Como Se Chama A Pessoa Que Vende Livros?

Responda com sinceridade: quantos livros você já leu neste ano? Se o número está baixo, não se recrimine, pois é normal termos cada vez menos tempo para a leitura. É importante, porém, criar um hábito de reciclar seus conhecimentos e revisitar alguns clássicos.

Se você trabalha com vendas, pode sofrer ainda mais os efeitos da pressão e da rotina, relegando os livros à rabeira das prioridades. Esse é o seu caso?

Pensando nisso, elaboramos uma lista de livros de vendas para você escolher alguns quando tiver um tempinho. Sugerimos alguns clássicos – e coisas novas também, para diferentes momentos da carreira de um sales rep. Dá uma olhada!

20 livros de vendas para se desenvolver e fechar mais negócios

1. Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas (Dale Carnegie)

Como Se Chama A Pessoa Que Vende Livros?

A primeira dica de livro de vendas não é, propriamente, um livro de vendas. Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, na verdade, é um clássico sobre o comportamento humano. Dale Carnegie foi um escritor que se destacou na primeira metade do século XX, focado em desenvolver pessoas.

Nesse livro, publicado em 1936, Carnegie apresentou técnicas para que as outras pessoas façam o que você quer, porém de forma respeitável e empática.

Parece algo aplicável em vendas, não é mesmo? E o melhor é que as técnicas são apresentadas de forma bem simples.

2. Receita Previsível (Aaron Ross e Marylou Tyler)

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Muitas empresas do Vale do Silício têm esse livro como um verdadeiro guia de vendas. Os autores mostram como aumentar a previsibilidade do fechamento de negócios, ajudando a empresa a se planejar com mais segurança.

Lendo Receita Previsível, você terá ideias preciosas para geração de Leads de forma recorrente, transformando sua empresa numa máquina de vendas. Se quiser experimentar antes de investir, baixe o capítulo 5 gratuitamente.

3. SPIN Selling (Neil Rackham)

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Com o subtítulo “Alcançando Excelência em Vendas”, esse livro já deixa claro a que veio. O autor realizou uma extensa pesquisa para chegar às conclusões apresentadas no final dos anos 1980. O resultado foi uma metodologia completa baseada em perguntas.

Essas perguntas, porém, devem ser feitas na hora certa, em quatro momentos cujas iniciais formam a palavra SPIN:

  1. Situação
  2. Problema
  3. Implicação
  4. Necessidade

Rackham defendia, já em 1988, que as vendas exigem mais interação entre o sales rep e o cliente, com base na obtenção de informações.

Se você trabalha ou possui uma agência, leia também o post SPIN Selling: o que é e como essa metodologia vai ajudar você a ter sucesso na venda de serviços de Inbound Marketing.

4. As Armas da Persuasão (Robert Cialdini)

Como Se Chama A Pessoa Que Vende Livros?

Você acredita em gatilhos mentais? Bom, para Robert Cialdini, existem seis “armas da persuasão”: reciprocidade; compromisso e coerência; aprovação social; afeição; autoridade; e escassez. Ele defende que elas ativam partes do cérebro e convencem a tomar decisões.

O livro ensina a usar essas “armas” para persuadir pessoas, e também como se proteger delas em negociações. É importante ressaltar que isso não é sinônimo de manipular – a ideia aqui é mostrar ao interlocutor que o caminho que você apresenta é o mais interessante a ser seguido.

Os conceitos apresentados podem ser usados por times comerciais, como mostra o post As Armas da Persuasão: o que esse livro pode te ensinar sobre vendas.

5. A Bíblia de Vendas (Jeffrey Gitomer)

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Sabe quando um livro sobre um assunto é tão obrigatório que vira a bíblia do tema? Então, pelo jeito Jeffrey Gitomer tinha certeza de que seu livro viraria a bíblia de vendas antes de mesmo de publicá-lo, em 1994, e deu a ele esse nome!

Nesse caso, faz sentido: ele escreveu um bestseller considerado obrigatório para os profissionais do ramo. Chama atenção também o curioso subtítulo, que cita “10,5 mandamentos do sucesso de vendas”.

O foco da obra está na melhora de performance dos vendedores.

6. O Poder do Hábito (Charles Duhigg)

Como Se Chama A Pessoa Que Vende Livros?

No começo deste post, falamos sobre cultivar o hábito da leitura, lembra? Pois Charles Duhigg fala justamente sobre a criação e manutenção de hábitos positivos. Não à toa, o livro é um enorme sucesso de vendas, pois se aplica tanto à vida pessoal quanto à profissional.

E para um vendedor, o que ele tem a dizer? O Poder do Hábito ajuda justamente a refletir sobre pequenas ações rotineiras que podem estar prejudicando seu desempenho. Por exemplo, será que você poderia eliminar — ou incluir — algo no seu dia para melhorar a sua produtividade e, assim, vender mais?

Se você já pensou em algum hábito a ser mudado agora, vale a leitura!

7. Vendas 3.0 (Sandro Magaldi)

Como Se Chama A Pessoa Que Vende Livros?

Se você está em um momento de carreira em que precisa fazer a gestão de um time de vendas, Sandro Magaldi pode te ajudar a ter uma visão mais estratégica. Com mais de 25 anos na área, ele é um dos criadores do site MeuSucesso.com.

O autor argumenta, com razão, que o mercado exige uma sofisticação cada vez maior da área de vendas. A própria exigência dos clientes é a principal mola propulsora desse movimento.

Dessa forma, para enfrentar esses desafios, o time comercial precisa de uma liderança menos tática e mais estratégica.

8. A Máquina Definitiva de Vendas (Chet Holmes)

Como Se Chama A Pessoa Que Vende Livros?

Aqui também o subtítulo não deixa muita margem para dúvidas: “Turbine seu negócio com um foco implacável em 12 estratégias-chave”. Ou seja, o segredo para o sucesso requer apenas 12 passos, mas é preciso muita determinação para aplicá-los.

Apesar de deixar explícita a necessidade de disciplina e trabalho duro, Chet Holmes faz questão de ressaltar que o segredo está em usar mais a inteligência e menos a força-bruta.

9. Vender é Humano (Daniel H. Pink)

Como Se Chama A Pessoa Que Vende Livros?

Vendas são feitas por pessoas para outras pessoas. Daniel H. Pink reforça a ideia de que vender é uma atividade essencialmente humana. Parece óbvio, mas quantas vezes nos deixamos levar por fluxos e processos automatizados?

Esse livro ajuda a compreender que podemos influenciar e convencer as pessoas de formas mais humanas. Isso inclui, por exemplo, a habilidade de comover alguém, transmitir mensagens melhores e gerar rapport.

10. Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes (Stephen R. Covey)

Como Se Chama A Pessoa Que Vende Livros?

Você se considera uma pessoa eficaz? E seus hábitos de vendas, entregam os resultados esperados? Se respondeu não a algumas dessas perguntas, esse clássico do comportamento humano é uma ótima pedida, com lições úteis para vendedores.

Entre os hábitos a serem cultivados e que podemos relacionar a vendas, estão a pró-atividade, o estabelecimento de prioridades e a comunicação empática. Apesar de ter sido escrito há 15 anos, quando muitos dos estímulos à procrastinação que temos hoje ainda não existiam, as ideias seguem relevantes.

Caso queira mergulhar nas ideias apresentadas antes de comprá-lo, o blog dos nossos amigos da Endeavor Brasil fez um resumo bem completo do livro, com vídeo e tudo.

11. Os Segredos da Arte de Vender (Zig Ziglar)

Zig Ziglar é uma das maiores referências mundiais em vendas — que para ele é uma arte, como diz o nome do livro. Ele revela as lições que aprendeu e, ao fazê-lo, valoriza muito a profissão de vendedor. Então, se você anda questionando sua carreira, corra para ler!

O autor é um verdadeiro apaixonado por algo que é a razão de ser de um sales rep: ouvir um “sim”. Ele usa centenas de histórias, questionamentos e argumentos para ajudar o leitor a fechar mais negócios.

12. A Arte de Fazer Acontecer (David Allen)

O método GTD (Get Things Done), de David Allen, ajuda diversos aspectos da vida de um sales rep. O grande diferencial dele é algo que você pode estar precisando: a busca do aumento da produtividade sem estresse. O autor promete colocar ordem no caos!

Entre as propostas de Arte de Fazer Acontecer estão auxiliar a reavaliar as metas e manter o foco; planejar projetos de longo prazo e revisá-los semanalmente; controlar a ansiedade e a sobrecarga de trabalho; e aceitar que você não pode fazer tudo ao mesmo tempo.

Temas assim são muito comuns na rotina de vendas. Se você está buscando resolver essas questões, adote o método GTD.

13. Mestres das Vendas (Ivan R. Misner e Don Morgan)

Descobrir os segredos dos vendedores de sucesso foi o objetivo de Ivan R. Miner e Don Morgan quando escreveram Mestre de Vendas.

Na obra, 80 profissionais de sucesso contam quais técnicas, estratégias e abordagens de vendas utilizam na carreira, além de compartilharem histórias e experiências significativas. Os textos são curtos e de fácil leitura, mas nem por isso superficiais.

As dicas, que incluem táticas de guerrilha e análise da personalidade do comprador, podem ser seguidas à risca ou adaptadas à realidade de cada profissional.

14. Descubra seus pontos fortes 2.0 (Don Clifton)

Na versão aprimorada do livro Descubra seus pontos fortes, o psicólogo Don Clifton ensina que o melhor é tirar proveito dos seus pontos fortes, no lugar de insistir em consertar o desempenho naquelas áreas em que você não se sai tão bem.

A ideia é que, quando nos dedicamos ao que fazemos de pior, acabamos frustrados, realizando um trabalho medíocre. Por outro lado, o foco em desenvolver nossas melhores habilidades pode ser o caminho para uma vida com mais propósito, produtividade e bem-estar.

Embora não trate especificamente de vendas, esse é um livro que pode ajudar vendedores a identificarem e desenvolverem habilidades que já possuem. Além disso, para gestores, a obra permite entender os pontos fortes da equipe.

O livro traz um teste criado pelo autor que ajuda a descobrir seus pontos fortes. Ao ler o livro, é possível descobrir quais são seus principais talentos para focar neles.

Leia também:  Como Evitar Que O Cão Fazer Necessidades No Lugar Certo?

15. Inteligência Emocional (Daniel Goleman)

Publicado em 1995, o livro Inteligência Emocional é o mais conhecido do jornalista Daniel Goleman e segue atual até os dias de hoje. Na obra, o autor apresenta o conceito das duas mentes, emocional e racional, mostrando como podem moldar nosso destino.

Com exemplos cotidianos, ele mostra que não saber como lidar com as emoções pode ser extremamente prejudicial em nossas vidas. Além disso, Daniel Goleman fala das 5 habilidades-chave da inteligência emocional, explicando como podem determinar o nosso sucesso.

Sem dúvida, o livro traz lições valiosas para aplicar no dia a dia de vendas, tanto para vendedores quanto para líderes.

16. A Arte da Guerra (Sun Tzu)

Esse tratado escrito há mais de 2500 anos tem muito a ensinar aos profissionais de vendas.

Considerado uma espécie de bíblia da estratégia, o livro é bastante usado no mundo dos negócios. Isso porque as estratégias apresentadas pelo general chinês Sun Tzu auxiliam a entender a natureza humana, indo além dos campos de batalha. As lições ajudam a transpor lutas cotidianas, seja internamente, seja no mundo corporativo.

17. Arriscando a própria pele (Nassim Taleb)

Arriscando a própria pele, do escritor e matemático de formação Nassim Taleb, desafia crenças sobre riscos e traz reflexões que podem se aplicar ao cotidiano de vendas.

Para o autor, não se deve confiar em quem não arrisca a própria pele, o que, de acordo com ele, muitas pessoas que estão no comando não fazem. Nesse livro provocativo, Nassim Taleb mostra que correr riscos pode se aplicar a todas as áreas da vida.

18. Nudge: Como tomar melhores decisões sobre saúde, dinheiro e felicidade (Richard H. Thaler e Cass R. Sunstein)

Tomar decisões é parte do dia a dia de qualquer pessoa, e na área de vendas não é diferente. O problema é que nem sempre fazemos as escolhas certas.

No livro Nudge, Richard H. Thaler e Cass R. Sunstein explicam como podemos escolher melhor. Com base em pesquisas em ciência comportamental feitas ao longo de décadas, os autores mostram que todos nós somos suscetíveis a tomar decisões ruins. Mas, entendendo como as escolhas ocorrem, é possível estabelecer uma arquitetura da escolha, facilitando o reconhecimento das melhores decisões.

19. Roube como um artista: 10 dicas sobre criatividade (Austin Kleon)

Em Roube como um artista, o escritor Austin Kleon ajuda os leitores a entrarem em contato com seus lados criativos por meio de ilustrações, exemplos e exercícios. Para o autor, nada é original. Por isso, o melhor é abraçar as influências e ideias, recombinando-as até encontrar seu próprio caminho.

A obra é prática e bastante proveitosa para vendedores, para quem a criatividade pode fazer a diferença entre fechar ou não um negócio.

20. Supere o não: como negociar com pessoas difíceis (William Ury)

Para fechar uma venda, é preciso negociar. Por isso que, para vendedores, dicas de como melhorar essa habilidade são sempre bem-vindas.

Bons ensinamentos estão no livro Supere o não, de William Ury. O autor, um dos maiores especialistas no assunto, traz uma estratégia composta por 5 passos para contornar as objeções da outra parte e chegar a um acordo satisfatório.

E você, você tem mais livros de vendas para indicar para a gente? Deixe sua sugestão nos comentários!

Post originalmente publicado em julho de 2018 e atualizado em setembro de 2020.

No Dia do Vendedor de Livros, conversamos com esses profissionais que exercem um papel fundamental no mercado editorial e também na formação de leitores

“É aquele livro com a capa vermelha”. “Sabe me dizer qual é aquele livro que tem uma moça na capa?”. Nós, leitores, costumamos ter muitos lapsos de memória na hora de procurar um livro numa livraria.

Quem nunca se esqueceu de anotar o título e/ou o autor da obra para facilitar essa busca incessante? A verdade é que isso nos passa despercebido, mas felizmente somos socorridos por quem não apenas tem que estar por dentro de tudo o que acontece no mercado editorial, mas também precisa saber decifrar esses enigmas – muitas vezes criativos, outras, um tanto quanto confusos e irreverentes – trazidos por leitores desatentos e esquecidos. São aquelas pessoas que nos orientam e são as responsáveis por tornar as livrarias aquele paraíso, o nosso lugar sagrado: os livreiros. E, no Dia do Vendedor de Livros, nada mais justo do que transformar em protagonistas aqueles que tanto nos indicaram páginas e nos ajudaram a conhecer novos mundos e personagens especiais.

Um livreiro não é simplesmente um vendedor de livros. É muito, mas muito mais do que isso.

Se não fosse por um livreiro, você provavelmente não teria lido algum livro do qual nunca tinha ouvido falar ou nem pensava em acrescentar à já tão extensa lista de leituras.

Quem nunca entrou numa livraria focado em uma obra e saiu com outra indicada por um livreiro? Os livreiros são, sim, peças fundamentais na nossa luta constante pela formação de novos leitores, bem como para o desenvolvimento do mercado editorial nacional.

Como Se Chama A Pessoa Que Vende Livros?

Vânia Abreu/Arquivo pessoal

“Para o mercado editorial a importância do livreiro é significativa, realmente fundamental, pois é ele que está em contato direto com o leitor, que pode não somente indicar livros – o que, muitas vezes, incentiva a formação de novos leitores -, mas também trazer informações importantes sobre aquilo que o leitor busca”, declarou Vânia Abreu, diretora comercial da editoria Valentina, ao Vai Lendo. “O livreiro vive a maior parte do seu tempo entre os livros, conhece centenas de títulos e autores e é capaz de encontrar rapidamente um título em uma estante cheia”.

Para Roberto Pedretti, que atuou no varejo de livros por 16 anos – sendo, pelo menos, 12 deles como livreiro especializado na Livraria da Travessa -, o livreiro é “o último profissional que se posiciona entre o cliente e o livro na compra presencial do livro físico”. Ele destacou ainda a necessidade de o profissional ser diferenciado para oferecer ao leitor uma curadoria que estimule o fluxo de leitura.

O livreiro checo que só vende livros porque não sabe fazer mais nada

Ouvimos um conselho amigo e, a poucos passos da livraria Trezor, bloqueámos o telemóvel e escondemo-lo no bolso. Ele lá ficou, calado e sem luz, durante a conversa com o livreiro checo “sem paciência para os autómatos sem alma” que lhe entram porta adentro, os olhos vidrados num ecrã até voltarem a sair da mesma forma que entraram. Sem terem dito (ou lido) uma palavra.

Se pudesse, Lukas Palan “expulsava-os” mal tivessem passado pela primeira prateleira onde alguém escreveu toscamente “não-ficção”.

Se pudesse, Lukas Palan provavelmente arrancar-lhes-ia o telemóvel da mão (não podendo, fica-se por não lhes oferecer uma cerveja). Não gosta do que estas pessoas da sua geração inadvertidamente lhe relembram.

“Este é o tipo de mundo em que agora vivemos”, atira, como se encarnasse a personagem mais pessimista dos livros que o rodeiam.

Lukas Palan na Trezor, a livraria que abriu no Porto em Abril de 2018. Paulo Pimenta

O sinal a indicar que na Trezor se vendem livros (e álcool) aparece no chão — “é uma brincadeira, mas é para o chão que as pessoas mais olham, enquanto descem a rua” — e está escrito em inglês, como tudo o que habita naquele espaço no número 22 da Rua do Ferraz.

A livraria de Lukas contraria a tendência actual e abriu portas em Abril último, na baixa do Porto, muito próxima de outra com 20 anos de história, a do alfarrabista João Soares, que, no final de 2017, esteve para fechar (e desde aí ainda “sobrevive”, apesar de pagar uma renda dez vezes mais alta).

Outras, cujas histórias partilhavam o Porto como cenário, não tiveram o mesmo final semi-feliz: a Leitura deixou a Rua de Ceuta a meses de completar 50 anos e o mesmo aconteceu à sexagenária Sousa & Almeida, depois de o prédio ser comprado pelo The Fladgate Partnership, empresa proprietária dos hotéis The Yeatman e Infante de Sagres, que abriu processos judiciais contra outra livraria, a Moreira da Costa, esta já centenária.

Nada disto passa ao lado de Palan e nada disto o “deixa muito chocado”. “Vi o mesmo passar-se em Praga. E fiquei mais assustado com o que vi em Lisboa do que com o que vejo no Porto.

” Na cidade onde vive há quase dois anos, conhece os alfarrabistas — “adoro-os, gostava de ser o senhor velhinho, de óculos, só a fazer alguma coisa num caderninho” —, gosta da Flanêur, já frequentou as noites de poesia no Pinguim.

“Marcámos Fire And Fury como ficção porque ainda não conseguimos acreditar”. Paulo Pimenta

E, às vezes, sente-se “culpado” por lá estar. “Eu sei que estou a intrometer-me na tua cidade com uma livraria em inglês”, expõe, numa confissão/pedido de desculpa dirigida os vizinhos.

“Eles viveram aqui a vida toda e agora, no rés-do-chão, há um tipo qualquer que nem fala português (estou a tentar, já percebo quase tudo) e à volta está tudo em obras”, diz, por cima do barulho constante das gruas e das gaivotas que serve de banda-sonora a uma dia na cidade. “Penso muitas vezes: o que é que eles acham sobre eu estar aqui?”.

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“Há poemas que te podem deixar completamente desfeito. As pessoas deviam investir mais paciência na poesia”

Na República Checa, onde vivia antes de se mudar para o Porto (antes de conhecer uma mulher portuguesa), já vendia livros. Trabalhava na Neoluxor, uma empresa que tem sete livrarias espalhadas por Praga. Geria as encomendas da maior de todas, na praça central de Praga (Wenceslas Square). Chama-se, como num conto, The Palace of Books, e conta com mais de 60 mil títulos.

“Imagina que, no centro dos Aliados, tinhas uma FNAC de quatro andares cheios de livros.” E imagina que “80% dos livros que vendes são lixo”. “Apetecia-me gritar ‘Por favor, não compre isto’. Simplesmente saia, saia!”, ri-se.

Agora, só “vende os livros que quer vender”. “Não me envergonho de dizer ‘leva-o’.” Não tem as “raridades” que vê nas montras dos alfarrabistas, nem “a porcaria best-seller que as grandes empresas vendem”. Está entre os dois extremos e já leu praticamente tudo o que tem para oferecer.

Em 2017, Lukas diz ter lido cerca de 80 livros, quase 20 mil páginas. O favorito, no entanto, continua a ser o Trópico de Câncer, de Henri Miller. “É obsceno, pornográfico mesmo, mas as pessoas não se deviam deixar chocar”, aconselha, visivelmente entusiasmado. “A linguagem dele é espectacular. Tudo no livro é brilhante.”

Ao encher uma sala de páginas escritas em inglês, pensava que ia “oferecer algo diferente do que existe no mercado” da cidade e captar leitores portugueses, especialistas em literatura ou estudantes Erasmus.

Acabou a vender maioritariamente para turistas que por acaso lá passam, na descida que liga a Cordoaria à Rua das Flores e à Ribeira. Não esperava que alguém de férias, com pouco espaço nas mochilas, a quisesse sobrecarregar com livros.

“Podes comprar uma garrafa de vinho do Porto por três euros, porque é que comprarias um livro?”

@livraria_trezor

Questionámos de volta: “Podias vender qualquer coisa, porquê abrir uma livraria, não é loucura?” A falta de romantismo da resposta que se segue desarma qualquer um. “Não, porque eu não sei fazer mais nada”, diz, simplesmente. “Não tenho mais nenhuma habilidade.”

E também não é um “estudioso, velho, inglês, rico, que anda por aí com milhares de euros” a escapar do bolso e a montar “prateleiras de madeira vintage, até ao tecto”.

Com as “poupanças que tinha”, imaginou um espaço “hipster, low-cost e DIY” (do it yourself).

Sentado no sofá, no centro da sala, de licor checo na mão, olha em volta, para as prateleiras e para outro espaço, mais pequeno, reservado para exposições: “Sim, é isso, parece honesto. Livros e álcool, simples”

Como “bónus” — e não como obrigação de sobrevivência — também vende algumas bebidas alcoólicas. Ficava “sempre stressado” nas livrarias, por vezes “mais silenciosas do que um mosteiro”. “A atmosfera e os livros são bons”, mas ao fim de cinco minutos “sentes-te muito estranho”.

Queria deixar as pessoas à vontade, mostrar que podiam tocar no que quisessem, folhear os livros, conversar, uns com os outros e com ele, rirem-se alto. “Então comecei a pensar — porque eu sou da República Checa e tu lá começas a beber no jardim-de-infância — no bar porque, geralmente, as pessoas sentem-se melhores quando têm algo na mão”.

Há cerveja, café e um shot de vodka para quem tirar das prateleiras um autor russo.

Dica: se visitares a Trezor e o livreiro estiver de garrafa na mão, pode ser um bom momento para, com calma, pedir um desconto num clássico. “Economia não é o meu forte, não sou o homem de negócios que fica atrás da máquina registadora. Às vezes, fico bêbado aqui, pronto”, confessa, com um encolher os ombros.

Só “não digam que um livro é muito caro”. Lukas até pode “compreender”, mas não aceita.

À mulher que lhe disse que o Homem Sem Qualidades, um romance inacabado do escritor austríaco Robert Musil, à venda por 20 euros, era muito caro, Lukas respondeu: “Estão aqui vinte anos da vida de uma pessoa. Tem mil páginas, por isso uma página da sabedoria dele custa-lhe 0,02 cêntimos.

” O resto, já o diz só a nós: “O pior é que depois saem daqui e vão para as galerias, compram dois gins e gastam o mesmo, numa hora.” Dá um golo (no licor, não num gin). “Yeah, é muito relativo.”

Sabia que, se abrisse a Trezor, “ia lutar para sobreviver”. “Se fizesse dinheiro para comprar dois pastéis ia ser um bónus”, ironiza. Ainda no início do mês, a Trezor foi assaltada com Lukas e uma amiga lá dentro. Dois homens roubaram um total de mil euros, contabiliza. “Ninguém se magoou. Mas é algo que não te faz ir a correr aos Aliados comprar uma t-shirt “I love Porto”, brinca.

Já de saída, apontámos para o cachecol do Arsenal, em cima do balcão. “Futebol?” “Futebol, livros e álcool. Em que ordem? Enquanto intelectual, sou obrigado a dizer livros, álcool e futebol.” Despedimo-nos com um “obrigada por ainda venderes livros”. “Ora essa”, despede-se ele de volta. “Agora vamos esperar que as pessoas desliguem a porcaria do Netflix e os comprem.”

Correcção: Musil escreveu o Homem Sem Qualidades ao longo de vinte anos e não de três, como antes se escreveu. 

Como vender livros online (abril de 2021): tudo o que você precisa saber

Quer você goste de livros ou apenas goste de vender on-line, não há dúvida de que vender livros on-line pode ser uma linha lateral lucrativa ou um negócio completo.

Você só precisa fazer sua pesquisa e trabalhar duro para isso.

A indústria do livro continua sendo bem-sucedida em silêncio diante de uma enorme concorrência. Não menos importante, porque existem inúmeros formatos diferentes nos quais lemos a palavra escrita. Para quem foge do papel, há e-books e audiolivros.

Se você está interessado em aproveitar o mercado de livros, aqui está nosso guia prático sobre como fazer exatamente isso.

Como vender livros on-line: os fatos

Você sabia, 675 milhões de livros impressos foram vendidos somente nos EUA no ano passado?

Está certo! É um número surpreendente. 

Não apenas isso, mas de acordo com a Statistica, 74% dos adultos também lê pelo menos um livro por ano. Agora, isso pode não parecer muito para os leitores que lêem este artigo, mas contribui para um gasto médio de US $ 110 por ano, por pessoa, em livros!

98% dos consumidores dizem que, quando compram livros, leem por prazer, e não por motivos acadêmicos ou profissionais. Portanto, se você está pensando em montar uma livraria on-line, tem muitas pessoas com quem trabalhar!

Dito isto, não se esqueça do mercado acadêmico. Os números de publicação para o setor de ensino superior chegaram a US $ 4 somente no 2017.

Embora as livrarias tradicionais nos EUA ainda estejam arrecadando cerca de US $ 10 bilhões por ano, suas receitas estão mostrando um declínio constante, principalmente devido a grandes varejistas on-line, como a Amazon.

Mas, de um modo geral, a queda está limitada aos varejistas de livros mais importantes. Parece que nossa preferência por livrarias individuais e independentes não diminuiu; em vez disso, na verdade aumentou.

Talvez essa demanda pelo exclusivo e peculiar seja algo que possa ser traduzido para sua loja online?

???? Portanto, com tudo isso em mente, vamos dar uma olhada na criação de uma loja e por que você pode fazê-lo, por exemplo:

  • Você é um empreendedor e deseja criar uma livraria on-line e vender seus produtos usando um comércio eletrônico plataforma como Shopify.
  • Você é escritor e não possui editor. Mas você deseja vender seu livro por plataformas como dizeres de propaganda ou Amazon.
  • Você tem uma tonelada de livros usados ​​e deseja vendê-los online. Eles são seus, ou você os compra em lojas tradicionais ou em vendas de garagem, e deseja lucrar com eles na Amazon ou no Bookscouter.

Não se preocupe, abordaremos todos os três cenários deste guia.

Como vender livros online: Criando uma livraria online

Quer você seja um escritor que quer vender seus próprios livros ou quer vender as obras de outras pessoas, é essencial decidir como o fará. Se você não gosta de vender livros usando os gigantes online tradicionais, crie um loja de comércio eletrônico isso é atraente e fácil de navegar é essencial.

Você quer que as pessoas comprem seus livros, não é? Isso significa manter os clientes em potencial no site pelo maior tempo possível. Isso aumenta enormemente as chances deles realmente comprarem algo.

Como tal, vale a pena investir tempo na criação de um site bem projetado e com aparência profissional. Recomendamos NÃO configurar sua loja a partir de um blog existente.

Ou, se você já estiver vendendo outros produtos em uma loja on-line, não adicione apenas os livros ao seu site.

Configure algo separado.

Leia também:  Como Saber Quanto Dinheiro Tenho No Paysafecard?

Isso significa obter um novo nome de domínio e criar um novo site com aparência profissional, fácil de ler e onde as opções de pagamento e envio são simplificadas.

Recomendamos usar Shopify para tal empresa. Shopify fornece toneladas de modelos atraentes adequados para livrarias online. É simples assim.

Muitos Shopify Os temas vêm com recursos fabulosos que até os livreiros novatos podem usar. Por exemplo, há otimização de SEO, apresentações de slides, fotos gratuitas, opções para usar várias moedas e idiomas, integração com o Instagrame arraste e solte construtores de páginas. Só para citar alguns!

Esses temas também são compatíveis com dispositivos móveis, como smartphones e tablets.

Livraria – Wikipédia, a enciclopédia livre

Uma livraria tradicional no Porto

Uma livraria é um tipo de loja que vende livros e outros itens relacionados com a leitura, como jornais e revistas. As faculdades e universidades costumam ter as suas próprias livrarias destinadas aos estudantes em seu campi, as quais normalmente especializam-se em livros e textos relacionados com os respectivos cursos, apesar de algumas livrarias universitárias pertencerem a grandes cadeias livreiras. As maiores livrarias podem ter mais de 200 mil títulos e as livrarias online podem oferecer, em alguns casos, por volta de já uns 8 milhões de títulos.

O comércio livreiro

Uma livraria em Buenos Aires, Argentina

Um tipo comum de livraria é o “sebo” ou “alfarrabista“, que compra e vende livros usados, quase sempre por preços muito mais baratos que os novos. Contudo, livros raros, especialmente algumas primeiras edições, podem ser muito mais caros. Os colecionadores de livros tendem a frequentar sebos. As grandes livrarias online também oferecem livros usados. Os indivíduos que desejem vender os seus livros usados através deste meio têm de concordar com os termos exigidos pelas livrarias, designadamente pagar à livraria online uma comissão predeterminada assim que o livro for vendido.

Durante os anos 1990 muitas livrarias (tanto de grandes cadeias como independentes) começaram a incluir cafés em suas lojas, relançando a tradição vienense do século XVIII, associada à república das letras. Hoje é raro ver uma livraria média ou grande sem um café dentro ou muito próximo.

Além disso, grandes redes de livrarias assumiram um lado de “biblioteca pública” quando incorporaram ao planejamento do espaço da loja cadeiras confortáveis e sofás.

Convenientemente espalhados pela loja, esses espaços de leitura encorajam os clientes a sentar e ler o quanto quiserem, sem serem pressionados a comprar nada.

A livraria mais antiga do mundo

Livraria Bertrand em Lisboa a mais antiga do mundo.

A livraria mais antiga do mundo em atividade contínua no local atual: a Livraria Bertrand, situada desde 1773 na rua Garret 73/75 em Lisboa, Portugal[1].

A Livraria Bertrand foi fundada em 1732, na rua Direita do Loreto, por Pedro Faure.

Em 1755 veio a ser destruída por um enorme terremoto e maremoto seguidos de um incêndio que assolaram Lisboa, tendo sido instalada em outro local.

Dezoito anos depois, após a reconstrução da cidade, a Livraria Bertrand foi instalada no local onde ainda hoje existe, completando assim 238 anos de funcionamento continuado.

Desde então a Livraria Bertrand faz parte do património cultural da cidade. Por lá passaram gerações de escritores portugueses, como Alexandre Herculano, Oliveira Martins, Eça de Queirós, Antero de Quental e Ramalho Ortigão ou, mais recentemente, Fernando Namora e José Cardoso Pires.

A Livraria Bertrand não só comercializa livros e artigos relacionados, mas é também uma editora prestigiada. Apesar da livraria original se encontrar no Chiado, perto do local onde Fernando Pessoa nasceu e do café A Brasileira que Pessoa frequentou, a Bertrand expandiu-se tornando-se uma cadeia de atualmente com 53 lojas em Portugal.

A célebre livraria Galignani de Paris reivindica ser a mais antiga do mundo, por ter sido fundada em 1520, na cidade italiana de Veneza. Contudo, apenas foi instalada em 1856 na sua atual localização, rue de Rivoli 224, pelo que a sua congênere lisboeta possui uma história de laboração contínua no mesmo local de mais 83 anos.

Referências

  1. ↑ Guinness World Records

Ver também

  • Biblioteca
  • Bibliodiversidade

Ligações externas

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  • Cadastro das livrarias do Brasil
  • Portal da Literatura: Livrarias em Portugal
  • Portal da Literatura: Títulos, Autores, Editoras, etc.
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Profissão Livreiro

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Eles dedicam a maior parte do seu tempo aos livros. Conhecem milhares de títulos, a vida e a obra de outros milhares de escritores. Em uma estante lotada de obras, sabem apontar o exemplar mais antigo e também o mais raro em exposição.

Não! Eles não são apenas leitores aficionados por literatura. Eles estão do outro lado do balcão. São os vendedores de livros.

E neste 14 de março, Dia do Vendedor de Livros, conversamos com duas livreiras que encontraram a realização de suas carreiras nessa profissão.

Início de carreira

Letícia Werneck Streithorst, proprietária do sebo Livros, Livros e Livros, com mais 4.300 exemplares na Estante Virtual, trocou a mesa do escritório onde trabalhava como assessora de imprensa por uma estante recheada de obras raras.

“Desde pequena tive contato com os livros dentro de casa por influência de minha mãe e também de meu padrasto poeta. Na carreira de jornalista, me sentia triste e infeliz. Foi quando tive a ideia de montar um sebo.

Um amigo livreiro me ensinou todo o processo de compra, venda e troca de livros”, relembra a livreira que, no ano de 2003, abriu sua primeira loja no bairro de Ipanema, no Rio de Janeiro.

Sílvia Chomski, livreira-sócia do sebo Berinjela, nunca foi uma leitora tão voraz quanto seu irmão, que deixava de comer para ler suas obras prediletas. Mas foi por influência dele, que ela tornou-se livreira do sebo que fica no Centro da cidade do Rio de Janeiro e possui um acervo online de mais de 3.

400 livros. “Eu morava na Argentina e quando vim para o Brasil com minha filha de 3 meses, precisava trabalhar. Daniel, meu irmão, me ofereceu um emprego de meio período como funcionária do sebo. Aceitei o desafio. Comecei a trabalhar, aprender e gostar do que fazia. Anos mais tarde, tornei-me sócia da livraria”, conta Sílvia.

Nos anos que trabalha como livreira, Sílvia coleciona um grande histórico de situações pra lá de inusitadas. “Certa vez, um jovem veio à livraria buscando um livro laranja. Ele não sabia o autor, a editora, e nem sequer o nome do livro.

Depois do ocorrido, sempre que chega algum cliente na livraria, buscando um livro que não sabe bem qual é, rimos e perguntamos: ‘é um livro laranja’?”, brinca Sílvia.

E, ainda que garanta que não possui a memória espantosa de seu irmão (para guardar os títulos de obras) – resultado de 15 anos de profissão como livreiro – Sílvia memoriza livros pela capa e conhece, praticamente, todos os lançamentos. “Gosto de novos autores.

Geralmente, as pessoas tendem a procurar mais pelos escritores consagrados. Eu gosto de novidade. Por isso, leio autores israelenses, africanos e gosto das biografias e obras com fundo histórico, como a literatura de guerra. Os livros me ensinam o que tempo não permite”, justifica a livreira.

Prós e contras da profissão

Quando questionadas sobre os prós e contras da profissão, Letícia e Sílvia garantem: não há lado negativo no exercício da venda de livros. “Tenho consciência de que o que faço não é algo para me tornar milionária.

Mas consigo viver da venda de livros e adoro o que faço, isso me satisfaz”, afirma Letícia. “O único momento ruim na profissão é quando não tenho o livro que o leitor procura. No mais, tudo é positivo. Conhecemos gente interessante, inteligente e dos mais diferentes tipos.

Muitos deles tornam-se clientes assíduos e grandes amigos”, complementa Sílvia.

Quanto ao segredo da profissão, ambas são categóricas: é preciso deter conhecimento. “O livreiro precisa ter domínio sobre o objeto de seu trabalho, isto é, o livro.

Não significa conhecer todos os títulos e lançamentos, mas o básico: o que é uma edição, como um livro é feito, saber a história do livro, as razões de o papel de uma determinada época ser mais quebradiço.

Não é preciso entrar no mérito de conhecer livros raros, mas saber o valor certo e avaliar um livro na hora da compra é fundamental”, enumera Letícia.

Para Sílvia, o conhecimento é, exatamente, o que diferencia os bons vendedores de livros seminovos. “Quem vende livro novo não precisa ter tanto conhecimento sobre os livros. Qualquer informação pode ser encontrada na Internet.

Mas nós temos que conhecer livros muito antigos, então, é preciso saber um pouco a mais. Não adianta ter uma livraria, se não souber o que se está vendendo. O cliente vem uma vez e não volta mais.

Capacitação e vontade de aprender é primordial para um livreiro”, argumenta Sílvia.

Seguindo essas dicas, e com dedicação e amor pela profissão, as livreiras confirmam: é satisfação garantida para leitores e vendedores de livros. 

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