tempo entre as grandes precipitações e as enchentes.

A recorrência das cheias era de 50 anos. Agora, é de 20 anos. Por que? Pensemos nas mudanças climáticas.

Era possível navegar da foz a Coimbra no passado. Há notícias dessa navegação pelos fenícios e pelos romanos. Grandes embarcações alcançavam a transição da planície com o planalto.

As menores conseguiam chegar a Penacova e permitiam movimentar uma economia de grande e pequeno porte. A pratica secular da agropecuária nas margens dos rios da bacia implicou na remoção das matas, na erosão e no assoreamento. No século XVIII, o assoreamento era claramente percebido.

O cálculo é que o leito do rio ficou seis metros mais alto nos últimos 600 anos. Já no século XVIII foi concebido um plano de canalização do Mondego a jusante de Coimbra. Abriu-se um novo leito entre 1781 e 1807.

Pensou-se o mesmo para o Paraíba do Sul, para o qual concebeu-se um rio paralelo, com o desvio do Muriaé, seu último afluente, até o mar. O projeto não foi executado. 

Como Se Chama O Rio Que Atravessa Coimbra?Figueira da Foz, no rio Mondego

Tanto lá quanto cá, o resultado das intervenções foi o assoreamento. Nos anos de 1960, formulou-se o Plano Geral de Aproveitamento Hidráulico da Bacia do Mondego, implementado nas décadas de 1970 e 1980. Hoje, o rio corre em canal artificial de Coimbra à foz.

Foram construídos diques na extensão de 7,7 quilômetros. Foram dragados 16 km³. As barragens de Aguieira, Raiva, Fronhas e do Caldeirão regularizaram as águas do rio e as escravizaram para a geração de energia elétrica.

Procura-se reservar águas de chuva por meio de açudes, dos quais o mais importante é o de Coimbra. 

A bacia foi colocada a serviço da agricultura, da pecuária, da indústria, da geração de energia, da urbanização e do abastecimento público de água. A bacia do Mondego é uma das mais exploradas de Portugal. A canalização do rio gerou o que popularmente se chama no Brasil de rio morto, ou seja, um canal ativo e um trecho abandonado.

Na foz, foram construídos guias-correntes, o que desalinhou a costa, com engordamento da praia do lado direito e emagrecimento dela do lado esquerdo. Lembrei de Barra do Furado. Aproveitando parte do braço morto, foi construído uma grande marina para favorecer a pesca, a extração de sal e o turismo.

Figueira da Foz, cidade erguida no estuário, tornou-se um dos mais movimentados entrepostos de Portugal.

Apesar de todas as intervenções humanas no rio Mondego e sua bacia, o trecho serrano dele ainda apresenta boa qualidade da água. O excessivo barramento, contudo, empobreceu a ictiofauna. Já o estirão sedimentar apresenta comprometimento da qualidade hídrica.

Esse trecho já está salinizado. Novamente, senti-me em casa.

Mesmo assim, no baixo Mondego, os remanescentes de matas de choupos, ulmeiros e salgueiros justificaram a criação da Mata Nacional do Choupal, nas imediações de Coimbra, onde se encontra a maior colônia de nidificação da ave milharfe-preto em toda a Europa.

Apesar da profunda desfiguração da foz, a presença de significativa diversidade de aves, que ali se reproduzem e se alimentam, justificaram a criação de um Sítio Ramsar. UENF, UFF e a antiga FEEMA esforçaram-se em vão para a criação de um Sítio Ramsar no baixo Paraíba do Sul.

Enfim, examinei o rio na altura de Coimbra e notei que ele está poluído por matéria orgânica e resíduos sólidos.

O rio continua belo para os humanistas estritos porque foi cantado em prosa e verso por Sá de Miranda, Camões, António Nobre, Eugénio de Castro e Miguel Torga. O fado de Coimbra também o louva.

Esses cantos referem-se ao passado e, mesmo assim, talvez idealizem o rio. Os cantos atuais seriam repletos de dissonâncias.

Como Se Chama O Rio Que Atravessa Coimbra?Enchente no baixo rio Mondego

Viajando de ônibus de Porto a Fátima, cruzei um valão. Meu ímpeto foi perguntar à minha vizinha de assento o nome dele.

Com cara de poucos amigos, ela já havia conversado em espanhol e inglês fluentes com duas pessoas no seu estupendo celular. Logo em seguida, falou em português do Brasil com outro interlocutor por via eletrônica.

Parecia comissária de bordo e certamente não saberia me fornecer a informação que eu desejava.

Fiz o registro mental daquele curso d’água e pesquisei ao chegar a Fátima. Encontrei o pequenino rio Lis, abaixo do rio Mondego, que bem poderia ser a vala que cruzei na rodovia.

Ele nasce a 400 metros de altitude e corre 40 quilômetros até desembocar no mar, abaixo da foz do Mondego. Sua nascente se situa no maciço calcário Estremenho, o segundo maior reservatório de água do país. Existem, no local, várias nascentes.

A variação sazonal na nascente do Lis é acentuada, em meio a uma rica flora. 

Como Se Chama O Rio Que Atravessa Coimbra?Rio Lis na altura de sua nascente

O médio Lis corre numa planície aluvial conhecida como Campos do Lis. Em passado longínquo, sua foz situava-se a 3 quilômetros ao norte da atual, próxima à praia do Pedrogão, como mostra uma antiga pintura rupestre no interior de uma caverna. Naturalmente, ela se deslocou para o sul pela acumulação de sedimentos marinhos e fluviais.  

Nenhuma novidade em constatar que o Lis apresentou maiores dimensões no passado. Ele era navegável em toda sua extensão.

Durante a idade média, ele gozou de grande importância por permitir o acesso de embarcações aos pinhais de Leiria, que forneciam madeira para a construção das naus com as quais os portugueses partiram para a conquista de terras em outros continentes através dos oceanos Atlântico e Índico.

Leia também:  Como Saber Quanto Gasto Numa Viagem De Carro?

Ainda no século XIX, importantes estaleiros estavam instalados nas margens do pequenino rio. Também em suas margens foram construídos moinhos impulsionados por suas águas e que promoviam a moagem de trigo e milho, além da primeira fábrica de papel da cidade de Leiria.

A capacidade do rio de transportar sedimentos era grande, reduzindo o leito no sentido horizontal e vertical, provocando assoreamento e transbordamentos que destruíam lavouras e habitações. A ação antrópica acelerou esse processo natural. Já em 1880, concebeu-se um molhe na foz do rio. Apenas da década de 1950, ele foi construído em sua foz.

A obra foi vantajosa para a agricultura, mas alterou a linha da costa. O espigão do norte passou a reter areia, enquanto o do sul erode a praia. Senti-me em Barra do Furado, onde, exatamente, o espigão da margem esquerda retém areia, enquanto, à direita, o mar corrói a praia e desalinha a costa.

Ainda como em Barra do Furado, os espigões não impediram o entupimento da foz do Lis.

Como Se Chama O Rio Que Atravessa Coimbra?Foz do rio Lis completamente canalizado

Lá se operou o mesmo que aqui: solucionou-se um problema gerando outro, que, por sua vez, tenta-se solucionar hoje. Lá como aqui, essas soluções mirabolantes da engenharia não conseguem divisar o todo e geram impactos ambientais.

Os espigões na foz do Lis foram encurtados de 80 para 70 metros, mas os espigões na foz do rio Mondego foram ampliados e passaram a reter a areia necessária às praias ao norte do Lis, já que a corrente predominante se desloca de norte para sul.

Antes de se alcançar o Lis, na praia de Leirosa, um pequenino curso d’água chega ao mar, parecendo temporário. Ao norte dele, também foi construído um espigão que intercepta areia.  

Além do mais, o Lis foi canalizado em toda a sua extensão. Daí a aparência de vala. Sua seção tem a mesma largura, embora ela possa variar em pontos distintos do curso.

Em Leiria, suas margens foram ajardinadas, dando a impressão de que se abriu um canal como os de Santos, por exemplo. Ao olhar frívolo e superficial do turista e do morador, a paisagem pode parecer bela, mas é dramática.

Em Leiria, o Lis recebe a contribuição do rio Lena. Do Lis, partem canais de drenagem e irrigação, assim como 26 açudes em suas margens.

Outro problema que assola a bacia do Lis é a poluição. Da nascente à foz, os rios da bacia são poluídos tanto por resíduos líquidos como sólidos. Não existem estações de tratamento de esgoto. A agricultura contribui com insumos químicos.

A mineração, os aviários, os matadouros, os curtumes, as indústrias dão uma enorme contribuição para agravar mais ainda o problema. Ao contrário da região intertropical, chove mais no inverno que no verão na zona temperada. Com pouca vazão de verão, a concentração de poluentes aumenta.

No momento, a grande preocupação deriva das 400 suinoculturas na bacia do Lis. 

O lado bom da bacia, se é que ele existe, é a sobrevivência de caniços, freixos e salgueiros em suas margens. A biodiversidade de aves e de peixes, com todos os problemas, ainda é expressiva.

O rio Lis me evocou o riu Una, na Região dos Lagos. Com nascente a 130 metros de altitude e 23 quilômetros de extensão, o Una atravessava uma zona de banhado e desemboca no mar. Seu curso também foi todo canalizado, adquirindo o formato de um M. A concepção de domesticar rios foi exportada para países europeizados e alterou perigosamente os rios e lagoas.

Entre o Lis e o Tejo, encontra-se a lagoa de Óbidos, típica lagoa costeira, sendo o rio Arelho seu principal afluente. Ela se comunica com o mar por um canal dinâmico, ora aberto ora fechado. Ela padece de assoreamento e é periodicamente dragada. A fauna aquática e a avifauna ainda são diversificadas. A pesca é a principal atividade, sobretudo a mariscagem, ao lado do turismo.

Como Se Chama O Rio Que Atravessa Coimbra?Rio Arelho e lagoa de Óbidos

Chagamos ao famoso Tejo, de cuja foz partiram os navegadores portugueses em direção ao mundo no século XV, dando início à globalização ocidental e capitalista.

Ele nasce na Espanha a 1600 metros de altitude e percorre cerca de 1000 quilômetros até chegar ao mar. É o mais extenso rio da Península Ibérica e, mesmo assim, menor que o Paraíba do Sul.

Sendo o mais longo, não é o que tem maior bacia. Ele fica atrás do Douro e do Ebro.

Costuma-se chamar de estuário do Tejo o que é uma reentrância da costa, como as rias da Galícia. Estuário não é sinônimo de foz. Estuário é um ecossistema formado pelo encontro da água doce com a água salgada.

É claro que a água do Tejo se mistura com a do mar nessa reentrância, mas nela predomina a água salgada. Essa enseada é larga e profunda, permitindo a navegação e a ancoragem de embarcações de grande calado. O rio Tejo, propriamente, não pode receber navios de grandes dimensões.

O verdadeiro estuário situa-se no encontro do rio com essa enseada. A língua salina já alcançou 70 quilômetros rio acima.

A ocupação da bacia do Tejo por grupos humanos é muito antiga. Antes dos romanos, ali viviam povos nativos, também eles imigrados de vários lugares. O império romano erigiu cidades e grandes obras onde hoje existem Espanha e Portugal.

O nacionalista acredita que o seu país e a sua língua existem desde sempre e para sempre. Ele minimiza a construção histórica de um país, a menos que engrandeça a visão nacionalista. A formação dos dois países ibéricos se deve a cristãos, mas não se pode esquecer a grande contribuição muçulmana.

Uma história muito antiga e densa pode paralisar um povo.

Pelo menos em Portugal, que conheci um pouco mais que Alemanha e Espanha, noto uma postura ambígua do seu povo, quer de conservadores quer de progressistas: o que fazer com a história do país? Exaltá-la ou repudiá-la? O poeta português Jorge de Sena tem um poema de ódio ao seu país. Já os poemas de Camões são de um amor irrestrito a Portugal.

Uma história longa e pesada pode mesmo atordoar. Poucos olham para o presente e o futuro do Tejo. No âmbito de sua bacia, os rios foram ultrapassados por pontes desde o tempo da dominação romana.

Uma ponte causa menos impacto que uma barragem. A bacia do Tejo está repleta de barragens. São quase 40. A degradada bacia do Paraíba do Sul não é tão explorada assim.

O desenvolvimento da agropecuária levou à construção de represas para acúmulo de água com fins de irrigação. 

Como Se Chama O Rio Que Atravessa Coimbra?Barragem de Torrejón no rio Tejo

Muitos núcleos urbanos ergueram-se nas margens dos rios formadores da bacia do Tejo, tanto na Espanha quanto em Portugal. Seria longo e ocioso enumerá-los. A maioria é muito antiga.

Leia também:  Do Que Sofrer De Saudade De Mim Como Eu To De Você?

Eles demandam água para o abastecimento público. Como no Paraíba do Sul, as águas do Tejo foram transpostas para o rio Segura, envolvido totalmente no interior do território espanhol.

O sistema é chamado de Transvase Tejo-Segura. 

Senti-me em casa com essa transposição. Ela me evocou imediatamente a transposição Paraíba do Sul-Guandu, em Santa Cecilia.

Mas existem diferenças: o Tejo desemboca no oceano Atlântico, enquanto o Segura desemboca no mar Mediterrâneo, que é formado pelo Atlântico. O Paraíba do Sul corre todo num território que se denominou historicamente de Brasil.

Em sua bacia, formaram-se três capitanias, depois províncias e hoje estados. A bacia do Tejo foi esquartejada por Espanha e Portugal.

Como Se Chama O Rio Que Atravessa Coimbra?Transposição do rio Tejo para o rio Segura, nas imediações da foz

Mas existe uma resultante similar à nossa. A transposição, com vistas à irrigação e ao abastecimento público em área com forte turismo, pode retirar até 70,29% de água do Tejo.

O rio se recupera parcialmente com a contribuição de afluentes, como aqui, mas, na altura de Aranjuez, ainda na Espanha, a vazão cai para menos de 6 m³/s, limite mínimo estabelecido, a conhecida vazão (caudal) ecológica. A vazão da bacia depende das chuvas e do derretimento de neve e chega ao seu máximo em março.

A construção de barragens, reservatórios e a transposição abalaram profundamente a bacia. Existem ainda agravantes: a poluição das águas e a refrigeração das centrais nucleares espanholas de Trillo e Almarez e das centrais térmicas de Aceca (Espanha) e de Pego (Portugal). 

Como Se Chama O Rio Que Atravessa Coimbra?Central Nuclear Almaraz, na margem do Tejo

Apesar da criação, em 2000, do Parque Natural do Alto Tejo, e da Reserva Natural do Estuário do Tejo, 1916, para a proteção de várias espécies de aves, a bacia tejana agoniza com a perda de vazão e com a poluição, acarretando graves consequências para a biodiversidade e mesmo para os humanos. Golfinhos deixaram de frequentar a foz por causa da poluição. 

Em termos históricos, a atitude de repúdio ou de nostalgia não basta. Deve-se partir do que existe, planejar para o futuro e adotar uma nova postura diante da natureza. Lá e aqui. No mundo todo, aliás.

Como Se Chama O Rio Que Atravessa Coimbra?Escassez hídrica no rio Tejo

O rio Mondego – Portugal

O Mondego [1] é o maior rio exclusivamente português. Percorre a parte centro do país, desde a Serra da Estrela até ao Oceano Atlântico, onde desagua junto da Figueira da Foz.

Apresenta algumas semelhanças com o Vouga. Tal como ele, antes de se tornar um rio de planalto, é um rio de montanha — o chamado Mondeguinho. Enquanto jovem, corre num vale estreito e profundo, com «grandes quedas de desnível e carácter torrencial muito acentuado.»

Inicialmente, corre em direcção ao interior. Em seguida, descreve uma curva acentuada à volta de Celorico da Beira. Inverte a marcha em direcção ao litoral, no sentido NE SW, ou seja, com uma orientação inversa e quase paralela à anterior.

Como Se Chama O Rio Que Atravessa Coimbra?
Perfis transversais do rio Mondego segundo Amorim Girão.
A jusante da Foz-Dão, o Mondego apresenta uma série de meandros encaixados. (Vd. Imagem ao lado). Junto a Penacova, depois de ter recebido o Alva (afluente da margem esquerda), o vale do Mondego estrangula-se cada vez mais ao atravessar o contraforte de Entre-Penedos. Aqui, encontram-se «altas assentadas de quartzíticos silúricos, muito fracturados». Dispostos quase verticalmente, como livros inclinados numa estante, deram origem à conhecida «Livraria do Mondego». Como Se Chama O Rio Que Atravessa Coimbra?
Na zona de Coimbra, logo a seguir à ponte da Portela, o vale do Mondego começa a alargar cada vez mais. Sofre ainda um ligeiro aperto ao atravessar Coimbra.
Mas já aqui começa a correr mais calmamente, tornando-se o rio mais pachorrento. Outrora, antes da construção de uma barragem, chegava mesmo a ficar quase sem água, razão pela qual os habitantes de Coimbra lhe davam o nome de «bazófias».

As grandes quantidades de areia trazidas de regiões do interior começam a depositar-se. E com isto provocou a subida do leito e o assoreamento das margens, soterrando antigas edificações. É exemplo disto o conhecido Convento de Santa Clara-a-Velha, enterrado quase por completo na margem esquerda. 

Como Se Chama O Rio Que Atravessa Coimbra?
Parte superior do convento de Santa Clara-a-Velha. Cerca de 2/3 inferiores do convento encontram-se soterrados pelos aluviões do Mondego. Foto de HJCO, 17/9/1966.

E, segundo os historiadores, outros edifícios foram sepultados pelo rio.

Atravessada a cidade de Coimbra, o Mondego espraia-se por vastos e férteis campos, onde é cultivado o arroz. São os «saudosos campos do Mondego» referidos por Camões no célebre episódio dos amores trágicos de Inês de Castro.

Rio Mondego

A bacia hidrográfica do Rio Mondego (6645 km2 de área de captação) é localizada na Região Centro de Portugal e caracteriza-se por um clima mediterrânico, com uma forte variação sazonal e inter-anual de caudal associada a eventos de cheia e seca.

Como Se Chama O Rio Que Atravessa Coimbra? Rio Mondego, área de estudo: principais barragens e localização dos açudes intervencionados.
Como Se Chama O Rio Que Atravessa Coimbra?Açude-Ponte de Coimbra. Como Se Chama O Rio Que Atravessa Coimbra?Barragem da Raiva.

O Rio Mondego, o quinto maior rio português e o maior a correr exclusivamente em território nacional, percorre uma extensão de 258 km desde a sua origem, na Serra da Estrela a 1525 m de altitude, até ao Oceano Atlântico onde desagua junto à cidade da Figueira da Foz. Os principais afluentes são os rios Alva, Ceira e Dão, a montante de Coimbra, e os rios Pranto, Arunca e Ega, a jusante.

A bacia hidrográfica do Mondego encontra-se bastante regularizada, intervenções que aconteceram sobretudo a partir da década de 80 durante a qual foram construídas no troço principal duas grandes barragens para produção hidroelétrica, Aguieira (a 86 km da foz) e Raiva (a 80 km da foz), seis barragens com usos múltiplos (1.6-89 hm3), e vários açudes de pequenas dimensões. Estes aproveitamentos hidráulicos contribuíram significativamente para a regularização do caudal do rio.

O Açude-Ponte de Coimbra encontra-se aproximadamente a 45 km da foz do rio, tendo sido construído em 1981 para proteção de cheias, abastecimento doméstico, e captação de água para fins agrícolas e industriais. Até 2011, quando foi construída uma nova passagem para peixes nesta estrutura, este açude constituía o primeiro obstáculo intransponível no Rio Mondego.

Estes obstáculos de maiores dimensões, em conjunto com a presença de vários pequenos açudes construídos essencialmente para fins agrícolas e/ou recreativos, são responsáveis pelo elevado grau de fragmentação longitudinal observado nos rios portugueses em geral, e no Rio Mondego, em particular, com consequências principalmente gravosas para as espécies migradoras, dado que:

    i) Limitam as suas deslocações e o acesso a áreas de reprodução e/ou alimentação adequadas;
    ii) Provocam um aumento artificial da densidade a jusante que pode incapacitar a dinâmica natural da população;
    iii) Atuam como um fator de segregação de indivíduos de diferentes classes dimensionais a montante e a jusante do obstáculo;
    iv) Diminuem a qualidade e quantidade de habitat disponível.
Leia também:  Como Esquecer O Ex Marido Quando Se Tem Filho?

O Rio Mondego ainda representa um importante reduto para um conjunto de espécies diádromas de elevado interesse conservacionista. A lampreia-marinha, o sável e a savelha constituem também notáveis iguarias gastronómicas que geram elevadas receitas para as comunidades locais e atividades turísticas da região (e.g. restauração, hotelaria).

No entanto, a abundância destas espécies em Portugal, e no restante Continente Europeu, tem diminuído.

Um dos fatores que tem contribuído para esta tendência de redução do efetivo populacional é a fragmentação de habitat, promovida por obstáculos à migração, o que acarreta impactos negativos não só do ponto de vista ecológico, mas também socioeconómico.

A construção da passagem para peixes no Açude-Ponte de Coimbra representou um primeiro passo no processo de reabilitação do Rio Mondego, e desencadeou novas intervenções em cinco outros obstáculos de menor dimensão presentes no troço principal do rio, promovendo assim a livre circulação das espécies piscícolas no troço reabilitado.

bom dia …como se chama o rio que atravessa coimbra

nojedo papel e da pólvora, aprendidos com os chineses e introduzidos no Ocidente. Emenorme extensão de seu império, os árabes defundiram o cultivo de

produtoscomo a cana-se-açucar, o algodão, o arroz, a laranja e o limão. No campo dasesenvolveram a Matemática, com muitas contribuições à Algebra, Geometria,tria e Astronomia.

Os algarismos que usamos atualmente são uma herança indianada e transmitida aos ocidentais pelos árabes, daí serem chamados arábicos. Atépalavra algarismo deriva da lingua árabe. A Medicina que desenvolveram baseou-secimentos dos gregos.

-A sociedade medieval era dividida em 3 grupos principais que eram:Clero, nobres e plebeusc)Patricios, servos e plebeusClero, patricios e plebeusd)Nobres, servos e o clero​

durante a arte moderna foi a nacao que mais acumulou capotais alem disso uma serie de fatores contribuiram para que fosse a primeira narcao do mundo a

se indrustrializa : abundancia de mao de obra ; presença de Jazidas de ferro e carvao; a existencia de um governo que favoreceu as atividades económicas .
A qual país o texto acima se refere ?

Sobre os diferentes sotaques encontrados no português brasileiro, é incorreto afirmar:a) Os primeiros contatos linguisticos do português falado no Bra

sil (a distinção é importante em razadiferença entre o português falado aqui e o português falado em Portugal) foram com as linguas indígene as linguas africanas.

Posteriormente, a partir do século 19, os imigrantes de outras partes do mundocontribuíram para o nosso conjunto de sotaques.b) Os diferentes sotaques encontrados no Brasil podem ser explicados sob o ponto de vista histórico.Sabemos que nosso país fol colonizado por diferentes povos e em diferentes momentos de nossa história.

Enquanto na região Sul houve uma imigração maciça de italianos, alemães e outros povos oriundos doleste europeu, no Pernambuco, por exemplo, a influência veio dos holandeses dos tempos de Mauricio deNassauc) Chamamos de sotaque o tom, inflexão ou pronúncia particular de cada individuo ou de cada região.

Cada estado brasileiro apresenta peculiaridades na fala, pois apesar de compartilharmos o mesmo idioma,seria quase impossivel que um país tão grande apresentasse uma uniformidade na fala.d) Os sotaques estão associados à norma popular ou coloquial, por isso devem ser evitados na normapadrão da lingua portuguesa.

Alguns sotaques, como o sotaque gaúcho, são linguisticamente maisapropriados, devido ao seu malor nivel de adequação à variedade padrão da lingua.e) Alguns dialelos são usados com diferentes sotaques regionais, como ocorre na norma culta da linguaportuguesa.

Os sotaques, então, não podem ser confundidos com dialeto, pois o que caracteriza o sotaqueé apenas a diferença de pronuncia dos falantes.​

Durante a Guerra Cívil, os bolcheviques implementaram, na Rússia, várias medidas conhecidas como “comunismo de guerra”. O texto traz mais informações

sobre tais medidas.
[…

] à medida que o regime soviético emergia vitorioso das lutas de 1918-20, era evidente que o Comunismo de Guerra, por mais necessário que fosse no momento, não podia continuar, em parte porque os camponeses se rebelariam contra a requisição militar de seus grãos, que tinha sido a base dessa economia de guerra, e os operários contra as privações, em parte porque esse regime não oferecia meios eficazes de restaurar uma economia praticamente destruída.
HOBSBAWM, Eric.
Era dos Extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
Tendo como base o texto, as medidas adotadas pelos bolcheviques, denominadas de “comunismo de guerra”, podem ser descritas como
a. extremas, com o objetivo de evitar o colapso geral da Rússia.
b. moderadas, porque impediram o confisco da produção agrícola pelo Exército Vermelho.
c. radicais, mas largamente aceitas pelo povo russo, que apoiou integralmente a revolução.
d. eficientes, pois ofereceram meios eficazes e concretos de restaurar a economia russa.

pergunta quem sao os cidadoes hoje no Brasil?​

3- O sistema econômico da Idade Média era o:​

volveram conhecimentos e técnicas valiosas até hoje. Foi o caso do uso da bússola eção do papel e da pólvora, aprendidos com os chineses e introduzido

s no Ocidente.

Eda enorme extensão de seu império, os árabes defundiram o cultivo de produtosas, como a cana-se-açucar, o algodão, o arroz, a laranja e o limão. No campo dass desenvolveram a Matemática, com muitas contribuições à Álgebra, Geometria,ometria e Astronomia.

Os algarismos que usamos atualmente são uma herança indiamada e transmitida aos ocidentais pelos árabes, daí serem chamados arábicos. Atéa palavra algarismo deriva da lingua árabe. A Medicina que desenvolveram baseouhecimentos dos gregos.

es1-A sociedade medieval era dividida em 3 grupos principais que eram:a)Clero, nobres e plebeusc)Patricios, servos e plebeb)Clero, patricios e plebeusd)Nobres, servos e o clero​

6. Um episódio que também contribuiu para a crise do século XIV foi a Guerra dos Cem Anos (1337–1453).

Sobre esse conflito, assinale a alternativa corr

eta: *
1Essa guerra durou exatamente 100 anos e não sofreu interrupções; além disso, teve como principais motivos a disputa de poder entre a rainha da França e o rei da Inglaterra e a contestação dos limites do território inglês.

2O conflito foi uma série de rebeliões camponesas, que protestavam contra os impostos cobrados pelos nobres e pela fome que assolava a Europa.

3Foi um conflito armado entre França e Inglaterra que, na realidade, durou 116 anos e foi interrompido diversas vezes, tendo como principais motivos a disputa pela região de Flandres e o interesse do rei inglês em se tornar também o rei da França.
4Constituiu-se em uma série de revoltas que aconteceram nas proximidades de Paris e no interior da França ao mesmo tempo, em protesto à fome e à falta de emprego no país.

A) Como ocorreu surgimento do calendário?
B) como se da a contagem no tempo pelo calendário cristão?
C) quais as críticas a divisão tradicional da h

istória ?

Sobre a ocupação das terras brasileiras?
R: O texto defende que a constante presença de franceses na costa brasileira forçou Portugal a tomar atitudes

mais efetivas no sentido de ocupação do Brasil.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*