Como Se Chama O Reino Que Se Encontra Agora Invadido Pela Horda?

Desde a Antiguidade, diversos modos de classificação dos seres vivos foram propostos a fim de facilitar o estudo sobre esses organismos e de se compreender suas relações evolutivas. Os critérios utilizados para agrupá-los são variados, o que faz com que esses sistemas sejam constantemente modificados e aprimorados.

Os primeiros sistemas de classificação eram bastante simples e, como os recursos tecnológicos eram escassos, baseavam-se nas características macroscópicas de cada ser e seus hábitos de vida. Por essa razão, os organismos foram classificados inicialmente por Lineu em dois reinos: Animal e Vegetal.

Como Se Chama O Reino Que Se Encontra Agora Invadido Pela Horda? Os protozoários fazem parte do reino Protoctista

Com o avanço da tecnologia, iniciou-se o estudo de seres microscópicos e, com isso, surgiu um uma nova classificação. Em 1866, o termo protista foi proposto para designar organismos eucariontes que não se enquadravam nos reinos Animal e Vegetal. Anos depois os protistas foram promovidos a reino.

Copeland, em 1956, sugeriu a criação de um reino para agrupar organismos que poderiam ser considerados como os mais simples da natureza: as bactérias. Surgia aí o sistema de quatro reinos, bem como o Reino Monera, onde estavam inseridos os seres procariontes.

Como Se Chama O Reino Que Se Encontra Agora Invadido Pela Horda? Os fungos fazem parte do reino Fungi

Posteriormente, em 1969, surgiu o sistema de cinco reinos proposto por Whittaker. Sem dúvidas, esse é o sistema mais utilizado, apesar de existirem outras classificações. De acordo com o sistema de Whittaker, temos os reinos: Monera, Protista, Fungi, Animalia e Plantae.

→ Reino Monera: Agrupa organismos unicelulares procariontes, ou seja, que possuem apenas uma célula sem núcleo delimitado por uma membrana. Exemplos: Bactérias e cianobactérias.

→ Reino Protista (Atualmente chamado de Protoctista): Reúne seres unicelulares e pluricelulares, eucariontes, autotróficos ou heterotróficos. Exemplo: algas e protozoários.

A mudança de denominação do Reino Protista para Protoctista ocorreu na década de 1980 e foi proposta por Margulis e Schwartz. Além da mudança dos nomes, as pesquisadoras incluíram nesse grupo as algas multicelulares e alguns fungos.

Não pare agora… Tem mais depois da publicidade 😉

→ Reino Fungi: Agrupa seres eucariontes, que, em sua maioria, é pluricelular, e heterotróficos. Exemplos: Cogumelos, bolores e levedos.

Como Se Chama O Reino Que Se Encontra Agora Invadido Pela Horda? As plantas fazem parte do reino Plantae

→ Reino Plantae ou Metaphyta : Engloba os organismos eucariontes, pluricelulares e com nutrição autotrófica. Exemplo: Musgos, samambaias, araucárias e mangueira.

→ Reino Animalia ou Metazoa: Inclui os organismos eucariontes, heterotróficos e que apresentam nutrição heterotrófica. Exemplo: Homem, cachorro, vaca e aves.

Como Se Chama O Reino Que Se Encontra Agora Invadido Pela Horda? Os animais fazem parte do reino Animalia

Além dessa classificação, atualmente se admite que todos os organismos estão incluídos em três grandes domínios: Bacteria, Archaea e Eukarya. Essa classificação foi proposta por Carl Woese, em 1990, e criada por meio de dados de análise de nucleotídeos de RNA ribossômico.

O domínio Bacteria agrupa todas as bactérias verdadeiras ou simplesmente bactérias.

O domínio Archaeae inclui todas as arqueas, que anteriormente eram consideradas erroneamente como grupo basal das bactérias.

O domínio Eukarya, por sua vez, é composto por todos os organismos eucariontes existentes, estando inclusos nesse grupo, portanto, os reinos Protoctista, Fungi, Plantae e Animalia.

Como os livros didáticos e a maioria dos professores ainda adotam a classificação proposta por Whittaker, aqui você encontrará textos que obedecem a esse sistema.

Bons estudos!

Atenção: Os vírus são um grupo bastante peculiar em virtude da ausência de células. Por isso, eles não são classificados dentro dos reinos dos seres vivos. Vale destacar que esses organismos são incapazes de viver sem uma célula, sendo considerados parasitas intracelulares obrigatórios.

Por Ma. Vanessa dos Santos

Reino de Cuxe – Wikipédia, a enciclopédia livre

Esta página cita fontes confiáveis, mas que não cobrem todo o conteúdo. Ajude a inserir referências. Conteúdo não verificável poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico) (Junho de 2019)
Reino de Cuxe
c. 785 a.C.[1] — 350 d.C. 
Região Núbia Capital
  • Napata
  • Meroé
Países atuais
  • Egito
  • Sudão
  • Sudão do Sul
Língua oficial
  • Egípcio[2]
  • Meroítico[2]
  • Núbio antigo[2]
Período histórico Idade do Bronze
•  c. 785 a.C.[1] Fundação
•  591 a.C. Capital mudou para Meroé
•  350 d.C. Desintegração
População
 • Fase egípcia[3] 100 000 (est.)
 • Fase meroítica[3] 1 150 000 (est.)
Estados antecessores e sucessores

Reino Novo
Reino de Alódia
Reino de Nobácia
Reino de Macúria
Império de Axum

Vista aérea das pirâmides de Meroé no norte do Sudão, a partir do século XXXII a.C. Uma das primeiras civilizações a surgir no vale do rio Nilo, os Estados Cuxitas controlaram a região antes do período das incursões egípcias na área.[4]

O Reino de Cuxe (por vezes citado apenas como Cuxe, e após a transferência da capital para Meroé, como Reino Meroítico ou Reino de Meroé) foi um antigo reino africano situado ao sul de Assuão, entre a primeira e a sexta catarata do rio Nilo, onde hoje se localiza o Sudão.[5][6] Estabelecido após o colapso da Era do Bronze e da desintegração do Reino Novo egípcio, tinha como centro a cidade de Napata em sua primeira fase. Após a invasão do Egito pelo rei Cáchita, no século VIII a.C., os reis cuxitas reinaram também como faraós da 25ª dinastia egípcia por um século, até que foram expulsos por Psamético I, em 656 a.C. Durante a Antiguidade Clássica, a capital do Reino de Cuxe foi Meroé. Para os geógrafos gregos antigos, o império meroítico era conhecido como Etiópia. O Reino de Cuxe persistiu até o século IV d.C., quando perdeu força e se desintegrou devido a rebeliões internas.[7][8]

Etimologia e grafia

O nome dado a esta civilização é proveniente do Velho Testamento[9], que registra um personagem bíblico, Cuxe, um dos filhos de Cam que se estabeleceu no nordeste da África.

Na Idade Antiga e na Bíblia, uma grande região que abrangia o norte do Sudão, o sul do Egito e partes da Etiópia, Eritreia e Somália era conhecida como Cuxe.

Outros estudiosos afirmam que a Cuxe bíblica localizava-se no sul da Arábia.

Em português, o nome do personagem bíblico varia conforme a versão do Velho Testamento. O dicionário Houaiss[10] e a tradução de João Ferreira de Almeida atualizada empregam a forma Cuxe.[11]

O gentílico de Cuxe é cuxita.[12][6][8]

Há uma família de línguas supostamente derivadas dos descendentes de Cuxe, que são por isso chamadas línguas cuxíticas.[13]

Origens

As primeiras sociedades a se desenvolver na área surgiram na Núbia antes da Primeira Dinastia do Egito (r. 3100–2890 a.C.). Em cerca de 2 500 a.C., os egípcios começaram a avançar na direção sul e é por meio deles que a maior parte das informações sobre Cuxe ficou conhecida.

Mas esta expansão foi detida pela queda do Médio Império no Egito. A expansão egípcia recomeçou em aproximadamente em 1 500 a.C., mas desta vez encontrou resistência organizada.

Os historiadores não têm certeza se esta resistência foi oferecida por cidades-Estado múltiplas ou por um império unificado, e debatem se o conceito de Estado surgiu ali de modo independente ou se foi tomado do Egito.

Os egípcios lograram vencer a resistência e fizeram da região uma colônia sua, durante o reinado de Tutemés I, cujo exército mantinha ali um certo número de fortalezas.

No século XI a.C., disputas internas no Egito permitiram aos nativos derrubar o regime colonial egípcio e instituir um reino independente, governado a partir de Napata.

Napata

Este novo reino, com sede em Napata, foi unificado por Alara no período entre 780 e 755 a.C. Alara era visto pelos seus sucessores como o fundador do reino Cuxita.

O reino cresceu em influência e veio a dominar a região meridional egípcia de Elefantina e até mesmo Tebas, no reinado de Cáchita, sucessor de Alara e que logrou no século VIII a.C. forçar Xepenupete I, meia-irmã de Taquelótis III e “esposa do deus Amom”, a adotar Amenirdis I, filha do soberano Cuxita, como sucessora.

Com isto, Tebas passou ao controle de facto do reino de Napata. Seu poder chegou ao auge com Piiê, sucessor de Cáchita, que conquistou todo o Egito e fundou a vigésima-quinta dinastia.

Quando os assírios invadiram em 671 a.C., Cuxe tornou-se uma vez mais um Estado independente. O último rei Cuxita a tentar retomar o controle do Egito foi Tantamani, que foi definitivamente derrotado pela Assíria em 664 a.C.

Subsequentemente, o poder cuxita sobre o território egípcio declinou e extinguiu-se em 656 a.C., quando Psamético I, fundador da XXVI dinastia, reunificou o Egito. Em 591 a.C.

, os egípcios invadiram Cuxe – possivelmente porque esta, governada por Aspelta, preparava-se para atacar o Egito – e saquearam e incendiaram Napata.

Meroé

Pirâmides de Meroé, no atual Sudão

Diversos registros arqueológicos mostram que os sucessores de Aspelta transferiram a capital para Meroé, mais ao sul do que Napata. A data exata da mudança não é conhecida, embora alguns historiadores acreditem que o fato ocorreu durante o reinado de Aspelta, como reação à invasão egípcia da Baixa Núbia. Outros estudiosos pensam que a transferência deveu-se à atração do ferro, já que Meroé, ao contrário de Napata, possuía vastas florestas que serviam de combustível para os altos-fornos. A chegada de mercadores gregos na área também sinalizou o fim da dependência Cuxita do comércio ao longo do Nilo, pois agora podia exportar seus produtos via o mar Vermelho e as colônias mercantis gregas ali localizadas.

Uma teoria alternativa afirma que havia na verdade dois Estados separados mas estreitamente interligados, um em Napata e outro em Meroé. Com o tempo, o último teria eclipsado o primeiro.

Não se encontrou até o momento uma residência real ao norte de Meroé e é possível que Napata fosse apenas um centro religioso, mas este permaneceu uma cidade importante, onde os reis eram coroados e sepultados, mesmo se houvessem residido em Meroé.

Em cerca de 300 a.C., os soberanos Cuxitas começaram a ser sepultados em Meroé. Alguns entendem que este fato indicaria uma ruptura com os sacerdotes de Napata.

Diodoro Sículo relata a história de um soberano meroítico chamado Ergamenes, contemporâneo de Ptolomeu II, que recebera a ordem de se suicidar mas teria rompido com a tradição e, ao revés, ordenado a execução dos sacerdotes.

[14] Uma explicação mais simples é que a capital sempre fora em Meroé.

Em algum momento, Cuxe deixou de usar os hieróglifos egípcios e desenvolveu uma nova escrita, chamada meroítica, para representar a língua meroítica, que ainda não foi completamente decifrada. Em 23 a.C., o governador romano do Egito, Petrônio, invadiu a Núbia em reação a um ataque núbio contra o sul da província e saqueou Napata (22 a.C.).

Declínio

Óstraco com escrita meroítica (Museu Britânico, Londres).

O declínio de Cuxe é um assunto altamente controverso. Após o século II, os túmulos reais começam a reduzir-se em dimensões e esplendor e a construção de grandes monumentos cessou. Os sepultamentos reais em pirâmides cessam a partir de meados do século IV. Segundo a teoria tradicional, Cuxe teria sido destruída por uma invasão do Império de Axum, por volta de 350. Entretanto, alguns pensam que o relato axumita parece descrever a repressão a uma revolta em terras que os etíopes já controlavam. Ademais, refere-se apenas aos nubas (um povo dos montes Nuba, no atual Sudão), sem mencionar os governantes de Meroé.

Leia também:  Como Perguntar A Um Homem O Que Ele Sente Por Mim?

O último rei de Meroé chamava-se Sect Lie; pouco mais é conhecido a seu respeito. Por volta do século VI, novos Estados se haviam formado na área antes controlada por Meroé.

Ao que parece, os nobácios (mencionados em fontes romanas anteriores e que alguns estudiosos associam com os nubas) evoluíram para formar o Reino da Nobácia (um reino cristão africano na Baixa Núbia) e outros na região. Os outros dois Estados da área, Macúria e Alódia, eram similares.

Falavam núbio antigo e escreviam com uma versão do alfabeto copta. A língua meroítica e sua escrita parecem ter desaparecido.

Referências

  1. ↑ Fisher 2012, p. 34.
  2. a b c Török 1997, p. 49.
  3. a b Stearns 2001, p. 32.
  4. ↑ Davidson, B. 1967. The Growth of African Civilization. East and Central Africa to the late Nineteenth Century. Longman. London
  5. ↑ Leclant, J.L (2010).

    General History of Africa, II: Ancient Civilizations of Africa (PDF). [S.l.]: UNESCO. 273 páginas 

  6. a b «Definição de 'cuxita' no Dicionário Eletrónico Estraviz». www.estraviz.org. Consultado em 14 de novembro de 2016 
  7. ↑ «Gênesis 10 Bíblia King James Atualizada». bibliaportugues.com.

    Consultado em 14 de novembro de 2016 

  8. a b «Definição ou significado de cuxita no Dicionário Infopédia da Língua Portuguesa com Acordo Ortográfico». Infopédia – Dicionários Porto Editora.

    Consultado em 14 de novembro de 2016 

  9. ↑ Gênesis 2:13, Gênesis 10:6, Gênesis 10:7, Gênesis 10:8, I Crônicas 1:8, I Crônicas 1:9, I Crônicas 1:10, Jeremias 36:14, Jeremias 46:9, Ezequiel 38:5 e Sofonias 1:1.
  10. ↑ No verbete “cuchita”.
  11. ↑ http://www.bibliacatolica.com.br, Bíblia Católica Online -. «Bíblia Católica Online». Bíblia Católica Online 
  12. ↑ Houaiss.
  13. ↑ «Definição de 'cuxítico' no Dicionário Eletrónico Estraviz». www.estraviz.org. Consultado em 14 de novembro de 2016 
  14. ↑ Diodoro Sículo, Livro III, 6.3

Bibliografia

  • Fisher, Marjorie M.; Lacovara, Peter; Ikram, Salima (2012). Ancient Nubia: African Kingdoms on the Nile. Cairo: Imprensa da Universidade Americana do Cairo. ISBN 978-977-416-478-1  A referência emprega parâmetros obsoletos |coautor= (ajuda)
  • Stearns, Peter N. (2001). «(II.B.4.) East Africa, c. 2000–332 B.C.E.». The Encyclopedia of World History: Ancient, Medieval, and Modern, Chronologically Arranged 6ª ed. Boston: Houghton Mifflin Harcourt. p. 32. ISBN 978-0-395-65237-4 
  • Török, László (1997). The Kingdom of Kush: History and Civilization. Leida: Brill. ISBN 978-9004104488 
  • MOKHTAR, Gamal. História Geral da África, vol. II: A África Antiga. Brasília: UNESCO, 2010.

Ligações externas

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Reino de Cuxe

  • «Dan Morrison, “Ancient Gold Center Discovered on the Nile”» (em inglês). National Geographic News 
  • «”Civilizations in Africa: Kush”, Washington State University» (em inglês) 
  • «African Kingdoms Kush» (em inglês) 
  • «Sudão Antigo (Núbia)» (em inglês) 
  • John Noble Wilford (19 de junho de 2007). «”Scholars Race to Recover a Lost Kingdom on the Nile”». New York Times 
  • Joseph Poplicha, “The Biblical Nimrod and the Kingdom of Eanna”, Journal of the American Oriental Society, Vol. 49, (1929), pp. 303–317
  • Kerma website Site oficial da missão arqueológica suíça no Sudão.

Obtida de “https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Reino_de_Cuxe&oldid=59438909”

Povos do Norte da Europa: A Nova Vaga de Invasões

Este site utiliza cookies (próprios e de terceiros) com o objetivo de melhorar a experiência de utilização durante a sua visita. Conseguimos, deste modo, melhorar o nosso site apresentando-lhe conteúdos e anúncios relevantes, permitindo a integração de funcionalidades de redes sociais e promovendo a análise de trafego no site. Tendo em consideração as suas preferências na utilização de cookies, poderemos partilhar informações com os nossos parceiros de redes sociais, de análise publicitária e de navegação. Ao selecionar o botão “Aceitar” está a consentir a utilização de todos os cookies. Para mais esclarecimentos sobre o tratamento dos seus dados pessoais, consulte a nossa Política de Cookies. Através da opção configuração de cookies poderá definir as suas preferências, bem como obter mais informações sobre os cookies utilizados.

Os ditos povos bárbaros oriundos do Norte da Europa, entre os quais predominavam as tribos germânicas, Visigodos, Ostrogodos, Vândalos, Alanos, Francos, etc., aproximaram-se vertiginosamente de alguns territórios do decadente Império Romano do Ocidente onde vieram a formar os seus estados. A impressão geral com que se fica é a de que estes povos, seminómadas, com uma agricultura tecnicamente atrasada, a princípio acolhidos pacificamente, serão, a partir do século IV, pressionados pelo avanço dos Hunos, povo de origem mongólica, sobre a Europa Ocidental. Este avanço será muito mais expressivo no século seguinte. Sob a chefia de Átila, o “flagelo de Deus”, as hordas de cavaleiros hunos precipitarão o avanço das restantes tribos sobre o império. Este, ameaçado desde há algum tempo, já se havia convertido em duas unidades distintas, fragilmente unidas pela tradição: o Império Romano Ocidental (Roma e Ravena) e o Império Romano Oriental (Constantinopla).Os visigodos ou godos do Oeste, chefiados pelo rei Alarico, fixaram-se na Península Balcânica, de onde partiram para a Itália, um país onde receberam o apoio dos escravos e colonos do império, descontentes com o seu modo de vida sob o domínio romano.Quando, em 410, tomaram Roma e saquearam durante três dias a capital do Império Romano do Ocidente, as portas da cidade foram-lhes abertas precisamente pelos escravos de Roma. Daqui, partiram para a Gália e para a Espanha, onde fundaram o primeiro estado dos visigodos, em terras do território romano.Os Vândalos tinham atravessado o território romano e chegado em primeiro lugar a Espanha, mas foram empurrados para o Norte de África onde fundaram um estado sediado em Cartago. Este povo fazia pirataria no mar e saqueava as costas da Sicília e da Itália. O rei dos vândalos Genserico tomou Roma e, em 445, submeteu a cidade a um prolongado saque que durou catorze dias. Pouco tempo antes o Império Romano tinha sido atacado pelos Hunos de Átila, que se assenhorearam de um território entre o Volga e o Reno e seriam depois derrotados pelos visigodos (ao serviço de Roma) na Gália, na batalha dos Montes Cataláunicos. O império sofreu também a incursão dos francos, provenientes do curso inferior do Reno.Em 476 foi a vez de Odoacro, o chefe de um conjunto de tribos bárbaras, onde predominavam os Hérulos que dominavam a Itália e arrasaram por completo com o que restava do Império Romano, governado por Rómulo Augústulo, o último imperador. Depois de conquistar Roma o chefe bárbaro, simbolicamente, enviou as insígnias imperiais para Constantinopla.A passagem destes povos bárbaros destruiu a vida urbana, arruinou os antigos ofícios e fez cair em decadência a cultura. O Império Romano do Ocidente foi destruído e em seu lugar surgiram os estados bárbaros.

No século V o Império Romano Oriental era dominado por Constantinopla, antiga Bizâncio; em Cartago imperavam os Vândalos e a Itália estava a ser tomada pelos Ostrogodos.

No Norte da Gália fixavam-se os Francos; no Sudoeste das Gálias e na Península Ibérica ficava o reino dos Visigodos. A Grã-Bretanha foi progressivamente tomada pelos Anglos e pelos Saxões.

E na Europa central viviam os Saxões, os Alamanos, os Turíngios e os Lombardos; a leste localizavam-se as tribos eslavas.

Estes povos guerreavam entre si, daí as flutuações das suas fronteiras serem muito comuns. Em 493, o estado de Odoacro foi vencido pelos Ostrogodos, assassinado pelo rei Teodorico. Mas estes não duraram muito tempo na Itália, pois o imperador Justiniano, no século VI, travou com eles uma guerra por um período de 20 anos. Entre 555 e 568 o país integrou o Império Bizantino. No último ano foi derrotado pelos Lombardos.A queda de Roma alterou radicalmente o quadro europeu. Em lugar deste gigante surgiu uma série de reinos e de estados mais ou menos efémeros, onde muitos veem as raízes da Europa atual. De Roma ficou o prestígio dos tempos áureos e uma nostalgia que se reavivará ao longo dos tempos em tentativas, quase sempre fracassadas, em termos de perenidade de reconstrução de um estado imperial. As invasões bárbaras precipitarão, igualmente, a decadência da cultura romana que, embora permanecendo na matriz europeia, será profundamente modificada.No século V os Francos dividiram-se em tribos, chefiadas por príncipes. Clóvis (481-511), o mais forte destes príncipes, tornou-se o soberano de um estado. Este descendente de Meroveu (daí o nome merovíngios, para designar a sua dinastia) conquistou parte do domínio dos Visigodos e submeteu quase toda a Gália; a leste subjugou algumas tribos germânicas e aniquilou todos os seus inimigos, apoiando-se sempre na Igreja cristã, à qual se convertera.O seu estado, à boa maneira dos francos, foi dividido entre os seus filhos e depois entre os seus netos; esta partilha levou contudo à sua desintegração e ao fortalecimento do poder da nobreza militar, à custa da servidão dos camponeses. Começavam a estabelecer-se as condições para o estabelecimento do regime feudal, que marcará a Europa durante séculos. Entretanto, um novo perigo ameaçava o continente e o regime franco: a expansão muçulmana. Os descendentes de Maomé, seguindo as orientações do Corão, encetaram um processo expansionista que os trouxe à Península Ibérica. Disciplinados, bem equipados e determinados, os cavaleiros árabes avançaram com extrema rapidez dominando o Mediterrâneo que, nas palavras de Henri Pirenne, se transformou num “lago muçulmano”. No início do século VIII o estado visigótico da Espanha encontrava-se mergulhado numa guerra civil. Tratava-se da luta pela sucessão de Vitiza, que seria o último rei dos Visigodos como povo independente, num confronto que envolvia também os francos. Uma das fações em conflito requereu o auxílio dos berberes do Norte de África, que tiraram partido desta situação caótica. Em 711 os exércitos berberes, comandados por Tarik, às ordens do emir de África, invadiram a Península. Rodrigo, intitulado rei dos Visigodos, surpreendido com a invasão, conduziu o seu exército ao encontro dos berberes. Junto do lago Janda, nas margens do rio Guadalete, travou uma batalha contra os invasores. Sem surpresa, os Visigodos foram derrotados e o seu chefe morto no campo. Era o fim da unidade política visigótica. Sem qualquer oposição, os islâmicos apoderaram-se de toda a Península Ibérica e avançaram pelos Pirenéus penetrando na Gália.Aí, esperava-os o exército franco de Carlos Martel, que os derrotou na batalha de Poitiers (732), obrigando-os a retroceder para a Península, não avançando mais. Com esta vitória, Martel aumentou o seu poder e prestígio e pôde dedicar-se à consolidação de um estado, em parte, também, através do despojamento da Igreja. Esta instituição, no entanto, apesar de ter perdido parte dos seus bens, conservou a sua situação privilegiada.Pepino, o Breve, foi o seu sucessor, feito rei dos Francos em 751. É considerado o fundador da dinastia carolíngia. Ajudou o papado contra os lombardos e entregou à Igreja as terras que conquistou – Ravena e o Lácio – as quais vieram a ser a base dos futuros estados pontifícios. Com o seu filho Carlos Magno (768-814) foi atingido o máximo poder do estado franco. Este tornou-se o mais forte rei da Europa, que em 800, durante uma estadia em Roma, foi coroado imperador pelo Papa Leão III. Carlos Magno (c. 742-814) será considerado o legítimo sucessor dos imperadores romanos. Durante os cerca de 45 anos do seu reinado organizou 55 expedições militares com os objetivos de construir um império e, nesse mesmo sentido, auxiliar a Igreja. Respondendo aos apelos do papa, ultrapassou os Alpes e destruiu o reino lombardo (774). As campanhas vitoriais que liderou (o seu único grande desaire aconteceu em Roncesvales, na tentativa de conquista da Espanha) levaram-no a ser reconhecido como imperador pelo seu homólogo de Bizâncio e pelo califa de Bagdade.O império que construiu foi dividido pelo seu descendente Ludovico, o Pio, ou Luís, o Piedoso, que o repartiu pelos seus filhos. À sua morte os seus herdeiros lutaram entre si, mas o Tratado de Verdun, de 843, sancionou aquela divisão do império. Carlos, o Calvo, ficaria com a parte ocidental; Luís, o Germânico, com a porção oriental e Lotário com a central e a Itália. No final do século IX havia três reinos: O reino Franco ocidental, a futura França; o reino Franco oriental (a Germânia) e a Lotaríngia, que englobava a Itália e outras terras.Em 987, a dinastia dos carolíngios foi substituída pela dos capetos, com a chegada ao poder de Hugo, o Capeto, um dos senhores feudais, de um país desde então e até ao século XI dividido em ducados e condados.A Inglaterra, entre o século V e o século IX, foi conquistada pelos Anglo-Saxões, que submeteram os Celtas. Na Escócia, em Gales e na Irlanda as populações autóctones lutavam pela sua liberdade. Nesta terra, foram-se formando reinos, entre os quais se destacava o reino de Wessex, dos saxões ocidentais. Mas a partir do século IX, chegaram a este território os Normandos ou dinamarqueses. No final do século IX a resistência dos Saxões aos novos invasores era comandada pelo rei Alfredo, um monarca atento às atividades bélicas e às atividades culturais. Este monarca, rodeado de sábios, difundiu as artes, a escrita e a leitura e mandou escrever a crónica anglo-saxã.Os seus sucessores continuaram a luta com os dinamarqueses, mas no século X estes já se tinham miscigenado com a população saxónica. Na segunda metade do século este território foi assolado por uma nova vaga de invasores, duques da Normandia. Guilherme, o Conquistador, desembarcou em Inglaterra em 1066, para proclamar os seus direitos sobre o trono inglês, sendo auxiliado por cavaleiros franceses.O confronto entre os exércitos de Haroldo e de Guilherme deu-se em Hastings. O rei dos Saxões lutava sem o apoio dos senhores feudais, contando apenas com guerreiros fiéis e milícias de camponeses, enquanto que o duque normando estava dotado de um exército bem apetrechado que não tinha praticamente hipótese de ser derrotado.O novo rei de Inglaterra só encontrou resistência no Norte do território, e uma vez no poder transferiu as terras dos senhores saxões para a posse dos seus cavaleiros, fortalecendo o poder feudal. As relações entre vencedores e vencidos não foram fáceis e o entendimento demorou cerca de um século e meio. O ódio ao conquistador normando é bem ilustrado pela lendária figura de Robin dos Bosques.Também a Alemanha, à imagem da França, se desintegrou em ducados, dos quais se notabilizaram os da Saxónia, da Francónia, da Suábia, da Baviera e da Lorena.Os Carolíngios viram a sua dinastia extinguir-se na Alemanha em 911 e logo de seguida o trono foi ocupado pelo duque saxão Henrique, o Jovial. Este foi sucedido pelo seu filho Otão, o Grande (936-973), que numa estratégia de enfraquecimento dos duques saxões fortaleceu a Igreja através do apoio a bispos e a conventos. Este rei também teve uma intervenção em Itália, um território feito de domínios feudais independentes, chefiados pelos duques, marqueses e bispos. Aproveitando a debilidade deste território, Otão, depois de bater os sarracenos, apoderou-se da Itália e fez-se coroar imperador pelo Papa, em 962, reestabelecendo o império agora com o nome de Sacro Império Romano-Germânico, que não inclui a Itália meridional, em parte sob o controlo de Bizâncio. No século IX estes territórios do Sul da Península Itálica foram invadidos pelos árabes, que tomaram algumas cidades como a Sicília e, em meados desse século, a eles se juntaram os normandos que formaram uma aliança precária com os duques da Itália meridional, mas acabaram por lutar contra estes duques, os árabes e os bizantinos. No século XII os domínios normandos da Itália tomaram o nome de Reino das Duas Sicílias.Em 1024 a dinastia saxónica do Sacro Império foi substituída por uma da Francónia, representada pelo rei Henrique III. Na segunda metade do século XI, os papas reafirmaram o seu poder sobre a Igreja e insurgiram-se contra os imperadores.

Hildebrando foi um dos mais ferozes lutadores contra o poder imperial e em 1073 foi eleito papa, tomando o nome de Gregório VII. O Papa incompatibilizou-se com o descendente de Henrique III, Henrique IV, que, após diversos atos ofensivos, pediu perdão ao Papa em Canossa, em 1077.

Este perdão foi humilhante, mas permitiu-lhe retomar a guerra com os senhores feudais. Depois de os submeter marchou sobre Roma. O Papa, fechado no castelo, pediu a ajuda do chefe dos Normandos em Itália, Roberto Guiscardo, que conseguiu expulsar os germânicos; contudo, deixaram a cidade num miserável estado e cometeram atos ignóbeis.

Gregório VII, na impossibilidade de permanecer na cidade, saiu com os normandos, vindo a falecer em 1085.

No Leste, também se registavam movimentações importantes.As tribos eslavas distribuíam-se em três grupos distintos: o oriental, o meridional e o ocidental, que se fixaram nas bacias dos rios Vístula, Óder e Elba. No Elba superior viviam os checos e os morávios; no Vístula e no Óder os poloneses; e no Elba Médio e inferior as tribos polacas e na costa meridional as tribos pomerânias.Os eslavos ocidentais foram submetidos por Carlos Magno, todavia, recuperaram a sua independência com a desintegração do Império Franco. A partir de meados do século XI, a guerra passou a travar-se com os germanos, que difundiram o cristianismo entre as tribos eslavas.

No século IX, formou-se o estado morávio, que dominava as tribos fixadas entre o Danúbio e os Cárpatos. Na sua luta contra os germanos pediram auxílio a Bizâncio, que lhes enviou Cirilo e Metódio, os criadores do alfabeto eslavo (cirílico).

Cirilo morreu em Roma e Metódio foi afastado pelos germanos, que estabeleceram a soberania dos bispos alemães. Para derrotar de vez os morávios os germanos chamaram os húngaros que, em 906, tomaram uma parte deste estado. Além disso, desintegraram outros domínios, como a Boémia, que foi obrigada a reconhecer o poder germânico.

No século X, as tribos eslavas da bacia do Vístula e do Óder formaram o estado polonês.

As terras dos eslavos polacos foram tomadas por Henrique I e Otão I, mas no início do século XI tornaram-se independentes.

Os eslavos bálticos das cidades marítimas dominavam a parte meridional do mar Báltico, no século XI e conservaram a sua independência contra os alemães, que os atacaram de novo no século XII.

Como referenciar: Povos do Norte da Europa: A Nova Vaga de Invasões in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2021. [consult. 2021-04-18 16:24:30]. Disponível na Internet: https://www.infopedia.pt/$povos-do-norte-da-europa-a-nova-vaga-de

Atlas etimológico – a origem dos nomes dos países

Albania = Montanhas

A parte “Alb” do nome tem raízes no protoindoeuropeu, a língua que deu origem à maior parte dos idiomas ocidentais. Quer dizer “montes”, ou “montanhas”. Do mesmo termo, inclusive, deriva a palavra “Alpes”.

  • Alemanha = Nossa Terra
  • Deutschland, o nome do país para os alemães, vem do alemão arcaico diutisciu (da gente) adicionado ao sufixo land (terra).
  • Andorra = Terra dos Arbustos

Do dialeto navarro-aragonês, andurrial é “terra dos arbustos”. Também pode vir do termo árabe al-durra, “a floresta”.

Áustria = Reino do Leste

O império de Carlos Magno (742 – 814) estabeleceu postos militares para evitar invasões do povo eusário conhecido como “Ávaros”. Um dos postos se chamava, justamente, Ostmark, “marca do leste”. A região do posto, portanto, passou a ser o “reino do leste”, Ost Reich, mesmo significado da grafia atual, Österreich.

Os povos de língua latina passaram a transcrever o som de Österreich como Austriaca, por pura semelhança sonora. Mais tarde, o nome acabou abreviado para Áustria. Ou seja: o nome do país não tem nada a ver com o termo “austral” (sinônimo de “do sul”). Esse é o caso da Áustrália – estrela da última seção aqui do nosso atlas.

Bélgica = Bélica

O império romano teve uma província na região chamada Gallia Belgica, onde vivia um povo conhecido como Belgae, constantemente em conflito com as populações vizinhas.

A própria palavra vem do proto-indoeuropeu bhelgh-, “inchar”. Dessa raíz derivou o protocelta *belg-, “inflar de raiva” e o inglês arcaico belgan, “estar com raiva”.

A palavra “bélica”, que usamos aqui, é latina e tem outra origem, mas cai bem para esse país de etimologia esquentadinha.

Bielorrúsia =  Rússia Branca

A raíz bel, de Belarus, ou Bielorrúsia, quer dizer “branco”. O motivo da “brancura” do país não é bem estabelecido – já foi associado aos cabelos ou às vestimentas claras de seus habitantes eslavos.

Outro sentido já proposto seria branco como limpo, livre ou não conquistado. Essa teoria diz que, durante a invasão do Império Mongol em todo o território do estado de Rus’ (ver Rússia), a terra de Belarus jamais foi subjugada.

Nesse contexto, as regiões seriam chamadas ou de “Rus’ taxada”, dominada pelos mongóis, ou de “Rus’ branca”, ou seja, livre.

Bósnia e Herzegovina = Rio e Terra do Duque    

Bósnia vem do rio Bosna, que quer dizer “água corrente”. Em alemão, “duque” é Herzog. Óvina é “terra” na língua servo-croata.

Porque o país tem esse nome composto? É que, no século 15, o príncipe Stjepan Vukčić Kosača, não reconheceu o rei Tomas da Bósnia, e autoproclamou seu território como um ducado independente.

Não adiantou muito: pouco tempo depois, tanto Stjepan quanto Tomas tiveram as terras dominadas pelo Império Otomano. Fuén. Mas o nome ficou.

Bulgária = Agitadores

Vem da tribo dos bulgars (ou protobúlgaros), e a raiz seria o termo bulğha, que significa “misturar” ou “agitar”. A dúvida dos pesquisadores é se ela significa “miscigenar”, dando o sentido de “povo mestiço”, ou então de “agitação, perturbação”, fazendo dos bulgars o “povo desordeiro”.

Croácia = Família das Lagoas

O nome original é Hrvatska. Ska é algo como “família”. Sobre o Hrvat , a origem é polêmica.

Alguns pesquisadores defendem que vem do iraniano Harahvait, que quer dizer “aquele que se derrama em lagoas”.

No século 19, linguistas defendiam uma conexão com o termo protogermânico hruvat (“chifre”), com o sentido de “guerreiros de armaduras pontudas”. Aqui, ficamos com o “lagoas” mesmo.

Dinamarca = Floresta Plana

Vem da raiz, den, termo proto-indoeuropeu para “terra plana”, somada a mǫrk, que significa algo como “floresta fronteiriça”.

Na mitologia dinamarquesa, o nome vem do rei lendário Dan, cuja história é contada nos poemas escandinavos medievais.

Mas é provável que a história tenha surgido porque o país já chamava algo como denmǫrk, e que evoluiria para a forma moderna: Danmark.  

Escócia = Terra da Multidão           

Vem de scoti, o termo latino usado pelos romanos para designar o povo gaélico que invadia as terras britânicas sob o domínio de Roma. É possível que o termo tenha derivado sgaothaich – “horda” ou “multidão” em gaélico.

Eslováquia = Terra Dos Que Falam 

Vem dos eslavos (slavs). E slav vem de slovo, que quer dizer, veja só, “palavra”. Os eslavos, então, eram “o povo que falava” – mais especificamente, que falava a mesma língua.

O termo antigo usado para “estrangeiro” está no mesmo contexto: němci, literalmente “os mudos”, ou “que murmuram”. De slovo, aliás, deriva slava, que quer dizer fama ou glória.

Alguém famoso, afinal, é alguém sobre o qual as pessoas falam.

  1. Eslovênia = Terra Dos Que Falam  
  2. Também vem dos eslavos (ver Eslováquia)
  3. Espanha = Terra dos Coelhos

A interpretação mais tradicional é que Hispania seja um termo cunhado pelos fenícios, vindo de I-saphan-im, “costa dos coelhos”.

Outra possibilidade é que tenha simplesmente derivado da palavra sphan (“norte” no idioma fenício).

Faz sentido, já que a Espanha ficava ao norte da antiga cidade de Cartago (que antes de ser destruída pelos romanos ficava na atual Tunísia). E Cartago era uma fenícia.

Estonia = Terra do Leste

É a terra (ia) do Eest, termo proto-germânico para “leste”, já que os estonianos viviam à leste das terras alemãs. O nome que o povo da Estônia dá a si mesmo é Maarahvas, “gente do solo”.

Finlândia = Terra

É a “terra dos finns”, mas a origem de finn é difícil de cravar. Uma hipótese é que o nome do povo tenha a ver com fennia, termo germânico para “terra de pântanos”.

O finlandês, porém, não é uma língua germânica – nem do proto-indoeuropeu o idioma veio. Na língua local, que é por si só um fóssil etimológico, o lugar conhecido como Finlândia chama Süomi.

E esse termo pode ter relação com o protobáltico źemē, ou “terra”.

França = Terra dos Ferozes 

Vem dos francos, o povo germânico que tomou o território das mãos dos romanos no século 5, com a queda Império. Significa “ferocidade” ou “coragem”. Depois que eles conquistaram a região, “franco” ganhou também o sentido de homem livre, em oposição aos servos ou escravos.

Grécia = Filhos de Heleno  

Os romanos chamavam a região de Graecia, graças ao povo que vivia no noroeste grego, os Graikoi – possivelmente um grupo que se considerava descendente de Greacus, filho de Zeus na mitologia. Em grego, o país tem outro nome. Chama-se Hellas, a “terra dos descendentes de Heleno” – outro personagem da mitologia grega (ou helênica, como queira).

Holanda = Terra da Madeira          

Holt = madeira, land = terra. Já Nederlanden, o nome oficial do país, quer dizer “terras baixas” – ou “países baixos” mesmo, como todo mundo aprendeu.

Hungria = Dez Flechas

Vem de Ungri, a versão latina de On-Ogur, nome de uma aliança tribal que significa “dez flechas”, nome simbólico para as dez tribos que teriam se unido. Já os húngaros chamam seu país de Madgyar-Orzag, Nação dos Magiares – a etnia dominante por lá.

Inglaterra = Canal Estreito 

Os anglos, que dominaram a Grã-Bretanha junto com os saxões dão o nome ao país principal do Reino Unido (Engle+land = England).

O nome possivelmente se originou na terra de onde os anglos migraram, a Anglia, atual território da fronteira da Alemanha com a Dinamarca. A raiz da palavra seria angh, estreito, por conta dos canais de água ao redor da península da Anglia.

Por coincidência, a terra que os anglos adotaram também é separada do continente por um canal estreito de água (o Canal da Mancha, claro).

Irlanda = Terra da Fartura 

Eireland, Terra de Eire, vem de Ériu, deusa da fertilidade e fartura dos celtas. O nome dela é derivado do termo protoindoeuropeu para “gorda” – no sentido de “abundância”. Mas pode chamar de “gordolândia” se sua criança interior insistir.

 Islândia = Terra do gelo      

Continua após a publicidade

Da raíz íss, que quer dizer gelo – e que tem um ancestral linguístico comum com ice, do inglês contemporâneo.

De acordo com as lendas nórdicas, a ilha foi descoberta por um viking do século 8 chamado Naddod (só Naddod mesmo, sem sobrenome), que teria trombado por acidente ali, e que batizou o lugar de Snæland (Terra da Neve).

Mas a colonização só começaria no século seguinte, com o viking Hrafna-Flóki Vilgerðarson, que teria se maravilhado com o lugar a over a Islândia ficar verdinha no verão. A história é dramatizada na série Vikings, do History Channel.

Itália = Terra dos Bezerros 

A Itália como estado unificado foi fundada em 1861, mas o nome já era usada para partes da península desde o século 5 a.C. A teoria mais aceita é que o nome derive da expressão víteliú – “Terra dos Bezerros” em oscano, um idioma ancestral da península – a palavra “vitela”, você sabe, segue viva com o significado de “carne de bezerro”.

Kosovo = Campo dos Pássaros

Vem do sérvio kosovo polje, que quer dizer “campo dos melros”. Melros são pássaros pretos comuns na região – em inglês, são chamados de “blackbirds”, sendo, portanto, a espécie que dá nome à canção Blackbird, dos Beatles.

  • Letônia = Rio 
  • A raíz let ou liet é associada a rios da região báltica (ver Lituânia)
  • Liechtenstein = Pedra brilhante
  • Do alemão stein = pedra, licht = luz.
  • Lituânia = Rio           
  • Pode ter vindo do rio Lietava, do termo lituano lieti, derramar.
  • Luxemburgo = Pequena Fortaleza
  • Vem de Lucilin (pequeno) + burugh (castelo).
  • Macedônia = Terra das Pessoas Altas

O nome vem do grego makos, similar à makro (grande), que quer dizer “longo”. Era uma referência à grande estatura dos macedônios (literalmente, povo alto).

  1. Malta = Mel
  2. Há duas origens possíveis, ou do grego meli, “mel” e melitta, “abelha”, ou do fenício maleth, refúgio.
  3. Moldávia = Rio de Lama       
  4. Vem do rio Molda, cuja origem seria mulda, poeira ou lama.
  5. Mônaco = Templo Único      
  6. Vem de Monoikos: “templo de um só deus”, em grego.
  7.  Montenegro = Monte Negro
  8. Os venezianos teriam batizado a região como “montanha escura” por conta das árvores de madeira escura que revestem o monte Lovćen, perto do Mar Adriático.
  9.  Noruega = Caminho do Norte         
  10. Dos termos nórdicos norðr e vegr, “o caminho do norte”.
  11. País de Gales  = País dos Compatriotas

Vem de Waelas, “estrangeiros” para os saxões, povo germânico que, junto com os anglos, dominaram a Grã-Bretanha a partir do século 5. Mas esse é o nome que os invasores deram. Os próprios galeses, que já estavam lá antes e têm raízes celtas, se chamavam de Cymry, “compatriotas”.

Polônia = Campo

Os poloneses chamam a si memos de pols, e ao seu país, de Polska – “família dos pols”. O nome vem da tribo do protoeslavo pole – “campo” ou “planície”.

Portugal = Porto-Porto

Vem da junção de Portus Cale. Portus era latim para porto. E Cale era um povoado no norte de Portugal onde fica hoje a Vila Nova de Gaia (vizinha da cidade do Porto). O nome parece vir dos celtas – talvez de uma das divindades deles, Cailleach – mas que, no dia a dia, era sinônimo de abrigo, ancoradouro ou… porto. Ironicamente, isso faz com que a palavra Portugal signifique “porto-porto”.

  • República Tcheca = República do Čech
  • A mitologia do povo tcheco diz que Čech foi o líder que levou seu povo a migrar para a região da Boemia na Europa central – mas o significado original do nome é desconhecido hoje.
  • Romênia = Romanolândia   
  • O povo romeno viria da assimilação do povo dácio e trácio pelos romanos – motivo pelo qual eles derivam seu nome de “romanos”.
  • Rússia = Remadores

Vem do povo Rus’, que chegou a comandar um território que ia do Mar Branco ao Mar Negro, até ser desmantelado pelos mongóis no século 13. Os bizantinos chamam a região de Rossiya, terra dos Rus’.

Os antepassados dos Rus’ eram escandinavos que viajaram para o sul, e seu nome vem da raiz nórdica antiga rods, “remo” ou “remadores”.

Gradualmente, os nórdicos de Rus’ assimilaram a população eslava local.

Na época da União Soviética, porém, as origens nórdicas da Rússia eram vistas com maus olhos. Nessa época, os acadêmicos soviéticos criaram pseudoetimologias alternativas, chamadas de “Anti-Normanistas”.

Daí nasce a lenda de que Rússia quer dizer “ruivo” – é uma tentativa de atribuir a origem do nome aos eslavos, que chamam os ruivos de “ryzhiy”.

A maior ironia? Os únicos ruivos da região eram os descendentes dos escandinavos.

  1. Sérvia = Terra dos Homens
  2. A tese mais aceita é que seja a junção de ser (“homem”) com bi, um sufixo de plural.
  3. Suécia = Reino da Família   

O nome em sueco é Sverige. Rige quer dizer reino, e Svear é o nome do povo, cuja raíz proto-indoeuropeia é suo ou swe, “os parentes de alguém” – ou seja, família.

Suíça = Queimadas  

A Suíça já foi a Confederação Suíça de estados independentes conhecidos como cantões. Um dos principais cantões era Schwyz, de onde deriva Schweiz, como os suíços chamam o país.

A raíz de Schwyz vem do alemão arcaico suedan ou do celta sveit.

Ambos querem dizer “queimar”, uma referência à prática dos primeiros habitantes de tocar fogo aos bosques para abrir espaço para vilarejos e campos de cultivo.

Ucrânia = Fronteira 

Por muito tempo, foi conhecida como Malo Rossiya, ou Rússia Pequena. Mas Ucrânia, em si, vem de krai, que quer dizer “terras próximas à fronteira”.

Continua após a publicidade

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*