Como Se Chama O Pigmento Que Da Cor A Pele Humana?

A melanina é um pigmento que dá cor à pele e também aos pelos e olhos. Apresenta cor castanho e, em situações em que se encontra muito concentrada, dá a aparência de ser um pigmento negro. Essa proteína é extremamente importante, pois garante a proteção do DNA contra a ação nociva da radiação solar.

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O que é melanina?

A melanina é um pigmento biológico que dá cor à pele, pelos e olhos, desempenhando também papel protetor, pois filtra e absorve os raios ultravioleta. Esse pigmento é produzido a partir da tirosina (aminoácido) com a participação da enzima tirosinase.

Produção da melanina

A melanina é produzida nos melanócitos, células que se originam das cristas neurais do embrião e que se localizam em várias partes do corpo, como olhos, sistema nervoso central, pele e mucosas. Na pele, os melanócitos são encontrados na camada basal da epiderme e, algumas vezes, na derme.

Os melanócitos possuem prolongamentos, que penetram entre as células da camada basal e espinhosa. Esses prolongamentos transferem os grânulos de melanina para células presentes nesses locais. A melanina concentra-se sobre o núcleo, protegendo o material genético.

Como Se Chama O Pigmento Que Da Cor A Pele Humana? Os melanócitos possuem prolongamentos, que transferem melanina para as células da epiderme.

A melanina é produzida no interior dos melanócitos, mais especificamente nos melanossomas, organelas responsáveis pela síntese e deposição de melanina. Quando a produção de melanina é finalizada, a ação da enzima tirosinase é encerrada, e o melanossomo passa a ser chamado de grânulo de melanina.

Onúmero de melanócitos e melanossomas é praticamente o mesmo em pessoas com diferentes tipos de pele. Em pessoas negras, no entanto, os melanossomas tendem a ser maiores do que em pessoas brancas.

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Tipos de melanina

A melanina pode ser classificada de diferentes formas. Existem dois tipos principais de melanina: a construtiva e a facultativa.

  • Melanina construtiva: é determinada pelos nossos genes e não depende de exposição solar para ser produzida;
  • Melanina facultativa: só é produzida pelo organismo quando ele é exposto aos raios UV.

Podemos ainda classificar a melanina em dois tipos: eumelanina e feomelanina.

  • Eumelanina: é um tipo de melanina de cor marrom a negra que absorve e dispersa a luz ultravioleta, garantindo a diminuição dos efeitos nocivos do Sol;
  • Feomelanina: é um pigmento que varia do amarelo ao vermelho e garante menos proteção quando comparado com a eumelanina.

Ausência de melanina

Como Se Chama O Pigmento Que Da Cor A Pele Humana? Pessoas com vitiligo apresentam manchas na pele sem pigmentação.

Vários problemas de pele estão relacionados com a ausência da melanina. Um exemplo é o vitiligo, uma doença causada pela perda de melanócitos.

Essa doença caracteriza-se pelo surgimento de manchas brancas, que possuem formas e tamanhos variados e surgem em qualquer local da pele.

Sua causa ainda não é bem conhecida, mas a hipótese mais aceita é de que se trata de um problema autoimune (condição em que o sistema imunológico destrói células saudáveis do corpo).

Outro problema bastante conhecido é o albinismo, uma doença genética em que há ausência ou redução da produção da melanina.

Essas pessoas, portanto, perdem sua proteção natural contra os raios ultravioleta, o que as torna mais vulneráveis a queimaduras e até mesmo ao desenvolvimento de câncer de pele.

Sendo assim, pessoas albinas devem sempre usar protetores solares, evitar exposição ao sol e utilizar roupas de manga longa, chapéus e óculos escuros.

Como Se Chama O Pigmento Que Da Cor A Pele Humana? Pessoas albinas não são capazes de produzir melanina.

Sol e melanina

Quando ocorre exposição aos raios ultravioleta, há um aumento na produção de melanina. Isso acontece porque a melanina garante a proteção do DNA da célula contra as agressões provocadas pelos raios solares. Após a exposição, percebe-se que os melanossomas agrupam-se próximo do núcleo para garantir a proteção do material genético.

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Vale destacar que essa resposta acontece sim, mas uma exposição exagerada ao sol e de forma inadequada, sem uso de protetores solares, por exemplo, pode causar danos que a melanina não consegue evitar, como o câncer de pele. Esse tipo de câncer pode acontecer em pessoas com qualquer tipo de pele, mas é mais comum em pessoas com pele mais clara.

Sendo assim, apesar de apresentarmos uma proteção natural contra os raios ultravioleta, devemos proteger nossa pele contra esses raios. Isso pode ser feito por meio do uso do protetor solar e de chapéus e evitar expor-se ao sol no horário compreendido entre 10 e 16 horas.

Melanina e o bronzeamento

Quando uma pessoa expõe-se ao sol, pode ocorrer o bronzeamento da pele, uma das formas de o nosso corpo nos proteger contra os efeitos nocivos do sol. Esse bronzeamento acontece pelo escurecimento e produção de melanina pelo nosso corpo.

Inicialmente, quando o corpo é exposto à luz do sol, verifica-se o escurecimento da melanina que já existe em nossa pele. Posteriormente, verifica-se uma rápida transferência, pelos melanócitos, de melanina para as células da pele.

Por fim, observa-se um aumento na produção de melanina.

Vale destacar, no entanto, que o bronzeamento não ocorre em todas as pessoas e tem a ver com o tipo de pele que a pessoa apresenta. Algumas pessoas, no entanto, não apresentam a capacidade de bronzear, podendo ocorrer queimaduras na pele.

Resumo

A melanina é uma proteína produzida pelos melanócitos, mais precisamente em organelas chamadas melanossomos, onde são sintetizadas com a ajuda da enzima tirosidase. A melanina pode ser classificada em construtiva (determinada pelos genes) e facultativa (produzida quando o indivíduo expõe-se aos raios ultravioleta).

Pode ser classificada ainda em eumelanina (marrom a negra) e feomelanina (amarela ou vermelha). A melanina é importante porque dá cor à pele, pelos e olhos e ajuda na proteção contra os raios ultravioleta, que podem causar danos sérios ao DNA.

O albinismo e o vitiligo são problemas relacionados com a ausência de melanina na pele.

O que é o macrófago, célula que mantém as tatuagens na pele e pode um dia ajudar a apagá-las – BBC News Brasil

Como Se Chama O Pigmento Que Da Cor A Pele Humana?

Crédito, Getty Images

Legenda da foto,

Descoberta pode facilitar a interrupção do processo orgânico que mantém a tatuagem na pele

Uma solução eficaz para apagar tatuagens na pele pode estar no próprio corpo humano.

É o que indica uma descoberta feita por cientistas franceses quase acidentalmente, já que este não era o objetivo principal de sua pesquisa.

Hoje, aqueles que desejam apagar os desenhos na pele têm poucas opções – basicamente tratamentos com raios laser que não são totalmente eficazes e, em geral, são bastante dolorosos.

Mas os macrófagos, um tipo de célula de defesa do organismo, podem se revelar uma melhor alternativa.

Legenda da foto,

Os macrófagos ingerem e destroem bactérias e células frágeis

Os macrófagos fazem parte do sistema imunológico e estão nos nossos tecidos.

Essas células são capazes de ingerir e destruir bactérias e células danificadas a partir de um processo chamado fagocitose. E, segundo pesquisas recentes, os macrófagos são atraídos pela ferida que dá lugar à tatuagem e “comem” os pigmentos de tinta como fariam com um agente a ser eliminado.

Legenda da foto,

Pigmento verde de uma tatuagem é visto dentro de um macrófago; no centro, o pigmento a liberado após a morte de uma célula; à direita, 90 dias depois, a tinta é recuperada por uma nova célula | Imagem: Baranska et al., 2018

Mas, apesar das tatuagens a princípio durarem para sempre, o mesmo não acontece com estas células que contêm seus pigmentos. Ao morrer, os macrófagos deixam como “herança” tais pigmentos, que são então incorporados pela nova célula.

Assim, a tinta das tatuagens é mantida por uma sequência infindável: quando um dos macrófagos morre e libera os pigmentos de cor, outro aparece semanas depois e ingere o material.

“O fato de um macrófago suceder o outro explica por que as tatuagens ficam na pele”, explica Sandrine Henri, uma das pesquisadoras do Centre d'Immunologie de Marseille-Luminy que participou do estudo, publicado neste mês no periódico Journal of Experimental Medicine.

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Mas se esse processo é interrompido a tempo, as células que substituem aquelas mortas não conseguem capturar os pigmentos da tatuagem.

“Isso aumenta a possibilidade de que o sistema linfático se desfaça das partículas da tinta da tatuagem”, explica Henri.

Assim, a manipulação deste processo poderia ser associado ao uso de raios laser – que são capazes de matar células na pele.

Henri e sua equipe estão trabalhando agora no desenvolvimento de um método que iniba o trabalho de algumas células do sistema imunológico e dos macrófagos.

Melanina: o que é, tipos e função! – Blog do Stoodi

A melanina é um pigmento produzido pelo nosso próprio organismo, responsável pela cor dos nossos cabelos, da pele, entre outras coisas. Isso também inclui aquele belo bronzeado que você adquire quando fica horas na praia, tomando um sol!

A quantidade de melanina produzida varia entre os indivíduos e é determinada geneticamente. Observe as pessoas ao seu redor — aquelas mais claras produzem menos melanina.

Nesse post, você vai descobrir como a melanina atua no organismo, sua importância para o vestibular e como ela pode estar presente nas doenças e em seu dia a dia. Vamos à leitura? O conhecimento está aguardando você!

O que é melanina?

Conforme ressaltamos, a melanina é responsável pelos vários tons de pele da raça humana. Hoje, temos conhecimento de como ela é produzida e sua atuação no sistema tegumentar.

Porém, no passado, na época em que os europeus invadiram a África, a cor da pele dos habitantes locais gerava preconceito no povo branco europeu.

Os brancos viam a cor da pele daquele povo como uma “sujeira biológica”.

Não é por acaso que a Etiópia recebeu esse nome, que vem de origem grega e significa “de rosto queimado”. Por volta do século XX, com o avanço da ciência, houve maior entendimento sobre a melanina. A nova informação ajudou na luta contra o racismo.

A cor da pele fica mais escura à medida que aumentam a quantidade de melanossomos (partículas citoplasmáticas pigmentadas) na região subcutânea.

A tonalidade básica de cada ser é produzida pela melanina construtiva que está ligada à genética. No entanto, o tom bronzeado da pele exposta ao sol é resultado da ação da melanina facultativa.

Ela é produzida somente após ação dos raios ultravioletas. Nesse caso, a cor da pele é alterada dependendo da exposição.

Como a melanina é produzida?

A melanina é produzida no interior da célula melanócito. Esse tipo de célula dendrítica encontra-se na junção da derme com a epiderme, região dos queratinócitos. Os prolongamentos dos melanócitos entram nas células das regiões basal e espinhosa do tecido epitelial, liberando ali toda a melanina produzida.

A interação dos melanócitos com os queratinócitos recebe o nome de unidade epidérmico-melânica. Um melanócito pode se relacionar com até trinta queratinócitos, e quanto mais melanossomos um indivíduo possui, mais escura será sua pele.

Grânulos de melanina é o nome dado ao melanossomo quando está cheio da substância pigmentosa. A partir daí, a melanina flui para os queratinócitos e se une aos lisossomos nesta célula. O globo com o pigmento fica acima do núcleo celular protegendo o DNA de danos causados pela radiação solar.

Mas, de fato, como a melanina é formada? O nosso corpo gera o aminoácido tirosina que, em contato com a enzima tirosinase (formada no sistema de Golgi — melanossomos — que se encontra no interior dos melanócitos), se transforma em 3,4 diidroxifenilalanina. Essa enzima age mais uma vez sobre o composto resultante da primeira ação e, então, é criada a melanina.

A produção da substância pigmentosa não é tão simples, portanto demora um pouco. Mas, a boa notícia é que existem alimentos que podem estimular a produção da melanina. O consumo de frutas, legumes e verduras ricas em vitaminas A, C e E, além de betacarotenos, acelera a geração de melanina.

Quais são os tipos de melanina?

Como Se Chama O Pigmento Que Da Cor A Pele Humana?

Eumelanina

Lembra que no começo mencionamos que a melanina é responsável pela cor dos cabelos? Então, a eumelanina é a substância que dá a cor preta ou castanha aos fios. Isso acontece porque ela é formada por pigmentos granulosos que têm um alto peso molecular.

Além disso, essa substância apresenta a característica de dispersar a luz ultravioleta, pois, como os pigmentos são mais concentrados e pesados, eles ficam mais unidos. Por isso percebemos que os cabelos escuros são mais brilhantes.

Feomelanina

Já a feomelanina possui pigmentos que vão do vermelho ao amarelo, sendo identificada em abundância em cabelos naturalmente loiros ou ruivos. Encontram-se mais dispersos no meio, dessa forma fica mais difícil refletir a luz.

Qual a função da melanina?

A principal função da melanina é a fotoproteção, ou seja, preservação do DNA celular dos danos causados pela radiação solar. Observe que, quando uma pessoa se expõe à luz do sol, seu corpo reage tornando a pele mais escura. Isso acontece porque a produção da melanina facultativa é estimulada.

Com os grânulos de melanina atuando de forma mais unida, a reflexão da luz ultravioleta é mais efetiva. Mas não devemos nos descuidar do uso do protetor solar, pois nosso escudo natural não é totalmente eficaz. Alguns problemas podem ocorrer na produção de melanina que causam excesso ou deficiência do pigmento.

O vitiligo é um exemplo de doença em que ocorre a perda da pigmentação cutânea. Apesar de não existir uma causa definida, estudos apontam para a relação entre distúrbios emocionais e o aparecimento das manchas. Nesse caso, ocorre uma doença autoimune em que o próprio organismo destrói os melanócitos.

O albinismo também é uma doença ligada à falta de melanina no corpo. O aminoácido tirosina fica inativo nesses indivíduos. Como resultado, não há produção de pigmentos na pele. As pessoas que sofrem com essa condição têm a pele, os olhos e cabelos muito claros e extremamente sensíveis ao sol.

Já no caso do melasma, ocorre o excesso de produção de melanina. As manchas em tons de marrom que geralmente ocorrem nas bochechas, testa e buço são desencadeadas por exposição solar ou desequilíbrio hormonal. A principal atitude para se evitar o melasma é o uso de um bom protetor solar.

Portanto, ter níveis equilibrados de melanina no organismo evitam o melanoma (câncer de pele), que acontece devido ao prejuízo causado ao DNA celular. Com o avanço da medicina, conseguimos mais informações sobre como ter uma vida saudável e balanceada. E não se esqueça: sempre use o protetor solar.

E aí? O texto ajudou a compreender a importância da melanina no organismo? Aproveite o momento e se cadastre gratuitamente no Stoodi. Pratique também os conhecimentos adquiridos resolvendo os exercícios de Biologia!

Melanina

A melanina é uma substância derivada do aminoácido tirosina que contribui para a pigmentação de determinadas partes do corpo. Algumas peles, pelos, cabelos e olhos recebem a melanina o que lhes confere a cor marrom e quando mais concentrada o preto. Assim, quanto maior for a concentração de melanina na pele, mais escura será a pessoa.

Assim, os loiros, de pele clara, olhos azuis ou verdes, possuem menos melanina que os morenos. Já os albinos, pessoas muito brancas que sofrem do albinismo, possuem falta de melanina no corpo.

Há ainda outro tipo de melanina de coloração avermelhada, que confere a cor ruiva. Note que além da melanina, a hemoglobina e os carotenoides contribuem para a pigmentação da pele.

Tipos de Melanina

Em resumo, há três tipos de Melanina, a saber:

  • Eumelanina: tipo mais comum de melanina de coloração marrom ou preta, encontrada nas pessoas morenas.
  • Feomelanina: melanina de coloração avermelhada e amarelada, que surge nas pessoas loiras e ruivas.
  • Neuromelanina: pigmento escuro presente no cérebro. A perda desse tipo de substância pode levar a sérios problemas neurológicos, por exemplo, a doença de Parkinson.
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Função

A principal função da melanina é proteger o DNA da pele (núcleos das células epiteliais) da incidência de raios ultravioletas. Ela é produzida pelas células epiteliais chamadas de melanócitos ou melanoblastos, através da tirosina. O hormônio que estimula os melanócitos é chamado de melatonina.

De tal modo, há dois tipos de melanina: a melanina construtiva, ou seja, determinada pelos genes, o qual independe da quantidade de raios solares recebidos; e a melanina facultativa, aquela produzida pelo organismo após a exposição aos raios solares, que nos deixa bronzeados.

Os cabelos brancos que surgem quando envelhecemos ocorre devido ao envelhecimento dos melanócitos, os quais vão perdendo a capacidade de produzir melanina.

Alimentos que Auxiliam na Produção de Melanina

Alguns alimentos auxiliam na produção de melanina uma vez que são ricos em tirosina, a saber:

  • Ovos
  • Lacticínios (leite, queijo, iogurte)
  • Carnes
  • Peixes
  • Cenoura
  • Abóbora
  • Tomate
  • Goiaba
  • Acerola
  • Mamão
  • Laranja
  • Melancia
  • Melão
  • Morango
  • Mirtilo
  • Damasco
  • Castanha
  • Nozes

Doenças relacionas à Melanina

Algumas doenças de pele estão associados à variação da produção dos níveis de melanina no corpo, por exemplo:

  • Albinismo: pessoas que apresentam ausência congênita de tirosinase, levando à inexistência de melanina. Por isso, os albinos são muito brancos, com cabelos e olhos claros.
  • Vitiligo: distúrbio crônico em que ocorre a destruição parcial dos melanócitos gerando diversas manchas brancas na pele.
  • Melasma: machas escuras na pele que surgem pelo aumento da produção de melanina, sendo mais frequente em mulheres. Quando surge na gravidez é chamada de cloasma.
  • Câncer de Pele: tumor ocasionado sobretudo pela exposição excessiva aos raios ultravioletas, ainda que possa surgir pelo uso excessivo do tabaco e de outras substâncias malignas para o corpo.

Temos mais textos sobre o assunto para você:

  • Pele humana
  • Epiderme
  • Doenças genéticas

O que é vitiligo e quais seus sintomas e tratamentos

Clique e Assine a partir de R$ 8,90/mês O vitiligo não passa, nem afeta diretamente a saúde física. Foto: Ricardo Jayme/SAÚDE é Vital

O vitiligo é uma doença autoimune que provoca, como sintoma, manchas brancas na pele. Se nada for feito, as marcas vão crescendo e se espalhando.

Isso ocorre porque os melanócitos, células responsáveis pela produção da melanina (substância que colore a pele), começam a ser atacadas por algum motivo desconhecido pelo sistema de defesa. Sem o pigmento, a cor da pele muda, os pelos do local afetado nascem brancos — e a região fica sensível a queimaduras solares.

Apesar de não ser transmissível nem abalar diretamente a saúde física do indivíduo, o vitiligo é cercado de estigmas. Não à toa, muitas vezes ele vem acompanhado de autoestima baixa, ansiedade e outras repercussões emocionais que levam à depressão.

Aí que está: esse e outros transtornos psicológicos podem agravar os efeitos do vitiligo na pele.

Sinais e sintomas

– Manchas brancas espalhadas pelo corpo

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Fatores de risco

– Histórico familiar
– Exposição a toxinas em excesso

– Estresse

– Lesões importantes, como traumatismo craniano

A prevenção

Não existem maneiras conhecidas de evitar essa doença, mas, por ter um componente hereditário, parentes de indivíduos com ela devem ficar atentos aos seus primeiros sinais. Quanto mais cedo o vitiligo for identificado, maior a chance de ser controlado.

O diagnóstico

O dermatologista detecta as manchas com um exame físico, mas testes complementares, como coleta de sangue e a biópsia de uma região atingida, podem ser solicitados para descartar outros distúrbios autoimunes e medir o nível de melanócitos na derme. Em quem tem a pele naturalmente muito branca, utiliza-se um aparelho chamado de lâmpada de Wood, que localiza as lesões.

O tratamento

Certos medicamentos induzem a produção de melanina nos locais acometidos e tentam controlar o sistema imune para que ele cesse os ataques aos melanócitos. Se as manchas não crescem há mais de um ano, dá pra recorrer a um transplante que retira melanócitos de partes saudáveis da pele e aplica essas células pigmentadoras em outras já esbranquiçadas pelo vitiligo.

A terapia com banhos de luz ou aplicação de laser também ajuda a barrar a morte dos melanócitos e até chega a reativá-los. Em determinadas situações, a enfermidade regride bastante ou até é curada, porém isso depende do organismo do paciente. E, claro, da vontade dele em se submeter ao tratamento.

Além disso, às vezes é preciso fazer acompanhamento psicológico para diminuir o impacto emocional da doença. Outra estratégia é procurar o auxílio de nutricionistas, já que a dieta influencia na reposta do corpo ao tratamento. Esses profissionais costumam prescrever alimentos ricos em vitamina B12, como carnes e ovos, e vitamina C, a exemplo das frutas cítricas.

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  • Autocuidado
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  • Pele
  • Vitiligo

Melanina – Pigmentos da Pele – Citologia

A melanina pertence à uma grande família de substâncias pigmentares, de origem sintética ou natural, podendo ser produzida por diversos tipos de micro-organismos, vegetais e animais. De origem grega, a palavra melanina significa escuro, sendo considerado o principal pigmento biológico a atribuir a coloração da pele.

  • Este pigmento castanho denso, de alto peso molecular, possui várias propriedades que beneficiam nosso organismo, onde se destacam a absorção de raios ultravioleta (UV) e efeito antioxidante, ao eliminar os radicais livres produzidos durante a exposição aos raios UV, antes que possam interagir e causar danos celulares.
  • A presença da melanina no organismo não está restrita a pele, onde também pode ser encontrada na retina, íris, orelha interna, células dopaminérgicas e noradrenérgicas.
  • Possui várias propriedades químicas, atuando como um efetivo polímero redutor, na troca de elétrons, além de troca de íons, sequestro de radicais livres e ligação com compostos aromáticos e lipofílicos.

Melanogênese

O processo de síntese da melanina, dita melanogênese, ocorre dentro de células especializadas, os melanócitos, mais precisamente nos melanossomas, organelas altamente especializadas, que também armazenam a enzima tirosinase.

A melanina é produzida a partir da tirosina, um aminoácido essencial. Neste processo, a tirosina sofre ação da enzima tirosinase, que na presença de oxigênio molecular, oxida a tirosina em dopa (dioxifenilalanina) e, posteriormente, em dopaquinona.

Na etapa seguinte, dois compostos podem ser formados, a depender do aminoácido cisteína: na ausência de cisteína, a dopaquinona sofre uma série de reações, originando a eumelanina; na presença de cisteína, se observa a reação entre a dopaquinona e a cisteína, onde no final de uma sequência de reações, feomelanina é formado.

Doenças relacionadas

Existem mutações no DNA que inativam a tirosinase, resultando no albinismo oculocutâneo (albinismo tipo I), considerada a forma mais grave do albinismo, devido a total ausência de melanina.

No vitiligo, há o surgimento de lesões esbranquiçadas na pele, devido à diminuição ou ausência dos melanócitos nos locais afetados. De causa ainda desconhecida, fatores emocionais ativam ou agravam a doença, sendo relacionada a fenômenos autoimunes.

A hipomelanose se caracteriza por manchas arredondas e hipopigmentadas na pele. Sua causa não é definida, onde o micro-organismo Propionibacterium acnes parece ter participação, ao interferir na produção da melanina.

O excesso da produção de melanina (hipermelanose) gera o melasma, caracterizada por manchas escuras, principalmente na face. Vários fatores estão envolvidos na etiologia da doença, sendo que a predisposição genética e exposição às radiações solares são os mais comuns.

Assim, o conhecimento dos mecanismos envolvidos na melanogênese podem influenciar na descoberta de novas substâncias que possam alterar esses processos.

Tipos de melaninas

As melaninas são classificadas de acordo com suas estruturas químicas. Podem ser: eumelanina, feomelanina, neuromelanina e alomelanina.

Eumelanina (poli 5-6 indolquinona): corresponde a forma mais comum das melaninas, com coloração marrom ou preta, alcalina e insolúvel em água. Presente nos cabelos, pele e olhos, exercendo efeito fotoprotetor.

Em animais vertebrados, como répteis e anfíbios, atua no metabolismo da conversão da luz em calor.

É o principal pigmento encontrado na retina, influenciando no processo de adaptação à luz, após um período de escuridão, onde quanto menos eumelanina, maior a dificuldade de adaptação à claridade.

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Feomelanina (poli-dihidrobenzothiazina): forma menos comum das melaninas, sendo um pigmento alcalino, solúvel em água, de coloração vermelha ou laranja. Mais frequentes em seres humanos ruivos.

Neuromelanina: produzida principalmente por humanos, somente no sistema nervoso, principalmente no mesencéfalo, por neurônios dopaminérgicos e noradrenérgicos. É uma melanina híbrida, formada pela junção entre a feomelanina e eumelanina.

Possui importante papel fisiológico, no transporte dos impulsos elétricos entre os neurônios do sistema nervoso. Também, conferem a cor escura às células que compõem a substância negra, área do cérebro responsável pela produção de dopamina. Estudos mostram a correlação deste pigmento no desenvolvimento da Doença de Parkinson.

Como estão presentes nos neurônios produtores de dopamina, sua perda está relacionada aos principais sintomas da doença.

Alomelaninas: encontradas nos fungos, se referem às DHF-melaninas, ou seja, melaninas derivadas do dihidroxifumarato. As demais melaninas derivam da DOPA, ou DOPA-melaninas.

Nos humanos, a coloração da pele e cabelos depende, portanto, da atividade melanogênica, assim como do tamanho, quantidade, composição e distribuição dos melanossomas no citoplasma dos melanócitos.

Nos cabelos, a proporção entre a eumelanina e feomelanina determinam a cor, onde nos cabelos pretos há 99% de eumelanina, enquanto nos loiros apenas cerca de 23%.

Em cabelos ruivos, eumelanina e feomelanina correspondem a proporção de 1:1.

Em relação a eficiência da fotoproteção, a eumelanina mostra-se mais potente na proteção contra os raios UV.

Por outro lado, a feomelanina quando exposta aos raios UV, acaba por gerar radicais livres que causam danos ao DNA, contribuindo assim para os efeitos fototóxicos da radiação.

Isto justifica a maior incidência do câncer de pele em pessoas de pele clara, onde a concentração de eumelanina é menor, enquanto há altas quantidades de feomelanina.

Bibliografia:

Hexsel D, Caspary P, Dini TDF, Souza JS, Siega C. Variação dos níveis de melanina da pele em áreas expostas e não expostas ao sol após inverno e verão. Porto Alegre (RS); 2013. [acesso em 22 set 2018]. Disponível em: http://www.surgicalcosmetic.org.br/detalheartigo/291/Variacao-dos-niveis-de-melanina-da-pele-em-areas-expostas-e-nao-expostas-aosol-apos-inverno-e-verao.

Junqueira LC, Carneiro J. Histologia Básica. 10ª ed. Rio de Janeiro (RJ): Guanabara Koogan; 2004.

Xavier, PHP. Estudo detalhado da síntese de melanina em DMSO. 2011. 82 f. Dissertação (mestrado) – Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Ciências, 2011. Disponível em: .

Texto originalmente publicado em https://www.infoescola.com/bioquimica/melanina/

Doenças de pigmentação | CUF

A cor da pele, do cabelo e da íris é determinada por um pigmento, a melanina, que é produzido pelos melanócitos. Estas doenças resultam de alterações ao nível deste pigmento. Estes dependem de fatores raciais, da exposição à luz solar, que aumenta a sua produção como mecanismo de proteção contra a radiação ultravioleta, e de fatores hormonais.

A hipopigmentação, que corresponde a uma quantidade reduzida de pigmento, limita-se em regra a pequenas áreas e tende a resultar de um processo inflamatório prévio. Mais raramente, pode representar uma doença hereditária.

Pelo contrário, o aumento da quantidade de melanina (hiperpigmentação) pode ser uma resposta a alterações hormonais, como as que ocorrem na doença de Addison, durante a gravidez ou com o uso de contracetivos orais. A pele pode também escurecer em doenças como a hemocromatose ou a hemossiderose, ou como resposta a diversos medicamentos que se aplicam sobre a pele, se ingerem ou se injetam.

As mais comuns são o albinismo, o vitiligo, os melasmas e as alterações causadas por lesões. Embora a maioria seja benigna e o diagnóstico simples é essencial excluir o melanoma e os seus precursores e identificar as lesões que sejam manifestações de outras situações clínicas.

Albinismo

É uma enfermidade pouco frequente e hereditária em que não se forma melanina. Na Europa, estima-se que um indivíduo em cada 10 mil seja afetado por albinismo, e cerca de 2% são portadores do gene que determina a patologia sem sofrerem alterações. As pessoas com albinismo podem ter o cabelo branco, a pele pálida e os olhos rosados.

Apresentam, com frequência, visão anormal e movimentos oculares involuntários. Devido ao facto de a melanina proteger a pele da ação do sol, estes indivíduos são muito propensos às queimaduras solares e, consequentemente, aos cancros da pele.

Por isso, é essencial evitar a exposição direta à luz solar, usando óculos de sol e aplicando um filtro solar com um fator de proteção alto nas partes descobertas da pele. Não existe cura para o albinismo.

Vitiligo

A perda de melanócitos produz manchas lisas e brancas na pele. Em Portugal, afeta cerca de 1% da população. A incidência em homens e mulheres é idêntica.

Em 25% a 50% dos casos, existe histórico familiar. Em algumas pessoas surgem somente uma ou duas manchas bem delimitadas; noutras, as manchas são mais extensas. As alterações são mais visíveis nos doentes de pigmentação escura. Do mesmo modo que para o albinismo, a pele não pigmentada é extremamente sensível às queimaduras solares.

Aquela que é atingida por vitiligo também produz pelos brancos, porque os folículos pilosos perdem os melanócitos. Esta patologia pode surgir depois de um trauma físico e pode associar-se à doença de Addison, à diabetes, à anemia perniciosa e às doenças da tiroide.

Esta enfermidade pode ter um importante impacto psicológico, devido ao seu efeito na imagem e na auto-estima.

Não se conhece cura para o vitiligo. As áreas pequenas podem ser camufladas com diversas tintas que não manchem a roupa e cujos efeitos durem vários dias.

Por vezes, o tratamento com fármacos fotossensíveis combinados com raios ultravioleta A é eficaz; porém, a terapêutica requer tempo e deve ser mantida indefinidamente.

Os filtros solares e os protetores contra a exposição solar são essenciais para evitar queimaduras. 

Perda de pigmento depois de uma lesão cutânea

A pele pode perder o seu pigmento depois de se recuperar de certas doenças  e infeções cutâneas como as vesículas, as úlceras ou as queimaduras. Neste caso não é tão branca como no vitiligo e, ao longo do tempo, pode voltar à sua pigmentação normal. Os cosméticos podem camuflar este tipo de mancha.

Melasma

Surge habitualmente no rosto (testa, maçãs do rosto, fontes ou queixo) sob a forma de placas hiperpigmentadas de cor castanha escura, muitas vezes bem delimitadas, de ambos os lados da cara, de forma simétrica.

O melasma aparece sobretudo nas mulheres (90% dos casos), em particular durante a gravidez, embora também possa surgir durante a toma de contraceptivos orais. O escurecimento, em geral, desaparece pouco depois do parto ou da suspensão desses anticoncecionais.

As pessoas com melasma devem usar filtros solares sobre as placas escuras e preservar-se da exposição ao sol para evitar que a doença agrave.

Manchas café-com-leite

Estas manchas apresentam uma coloração castanha clara e medem entre um a 20 centímetros. Tendem a estar presentes desde o nascimento ou surgem nos primeiros meses de vida. Correspondem a um aumento da concentração de melanina nos melanócitos e podem aarecer em qualquer parte do corpo, sobretudo no tronco. Atingem cerca de 10% a 30% da população.

Não causam sintomas e só requerem tratamento por razões cosméticas, que podem ser realizadas por laser ou por cirurgia.

Quando aparecem mais de seis manchas com um diâmetro superior a cinco milímetros antes da puberdade ou superior a 15 milímetros depois da puberdade devem ser investigadas outras doenças como a esclerose tuberosa, neurofibromatose, síndrome de Albright ou anemia de Fanconi.

Passa pela história clínica, pelo exame médico e, sempre que necessário, pela recolha de amostras de pele para estudo laboratorial. Quando se suspeita de uma doença geral, são pedidas análises específicas.

Muitas destas doenças, como o vitiligo ou o albinismo, não são passíveis de prevenção. No entanto, evitar o sol em excesso, uma adequada limpeza e hidratação, tendem a manter a pele mais saudável e a evitar o aparecimento de alterações na sua pigmentação.

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