Como Se Chama A Pilha Que Se Poe No Coraçao?

Como Se Chama A Pilha Que Se Poe No Coraçao? Como Se Chama A Pilha Que Se Poe No Coraçao? Como Se Chama A Pilha Que Se Poe No Coraçao?

Um pacemaker cardíaco é um pequeno aparelho metálico que produz impulsos elétricos inofensivos que fazem com que o coração se contraia. É do tamanho de uma caixa de fósforos e não provoca rejeição. Coloca-se mediante uma pequena operação com anestesia local. Introduz-se debaixo da pele abaixo da clavícula.

O pacemaker tem uns cabos que através das veias chegam ao coração. A bateria ou pilha do pacemaker dura entre 6 e 12 anos; não se preocupe porque a necessidade de mudar a pilha deteta-se com muita antecedência aquando das revisões periódicas.

Os médicos colocam pacemakers quando o coração está muito lento ou quando pára de bater durante alguns segundos ou se existe perigo de que estas situações aconteçam.

O que deve fazer?

  • Leia com cuidado a folha de precauções que lhe entregarão quando lhe derem alta. Leve sempre consigo o cartão com as características do pacemaker.
  • Deve comparecer a todas as revisões que lhe indicarem. A primeira passado um mês, as outras cada 6 meses.
  • Pode fazer desporto sem problemas (correr, nadar, bicicleta, etc).
  • Pode conduzir automóveis, mas, a cada 2 anos, precisa de um atestado informativo do cardiologista.
  • Durante 1 ou 2 meses depois da colocação do pacemaker, deve evitar movimentos violentos com o braço do lado onde foi colocado o pacemaker e não deve carregar muito peso.
  • Pode ter relações sexuais normalmente.
  • Sempre que realize um exame, um tratamento, ou vá ao dentista, avise que tem um pacemaker.

O pacemaker pode alterar-se por influência de alguns aparelhos:

  • Situações às quais não deve expôr-se:
    • Ressonância magnética nuclear; correntes de onda curta para tratamento de dores; alguns tipos de radioterapia; vitrocerâmicas frias (de indução); equipamentos de soldadura e campos magnéticos industriais.
  • Situações em que se deve ter precauções:
    • Tratamentos com laser, se as aplicações forem perto de pacemaker; litotrícia (tratamento usado para quebrar cálculos renais); operações com bisturi elétrico; outros tipos de correntes para tratamento de dores; algumas técnicas usadas por dentistas. Os telemóveis são seguros, mas convém utilizá-los e levá-los no lado contrário ao pacemaker.
  • Situações em que não há problemas:
    • Eletrodomésticos elétricos, incluindo microondas e vitrocerâmicas quentes; comandos à distância; telefones fixos e sem fios; equipamentos detetores de armas e explosivos, como os utilizados em aeroportos; mantas elétricas e radiografias (raios X).
  • Se tiver dúvidas do seu correto funcionamento, deverá medir a pulsação, para comprovar que não está inferior à que estava programado no pacemaker.

Quando consultar o seu médico de família?

  • Se notar que a zona onde foi colocado o pacemaker está avermelhada, sente calor ou dor, ou a pele está enrugada ou tem febre. São indícios que podem indicar infeção.
  • Se tiver dúvidas sobre qualquer situação apresentada pelo pacemaker.
  • Se tiver desfalecimentos / desmaios, se notar falta de ar, pulso lento, inchaço nos pés ou uma dor no peito. Estes sintomas podem indicar um mau funcionamento do pacemaker.

Excerto do Guia Prático de Saúde – da semFYC (Sociedad Española de Medicina de Familia y Comunitaria)

Traduzido e adaptado pela APMGF (Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar), julho 2013.

Marcapasso cardíaco: Para que serve, como funciona e cuidados

O marcapasso cardíaco é um pequeno aparelho colocado cirurgicamente junto ao coração ou abaixo da mama que serve para regular as batidas do coração, quando este encontra-se comprometido.

O marcapasso pode ser provisório, quando colocado apenas por um período de tempo para tratar alteração cardíaca causada pela overdose de medicamentos, por exemplo, ou pode ser definitivo, quando é colocado para controlar problemas a longo prazo como a doença do nó sinusal. 

Como Se Chama A Pilha Que Se Poe No Coraçao?

Para que serve e como funciona o marcapasso

O marcapasso monitora o coração continuamente e identifica batimentos irregulares, lentos ou interrompidos, enviando um estímulo elétrico ao coração e regularizando os batimentos. 

O marcapasso funciona a pilhas, que duram em média 5 anos, mas existem casos em que a sua duração é um pouco menor. Sempre que a pilha estiver próxima do fim deve-se trocá-la através de uma pequena cirurgia local.

Quando é indicado ter um marcapasso 

A implementação do marcapasso é indicada pelo cardiologista quando a pessoa possui alguma doença que cause diminuição dos batimentos cardíacos, como doença do nó sinusal, bloqueio atrioventricular, hipersensibilidade do seio carotídeo ou outras que afetam a regularidade das batidas do coração.

Entenda mais sobre a bradicardia sinusal e quais os principais sintomas. 

Como é feita a cirurgia

Como Se Chama A Pilha Que Se Poe No Coraçao?

A cirurgia para colocação do marcapasso cardíaco é simples e rápida. Ela é feita sob anestesia geral, mas pode ser administrado uma sedação complementar no paciente para que fique mais confortável durante o procedimento. É feito um pequeno corte no peito ou no abdômen para colocar o aparelho, que é constituído por dois fios, chamados eletrodos, e um gerador ou bateria. O gerador é responsável por dar energia e permitir o funcionamento dos eletrodos, que tem como função identificar qualquer alteração no batimento cardíaco e gerar impulsos para regularizar os batimentos.

Cuidados após a cirurgia

Como é um procedimento simples, a pessoa já pode ir para casa no dia seguinte à cirurgia. No entanto, é importante fazer repouso no primeiro mês e consultar regularmente o cardiologista.

Além disso, é importante evitar pancadas no aparelho, evitar movimentos bruscos envolvendo o braço do lado em foi colocado o marcapasso, ficar cerca de 2 metros distante do micro-ondas ligado e evitar usar o celular do mesmo lado em que está o marcapasso.

 Veja como é a vida após a colocação do marcapasso e os cuidados que se deve ter com o aparelho.

As pessoas que possuem um marcapasso no peito podem ter uma vida normal, somente evitando grandes esforços nos primeiros 3 meses após a sua colocação, no entanto ao entrar numa academia de ginástica, sempre que for a uma consulta médica de qualquer especialidade ou se for fazer fisioterapia deve mencionar que possui o marcapasso, pois esse aparelho pode sofrer interferência na proximidade de algumas máquinas.

Aparelho usa energia do coração em marca-passo e pode substituir bateria

Um novo dispositivo criado por cientistas americanos converte a energia liberada pelo coração em eletricidade para manter um marca-passo em funcionamento. O estudo foi apresentado nas Sessões Científicas de 2012 da Associação Americana do Coração, em Los Angeles.

Segundo os autores, os resultados sugerem que as pessoas poderiam alimentar sozinhas seus marca-passos – aparelhos que regulam os batimentos por meio de impulsos elétricos –, sem a necessidade de substituir as baterias a cada cinco ou sete anos, procedimento considerado caro e inconveniente.

“Muitos dos pacientes são crianças que vivem com esses dispositivos por muitos anos. Então dá para imaginar quantas operações podem ser evitadas se essa nova tecnologia for implementada”, diz o principal autor do trabalho, Amin Karami, do Departamento de Engenharia Aeroespacial da Universidade de Michigan, na cidade de Ann Arbor.

Como Se Chama A Pilha Que Se Poe No Coraçao?Em um marca-passo cardíaco tradicional, a bateria (parte mais clara) ocupa quase metade do aparelho (Foto: Zephyr/ZEP/Science Photo Library/Arquivo AFP)

Segundo Karami, essa abordagem é uma solução promissora para os marca-passos, porque requer pequenas quantidades de energia para operar. A tecnologia também poderia ser usada para recarregar desfibriladores cardíacos e não receberia interferências de telefones celulares ou fornos de micro-ondas, destaca o autor.

Em uma pesquisa preliminar, a equipe testou um aparelho que emprega a chamada “piezoeletricidade”, ou seja, a capacidade que alguns cristais têm de gerar corrente elétrica a partir de um movimento.

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Em laboratório, os cientistas mediram as vibrações no peito induzidas pelos batimentos cardíacos. Uma espécie de “agitador” reproduziu essas oscilações e foi conectado a um protótipo para “recolher” a energia cardíaca. Isso possibilitou que o marca-passo gerasse mais de dez vezes a potência dos atuais.

Além disso, o novo dispositivo tem ímãs para aumentar a produção de energia e torná-lo menos sensível a variações do ritmo cardíaco. Ele gera eletricidade suficiente para 20 a 600 batimentos por minuto.

O próximo estágio, de acordo com os autores, é implantar esse equipamento que capta a energia, que tem metade do tamanho das pilhas usadas hoje em marca-passos, e integrar a novidade aos produtos comerciais.

Arritmia Cardíaca: quando é necessário um CDI ou Marcapasso?

As arritmias cardíacas são bastante frequentes na população brasileira. Estima-se que um a cada 10 brasileiros sofra com algum tipo de descompasso do coração. Segundo a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas, a doença é responsável por 320 mil mortes súbitas no Brasil. 

Neste post, vamos procurar esclarecer a relação entre taquicardia, arritmia cardíaca e a necessidade de implante de marcapasso ou CDI. Quando a taquicardia deve ser investigada? Quando a taquicardia pode ser uma arritmia cardíaca que requer tratamento? Em quais casos é indicado o implante de um marcapasso ou desfibrilador – CDI? Confira essas e outras informações a seguir.

Taquicardia é um problema cardíaco?

Taquicardia é o termo utilizado para frequência cardíaca aumentada, não necessariamente uma arritmia cardíaca. Ou seja, um corredor chega ao final de uma prova taquicárdico. Da mesma forma, uma pessoa que toma muito estimulantes pode ficar taquicárdica. Assim, não necessariamente é uma arritmia, mas apenas o aumento da frequência cardíaca.

A percepção do paciente com taquicardia pode ser a de uma pulsação rápida, palpitação ou mesmo frequência cardíaca acima do normal, aferida em rotina ambulatorial. 

Contudo, se a pessoa costuma ter taquicardia com frequência, é importante realizar uma investigação médica. Afinal, pode ser a manifestação clínica de alguma doença, tanto do coração quanto de doença sistêmica.

Como é realizada a avaliação de arritmia cardíaca?

No caso de arritmia cardíaca, é importante a investigação cardiológica. Nela, são contemplados alguns exames, a começar pelo eletrocardiograma, que mostrará o ritmo de base. Como o eletrocardiograma avalia um período curto da frequência cardíaca, outros exames podem ser necessários. Entre eles, o Holter, que avalia a frequência cardíaca durante um período 24 horas. 

“Seria como comparar uma fotografia (resultado do eletrocardiograma) a um filme (resultado do Holter). Tais exames permitem o diagnóstico correto sobre o tipo de distúrbio de ritmo do coração. Dessa forma, é possível diagnosticar se há ou não uma arritmia mais grave.” – Dr. Portiuncola Gorini (CRM-SC 8296/RQE 5327), cirurgião cardiovascular.

A investigação segue com a realização de exames rotineiros e de uma avaliação cardiológica aprofundada, que considere a história do paciente e seu exame físico. O tratamento final depende não só do tipo de arritmia cardíaca, mas também da sua causa e de possível doença cardíaca associada.

Tratamentos da Arritmia Cardíaca e CDI

Há vários tipos de tratamentos para a arritmia cardíaca de frequência alta. Entre eles, o mais simples é o uso de medicamentos que controlam a frequência cardíaca ou previnem o desencadeamento da arritmia. 

Nos casos mais graves, pode ser necessário o mapeamento da arritmia através de estudos invasivos e do isolamento do foco da arritmia. Essa abordagem pode ser realizada por meio de cateter ou, até mesmo, de uma cirurgia cardíaca, como a revascularização do miocárdio.

Em outros casos, onde há risco de morte pela arritmia cardíaca, é implantado o chamado CDI – cardioversor e desfibrilador implantável. Este aparelho tem a finalidade de monitorar o coração continuamente, detectar as possíveis arritmias e tratá-las de forma adequada. 

“Caso o coração diminua muito a frequência cardíaca, o CDI funcionará como um marcapasso. Em caso de uma arritmia cardíaca que seria fatal, o CDI aplica algumas terapias, ou mesmo um choque, para resgatar o ritmo cardíaco do paciente.” – Dr. Portiuncola Gorini (CRM-SC 8296/RQE 5327).

O CDI é indicado para pessoas que passaram pela terrível experiência de uma parada cardíaca por arritmia e foram recuperadas. Além disso, é também indicado para pacientes que não são passíveis de tratamento efetivo e controle da arritmia de base. Uma vez desencadeada esta arritmia cardíaca, a única forma de tratamento (longe do auxílio médico) é através do CDI.

O Funcionamento do CDI

Os CDIs têm uma longevidade média de 5 a 12 anos. No entanto, os portadores de CDIs devem realizar um acompanhamento médico trimestral ou semestral para avaliar a integridade do sistema e a evolução clínica da sua saúde.

Os CDIs registram o ritmo cardíaco. Assim, se houver algum tipo de arritmia cardíaca, o médico consegue identificá-la. No acompanhamento periódico, o médico também avalia o desempenho do aparelho – se aplicou alguma terapia, que não necessariamente é um choque, ou se foi necessário o choque.

Nas avaliações, o médico realiza, ainda, eventuais ajustes no CDI. A programação do aparelho é feita individualmente para cada paciente e desfecho clínico, podendo ser mudada a cada consulta.

No caso de troca de CDI, substitui-se o aparelho todo. Os eletrodos colocados na primeira vez, se estiverem em boas condições, são mantidos. Geralmente, na ocasião, aproveita-se para trocar por um aparelho mais moderno, com bateria mais durável e melhores recursos. Dessa forma, beneficiando o portador do dispositivo.

Arritmia Cardíaca e Marcapasso

O marcapasso procura ajustar o ritmo do coração. O marcapasso simples é usado para o caso das bradiarritmias (perda do ritmo com frequência cardíaca baixa). Normalmente, as manifestações mais comuns desse tipo de arritmia cardíaca são tonturas e perda de consciência, mas podem ocorrer até convulsões. 

“Devido a esses sintomas, muitas pessoas passam por consultas neurológicas antes de uma avaliação cardiológica. Muitas vezes, porque relacionam problemas cardíacos à idade.

No entanto, vale dizer que não há limite de idade para implante de marcapasso. Os implantes de marcapasso para tratamento de arritmias cardíacas são realizados tanto em crianças recém-nascidas quanto em pessoas bem idosas.

” – Dr. Portiuncola Gorini (CRM-SC 8296/RQE 5327).

Se você sofre com arritmia cardíaca, acompanhe regularmente com o seu cardiologista. O tratamento pode ser simples, apenas com medicação, ou mesmo passar pela necessidade de implante de marcapasso cardíaco. No entanto, cada caso deve ser avaliado de forma individualizada. Cuide da sua saúde!

  • Para saber quais são as principais orientações sobre marcapassos, faça o download gratuito da nossa cartilha Marcapassos: orientações aos pacientes:
  • Como Se Chama A Pilha Que Se Poe No Coraçao?
  • *Post publicado em agosto/2026 e atualizado em fevereiro/2020.

Marcapasso: por que fazer a avaliação periodicamente?

Você sabe quantos anos dura a bateria de um marcapasso e o que fazer quando ela estiver acabando? Para saber isso e muito mais sobre o bom funcionamento do dispositivo, é imprescindível realizar avaliações periódicas em clínicas especializadas. Quer saber mais sobre este assunto? Então, acompanhe nosso artigo até o final.

A medicina já constatou: o coração de um adulto em repouso, normalmente, pulsa de 60 a 100 vezes por minuto. No entanto, certas pessoas têm alguma cardiopatia em que o coração bate menos de 40 vezes por minuto.

Trata-se de uma arritmia cardíaca, ou seja, uma alteração no ritmo das batidas do coração em que ocorre um bloqueio. O órgão não consegue bombear sangue sulficientemente para o restante do corpo, causando assim sintomas como tonturas, desmaios, respiração ofegante e escurecimento da visão.

Para resolver esses problemas, o paciente deve submeter-se a implantação de um marcapasso, que é uma espécie de microcomputador ligado ao coração. Você sabia que hoje no Brasil cerca de 300 mil pessoas utilizam esse equipamento?

Trata-se de uma cirurgia relativamente simples. O implante ocorre dentro de um centro cirúrgico. O paciente recebe anestesia local, é feito um corte no peito de aproximadamente cinco centímetros de comprimento e é implantado o marcapasso. È feito uma incisão pequena de aproximadamente cinco centímetros e o marcapasso é implantado no tórax, embaixo da pele, no tecido subcutâneo.

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O médico testa o equipamento e fecha a incisão. O dispositivo é composto por uma bateria e pequenos eletrodos que são ligados ao coração, captando e conduzindo impulsos elétricos ao órgão. O marcapasso fica sob a pele e será monitorado durante as avaliações periódicas.

Na maioria dos casos, o paciente não precisa ficar na UTI e recebe alta no dia seguinte após o implante. Em casa, ele mantém os cuidados pós-cirúrgicos, sempre com a orientação médica.

Como Se Chama A Pilha Que Se Poe No Coraçao?

Como é feito o acompanhamento de marcapasso?

Como já foi visto, o marcapasso é implantado quando há diagnóstico de bloqueio no ritmo do coração.

O acompanhamento de marcapasso é feito na clínica médica, não necessita de internação e não causa dor ou desconforto ao paciente.

No exame o paciente é deitado numa maca e são instalados os cabos do eletrocardiograma. Um dispositivo é colocado sobre a região na qual está implantado o marcapasso.A partir daí, as informações do dispositivo são lidas por telemetria. O aparelho, que é colocado sobre onde está instalado o marcapasso, realiza a leitura das informações registradas na memória interna do dispositivo.

Esses dados são importantes para a programação e o funcionamento do equipamento. Ao final da avaliação, um relatório é impresso e encaminhado ao cardiologista do paciente.

Normalmente, o equipamento é programado de acordo com o perfil do paciente, como a idade, o sexo, o estilo de vida e a doença que ocasionou a implantação do aparelho.

Portanto, a sequência de exames após a cirurgia vai depender de cada caso. Um homem jovem e trabalhador, por exemplo, terá um uso diferenciado do marcapasso em relação a um senhor aposentado de 70 anos.

De quanto em quanto tempo deve-se fazer a avaliação periódica?

  • Você pôde perceber que o exame periódico de acompanhamento do marcapasso é bastante simples, rápido e muito necessário.
  • A frequência de exames varia de acordo com o caso de cada paciente, com o tipo de aparelho implantado e com o resultado da leitura feita na avaliação periódica anterior.
  • Normalmente, o cardiologista, que representa a especialidade médica indicada para fazer este acompanhamento, solicita a avaliação 30 e 60 dias após a cirurgia do implante.

Dependendo do resultado, as avaliações seguintes são marcadas num intervalo de aproximadamente quatro ou seis meses.

O monitoramento é perene e garante a melhor utilização possível do marcapasso.

A leitura da revisão do dispositivo é acompanhada de uma consulta médica ao seu cardiologista. É importante ressaltar que as primeiras semanas após a operação exigem mais cuidado do paciente.

Não é recomendado que ele dirija carro nos primeiros 30 dias. Grandes esforços físicos e tentar mexer no equipamento implantado no peito também estão na lista dos não indicados.

Mas, no decorrer das avaliações, o paciente é orientado a voltar a ter uma vida normal, sempre sob a supervisão da equipe médica.

Por que a avaliação de marcapasso é indispensável?

Durante a leitura deste artigo, você ficou sabendo que não basta apenas implantar o marcapasso para resolver seus problemas de saúde. É imprescindível revisá-lo de tempos em tempos para checar se está tudo funcionando bem.

Veja porque é tão importante fazer a avaliação periódica:

  • Constata algum ponto de rejeição
  • Verifica os níveis de bateria
  • Checa a necessidade de reprogramação
  • Confirma o funcionamento perfeito

Como o marcapasso é um equipamento estranho ao seu organismo, o risco de rejeição existe, embora haja poucos registros na história da cardiologia.

É por isso que o paciente não pode deixar de fazer a avaliação periódica inicial, logo no primeiro mês após a cirurgia.

A bateria do marcapasso tem vida útil de 7 a 12 anos, dependendo do modelo e do estilo de vida do paciente. Esse é talvez um dos principais motivos que justificam a avaliação periódica.

Portanto, o portador de marcapasso ou o cuidador de um paciente com o dispositivo, não pode descuidar da revisão. Não há outro meio para saber o nível de sobrevida da bateria do aparelho.

Após o período de vida útil da bateria, é recomendado substituir o dispositivo dentro de um novo procedimento cirúrgico. Cardiologistas e cirurgiões cardíacos são habilitados para realizar o implante.

A avaliação periódica também poderá mostrar se o marcapasso deve ser reprogramado no que diz respeito ao envio de estímulos para os batimentos cardíacos.

Portadores de marcapasso devem manter estilo saudável

Além do compromisso de fazer a avaliação de marcapasso periodicamente, o paciente deve manter uma rotina de exames do coração para garantir uma vida plena de saúde.

Nunca é demais lembrar que o paciente leve uma vida saudável, com exercícios moderados, uma alimentação equilibrada e o não consumo de bebidas alcoólicas.

Outra recomendação importante é que ele avise sobre a existência de marcapasso ao se matricular numa academia e usar portas-giratórias. Ou ainda manter uma distância de aproximadamente 15 centímetros de equipamentos eletrônicos, como microondas e até aparelhos celulares.

A avaliação periódica de marcapasso e outros exames médicos são oferecidos pela Med Cor, clínica que tem mais de 30 anos de atuação em Sorocaba-SP. Agende seu exame clicando aqui!

Se você quer saber mais sobre marcapasso e demais cuidados com o coração, inscreva-se em nossa newsletter. Fique por dentro das novidades da saúde!

Implantação de um pacemaker. O relato de uma jornalista que assistiu a uma cirurgia

Dei entrada no Hospital Fernando da Fonseca, mais conhecido como Hospital Amadora-Sintra, localizado na Amadora, no início da manhã.

A cirurgia estava marcada para as 11h00 e eu ia entrar no bloco operatório. Mas não era médica nem paciente.

Foi-me dada a oportunidade de assistir à implantação de um pacemaker, uma cirurgia repleta de mitos, conforme a equipa médica me explicou posteriormente.

O aparelho é indicado em caso de bradiarritmia, uma perturbação do ritmo dos batimentos cardíacos (arritmia), caracterizada por um ritmo cardíaco lento, que pode levar à morte súbita quando não tratada.

Palpitações, fadiga, vertigens, tonturas, transpiração irregular, falta de ar, dor de peito e ansiedade são alguns dos sinais que alertam para o problema, que afeta milhares de pessoas em todo o mundo.

O diagnóstico

A síncope, mais conhecida por desmaio, é o sintoma mais aparatoso e o que leva mais frequentemente os pacientes ao hospital. A arritmia pode ser detetada através de electrocardiograma, no entanto, para um diagnóstico mais preciso é necessário recorrer a exames complementares.

“Um eletrocardiograma fora da crise pode ser normal, pelo que pode haver necessidade de recorrer a outros exames, como a ecocardiografia ou o holter, um eletrocardiograma de longa duração, que regista a atividade elétrica do coração durante 24 horas”, explica Carlos Morais, cardiologista.

O aparelho

O pacemaker é um pequeno dispositivo anatómico constituído por um gerador de impulsos (pacemaker) e por um ou dois fios flexíveis e finos (elétrocateter) que ligam o aparelho ao coração. O pacemaker regista continuamente informações sobre o ritmo cardíaco, verificando em particular se o coração está a bater de forma regular ou demasiado lenta.

Se o ritmo cardíaco for insuficiente, o aparelho gera os estímulos necessários para que o coração se contraia com a frequência mais adequada. Em Portugal, já foi implantado, na década de 2000, um pacemaker de segunda geração, o primeiro dispositivo cardíaco compatível com a ressonância magnética, desenvolvido pela Medtronic, empresa líder mundial em dispositivos electrónicos.

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A cirurgia

A implantação de um pacemaker cardíaco é feita durante uma pequena cirurgia, realizada com anestesia local. Após uma incisão na pele, abaixo da clavícula, o médico introduz um eletrocateter, através de uma veia até ao coração. Segue-se o mesmo procedimento, controlado por raio-X, para um segundo eletrocateter, se necessário.

Estes são então ligados ao pacemaker, o qual é alojado numa pequena bolsa de pele, na área do músculo peitoral, que depois é fechada com uma sutura. O processo demora, por norma, cerca de 30 minutos. Muitos pacientes podem levantar-se no mesmo dia.

O pós-operatório

Durante os primeiros dias após a cirurgia, o paciente deve evitar mover o ombro do lado que foi operado, para não interferir com o processo de cicatrização.

“Como qualquer acto cirúrgico, até haver uma cicatrização completa, o paciente deve manter a zona da cicatriz desinfectada e substituir o penso regularmente, pelo risco de infeção.

Ao fim de uma semana, o fio da sutura é absorvido pelo organismo, não sendo necessário retirar pontos”, explica o especialista.

Viver com um pacemaker

Logo que a ferida cicatrize o paciente pode retomar a sua actividade e levar uma vida perfeitamente normal. Os portadores de pacemaker têm apenas de trazer sempre consigo o cartão de identificação do aparelho e comparecer às consultas de revisão, de seis em seis em meses.

É nesses encontros de acompanhamento posteriores que o médico verifica o estado do pacemaker, nomeadamente o nível da carga da pilha, analisa as informações nele contidas, faz ajustes no modo de programação se necessário e responde a todas as dúvidas do paciente.

Cirurgia de substituição

Por ter uma fonte de energia, o pacemaker precisa de ser substituído ao fim de algum tempo. “A duração da bateria varia entre seis a 12 anos, consoante a atividade do aparelho. Há casos em que o pacemaker está permanentemente a emitir estímulos ao coração e outros em que o dispositivo apenas atua esporadicamente, uma vez por dia, de três em três meses”, diz.

“Há casos em que só o faz uma vez por ano”, explica o cardiologista. A substituição é feita através de uma cirurgia semelhante à da implantação, mas é ainda mais simples, uma vez que não é necessário trocar as sondas.

Segurança máxima

Apesar dos mitos e receios em torno do uso do pacemaker, Carlos Morais, assegura que “o pacemaker é um dispositivo eletrónico extremamente sofisticado e um dos mais seguros do mundo”.

“Está protegido contra a influência de campos eletromagnéticos externos e passa por inúmeros testes de controlo de qualidade para eliminar praticamente qualquer possibilidade de falha”, assegura ainda o especialista português. Sendo revestido a titânio, é indestrutível, sublinha ainda.

Texto: Vanda Oliveira com Carlos Morais (cardiologista)

Holter de 24 horas: o que é esse exame e para que ele serve

O holter de 24 horas é uma espécie de eletrocardiograma, só que de longa duração. O exame carrega esse nome por causa do aparelho usado – o tal holter – e porque mede o funcionamento do coração durante um dia inteiro.

Para que serve

O teste é indicado especialmente no diagnóstico de arritmias cardíacas, uma vez que registra os batimentos cardíacos em um longo intervalo de tempo. O médico também costuma pedi-lo quando há sintomas como desmaio, palpitação, tontura e suspeita de fibrilação atrial.

Como é feito

O paciente vai até o laboratório, onde eletrodos são posicionados no tórax e conectados ao holter, um pequeno monitor que fica na cintura. Ele então começa a gravar o número de batimentos do coração, eventuais alterações no ritmo e por aí vai.

Cabe destacar que a pessoa segue com sua vida normal. Ela trabalha, dorme e come enquanto o holter faz seu serviço. Só não pode tomar banho com o aparelho – melhor se lavar antes.

No dia seguinte, as informações do aparelho são recolhidas e analisadas. É comum que se peça ao paciente para, paralelamente, anotar em um diário suas principais atividades do dia e eventuais sintomas sentidos.

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Os resultados

Assim como no eletrocardiograma, o laudo do holter deve mostrar um ritmo cardíaco sinusal, ou seja, normal. O ideal é que os batimentos estejam entre 60 e 100 por minuto. Os eletrodos registram, além de alterações nesse número, parâmetros como duração das ondas elétricas em cada segmento do peito.

Periodicidade

O exame é solicitado de acordo com a necessidade de investigar alguma doença cardíaca. Pessoas que já infartaram, têm arritmias graves ou risco cardiovascular devem repetir a prova anualmente, via de regra.

Cuidados e contraindicações

É permitido usar celular e aparelhos eletrodomésticos durante o exame, mas colchões magnéticos interferem nos resultados. Medicamentos tomados para males cardiovasculares, como betabloqueadores e antiarrítmicos, podem ser suspensos, de acordo com orientação do cardiologista.

Embora os exercícios físicos não sejam contraindicados, recomenda-se conversar com o profissional sobre o assunto. Até porque o excesso de suor e movimentações abruptas podem afetar a mensuração.

Fontes: João Vicente da Silveira, cardiologista do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

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Aparelhos cardioversores Medtronic

Se você tem uma doença chamada taquicardia, também conhecida como batimento cardíaco acelerado, você e seu médico podem decidir se um dispositivo cardíaco implantável denominado cardioversor desfibrilador implantável (CDI) é a opção adequada para você.

Quando alguém se refere a um desfibrilador implantável, está na verdade falando sobre o sistema — o desfibrilador (CDI) e os eletrodos.

  • Um CDI monitora constantemente o coração e aplica o tratamento de forma automática para corrigir o ritmo cardíaco acelerado quando necessário.
  • Eletrodos são fios finos, macios e isolados do tamanho aproximado de um espaguete. Os eletrodos levam o impulso elétrico do desfibrilador para o coração e transmitem informações sobre a atividade natural do coração de volta ao desfibrilador.

Após a implantação do CDI, um computador externo, denominado programador, localizado no consultório ou na clínica do médico, pode ser usado para programar o dispositivo cardíaco e retirar informações do dispositivo para auxiliar o médico no tratamento da insuficiência cardíaca. Seu médico agendará a monitorização periódica que pode ser feita remotamente se o médico considerar apropriado.

COMO FUNCIONA UM CDI?

O desfibrilador implantável foi desenvolvido para monitorar o ritmo cardíaco 24 horas por dia. Se o coração está batendo muito rápido ou de forma irregular, o dispositivo envia primeiro pequenos sinais elétricos indolores para corrigir o ritmo cardíaco. Se o ritmo cardíaco continuar acelerado, o desfibrilador aplica um choque para trazer o ritmo cardíaco de volta ao normal.

O desfibrilador implantável também pode ser usado no tratamento do ritmo cardíaco lento, enviando impulsos elétricos para corrigir o ritmo dos batimentos. O médico irá programar o CDI para aplicar o tratamento mais eficaz para o seu problema cardíaco específico.

As informações contidas neste site não devem ser usadas no lugar de consultas médicas. Sempre converse com o seu médico para obter diagnósticos e informações de tratamento.

   Informações Importantes sobre a Segurança

Temos uma central de atendimento dedicada para responder as suas dúvidas e atender suas solicitações, que funciona de segunda à sexta das 8h00 às 20h00. É só ligar no número: 0800.725.7555 ou mandar um e-mail para: [email protected] 

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