Como Se Chama As Pessoas Que Não Comem Carne?

Como Se Chama As Pessoas Que Não Comem Carne? O médico Caio Elil passa períodos sem comer carne para se desintoxicar – (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A.Press )

A proteína é um dos três macronutrientes que compõem a nossa alimentação, ao lado dos carboidratos e das gorduras. É formada por cadeias de aminoácidos e conta com duas formas principais: as de origem animal e vegetal. Há uma ideia equivocada, e muito popular, de que a proteína está presente somente na carne, mas ela pode ser encontrada em todos os alimentos, em menor ou maior proporção, como nas sementes — de abóbora, girassol e chia. Sabe o gergelim, aquela sementinha que, geralmente, fica em cima do pão? Ela carrega 17,73g de proteína — a versão em farinha e sem gordura pode ter até o dobro.

As oleaginosas — amêndoas, castanhas e nozes —, além de fonte proteica, fornecem gorduras boas e auxiliam a saúde do coração.

Já as leguminosas, como lentilha, grão-de-bico, soja e feijão, são consideradas fontes mais acessíveis de proteína, além de auxiliarem o funcionamento do intestino e o controle dos níveis de colesterol.

Também encontramos as proteínas necessárias para a nossa nutrição em grãos, como amaranto, quinoa, aveia e arroz integral, e em vegetais, principalmente, os de coloração esverdeada. Há, ainda, os produtos que são derivados da soja, como tofu, tempeh, seitan e missô.

A nutricionista Mariana Corgosinho explica que, para entendermos o que é a proteína, é necessário saber sua função no organismo.

“Ouso dizer que não existe um único processo no nosso corpo que não seja dependente da participação de uma proteína. Além da ação estrutural nas células e na construção de tecidos, como o muscular, ela exerce funções hormonais e enzimáticas.

Digamos que é o tijolo que constrói tudo no nosso corpo.” E também é a base para o crescimento de cabelos e unhas.

A profissional reforça que, no caso de uma dieta sem carne, pode haver necessidade de complementação, mas de outros nutrientes, não da proteína em si. Esse mito é reforçado pela falta de informação em relação ao veganismo e vegetarianismo, como explica o vegano Eduardo dos Santos.

“Para termos ideia do grau de desinformação, cálcio, ferro, ácido fólico e vitamina B12 são os nutrientes que as pessoas deveriam mais se preocupar em ter alguma carência. A proteína jamais, uma vez que todos os alimentos contêm proteína, a não ser doces e óleos”, aponta Eduardo.

Diminuindo o consumo

O médico oriental Caio Elil, 28 anos, brasiliense, suspende o consumo de carne e produtos de origem animal em determinados períodos do ano. Para ele, isso é importante para o funcionamento do corpo e da mente.

“As carnes aumentam os processos de inflamação no intestino, e, como o cérebro funciona de acordo com ele, é bom manter uma época sem carnes, como purificação.

” Nesses períodos, Caio aumenta a ingestão de folhas verdes e grãos.

O excesso de carne vermelha está associado à maior ocorrência de doenças cardiovasculares, diabetes e até câncer.

Mariana Cargosinho diz que os malefícios estão ligados, principalmente, à forma de preparo, à criação do animal e ao equilíbrio no consumo.

Ela explica que é importante priorizar carnes cozidas, em vez de fritas e assadas, principalmente aquelas muito bem passadas. “Por outro lado, a carne é, sim, fonte riquíssima em proteínas, gorduras, vitaminas do complexo B, ferro e outros.”

A nutricionista, que não consome carne, conta que essa transição pode ser complicada no início. “Quando cortei a carne da alimentação, minha relação com a comida, fome e saciedade, mudou muito e foi meio caótico. E olha que eu era estudante de nutrição.”

A dica de Mariana é variar o cardápio e testar. “O primeiro passo é querer, e o segundo experimentar. Nós, brasileiros, somos muito apegados à carne e parece que não temos opções além dela.

Mas isso não é verdade, existem infinitos sabores e preparos para descobrirmos.

O que eu falo para os meus pacientes que dizem querer evitar a carne em alguns dias da semana é: diminua um pouco sua porção de carboidratos, dobre a de leguminosas e finalize com uma boa colher de sopa de mix de sementes.”

A endocrinologista e nutróloga Juliana Lara conta que não é preciso fazer nenhum tipo de mudança radical para incluir proteínas vegetais na alimentação. “Comece diminuindo o consumo em um dia completo.

Depois, vá aumentando o número de dias, e sinta o efeito que isso tem em seu corpo e no seu estilo de vida.

A partir do momento que decidir que se sente melhor sem a ingestão de carne, busque a ajuda de um nutrólogo focado no segmento vegetariano.”

Veganismo acessível

Como Se Chama As Pessoas Que Não Comem Carne? Luciene Alves tem mais de 100 mil seguidores no Instagram: veganismo possível entre pessoas de baixa renda (foto: Arquivo Pessoal)

Luciene Santos, 25 anos, auxiliar administrativa, tem mais de 100 mil seguidores em sua página no Instagram (@sapavegana). Ela adaptou a vida ao veganismo após assistir a um vídeo sobre exploração animal. “No mesmo dia, procurei alguns documentários com a mesma temática, fiquei ainda mais indignada e sentindo muita culpa, então, naquele momento, decidi me tornar vegana.” Ela explica que a busca por informação é contínua e dá preferência ao conteúdo de pessoas pobres e veganas.

O debate que muitas vezes não chega a determinados lugares pessoalmente tem um facilitador nas redes sociais, além de criar uma teia de afeto e motivação, já que a jornada do veganismo e do vegetarianismo pode ser solitária para alguns.

O dia a dia da alimentação de Luciene é amplo e acessível. “De manhã, como pão, cuscuz, frutas, mingau, tapioca etc.

No almoço e jantar, gosto de arroz e feijão, macarrão, cuscuz, de refogar folhas, como couve-manteiga e rúcula, ou saladas. Faço receitas com leguminosas, como almôndegas de lentilha, ervilhas com molho de tomate.

Tento elaborar pratos simples e coloridos.” As principais fontes de proteína são as leguminosas.

Luciene explica que o veganismo é, sim, acessível a todos, afinal, cada bairro costuma ter uma feira. “Procure informação. Nas redes, há muitas pessoas falando sobre.

Quando for procurar, prefira aquelas que tenham realidade parecida com a sua.

Uma pessoa que não passou dificuldades, que nunca precisou se preocupar com dinheiro, não vai ensinar a viver o veganismo/vegetarianismo com um salário mínimo ou menos”, completa.

Diálogo com a periferia

Como Se Chama As Pessoas Que Não Comem Carne? Os gêmeos Eduardo e Leonardo dos Santos usam as redes sociais para incentivar o veganismo acessível a todos (foto: Arquivo Pessoal)

Os gêmeos Eduardo e Leonardo dos Santos, 24 anos, criaram a página @veganoperiférico para informar a população da possibilidade de um veganismo acessível a todos, que foque no consumo de produtos naturais — mais baratos — e não nos chamados industrializados veganos. “Quando falamos de saúde no veganismo, temos que falar de forma política e contextualizada, porque temos uma população que está morrendo, temos o nutricídio na periferia, de pessoas que estão se alimentando muito mal, consumindo muitos processados e industrializados”, diz Leonardo.

Ele chama a atenção para a necessidade da criação de políticas públicas voltadas para a alimentação da população periférica. Os irmãos contam que um dos benefícios físicos que o veganismo trouxe foi a melhora da saúde. “Eu tive muita gastrite por muitos anos.

Quando trabalhava em uma rede de fast food, comia muito hambúrguer, muito pão e industrializados, e tinha muita enxaqueca, tontura e outros problemas. Eu não tenho dor de estômago desde 2015, quando me tornei vegano”, conta Eduardo.

As fontes proteicas dos irmãos são os grãos, como lentilha, grão-de-bico e feijão.

Leonardo, vegano há quatro anos, assim como o irmão, trabalhou em uma rede de fast food e acabou desenvolvendo gastrite. Com a alimentação saudável, as dores cessaram. “Eu me forcei a comer mais e melhor. Fui dormir onívoro e acordei vegano, não tive transição. A primeira semana foi um pouco difícil porque o corpo estava em adaptação, mas depois foi supertranquilo.”

Entenda as diferenças

VeganismoNão consome nada de origem animal e não utiliza produtos de vestuário, beleza e entretenimento que tenham contribuído com o sofrimento animal.

VegetarianismoOvolactovegetariano: não consome carne, mas ovos e laticínios.Lactovegetariano: não come carne nem ovos.

Vegetariano estrito: não come carne, laticínios ou ovos.

Entenda a diferença entre veganos e vegetarianos

A principal diferença entre veganos e vegetarianos é que os veganos não consomem nada que tenha origem animal, seja em sua alimentação ou outros produtos, como artigos para higiene, limpeza, vestuário ou remédios. Já o vegetariano não come carne, peixe e aves, mas consome outros produtos de origem animal.

A principal motivação dos veganos e vegetarianos é ética, no entanto, o vegetarianismo também pode ser motivado por questões de saúde e religião.

Vegano Vegetariano
Alimentação Rejeita qualquer alimento relacionado com animais, como carne, leite, mel, ovos, etc. Não consome peixe, carne e aves.
Produtos lácteos e derivados Não consome. Pode consumir.
Produtos Não usa produtos relacionados a animais. Usa produtos relacionados a animais.
O que é Pode ser visto como um estilo de vida. É um tipo de dieta.
Razões A principal razão é a questão ética, pela não exploração animal. Pode ser adotado por questões éticas, alimentares, de saúde ou religião.
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O que é ser vegetariano?

É considerado vegetariano o indivíduo que exclui carne, aves e frutos do mar de sua dieta. Porém, existem diferentes tipos de vegetarianismo e alguns também excluem laticínios e ovos.

Como Se Chama As Pessoas Que Não Comem Carne?

Os tipos mais comuns de vegetarianos incluem:

  • Ovo-lacto vegetarianos: vegetarianos que evitam carne de animais, mas consomem laticínios e produtos com ovos.
  • Lacto-vegetarianos: vegetarianos que evitam carne e ovos, mas consomem produtos lácteos, como leite, queijo, iogurte, manteiga, entre outros.
  • Ovo-vegetarianos: vegetarianos que evitam todos os produtos de origem animal, porém consomem ovos.

Ainda há a dieta flexitariana, feita por pessoas que estão cortando a ingestão de carne, mas ainda comem em alguns casos.

Também é considerado aquele que não come outros tipos de carne, porém consome peixe.

Embora às vezes considerados vegetarianos, os flexitarianos comem carne animal ocasionalmente. Portanto, eles tecnicamente não se enquadram na definição de vegetarianismo.

O que é ser vegano?

O veganismo pode ser visto como a forma mais radical e estrita de vegetarianismo. Mais do que uma dieta, pode ser considerado um estilo de vida, que busca excluir todas as formas de exploração e crueldade animal.

Os veganos, além de não consumirem nenhum tipo de carne, dão um passo adiante eliminando todos os alimentos de origem animal de sua dieta, incluindo leite, mel e ovos.

Como Se Chama As Pessoas Que Não Comem Carne?

Além disso, o veganismo não se limita à alimentação. O vegano não utiliza nenhum produto de origem animal, incluindo produtos de higiene, cosméticos, vestuário, medicinas, entre outros.

Razões do vegetarianismo e veganismo

As dietas vegetarianas já existem desde 700 a.C. Suas razões podem ser éticas, mas a dieta também pode ser adotadas por questões de saúde, ambientalismo e religião.

Já a razão para o veganismo é principalmente ética. A motivação é evitar todas as formas de exploração animal e, por isso, além da alimentação, os veganos abrem mão de qualquer produto de origem animal, seja para higiene, medicina, entre outros.

Em termos de ética, os vegetarianos se opõem a matar animais para alimentação, mas consideram aceitável o consumo de subprodutos de origem animal, como leite e ovos. Por outro lado, os veganos acreditam que os animais têm o direito de estar livres do uso humano, seja para alimentos, roupas, ciência ou entretenimento.

Veganos também tendem a evitar circos, zoológicos, rodeios, corridas de cavalos e qualquer atividade envolvendo o uso de animais para entretenimento.

Veja também a diferença entre:

Veganos! Quem são? O que comem? O que não fazem? Descubra agora mesmo

Você já deve ter ouvido falar do veganismo. Nos últimos anos, o movimento tem crescido bastante em todo o mundo, e aqui no Brasil a história não é diferente.

Uma grande quantidade de pessoas tem abolido a utilização de produtos de origem animal e se tornado veganas. Mas afinal de contas…

O que é um vegano? Hoje, trouxemos a resposta para esta e várias outras perguntas que veganos ouvem com certa frequência.

E quem responde tudo isso é o redator Renan Hamann (que escreve para o TecMundo e para o Mega Curioso). Adepto do veganismo desde o começo de 2013, ele abandonou o consumo de carne no final de 2011 e desde então vem estudando bastante sobre os temas veganismo, vegetarianismo e libertação animal. Esperamos que todos gostem das informações reunidas aqui.

O que é um vegano?

De uma forma bem direta: o vegano (ou vegan) é uma pessoa que pratica o veganismo em todas as suas ações, seja na alimentação ou não. Ele é vegetariano estrito em sua dieta e também não utiliza produtos de origem animal. Na definição da The Vegan Society, o vegano “busca excluir, na medida do possível e do praticável, todas as formas de exploração e de crueldade contra animais”.

Quem é defendido pelos veganos?

Esta pergunta é básica e todos os adeptos do veganismo já tiveram que respondê-la algumas vezes — mas é impossível falar sobre o assunto sem mencioná-la.

O veganismo é, em suma, um movimento que busca a libertação animal em todas as frentes possíveis, incluindo mercado, alimentação, trabalho forçado e entretenimento.

Vale dizer que isso não envolve apenas os animais não humanos (que são chamados de “irracionais” pelo senso comum).

Ou seja, a libertação dos seres humanos também é defendida. Isso significa que veganos buscam eliminar o consumo de produtos oriundos de empresas que exploram a mão de obra análoga à escravidão.

Além disso, ainda há movimentos (como o Food for Life) que apoiam a adoção universal do veganismo como forma de democratizar o acesso à alimentação — pois cerca da metade dos grãos produzidos no mundo são usados para a engorda de “animais de corte”.

Qual é a diferença entre veganismo e vegetarianismo?

Há muitas pessoas que confundem os termos e acreditam que o “veganismo” é apenas uma dieta. Como já dissemos anteriormente, ele é um movimento de libertação animal. A dieta seguida pelos veganos é o “vegetarianismo estrito” — que também é seguida por outras pessoas que não são veganas. Pode parecer confuso no começo, mas na verdade é bem fácil entender. Confira a tabela abaixo:

A tabela é do site Vista-se, que buscou no link anterior separar os tipos de vegetarianos que existem atualmente. Como você pode ver, os veganos — movimento vegano e dieta vegetariana — são aqueles que não consomem carnes, leite e derivados do leite, ovos e derivados do ovo, mel ou qualquer outro produto oriundo da exploração animal.

Por mais que a palavra “estrito” seja deixada de lado em muitos casos, ela é necessária para diferenciar os vegetarianos dos “ovolactovegetarianos”, “lactovegetarianos” ou “ovovegetarianos”. Esses três grupos não consomem carne, mas ainda assim consomem produtos que contribuem para a exploração dos animais — falaremos mais sobre isso em seguida.

Ressaltando o que dissemos anteriormente, todo vegano é vegetariano estrito. Porém, nem todo vegetariano estrito é vegano. Isso acontece porque há pessoas que não consomem nada de origem animal na alimentação, mas acabam consumindo couro, lã, seda ou vão a circo com animais e outros eventos com exploração (incluindo rodeios, zoológicos e parques).

Peixes e frutos do mar?

Se você é vegano ou vegetariano, certamente já ouviu a pergunta “Nem peixe?”. Se você não é, provavelmente já fez a pergunta para algum amigo. E a resposta é bem clara: a dieta vegetariana exclui a carne dos peixes e de outros frutos do mar de seu cardápio.

Por quê?

Porque todos os animais possuem sistema nervoso central e senciência — a capacidade de sofrer, sentir dor ou felicidade que somente os animais têm. Por mais que eles não emitam sons fora da água, eles sentem dor ao serem pescados ou cortados ainda vivos. Ao serem retirados da água, morrem em um doloroso processo de asfixia. Saiba mais no site Nem Peixe.

Por que não consumir ovos e leite?

Há quem diga que o leite e os ovos não são um problema, pois eles são criados sem a necessidade de matar um animal — o que claramente acontece com a carne. Porém, existe uma série de explorações que a grande maioria não leva em consideração quando fala sobre o tema. Abaixo você pode conferir alguns exemplos:

Reprodução/Vista-se

Leite

Como em toda espécie de mamífero, para que a “vaca leiteira” produza leite, é preciso que ela seja mãe. Na indústria, as vacas são emprenhadas com inseminação artificial e depois do parto têm seus filhotes levados embora — geralmente as fêmeas são encaminhadas para o mesmo processo, e os machos são abatidos ainda enquanto bezerros para abastecer o mercado de vitelos.

A expectativa de vida de uma vaca é de cerca de 20 anos, mas as vacas leiteiras geralmente são abatidas com menos de 8 anos. Isso acontece porque elas começam a apresentar problemas de reprodução após várias gestações forçadas, problemas de locomoção devido a infecções ou matistes e outras inflamações.

Ovos

Galinhas botam seus ovos em um processo natural? Sim, mas isso não significa que elas não sejam exploradas. Assim que nascem, as galinhas são debicadas (têm os bicos arrancados) sem anestesia.

Isso é feito para que elas não firam umas às outras ao serem submetidas a situações de muito stress — o que acontece bastante, visto que até oito animais dividem gaiolas com pouco mais de 0,2 m².

A ONG onca –Defesa Animal fala mais sobre o assunto e lembra que as galinhas poedeiras podem passar a vida inteira sem ver a luz do sol, sem caminhar de uma maneira digna nem viver do modo natural — livres e tendo respeitadas suas próprias vontades.

O que mais é deixado de lado?

Você já viu que veganos não comem carne de nenhum tipo, derivados de qualquer produto animal — incluindo corantes criados com o esmagamento de insetos — e também não usam couro, lã, seda ou qualquer outro tipo de pele. Abaixo, você confere uma lista com diversas outras atividades que são deixadas de lado por quem é adepto do veganismo:

  • Circos (com animais)
  • Zoológicos e parques com animais
  • Caça
  • Consumo de produtos testados em animais
  • Touradas, rodeios, vaquejadas e afins
  • Exploração ou abandono de animais domésticos
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Mas vocês comem só grama?

Anteriormente, nós falamos sobre a dieta vegetariana. Geralmente, costuma-se pensar que isso envolva apenas saladas sem gosto e sem tempero, mas essa imagem é completamente errada. Veganos comem cereais, frutas, legumes e qualquer outro alimento que venha das plantas, além de algas e cogumelos.

Sanduíches da hamburgueria Mamba Vegan (Curitiba)

E isso não quer dizer que as comidas sejam apenas cruas — muito pelo contrário. Com algumas receitas na mão, é possível fazer alimentos saborosos e totalmente saudáveis.

Além disso, também há muito “Junkie Food” vegano, pois a variedade de hambúrgueres, doces e frituras que podem ser feitas é gigantesca. E mais…

É possível comer tudo isso sem ingerir um único grama de soja se você não quiser.

Vegetarianismo é "coisa de rico"? Dieta é mais democrática do que parece

Você é aquela pessoa que sempre gostou da ideia de vegetarianismo, mas nunca colocou em prática por acreditar que o dinheiro é essencial para manter esse tipo de alimentação? Então aqui vai uma boa notícia: para ser vegetariano ou mesmo vegano não é preciso ter uma boa condição financeira. Vontade já é o suficiente.

Os vegetarianos têm uma vasta gama de alimentos disponíveis, como as leguminosas (feijão, grão-de-bico, lentilha, soja), ricas em proteínas vegetais, que combinadas com outras categorias alimentares nutrem o corpo da mesma forma que as de origem animal. E tudo isso gastando pouco.

“É perfeitamente possível manter uma alimentação vegetariana ou vegana gastando pouco e ainda assim garantir o consumo adequado de todos os nutrientes essenciais”, afirma Tainá Gaspar, nutricionista pela USP (Universidade de São Paulo), especialista em alimentação vegetariana e comportamento alimentar.

No entanto, quando a pessoa quer um substituto parecido com a carne, aí sim, a dieta se torna restrita e elitizada.

“Para equilibrar esse estilo de alimentação não é necessário recorrer a produtos industrializados, da moda ou gourmet, que, sem dúvida, são mais caros, mas sim buscar a nutrição em alimentos pouco processados, mais acessíveis, já presentes na cultura alimentar brasileira e importantes para qualquer um que busca uma alimentação balanceada”, diz a nutricionista.

Segundo ela, o acesso a esse tipo de alimentação é bastante democrático. “Mas a gente pode dizer que o acesso a informações de qualidade e ao conhecimento são mais restritos”.

É possível comer bem gastando pouco

Veganos, que não são restritos apenas a uma dieta sem carne e seus derivados, mas a todos os aspectos que envolvem a exploração animal, também podem ter uma boa alimentação gastando pouco, como afirma o cozinheiro Wagner Ferreira da Silva, de 35 anos, e vegano há 16.

Wagner mudou o estilo de vida após ir ao “Verdurada” Imagem: Arquivo pessoal

“Não é caro. Vai muito da forma como você quer se alimentar. Se quiser só produtos industriais, aí sim vai ser bem caro, mas indo ao sacolão, feira livre você encontra uma rica variação de legumes, verduras e frutas para o seu dia a dia”, garante o morador de Carapicuíba (SP).

Ele conta que decidiu mudar completamente o estilo de vida depois de comparecer a um evento chamado “Verdurada”.

“Era um festival com bandas punk e no meio desse evento rolou uma exibição de um documentário que mostrava como eram tratados os animais de consumo. Depois desse dia, eu parei com tudo de origem animal”, recorda.

Ele diz também que ainda não conseguiu influenciar a família a seguir seus passos, mas amigos, sim.

Do mesmo sentimento partilha a modelo Raísa Carvalho dos Santos Jesus, 18, que aderiu ao veganismo há quase dois anos. Residente do subúrbio ferroviário de Salvador (BA), a jovem garante que é possível manter uma alimentação vegana, mesmo com pouco dinheiro.

Raísa aderiu ao veganismo há quase dois anos Imagem: Arquivo pessoal

“A nossa sociedade é tão não inclusiva que tenta colocar na mente das pessoas que nem todos podem ser veganos ou vegetarianos, e as pessoas compram essa ideia e seguem isso. Mas se você equilibrar tudo direitinho, ser vegano acaba sendo muito mais barato que uma alimentação carnívora”, diz.

Ela relata que a mudança ocorreu após estudar sobre o assunto e assistir a alguns documentários sobre como a indústria “embeleza o consumo dos animais e destrói o meio ambiente”.

“A mudança foi uma decisão muito assertiva. No dia que eu decidi parar, eu parei, e fui estudando muito e entendendo o quão importante foi a minha decisão. Hoje eu tenho mais empatia, tanto pelas pessoas quanto pelos bichos”, conta a jovem, que já convenceu mais de 10 amigos a seguirem seus passos.

Juzileide parou com a carne em busca de uma vida mais saudável Imagem: Arquivo pessoal

Já a professora Juzileide Raimunda da Silva Oliveira, 49, de Macapá (AP), que é vegetariana, optou pela mudança nos hábitos alimentares em busca de uma vida mais saudável, há 15 anos. “Eu sofria devido à pressão alta, tomava remédio todos os dias, mas com a mudança nos hábitos alimentares agora passo até um ano todo sem precisar tomar remédio”, conta.

Ela garante que faz as compras do mês gastando pouco e aproveitando as ofertas. “Eu consigo ter uma alimentação balanceada, com os mais diversos nutrientes, gastando de acordo com o meu orçamento, usando frutas, verduras e legumes regionais e sazonais”, explica.

“Infelizmente, a falta de informação leva muitas pessoas a se alimentarem mal e até a passar fome, por não saberem que dá para fazer 'carne' de jaca verde, de caju, de casca de banana, e outras delícias”, diz, orgulhosa de seus pratos, que já fizeram várias pessoas sucumbirem ao vegetarianismo.

Além de uma dieta saudável

Parar de consumir produtos de origem animal também tem intuitos políticos. A costureira Dayane Pereira Bento, 26, de Campo Grande (MS), optou pela mudança por acreditar em um futuro melhor para todos, principalmente para o meio ambiente.

“Sigo o veganismo popular anticapitalista. Essa decisão vai além de não querer contribuir com a crueldade que existe com animais.

Ela chega na minha repulsa por esse sistema de agronegócio que explora o trabalhador, desmata e queima florestas para transformar em pasto”.

Ela, que não come carne há oito anos e em 2017 aderiu também ao veganismo, diz que qualquer pessoa pode se tornar vegana, basta se identificar e aprender sobre a filosofia; não tem a ver com a condição financeira.

Dayane diz que ser vegana vai além de simplesmente parar de consumir produtos de origem animal Imagem: Arquivo pessoal

“Se fosse caro, eu não seria vegana. Sou pobre, moro na periferia e recebo um salário mínimo.

Quando eu era criança, aqui em casa tínhamos menos dinheiro ainda, não íamos em restaurantes, meus pais compravam os legumes mais baratos, comíamos frutas direto do pé, minha mãe sempre fez bolo sem ovos.

Isso fez com que minha relação com a comida não fosse nada elitizada. Convivi com a escassez e sei bem que alimentação com base vegetal não é assim”, diz.

Para ela, a simplicidade da comida é o melhor tempero, e o veganismo é uma mudança positiva. “Eu não vivo à base de 'hambúrguer do futuro'. Não sou a melhor amiga do fogão, mas eu cozinho a maioria das minhas refeições. Sabe o prato típico que está na mesa dos brasileiros? É isso, arroz, feijão, legumes e salada. É isso que eu como. É simples”, exemplifica.

Fique atento ao cardápio

Tanto vegetariano como vegetariano estrito, ovo-lacto-vegetariano ou vegano podem ter uma boa alimentação por meio de um cardápio variado no dia a dia. Mas é preciso ficar atento, pois as proteínas de origem vegetal são consideradas fontes de menor valor biológico.

“Elas podem atingir a necessidade de aminoácidos essenciais, desde que sejam consumidas de maneira complementar na dieta diária.

Por exemplo, o arroz e o feijão fornecem essa complementação —um tem o aminoácido que falta no outro, portanto, o consumo dessa mistura supre a falta da proteína de origem animal na dieta”, explica Gilberto Simeone Henriques, nutricionista e professor do Departamento de Nutrição da Escola de Enfermagem da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

Outro exemplo é o cálcio, proveniente especialmente do leite, mas que também pode ser adquirido por meio de uma combinação de fontes de origem vegetal, como verduras e leguminosas. E há várias outras substituições que garantem um alto valor proteico na alimentação.

O único nutriente que não é encontrado nos vegetais é a vitamina B12, cujas fontes são alimentos de origem animal e seus derivados. Portanto, ela é suplementada à dieta. Por ser essencial para a integridade dos sistemas nervosos central e periférico, e participar da formação das hemácias, a falta da vitamina B12 pode provocar alterações hematológicas ou neurológicas.

Apesar disso, Henriques destaca que os alimentos de origem vegetal têm fatores positivos, como boas quantidades de fibra alimentar e carboidratos fermentáveis, e que são muito importantes para a saúde do trato gastrintestinal, para a microbiota (micro-organismos residentes do intestino) e compostos bioativos, como carotenos, licopeno, antocianinas, taninos, que estão ligados à função antioxidante.

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“Estudos epidemiológicos e estudos clínicos têm demonstrado que o consumo de carne, principalmente a vermelha, que tem a possibilidade de ter alto teor de gordura, e seus derivados embutidos e ultraprocessados, estão altamente ligados a fatores predisponentes de doenças crônicas e de câncer”, diz, lembrando que juntas essas doenças respondem por uma alta prevalência de mortes a cada ano.

Dicas para uma alimentação vegetariana mais barata:

  • Prefira produtos menos processados;
  • Cozinhe em casa e amplie o repertório culinário;
  • Prefira frutas, verduras e legumes da época, porque, além de mais saborosos e nutritivos, são mais baratos;
  • Vá à feira no final do expediente, na famosa hora da xepa;
  • Compre cereais, leguminosas e outras sementes em lojas que vendem à granel, como em zonas cerealistas.

Pescetarianismo – Wikipédia, a enciclopédia livre

Pescetarianismo, ou piscitarianismo, é um regime alimentar que inclui peixes e frutos do mar, mas exclui a carne de outros animais. Uma dieta pescetariana é uma dieta que inclui hortaliças, frutos, nozes, cereais e leguminosas, ovos e laticínios, mas diferentemente de uma dieta vegetariana, peixes, e algumas vezes frutos do mar.

Etimologia

O termo é um neologismo (inglês, “pescetarianism”; alemão, “pescetarismus”; espanhol, “pescetarianismo”; francês, “pescetarisme”) provavelmente derivado do termo “pesce” (peixe, em italiano) e a palavra “vegetariano”.

Pesce” por sua vez deriva do latim “piscis“, que tem a forma “pisci-” quando serve como prefixo, como em piscicultura e piscívoro. Note-se que um piscívoro, um tipo de carnívoro, come uma dieta primariamente de peixes, enquanto que o neologismo pescetariano refere-se a pessoas que consomem plantas e derivados além de peixes.

O dicionário Merriam-Webster data a origem do termo em 1993 e define como sendo: “uma dieta que inclui peixes mas, mais nenhuma outra carne”.[1]

Motivações

Considerações com a saúde

Nigiri-sushi japonês. Muitas culturas oferecem cozinhas amigáveis a pescetarianos

Um dos motivos mais citados para a adoção desta dieta é o desejo de manter uma boa saúde, baseado nos resultados encontrados que carne vermelha é prejudicial à saúde em muitos casos devido a carnes não magras conter altas quantidades de gordura saturada.[2][3]

Além disso, a carne de certos peixes faz aumentar o nível de lipoproteína de alta densidade (HDL, na sigla em inglês) no organismo,[4][5] além de se constituir em uma fonte de ácidos graxos ômega 3.

[6] Uma metanálise de 1999 de cinco estudos comparando taxas de mortalidade entre vegetarianos e não vegetarianos em países ocidentais encontrou que em comparação com quem come carne regularmente, a mortalidade por isquemia cardíaca era 34% mais baixa em pescetarianos, 34% mais baixa em vegetarianos, 26% mais baixa em veganos e 20% mais baixa em quem come carne ocasionalmente.[7]

Por outro lado existe a preocupação com consumo de grandes quantidades de certas variedades de peixe devido a conterem toxinas como mercúrio e bifenilpoliclorados (PCB),[8] apesar de ser possível selecionar peixes com pouco ou nenhum mercúrio e moderar o consumo de peixes que o contém.[9][10]

Comparação com outras dietas

Pescatarianismo é similar a muitas dietas tradicionais enfatizando peixes além de frutas, vegetais e grãos. Em muitas regiões costeiras tendem a se alimentar deste modo e é característica da dieta mediterrânea e as dietas de muitos países na Ásia, norte da Europa e das Caraíbas. Estas outras dietas tradicionais tendem a incluir carne também, mas de maneira periférica.

Pescetarianos são algumas vezes descritos como vegetarianos ou pesco-vegetarianos, e frequentemente pessoas não familiarizadas com vegetarianismo acreditam que a dieta pescetariana é vegetariana.

Em comum com os vegetarianos, pescetarianos frequentemente comem ovos e laticínios, além de frutas, vegetais e grãos.

A “Vegetarian Society” na Inglaterra, que iniciou naquele país o uso popular do termo vegetariano desde cerca de 1847, não considera pescetarianismo uma dieta vegetariana.[11] As definições de “vegetariano” em dicionários variam.[12]

Lista de pescetarianos

  • Nicole Anderson[13]
  • Carolina Ferreira
  • Mira Aroyo[14]
  • Brigitte Bardot[15]
  • Kari Byron[16]
  • Tracy Chapman[17]
  • Parvesh Cheena[18]
  • Common[19]
  • Billy Corgan[20]
  • Fearne Cotton[21]
  • Chuck D[22]
  • Ted Danson[23]
  • Alan Davies[24][25]
  • Sierra Deaton[26]
  • Nick Diaz[27][28]
  • Wendy van Dijk[29]
  • David Duchovny[30]
  • Susie Essman[31]
  • Johnny Galecki[32]
  • Ben Gibbard[33]
  • Ariana Grande[34]
  • Lee Hyori[35]
  • Steve Jobs[36]
  • Mark Kermode[37]
  • Alex Kinsey[26]
  • Kristin Kreuk[38]
  • Lousewies van der Laan[39]
  • Harvey Levin[40]
  • Wendie Malick[41]
  • Alyssa Milano[42]
  • Dannii Minogue[43]
  • Mary Tyler Moore[44]
  • Cam Newton[45]
  • Conor Oberst[46]
  • Amanda Palmer[47]
  • CM Punk[48]
  • Grigory Rasputin[49]
  • A$AP Rocky
  • Henry Rollins[50]
  • Andy Serkis[51][52]
  • Queen Sofía of Spain[53]
  • Tom Scharpling[54]
  • Hal Sparks[55]
  • Howard Stern[56]
  • Ben Stiller[57]
  • Sonny Strait[58]
  • Hayley Westenra[59]
  • Felix Kjellberg
  • Robert Fripp

Ver também

  • Macrobiótica
  • Semivegetarianismo
  • Categoria:Pescetarianos (categoria de pessoas pescetarianas)

Referências

  1. ↑ «Pescatarian» (em inglês). Merriam-Webster Online Dictionary. 2009. Consultado em 29 de março de 2012 
  2. ↑ E Giovannucci; EB Rimm, MJ Stampfer, GA Colditz, A Ascherio, WC Willett (1º de maio de 1994). «Intake of fat, meat, and fiber in relation to risk of colon cancer in men». Cancer Research (em inglês). 54: 2390-2397. Consultado em 25 de abril de 2012  A referência emprega parâmetros obsoletos |coautores= (ajuda)
  3. ↑ Frank B. Hu, MD, PhD; JoAnn E. Manson, MD, DrPh, Walter C. Willett, MD, DrPh (fevereiro de 2001). «Types of Dietary Fat and Risk of Coronary Heart Disease: A Critical Review». Journal of the American College of Nutrition (em inglês). 20 (1): 5-19. Consultado em 25 de abril de 2012. Arquivado do original em 22 de junho de 2008  A referência emprega parâmetros obsoletos |coautores= (ajuda) !CS1 manut: Nomes múltiplos: lista de autores (link)
  4. ↑ Paul J Nestel (janeiro de 2000). «Fish oil and cardiovascular disease: lipids and arterial function». American Journal of Clinical Nutrition (em inglês). 71 (1): 228S-231S. Consultado em 25 de abril de 2012 
  5. ↑ Sacks FM; Hebert P, Appel LJ, Borhani NO, Applegate WB, Cohen JD, Cutler JA, Kirchner KA, Kuller LH, Roth KJ, et al. (12 de fevereiro de 1994). «Short report: the effect of fish oil on blood pressure and high-density lipoprotein-cholesterol levels in phase I of the Trials of Hypertension Prevention». Journal of Hypertension (em inglês) (209): 13. Consultado em 25 de abril de 2012  A referência emprega parâmetros obsoletos |coautores= (ajuda)
  6. ↑ Frank B. Hu, MD; Leslie Bronner, MD; Walter C. Willett, MD; Meir J. Stampfer, MD; Kathryn M. Rexrode, MD; Christine M. Albert, MD; David Hunter, MD; JoAnn E. Manson, MD (2002). «Fish and Omega-3 Fatty Acid Intake and Risk of Coronary Heart Disease in Women». JAMA (em inglês) (287): 1815-1821. Consultado em 25 de abril de 2012. Arquivado do original em 6 de maio de 2005  A referência emprega parâmetros obsoletos |coautores= (ajuda)
  7. ↑ Key TJ; Fraser GE, Thorogood M, Appleby PN, Beral V, Reeves G, Burr ML, Chang-Claude J, Frentzel-Beyme R, Kuzma JW, Mann J, McPherson K (1999). «Mortality in vegetarians and nonvegetarians». detailed findings from a collaborative analysis of 5 prospective studies. American Journal of Clinical Nutrition (em inglês) (70): 516S-524S. Consultado em 25 de abril de 2012  A referência emprega parâmetros obsoletos |coautores= (ajuda)
  8. ↑ Committee on the Toxicological Effects of Methylmercury, Board on Environmental Studies and Toxicology, National Research Council (2000). «Toxicological Effects of Methylmercury» (em inglês). ISBN 0309071402. Consultado em 25 de abril de 2012  !CS1 manut: Nomes múltiplos: lista de autores (link)
  9. ↑ «Experts Say Consumers Can Eat Around Toxins In Fish». Purdue University (em inglês). Science Daily. 10 de fevereiro de 2003. Consultado em 25 de abril de 2012 
  10. ↑ Gloria Tsang R.D. (novembro de 2004). «Mercury: Are Fish safe to eat?» (em inglês). HealthCastle.com. Consultado em 25 de abril de 2012 
  11. ↑ «”Vegetarians do not eat fish!» (em inglês). Vegetarian Society. Consultado em 25 de abril de 2012 
  12. ↑ «Shorter Oxford English Dictionary» 6th ed. Oxford: Oxford University Press (em inglês). 2. 2007: 3506  define “vegetariano” (substantivo) como “Uma pessoa que em princípio se abstém de comida animal; alguém que evita carne mas consome laticínios e ovos e algumas vezes peixes”«Shorter Oxford English Dictionary» 5th ed. Oxford: Oxford University Press (em inglês). 2. 2002: 3511  tem a mesma definição.

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