Como Se Chama O Homem Que Vende Livros?

Como Se Chama O Homem Que Vende Livros?

Livraria ou livreiro é o profissional que vende livros dos mais diversos assuntos e tipos.

Como se separa a palavra livreiro?

SEPARAR NAS SÍLABAS

  • Quantas sílabas tem o librero? 3 sílabas.
  • É uma palavra séria (Portugal) ou também chamada de paroxítono (Brasil), acentuada na penúltima sílaba.

Quem trabalha em editora?

Para trabalhar em editoriais, na área de texto, não é necessário ter licenciatura ou licenciatura em Letras. Normalmente, os profissionais vêm dos mais diversos cursos da área de Letras e, às vezes, no caso de editoras do mercado de livros didáticos, até mesmo das áreas Exatas e Biológicas.

Como é uma editora?

Uma editora é uma empresa que coordena o processo de publicação e publicação de obras literárias (como livros e partituras), discos (fonogramas) e trabalhos impressos (como jornais e revistas). … Em geral, o editor também suporta os custos de produção, divulgação e distribuição.

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Quanto ganha quem trabalha com produção editorial?

No cargo de Produtora Editorial, ela passa a ganhar R $ 2.135,00 de salário e pode chegar a R $ 4.163,00. O salário médio do Produtor Editorial no Brasil é de R $ 2.771,00. O treinamento mais comum é o Bacharelado em Letras.

Como é trabalhar em uma livraria?

Algumas pessoas pensam que trabalhar em uma livraria é a coisa mais fácil do mundo. A única tarefa que o balconista tem para essas pessoas é ir até a estante e pegar o livro solicitado por um cliente. De resto, é ler o dia todo ou conversar sobre literatura com os colegas.

Como se chama quem compra e vende livros?

Como Se Chama O Homem Que Vende Livros?

Se alguém compra na web, é porque leu ou ouviu falar desse livro em algum lugar. Como todos os editores sabem: o livreiro vende seu livro! É ele quem vai consertar a loja, a pilha de livros, seja para destacar um título ou não.

Onde eu posso vender meus livros?

7 sites para vender livros usados

  • Amazonas. Para vender obras usadas na Amazon, você deve se registrar como vendedor e escolher entre o plano individual ou profissional. …
  • Estante virtual. Virtual Bookshelf é um site especializado na venda de livros. …
  • Mercado livre. …
  • OLX. …
  • Portal de livros grátis. …
  • Fiquei doente. …
  • Sebos Online.

Qual a margem de lucro na venda de livros?

Aproximadamente 10% são repassados ​​ao consumidor e os 30% restantes representam a margem das livrarias. Dentro dos 30% que seriam a margem de lucro, cerca de 60% representam os custos. O lucro bruto da livraria é de 10%, 15% ou 17% no máximo, segundo Tavares. Outro obstáculo é a lentidão do livro.

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Como se tornar um vendedor de livros?

O que é preciso para se tornar um revendedor? Ter nossos livros e revendê-los é muito simples: basta ter seu estabelecimento cadastrado no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ). Se você já possui o cadastro, basta falar com nossa equipe de vendas.

Como funciona a venda de um livro?

Os livros são entregues ao distribuidor em consignação, com preparativos para 30, 60 e até 90 dias após a venda do livro na livraria. Dos 40% que sobram para a editora, você deve pagar pelo layout e impressão do livro, pelos direitos autorais e pelos custos de envio do livro ao centro de distribuição.

Qual é a diferença entre livraria e livreiro?

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Distribuidor de livros. Exemplo de uso da palavra Livraria: O livreiro me disse que para ler o livro terei que comprá-lo. … A Livraria é um estabelecimento comercial de venda de livros.

O que é o coletivo de livros?

Substantivo
Coletivo
livros biblioteca
Lobos matilha de lobos
mamíferos rebanho / rebanho
doutores Sindicatos

Qual é o coletivo de biblioteca?

Substantivos coletivos
Conjunto de:
Banco examinadores
gangue pássaros, ciganos, pessoas
batalhão soldados
biblioteca livros

Quais são os substantivo coletivo?

Os substantivos coletivos podem se referir especificamente a um grupo de seres, como gado (bois), bosque (árvores), buquê (flores), etc., ou a diferentes espécies de seres, como bandos (pássaros, crianças, bandidos), rebanho (bois, cavalos, elefantes), cacho (cabelo, bananas, uvas) etc.

Quem trabalha com livro e O Quê?

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“O livreiro deve ter controle sobre o objeto de sua obra, ou seja, o livro. Não significa conhecer todos os títulos e lançamentos, mas o básico: o que é uma edição, como um livro é feito, conhecer a história do livro, os motivos pelos quais o papel de uma determinada época é mais frágil.

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Qual a melhor profissão para quem gosta de ler?

Veja a seguir 10 carreiras ideais para quem gosta de ler!

  • Graduação ou Bacharelado em Letras. O curso de línguas e seus diferentes graus (inglês, espanhol, alemão, literatura, português, etc.) …
  • Jornalista. …
  • Um tradutor. …
  • Professores de todas as disciplinas. …
  • Historiador. …
  • Filósofo. …
  • Advogados e licenciados em direito. …
  • Sociólogos.

Quem faz um livro?

Assim é. O autor é aquele que escreve e publica seus livros, despertando assim o desejo e o interesse dos leitores por sua obra, e hoje é reconhecido no meio literário. Ou seja, além do interesse pela escrita, existe também o interesse do mercado.

Como se chama uma pessoa que lê muito?

Confirme os “sintomas” e faça o diagnóstico. Bibliófilo: colecionador ou amante de livros. Termo comumente usado para designar uma pessoa que gosta de ler. … Ele é alguém que não só gosta (muito) de ler, mas também adora o visual dos livros, o cheiro do papel e da tinta, o toque das folhas.

O que é um Bibliofilo?

Portanto, um bibliófilo é o “amante dos livros”. ou, em outras palavras, quem cultiva livros os coleciona.

O que acontece com uma pessoa que lê muito?

Ler também aumenta a receptividade à linguagem no cérebro, tornando mais fácil aprender um novo idioma, por exemplo. Você fica mais esperto quando lê muito e também melhora sua redação e vocabulário.

O homem que vende livros pela Transamazônica

O homem que vende livros pela Transamazônica

PublishNews, Leonardo Neto, 1º/03/2018

Cléber Travassos atrasou o Brasil, de Santarém (PA) até Foz do Iguaçu (PR) para trocar experiências e fechar negócios. Ele é vendedor de livros no porta a porta.

Como Se Chama O Homem Que Vende Livros?

Para sair de Santarém (PA) até chegar em Foz do Iguaçu (PR), o passageiro precisa viver uma verdadeira epopeia. No caso do personagem desta matéria, ele gastou 14 horas.

Saiu da cidade paraense à 1h da manhã da última segunda-feira, fazendo escalas em Manaus, Brasília e Rio de Janeiro para só então chegar à cidade paranaense às 15h. Cléber Travassos é o proprietário da Cultura Livros, empresa que vende livros porta a porta na região Norte.

E ele atravessou o Brasil para acompanhar o Salão de Negócios da Associação Brasileira de Difusão do Livro (ABDL) que segue com a sua programação até o próximo sábado.

Mas muito antes de pensar em um dia conhecer Foz do Iguaçu, Cléber era mecânico de carros lá em Santarém. Um dia, num domingo de 2001, ele conta que estava tomando um banho no Rio Tapajós quando uma pessoa de Minas Gerais pediu uma informação. Queria saber como chegava em um determinado endereço.

O forasteiro era um vendedor de livros e estava ali em Santarém com uma cartela de clientes de quem devia cobrar o pagamento. Cléber se prontificou a ser uma espécie de guia e ganhou um trocado fazendo isso. Ali, foi picado pelo bichinho do livro. Quis saber como aquilo funcionava. Pegou o contato de um distribuidor de Belém e foi atrás.

“Comprei livros que tenho até hoje no meu estoque. Não fazia ideia de o que vendia”, contou dando uma risada de canto de boca.

O início foi na informalidade. Formou uma pequena equipe de vendas e foi bater de porta em porta. Tudo era meio precário, mas Cléber tinha ali uns formulários de pedido e um contrato que era assinado pelo cliente no ato da compra. “No fim do dia, muitas vezes, a equipe não tinha vendido nada.

Eu preenchia dez pedidos desses e fingia ter vendido. Eu chegava e falava: ‘poxa, tu não vendeste nada? Eu fechei dez contratos, olha só’, mostrando os contratos que eu mesmo tinha preenchido. Queria incentivá-los.

Não podia deixar aquela planta morrer”, revelou em uma conversa que teve com o PublishNews em Foz do Iguaçu.

O CNPJ só veio em 2009, quando finalmente pôde erguer a sua sede própria.

Hoje, Cleber conta com uma equipe de 15 funcionários fixos e mais um time de outros com contratos temporários de trabalho que atravessam (de barco, de carro ou de moto) o gigante estado do Pará carregando na mão um catálogo e batendo de porta em porta oferecendo toda sorte de livros. “Hoje eu passei a trazer mão-de-obra do Nordeste parta trabalhar conosco. Eles trabalham quatro meses no Pará e depois voltam para o Nordeste”, conta. Mas essa prática vale a pena? Afinal, precisa treinar essa massa de trabalhadores e depois dispensá-la. “A maioria é caras que já trabalham com o livro. No Nordeste os preços são menores e como esse profissional trabalha com comissão, no Pará, ele acaba ganhando mais. Funciona como um atrativo”, revela.

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Cléber em campo, vendendo bíblias em comunidades ribeirinhas dos rios que compõem a Bacia Amazônica | Acervo pessoal

O carro-chefe do negócio de Cleber é a Bíblia. Um volume das escritoras sagradas para os cristãos pode custar R$ 600 (dividido em suaves prestações). O vendedor ganha 20%. “Tenho vendedores que vendem R$ 120 mil num mês. É um bom negócio”, conta.

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Mas para ele, é mais do que isso. “No começo, entrei pensando no lado financeiro. Hoje vendo livros por prazer.

É gratificante ver o crescimento dos nossos clientes É bom ouvir que o produto que nós vendemos fez a diferença na vida dos nossos clientes”, diz orgulhoso.

Outro filão que a empresa de Cléber explora é o de promoção de livros em escolas e universidades da região. Ele forma kits de acordo com a faixa etária e sua equipe visita as escolas vendendo esses conjuntos. Um kit tem de 10 a 17 itens (entre livros, jogos e brinquedos) e pode custar até R$ 704.

Em um kit do Ensino Médio, por exemplo, ele conta que coloca livros de pesquisa nas áreas de geografia, história, língua portuguesa, livros preparatórios para o ENEM, clássicos da literatura nacional, minicursos de inglês e de espanhol e um livro de receitas. Sim… um livro de receitas. “90% de quem fecha o pedido é a mãe. Não fossem as mulheres, a gente estava f..

.”, confessa Cléber. “O livro vai de brinde pra elas”, completa.

Os volumes que compõem esses kits, conta Cléber, são livros publicados por casas que já têm tradição no porta a porta: Girassol, PAE, Rideel / Bicho Esperto, DCL, Vale das Letras, por exemplo. Todas elas representadas no Salão. Além disso, Cléber confessa que compra, de distribuidoras, encalhes de editoras do trade.

Essas cidades onde Cléber atua não têm livrarias. Santarém é exceção. Tem ali na cidade uma única Livraria Nobel. “Como a maioria dessas pessoas não têm o hábito de ler, elas não vão até a livraria, mesmo que ela exista na cidade. O vendedor precisa criar a oportunidade para essas pessoas”, ensina.

Outra coisa que conta ponto a favor de Cléber é que a logística e a comunicação no interior do Pará são dois grandes dificultadores para a circulação do livro. Primeiro porque não há internet como existe no resto do país.

Ele conta que um serviço básico de 2MB de velocidade pode custar R$ 150. Só a título de comparação, em São Paulo, pelo mesmo valor, pode-se adquirir um plano de 150 MB.

E mesmo que o cliente tenha acesso a uma internet melhor e queira comprar em um e-commerce, os prazos de entrega são muito alongados, podendo chegar a 25 dias.

Como Se Chama O Homem Que Vende Livros?

Cléber no Salão de Negócios da ABLD | Elisangela Borges

Crise

“Entre 2015 e 2016, vivemos o olho do furacão. O desemprego na região cresceu muito e isso afetou o nosso negócio. Muitas vezes, me deitava na rede para dormir e não conseguia parar de pensar”, lembra.

Nos quatro últimos meses de 2016, resolveu enxugar os quadros – foi aí que passou a usar essa mão-de-obra temporária – e as despesas operacionais. “Foi arrochado”, conta. O alívio veio em 2017. “O ano passado foi o ano de sair lá debaixo e erguer a cabeça de novo. Foi um ano bom.

E 2018, promete ser melhor”, comemora. “O segredo é não dar passos maiores do que as pernas”, completa.

Outro diferencial que Cléber aponta é que, nesses momentos de crise, conta muito a experiência. “Eu fui vendedor. Sei o caminho das pedras. O cara tem que sair de trás da mesa do seu escritório e ir para o campo”, diz. Essa experiência, por exemplo, ensinou a Cleber macetes que permitem criar estratégias de vendas.

Ele percebeu, por exemplo, que há dois tipos de compradores de livros. Aqueles que moram às margens da Transamazônica – geralmente pessoas que emigraram do Sul ou Sudeste para o Norte – preferem comprar no boleto ou no cartão de crédito. “Essas pessoas não gostam de vendedor batendo na sua porta para cobrar não”, diz.

Já aqueles que moram nas cidades e comunidades ribeirinhas do Rio Amazonas preferem que o cobrador passe mensalmente para pegar o dinheiro. “Eles não gostam por que daí precisam ir ao banco. É mais complicado para eles”, conta.

Então, o exército formado por Cléber viaja de barco ou de carro, via rio ou via Transamazônica levando o livro e depois passa cobrando.

Mas, afinal, valeu a pena ter atravessado o Brasil para estar em Foz do Iguaçu? Cleber diz que sim.

O papo que teve com o PublishNews foi durante uma pausa estratégica na negociação que estava tendo com uma das editoras que marcaram presença no Salão, onde, de fato, as pessoas fazem negócios.

Mas mais do que fechar pedidos, Cléber, aponta que o importante de se fazer presente, mesmo tendo enfrentado 14 horas de viagem, é a troca de experiências. “É importante perceber o desenvolvimento do Sul e do Sudeste. A gente quer levar isso para o Norte também”, finaliza.

Ex-catador de papelão vende 60 exemplares por dia na esquina da Rua Grão Mogol com Avenida do Contorno

Como Se Chama O Homem Que Vende Livros? Odilon Tavares, o catador de papelão que tornou-se livreiro da calçada: número de livros vendidos saltou de três a até 60 unidades por dia (foto: Odilon Tavares/Divulgação) Ele nunca leu um livro completo, mas folheia várias páginas todos os dias. Conhece diversos escritores e convive diariamente com um arsenal de 4 mil publicações. Vive rodeado de leitores e rejeita as teorias de que a leitura de papel está com os dias contados. “As pessoas querem ler, o problema é o preço do livro”, afirma o livreiro Odilon Tavares, que diariamente monta sua “livraria” no calçadão da rua Grão Mogol, na esquina com a avenida Contorno, na região Centro-Sul de Belo Horizonte.

O ex-catador de papelão instalou-se na região há pouco mais de um ano com o objetivo de ter um negócio próprio e divulgar a cultura. Todos os exemplares têm preço único: R$ 5. No início, vendia de três a cinco unidades por dia. Em pouco tempo esse volume deu saltos e hoje chega a vender diariamente 60 livros para público variado, que vai de crianças a idosos. “As máquinas prejudicam muito a visão. As pessoas vão voltar a ler livro de papel cada vez mais”, diz Odilon.

O livreiro da esquina escolheu o ponto a dedo. “A área é nobre, até o lixo é mais rico”, diz. Odilon trabalhava com reciclagem e a ideia de começar a vender livros nasceu depois de perceber a quantidade grande de exemplares de boa qualidade jogados no lixão.

Ele começa a jornada às 9h30 e vai até às 20 horas, de segunda a sábado. Conseguiu estudar só até a quarta série do ensino fundamental e  lamenta não ter tempo para ler muito. “O livro é um aprendizado eterno”, diz.

Entre os títulos mais disputados na calçada estão Pai Rico, Pai Pobre (Robert Kiyosaki e Sharon L.Lechter), a Lei do Triunfo (Napoleon Hill), Os Segredos da Mente Milionária (T.

Harv Eker) e o Poder do Agora (Echkart Tolle).

Como Se Chama O Homem Que Vende Livros? Sempre com sorriso no rosto, Odilon já formou clientela fiel, como livreiro Átila Kaiser, morador do Cruzeiro. “A ideia é excelente, sempre troco livros com ele”, diz Átila. (foto: Odilon Tavares/Divulgação)

A maior parte das publicações ele recebe de doação ou compra pelo valor simbólico de R$ 1. Vende muito para sebos, mas prefere o cliente comum. Já formou uma clientela fiel, como livreiro Átila Kaiser, morador do Cruzeiro. “A ideia é excelente, sempre troco livros com ele”, diz Átila.  

No ano passado, a prefeitura de Belo Horizonte apreendeu 2 mil livros de Odilon. A clientela gritou a seu favor e advogados da vizinhança decidiram representá-lo. “A população me apoia, mas a legislação não”, afirma o livreiro. “Eu não quero ser taxado como camelô, mas como pessoa que divulga a cultura”, diz.

Odilon mora em um barraco de dois cômodos no bairro São Pedro, próximo da sua “livraria”. No final do dia, empacota toda a sua mercadoria, guarda em caixas e tem o auxílio de um vigia noturno, um amigo da época do trabalho de reciclagem, que dorme abaixo da marquise.

Sempre com sorriso no rosto, ele conta que já fez vários tipos de bico, de plantação de lavoura a trabalho em marcenaria, fábrica de louças e catador de papelão.

Começou a vender livros depois que se separou da mulher. Na época trabalhava com reciclagem. “Ela bebia muito, e da pinga barata”, diz. Saiu de casa e não voltou mais.

E tem sonho: “Ah, eu queria ter a minha própria banca, assim evitaria confusões”.

No Dia do Vendedor de Livros, conversamos com esses profissionais que exercem um papel fundamental no mercado editorial e também na formação de leitores

“É aquele livro com a capa vermelha”. “Sabe me dizer qual é aquele livro que tem uma moça na capa?”. Nós, leitores, costumamos ter muitos lapsos de memória na hora de procurar um livro numa livraria.

Quem nunca se esqueceu de anotar o título e/ou o autor da obra para facilitar essa busca incessante? A verdade é que isso nos passa despercebido, mas felizmente somos socorridos por quem não apenas tem que estar por dentro de tudo o que acontece no mercado editorial, mas também precisa saber decifrar esses enigmas – muitas vezes criativos, outras, um tanto quanto confusos e irreverentes – trazidos por leitores desatentos e esquecidos. São aquelas pessoas que nos orientam e são as responsáveis por tornar as livrarias aquele paraíso, o nosso lugar sagrado: os livreiros. E, no Dia do Vendedor de Livros, nada mais justo do que transformar em protagonistas aqueles que tanto nos indicaram páginas e nos ajudaram a conhecer novos mundos e personagens especiais.

Um livreiro não é simplesmente um vendedor de livros. É muito, mas muito mais do que isso.

Se não fosse por um livreiro, você provavelmente não teria lido algum livro do qual nunca tinha ouvido falar ou nem pensava em acrescentar à já tão extensa lista de leituras.

Quem nunca entrou numa livraria focado em uma obra e saiu com outra indicada por um livreiro? Os livreiros são, sim, peças fundamentais na nossa luta constante pela formação de novos leitores, bem como para o desenvolvimento do mercado editorial nacional.

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Vânia Abreu/Arquivo pessoal

“Para o mercado editorial a importância do livreiro é significativa, realmente fundamental, pois é ele que está em contato direto com o leitor, que pode não somente indicar livros – o que, muitas vezes, incentiva a formação de novos leitores -, mas também trazer informações importantes sobre aquilo que o leitor busca”, declarou Vânia Abreu, diretora comercial da editoria Valentina, ao Vai Lendo. “O livreiro vive a maior parte do seu tempo entre os livros, conhece centenas de títulos e autores e é capaz de encontrar rapidamente um título em uma estante cheia”.

Para Roberto Pedretti, que atuou no varejo de livros por 16 anos – sendo, pelo menos, 12 deles como livreiro especializado na Livraria da Travessa -, o livreiro é “o último profissional que se posiciona entre o cliente e o livro na compra presencial do livro físico”. Ele destacou ainda a necessidade de o profissional ser diferenciado para oferecer ao leitor uma curadoria que estimule o fluxo de leitura.

O livreiro da Várzea: de Chico Xavier a Foucault, o homem que ganha a vida lendo as páginas que vende

Entre José de Alencar, Manoel Bandeira, Michel Foucault, Eleanor H. Porter, Augusto Cury e dezenas de livros didáticos ou apostilas, Eduardo Moura repousa calmamente.

Sentado numa cadeira, daquelas que normalmente acompanham a mesa do computador, já bastante desbotada, quase implorando por uma troca, ele divide espaço de uma calçada da Rua Amaro Gomes Poroca, na Várzea, Zona Oeste do Recife, com pilhas de grandes nomes da literatura. 

Bate ponto ali, de segunda a sexta, embaixo da última parada de ônibus da via, vizinha à Universidade Federal de Pernambuco.

É “horário de bancário, das 9h às 17h30”, brinca o homem que guarda o mesmo lugar desde 1993 e se dedica a vender livros. Estudantes e funcionários que passam por ali certamente o notaram, ainda que não tenham comprado livros.

Das janelas dos veículos ou da altura da rua, a visão se repete: um Eduardo concentrado em suas leituras.

O autor que mais gosta é Chico Xavier “mas também gosto muito daquele menino, Michel Foucault”, conta, esbanjando intimidade. Ao seu lado, uma cadeira vazia, um pote com comida para cachorro – “pra mim são como gente” – e um monte de livros.

“Quase trezentos”, estima, com a certeza de quem já contou um a um. Todo dia, vai levando as torres de livros, de casa, também na Várzea, até seu escritório urbano.

Dá R$ 5 para uns dois garotos que estejam no local para ajudá-lo a diminuir o número de viagens porque “a saúde já não anda essas coisas” e, então, se põe a ler, à espera do próximo cliente.

Feições tranquilas, vestido com uma camisa xadrez e uma calça surrada, um pouco coronha, e sandálias havaianas que já se adaptaram ao formato dos pés são difíceis de não perceber. Passa as mãos ríspidas pelas folhas de “O livro dos Espíritos”, de autoria de Alan Kardec, atual alvo de seus olhos cansados. O rosto, marcado por uma barba não feita há mais de uma semana vão balançando, seguindo as linhas de cada folha tão envelhecida quanto os cabelos brancos, quase amarelados, de seus 55 anos de vida. Trabalhar como livreiro juntou o gosto e a necessidade. Eduardo não se enquadrava nos trabalhos que tinha que prestar contas a alguém. “Trabalhei em duas carpintarias e não passei uma semana, meu temperamento é muito difícil”, admite. Em média, tira entre R$ 10 e R$ 20. R$ 50 em dias bons. Por isso, a rotina, vai seguindo à risca. Mesmo em dezembro, quando o movimento já não é “essas coisas”, com as férias dos alunos de uma universidade que enxerga do canto do olho, tão próxima, mas que sempre lhe foi tão distante. Na juventude, “tinha uma fobia social muito grande” e nem tentou uma vaga na UFPE. Foca na realidade que lhe bate à porta, marcada pela violência. “Já vi menino pequeno segurando arma na minha rua, meu muro mesmo tem várias marcas de tiros”. A intimidade que tem hoje com a leitura foi desenvolvida com esforço e “mãos vermelhas”. Aprendeu a ler um pouco mais tarde que o usual para a maioria das crianças. O “bê a bá” nunca lhe foi de fácil compreensão, ainda mais com a palmatória ao lado, à espera de erros. E não foram poucos. Até os 12 anos, a escola fracassou nas tentativas de fazer o menino quieto juntar sílabas e decifrar a própria língua. A intervenção materna veio ao seu socorro. “A minha mãe era semi-analfabeta, sertaneja da Paraíba, mas, mesmo assim, deu aula de reforço pra mim. Tirava dinheiro escondido do meu pai para comprar meus livros”, relembra. É tudo que fala sobre os pais, retratados de formas tão distintas. Ela, carinhosamente, diz ter morrido quando tinha 16 anos. Ele, resume a atuação em surras sem motivos e outras coisas que preferiu calar. “Antes de morrer, meu pai pediu perdão. Todo mundo fica bom quando vai morrer. Ele até deixou uma pensãozinha pra mim, é o que chamam de descarrego de consciência, né?”

Quando aprendeu a ler, já na sexta série, largou a escola, mas nunca a leitura. “Sempre gostei muito de ler sobre a história antiga, os tempos antigos. Fiz até a sexta série, mas conheço muito de filosofia, de arqueologia e antropologia”, relata.

Lendo a biografia de Albert Einstein, por exemplo, soube que o físico também tinha dificuldades na infância para aprender. “Os professores também não entendiam ele”, diz o proclamado autodidata que garante ler em espanhol, “mais fácil, quase português”, e inglês. Xavier e Kardec são apenas alguns nomes do repertório. Religião sempre foi um tema que o seduziu.

Começou na umbanda. No Lar de Ita, em Vasco da Gama, descobriu que em outras vidas teria sido cigano, índio, judeu e até nazista. Praticamente uma vida para cada religião a qual já aderiu. “Comecei na Umbanda, fui testemunha de Jeová, católico e também da Assembleia de Deus por um ano.

Agora, já faz um tempo que frequento o espiritismo kardecista”, diz, julgando-se “ecumênico, de crença só minha”. Tais quais as tantas religiões só dele, também o são os problemas de saúde. “Quando era jovem fui diagnosticado com esquizofrenia.

Tenho diabetes, sou cardíaco, tenho pressão alta e um problema na próstata também, mas não sei direito qual”, enumera o homem que não costuma ir a médicos por falta de gosto. Há três anos, viu um “doutor” pela última vez. Lhe deu dois anos de vida. Como um passeio entre alívio e angústia, sorri: “ainda tô aqui”.

Alguns vizinhos já tentaram tirá-lo do ponto em que vende livros. Relata, aliviado, que sempre aparece alguém para interceder por ele. “Isso aqui pra mim é uma terapia. É mais que uma forma de ganhar um trocado”, aponta. “Mas é isso: na vida, cada um tem uma marca de luz e de trevas. Acho que a minha é meio misturada”.

Comentário(s)

Livraria – Wikipédia, a enciclopédia livre

Uma livraria tradicional no Porto

Uma livraria é um tipo de loja que vende livros e outros itens relacionados com a leitura, como jornais e revistas. As faculdades e universidades costumam ter as suas próprias livrarias destinadas aos estudantes em seu campi, as quais normalmente especializam-se em livros e textos relacionados com os respectivos cursos, apesar de algumas livrarias universitárias pertencerem a grandes cadeias livreiras. As maiores livrarias podem ter mais de 200 mil títulos e as livrarias online podem oferecer, em alguns casos, por volta de já uns 8 milhões de títulos.

O comércio livreiro

Uma livraria em Buenos Aires, Argentina

Um tipo comum de livraria é o “sebo” ou “alfarrabista“, que compra e vende livros usados, quase sempre por preços muito mais baratos que os novos. Contudo, livros raros, especialmente algumas primeiras edições, podem ser muito mais caros. Os colecionadores de livros tendem a frequentar sebos. As grandes livrarias online também oferecem livros usados. Os indivíduos que desejem vender os seus livros usados através deste meio têm de concordar com os termos exigidos pelas livrarias, designadamente pagar à livraria online uma comissão predeterminada assim que o livro for vendido.

Durante os anos 1990 muitas livrarias (tanto de grandes cadeias como independentes) começaram a incluir cafés em suas lojas, relançando a tradição vienense do século XVIII, associada à república das letras. Hoje é raro ver uma livraria média ou grande sem um café dentro ou muito próximo.

Além disso, grandes redes de livrarias assumiram um lado de “biblioteca pública” quando incorporaram ao planejamento do espaço da loja cadeiras confortáveis e sofás.

Convenientemente espalhados pela loja, esses espaços de leitura encorajam os clientes a sentar e ler o quanto quiserem, sem serem pressionados a comprar nada.

A livraria mais antiga do mundo

Livraria Bertrand em Lisboa a mais antiga do mundo.

A livraria mais antiga do mundo em atividade contínua no local atual: a Livraria Bertrand, situada desde 1773 na rua Garret 73/75 em Lisboa, Portugal[1].

A Livraria Bertrand foi fundada em 1732, na rua Direita do Loreto, por Pedro Faure.

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Em 1755 veio a ser destruída por um enorme terremoto e maremoto seguidos de um incêndio que assolaram Lisboa, tendo sido instalada em outro local.

Dezoito anos depois, após a reconstrução da cidade, a Livraria Bertrand foi instalada no local onde ainda hoje existe, completando assim 238 anos de funcionamento continuado.

Desde então a Livraria Bertrand faz parte do património cultural da cidade. Por lá passaram gerações de escritores portugueses, como Alexandre Herculano, Oliveira Martins, Eça de Queirós, Antero de Quental e Ramalho Ortigão ou, mais recentemente, Fernando Namora e José Cardoso Pires.

A Livraria Bertrand não só comercializa livros e artigos relacionados, mas é também uma editora prestigiada. Apesar da livraria original se encontrar no Chiado, perto do local onde Fernando Pessoa nasceu e do café A Brasileira que Pessoa frequentou, a Bertrand expandiu-se tornando-se uma cadeia de atualmente com 53 lojas em Portugal.

A célebre livraria Galignani de Paris reivindica ser a mais antiga do mundo, por ter sido fundada em 1520, na cidade italiana de Veneza. Contudo, apenas foi instalada em 1856 na sua atual localização, rue de Rivoli 224, pelo que a sua congênere lisboeta possui uma história de laboração contínua no mesmo local de mais 83 anos.

Referências

  1. ↑ Guinness World Records

Ver também

  • Biblioteca
  • Bibliodiversidade

Ligações externas

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  • Cadastro das livrarias do Brasil
  • Portal da Literatura: Livrarias em Portugal
  • Portal da Literatura: Títulos, Autores, Editoras, etc.
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Profissão Livreiro

(2.5 Estrelas – 17 Votos)

Eles dedicam a maior parte do seu tempo aos livros. Conhecem milhares de títulos, a vida e a obra de outros milhares de escritores. Em uma estante lotada de obras, sabem apontar o exemplar mais antigo e também o mais raro em exposição.

Não! Eles não são apenas leitores aficionados por literatura. Eles estão do outro lado do balcão. São os vendedores de livros.

E neste 14 de março, Dia do Vendedor de Livros, conversamos com duas livreiras que encontraram a realização de suas carreiras nessa profissão.

Início de carreira

Letícia Werneck Streithorst, proprietária do sebo Livros, Livros e Livros, com mais 4.300 exemplares na Estante Virtual, trocou a mesa do escritório onde trabalhava como assessora de imprensa por uma estante recheada de obras raras.

“Desde pequena tive contato com os livros dentro de casa por influência de minha mãe e também de meu padrasto poeta. Na carreira de jornalista, me sentia triste e infeliz. Foi quando tive a ideia de montar um sebo.

Um amigo livreiro me ensinou todo o processo de compra, venda e troca de livros”, relembra a livreira que, no ano de 2003, abriu sua primeira loja no bairro de Ipanema, no Rio de Janeiro.

Sílvia Chomski, livreira-sócia do sebo Berinjela, nunca foi uma leitora tão voraz quanto seu irmão, que deixava de comer para ler suas obras prediletas. Mas foi por influência dele, que ela tornou-se livreira do sebo que fica no Centro da cidade do Rio de Janeiro e possui um acervo online de mais de 3.

400 livros. “Eu morava na Argentina e quando vim para o Brasil com minha filha de 3 meses, precisava trabalhar. Daniel, meu irmão, me ofereceu um emprego de meio período como funcionária do sebo. Aceitei o desafio. Comecei a trabalhar, aprender e gostar do que fazia. Anos mais tarde, tornei-me sócia da livraria”, conta Sílvia.

Nos anos que trabalha como livreira, Sílvia coleciona um grande histórico de situações pra lá de inusitadas. “Certa vez, um jovem veio à livraria buscando um livro laranja. Ele não sabia o autor, a editora, e nem sequer o nome do livro.

Depois do ocorrido, sempre que chega algum cliente na livraria, buscando um livro que não sabe bem qual é, rimos e perguntamos: ‘é um livro laranja’?”, brinca Sílvia.

E, ainda que garanta que não possui a memória espantosa de seu irmão (para guardar os títulos de obras) – resultado de 15 anos de profissão como livreiro – Sílvia memoriza livros pela capa e conhece, praticamente, todos os lançamentos. “Gosto de novos autores.

Geralmente, as pessoas tendem a procurar mais pelos escritores consagrados. Eu gosto de novidade. Por isso, leio autores israelenses, africanos e gosto das biografias e obras com fundo histórico, como a literatura de guerra. Os livros me ensinam o que tempo não permite”, justifica a livreira.

Prós e contras da profissão

Quando questionadas sobre os prós e contras da profissão, Letícia e Sílvia garantem: não há lado negativo no exercício da venda de livros. “Tenho consciência de que o que faço não é algo para me tornar milionária.

Mas consigo viver da venda de livros e adoro o que faço, isso me satisfaz”, afirma Letícia. “O único momento ruim na profissão é quando não tenho o livro que o leitor procura. No mais, tudo é positivo. Conhecemos gente interessante, inteligente e dos mais diferentes tipos.

Muitos deles tornam-se clientes assíduos e grandes amigos”, complementa Sílvia.

Quanto ao segredo da profissão, ambas são categóricas: é preciso deter conhecimento. “O livreiro precisa ter domínio sobre o objeto de seu trabalho, isto é, o livro.

Não significa conhecer todos os títulos e lançamentos, mas o básico: o que é uma edição, como um livro é feito, saber a história do livro, as razões de o papel de uma determinada época ser mais quebradiço.

Não é preciso entrar no mérito de conhecer livros raros, mas saber o valor certo e avaliar um livro na hora da compra é fundamental”, enumera Letícia.

Para Sílvia, o conhecimento é, exatamente, o que diferencia os bons vendedores de livros seminovos. “Quem vende livro novo não precisa ter tanto conhecimento sobre os livros. Qualquer informação pode ser encontrada na Internet.

Mas nós temos que conhecer livros muito antigos, então, é preciso saber um pouco a mais. Não adianta ter uma livraria, se não souber o que se está vendendo. O cliente vem uma vez e não volta mais.

Capacitação e vontade de aprender é primordial para um livreiro”, argumenta Sílvia.

Seguindo essas dicas, e com dedicação e amor pela profissão, as livreiras confirmam: é satisfação garantida para leitores e vendedores de livros. 

Homem que vende livros na rua e teve sebo incendiado recebe milhares de doações em BH

Em Belo Horizonte, a solidariedade de muita gente deu ao vendedor Odilon Tavares a chance de recomeçar. Em dois dias, ele ganhou oito mil livros, para vender na rua, ao ar livre, num sebo improvisado. Os livros dele foram queimados e ele perdeu tudo, num ato criminoso.

Recomeçar é um verbo que Odilon conhece bem. Mas conjugado com tanta solidariedade, foi a primeira vez.

“Foi uma surpresa muito grande. Eu pensava em recomeçar devagarinho e já mais que dobrou o acervo. Com isso tenho que agradecer as pessoas boas e a Deus. E tentar continuar”, comemorou. 1 de 1
Odilon Tavares recebeu doação de oito mil livros — Foto: Reprodução / TV Globo

Odilon Tavares recebeu doação de oito mil livros — Foto: Reprodução / TV Globo

Em um canto da Rua Grão Mogol, esquina com Avenida do Contorno, Odilon improvisou um sebo, onde vende qualquer título a R$ 5. Ele estava parado por causa da pandemia, mas deixava os livros guardados no local.

No fim de semana, mais de três mil foram roubados e incendiados.

Quando a noticia correu, muita gente o procurou. Em dois dias, Odilon ganhou mais de oito mil livros. Alguns foram doados pela contadora Carolina Monsores.

“A ajuda de todo mundo comove a gente. Todo mundo ajudando um pouquinho. Isso traz esperança pra gente, principalmente por conta da pandemia, que deixa a gente mais emotiva”, comentou Carolina.

A estudante Mariana Capanema juntou umas dez caixas com os amigos.

“Eu mandei num grupo uma mensagem perguntando quem tinha livro pra doar falando que eu buscava em casa. Todo mundo se mobilizou, achou livro antigo pra doar e acabou que juntou muita doação”, contou Mariana.

Cada livro doado tem histórias, fantasias e encantamentos que um dia vão tocar o coração de um leitor. O conhecimento tem esse poder de transformação. E foi assim, entre tantos livros, que Odilon mudou a vida há mais ou menos uns dois anos.

Ele morava nas ruas e vivia da reciclagem. Até que um dia encontrou um monte de livros e decidiu vendê-los. Com o trabalho, conseguiu alugar uma casa e até comprar um carro. Agora, tem outro desejo.

“Eu tenho projetinho que nasceu depois dos livros, eu gostaria de se algum dia der certo comprar um ônibus, fazer uma biblioteca dentro e sair de bairro a bairro pra divulgar a cultura”, contou Odilon.

Polícia diz que livros não foram queimados

Segundo nota enviada pela Polícia Civil, imagens de circuito de segurança estão sendo analisadas e devem ajudar na identificação do suspeito de provocar o incêndio. Confira o comunicado:

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informa que as imagens de circuito de segurança estão sendo analisadas visando a identificação do suspeito, que teria provocado o incêndio, no último dia 27, no bairro Carmo, em Belo Horizonte.

Ainda, segundo apurado e pela análise das imagens, nenhum livro foi atingindo, o incêndio teria sido das caixas de papelões. As investigações prosseguem e demais informações serão repassadas em momento oportuno.

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