Como Se Chama A Primeira Estrela Que Aparece No Ceu?

Estrelas são grandes esferas de plasma, mantidas por sua própria gravidade. As estrelas emitem luz, calor e outros tipos de radiação em razão dos processos de fusão nuclear que ocorrem em seu interior, liberando grandes quantidades de energia.

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Como as estrelas são criadas?

As estrelas formam-se pela condensação de gases que se aglutinam pela atração gravitacional.

As grandes nebulosas, por exemplo, são “berçários” de estrelas, uma vez que, em seu interior, grandes nuvens moleculares dão origem a novas estrelas.

Quando os gases responsáveis pela formação estelar aproximam-se, a velocidade deles aumenta, impulsionada pela gravidade local, bem como sua densidade e temperatura.

Durante um período, que pode levar até 10 milhões de anos, essas protoestrelas (estrelas em estágio inicial de formação) são compactadas por suas próprias gravidades até que a pressão e temperatura em seu núcleo sejam suficientes para que os átomos de hidrogênio fundam-se, produzindo núcleos de hélio. As estrelas que extraem a sua energia da fusão dos átomos de hidrogênio são chamadas de estrelas de sequência principal, esse tipo de estrela corresponde a cerca de 90% de todas as estrelas do Universo.

A partir do momento em que as estrelas tornam-se capazes de realizar fusões termonucleares, o seu combustível é consumido, até que a estrela evolua para o seu estágio final de vida.

As possibilidades são muitas: de acordo com a massa da estrela e o seu raio, é possível estimar como será o seu futuro.

Essas grandezas estelares, como a massa e o raio das estrelas, são comumente medidas em função da massa solar (M☉) e raio solar (R☉).

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Do que as estrelas são feitas?

A maior parte das estrelas, cujas massas são de 0,5M☉ (metade da massa do Sol) até 2,5M☉, são compostas de hélio e hidrogênio, os elementos mais abundantes do Universo. Isso acontece, porque essas estrelas não têm gravidade nem temperaturas suficientemente altas para fundir elementos mais pesados.

Quando as estrelas são muito massivas: entre 5M☉ e 10M☉ – como as supergigantes, no seu interior são formados elementos mais pesados que o hélio. O estágio final de vida dessas estrelas é uma supernova, uma grande explosão que lança toda a sua matéria e energia pelo espaço, dando origem a outras estrelas e planetas.

Veja também: Curiosidades astronômicas

Vida e morte das estrelas

O tempo de “vida” das estrelas depende da sua massa: a rapidez com a qual elas consomem o seu combustível é o que diz quanto tempo a estrela mantém o seu brilho, o Sol, por exemplo, consome menos de 0,01% de sua massa, anualmente, aumentando sua temperatura e luminosidade. Estima-se que desde o momento em que o Sol tornou-se uma estrela de sequência principal, 4,6 bilhões de anos atrás, o seu brilho tenha aumentado mais de 40%.

Como Se Chama A Primeira Estrela Que Aparece No Ceu? O Sol é uma estrela de sequência principal. Na foto, é possível ver detalhes de sua superfície.

As estrelas de sequência principal, chamadas de estrelas anãs, são a absoluta maioria das estrelas no Universo, o nosso Sol, por exemplo, trata-se de uma anã amarela, uma estrela de sequência principal de “baixa temperatura” quando comparada às estrelas mais quentes, como as anãs azuis. Confira alguns dos estágios evolutivos de estrelas de acordo com a sua massa:

  • Estrelas muito pouco massivas: Essas estrelas, cujas massas são de até metade da massa solar, eventualmente, resfriam-se após consumir o hidrogênio em seu interior, tornando-se teoricamente anãs brancas formadas exclusivamente por hélio, entretanto, o tempo de vida calculado para esse tipo de estrelas é maior que o do próprio Universo, por isso as estrelas existentes ainda se tornarão anãs brancas.
  • Estrelas pouco massivas: Nos seus estágios finais de vida, estrelas de até 2,5M☉ passam a formar átomos de carbono e oxigênio em seu núcleo. Com a diminuição de suas massas e a consequente diminuição de seu campo gravitacional, essas estrelas tornam-se gigantes. Durante sua expansão, essas estrelas expelem suas camadas exteriores, formando nebulosas planetárias.
  • Estrelas de massa intermediária: Essas estrelas têm uma evolução parecida com as estrelas pouco massivas, depois de sua expansão, deixam para trás apenas o seu núcleo, dando origem a estrelas anãs.
  • Estrelas massivas: Após ter fundido todo o seu hidrogênio, essas estrelas expandem-se, tornando estrelas supergigantes, nesse período, passam a fundir elementos pesados até que sua gravidade não consiga suportar a força das reações nucleares, quando isso acontece, essas estrelas explodem, lançando o seu conteúdo pelo espaço a velocidades altíssimas

Tipos de estrelas

Existem diversos tipos de estrelas. Essa designação depende de duas coisas: da classificação espectral, que diz respeito à temperatura da estrela e ao tamanho e massa da estrela.

A classificação espectral é dada em cores. Em ordem crescente de temperatura, temos as estrelas vermelhas, laranjas, amarelas, amarelas-brancas, brancas, azuis-brancas e azuis.

Confira a imagem abaixo sobre a evolução das estrelas:

Como Se Chama A Primeira Estrela Que Aparece No Ceu? As estrelas de sequência principal geralmente seguem as etapas acima.

Essa definição de cores diz respeito ao pico de frequência emitida pela estrela e a relacionada à temperatura de emissão de corpo negro. Como as estrelas produzem quase todas as frequências de radiação simultaneamente, ao olho humano todas parecem-se esbranquiçadas ao serem vistas a olho nu.

Confira alguns dos mais importantes tipos de estrelas que existem:

  • Estrelas azuis: São estrelas extremamente quentes, a temperatura de sua superfície pode atingir 30.000 K, são estrelas muito “novas” em comparação com os demais tipos de estrelas. A maioria dessas estrelas foi criada há menos 40 milhões de anos.
  • Anãs amarelas: Assim como o Sol, essas estrelas são muito antigas, existindo há bilhões de anos. O futuro dessas estrelas é o de se tornar uma gigante vermelha.
  • Anãs vermelhas: São as estrelas mais comuns, representam cerca de 73% das estrelas do Universo. Seu brilho é fraco, são estrelas pouco massivas.
  • Gigantes azuis: São estrelas de temperaturas superiores a 10.000 K, muito massivas, podendo apresentar até 250 vezes a massa do Sol.
  • Supergigantes azuis: São raras, extremamente quentes e brilhantes, podem apresentar até mil vezes a massa solar.
  • Anãs brancas: Essas estrelas são formadas pelos núcleos de outras estrelas que ejetaram suas camadas externas, essas estrelas já não produzem mais fusões nucleares e comumente rotacionam em torno de seus eixos com velocidades muito altas.
  • Estrelas de nêutrons: São estrelas que foram tão comprimidas que todos os seus prótons e elétrons ejetaram-se em razão da repulsão elétrica. São muito pequenas, têm entre 5 e 15 km de raio e suas temperaturas excedem centenas de milhares de graus Celsius.

Em alguns casos, estrelas supermassivas, com massas superiores a três massas solares, podem se colapsar, dando origem aos buracos negros. Os buracos negros não permitem que a luz escape do seu interior em razão de sua enorme gravidade.

No entanto, em volta dos buracos negros é possível observar os discos de acreção: são os gases de outras estrelas que os orbitam. Quando acelerados em direção ao horizonte de eventos, a região dos buracos negros de onde nada escapa, os gases são aquecidos, passando a emitir diversas frequências de ondas eletromagnéticas.

Veja também: Qual é a cor do Sol?

Qual é o número de estrelas do céu?

Apesar de parecer simples, essa é uma pergunta extremamente difícil de responder, simplesmente por que não é possível contar um número tão grande de forma direta. Estima-se, entretanto, que existam pelo menos 1010 galáxias no Universo observável, que podem conter alguns bilhões de estrelas.

Como Se Chama A Primeira Estrela Que Aparece No Ceu? As galáxias da imagem acima se encontram a, pelo menos, 13,4 bilhões de anos-luz

Em nossa galáxia, a via láctea, e também em nossa vizinha mais próxima, a galáxia de Andrômeda, por exemplo, existem pelo menos 100 bilhões de estrelas, em razão disso, as estimativas dos astrônomos indicam que devam existir pelo menos 1021 estrelas em todo o Universo.

Apesar do enorme número de estrelas, uma ínfima parte delas é visível da Terra a olho nu. Daqui, sem o auxílio de qualquer instrumento óptico, só é possível enxergar cerca de 10.000 estrelas.

Nomes de estrelas

Atualmente, existem cerca de 330 nomes oficiais e próprios dados para as estrelas. Confira alguns desses nomes, bem como algumas características de cada uma dessas estrelas:

  • Canis Majoris: A estrela VY Canis Majoris (nomenclatura científica) é uma das maiores estrelas conhecidas, essa hipergigante tem cerca de 1420 raios solares.
  • Sirius: Sirius é uma estrela binária, a mais brilhante do céu, localizada a 8,6 anos-luz da Terra.
  • Canopus: É a segunda estrela mais brilhante do céu, está a uma distância de 310 anos-luz da Terra.
  • Aldebarã: É uma gigante vermelha, a mais brilhante da constelação de Touro, localizada a 65 anos-luz da Terra.
  • Rigel: É a estrela mais brilhante da constelação de Órion e a sétima estrela mais brilhante do céu.
  • Betelgeuse: É a décima segunda estrela mais brilhante do céu e a estrela mais brilhante da constelação de Órion.
  • Antares: É uma estrela supergigante, com rádio superior a 822 raios solares, é localizada a 600 anos-luz da Terra.
  • Canopus: É uma supergigante vermelha, a estrela mais brilhante da constelação de Carina.

Publicado por: Rafael Helerbrock

Planeta Vênus: curiosidades e características

Vênus é o segundo planeta do sistema Solar mais próximo do Sol. Tem cerca de 800 milhões de anos e além do Sol e da Lua é o corpo celeste mais brilhante no céu, motivo pelo qual é conhecido desde a antiguidade.

Como Se Chama A Primeira Estrela Que Aparece No Ceu?

Foto do Planeta Vênus

Também chamado de Estrela Dalva, estrela da manhã, estrela da tarde e joia do céu, é considerado um planeta irmão da Terra. Isso decorre em virtude das similaridades de massa, densidade e volume entre ambos.

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A primeira missão à Vênus data de 1961. Chamou-se Venera 1 e era soviética, como a grande parte das missões feitas ao planeta.

Até 2016 a última missão foi a Magellan, a qual teve início em maio de 1989 e terminou em agosto de 1990. Com esta, o número de missões era 26, das quais 19 foram soviéticas e 7, norte-americanas.

Curiosidades sobre Vênus

Como Se Chama A Primeira Estrela Que Aparece No Ceu?

Foto da superfície de Vênus

  • Vênus é o planeta mais próximo da Terra.
  • A rotação de Vênus ocorre de leste para oeste, contrária a todos os planetas do Sistema Solar.
  • O planeta recebeu esse nome em homenagem à Vênus, a deusa romana da beleza e do amor.
  • Vênus pode ser visto da Terra sem o auxílio de equipamentos.
  • É o planeta mais quente, apesar de não ser o mais próximo do Sol.

Leia também:

  • Sistema Solar
  • Planetas do Sistema Solar
  • Tipos de Planetas
  • Galileu Galilei

Características de Vênus

Vênus tem 12.104 km de diâmetro, ou seja, seu raio equivale a 6.052 km.

A sua superfície é coberta de lava e composta principalmente de dióxido de carbono e ácido sulfúrico, os quais formam nuvens densas responsáveis pelo fenômeno de efeito estufa. É isso que faz a temperatura aumentar a níveis suficientes para derreter o chumbo.

Pelo menos 97% de composição atmosférica é feita por dióxido de carbono. Há também 3% de nitrogênio e traços de dióxido de enxofre, vapor d'água, monóxido de carbono, argônio, hélio, neônio, cloreto de hidrogênio e fluoreto de hidrogênio.

Embora esteja mais distante do Sol que Mercúrio, a temperatura de Vênus é maior. Lá, ela chega a 482 ºC na superfície devido ao efeito estufa dos componentes do planeta.

Como Se Chama A Primeira Estrela Que Aparece No Ceu?Principais características do planeta Vênus

Existem 4 planetas terrestres. Vênus é um deles. Seu brilho peculiar é causado pela pesada atmosfera, que irradia o calor da luz do Sol na superfície. A pressão atmosférica ao nível do mar é 92 vezes maior que a da Terra.

Vênus não tem satélites e o seu núcleo é composto por ferro com raio de cerca de 3 mil quilômetros, além de um manto com rocha derretida.

A topografia é formada por grandes planícies cobertas por lava e montanhas e regiões montanhosas deformadas pela atividade geológica.

O mais alto pico de Vênus é o Maxwell Montes. Também é de comum observação pelos cientistas o complexo montanhoso Aphrodite Terra, que se estendem por quase metade de todo o equador venusiano.

A velocidade orbital de Vênus é de 35 quilômetros por hora e a excentricidade orbital é circular, sendo considerada a menos excêntrica do Sistema Solar.

Saiba tudo sobre os planetas do sistema solar:

  • Mercúrio
  • Vênus
  • Terra
  • Marte
  • Júpiter
  • Saturno
  • Urano
  • Netuno

Júpiter e Saturno se alinham nesta segunda; saiba como ver a Estrela de Belém, que ressurge esta noite após 800 anos

RIO — O alinhamento de Júpiter e Saturno, os maiores planetas do sistema solar, acontece nesta segunda-feira (21).

Embora permaneçam separados por centenas de milhões de quilômetros no espaço sideral, os astros se encontrarão e se sobreporão no céu desta noite, formando a “Estrela de Belém” ou “Estrela do Natal”, assim nomeada pela proximidade com a data que marca o nascimento de Jesus, celebrada em 25 de dezembro.

Missão espacial: Nave da China volta para a Terra após coletar amostras do solo da Lua

A conjunção planetária, descrita como “especialmente vibrante” pela Agência Espacial Americana (Nasa), ficou visível no céu noturno durante as últimas duas semanas e culmina em 21 de dezembro, quando o Júpiter encontrará Saturno e o ultrapassará. De acordo com a agência, os astros ficarão tão próximos que “um dedo mindinho à distância de um braço poderá cobrir ambos os planetas no céu”.

Como Se Chama A Primeira Estrela Que Aparece No Ceu?
Encontro dos dois planetas sob o ponto de vista da Terra gera a “Estrela de Belém” Foto: Sky at Night Magazine/Pete Lawrence

O último alinhamento entre os astros foi flagrado em 1623, por Galileu. Mas esta é a primeira vez que o fenômeno acontece à noite, tornando-se visível a olho nu para qualquer habitante da Terra, desde 1226. A “Estrela de Belém”, portanto, não se forma no céu há quase 800 anos.

Nasa: 300 milhões de planetas de nossa galáxia podem ser habitáveis

A conjunção é considerada rara pelos astrônomos porque cada planeta tem seu próprio tempo para girar em torno do Sol. A translação de Júpiter, por exemplo, dura 12 anos, e a de Saturno, 30 — ambas são lentas.

O fenômeno acontece carregado de significados místicos e religiosos, já que coincide com o solstício de inverno no Hemisfério Norte, data sagrada para muitas crenças de origem pagã.

Além disso, segundo a astrologia, a conjunção entre o gigante gasoso e o planeta dos anéis marca a chegada da “era de Aquário”, associada a valores como igualdade, fraternidade e solidariedade entre os seres humanos.

— Você pode imaginar o sistema solar como uma pista de corrida, com cada um dos planetas como um corredor em sua própria pista e a Terra em direção ao centro do estádio — disse Henry Throop, astrônomo da Divisão de Ciência Planetária na sede da Nasa em Washington. — Do nosso ponto de vista, seremos capazes de ver Júpiter na pista interna, se aproximando de Saturno durante todo o mês e, finalmente, ultrapassando-o em 21 de dezembro.

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A Nasa deu dicas de como conseguir ver melhor o fenômeno na próxima semana:

  • Encontre um local com uma visão desobstruída do céu, como um campo ou parque. Júpiter e Saturno são brilhantes, então podem ser vistos até mesmo da maioria das cidades.
  • Uma hora após o pôr do sol, olhe para o céu do sudoeste. Júpiter se parecerá com uma estrela brilhante e será facilmente visível. Saturno será ligeiramente mais fraco e aparecerá um pouco acima e à esquerda de Júpiter até 21 de dezembro, quando Júpiter o alcançará e eles inverterão suas posições no céu.
  • Os planetas podem ser vistos a olho nu, mas se você tiver binóculos ou um pequeno telescópio, poderá ver as quatro grandes luas de Júpiter orbitando o planeta gigante.
  • De nosso ponto de vista na Terra, os planetas gigantes aparecerão muito próximos, mas permanecerão separados por centenas de milhões de quilômetros no espaço.

Estrela da tarde, estrela da manhã, estrela nenhuma

23.Set.- 29.Set.2016 (Portugal)

Nesta altura do ano, voltam tipicamente os crepúsculos mais coloridos ao nascer e pôr do sol.

O horizonte banhado nas mais variadas tonalidades, brilho intenso a emanar onde pouco antes havia ou irá haver o Sol e “Ena, que estrela é esta ali ao pé?”.

Não é muito raro que esta pergunta se coloque no mesmo dia, tanto de manhã como ao fim da tarde. A resposta popular é, normalmente, que esta “é a estrela da manhã” e “é a estrela da tarde”.

Mas como pode isto ser? A mesma estrela duas vezes ao dia?
Pois, não pode ser, nem nunca poderá ser sem que haja primeiro uma grave alteração do trajeto da Terra. Nesse caso, porém, não haverá gente para presenciar este fenómeno.

O que aqui temos, no caso da alegada estrela da manhã, é o planeta Mercúrio, o qual está atualmente mais afastado do Sol, visto aqui da Terra. Por mera coincidência, Mercúrio em órbita solar está fisicamente na sua maior aproximação ao Sol.

No caso da estrela da tarde temos, de facto, o planeta Vénus. É Vénus que traz desde tempos remotos o atributo de estrela da tarde ou de estrela da manhã, conforme o caso.

Mas como já é sabido há muito, Vénus não é estrela nenhuma, por mais se pareça, assim, a olho nu.

Na manhã do dia 29, antes do nascer do sol, há Mercúrio bem destacado junto ao horizonte e uma Lua finíssima logo ao pé.

A Lua está prestes a passar para a fase de lua nova, dia e meio mais tarde, por isso, mal dá nas vistas e é por isso que a conjunção entre os dois é tão bonita de ver.

A distância mínima aparente entre a Lua e o planeta ocorre, infelizmente, já com o Sol acima do horizonte.

Como Se Chama A Primeira Estrela Que Aparece No Ceu?Vista com órbitas para o interior do Sistema Solar no dia 28, aquando da máxima elongação de Mercúrio. A Lua, ao pé de Mercúrio, estará ainda mais perto no dia seguinte. A Terra é vista do lado noturno, com a meia-noite nas Arábias, Turquia etc. O lado leste da Terra (bordo direito) é o lado matinal que gira gradualmente para se expor ao Sol. Enquanto a Terra gira e antes de se ver o Sol, como sugere a imagem, aparece Mercúrio no campo de visão e faz-se passar por estrela de manhã. Do lado diurno a rotação da Terra leva as paisagens para o bordo esquerdo. Mesmo junto do bordo é hora do pôr-do-sol. Quando o Sol deixa de ser visível resta ainda Vénus por algum tempo. Por isso é vista como estrela da tarde. Do lado distante mas junto do disco solar encontra-se Júpiter, o qual foi omitido na figura. Crédito: GRM

Em todo o caso, tanto de manhã como de tarde, uma câmara, telemóvel, ou o que houver de moderno com capacidade para tirar fotografias consegue registar nestes dias imagens fascinantes de ambos os lados do crepúsculo com planeta à vista.

Depois do dia 28, Mercúrio inicia o seu regresso para junto do disco solar. Vénus, por outro lado, irá continuar todo o resto do ano fazer o seu papel de planeta disfarçado de estrela da tarde.

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Já agora, quantos crepúsculos há por dia? Pode deixar a sua resposta ou aposta nos comentários em baixo.

Fenómenos da semana
23.9. 10:56 Lua em quarto minguante
25.9. 01:46 Planeta anão 136472 MakeMake em conjunção.
26.9. 07:59 Júpiter em conjunção
28.9. 16:22 Mercúrio em periélio
28.9. 20:27 Mercúrio em elongação máxima oeste (17,9° oeste do Sol)
29.9. 09:32 Lua junto de Mercúrio (1° S Lua, última visibilidade ~7h)

Contacto para as crónicas sobre a atualidade celeste: [email protected]

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Curiosidades incríveis sobre a famosa estrela da manhã

Sempre vai haver uma primeira estrela a aparecer, uma última estrela a se esconder do sol, e muitas vezes estas estrelas são consideradas como responsáveis por diversos simbolismos. A famosa estrela da manhã está entre as mais conhecidas estrelas, mas por acaso você sabia que ela na verdade nem é uma estrela, mas sim um planeta?

Ficou curioso? Então continue lendo para aprender mais sobre esta incrível estrela!

Vênus é na verdade a tão famosa estrela da manhã, e também é o segundo planeta em ordem de distância a partir do sol em nosso sistema solar, realizando sua órbita completa a cada 224,7 dias.

Este planeta recebeu seu nome em homenagem a famosa deusa Greco romana, Vênus, também conhecida como Afrodite. Depois da própria lua, a estrela da manhã é o mais intensamente brilhante objeto celeste no céu noturno, tendo uma magnitude aparente de -4,6, sendo suficiente para produzir sombras.

Detalhes sobre a Estrela da Manhã e sua relação com a Terra

Sendo Vênus muito mais próxima do sol do que a Terra, ela pode ser avistada geralmente na mesma direção do sol. Ela atinge seu brilho máximo.por volta de algumas horas antes do nascer do sol, ou da alvorada, como alguns chamam, sendo este o motivo pelo qual o planeta geralmente é conhecido como estrela da manhã, ou estrela vespertina, às vezes chamada também de estrela do pastor.

Vênus é amplamente conhecida como um planeta do tipo terrestre, também chamado de telúrico, e é considerado como irmão da Terra, já que ambos os corpos celestes são extremamente similares em seus tamanhos, assim como em sua massa e sua composição.

No entanto, Vênus é coberto por uma ampla camada opaca de nuvens de ácido sulfúrico, que é extremamente reflexivo, o que impede que a sua superfície seja vista do espaço sideral comum visível. Sua atmosfera é realmente densa, sendo a mais densa entre todos os planetas terrestres do nosso sistema solar, sendo principalmente constituída por dióxido de carbono.

No entanto, a estrela da manhã não possui um ciclo de carbono para fixá-lo em suas rochas ou qualquer outro tipo de componente que haja em sua superfície, e ela sequer apresenta qualquer sinal de vida orgânica que possa absorver o carbono como biomassa.

Cientistas acreditam que no passado Vênus tinha diversos oceanos, assim como a Terra, mas estes acabaram evaporando quando a temperatura acabou se elevando, o que deixou como resto uma paisagem extremamente desértica, poeirenta e seca, com diversas pedras em forma de placa.
Supõem-se que a água provavelmente acabou se dissociando por conta da total inexistência de um campo eletromagnético, o que fez com que o hidrogênio acabasse sendo arrastado para o espaço pelos ventos solares.

Por muito tempo a superfície venusiana foi objeto de muita especulação, até que alguns segredos foram finalmente revelados pela incrível ciência planetária do século XX. Foi neste século que a superfície do planeta foi finalmente mapeada de forma detalhada pelo incrível programa Magellan.

O solo da estrela da manhã apresenta várias evidências de um intenso e extenso vulcanismo, enquanto o enxofre na atmosfera pode acabar indicando que algumas erupções na verdade foram bem recentes.

No entanto, por falta de evidências de um existente fluxo de magma que acompanhe as caldeiras mais visíveis, ainda é um enorme enigma. Vênus é um planeta que não tem muitas crateras de impacto, o que demonstra na verdade que sua superfície é até que relativamente jovem, com uma idade aproximada de mais de 600 milhões de anos.

Não há nenhuma evidência da existência de placas tectônicas, o que possivelmente acontece porque a crosta do planeta é forte demais para ser reduzida, já que não há água para torná-la menos viscosa.

Os mitos da estrela da manhã

Por ser um dos mais brilhantes objetos em todo o céu, a estrela da manhã é bem conhecida desde tempos antigos, até mesmo pra históricos e, assim sendo, ganhou uma importante posição dentro da própria cultura humana.

Ela foi descrita até mesmo em textos babilônicos cuneiforme, como a famosa placa de Vênus se ammisaduqa, na qual são relatadas diversas observações que muito possivelmente datam de mais de 1600 anos antes de Cristo. Os antigos babilônios chamavam a estrela da manhã de Ishtar, a deusa e personificação da própria feminilidade, assim como deusa do amor.

Já os egípcios acreditavam que Vênus era na verdade dois corpos distintos e conheciam assim a estrela da manhã como Tioumoutiri, e a da noite como Ouaiti. Por outro lado, os gregos chamavam a estrela matutina de phosphorus, ou Eoaphorus. Mais tarde, eles mudaram o nome para aphrodite.

Enquanto isso, os romanos é que deram o nome da estrela de Vênus, mas um naturalista Romano chamado Plínio acabou chamando a estrela da manhã de Isis em seus estudos. Na mitologia persa, o planeta era usualmente associado com a deusa Anahita. Várias foram as religiões que associaram a estrela da manhã com alguma divindade, especialmente as relacionadas ao amor e a fertilidade.

Para os maias, esse planeta foi essencial, já que o calendário religioso deles foi baseado parcialmente nos movimentos realizados pelo astro, os levando em consideração para determinar momentos propícios para diversos eventos, como guerras e sacrifícios.

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As estrelas mais brilhantes do céu

Ronaldo Rogério de Freitas Mourão

Nem mesmo a luz das cidades rouba completamente o brilho do céu, nesta época do ano. Basta ver que, na lista da vinte estrelas mais reluzentes, apenas cinco estão fora do campo de visão.

As outras, particularmente luminosas e fáceis de ver a olho nu, quando observadas com uma luneta, podem revelar detalhes surpreendentes. O motivo é que muitas delas são duplas ou triplas – isto é, onde parece haver apenas um pouco de luz, existe duas, três ou mais estrelas muito próximas.

É o caso da terceira estrela da lista, Rigel, que, a olho nu, aparece coma mais brilhante da Constelação do Centauro. 

Sob a luneta, entretanto, ela desdobra-se em duas, ambas muito semelhantes ao Sol, tanto em tamanho como em peso e na cor, embora uma delas seja mais amarela e a outra, mais alaranjada.

Elas giram em torno de um centro comum (como duas crian��as rodando de mãos dadas), mas o sistema é ainda mais complexo, pois a dupla, além disso, gira em torno da Próxima do Centauro, uma estrela pequena e fria, de cor vermelha, visível apenas com instrumentos mais precisos.

Seu nome significa que é a estrela menos distante da Terra, situada a 4,3 anos-luz, ou 43 trilhões de quilômetros. 

Não se deve confundir Rigel do Centauro com uma outra Rigel, a da Constelação de Órion, que, distante 900 anos-luz, é uma das maiores estrelas catalogadas. Tem um raio 33 vezes maior que o do Sol. Mas é curioso notar que Órion inclui uma estrela ainda maior, Betelgeuse, que está a 200 anos-luz e tem um raio 400 vezes maior que o Sol.

Se fosse colocada no centro do sistema solar, os planetas Mercúrio, Vênus, Terra e Marte desapareceriam no seu interior. Apesar disso, Betelgeuse é vermelha, o que significa que é relativamente fria (com uma temperatura na superfície de 3 400 graus, contra os 5 000 graus do Sol).

Assim, está colocada em décimo lugar na lista das mais luminosas do céu, enquanto Rigel, a sétima colocada, é branco azulada e brilha a 13 000 graus. 

Mesmo com uma pequena luneta, é possível verificar que Rigel é uma dupla: é circundada a cada dez dias por uma pequena estrela branca.

Mas difícil é perceber que a estrela menor, por sua vez, é também uma dupla – a distância entre os dois astros é tão pequena, que apenas a análise da sua luz permite percebê-los.

Entre diversas outras estrelas múltiplas, vale a pena destacar a Alfa de Gêmeos, Castor, a vigésima – terceira em brilho. Ela agrupa um complicado conjunto de seis corpos celestes.

Onde se vê, a olho nu, um simples ponto de luz, percebe-se, inicialmente, com ajuda da luneta, que existem dois astros azuis girando em torno de um centro comum. Seu movimento porém, é extraordinariamente lento e não pode ser observado: os astros demoram 380 anos para completar uma volta em torno do centro. 

Com uma luneta mais possante, se poderia observar uma estrela bem menos brilhante, a terceira peça desse carrossel. Enfim, é possível verificar que cada um desses componentes é uma dupla, mas a separação visual do astros, nesse caso, só pode ser feita com equipamento de alta qualidade. 

É bom notar que se faz muita confusão sobre a potência dos telescópios comuns, acessíveis aos leigos. Eles podem aumentar os objetos, em muitos casos, até 100 vezes, mas nem sempre são de muita valia, por terem lentes de pequeno diâmetro.

Seu campo de visão é estreito, e fica difícil localizar pequenos pontos. Em vista disso, é melhor empregar lunetas que não aumentam muito; cerca de dez vezes já é razoável.

O mais importante é que tenham uma lente de bom tamanho, de aproximadamente 15 centímetros diâmetro.

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Eventos do Mês

Meteoros

Lentos e em diversas cores, os Alfa Carinídeos prometem um belo espetáculo para o dia 2, quando atingem a atividade máxima do período, com queda de até onze meteoros por hora. A meia-noite apresentam-se próximo do zênite. Já os Alfa Centaurídeos são rápidos e monocromáticos, geralmente amarelados, e deixam rastros fulgurantes na retaguarda.

Então especialmente ativos dia 8 e passam pelo zênite às 4 horas, mas não têm taxa horária bem definida. Na mesma constelação, dia 12, é a vez dos Omicron Centaurídeos, também amarelados, que caem à taxa de dez meteoros a hora e cruzam a meridiano às 4 horas da madrugada. Finalmente, dia 14, atingem o máximo os Capa Octantídeos.

Têm taxa variável e brilho esmaecido.

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Constelações 

A maior parte do zodíaco, esse mês, desenha-se nitidamente no céu. Destacavam-se, pela alta luminosidade, Órion, Gêmeos, Touro, Chocheiro, Perseu, Triângulo e Áries.

Perto de Gêmeos, encontram-se alguns dos mais cintilantes aglomerados de estrelas conhecidos, como Messier 35, que fica a noroeste dessa Constelação. A olho nu, não é particularmente impressionante.

Mas, visto com ajuda de uma luneta, torna-se magnífica, pois reúne muitas centenas de astros, fortemente concentrados e de diversas cores.

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Fases da lua 

Quarto minguantes, dia 6, às 10h52; Lua nova, dia 14, às 14h32; Quarto crescente, dia 21, às 19h58; Lua cheia, dia 28, às 15h52. Observa-se a luz cinzenta entre os dias 14 e 16.

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Planetas 

Mercúrio: é mais nítido logo antes de o Sol nascer, no início do mês. Estará ao norte da Lua, no dia 13. 

Vênus: acompanha a Lua, um pouco ao norte bem próxima dela, no dia 16, caracterizando uma conjunção dos dois astros. 

Marte: visível na Constelação do Touro. Surge no horizonte logo após o pôr-do-sol e se põe meia-noite e meia. Dia 22 estará ao norte de Aldebarã, a uma distância de 8 graus (para comparação, veja que o diâmetro da Lua cheia tem meio grau). Ainda será boa época para observar detalhes do planeta; ocasião semelhante, daqui para frente, só em 1993. 

Júpiter: extremamente brilhante, terá no céu durante quase toda a noite, junto à Constelação do Câncer. Dia 26 estará ao sul da Lua. 

Saturno: reaparece, pela primeira vez depois da conjunção com o Sol, em meados de janeiro, como um astro matutino, visível pouco antes da aurora, junto à Constelação do Sagitário 

Urano: pode ser visto, no final do mês, com uma luneta, um pouco antes do nascer do Sol, junto à Constelação do Sagitário. 

Netuno: com paciência, é possível focalizar sua fraca luz em uma luneta, no final do mês. Estará próximo da Constelação do Sagitário, um pouco antes de o Sol nascer.

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Por que é comum observarmos Vênus ao lado da Lua?

Vênus é o planeta que possui a órbita mais próxima à da Terra. Nem sempre ele está ao lado da Lua, mas esses dois corpos podem ser vistos juntos com alguma frequência por quem costuma observar o céu.

Como Vênus está mais perto do Sol que a gente, o período que ele leva para dar uma volta ao redor da estrela é menor que o nosso: “Um ano de Vênus dura apenas 225 dias, então, seu movimento no céu, quando observado da Terra, repete-se mais rapidamente que o dos outros planetas”, explica o astrônomo Othon Winter, do grupo de dinâmica orbital e planetologia da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Guaratinguetá (SP).

“O Sol, a Lua e os planetas do Sistema Solar sempre aparecem no céu terrestre numa faixa específica chamada eclíptica, onde se encontram as 12 constelações do zodíaco e mais a constelação do Ofiúco (que deveria ser o 13° signo)”, detalha o professor de física Dulcidio Braz Jr, autor do blog Física na Veia!.

Ou seja: nunca é possível observar um planeta fora dessa faixa, como, por exemplo, perto do Cruzeiro do Sul, uma constelação típica do Hemisfério Sul.

“Vez ou outra esses astros podem estar em conjunção, ou seja, quase alinhados com a Terra. Vistos por nós (especialmente a olho nu, situação em que não temos como estimar as distâncias reais dos mesmos), eles parecem estar próximos no céu”, complementa. Um exemplo foi o “encontro” entre Vênus e Júpiter.

O físico também conta que a órbita interna de Vênus é semelhante à da Terra, o que faz nosso vizinho apresentar fases: “Vênus pode nos mostrar a sua face totalmente iluminada (como uma Lua Cheia) ou em fases de iluminação parcial, como a Lua Crescente ou Minguante”. O fenômeno inclusive foi descrito por Galileu Galilei em 1609.

Estrela Dalva

Vale lembrar que Vênus, o segundo planeta do Sistema Solar, está sempre visualmente perto do Sol, assim como Mercúrio, o primeiro e mais próximo da nossa estrela-mãe.

Por isso, Vênus e Mercúrio sempre serão vistos assim que o Sol se põe ou antes que ele nasce: “Quando o Sol está acima do horizonte do observador, seu brilho intenso ofusca a nossa visão de Mercúrio e Vênus”, justifica o professor.

A característica descrita acima é o que faz Vênus ser conhecido popularmente como Estrela Dalva (do alvorecer). Mas por que “estrela”? Bem, é que todos os planetas do Sistema Solar, a olho nu, têm aparência de um ponto brilhante – por não ter luz própria, eles refletem a luz solar, conforme explicam Braz Jr e Winter.

Só quem observa o céu há bastante tempo e tem familiaridade com os astros sabe distinguir um planeta de uma estrela.

“Se observarmos o céu por um período maior, por vários dias seguidos e preferencialmente por meses, notaremos que os pontinhos que são planetas viajam sobre o fundo fixo de estrelas”, descreve o autor do Física na Veia!, lembrando que não conseguimos perceber o movimento das estrelas daqui da Terra porque elas estão muito distantes. Quem conhece bem os planetas sabe, por exemplo, que Marte é um pontinho bem alaranjado.

O blogueiro ainda comenta que, dentro da eclíptica, os planetas podem passear sobre as estrelas em movimentos que são verdadeiras laçadas aparentes no céu. Astrônomos antigos já observavam esse fenômeno – o termo “planeta”, aliás, significa “astro errante”, justamente por causa desse movimento diferente desses astros sobre o fundo fixo de estrelas.

Só ao observar os planetas com uma luneta ou um telescópio é que podemos identificar um pequeno círculo ao invés de um ponto com aspecto de estrela.

“A única estrela que vemos como uma esfera é o nosso Sol porque está bem perto de nós (cerca de 150 milhões de quilômetros, o que astronomicamente é logo ali)”, relata Dulcidio.

Já Alfa Centauro, a estrela mais próxima da Terra depois do Sol, a 4,2 anos-luz daqui, será vista sempre como um ponto luminoso, independente da observação ser a olho nu ou com instrumentos de pequeno, médio ou grande porte.

Outros planetas

A olho nu, podemos ver cinco planetas do Sistema Solar: Mercúrio, Vênus (sempre ao entardecer ou amanhecer), Marte, Júpiter e Saturno (em qualquer horário durante o período sem a luz do Sol, dependendo da data). “Vemos exatamente os planetas mais perto do Sol e, portanto, mais próximos da Terra”, diz o físico.

Com telescópios, mesmo de pequeno porte, podemos ver todos os planetas do Sistema Solar. Mas Urano e Netuno, apesar de gigantes gasosos, são de difícil observação porque estão muito mais distantes que os demais planetas.

“Plutão, que nem é mais classificado como planeta, é muito distante e minúsculo. Só pode ser visto com telescópios poderosos e, mesmo assim, será uma minúscula esfera sem graça”, completa o professor.

Quer ver?

Quando Vênus está mais perto da Terra, ocasião em que apresenta fases parecidas com a Lua Crescente ou Minguante, o planeta fica sempre muito brilhante e pode ser visto até mesmo com o céu ainda escurecendo ou clareando, de acordo com Dulcidio. “Basta procurar um pouco acima do horizonte oeste, onde o Sol acabou de se esconder (se for no entardecer), ou pouco acima do horizonte leste, onde o Sol vai nascer em breve (se for ao amanhecer)”, ensina.

Para aprender a olhar o céu e reconhecer os astros, distinguindo planetas de estrelas, é possível contar com a ajuda de vários aplicativos para smartphones, tablets e computadores.

“Você tem que simular o céu na telinha e, com paciência, comparar o céu simulado com o céu verdadeiro, até ir adquirindo prática e familiaridade com o firmamento”, avisa Dulcidio.

É preciso ter persistência, como um astrônomo de verdade. Mas ele garante que vale a pena.

Braz Jr só faz uma advertência para quem vai começar a se aventurar na observação do céu: “Cuidado com o Sol!” Mesmo a olho nu é preciso utilizar um filtro específico. Tentar a proeza com instrumentos ópticos leva é cegueira na certa.

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