Como Se Chama O Animal Que Come Carne E Vegetais?

Você já considerou reduzir o consumo de carne? Se sim, saiba que você não está sozinho.

Segundo uma pesquisa do The Good Food Institute (executada em parceria como o IBOPE), 49% dos brasileiros tomou essa decisão entre maio de 2019 e abril de 2020. Divulgado em dezembro, o levantamento ouviu 2 mil pessoas das classes A, B e C, em maio do ano passado.

Esse estudo revela a ascensão dos flexitarianos. São consumidores que buscam reduzir a ingestão de carne por preocupações ambientais, de natureza ética ou por cuidados com a saúde, mas que não abrem mão totalmente do consumo da carne — e procuram, em paralelo, opções vegetais que imitam o aroma, o sabor e a textura da proteína animal.

Para abocanhar essa fatia do público (além dos vegetarianos e veganos, claro), foodtechs e gigantes da indústria alimentícia travam uma disputa acirrada.

Nos últimos cinco anos, as vendas de substitutos da proteína animal cresceram 11% ao ano no país, segundo a Euromonitor.

Em 2020, o setor faturou 418,7 milhões de reais — e esse faturamento deve dar um salto e chegar a 666,5 milhões de reais até 2025.

Mas do que estamos falando quando falamos em carne plant-based? Qual é a base vegetal desses produtos?

  • Na maioria das empresas em operação no Brasil, estamos falando de grãos — ou das proteínas deles, isoladas em laboratório.
  • A seguir, destrinchamos os principais players desse mercado, seus desafios e estratégias.
  • FAZENDA FUTURO

Como Se Chama O Animal Que Come Carne E Vegetais?

A Fazenda Futuro quer competir com os frigoríficos.

Grão de bico, ervilha e soja não-transgênicos são a base das almôndegas, carnes moídas, frangos, hambúrgueres e linguiças plant-based da Fazenda Futuro. 

A foodtech fundada em 2019 sacudiu o mercado no país com sua primeira linha de produtos. Segundo Marcos Leta, fundador da startup (confira nossa entrevista completa), ao longo do tempo, a equipe de desenvolvimento foi se desafiando: 

“Depois de atingir o aroma, sabor e textura, fomos colocando novas variáveis para serem alcançadas como maciez, conseguindo dar a elasticidade da carne, algo que geralmente os vegetais não têm”

Em janeiro de 2021, a Fazenda Futuro lançou uma nova versão de seu hambúrguer, com óleo de coco e canola na receita. 

“O Burguer 2030 é muito mais saboroso, saudável e sustentável, além de ter menos calorias, sódio e teor de gordura do que a versão 2.0”, diz Marcos.

  1. NOTCO
  2. A foodtech chilena NotCo está no mercado brasileiro desde 2019 (leia nossa entrevista com o fundador).
  3. Eleita recentemente em um ranking da Fast Company como uma das dez empresas mais inovadoras da América Latina, a startup utiliza uma inteligência artificial (batizada de Giuseppe) para testar e definir as formulações veganas de seus produtos — maioneses, leite, sorvetes e hambúrgueres. Segundo o country manager Ciro Tourinho:

“O Giuseppe usa o machine learning para aprender e se retroalimentar. O primeiro produto da NotCo, a NotMayo, demorou 18 meses para ser feito. Já o hambúrguer levou [apenas] dois meses de desenvolvimento”

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O Not Burger leva uma série de ingredientes, inclusive cacau.

  • Comparados aos de outras marcas, os insumos da carne vegetal da NotCo são mais variados.
  • O hambúrguer da NotCo leva proteína de ervilha, óleo de coco e de girassol, fibra de bambu, cacau em pó, proteína de arroz, beterraba (para emular o aspecto de carne “sangrenta”), e têm suplemento de ferro, zinco, vitamina A, B9 e B12. 
  • Mesmo com a inteligência artificial, o fator humano ainda é fundamental, diz Ciro.

“O sabor fica por conta do Giuseppe, mas ele não chega na textura — isso é algo que nossa equipe faz testando. E não adianta ter um gosto de hambúrguer se não tem a textura.”

SADIA (BRF)

Em março de 2020, chegou ao mercado a linha Veg&Tal, da Sadia (marca da BRF, dona também da Perdigão), que inclui hambúrguer e nuggets à base de proteína de soja e de trigo, com aromatizantes naturais. 

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A linha Veg&Tal tem duas opções de carne plant-based.

Os produtos são enriquecidos com B12. Segundo Demetrio Teodorov, executivo de inovação da BRF:

“Foi um soft launch para entendermos o mercado e agora em 2021 colocar em prática todas as estratégias que desenvolvemos com o lançamento de seis a dez produtos por trimestre”

  1. Demetrio diz que o know-how da empresa foi fundamental para superar os desafios:
  2. “Temos aptidão corporativa de pesquisa, desenvolvimento e da área de novos negócios em olhar para uma melhor formulação e para uma embalagem com mais informações.”
  3. Para chegar ao sabor e à textura de seus dois produtos que imitam carne, a empresa pesquisou 14 diferentes tecnologias e aplicações e realizou teste sensorial com equipe externa e interna da BRF.
  4. SEARA (JBS)
  5. A Seara, marca da JBS, lançou a Incrível, sua linha de carnes vegetais, em janeiro de 2020. 
  6. Além de proteínas de ervilha, soja e trigo, os produtos levam o que a empresa chama de biomolécula I, desenvolvida no hub de estudos da empresa. 
  7. “A biomolécula I é um conjunto de aromas extraídos da natureza e que concede sabor e textura de carne aos produtos”, diz Renata Nascimento, gerente de P&D Inovação. 

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Os produtos da linha Incrível, da Seara, são feitos a partir da biomolécula I.

Os produtos são enriquecidos com ferro e B12. Há 13 itens no catálogo, que incorpora versões de carne bovina, suína, aves e pescados, além de pratos prontos como escondidinho e frango oriental.

Raphael Cumplido, gerente executivo de marketing da Seara, diz que, além dos desafios técnicos do plant-based, foi preciso trabalhar a cultura interna da companhia:

“No começo, causava uma certa estranheza, por sermos uma empresa de proteína animal. Mas mostramos para o time que, sendo uma empresa especialista em carne, seria um diferencial competitivo investir também na categoria plant-based.”

SUPERBOM

Muito antes que se falasse em “foodtech” e “plant-based”, a quase centenária Superbom já produzia carnes vegetais. À venda desde 1969, esses enlatados à base de soja e glúten não têm intenção de imitar a carne. 

Hoje, porém, a empresa tem uma linha de 18 opções de congelados plant-based, como empanados, filé de frango, hambúrguer, linguiça e salsicha. Segundo David Oliveira, gerente de marketing:

“Nossa equipe de desenvolvimento e inovação testou mais de 100 tipos de proteína isolada de ervilha até chegar na fórmula ideal” 

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A Superbom estudou 100 tipos de proteína isolada de ervilha para suas carnes.

Reproduzir a textura foi um dos principais obstáculos, em especial no caso das réplicas de frango:

“Conseguimos produzir um frango vegetal com fibras longas que desfiam. Foi um processo bem dispendioso de tempo, técnica e profissionais. Para este ano, vamos lançar a versão 2.0.”

A Superbom produz 41 toneladas de carnes vegetais por mês. Lançados entre 2018 e 2019, os congelados plant-based são enriquecidos com vitaminas A, B9, B12, ferro e zinco e estão disponíveis em mais de 25 mil pontos de venda em todo Brasil. 

THE VEGETARIAN BUTCHER (UNILEVER)

A The Vegetarian Butcher, empresa holandesa comprada pela Unilever em 2018, oferece no Brasil desde outubro de 2020 quatro produtos à base de proteína de soja: almôndega, carne moída, empanado de frango e hambúrguer. 

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A The Vegetarian Butcher vende seus produtos apenas para o food service.

Atingir o sabor ideal foi o que levou mais tempo de desenvolvimento, diz Camille Lau, gerente de marketing da Unilever Food Solutions: 

“Ouvimos em pesquisas pessoas falando que desistiram dos produtos plant-based por causa do gosto. Elas achavam os produtos muito carregados de temperos. Pensando nisso, desenvolvemos uma tecnologia de aromatização própria para essa categoria”

Os itens são vendidos apenas para o food service. São mais de 180 endereços no Rio e em São Paulo. 

  • “Quisemos começar no food service, onde o consumidor pode ter uma primeira experiência com nosso produtos, e estamos estudando a possibilidade de oferecer também no varejo.” 
  • WESSEL
  • Empresa familiar há mais de 60 anos no mercado de carnes, a Wessel também resolveu entrar neste nicho. Em parceria com o fundo Bela Vista Investimentos, investiu 20 milhões de reais para construir uma nova fábrica e tirar do papel a Meta Foods

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Os hambúrgueres da Wessel imitam a textura da carne animal, mas não o gosto.

  1. Desde janeiro de 2021, a Meta Foods vende hambúrgueres à base de soja, em dois sabores (cebola e ervas; e páprica, tomate e alecrim). 
  2. “Estamos agora desenvolvendo o empanado de frango, que deve ser lançado nos próximos meses e vai manter aquela textura e crocância da carne animal”, diz Titi Wessel, que toca a empresa com o pai, o fundador István Wessel.
  3. Para István, a principal dificuldade foi replicar textura e suculência:  “Queríamos que essas duas características chegassem perto dos hambúrgueres que a gente produz de carne.” 
  4. Outra missão foi criar sabores diferentes, comenta o fundador:

“Como não queríamos que nossos produtos tivessem gosto de carne, como é com a maioria dos plant-based hoje, pensamos em temperos e ingredientes naturais interessantes” 

  • Sim, esse é um dos lemas da Meta Foods: oferecer um hambúrguer plant-based que não tenha o sabor da carne animal — apenas a textura.
  • O CUSTO DA MATÉRIA-PRIMA É UM ENTRAVE PARA O GANHO DE ESCALA
  • Apenas 36,5% dos entrevistados daquela pesquisa do The Good Food Institute topariam pagar a mais por um produto análogo vegetal.
  • O pacote com duas unidades de hambúrguer vegetal custa R$ 17,99 na Sadia e na NotCo; R$ 22,99 na Seara; 19 reais na Superbom; R$ 18,90 na Fazenda Futuro; e R$ 19,90 na Wessel (a Vegetarian Butcher só abastece o food service, então não há como comparar o preço).
  • O custo da matéria-prima em dólar é um dos principais entraves para permitir o ganho de escala e reduzir preços.

“Hoje, grande parte da nossa matéria-prima é importada. Existe um trabalho grande, não só da NotCo, mas de outras empresas do setor, de desenvolver fornecedores locais”, diz Ciro.

Raphael diz que a Seara lida com o mesmo problema: 

“Muitos dos nossos insumos ainda são importados, temos o desafio de democratizar essa linha e nacionalizar os ingredientes para não ficarmos tão refém do dólar e da importação”

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István, da Wessel, dona da Meta Foods, faz coro. “A soja pode até ser plantada no Brasil, mas a [nossa] matéria-prima não é a soja — é a proteína da soja, que vem de fora do país.”

A FALTA DE SUBSÍDIOS DESEQUILIBRA A COMPETIÇÃO COM A PROTEÍNA ANIMAL

O investimento em tecnologia acaba pesando contra a indústria plant-based, diz Camille, da Vegetarian Butcher:

“A carne de origem animal não demanda tecnologia, é uma indústria que tem seus subsídios, então é difícil de competir nesse contexto. Por isso, hoje o consumo do plant-based [ainda] acaba ficando para algumas ocasiões específicas”

Marcos, da Fazenda Futuro, também cita a questão dos subsídios. “O único jeito de diminuir custo é aumentar o volume — e contar com algum benefício para produzir plant-based aqui.”  

  1. NA PANDEMIA, A DIGITALIZAÇÃO TEM AJUDADO A CHEGAR AOS CONSUMIDORES 
  2. A pandemia, parece, despertou preocupação com hábitos mais saudáveis — o que se reflete nas escolhas alimentares. 
  3. Para se conectar com o público em um momento de restrições no funcionamento dos restaurantes, a Fazenda Futuro resolveu investir em uma hamburgueria “dentro” do iFood (apenas para pedidos na capital paulista): a Futuro Station, com quatro opções de sanduíches plant-based, além de acompanhamentos, bebidas e sobremesas.
  4. Outras marcas também enveredaram por essa estratégia. Além de manter uma loja online, a Seara lançou, no fim de 2020, em parceria com a ghost kitchen Taste Cloud, a Lanchonete Incrível, que vende hambúrgueres e cachorro-quente plant-based pelo iFood:

“Estamos num projeto piloto porque existe uma limitação em termos da área que a gente consegue atender em São Paulo. Mas a ideia é expandir essa proposta”, diz Raphael.

Com o mesmo propósito, a NotCo experimentou, entre outubro e dezembro de 2020, vender hambúrgueres plant-based por meio do restaurante Why Not, que funcionava com apoio de uma ghost kitchen e pedidos pelo iFood.

“Foi uma boa maneira de as pessoas experimentarem nosso produto, desde o hambúrguer à maionese e o sorvete usado nos milkshakes”, afirma Ciro. O Why Not foi desativado, mas loja online da NotCo segue vendendo e entregando produtos em São Paulo. 

A BRF também lançou seu e-commerce na quarentena, a Mercato em Casa, e a primeira loja modelo física, o Mercato Sadia, na Vila Leopoldina, Zona Oeste da capital paulista.

É O FIM DA PECUÁRIA? NÃO TÃO CEDO

A pecuária é responsável pela emissão de 7,1 gigatoneladas de gases de efeito estufa por ano. Além disso, traz dilemas éticos, devido ao confinamento e ao abate de animais.

Enquanto Fazenda Futuro, NotCo e Superbom já nasceram com o propósito de não envolver animais na produção, Sadia, Seara, Wessel e Unilever acreditam que a produção de proteína animal ainda é uma tendência.

A indústria da carne, de fato, não sofreu grandes impactos. A proteína animal manteve-se no prato de 99% dos entrevistados do The Good Food Institute. Para Titi, da Wessel, o crescimento do plant-based é uma realidade por enquanto restrita ao mercado A e B. 

“Existe uma demanda crescente por carnes vegetais, mas a quantidade de churrasqueiros postando nas redes sociais também aumenta. São dois movimentos meio antagônicos e simultâneos”

  • Raphael, da Seara, vai na mesma linha: “A gente ainda tem um público que consome os dois, não vemos essa linha canibalizando o consumo de nossos outros produtos”.
  • O FUTURO DO SETOR PODE ESTAR NA CARNE CULTIVADA EM LABORATÓRIO
  • Os dois segmentos — proteína animal e plant-based — podem conviver bem, mas com estratégias claras para a divulgação de cada um, explica Demetrio, da BRF:

Animais onívoros – Exemplos, fotos e curiosidades

Como Se Chama O Animal Que Come Carne E Vegetais?

Está buscando um exemplo de animal onívoro? Nós amamos descobrir tudo o que é relacionado com o mundo animal, por isso, adoramos conhecer as necessidades alimentares de todos os seres vivos.

Se já conhece exemplos de animais carnívoros e herbívoros e está procurando conhecer outros animais que se alimentem de ambos os tipos de dieta, veio ao sítio certo.

Neste artigo de PeritoAnimal, revelamos os animais onívoros com exemplos, fotos e curiosidades mais conhecidas. Continue lendo e descubra!

Um animal onívoro é aquele que se alimenta de plantas e de outros animais na sua vida diária. O seu organismo não está adaptado nem para comer carne nem plantas ou vegetais exclusivamente, pelo que o seu corpo está preparado para digerir tanto uma coisa como outra.

Na verdade, a sua mandíbula combina diferentes tipos de dentes para mastigar tanto uma classe de alimentos como outra.

Possuem dentes molares fortes que oferecem muito espaço para mastigar como os herbívoros e, além disso, contam com molares e caninos com uma forma perfeita para rasgar ou arrancar, algo característico dos carnívoros.

Deve ter em conta que existem herbívoros que comem carne de vez em quando e carnívoros que por vezes comem plantas, mas esses animais não são considerados onívoros. Para que um animal seja onívoro, tem que ter como fonte principal de alimento um animal e uma planta de forma regular na sua dieta diária.

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  • Porco: é provável que seja o animal onívoro mais conhecido de todos. Além disso podemos vê-lo cada vez mais em casas, uma vez que o porco se converteu em um animal de estimação cada vez mais comum.
  • Urso: o urso pode ser um dos animais mais oportunistas que existem, uma vez que se adapta perfeitamente ao lugar onde vive. Se na sua zona houver muita fruta, irá se alimentar dela e, se na zona existir um rio com muitos peixes, poderá pescá-los durante o dia para comer. Assim, embora não acredite, o urso panda também se considera um animal onívoro, pois de vez em quando gosta de pegar algum roedor ou aves pequenas para “condimentar” a sua habitual dieta de bambu. A única excepção é o urso polar, que é carnívoro, mas isto é devido ao seu habitat natural que não conta com vegetais que possa consumir.
  • Ouriço: outro animal que cada vez mais se está convertendo em um animal de estimação habitual. Muitos acreditam que o ouriço apenas se alimenta de insetos e pequenos invertebrados, mas estes animais gostam de comer de vez em quando frutas e verduras. Se você quiser oferecer, é bom que seja com moderação.
  • Ser humano: sim, é bom lembrar que também somos animais! O ser humano se carateriza por seguir uma dieta onívora e, no caso das pessoas que decidam eliminar a carne animal, é bom referir que não são denominadas de herbívoras, mas sim vegetarianos ou veganos.
  • Outros mamíferos omnívoros: além destes quatro, que são os mais conhecidos, outros omnívoros são os quatis, algumas classes de guaxinins, os ratos, os esquilos e os gambás.

Você já pensou se existe cachorro vegetariano ou vegano? Veja os prós e contras nesse artigo do PeritoAnimal.

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  • Corvo: se dissemos que o urso é oportunista, o corvo consegue superá-lo e muito. Como já deve ter visto em vários filmes, estes animais andam sempre rondando em busca de restos de animais mortos, mas além disso também costumam comer vegetais, se em torno deles não existir uma fonte de alimentação desse tipo.
  • Galinha: as galinhas, ao contrário das crianças, comem de tudo. Qualquer coisa que você der, ela vai pegar logo sem qualquer hesitação. E, embora se acredite no contrário, oferecer pão a galinhas não é benéfico porque botam menos ovos.
  • Avestruz: apesar da base principal da sua alimentação serem os vegetais e plantas, as avestruzes são fãs incondicionais dos insetos e cada vez que podem levam um no estômago.
  • Pega-rabuda (Pica Pica): estas pequenas aves também comem de tudo, embora normalmente sejam alimentadas com comida para papagaios ou até mesmo para cachorros.

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Além dos mamíferos e aves, vale referir que entre os répteis e os peixes também existem animais onívoros, como as famosas piranhas e alguns tipos de tartarugas. É bom lembrar que as piranhas são peixes predadores que se alimentam de outros peixes pequenos, crustáceos, moluscos, répteis e carcaças deixadas por outros animais.

E você, conhece mais animais onívoros que não estejam neste lista? Se sim, então faça um comentário para adicionarmos todas as suas sugestões!

Agora que já conhece vários exemplos de animais omnívoros veja também os seguintes artigos com outros exemplos:

Como Se Chama O Animal Que Come Carne E Vegetais?

Se deseja ler mais artigos parecidos a Animais onívoros – Exemplos, fotos e curiosidades, recomendamos-lhe que entre na nossa seção de Curiosidades do mundo animal.

Animais onívoros: papel no ecossistema e exemplos

Animais onívoros podem alimentar-se tanto de plantas ou algas quanto de outros animais.

A palavra onívoro vem do latim omni, que significa “tudo”, entretanto, não podemos afirmar que os animais onívoros comem tudo o que veem pela frente.

Esses animais apenas se caracterizam por possuir uma alimentação mais diversificada que herbívoros ou carnívoros, por exemplo. Os seres humanos são considerados animais onívoros, uma vez que, frequentemente, ingerimos alimentos de origem animal e também de origem vegetal.

Leia também: Pirâmides ecológicas – úteis na representação nos níveis tróficos de um ecossistema

Animais onívoros e seu papel no ecossistema

Os animais onívoros, como todos os seres vivos, são muito importantes em um ecossistema, relacionando-se de diferentes maneiras com outros organismos e estabelecendo diversas relações ecológicas. No que diz respeito à teia alimentar, os onívoros destacam-se por ocupar diferentes níveis tróficos.

Ao alimentarem-se, por exemplo, de vegetais, esses animais ocupam o nível dos consumidores primários. Ao alimentarem-se de animais herbívoros, deixam de ocupar o nível de consumidores primários e passam a comportar-se como consumidores secundários. Eles podem, ainda, ocupar outros níveis, como consumidores terciários e quaternários, a depender do alimento que estão ingerindo.

Adaptações do sistema digestório ao hábito onívoro

Como Se Chama O Animal Que Come Carne E Vegetais? O avestruz é um animal onívoro que apresenta na sua alimentação produtos como ervas e insetos.

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Os animais onívoros têm uma dieta composta por plantas ou algas e animais e, portanto, apresentam um sistema digestório adaptado à dieta mista. Quando observamos o sistema digestório de animais carnívoros e de animais herbívoros, percebemos características marcantes que permitem que esses animais consigam eficiência em sua alimentação. Ao observar as características dos onívoros, somos capazes de identificar semelhanças entre o sistema digestório deles e o de herbívoros e carnívoros.

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Nos vertebrados, por exemplo, observamos que a dentição está muito relacionada ao hábito alimentar que o animal possui. Em carnívoros, vemos caninos desenvolvidos usados para matar a presa e cortá-la. Em muitos herbívoros, os caninos estão ausentes, sendo possível observar pré-molares e molares desenvolvidos que garantem que o alimento de origem vegetal seja triturado.

Nos onívoros, por sua vez, observamos dentes adaptados tanto para hábitos carnívoros quanto para hábitos herbívoros. Nos seres humanos adultos, por exemplo, encontramos oito incisivos, quatro caninos, oito pré-molares e 12 molares (incluindo os quatro dentes do siso).

Como Se Chama O Animal Que Come Carne E Vegetais? Os porcos podem consumir uma variedade de alimentos, apresentando, portanto, um sistema digestório adaptado a esse tipo de alimentação.

Nos invertebrados não observamos a presença de dentes, mas os insetos, por exemplo, apresentam peças bucais especializadas nesse tipo de alimentação. Em insetos onívoros é comum observar-se peças bucais do tipo mastigador e mordedor.

Outra característica importante no sistema digestório dos animais diz respeito ao seu comprimento.

Como os produtos de origem vegetal são mais difíceis de digerir, animais de dieta herbívora e também onívoros possuem um trato digestório mais longo do que o dos carnívoros.

Isso é importante para que o tempo de digestão seja ampliado e, desse modo, o processo do alimento seja melhor.

Leia mais: Cadeia e teia alimentar – termos usados para denominar relações alimentares num ecossistema

Exemplos de animais onívoros

Como Se Chama O Animal Que Come Carne E Vegetais? Os seres humanos são animais onívoros, apresentando uma dieta baseada em produtos de origem animal e de origem vegetal.

Animais onívoros alimentam-se tanto de animais quanto de plantas ou algas. Com base nessa definição, fica claro que os seres humanos são um exemplo de animal onívoro. Na nossa alimentação, incluímos produtos como verduras, frutas, legumes e hortaliças, que são alimentos de origem vegetal, mas também ingerimos com frequência produtos de origem animal, como carne de porco ou vaca.

As baratas são também animais onívoros, destacando-se pela grande variedade de alimentos que ingerem, podendo comer até mesmo papel e tecidos. Vários outros animais são considerados onívoros, sendo esse o caso do porco, avestruz, lobo-guará, corvo, grilo, rato, jabuti, bagre e lambari.

Publicado por: Vanessa Sardinha dos Santos

Vegetariano, vegano, crudívoro? Saiba a diferença entre eles!

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Trabalho de Samira Kazan (Foto: Instagram/Reprodução)

A cada semana parece surgir um novo tipo de regime alimentar que é tendência no Instagram. É suco verde pra lá, tapioca pra cá, tem comida sem glúten, sem lactose, vegana…não é toa que nos sentimos tão confusos com tantas nomenclaturas.

Nesse mundo de dietas com restrição de carne (ou seja, as vegetarianas), há um universo de hábitos e comidas diferentes! Há quem só se alimenente de frutas, quem não cozinhe os alimentos e até quem só coma alimentos fermentados. Descubra conosco essas novas (ou não tão novas assim) formas de comer. Uma coisa podemos garantir: dá vontade de experimentar um pouquinho de cada!

Prato de Alain Passard (Foto: Instagram/Reprodução)

1. Alimentação onívora baseada em vegetaisO renomado chef francês Alain Passard acredita que uma alimentação ideal é composta basicamente por verduras, legumes, frutas, leguminosas e cereais, ou seja: alimentos que vêm da terra. É a alimentação onívora baseada em vegetais.

De vez em quando, um queijinho, ovos ou carnes podem estar presentes na refeição, mas não de forma abundante. Inovador, Ducasse rompe com a ideia de que a estrela do prato deve ser uma carne. Em seus restaurantes, ele tem menus inteiramente vegetarianos.

Em São Paulo, o restaurante Tuju, do chef Ivan Ralston, também aderiu ao menu de vegetais.

Existe também uma conscientização entre os onívoros de valorizar mais as partes miúdas da carne, como fígado, língua, testículos, tripas. A justificativa é que, nos supermercados e açougues, há muito desperdício e muitas carnes menos valorizadas vão para o lixo. Então, além de comer pouca carne, uma solução socioambiental pode se dar preferência às carnes preteridas.

Prato vegetariano (Foto: Instagram/Reprodução)

2. Alimentação sem carneNão existe só um tipo de dieta vegetariana. A mais comum é a ovolactovegetariana, que costuma incluir alguns alimentos de origem animal, como ovos, leite e derivados, mel e outros produtos das abelhas. Todo tipo de carne, porém, é vetado. E isso inclui peixes e frutos do mar (peixe também é carne)!

Vegetarianos comem de tudo, só não comem carnes e coisas que não parecem carne, mas são. Quer um exemplo? Gelatina! A sobremesa é o colágeno da região óssea de animais.

Uma boa substituição para a gelatina é o agar-agar, espécie de alga que, quando preparada, tem uma textura gelatinosa e, além de tudo, é saudável e pouco calórica.

Um prato de comida típico vegetariano pode ser muito parecido com um carnívoro, pois a única diferença é a ausência de carne. Arroz, feijão, fritas, salada e omelete, por exemplo, são um bom exemplo de prato vegetariano.

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+Moqueca Vegetariana usa abóbora no lugar do peixe. Aprenda a receita!+Hambúrguer de falafel deixa qualquer carnívoro com água na boca

Está vendo o prato delícia da foto? Ele é vegano! (Foto: Instagram/Reprodução)

3. VeganismoExiste também o veganismo, conhecido também como vegetarianismo estrito.

Na dieta vegana, qualquer derivado animal é proibido, até mesmo o mel de abelha! E o veganismo não é apenas uma dieta, mas um estilo de vida.

Veganos não usam roupas e acessórios de couro, por exemplo, e também evitam produtos que foram testados em animais ou que, na cadeia de produção, animais foram machucados.

Hoje, mesmo pessoas que comem carne aderem a alguns hábitos de consumo veganos, principalmente quando o assunto é beleza e higiene. Cada vez mais, as marcas têm se preocupado em oferecer produtos mais éticos.

É bem comum ver o selo cruelty free (livre de crueldade) em rótulos de shampoos, condicionadores e hidratantes, indicando que nenhum animal sofreu durante a fabricação daquele produto.

A ONG estadunidense PETA, voltada à proteção animal, sempre divulga uma lista atualizada de marcas que realizam e também das que não realizam testes em animais.

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Alguns veganos vão mais longe e não comem alimentos oriundos de agricultura convencional. A justificativa é de que os agrotóxicos matam alguns animais, assim como o maquinário agrícola, que não mata só insetos, mas também pequenos roedores.

Além disso, para se fazer uma plantação de cana, por exemplo, muitas árvores e matas fechadas são desmatadas. Isso faz com que a fauna local fique sem abrigo e alimento, correndo risco de extinção.

Mais um ponto para os veganos que optam por alimentos vindos de agricultura familiar, com um impacto bem menor.

Frutas e legumes (Foto: Instagram/Reprodução)

4. Crudívoros: alimentos crus ou “raw food”Já ouviu falar em crudívoros? Eles são veganos que só comem alimentos crus. Nesse caso, eles vão além da ética e pensam também nos ganhos de saúde.

Ficou confusa? A gente explica: alguns nutricionistas acreditam que comidas cruas são mais saudáveis do que as cozidas por conterem enzimas importantes para o nosso organismo.

Outro argumento crudívoro é que o cozimento faz os alimentos perderem nutrientes, logo, para aproveitá-los ao máximo, deveríamos ingerir os alimentos como eles vêm ao mundo.

À essa altura, você deve estar imaginando que crudívoros só comem salada, né? Pois não é nada disso! Um exemplo de alimento crudívoro é um prato mexicano que você provavelmente adora: guacamole, feito com abacate, tomate, cebola, coentro…

Hmm, deu água na boca? Então pense também em tabule, em vitaminas e smoothies cremosos,em açaí… Ufa! Sim, crudívoros também são felizes.E se você pensa que os crudívoros não comem feijão, está enganada. Eles comem grãos, sementes e castanhas germinados em forma de brotos.

Entre os grãos que podem ser comidos crus e germinados estão a lentilha, o grão de bico, a chia, a linhaça, o trigo, o painço… De acordo com os crudívoros, os brotos são alimentos vivos, por isso temos mais energia quando os consumimos. Já existem até alguns restaurantes crudívoros espalhados por aí.

Em São Paulo, a Casa Raw serve lasanha crua de abobrinha e até uma pizza crua, com queijos feitos de castanhas. Haja talento!

+Comida viva: 4 receitas de molhos raw food

Além da germinação, os crudívoros têm outro jeito um tanto excêntrico de preparar os alimentos: a fermentação. Isso mesmo! Esse é o modo que eles encontraram de “cozinhar” os alimentos sem levá-los ao fogo, preservando e até aumentando suas propriedades nutricionais.

Exemplos de alimentos fermentados são o chucrute, tradicional iguaria Alemã, e o picles, que geralmente é preparado com pepino, cenoura e nabo, mas pode incluir diversos vegetais. Esses alimentos são probióticos, ou seja, cheios de bactérias do bem que aumentam a imunidade e aprimoram a flora intestinal.

E ainda são democráticos: você pode incluí-los em sua rotina mesmo não sendo vegana.

Frutas, frutas e mais frutas (Foto: Instagram/Reprodução)

5. Frugívoros: fruta e umas “cositas más”Mas, como você ter percebido, sempre há alguém mais radical. Aqui, não é diferente. Entre as pessoas que comem só coisas cruas, há os frugívoros – e não, eles não se alimentam só de frutas. Esses são os frutarianos, que só se alimentam de frutas já maduras após caírem do pé.

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Frugívoros comem quase tudo o que um crudívoro come, menos cereais, castanhas e leguminosas. Eles comem basicamente frutas, folhas e verduras, que são também a base da alimentação de outros primatas, como os chimpanzés. A ideia dos frugívoros é fazer uma dieta paleo, só que sem a carne.

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Afinal, o Ser Humano é Carnívoro, Onívoro ou Herbívoro?

Se você ainda tem dúvidas, não perca este vídeo (a tradução esta logo abaixo) da Dra. Sofia Pineda Ochoa co-fundadora do grupo meatyourfuture.com:

O que ela diz:

É muito importante dar a um animal o alimento que ele seja fisiológica e anatomicamente projetado para comer, para assim melhorar as chances de sobrevivência e saúde.

Então, o que os humanos foram feitos para comer? Quando olhamos as espécies para determinar o que elas são em termos de carnívoros, onívoros ou herbívoros, podemos olhar para o seu comportamento ou podemos olhar a sua biologia.

Do ponto de vista do comportamento, humanos se comportam como onívoros porque observamos muitos humanos no seu comportamento de comer uma grande variedade de ambos alimentos animais e vegetais. Biologicamente, entretanto, do ponto de vista da fisiologia e anatomia, é uma historia diferente.

O Dr. William C. Roberts do Instituto Nacional de Saúde e Universidade de Baylor, que é o editor chefe do “Jornal Americano de Cardiologia” e um dos mais proeminentes cardiologistas do mundo, com mais de 1500 publicações em revistas científicas, resumiu nossa resposta muito bem. Ele escreveu:

“Embora a maioria de nós conduza nossa vida como onívoros, de modo que comemos carne, bem como vegetais e frutas também, os seres humanos têm características de herbívoros, não de carnívoros. O anexos de carnívoros são garras; aqueles de herbívoros são mãos ou cascos.

Os dentes dos carnívoros são afiados; os dos herbívoros são principalmente retos (para moer). O trato intestinal dos carnívoros é curto (3 vezes o comprimento do corpo); o dos herbívoros é longo (12 vezes o comprimento do corpo).

O resfriamento do corpo dos carnívoros é feito pela respiração ofegante; herbívoros pela transpiração. Carnívoros bebem fluídos por lamber; herbívoros por sorver. Carnívoros produzem sua própria vitamina C, enquanto que os herbívoros obtêm-na da sua dieta.

Assim, humanos têm características de herbívoros, não de carnívoros.”

Está certo. Humanos tem características de herbívoros, não de carnívoros ou de onívoros – porque onívoros, como ursos guaxinins, na verdade retém a maioria das características dos carnívoros, assim que eles ainda são capazes de digerir e caçar a sua presa, e o fazem efetivamente.

Embora nos comportemos como onívoros, nosso sistema digestivo na verdade se assemelha aquele dos chimpanzés e outros grandes macacos, que comem basicamente plantas.

O percentual de alimento animal que os chimpanzés comem é muito baixo, se algum, entre 2 a 3% e principalmente cupins e outros insetos.

No que se refere ao sistema gastrointestinal, humanos, como os herbívoros, tem uma abertura relativamente pequena da cavidade oral comparada ao tamanho da cabeça.

Carnívoros tem uma boca larga em relação ao tamanho da cabeça, e sua articulação da mandíbula é conjunta, muito forte e estável, encontrando-se no mesmo plano dos dentes; a mandíbula inferior de um carnívoro não se move para frente e muito pouco para os lados.

Como herbívoros, nossa articulação da mandíbula está posicionada acima do nível dos dentes, e por ter um ângulo expandido, a mandíbula inferior tem mais movimentos para os lados e mais movimentos laterais complexos para mastigar alimentos vegetais.

Nossa articulação da mandíbula é menos estável e forte que as dos carnívoros, portanto, e poderia facilmente ser deslocada se nós, na verdade, tentássemos predar um animal. por outro lado, se um carnívoro tivesse nossa mandíbula mais instável, e deslocada que a sua, ele provavelmente morreria de fome, ou seria predado, então seria muita desvantagem para um carnívoro ter mandíbulas como as nossas.

Herbívoros mastigam a comida destruindo as células vegetais para melhor digestão e para mistura-las com saliva, porque ao contrário dos carnívoros, que na maioria engolem a comida sem mastigar e misturar com saliva, herbívoros e humanos têm saliva que contem enzimas digestivas. Então, nossa digestão começa no processo de mastigação. A saliva dos animais carnívoros não contem nenhuma enzima para digestão.

Dentes são surpreendentemente diferentes também.

Nossos caninos são retos, sem corte e pequenos, formados como uma espada e não serrilhados; ao contrário dos carnívoros, que os têm alongados e em punhal – como, os quais são sempre serrilhados para matar e estraçalhar sua presa.

Nossos molares e pré-molares são quadrados e achatados para trituração e esmagamento; ao contrário dos carnívoros, que os tem afiados, como uma lâmina. Se nós humanos tentássemos matar uma girafa, por exemplo, com nossos dentes, rapidamente seriamos chutados pelo animal.

Ou, se com sucesso nos espreitássemos e, na verdade, tentássemos realmente morder o animal vivo, isso poderia resultar em alguns de nossos dentes caindo ou na nossa mandíbula deslocada. Nós com certeza terminaríamos com uma girafa muito irritada, mas não morta.

E sobre o estômago. Nosso volume estomacal, como os herbívoros é cerca de 25% do nosso trato gastrintestinal, ao contrário dos carnívoros, que tem um volume estomacal muito grande com o dobro da capacidade, cerca de 60 a 70% do total do volume do trato gastrointestinal, o que permite a eles matar talvez uma vez por semana, engolir grandes quantidades de carne, e digerir mais tarde.

O ph do nosso estômago é entre 4 a 5, com comida; já carnívoros que secretam muito mais ácido clorídrico, têm um ph estomacal que é muito mais ácido (seu ph é geralmente 1 ou menos, com comida). O estômago mais ácido de um carnívoro é vantagem para matar bactérias encontradas na carne em decomposição. Como o Dr.

Roberts mencionou, humanos, como os herbívoros, têm um intestino delgado muito longo, cerca de 10 vezes o comprimento do corpo; já os intestinos dos animais carnívoros, os quais são curtos, apenas 3 a 5 vezes o comprimento do corpo.

O intestino longo em humanos e nos herbívoros é necessário para as fibras das plantas, as quais requerem tripas maiores e mais elaboradas, as vezes saculadas como o intestino humano.

E, há algumas impressionantes diferenças fisiológicas também. Assim como outro herbívoros, humanos requerem vitamina C das plantas.

Se não ingerirmos vitamina C, nós teremos uma doença chamada escorbuto na qual somos incapazes de sintetizar colágeno, que é a substância construtora de praticamente tudo em nosso corpo (então, falta de vitamina C pode resultar em problemas em nossos ossos, sangramentos, gengivas, problemas com cicatrização de feridas, etc.

). E vitamina C é encontrada exclusivamente em plantas. Mamíferos que são primordialmente carnívoros não necessitam comer vitamina C das suas dietas. Eles sintetizam sua própria vitamina C.

Também, a vitamina A conta. Existem dois tipos de vitamina A: (1) vitamina A pré-formada, como retinol, encontrada em produtos animais como carne, fígado, laticínios, ovos e peixe; e (2) pró-vitamina A, carotenóides, encontrados em alimentos vegetais.

A forma de vitamina A que vem dos animais pode ser tóxica para os humanos em grandes quantidades. Os fígados de animais que são primordialmente carnívoros tem a capacidade de desintoxicar vitamina A. Entretanto, nossos fígados são incapazes de fazer isso.

No artigo publicado no Jornal Americano de Nutrição Clinica”, cientistas expressaram preocupação com que o excesso de vitamina A que vem de animais não seja sempre identificado e possa causar sérios problemas. Eles dizem: “Vitamina A em excesso pode ser um problema crescente mas pouco subestimado”.

E aparentemente este problema não é novo. Os cientistas relataram que: esqueletos fossilizados dos primeiros seres humanos sugerem que anormalidades ósseas possam ter sido causadas por hipervitaminose A (excesso de vitamina A). Deste e de outros relatórios, a toxicidade da vitamina A é conhecida por ser um fenômeno antigo.

” Assim, parece que temos sido onívoros por algum tempo até agora não obstante nossa biologia. Assim, parece que nosso comportamento foi de onívoros até agora, apesar da nossa biologia.

A última coisa a se colocar é, na verdade, uma muito triste. Uma característica que é única dos herbívoros e não de carnívoros e que é um problema em humanos. É algo que Dr. Roberts apontou bem: “Aterosclerose afeta somente herbívoros. Cães, gatos, tigres, e leões podem ser saturados com gordura e colesterol e placas ateroscleróticas não se desenvolvem.”

Carnívoros e onívoros – animais que são feitos para comer outros animais – podem comer todos os animais e todos os produtos derivados de animais que eles quiserem e nunca desenvolverão aterosclerose, que são placas de colesterol cobrindo nossos vasos que podem obstruir o fluxo sangüíneo que vai para o nosso coração e cérebro e causar ataque cardíaco e derrame. Colesterol em nossa dieta somente esta presente em produtos animais, e nós não precisamos consumir nada dele, porque nosso corpo já sintetiza todo o colesterol que precisamos para todas as nossas necessidades biológicas.

Animais que não foram projetados para comer carne, como herbívoros, incluindo humanos, desenvolvem aterosclerose. Nós desenvolvemos este revestimento problemático de colesterol em nossas artérias, e o fazemos isso o tempo todo.

Aterosclerose é ubíqua na dieta ocidental com produtos animais desde muito cedo em nossas vidas. Nós realmente terminamos pagando um preço por nos comportarmos como onívoros, quando somos biologicamente desenhados como herbívoros.

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