Como Se Chama A Planta Que Dá O Melão?

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Melão é a fruta do meloeiro, planta pertencente à mesma família da melancia e do pepino. É originário da África e da Ásia, suas variedades são inúmeras, sendo que todas apresentam frutos de forma esférica, casca espessa, polpa carnosa e suculenta. Algumas de suas características como a cor, a textura da casca, a cor e o sabor da polpa dependem do cultivar. Os dois grupos existentes de variedades híbridas da planta são: o melão-valenciano (espanhol), cultivado no Brasil e o melão-cantalupe (americano), cultivado nos Estados Unidos. O fruto é fonte de fibras, vitaminas A, C e do complexo B. Contém fósforo, cobre, enxofre e ferro, é rico em cálcio, bom para os ossos e dentes. Devido o sabor suave e a abundância de água em seu interior, já que é composto por 90% de água, o melão é muito apreciado na forma de refrescos, o que lhe confere propriedades hidratantes. No Brasil, a safra do melão compreende os meses de outubro a janeiro. Os frutos podem ser colhidos aproximadamente três meses e meio após o plantio. O cultivo começou nos primeiros anos da década de 60, antes dessa data os melões disponíveis no mercado brasileiro eram importados, originários principalmente do Chile e da Espanha. Em geral, o melão é consumido ao natural como entrada ou sobremesa, possui propriedades calmantes, laxativas e diuréticas. É indicado em casos de gota, reumatismo, artrite, prisão de ventre.

Ao comprá-lo atente para alguns cuidados que garantem se a fruta está boa para o consumo. Quando maduro, o melão apresenta as seguintes características: casca firme, cor forte, perfume suave e agradável, não deve apresentar rachaduras, partes moles ou perfurações de insetos. Conserve-o em local fresco e arejado, se estiver maduro, guarde-o na geladeira.

Como Se Chama A Planta Que Dá O Melão? Melão

Publicado por: Patrícia Lopes Dantas

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Melão-de-são-caetano: para que serve e como usar

  • O Melão-de-são-caetano também conhecido como melão amargo, erva-de-São-Caetano, fruto de cobra ou melãozinho, é uma planta medicinal muito usada no tratamento de problemas relacionados com a diabetes e problemas de pele.  
  • O nome científico desta planta medicinal é Momordica charantia, e o fruto desta planta possui um sabor amargo característico, que fica mais pronunciado à medida que ela amadurece. 
  • Como Se Chama A Planta Que Dá O Melão?
  • Entre as propriedades do Melão-de-São-Caetano estão a ação cicatrizante, anti-reumática, hipoglicemiante, antibiótica, antiviral, anti-diabética, adstringente, depurativa, inseticida, laxativa e purgativa. Assim, essa planta pode ser utilizada para:
  • Regular os níveis de açúcar no sangue, ajudando por isso no tratamento da diabetes; 
  • Ajudar no tratamento de problemas de pele, feridas, lesões na pele e eczemas;
  • Aliviar as picadas de insectos;
  • Ajudar no tratamento da prisão de ventre. 

O Melão-de-são-caetano também possui atividade antiparasitária e antimicrobiana, além de de também ser eficaz no processo de purificação do organismo, ajudando a eliminar toxinas e resíduos.

Como usar

O Melão-de-são-caetano é um fruto, e por isso pode ser consumido na forma de suco, polpa ou concentrado, de forma a usufruir dos seus benefícios. Além disso, na cultura chinesa, o melão-de-são-caetano também é usado na preparação de vários pratos culinários.

Suas folhas também podem ser usadas na preparação de chás ou compressas para aplicar na pele. Geralmente o chá é feito com algumas fatias secas do melão ou com suas folhas secas, deixadas em água fervente por 10 minutos. No entanto é importante consultar o médico para que seja indicada a forma e quantidade ideal para consumo.

Efeitos colaterais e contraindicações

O Melão-de-são-caetano não é recomendado para gestantes, mulheres em período de amamentação, pessoas que estejam com diarreia crônica ou que possuem hipoglicemia, isso porque o consumo desse fruto pode causar aborto, agravar o quadro diarreia ou diminuir muito a quantidade de glicose no sangue.

Além disso, o consumo excessivo desse fruto está associado à desconforto no estômago, dor abdominal, vômitos e diarreia. Por isso, é importante que a quantidade diária de melão-de-são-caetano seja recomendada pelo médico para evitar complicações e efeitos colaterais.

Melão-de-são-caetano: planta tem potencial farmacêutico

Como Se Chama A Planta Que Dá O Melão?

O melão-são-caetano (Momordica charantia L.) é uma espécie vegetal silvestre, da família das cucurbitáceas. Ele pode ser encontrada tanto em áreas urbanas como em áreas rurais, e é tradicionalmente utilizado para fins medicinais. O melão-de-são-caetano, originário da Índia e da China, é uma planta trepadeira com frutos e folhas de sabor amargo. O fruto é conhecido por ter propriedades que tratam diabetes e feridas, tanto externas como internas, além de outras diversas atividades medicinais como antibiótico, antioxidante, antiviral e tônico.

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Rico em vitamina C e com uma quantidade significativa de vitamina B9, diferentes partes do melão-de-são-caetano são usadas nas medicinas tradicionais asiática e africana para aliviar os efeitos da diabetes, tratar problemas de estômago, tosse, problemas respiratórios e de pele, úlcera e reumatismo.

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Existem também diversas pesquisas que apontam os potenciais efeitos do melão-de-são-caetano para tratar câncer, mas não se trata simplesmente do consumo do vegetal ou de suas folhas.

Os estudos indicam que algumas proteínas purificadas do melão-de-são-caetano são capazes de bloquear a capacidade das células de produzir outras proteínas, o que pode ser usado para evitar que o tumor cresça ou eliminá-lo.

Os estudos foram realizados com extratos ou concentrações muito elevadas do fruto e demonstram o potencial do melão-de-são-caetano para uso farmacêutico, no desenvolvimento de novos remédios para combater alguns tipos específicos de câncer.

O professor David Majerowicz, da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, alerta que é preciso tomar cuidado com textos e informações incompletas que dizem que o melão-de-são-caetano cura câncer, o que não é verdade.

Segundo a vasta revisão bibliográfica apresentada por Majerowicz em seu blogue de divulgação científica, a única pesquisa feita com humanos foi realizada por um grupo da Tailândia, em 2003. O estudo analisou o efeito do melão-de-são-caetano sobre mulheres com câncer de útero que estavam sendo submetidas à radioterapia.

Os cientistas não observaram qualquer diferença nos tumores entre quem recebeu ou não a planta. Dessa forma, destaca Majerowicz, “é leviano e perigoso afirmar que o melão-de-são-caetano é capaz de curar o câncer”. Até agora, todos os outros testes foram feitos apenas em células de cultura no laboratório ou em camundongos.

Ainda que o consumo de melão-de-são-caetano não cure o câncer, os resultados das mais de 200 pesquisas realizadas com o fruto são promissores. Ele se mostra uma interessante fonte de novos compostos com atividade para combater tumores, mas os cientistas estão muito longe de comprovar que consumir a planta ajuda pessoas doentes.

“As proteínas [do melão-de-são-caetano] provavelmente serão digeridas no estômago do paciente e vão perder seus efeitos”, explica o professor da UFRJ.

Ele destaca que a gordura e os outros compostos podem não ser absorvidos ou estarem presentes em uma quantidade muito pequena, de modo que o consumo da planta, mesmo que seja elevado, não seria suficiente para atacar os tumores.

Assim, incluir o melão-de-são-caetano em sua dieta é uma boa opção para diversificar a alimentação e obter vitaminas e minerais fundamentais ao bom funcionamento do organismo, mas ele não faz milagre.

Plantas e demais remédios naturais são opções para complementar o tratamento e podem ser suficientes para resolver problemas de saúde simples, mas esse não é o caso do câncer.

Pacientes com câncer jamais devem substituir o tratamento médico prescrito por sua/seu oncologista por opções sem comprovação científica.

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Como plantar muricato

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Fruta também é conhecida como melão-andino, pepino-doce, pera-pepino, melão-pera, pera-melão, melão-de-árvore, melão-arbusto e meloncito (Foto: Thinkstock)

Para alguns, é chamado melão-andino; para outros, pepino-doce.

Também é conhecido como pera-pepino e melão-pera ou pera-melão, além de melão-de-árvore, melão-arbusto e meloncito.

Apesar de tantos nomes, o muricato (Solanum muricatum) é uma hortaliça-fruto pouco presente nas refeições dos brasileiros. Aliás, quem pesquisa a planta diz saber que há no país apenas pequenas áreas de plantio em alguns quintais de residências.

A raridade do muricato no mercado nacional, no entanto, faz dele um alimento com grande potencial no comércio interno.

Aqueles que experimentaram gostaram muito do fruto ovalado de sabor doce, refrescante e levemente ácido e rico em vitamina C.

Quando maduro, ao atingir entre 150 e 400 gramas de peso, pode ser consumido in natura, como sobremesa, ou usado na produção de sucos e doces. Ainda verde, sem a casca fina e cortado em rodelas, também é aproveitado em saladas.

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O valor do muricato é alto nos supermercados, canal de varejo no qual as compras do produto apresentam tendência de crescimento. O preço do quilo está na faixa entre R$ 15 e R$ 20, dependendo da região onde é vendido.

Em países vizinhos que possuem a cultura há vários anos, como Peru, Equador, Colômbia e Chile, a lavoura já está em nível comercial e tem importância econômica, sendo o muricato comumente encontrado em feiras e autosserviços de grandes cidades. A capacidade de armazenamento e o prazo de validade permitem à planta grande flexibilidade quanto ao período de comercialização.

Pertencente à família Solanaceae, a mesma da batata e do tomate, o muricato é uma planta perene e herbácea que aqui tem boa adaptação climática às regiões Sul e Sudeste, com presença também em áreas do Centro-Oeste com altitude superior a 1.000 metros. Locais com temperaturas amenas são os preferidos pela cultura para se desenvolver.

A planta é de meia-sombra e tem um bonito efeito paisagístico quando cultivada em vasos de chão ou de parede. De crescimento semiereto inicialmente, passando a prostrado, o arbusto é pequeno ou médio, com folhas de formas variadas e flores em tons de azul, violeta ou branco marcado com roxo.

Fácil de ser propagado, o muricato deve ser, contudo, bem cuidado, por ser sensível a pragas. Também é bom mantê-lo em lugar protegido de ventos fortes e, a cada ano, ser feito o replantio.

>>> INÍCIO Sempre é bom buscar mais informações com produtores experientes e institutos de pesquisa. O muricato ainda não conta com viveiros de produção comercial no país. Somente é possível obter mudas prontas de outros agricultores, que cultivam a planta de forma caseira em quintais.

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>>> PROPAGAÇÃO Pode ser feita por sementes, contudo, é mais indicado adotar o método da estaquia (enraizamento de ramas). É considerado simples, mas exige cuidados.

Use à sombra recipientes individuais, como vasos ou saquinhos de mudas, para garantir o pegamento. As estacas devem ter 20 centímetros de comprimento. Dê preferência para ponteiras, mas com a brotação desde seu ramo principal.

Plantas em fase vegetativa são mais fáceis de pegar do que as que estão em florescimento ou frutificação, pois nessa fase os nutrientes são demandados mais para a formação de frutos e menos para o enraizamento.

É recomendado realizar o transplante em camalhões (leiras) com 20 a 25 centímetros de altura cerca de 30 dias depois, quando as mudas já brotaram e se enraizaram.

>>> AMBIENTE O muricato apresenta bom desenvolvimento quando plantado em local com temperatura amena, variando no intervalo entre 10 ºC e 30 ºC. A planta deve ser mantida em área sombreada.

>>> PLANTIO Deve ocorrer em solo com boa fertilidade e bem drenado. Em regiões de clima ameno, pode ser realizado durante o ano todo. Recomenda-se plantar de março a junho em locais onde a temperatura média mantém-se acima de 25 ºC e é necessária a aplicação de regas.

Como plantar

>>> ESPAÇAMENTO É feito em leiras, após concluídas a aração e a gradagem. Adote as medidas de 1 a 1,2 metro entre leiras por 20 a 25 centímetros de altura.

>>> ADUBAÇÃO O pH do solo deve manter-se entre 5,8 e 6,3. Pode seguir a mesma utilizada para tomateiro rasteiro, só que em quantidades reduzidas pela metade. Quando tratar-se de plantio comercial, deve ser realizada com base, preferencialmente, na análise do solo.

>>> CUIDADOS De acordo com a necessidade da planta, faça capinas, para livrar-se de ervas espontâneas, e irrigue de duas a três vezes por semana em períodos secos.

Não exceda nas regas para não perder certos nutrientes, como o nitrogênio. A catação manual é suficiente para controlar o ataque de vaquinhas e gafanhotos, mas também podem ser aplicadas caldas repelentes.

Em regiões com geadas muito intensas, pode-se utilizar cobertura com túnel plástico.

>>> PRODUÇÃO O muricato está pronto para consumo a partir de quatro a cinco meses após o início do plantio.

Colha os frutos maduros, fase de sabor mais acentuado e maior teor de açúcar indicada pela mudança da cor da casca para um tom amarelado.

Se passar do ponto, há escurecimento interno, descoloração e desidratação, além do ataque por passarinhos e outros animais em busca dos frutos suculentos e adocicados.

Solo: férteis e bem drenadosClima: temperaturas amenas entre 10 ºC e 30 ºCÁrea mínima: em pequenos quintais, em camalhões (leiras) ou plantas isoladas, inclusive em vasosColheita: ocorre 4 a 5 meses após o plantio, quando os frutos passam de verde a amareladoCusto: como ainda não há viveiros comerciais produzindo, mudas são adquiridas, em geral, de outros agricultores

*Nuno R. Madeira é pesquisador da Embrapa Hortaliças, BR-060, Km 09, Caixa Postal 218, CEP 70359-970, Brasília (DF), tel. (61) 3385-9000, [email protected]

Onde comprar: o mais indicado é solicitar orientações junto ao órgão de extensão rural do Estado

Mais informações: manual e cartilha sobre hortaliças não convencionais (http://www.abcsem.com.br/docs/manual_hortalicas_web.pdf e http://www.abcsem.com.br/docs/cartilha_hortalicas.pdf)

Noções básicas de produção de melão | Seminis

O clima semiárido, ideal para produção de melão, também é favorável ao desenvolvimento de algumas pragas e doenças que podem afetar diretamente a produção e qualidade dos frutos. As principais pragas da cultura do meloeiro são a mosca-minadora (Liriomyza sp.

), responsável por formar galerias internas nas folhas, reduzindo a área fotossintética da planta, e a mosca-branca (Bemisia tabaci biótipo B [Genn.]), que, além de sugarem a seiva, podem ser vetores de vírus. Outras pragas como ácaro-rajado (Tetranychus urticae), broca (Diaphania sp.

), tripes (Frankliniella zucchini), pulgão (Aphis gossypii) e a mosca-das-frutas (Anastrepha grandis) também podem causar prejuízos, ressaltando que a região dos estados do RN e CE são áreas livres das moscasdas-
frutas.8,11

As principais doenças que afetam a cultura podem ser de origem fúngica, bacteriana, nematoses e virais. As principais doenças fúngicas são: oídio (Oidium sp.

), principal doença foliar em ambientes quentes e de umidade baixa, apresenta um sintoma muito característico, que é a formação de uma massa pulverulenta nas folhas e hastes composta pelas estruturas do fungo (micélio, conidióforo e conídios), esse fungo retira parte dos nutrientes das células, comprometendo sua capacidade fotossintética, reduzindo a qualidade dos frutos; Míldio (Pseudoperonospora cubensis), principal doença foliar em ambientes de temperatura mais amena e com alta umidade, os sintomas aparecem primeiro nas folhas mais velhas, com manchas cloróticas, encharcadas, delimitadas pelas nervuras, com o tempo, as manchas se coalescem escurecem podendo provocar uma desfolha; além dessas doenças foliares, podemos citar a antracnose (Colletotrichum
orbiculare [C. lagenaria]) e a mancha de alternária (Alternaria cucumerina); a principal doença radicular é o cancro-seco (Macrophomina phaseolina), os sintomas observados são lesões aquosas, escurecidas e com exsudação de gotículas translúcidas-marrons na haste que, com o tempo, secam, fi cam esbranquiçadas e com fi ssuras longitudinais, esse fungo compromete os feixes vasculares, impedindo, assim, a planta de absorver água e nutrientes que, em infecções severas as plantas murcham; podemos citar outras doenças radiculares como o cancro-das-hastes (Didymella bryoniae [= Mycosphaerella melonis]), a morte súbita (Monosporascus cannonballus), a murcha de fusário (Fusarium oxysporum f. sp. melonis), e a Rizoctoniose (Rhizoctonia solani).

A principal doença causada por Nematoides é a meloidoginose (Meloidogyne spp.

), que se caracteriza pela formação de gálias nas raízes, decorrente de seu sítio de alimentação na planta, onde eles removem os nutrientes das células, deixando a planta com défi cit nutricional, resultando em uma planta de baixo vigor e com sintomas de defi ciência de nutrientes; podemos citar outros gêneros (Rotylenchulus e Pratylenchus), que podem afetar a cultura do meloeiro, geralmente os nematoides ocorrem em reboleiras.

A principal doença de origem bacteriana é a mancha aquosa (Acidovorax citrulli [= Acidovorax avenae subsp.

citrulli]), esse patógeno pode atacar desde plântulas até os frutos, um dos principais meios de disseminação ocorre através de sementes infectadas, por isso a importância de se obter sementes de fornecedores idôneos, os sintomas em plântulas são lesões escuras e encharcadas, no hipocótilo, se observa o tombamento da plântula, e nas folhas aparecem manchas pequenas com aspecto oleoso, de coloração verde clara que, em seguida, tornam-se necróticas, podendo ou
não apresentar um halo amarelo, nos frutos as manchas são de coloração verde-oliva, com aspecto oleoso, pequena (1 – 5 mm de diâmetro), podem apresentar rachaduras nas lesões e evoluir para uma podridão seca; além desta bacteriose podemos destacar a barriga d’água (Xanthomonas campestris pv. Melonis e Pectobcterium carotovorum subsp. Carotovorum [Erwinia carotovora subsp. carotovora]).

A principal doença viral é o amarelão (Melon yellowingassociated virus – MYaV e Cucurbit aphid-borne yellows vírus – CABYV), transmitido, principalmente, pela mosca-branca (B.

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tabaci), os sintomas iniciais são clareamento do limbo foliar e, com o passar do tempo, evolui para uma clorose total da folha, em caso mais severos de infecção pode apresentar clorose total da planta, essa clorose interfere diretamente no processo de fotossíntese, afetando a qualidade dos frutos (principalmente o acúmulo de açúcares); além dessa virose, podemos citar o Zucchini lethal chlorosis virus – ZLCV, o Papaya ringspot virus – type watermelon – PRSV-W, o Watermelon mosaic virus – WMV e o Cucumber mosaic virus – CMV.8,10,11

Metade do açúcar do fruto é produzido na última semana de maturação. Neste sentido, é muito importante manter a lavoura saudável, livre de pragas, doenças e plantas daninhas, evitando, assim, que as plantas apresentem defi ciência de nutrientes, pois uma lavoura que não tem boa sanidade pode resultar em frutos de baixa qualidade, com baixo teor de açúcar e de baixo sabor.3,4

Melão sem fungos

A cultura do melão, por possuir ciclo curto, pode sofrer efeitos irreversíveis causados por doenças, uma vez que pode não haver tempo para a planta se recuperar.

Os prejuízos causados pelas doenças podem provocar, como conseqüência, a redução de áreas plantadas, exemplo acontecido com o Estado de Pernambuco, onde o cultivo do melão, até aproximadamente o ano de 1992, ocupava posição de destaque. No Vale do São Francisco, a produção de melão atendia, também, ao mercado internacional.

Porém, a exploração intensa dessa cucurbitácea intensificou os problemas com doenças, hoje responsáveis pela diminuição da área plantada.A ocorrência e intensidade das doenças estão diretamente relacionadas com o cultivo intensivo e extensivo de uma mesma espécie vegetal, gerando seleções de microrganismos patogênicos.

Também envolvidos no grau de severidade de doenças, estão a qualidade de condução das culturas e o clima, favorecendo ou não a relação ou interação entre planta-patógeno e o processo doença.

A seguir, são descritas as doenças fúngicas, os sintomas, a epidemiologia e seu controle, a fim de oferecer, ao produtor, conhecimentos que auxiliem no manejo cultural do melão, com enfoque em medidas preventivas e sustentáveis, garantindo a minimização de riscos e a estabilidade fitossanitária em seus cultivos, contribuindo, portanto, com a estabilidade agrícola da região.

DOENÇAS FÚNGICAS

Cancro das hastes – Didymella bryoniae

Este fungo causa a doença também conhecida por “podridão de micosferela”. É de crescente importância econômica com ocorrência cada vez mais freqüente. O fungo agente causal, antes conhecido como Mycosphaerella melonis tem hoje o nome de Didymella bryoniae fase perfeita, cuja fase imperfeita corresponde a Ascochyta sp.

Os sintomas iniciam-se no colo da planta, na forma de finas rachaduras, que em seguida necrosam e apodrecem o colo e ramas, provocando murcha, seca das folhas e a morte da planta. Nitidamente, são observados exsudados escuros sobre as necroses das áreas afetadas. O cancro das hastes ocorre em todos os órgãos da planta e em qualquer estádio de desenvolvimento.Este fungo sobrevive em sementes, solo e restos de cultura. Sua disseminação se dá através de sementes, água e implementos agrícolas. O fungo é favorecido por altas temperatura e umidade do solo e pelo abacelamento (amontoa), prática cultural que além de favorecer o patógeno, predispõe a planta a doença, dificulta as observações iniciais dos sintomas e compromete o controle preventivo e curativo.

Controle

As medidas de controle aqui orientadas, em sua maioria, foram adotadas em trabalhos de pesquisas desenvolvidos em Bebedouro – Petrolina-PE, pela Embrapa Semi-Árido, na cultura do melão, Tavares, 1991, no qual adotaram-se vários manejos culturais reunidos em um único tratamento chamado de “manejo preventivo ou testemunha”, obtendo-se os resultados contidos na Tabela 1 (veja no final do texto como visualizar este artigo, com fotos e tabelas, em PDF). Medidas de manejo preventivo por si só, oferecem resultados para o convívio com a doença conforme Tratamento 13, da Tabela 1 resultado de trabalhos de pesquisa desenvolvidos e divulgados por Tavares (1995, 1996, 1999b).

No controle dessa doença, pode-se então orientar as seguintes medidas:• não utilizar sementes para replantio;• tratamento de sementes através da termoterapia solar, utilizando sacos plásticos na cor preta com as sementes no seu interior e exposição ao sol por quatro horas consecutivas. (Tabela 2);• tratamento de sementes através do biocontrole, utilizando como insumo biológico o produto BIOMIX formulado com o fungo antagônico Trichoderma spp., adotando a técnica de imersão das sementes em suspensões do antagônico por 30 minutos para tratamento superficial, ou através da infiltração a vácuo por 3 minutos para tratamento em seu interior. (Tabela 2);• fazer as covas de plantio a uma distância no mínimo de 15 cm da linha de sulco, quando a irrigação for por infiltração, mantendo, assim, o colo das plantas fora d’água;• não fazer o abacelamento (amontoa) deixando o colo das plantas exposto ao sol;• controlar as pragas, de modo a não permitir que surjam ferimentos nas plantas;• fazer o controle, antes ou logo que for observado o início dos sintomas, se as plantas forem jovens, ainda sem ramas no chão, basta pulverizar em jato dirigido ao colo. Caso sejam plantas já com ramas, a pulverização será no colo e no restante da parte aérea, utilizando um produto à base de Trichoderma spp.. Na aplicação de químicos, orienta-se além daqueles normalmente utilizados com benomyl e metalaxil + mancozeb, os primeiros colocados em trabalhos de pesquisas, em ordem decrescente de eficiência (Tabela 1), tebucunazole, tiofanato metil, clorotalonil, bitertanol, thiabendazole, procymidone e benomyl + mancozeb, a intervalos de sete dias. Os resultados também mostram que tebucunazole apresenta alta eficiência no controle desta doença, mas também, apresenta fitoxidade quando aplicado várias vezes, comprometendo a produtividade;• manter o solo bem drenado;• manter a área de cultivo, sem invasoras (ervas daninhas);• eliminação e queima de restos de cultura;• fazer aração dez dias antes do cultivo, para expor ao sol, as estruturas do fungo.

Podridão do colo – Macrophomina sp.

Entre as doenças que afetam a cultura do melão no Nordeste brasileiro, tem-se o cancro das hastes causado por Didymella bryoniae atualmente considerada uma das mais importantes. Contudo, Tavares et al. (1996), constataram que sintomas semelhantes causados por Macrophomina sp. têm sido confundidos com os de D. bryoniae.

Os sintomas provocados por Macrophomina sp. também são expressados por necroses no colo da planta de coloração escura conforme observado em campo por infecção natural (Figura 2) e em condições de casa-de-vegetação em plantas artificialmente inoculadas.

A partir do tecido vegetal com sintomas de infecção provocados pela inoculação artificial, o patógeno foi reisolado, constituindo, o primeiro relato deste na cultura do melão do Nordeste do Brasil (Tavares, 1996). Uma forma para diferenciar os sintomas causados por Macrophomina sp. ou por Didymella sp.

pode ser através da manipulação do colo da planta infectado, frequencionando-o. Nesse processo, se for obtido o desfiamento dos tecidos, pode-se dizer que o agente causal é Macrophomina sp. Caso contrário, se no processo de fricção manual, o colo da planta se espedaça, pode-se dizer que o agente causal é Didymella bryoniae.

Porém a forma mais garantida de identificação é através de análises patológicas realizadas em laboratório específico de diagnose.

Os danos à planta também são de morte desta quando num processo avançado de infecção.

Para seu controle, tem-se observado em campo, resultados positivos através dos mesmos manejos adotados para o cancro das hastes. Uma observação de campo é que pode-se aqui fazer um alerta, é a consorciação desta cucurbitácea com a cultura do feijão, predispor o meloeiro a maiores níveis de incidência e de severidade da podridão por Macrophomina sp.

  • Oídio – Sphaerotheca fuliginea fase perfeita / Oidium sp. – fase imperfeita
  • Controle
  • Míldio – Pseudoperonospora cubensis
  • Controle
  • Antracnose – Glomerella cingulata var. arbiculare – forma perfeita / Colletotrichum lagenarium – forma imperfeita;
  • Controle
  • Murcha de Fusarium – Fusarium oxysporum
  • Nos últimos anos, desde 1991, conforme registrado por Tavares (1999c), análises laboratoriais realizadas na Embrapa Semi – Árido, em amostras de plantas de melão e melancia com sintomas de murchas, provenientes de vários campos de produção do Vale do São Francisco, têm revelado a associação de Didymella + Fusarium, fazendo parte de um complexo do qual resultam sérios danos às plantas, como murcha e morte precoce.
  • Controle
  • Selma Tavares,
  • * Este artigo foi publicado na edição número 12 da revista Cultivar Hortaliças e Frutas, de fevereiro/março de 2002.
  • /arquivos/hf12_melaosemfungos.pdf ver mais artigos

Esta doença, também conhecida por cinza, é rotineira, nas áreas produtoras da cultura, sendo mais expressiva quando ocorre altas temperaturas e umidade relativa do ar em torno de + 60°C, condições favoráveis ao fungo agente causal. No Vale do São Francisco geralmente a doença ocorre no segundo semestre do ano. O fungo é um ectoparasita que emite haustórios, retirando nutrientes da célula da epiderme.Os sintomas são freqüentemente encontrados nas duas faces das folhas, iniciando na face inferior com um crescimento de estruturas pulverulentos de cor branca de forma mais ou menos circular. À medida que o fungo se desenvolve, a área afetada passa a exibir amarelecimento, manchas e necroses. Nos ramos e frutos jovens, pode causar, além da manchas, deformações.A sobrevivência se dá de um ano para outro, nas ervas e variedades silvestres das culturas hospedeiras. O fungo sobrevive através de sua fase perfeita, que se caracteriza pela formação de cleistotécios superficiais. Disseminação – Os principais vetores são o vento, a água e os insetos. Na fase perfeita, o fungo pode infectar o tomateiro e outras famílias botânicas.Condições Favoráveis – a severidade da doença está condicionada à elevação da temperatura e baixa umidade relativa, porém com orvalho e sem chuva, uma vez que estas danificam o micélio superficial do fungo, desfavorecendo a doença. Nas condições do Vale do São Francisco, o fungo pode vir a encontrar situações favoráveis durante todo o ano.Medidas preventivas auxiliam o produtor na redução dos riscos de cultivo, segundo as orientações que se seguem, conforme Tavares (1999):• como o vento é o principal vetor de disseminação desse fungo, deve-se observar se a área que se pretende cultivar não recebe ventos que passam por cultivos de cucurbitáceas já implantados, servindo de fonte de inóculo;• eliminar os restos de cultura logo após a colheita;• eliminar todos as plantas remanescentes e cucurbitáceas nativas ou silvestres, pois são hospedeiras;• rotação de culturas mantêm o inoculo em níveis baixos;• utilização de cultivares resistentes: a Embrapa Semi-Árido está desenvolvendo materiais resistentes e recuperando a resistência do melão Eldorado.• quanto ao controle químico, a Embrapa Semi-Árido vem desenvolvendo alguns testes de produtos a fim de oferecer ao produtor alternativas quando na escolha de produtos, como também criar condições de fazer alternância destes, de forma a não induzir resistência aos fitopatógenos. Orienta-se intercalar um produto de contato, podendo ser enxofre, aos sistêmicos oidicidas, fenarimol e pirazofós, visando também a aplicação na fase inferior da folha.• o controle biológico também tem merecido destaque nas linhas de pesquisas da Embrapa Semi-Árido, e vem apresentando resultados promissores no controle de oídio em várias culturas, inclusive no melão (Karasawa, 1997), com um biofungicida o BIOMIX, produto a base do fungo antagônico Trichoderma spp. nativo da região. Este produto sozinho ou em combinação com leite tem potencial para uso em manejo integrado ou em cultivos orgânicos no controle de fitopatógenos da parte aérea, como o oídio da videira (Cruz et al. 1999).Tal produto está sendo disponibilizado para uma empresa privada fazer sua produção e comercialização, e assim que possível promover seu acesso ao produtor.Esta também é uma doença rotineira no Vale do São Francisco, sendo mais expressiva no primeiro semestre do ano, quando ocorrem temperaturas mais baixas e elevação da umidade relativa que são favoráveis ao fungo agente causal.Os sintomas iniciam-se pelas folhas mais velhas, com pontuação de tecido encharcado de cor branca, podendo nesta fase, algumas vezes, ser confundido com os sintomas iniciais de oídio. Em seguida, torna-se necrótico de cor marrom telha. No início, são pequenas, contudo, mais tarde, tornam-se grandes; são limitadas pelas nervuras formando manchas de formato angular ou mesmo irregular. A alta intensidade da doença resulta em desfolhamento precoce e, consequentemente, o crescimento retardado da planta.Na face inferior da folha, observam-se os sinais característicos da doença, como frutificações de coloração verde oliva a púrpura, constituídas dos esporangiósforos e esporângios do fungo. O fungo sobrevive de um ano para outro, nas ervas e variedades silvestres da cultura hospedeira (hospedeiros nativos), como por exemplo no melão São Caetano. É disseminado pelo vento, água e pelos insetos.As condições que o favorecem são alta umidade do ar ou chuvas leves e temperaturas em torno de 22oC. Contudo, é necessário a presença d’água de orvalho ou de chuva na superfície da planta, para que o fungo inicie os processos de germinação, penetração e infecção.Algumas medidas preventivas podem ser tomadas:• sempre que for possível, escolher áreas fora de baixadas;• verificar a posição do vento antes de demarcar as áreas de plantio, de forma que as áreas de cultivos novos não fiquem a jusante de cultivos mais velhos com cucurbitáceas;• eliminação de plantas severamente infectadas;• eliminação dos restos de cultivo;• pulverizações com fungicidas à base de benomyl, folpet ou cobre seguindo as indicações no rótulo.É uma das doenças que ocasionam os maiores prejuízos para a maioria das cucurbitáceas principalmente quando cultivadas em regiões de clima quente e úmido. No Vale do São Francisco, o problema pode ocorrer só no primeiro semestre do ano quando tem-se a elevação da umidade relativa, nos períodos de pré-chuvas.A doença pode ser expressa em todos os órgãos da planta. Nas folhas, esta pode ocorrer na planta ainda jovem, causando prejuízos significativos na produtividade por limitar a área fotossintética. Apresenta-se na forma de pequenas manchas cloróticas que tornam-se necróticas podendo causar encarquilhamento e tomar todo o limbo foliar, causando secamento e queda de tecidos, ficando esta perfurada.Nos ramos e frutos apresentam-se necroses circulares a ovóides de coloração escura e de aspecto deprimido, ou seja, com desgaste de tecidos, salteadas em toda a superfície destes. No centro das lesões, quando sob alta umidade, pode-se observar sinais do patógeno ou colônias destes de coloração alaranjada. Este é um patógeno de parte aérea, com sobrevivência em tecidos vegetais de hospedeiros, apresentando fases saprofítica (ou inerte, quando no aguardo de condições climáticas favoráveis). Dissemina-se principalmente através dos ventos e respingos de chuva ou do sistema de irrigação quando por aspersão. Condições que o favorecem são de alta densidade de plantio, pouca aeração, alta umidade relativa e temperatura amenas.Seu controle em períodos favoráveis a esta, é necessário que seja preventivo.• Escolher a época para plantio, diferente de períodos favoráveis a doença;• Escolher áreas de plantio em alto relevo ou bem arejada;• Evitar plantio próximo a outras áreas com cucurbitáceas.A presença desse fungo é preocupante uma vez que sobrevive no solo por vários anos e é de difícil controle.Existem relatos de sua ocorrência causando problemas em melancia e de apenas uma raça atacando o melão.Sua sintomatologia é expressa externamente por uma murcha rápida das plantas ainda verdes e, em seguida, morte. Pode ser observada em plantas com ou sem sintomas de cancro, e em qualquer idade. Nas raízes, no início da infecção, observa-se um entumescimento (engrossamento), que em seguida apresenta uma desintegração do tecido que toma aspecto esponjoso, podendo também ser visualizado surgimento de um crescimento pulverulento, de cor rosa, resultante da esporulação do fungo. Testes de patogenicidade com isolados de Fusarium sp. obtidos de plantas de melão e de melancia com sintomas de murcha e naturalmente infectada no campo, apresentaram reprodução de sintomas em plântulas inoculadas em casa-de-vegetação da Embrapa Semi-Árido.Este fungo sobrevive no solo em forma de estruturas de resistência e em restos de cultivo. Dissemina-se por meio da água de irrigação, principalmente quando em irrigação por sulco e através de sementes. As condições favoráveis são temperaturas elevadas, encharcamento e solos pobres em cálcio, e quando ácidos.Devido à dificuldade de controle, todas as medidas preventivas são essenciais para minimização da doença, tais como:• uso de sementes certificadas, não utilizando sementes de cultivo anterior;• manter os níveis de cálcio alto e quando for preciso aplicar calcário, para elevação de pH;• quando for possível, evitar irrigações por sulco;• eliminar as plantas com sintomas de murcha total, pois estes são irreversíveis;• pulverizações com fungicidas à base de benomyl ou thiophanato metil; • adubação equilibrada conforme análise de solo.• o controle biológico de Fusarium spp. em outras culturas na região semi-árida, como no maracujazeiro, Tavares et al. (1999a), pode ser uma alternativa para o controle ou convívio com a fusariose do meloeiro. O produto BIOMIX a base de Trichoderma spp. tem controlado vários fitopatógenos de solo em várias culturas, em sistemas de cultivos através de pesquisas desenvolvidas pela Embrapa Semi-Árido (Lima et al. 1998; Tavares et al. 1994, 1995 e 1998).Embrapa Semi-Árido* Confira este artigo, com fotos e tabelas, em formato PDF. Basta clicar no link abaixo:

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