Como Se Chama O Rapaz Que Nunca Cresceu?

Peter Pan, do escritor J. M. Barrie, é considerado um clássico da literatura, do cinema e do teatro musical. Milhares de crianças, de diversas gerações, cresceram ouvindo, lendo e assistindo à história de um menino que se vestia de verde, podia voar e que nunca deixou de ser criança.

Uma adaptação brasileira da história ganhou neste ano uma curta temporada musical no Teatro Bradesco, tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro. E uma montagem da versão da Broadway está em produção: as inscrições para as audições dela estão abertas até 18 de julho.

Mas e a trama original? Escrita há mais de cem anos e fruto de várias modificações, ela guarda algumas curiosidades que nem todo mundo sabe. Separamos aqui 7 coisas que você provavelmente não conhece.

1) Mutante ou pó mágico?

Na primeira versão publicada como parte de uma série de contos, Peter voava sem o auxílio do desejado pó encantado das fadas. Tal artifício só foi acrescentado na história pelo autor após diversos relatos de crianças se machucarem ao tentarem realizar as mesmas proezas do personagem.

Cena da primeira adaptação da Broadway em 1954 onde Peter (Mary Martin) mostra as crianças Darling ele pode voar Photographer-Rothschild, Los Angeles/Wikimedia Commons

2) Capitão Gancho

Confirmado pelo autor, o temido vilão de Peter Pan foi inspirado no Capitão Ahab de “Moby Dick – A Baleia Branca”. Além disso, Gancho teria sido aprendiz do temido e lendário Barba Negra, e a única pessoa que o Capitão Long John Silver (personagem da obra “A Ilha do Tesouro” de Robert L. Stevenson) temia de verdade. Isso que é crossover, hein?

Como Se Chama O Rapaz Que Nunca Cresceu? Montagem mostra a capa do livro “Moby Dick” e uma ilustração do livro “A Ilha do Tesouro” Reprodução/Wikimedia Commons

3) Criança para sempre

Uma das biografias do J.M. Barrie garante que o personagem de Peter foi inspirado no irmão mais velho do autor. Chamado David Barrie, ele morreu dias antes do seu aniversário de 14 anos enquanto brincava de deslizar no gelo. Para ele e sua mãe, o irmão foi a “primeira criança que nunca cresceu”.

4) Sininho em forma humana

A fada mais famosa dos contos não tinha forma. Barrie descrevia Sininho como um espírito de luz, sem forma e sem face. A mudança para uma criatura humanizada se deu a pedido de Walt Disney para a versão animada lançada em 1953.

Continua após a publicidade Como Se Chama O Rapaz Que Nunca Cresceu? – Walt Disney Pictures/Reprodução

5) Não vamos crescer (ou quase isso)

Nas primeiras versões do conto, os meninos perdidos acreditavam que ficando na Terra do Nunca não envelheceriam, como Peter havia prometido. Mas, isso se mostrava uma mentira quando Slightly, o mais velho entre os perdidos, começa a envelhecer mesmo assim. O lugar até atrasava um pouco o processo, mas somente o protagonista tinha o dom de ser criança para sempre.

Como Se Chama O Rapaz Que Nunca Cresceu? – Walt Disney Pictures/Reprodução

6) Peter já foi vilão!

E se nosso herói fosse na verdade um vilão? Na primeira versão da história, Capitão Gancho não existia e Pan era retratado como um garoto que raptava as crianças por não ter com quem brincar.

Quando cresciam, ele as jogava no mar. Tempos depois, Barrie mudou o roteiro por achar sombrio demais.

Há uma teoria entre os fãs, nunca confirmada pelo autor, que os piratas na verdade seriam as crianças sobreviventes.

– Walt Disney Picutres/Reprodução

7) Wendy é a verdadeira heroína!

Apesar do livro ser chamado “Peter Pan”, Wendy é na verdade a grande heroína, já percebeu? Com sua inteligência e doçura, ela convence Peter que precisava crescer e que os meninos perdidos também. No fim da aventura, Wendy leva todos consigo para Londres, onde são adotados pela Família Darlin, os pais de Wendy. Apesar de convidado, Peter não permanece com eles e voa embora.

Como Se Chama O Rapaz Que Nunca Cresceu? – Walt Disney Pictures/Reprodução

SERVIÇO

Peter Pan – O Musical

Preço: R$25.00 a R$150.00
Até 6 de agosto de 2017
Sábado às 15h00 | Domingo às 16h

Teatro Bradesco
Bourbon Shopping São Paulo, 3° piso
Rua Turiassú, 2100

Telefone (11) 3670-4100

O que é a Síndrome do Peter Pan? – Portal

Como Se Chama O Rapaz Que Nunca Cresceu?

Entenda mais sobre a Síndrome do Peter Pan

Você se lembra das aventuras do Peter Pan? O conto retrata a história do jovem Peter Pan, um rapaz que se recusa a crescer e sai pelo mundo em busca de aventuras mágicas.

O personagem foi criado, originalmente, em 1911, pelo escritor britânico James Matthew Barrie (1860 – 1837), para uma peça de teatro que acabou se tornando livros, filmes e musicais que encantam crianças em todo o mundo até hoje.

As atitudes e comportamentos do personagem mais famoso deste conto infantil transformaram-se em referência para os homens que têm dificuldade em amadurecer.

Essa associação se deu a partir da publicação do livro do psicólogo norte-americano Dan Kiley (1912 – 2004), intitulado “Peter Pan Syndrome: Men Who Have Never Grown Up”, em 1983, ou “Síndrome de Peter Pan- O Homem que nunca cresce”, em tradução livre.

Dr. Kiley trabalhou por anos com crianças e jovens com desvios comportamentais e, em sua rotina de atendimentos, percebeu que muitos deles apresentavam, justamente, a dificuldade de crescer e assumir as responsabilidades de adultos.  Foi daí que nasceu a ideia de seu best seller.

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Como identificar a Síndrome do Peter Pan

De acordo com o psicólogo Dan, a Síndrome de Peter Pan se caracteriza pela grande dificuldade do indivíduo se enxergar como um adulto e se desvencilhar totalmente do seu papel de criança e começa a crescer de verdade.

Isso o faz constantemente agir de forma infantil, imatura, rebelde e inconsequente e ainda assim querer ser compreendido e aceito em sua forma de ser e agir.

De acordo com o estudioso, essa resistência em crescer é mais comum entre os homens e pode afetar a vida acadêmica, profissional e amorosa daqueles que perpetuam comportamentos infantis.

Geralmente, este homem cresce fisicamente, mas sua mente continua a morar em sua infância, rejeitando veementemente os papéis de pai, marido e profissional e ficando imersa num universo particularmente cheio de comportamentos infantilizados. Por isso mesmo, seus hábitos (hobbies, brincadeiras, preferências alimentares) ainda são associados a está época, pois ele nega envelhecer, o que interfere diretamente em sua qualidade de vida em todos os sentidos.

Neste sentido, são observados na vida adulta problemas de ordem sexual, psicológica, financeira e social, além de forte dependência emocional dos pais, que refletem-se diretamente em sua dificuldade para amadurecer, crescer e honrar seus compromissos pessoais e profissionais.

Além disso, quem tem esta síndrome desperta o comportamento narcisista e faz com que o indivíduo sofra de sérios bloqueios em suas relações, fazendo com que ele tenha dificuldades em assumir e manter relacionamentos amorosos duradouros.

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Tornando a situação em um problema no mundo corporativo

Você já se deparou com aquele funcionário que “faz bico” ou “fecha a cara” quando recebe um feedback ou quando discordam do que ele pensa ou fala? Aposto que você trabalha ou já trabalhou com alguém que age dessa forma! A atitude infantil diante dos superiores ou companheiros de trabalho remete à “birra” de uma criança que leva bronca da mãe.

Ao adotarem comportamentos incompatíveis com o mundo corporativo, como a falta de maturidade ou não assumir responsabilidades profissionais, essas pessoas ficam presas na Terra do Nunca e se afastam das exigências do mundo real e se esconder em um mundo de fantasia.

Dessa forma não conseguem desempenhar seus papéis com sucesso em seus trabalhos e vida pessoal, que é o que se espera na vida adulta.

Coaching e o processo de desenvolvimento humano

O tratamento para a Síndrome de Peter Pan é feito por meio de psicoterapia e o acompanhamento especializado de um profissional da área. Paralelamente aos cuidados médicos, o paciente pode buscar ajuda na metodologia do Coaching e entender o seu processo de desenvolvimento humano, ou seja, a sua real identidade.

O Processo de Identidade é uma das mais poderosas e importantes ferramentas do Coaching. É nela que buscamos saber quem somos, como, por que, para conseguirmos trilhar a vida adulta com sucesso.

Nesse processo, a pessoa com a Síndrome de Peter Pan consegue captar a grande maioria das informações acerca de comportamentos adquiridos desde a infância, e que são características marcantes em sua vida adulta. Durante a análise, serão encontrados comportamentos provenientes do convívio com os pais, bem como do ambiente familiar, que repetem padrões e limitam o amadurecimento deste paciente.

A partir desse reconhecimento, o indivíduo consegue trabalhar de uma forma mais assertiva quanto à eliminação desses bloqueios e limitações, que tem como consequências a falta de autoestima, depressão, síndrome do pânico, entre outros distúrbios, que nos inibem no processo de evolução.

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Os benefícios da Psicologia Positiva

Por meio da aplicação da Psicologia Positiva que tudo isso que falei acima acontece. A técnica é considerada o mais moderno estudo da psicologia, desenvolvido no final do século XX, por Martin Seligman, professor da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos. É a ciência que estuda como despertar e manter a felicidade autêntica.

Seligman buscou entender o que leva os indivíduos a se sentirem plenos e realizados, identificou as virtudes e forças de caráter que sustentam verdadeiramente as emoções positivas, estimulam o alto desempenho e promovem o bem estar e prosperidade.

Como uma “luz no fim do túnel”, este movimento científico ajuda aqueles que sofrem com a Síndrome de Peter Pan a compreender os traços positivos dos seres humanos, e como eles se manifestam, abrindo novas perspectivas para a apreciação do potencial do ser humano. Martin Seligman, considerado o pai da psicologia positiva, afirma que para vivermos bem, necessitamos de:

  • Emoções Positivas;
  • Engajamento, fluidez;
  • Relacionamentos construtivos;
  • Propósito, engajamento e realizações;

Sabendo disso, o Instituto Brasileiro de Coaching (IBC) desenvolveu a Formação em Psicologia Positiva e oferece um conteúdo diferenciado, exclusivo, que atende às exigências do desenvolvimento pessoal e profissional, com foco na felicidade e resultados positivos. Trata-se de um rico embasamento teórico da mais contemporânea vertente da Psicologia, e do que há de mais atualizado no universo do coaching positivo.

A formação em Psicologia Positiva tem como finalidade oferecer aos alunos os mais modernos conceitos, práticas, ferramentas e técnicas de compreensão do potencial humano, gestão e desenvolvimento de pessoas, através de uma visão multifocal.

O programa é destinado às pessoas que objetivam atingir alto desempenho em todas as áreas da vida e queiram agregar o diferencial de se especializar no que há de mais moderno nas ciências humanas.

Conhece alguém que pode estar passando pela Síndrome do Peter Pan? Comente e compartilhe o conhecimento com os seus amigos nas redes sociais.

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Narciso – Wikipédia, a enciclopédia livre

 Nota: Para outros significados, veja Narciso (desambiguação).

Esta página cita fontes confiáveis, mas que não cobrem todo o conteúdo. Ajude a inserir referências. Conteúdo não verificável poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico) (Agosto de 2020)
Narciso
NarcisoCaravaggio, 1594-1596 Galeria Nacional de Arte Antiga
Pais Cefiso e Liríope

Narciso ou O Auto admirador (em grego clássico: Νάρκισσος)[nota 1], na mitologia grega, era um herói do território de Téspias, Beócia, famoso por sua beleza e orgulho.

Várias versões do seu mito sobreviveram: a de Ovídio, das suas Metamorfoses; a de Pausânias, do seu Guia para a Grécia (9.31.7); e uma encontrada nos Papiros de Oxirrinco, Chenoboskion, também chamada Oxyrhynchus.

Era filho do deus-rio Cefiso e da ninfa Liríope. No dia do seu nascimento, o adivinho Tirésias vaticinou que Narciso teria vida longa desde que jamais contemplasse a própria figura.

Seu equivalente romano é Valentim; ainda que este seja pouco representado, e comumente confundido com Cupido.

Pausânias localiza a fonte de Narciso na cama juntos em Donacon, no território dos Téspios. Pausânias acha incrível que alguém não conseguisse distinguir um reflexo de uma pessoa verdadeira, e cita uma variante menos conhecida da história, na qual Narciso tinha uma irmã gémea.

Ambos se vestiam da mesma forma e usavam o mesmo tipo de roupas e caçavam juntos. Narciso apaixonou-se por ela. Quando ela morreu, Narciso consumiu-se de desgosto por ela, e fingiu que o reflexo que via na água era sua irmã.

Onde o seu corpo se encontrava, apenas restou uma flor: o narciso.

Como Pausânias também nota, outra história conta que a flor narciso foi criada para atrair Perséfone, que era filha de Deméter, para longe das suas companheiras e permitir que Hades a raptasse.

Segundo Frazer,[2] a origem do mito pode ser muito antiga, compartilhada pelos indo-europeus, e relacionada a lendas de outros povos, como os zulus, segundo os quais o reflexo representa a alma, que é roubada por bestas da água.

O mito

Segundo Ovídio,[3] Narciso era um rapaz plenamente dotado de beleza. Seus pais eram o deus do rio Cefiso e da ninfa Liríope. Dias antes de seu nascimento, seus pais resolveram consultar o oráculo Tirésias para saber qual seria o destino do menino. E a revelação do oráculo foi que ele teria uma longa vida, desde que nunca visse seu próprio rosto.

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Narciso cresceu, e se transformou um jovem bonito de Beócia, que despertava amor tanto em homens quanto em mulheres, mas era muito orgulhoso e tinha uma arrogância que ninguém conseguia quebrar. Até as ninfas se apaixonaram por ele, incluindo uma chamada Eco que o amava incondicionalmente, mas o rapaz a menosprezava.

As moças desprezadas pediram aos deuses para vingá-las. Para dar uma lição ao rapaz frívolo, a deusa Némesis, (aqui como um aspecto de Afrodite[4]) o condenou a apaixonar-se pelo seu próprio reflexo na lagoa de Eco. Encantado pela sua própria beleza, Narciso deitou-se no banco do rio e definhou, olhando-se na água e se embelezando.

Depois da sua morte, Afrodite o transformou numa flor, Narciso.

Até em sua morte, ele tentava ver nas águas do Estige as feições pelas quais se apaixonara.

Uma versão anterior, atribuída ao poeta Partênio de Niceia (atual İznik), composta por volta de 50 a.C., foi recentemente redescoberta entre os Papiros de Oxirrinco em Oxford.[5] Como a versão de Ovídio, esta termina com Narciso cometendo suicídio.

Uma versão por Conão, um contemporâneo de Ovídio, também termina em suicídio (Narrações, 24). Nele, um jovem chamado Amínias apaixonou-se por Narciso, que já havia rejeitado seus pretendentes. Narciso também rejeitou-o e deu-lhe uma espada.

Amínias suicidou-se à porta de Narciso. Ele tinha rogado aos deuses para dar a Narciso uma lição por toda a dor que provocou. Narciso passou por uma poça de água e decidiu beber um pouco.

Ele viu seu reflexo, tornou-se fascinado por ele e se matou porque ele não poderia ter seu objeto de desejo.[6]

Um século mais tarde, o escritor viajante Pausânias registrou uma variante da história, em que Narciso se apaixona por sua irmã gêmea, e não por si mesmo (Guia para a Grécia, 9.31.7).[7]

Narcisismo

O narcisismo tem o seu nome derivado de Narciso e ambos derivam da palavra grega narke (“entorpecido”), de onde também vem a palavra narcótico. Assim, para os gregos, Narciso simbolizava a vaidade e a insensibilidade, visto que ele era emocionalmente entorpecido às solicitações daqueles que se apaixonaram pela sua beleza.

Mas Narciso não simboliza apenas mera negatividade: “o mito de Narciso representa (senão para os gregos ao menos para nós) o drama da individualidade”; “ele mostra, isto sim, a profundidade de um indivíduo que toma consciência de si mesmo” em si mesmo e perante a si mesmo, ou seja, no lugar onde experimenta os seus dramas humanos.

[8]

Influência na cultura

O mito de Narciso inspirou artistas por pelo menos dois mil anos, antes mesmo do poeta romano Ovídio apresentar uma versão no livro III de suas Metamorfoses.

Produção literária

Narciso e EcoNicolas Poussin, 1629-1630Museu do Louvre

A parábola de Narciso tem sido uma grande fonte de inspiração para os artistas há pelo menos dois mil anos, começando com o poeta romano Ovídio (livro III das Metamorfoses). Isto foi seguido em séculos mais recentes por outros poetas como (John Keats), e pintores (Caravaggio, Nicolas Poussin, Turner, Salvador Dalí, e Waterhouse). No romance de Stendhal Le Rouge et le Noir (1830), há um narcisista clássico na personagem de Mathilde. Diz o príncipe Korasoff a Julien Sorel, o protagonista, sobre a sua amada:

Ela olha para ela em vez de olhar para ti, e por isso não te conhece.Durante as duas ou três pequenas explosões de paixão que ela se permitiu a teu favor, ela, por um grande esforço de imaginação, viu em ti o herói dos seus sonhos, e não tu mesmo como realmente és.

O mito tem uma influência decidida na cultura grega homoerótica inglesa vitoriana, por via da influência de André Gide no seu estudo do mito Traité du Narcisse (“O tratado de Narciso”, 1891), e da influência de Oscar Wilde.

Também, muitas personagens dos escritos de Fiódor Dostoiévski (escritor russo do século XIX) são tipos de Narcisos solitários, tal como Yakov Petrovich Golyadkin em O Duplo [9] (Publicado em 1846).

Ainda na literatura, Paulo Coelho, em O Alquimista, utilizou como prefácio o mito, usando também a emenda que Wilde escreveu sobre o que ocorreu depois da morte de Narciso.

Composição musical

Na música, Caetano Veloso utiliza o espírito do mito de Narciso em letra de Sampa, onde pretende explicar o que lhe ocorreu quando diante de São Paulo pela primeira vez:

Eco e NarcisoWaterhouse, 1903Walker Art Gallery, Liverpool
NarcisoBenczúr Gyula, 1881Galeria Nacional da Hungria
“[…]
Quando eu te encarei
Frente a frente
Não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi
de mau gosto o mau gosto
É que Narciso acha feio
o que não é espelho
E a mente apavora o que ainda
Não é mesmo velho
Nada do que não era antes
quando não somos mutantes
[…]”

A banda Barão Vermelho também possui um música chamada Narciso, escrita por Cazuza. A música diz:
“(…)
Agora me enfrente/
Como uma imagem no espelho/
Nenhum bicho ou planta/
Pode ousar assim
(…)”

Arte visual

Escavações em uma casa ricamente decorada na antiga Pompeia renderam a descoberta de um afresco de Narciso em 2019[10] Narciso tem sido um assunto para muitos pintores, incluindo: Caravaggio, Poussin, Turner, Dalí, Waterhouse e outros.

  • Echo e Narcissus, John William Waterhouse

  • Liriope Trazendo Narciso Perante Tirésias, Giulio Carpioni

  • Echo e Narcissus, Louis-Jean-François Lagrenée

  • Narcissus na nascente, Jan Roos

  • Narcissus, follower of Giovanni Antonio Boltraffio

Ver também

  • Narcisismo
  • Narcissus

Notas

  1. ↑ Entretanto, no grego antigo, a palavra Νάρκισσος só é usada para a flor e nunca para este personagem. [1]

Referências

  1. ↑ http://www.perseus.tufts.edu/hopper/text?doc=Perseus%3Atext%3A1999.04.0057%3Aalphabetic+letter%3D*n%3Aentry+group%3D3%3Aentry%3Dna%2Frkissos .
  2. ↑ Frazer, J.G (1887). «The Legend of Narcissus». The Journal of the Anthropological Institute of Great Britain and Ireland. 16: 344−344. ISSN 0959-5295 
  3. Metamorfoses, Ovídio
  4. ↑ «Aprodite Wrath: Narcissus» (em inglês). Theoi 
  5. ↑ David Keys, “Ancient manuscript sheds new light on an enduring myth”, BBC History Magazine, Vol. 5 No. 5 (May 2004), p. 9 (accessed April 30, 2010);
  6. ↑ «The myth of Narcissus» 
  7. ↑ Mario Jacoby, Individuation and Narcissism (1985; 2006).
  8. ↑ Spinelli, Miguel, p.99
  9. ↑ Dostoiéviski, Fiodor. O Duplo. Tradução: Paulo Bezerra. São Paulo: Editora 34, 2011.
  10. ↑ Ancient Fresco of Mythical Narcissus Found in Pompeii por Laura Geggel, 2019

Bibliografia

  • FRAZER, J.G (1887). «The Legend of Narcissus». The Journal of the Anthropological Institute of Great Britain and Ireland. 16: 344−344. ISSN 0959-5295 
  • Kury, Mario Gama. Dicionário da mitologia grega e romana. Rio de Janeiro, Editora Zahar, 2008.
  • Spinelli, Miguel. “O mito de Narciso”. In: O Nascimento da Filosofia Grega e sua Transição ao Medievo. Caxias do Sul: Ed.Univ. de Caxias do Sul, 2010, p.95ss.
Leia também:  Como É Que Os Surdos Pensam?

O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Narciso

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Novo "Peter Pan" revela a origem do menino que nunca cresceu

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O australiano Levi Miller foi escolhido para interpretar Peter Pan (Foto: Reprodução/Vogue Brasil)

Se você conhece a história de Peter Pan, publicada em 1911 pelo escritor escocês J.M Barrie, sabe que a origem do personagem nunca foi explicada. Esse mistério está prestes a ser desvendado com a estreia de Pan nesta quinta-feira (08.10) no Brasil.

No novo filme da Warner Bros, as crianças de hoje terão a chance que nenhuma geração anterior teve: entender como ele se tornou o “menino que nunca cresceu”. É a primeira vez que uma produção se dedica a essa parte da história, que já ganhou outras seis adaptações para o cinema.

Hugh Jackman (emprimeiro plano) (Foto: Reprodução/Vogue Brasil)

O ator e roteirista nova-iorquino Jason Fuchs assina o prequel (termo em inglês para uma obra que explica o passado da trama original). No novo filme, Pan surge como um órfão raptado por piratas durante a Segunda Guerra Mundial e é levado para a Terra do Nunca, onde descobre que tem uma missão: salvar o lugar das mãos de Barba Negra.

A direção é de Joe Wright (de Orgulho e Preconceito), e o elenco conta com nomes fortes do cinema hollywoodiano: Hugh Jackman faz o Barba Negra; Garrett Hedlund interpreta o Capitão Gancho; Rooney Mara e Amanda Seyfried também estrelam a produção, que traz Cara Delevingne numa pequena aparição como sereia.

A top Cara Delevingne (Foto: Reprodução/Vogue Brasil)

Para interpretar o protagonista, o estúdio escolheu um novato: Levi Miller, australiano de 12 anos que, antes deste papel, havia feito apenas uma ponta em um episódio de Terra Nova, série sci-fi da Fox coproduzida por Steven Spielberg.

Apesar de ter sido eleito o alter ego de um personagem tão icônico, Levi diz que entre ele e o menino há mais diferenças que semelhanças. “Peter é um cara que não quer crescer, e eu quero muito fazer 18 anos”, brinca o ator.

Mais do que preparado para o sucesso, Levi tem na ponta da língua a lição aprendida com Pan. “Temos de manter a imaginação viva. Não é porque a gente cresce que deve deixá-la de lado completamente”, diz o ator,que também poderá ser visto no elenco de Supergirl, série da CBS que estreia no próximo dia 26.10 na TV aberta americana.

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15 out 2020 15:18

“Bem Me Quer” narra as peripécias de uma pastora que passou toda a sua vida numa aldeia remota da Serra da Estrela e, de repente, é obrigada a ir viver para a cidade. É uma história romântica que toca temas como a família e a amizade, a ambição e a ganância. Mas, e sobretudo, o amor.

Maria Rita (Kelly Bailey) vive na Serra da Estrela com o seu avô. São pastores e produtores de queijos artesanais. Ela adora a vida que tem e não a trocaria por nada, mas a sua liberdade e o mundo que conhece estão em risco, pois a falência iminente ameaça a queijaria.

Um dia, chega à serra um advogado da cidade, David (José Condessa), que traz uma mensagem do homem que diz ser o pai de Maria Rita (Kelly Bailey). Esta acredita que os pais morreram há muitos anos e começa por duvidar, mas o avô conta-lhe que é verdade. Ela é filha de um homem muito rico, um industrial de cerâmicas em Aveiro que abandonou a mãe dela ainda antes de ela nascer.

Esse homem é Henrique Trindade Sousa (Pêpê Rapazote), casado e com três filhos e está na cadeia, acusado de desfalcar a empresa da família. Ele diz a Maria Rita (Kelly Bailey) que quer compensá-la por tudo o que perdeu e propõe-se pagar todas as dívidas da queijaria se ela for viver para Aveiro e ocupar o lugar que lhe pertence na família. Mal sabe ela que não é apenas isso que o pai quer.

Maria Rita (Kelly Bailey) começa por recusar, mas a saúde frágil do avô e o carinho que tem por ele levam-na a aceitar a proposta. Ela muda-se para Aveiro, sem suspeitar de que vai cair num torvelinho de interesses e no fogo cruzado entre duas famílias. Mas é também aí que ela encontra o seu primeiro amor.

David é um advogado da cidade. Filho de famílias ricas, teve tudo menos o afecto do pai que nunca conheceu. Cresceu entre um tio ambicioso e uma mãe que lhe deu pouca atenção. Move-se num mundo em que os interesses se sobrepõem aos afectos e convive bem com isso.

A chegada de Maria Rita (Kelly Bailey) a Aveiro provoca surpresa na família Trindade Sousa. Ninguém sabia da sua existência e a rejeição é imediata. Henrique está preso e aquela casa é um enxame de inimigos. Maria Rita (Kelly Bailey) acaba por se apoiar em David. O problema é que ele é o namorado da sua irmã mais velha, Vera (Bárbara Branco).

Vera (Bárbara Branco) também cresceu longe de afetos. O pai sempre estava ocupado a tornar-se cada vez mais rico e a mãe é uma socialite ambiciosa com muito a esconder. A chegada daquela irmã desconhecida é uma afronta que ela não pode suportar. Sobretudo porque, desde logo, a sente como uma ameaça ao seu namoro com David (José Condessa).

Entretanto, aproxima-se o julgamento de Henrique (Pêpê Rapazote). Este sempre protestara inocência e pede ajuda a Maria Rita (Kelly Bailey). Ela tem de cometer perjúrio por ele e dar-lhe um falso álibi. Para a pastora é uma enorme desilusão e começa por se recusar.

Volta para a terra, decidida a esquecer aquele episódio, mas descobre então que o pai estava mesmo inocente. Henrique (Pêpê Rapazote) tinha sido incriminado pela mulher, Mercedes (São José Correia), e pelo seu sócio e melhor amigo, Rodolfo Quintela (Joaquim Horta).

O tio de David (José Condessa).

Maria Rita (Kelly Bailey) decide-se a ajudar o pai. Henrique é absolvido e sai em liberdade. A relação entre pai e filha estreita-se, para desespero de Vera que vê a irmã usurpar tudo o que ela mais quer. O afecto do pai e o amor de David (José Condessa).

Maria Rita (Kelly Bailey), que antes julgara ser órfã, fantasiara um pai que seria um verdadeiro herói, mas Henrique (Pêpê Rapazote) acaba por se revelar tudo menos isso.

Obcecado pela vingança contra os que o meteram na cadeia, ele usa tudo o que pode, acabando por se tornar igual a eles. Maria Rita (Kelly Bailey) fica ao lado do pai, tenta compreendê-lo e desculpá-lo, mas torna-se cada vez mais difícil.

Sobretudo porque David (José Condessa) está no campo contrário.

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