Como Se Chama A Pessoa Que Faz Autópsias?

  • Pippa Stephens
  • Repórter de saúde, BBC News

Como Se Chama A Pessoa Que Faz Autópsias?

Crédito, sem credito

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Histopatologistas fazem exames para identificar causas de mortes consideradas naturais

Muita gente tem uma noção do trabalho dos patologistas forenses, graças à popularidade de seriados de televisão como CSI. Mas há um outro tipo de patologista, menos conhecido, que faz um trabalho não menos importante – e menos macabro.

Diariamente, a médica Simi George abre diversos corpos para tentar descobrir como as pessoas morreram.

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Ela examina os corações dos mortos, seus olhos, suas caixas toráxicas e seus crânios em seu emprego como histopatologista no hospital St. Thomas, em Londres.

Às vezes, os cadáveres estão tão decompostos que ela não consegue ver seus rostos, seu crânio está preto e há vermes. Ela pena para descobrir a causa da morte.

Histopatologistas investigam as causas das mortes naturais. Os patologistas forenses investigam mortes violentas.

George, 41 anos, também trabalha com crianças que morreram, bebês que nasceram mortos e mulheres que morreram dando à luz.

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Exames de necrópsia são realizados apenas com autorização da família ou ordem judicial

Ela faz autópsias em aproximadamente 50 corpos por semana que vêm de hospitais e institutos médicos legais. O exame é feito com o consentimento dos familiares ou devido a ordens de legistas e autoridades – no caso de haver dúvidas sobre a causa da morte e a vítima se encaixar em uma lista de 20 condições suspeitas.

A médica é mãe de dois filhos e realiza seu trabalho de forma imperturbável. “Eu não me importo com vermes, corpos decompostos, urina ou cocô, mas vômito – o conteúdo do estômago – me incomoda”.

Ela nunca passou mal, mesmo quando estava em treinamento ou grávida.

Enquanto ela examina o corpo de uma mulher de 65 anos – que morreu em um hospital cinco dias antes -, em busca de coágulos em seu coração, o cheiro é nauseante.

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Patologistas forenses e histopatologistas trabalham juntos em casos de mortes de crianças

Patologistas forenses e histopatologistas trabalham separadamente em casos de adultos, mas o protocolo manda que atuem em conjunto em casos de crianças. Isso significa que George acaba vendo casos de violência com os quais não tem contato lidando com os corpos de adultos.

Depois que as pessoas morrem, seus corpos são levados para um necrotério e refrigerados a 4ºC. Eles ficam nus sobre a mesa de autópsia. Os olhos ganham uma tonalidade amarelada e uma aparência cristalina.

Se a pessoa morreu recentemente, a pele fica pálida, com uma tonalidade azul e com aparência marmorizada nos ombros e peito. Sem o bombeamento feito pelo coração, o sangue se acumula em algumas partes do corpo.

Tracey Biggs, gerente de serviços do hospital St. Thomas, é também técnica de anatomia patológica. Parte de seu trabalho envolve abrir corpos e remover seus órgãos.

Às vezes seu abdome está verde, diz ela, porque as bactérias intestinais começam a decomposição do corpo.

Os corpos têm um cheiro diferente dependendo de como as pessoas morreram, segundo Biggs. Ela diz que o odor muda se a pessoa passou muito tempo em unidades de terapia intensiva, usando muitos remédios.

Para remover os órgãos, Biggs primeiro faz uma incisão na parte frontal do corpo e retira o osso esterno e a caixa toráxica. Depois ela remove o coração, os pulmões, a estrutura do pescoço, o intestino, o fígado, o baço, os rins, a bexiga e o útero ou próstata.

Por fim ela corta o crânio com um bisturi e retira a pele da cabeça até a altura da sobrancelha. Em seguida o cérebro é removido com instrumentos que incluem um martelo.

“Essa parte costuma ser a mais perturbadora para pessoas que assistem ao processo”, diz ela. “A primeira vez que eu vi um cérebro foi surreal, fascinante – uma coisa que você não pode imaginar.”

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Médicos argumentam que maior número de autópsias ajudaria a curar doenças

Quando George inspeciona os órgãos, procura por tumores – cujas cores podem ser amarela, branca, vermelha ou marrom. Uma textura semelhante a favos de mel no pulmão pode indicar enfisema ou outras doenças. A meningite pode fazer o cérebro ficar mais pesado e amarelo.

Se uma autópsia é inconclusiva, os médicos analisam amostras de tecido do corpo com microscópios. Se ainda assim a causa da morte não for descoberta, é feito um exame toxicológico que busca, por exemplo, sinais de overdose.

Com a permissão de familiares ou legistas, informações sobre pessoas que morrem em hospitais podem ser enviadas para pesquisas médicas – no caso por exemplo de uma doença genética, de acordo com George.

Filósofos estoicos, como o imperador Marco Aurélio, diziam que devemos pensar na morte diariamente para não ter medo e enfrentá-la com dignidade quando ela vier – e também para nos concentrarmos no presente.

Mas talvez isso não seja tão fácil.

“Nós vemos todos os dias como a vida pode acabar facilmente. Nós ficamos alertas”, diz Biggs. “Tenho medo da morte e de perder pessoas próximas. Eu não corro riscos – não vou nem à montanha-russa para não ter um ataque cardíaco”, diz ela.

George, por sua vez, afirma não ter medo porque “você não pode fazer nada”.

“A morte não é um tabu – é parte da vida e você não deve ficar evitando discutir”, afirma ela.

Esse tipo de trabalho permite analisar a sociedade. A cada semana, no período do inverno, George e sua equipe recebem um corpo decomposto de alguém que morreu em casa sozinho. Há também ao menos um caso de suicídio por semana.

O necrotério atende 32 bairros de Londres.

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Exames necroscópicos ajudariam melhorar tratamentos para doenças graves, segundo médicos

George teme que sua profissão desapareça no futuro. Ela recebe apenas um ou dois casos de mortos cujos parentes permitiram a autópsia. Em contrapartida, os casos em que o exame é determinado pelas autoridades chega a cerca de 100 por mês.

Mas as autópsias “autorizadas” pelos parentes seriam vitais. Mais de 33% das certidões de óbito britânicas não listam a causa correta da morte – o que pode prejudicar o trabalho do governo de direcionar recursos para pesquisas médicas.

A ideia é que se mais autópsias fossem realizadas, as reais causas de mortes seriam mais facilmente descobertas.

Patologistas querem examinar pessoas que morreram de doenças como o câncer, para obter dados de cada tratamento. Além disso, médicos afirmam que esses exames ajudariam a identificar casos de pessoas que morreram de doenças genéticas e avisar suas famílias, para alertá-las.

“Realmente espero que o público não pense que somos o tipo de pessoa que mantém corações de bebês em jarras”, disse George. “Além de responder à angústia de parentes sobre as causas de morte, as necrópsias ajudam os médicos a aprender mais sobre doenças e assim beneficiar o público. Nós queremos ajudar.”

Ela diz que trata os corpos da mesma forma que gostaria que o corpo de uma pessoa amada fosse tratado – com cuidado e respeito.

George diz que seu trabalho a tornou mais corajosa, na medida em que ela vê muitas “vidas desperdiçadas” em mortes prematuras.

“Você tem apenas uma vida. Você tem que vivê-la”, disse ela.

O corpo fala

Como Se Chama A Pessoa Que Faz Autópsias?

Paramentados com macacões cirúrgicos, galochas brancas, um avental de PVC e outro de tecido grosso, três camadas de luvas, máscaras e escudos faciais, Saldiva e a ultrassonografista Renata Monteiro começaram o trabalho. Usando uma técnica minimamente invasiva, que evita cortes profundos e manipulação de órgãos como nas autópsias tradicionais, eles manejaram agulhas de 20 cm para perfurar o corpo da criança e, guiados pelas imagens de uma máquina de ultrassom do tamanho de um laptop, retiraram amostras de tecidos da espessura de um fio de macarrão. Primeiro, do coração. Depois, dos pulmões. Em seguida, do fígado, dos rins, do baço, do tubo digestivo, do cérebro, da pele, da tireoide. Do pulmão, coletaram 64 fragmentos, de oito áreas distintas. De cada um dos outros órgãos, foram dez. Quase três horas depois, já na manhã de domingo, a autópsia estava encerrada, e as amostras, prontas para serem estudadas, logo resolveriam uma das tantas charadas científicas da pandemia.

Concluído o trabalho, Saldiva pegou sua bicicleta e pedalou vinte minutos até seu apartamento, no bairro do Bixiga. No meio do caminho, na Avenida Paulista, cruzou com um pessoal que, infectado pela lógica funesta de que era só uma gripezinha, começava a se reunir numa manifestação que pedia, entre outras coisas, a reabertura imediata do comércio e das escolas.

O médico deu uma parada e avisou que a aglomeração aumentava o risco de contágio. Não foi bem recebido e seguiu seu rumo. Dias depois, numa manhã quente do final de maio, Saldiva foi assaltado pela lembrança da autópsia da menina de 11 anos, que se juntou à memória das autópsias de outras quatro crianças que fizera nas semanas anteriores.

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Com sua alma de ateu irresoluto, escreveu:

Será que se tornarão anjos? Rezo por suas almas e ao mesmo tempo peço a Deus o seu perdão. Há horas em que se questiona a fé, como nessa agora. As faces revelam o olhar do sofrimento, da fome de ar. O corpo revela as mazelas da vida.

Vem profunda a desesperança quando a morte leva consigo, impiedosa, mais uma criança. Tudo parece errado, invertido, quando parte tão cedo alguém que não deveria ter morrido. A luz fria da sala clareia a noite que avança, indiferente à morte daquelas crianças.

Procedimentos precisos retiram tecidos, órgãos feridos pela infecção, fragilizados, inflamados e doentes. E pensar que há tantos indiferentes a essas pequenas histórias, a essas mortes invisíveis. Para mim, no entanto, não haverá o consolo do esquecimento.

Tenho bem claros os seus rostos marcados na alma, com precisa clareza. Horas difíceis, em que se toma muito tempo para superar a tristeza.

Um mês depois da autópsia daquele domingo, a nutricionista Silvia Saldiva olhou para o marido e chegou a uma conclusão. “Você está com síndrome de Burn-out”, disse, referindo-se ao transtorno resultante do esgotamento profissional.

Durantes seis meses, desde que começara a fazer autópsias em mortos pelo novo coronavírus, o patologista dormiu em um quarto separado para não expor a mulher ao risco de contágio.

Ela passou a ouvi-lo de madrugada zanzando, irritadiço, pelos corredores do apartamento, que desfruta de uma ampla vista de São Paulo – da varanda principal, vê-se o Centro e a Zona Leste; de outra janela, aparece a Serra da Cantareira e, de uma terceira, desdobra-se a Avenida Paulista.

Saldiva apagava e acendia as luzes, tentava tocar gaita, atacava a geladeira, “comia até as unhas”, na descrição de sua mulher, com quem é casado há 37 anos e tem dois filhos. “Quando começou a aparecer criança, dei uma despirocada, fiquei mal”, admite ele. No fim de junho, levado pela mulher para passar uma semana em São Bento do Sapucaí, porção paulista da Serra da Mantiqueira, fez caminhadas curtas, dormiu, conversou com calma – e voltou para São Paulo um pouco melhor.

Três meses depois, a revista médica The Lancet Child & Adolescent Health publicou um artigo com um longo título: Sars-CoV-2 em Tecido Cardíaco de uma Criança com Síndrome Inflamatória Multissistêmica Relacionada à Covid-19.

Com base nos resultados da autópsia que abalou Saldiva, o estudo esclarecia uma dúvida que surgira no início de abril, quando pediatras mundo afora começaram a emitir alertas sobre casos de crianças com uma nova inflamação generalizada, provisoriamente batizada de Pims-TS.

Os sintomas eram semelhantes aos de uma síndrome vascular infantil conhecida como doença de Kawasaki, mas os pacientes testavam positivo para a Covid-19. A Organização Mundial da Saúde (OMS) fizera um comunicado alertando para a misteriosa doença multi-inflamatória.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), órgão do governo norte-americano, divulgou nota informando que, até aquela altura, havia quinhentos casos nos Estados Unidos. “Essa nova doença infantil pode estar ligada ao coronavírus?” –, era uma das perguntas que os cientistas faziam no momento em que a menina de 11 anos deu entrada no Instituto da Criança do Hospital das Clínicas.

Era uma menina negra, da periferia de São Paulo. Ao que tudo indica, fora infectada porque a família, imaginando que ela ficaria protegida pela pouca idade, a escalou para cuidar da tia e da avó com sintomas de Covid-19.

No começo apresentou dores abdominais e musculares, febre alta, dificuldades para engolir. Sete dias depois, foi levada ao hospital, já com pressão baixa, conjuntivite, lábios rachados, taquicardia, mãos e pés gelados. Morreu em 28 horas.

Devastados, os familiares autorizaram a autópsia e pediram que a identidade da menina fosse preservada.

Fact Check. OMS proibiu realização de autópsias durante a pandemia?

As publicações são diferentes, aparecem e desaparecem nas redes sociais, mas todas assumem o mesmo: a Organização Mundial de Saúde proibiu a realização de autópsias a doentes que morreram com Covid-19 para camuflar a suposta verdadeira causa de morte. Numa dessas publicações fala-se mesmo de Itália, que terá feito autópsias à revelia da Organização Mundial de Saúde.

Uma pesquisa no site da Organização Mundial de Saúde, porém, parece não devolver essa informação.

Num guia publicado a 24 de março, quando a pandemia já estava generalizada na Europa, a OMS explicava os cuidados a ter com um cadáver com suspeitas de Covid-19 ou com a doença confirmada.

Nesse documento lê-se que a Covid-19 é uma doença respiratória que ataca sobretudo os pulmões, e que, à data, não havia evidência de que fosse contagiosa depois da morte.

Ainda assim, ressalvava o facto de que se a morte do doente tivesse ocorrido num período mais infecioso, ou seja com maior carga viral, seria possível a existência de vírus vivos nos pulmões ou noutros órgãos, o que, por isso, obrigava a cuidados reforçados — sobretudo em procedimentos que possam gerar aerossóis, como a lavagem dos intestinos, por exemplo.

Assim, a OMS recomendava — e recomenda, porque não houve qualquer atualização a esta recomendação — quais os cuidados a ter ao tocar num cadáver com Covid-19 e ao autopsiá-lo.

Recomendava também às autoridades de cada país gerir cada situação caso a caso, equilibrando “os direitos da família, a necessidade de investigação da causa da morte e os riscos de exposição à infeção”, lê-se.

A higienização das mãos, o uso de equipamento de proteção individual apropriado, a par de protetor facial ou óculos e máscara médica, a realização da autópsia em locais ventilados, foram algumas das recomendações que a própria Direção Geral da Saúde, em Portugal, acatou e verteu para a norma publicada no seu site.

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Nessa norma lê-se basicamente o mesmo o que diz a OMS, que a probabilidade de emissão de gotículas ou produção de aerossóis é inexistente no cadáver mas que, ainda assim, “todos os profissionais de saúde ou outros que manipulem ou preparem o corpo, devem usar Equipamento de Proteção Individual (EPI) apropriado, de acordo com as precauções básicas de controlo de infeção, nomeadamente luvas, bata ou avental impermeável descartável e máscara cirúrgica.

Lê-se ainda que em situações de morte violenta ou de causa ignorada, e quando aconteça fora de uma unidade de saúde, deve a polícia chamada ao local comunicar imediatamente ao Ministério Público. E o corpo deverá ser sujeito ao teste à Covid-19 caso o MP decida que deve ser autopsiado.

“Se a autoridade judiciária competente não dispensar a perícia médico-legal, compete às autoridades policiais, após a verificação médica do óbito, promover a operacionalização da remoção do cadáver para o serviço médico-legal da área”, lê-se na norma da DGS que institui a recomendação da Direção Geral da Saúde.

As autópsias médico-legais genericamente devem, porém, ser dispensadas, lembra a norma da DGS, uma vez que a sua realização tem como objetivo a investigação de um crime — como aliás já previa a lei antes da pandemia. E como a sua realização expõe a equipa médica a riscos biológicos, esses devem ser evitados.

Já depois desta norma, a própria Ordem dos Médicos portuguesa desaconselhava aos seus profissionais à “realização de autópsias médico-legais” tendo em conta o elevado risco biológico para a saúde pública.

Para tal, lê-se na recomendação que ainda se encontra online, para limitar a realização de autópsias — como a DGS recomendava — nos casos que a lei a considerava imprescindível, deviam os serviços médicos legais articularem-se com o Ministério Público para decidirem se podia ou não ser dispensada.

Caso não fosse, lembrava a OM que os cadáveres tinham que ser testados à Covid-19 antes e a recolha de zaragatoas devia obedecer a uma série de cuidados.

O Sindicato do Ministério Público chegou a manifestar-se, à data, preocupado com esta dispensa de autópsias, como então noticiou o Público. De facto os números, segundo o Diário de Notícias, mostram que entre janeiro e outubro o Instituto Nacional de Medicina Legal e das Ciências Forenses fez 4.

855 autópsias nos casos de morte violenta e com suspeitas de crime, quando em mesmo período do ano anterior tinha feito 5.556. A diretora do INMLCF da Delegação Sul, Eugénia Cunha, afirmou mesmo a este jornal haver “uma diminuição nos pedidos de autópsia”, o que “não significa que haja menos morte”.

Por outro lado também se notou uma redução no número de mortes violentas, até porque com uma menor circulação, houve uma redução no número de acidentes por exemplo.

Por outro lado, as autópsias a casos positivos de Covid-19 passaram a ser feitas de um método virtual — designado virtópsia, que foi desenvolvido por peritos da Universidade Zurique, no início do século XXI, e que tem vindo a ser adotado em situações de doença infetocontagiosa.

“Já aconteceu haver casos positivos em que o Ministério Público entendeu em que não poderia abdicar da autópsia, pelas suspeitas de uma situação de crime, e que foi feita autópsia virtual”, confirmou a responsável.

Esta autópsia recorre à tecnologia usada em exames de imagiologia para perceber a causa de uma morte suspeita — como em ressonâncias magnéticas por exemplo — permitindo visualizar o interior do corpo e perceber, por exemplo em caso de homicídio, se há algum projétil no corpo.

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A Organização Mundial de Saúde não proibiu a realização de autópsias durante a pandemia. Recomendou, sim, que os casos fossem bem geridos para se perceber se era de facto preciso fazer autópsia, até porque testando todos os cadáveres à Covid-19 que precisem de ser autopsiados, podia perceber-se logo, nalguns casos, a causa de morte — se esta tivesse ocorrido fora de uma unidade de saúde.

É que, segundo se lê na própria recomendação, é preciso um cuidado excecional nestas autópsias por poder ser detetado o vírus ainda vivo nalguns órgãos, podendo assim contagiar os profissionais de saúde.

Assim, na mesma recomendação, em caso de necessidade de avançar para a autópsia, a OMS apresentou uma série de regras a serem tidas em conta pelos profissionais de saúde e na sala onde ocorre a intervenção.

Em Portugal a lei já era clara antes da pandemia: as autópsia é realizada quando há dúvidas quanto aos seus motivos.

Ou por suspeita de um crime, ou por ter ocorrido em contextos próprios como um acidente de trabalho, ou de viação, ou quando alguém é encontrado já cadáver e não se sabe o que aconteceu.

Sendo qualquer um destes casos, o cadáver deve ser antes testado à Covid-19. E, caso seja positivo, já se fazem autópsias virtuais para proteger as equipas médicas.

  • Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:
  • ERRADO

Marisa Dolhnikoff, a médica que tornou a autópsia mais segura na pandemia

Existe uma fase da pesquisa médica durante uma pandemia que ganha pouco os holofotes, especialmente porque está associada à morte das pessoas infectadas: a autópsia.

Mas olhar para ela é fundamental para gerar dados precisos e estabelecer estratégias de combate à doença.

É isso que Marisa Dolhnikoff faz desde que os primeiros casos de covid-19 começaram a ser registrados no Brasil, em fevereiro.

Médica pneumologista e pesquisadora da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), ela vive há quase um ano uma maratona diária de trabalho para entender como o coronavírus afeta o corpo humano. Tantos casos resultaram numa experiência inédita e numa técnica pioneira de Autópsias Minimamente Invasivas (AMI) para estudo da covid-19.

O desconhecimento inicial sobre a doença deixou a equipe sob forte estresse nos primeiros meses. “Na pandemia, respostas rápidas são uma necessidade.

É preciso conhecer o vírus para propor tratamentos que diminuam a mortalidade, desenvolver a vacina e conhecer as consequências a médio prazo para prevenir perdas funcionais e sequelas nos sobreviventes. Cada informação adicional é preciosa”, diz.

O trabalho coordenado por ela foi fundamental para proteger os profissionais de saúde do contágio pelo vírus.

Para colher as amostras para a biópsia, eles usaram agulhas (como as usadas em pessoas vivas) para acessar os tecidos do pulmão e de outros órgãos, mas foram guiados por imagens feitas num ultrassom portátil —sem a necessidade, portanto, de abrir o corpo e expor os profissionais ao vírus.

No entanto, o AMI exige um treinamento específico e ensinado a poucos especialistas. “Isso impôs uma grande sobrecarga de trabalho diário. Nunca trabalhei tanto na minha vida”, conta ela, que também divide seu tempo dando aulas online na universidade.

Embora a autópsia seja o retrato de um momento específico, do quadro mais grave da doença, ela nos possibilita investigar os mecanismos envolvidos nas perdas funcionais, como nas fibroses ou cicatrizes pulmonares, causadas pelo novo coronavírusMarisa Dolhnikoff

A técnica do ultrassom permite saber as alterações pulmonares que acontecem tanto no início da doença quanto nas diferentes fases da internação.

Além disso, os dados obtidos revelaram que a morte é causada por insuficiência respiratória decorrente de lesões severas e múltiplas no pulmão —o vírus ataca as células epiteliais, que revestem os alvéolos pulmonares, e interfere no processo de troca gasosa.

  • Os resultados da análise dos tecidos reforçaram que o pulmão, por ser o órgão mais afetado, é o responsável pela maioria das internações hospitalares.
  • Nos pacientes que desenvolvem a forma mais agressiva da doença, as lesões são muito semelhantes às que ocorrem na Sars (síndrome respiratória aguda grave) e Mers (síndrome respiratória do Oriente Médio), causadas por outros tipos de coronavírus, descobriram os pesquisadores.

Imagem: Arte/UOL

  1. Existe um protocolo para as autópsias, que prevê a coleta de material para biópsia de cada órgão, independentemente de ter ou não alterações, explica a pesquisadora.
  2. Por isso, a ultrassonografia virou uma importante arma neste trabalho, que leva cerca de uma hora para ser concluído com a técnica —as amostras são posteriormente enviadas para o Laboratório de Histologia da USP para serem analisadas por microscopia eletrônica.
  3. Nesse processo, o grupo de trabalho coordenado por Dolhnikoff conseguiu criar um acervo de tecidos, que é usado por outros profissionais em estudos diversos sobre o vírus. Foi isso que permitiu confirmar que:
  • a covid-19 é uma doença sistêmica, que pode afetar coração, rins e o sistema nervoso central;
  • existe o risco de hemorragias e trombose em diferentes regiões do corpo, principalmente pulmonares, associado ao coronavírus;
  • existe uma manifestação rara e grave da covid-19 que atinge o coração de crianças, a Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (estudo publicado na revista The Lancet Child and Adolescent Health).

Dolhnikoff soma participações em estudos sobre asma, fibrose pulmonar e síndrome do desconforto respiratório agudo. Nos últimos anos, dedicou-se a pesquisas sobre epidemias, como a da H1N1, da febre amarela e, agora, a covid-19.

O trabalho de autópsia que coordenou foi todo realizado dentro do Hospital das Clínicas (HC) da USP, mas vários departamentos da universidade e outros grupos de pesquisa parceiros puderam usar o material coletado para fins diversos, como a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

Entre os profissionais envolvidos nas pesquisas estão:

  • Paulo Saldiva, professor que idealizou e introduziu o método da AMI no Brasil e, durante a pandemia, executou o procedimento no HC ao lado de Renata Monteiro, médica ultrassonografista;
  • Amaro Nunes Duarte Neto, infectologista e patologista que faz a análise e interpretação dos casos autopsiados pelo grupo;
  • Luiz Fernando Ferraz da Silva, diretor do SVOC (Serviço de Verificação de Óbitos da Capital);
  • Thais Mauad, patologista e professora responsável por estudos colaborativos com outros grupos de pesquisa;
  • Jair Theodoro Filho, responsável pela assessoria técnica na realização das autópsias minimamente invasivas;
  • Elia Garcia Caldini, professora do centro multiusuário de microscopia eletrônica do HC-FMUSP, que conduziu a análise do tecido coletado de uma criança que morreu pela covid-19;
  • João Renato Rebello Pinho e Michele Soares Gomes-Gouvêa, pesquisadores responsáveis pela análise molecular para pesquisa de RNA viral nos tecidos.

Durante a pandemia, houve certa convergência das agências financiadoras para o repasse de verbas para pesquisas grandes envolvendo o novo coronavírus, explica Dolhnikoff.

Mas, segundo ela, as consequências da falta de incentivo e corte de bolsas do governo federal vem sendo sentida há muito tempo —especialmente o fim da formação de jovens pesquisadores.

Sua equipe precisou contornar algumas dificuldades e, para isso, procurou financiamentos internacionais.

“É importante que a sociedade perceba que a maioria dos avanços científicos em nosso país vem das universidades públicas. As instituições deram resposta imediata à pandemia com produção de conhecimento para entender e tratar a doença, e assistência à população pelo SUS”, ressalta.

O negacionismo da ciência também é outra preocupação da pesquisadora: “Vejo com muita tristeza e frustração. Ele não está mais restrito a pequenos grupos anônimos. Quando líderes de países importantes como o Brasil e EUA optam por desvalorizá-los e desacreditá-los, colocam em risco a saúde da população.”

“As pessoas que desmerecem a ciência hoje provavelmente não sobreviveriam em tempos onde essas conquistas não existiam”, conclui.

Este texto faz parte da série “Made In Brazil”, que descreve o trabalho de 10 cientistas de ponta brasileiros que atuaram brilhantemente no combate ao coronavírus durante a pandemia.

como é o nome do medico que faz autópsia

Sobre os riscos ocupacionais, marque a alternativa correta: (Ref.: 202011129192) Os riscos ocupacionais englobam as situações que podem gerar apenas d

anos à integridade física dos trabalhadores, não gerando riscos à saúde mental dos mesmos.

O Ministério do Trabalho classifica os riscos ocupacionais de acordo com sua natureza: física, química, biológica, hereditária, ergonômica e fisiológica. Em indústrias que utilizam máquinas e equipamentos como parte da produção, podemos afirmar que só existe o ruído como agente de risco ocupacional nesse ambiente.

Riscos ocupacionais são aqueles em que o trabalhador está exposto em seu ambiente de trabalho, familiar a e social, que interfere em sua vida como um todo.

Em cada tipo de organização e ocupação, as características dos agentes de riscos ocupacionais podem ser diferentes, porque a exposição do trabalhador aos agentes depende da atividade econômica e do processo produtivo de cada empesa/organização.

PERGUNTA 1
Na avaliação nutricional do idoso, quando não é possível a obtenção do peso por falta de equipamentos adequados, pode ser utilizada a forma

de Chumlea, a qual utiliza outras medidas corporais para fazer a medição.

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Essas medidas são:
Pode parecer inacreditável, mas muitas das prescrições da pedagogia tradicional da língua até hoje se baseiam nos usos que os escritores portugueses do século XIX faziam da língua.

Se tantas pessoas condenam, por exemplo, o uso do verbo “ter” no lugar de “haver”, como em “hoje tem feijoada”, é simplesmente porque os portugueses, em dado momento da história de sua língua, deixaram de fazer esse uso existencial do verbo “ter”.
No entanto, temos registros escritos da época medieval em que aparecem centenas desses usos.

Se nós, brasileiros, assim como os falantes africanos de português, usamos até hoje o verbo “ter” como existencial é porque recebemos esses usos dos nossos ex-colonizadores. Não faz sentido imaginar que brasileiros, angolanos e moçambicanos decidiram se juntar para “errar” na mesma coisa.

E assim acontece com muitas outras coisas: regências verbais, colocação pronominal, concordâncias nominais e verbais etc. Temos uma língua própria, mas ainda somos obrigados a seguir uma gramática normativa de outra língua diferente. Às vésperas de comemorarmos nosso bicentenário de independência, não faz sentido continuar rejeitando o que é nosso para só aceitar o que vem de fora.

Não faz sentido rejeitar a língua de 190 milhões de brasileiros para só considerar certo o que é usado por menos de dez milhões de portugueses. Só na cidade de São Paulo temos mais falantes de português do que em toda a Europa!
Informativo Parábola Editorial. s/d.
Na entrevista, o autor defende o uso de formas linguísticas coloquiais e faz uso da norma padrão em toda a extensão do texto.

Isso pode ser explicado pelo fato de que ele:
a.
propõe que o padrão normativo deve ser usado por falantes escolarizados como ele, enquanto a norma coloquial deve ser usada por falantes não escolarizados.
b.
apresenta argumentos carentes de comprovação científica e, por isso, defende um ponto de vista difícil de ser verificado na materialidade do texto.
c.

defende que a quantidade de falantes do português brasileiro ainda é insuficiente para acabar com a hegemonia do antigo colonizador.
d.
acredita que a língua genuinamente brasileira está em construção, o que o obriga a incorporar em seu cotidiano a gramática normativa do português europeu.
e.

adapta o nível de linguagem à situação comunicativa, uma vez que o gênero entrevista requer o uso da norma padrão.
0,25 pontos
PERGUNTA 2
A seguir, para cada situação de fala está indicada uma frase de uso.

Tomando como base a necessidade que os interlocutores têm de fazer adequação de língua, dependendo da situação em que se encontram e do interlocutor com quem interagem, a correspondência que se apresenta adequada é:
a.
Situação 4: : um professor universitário faz uma palestra para a comunidade acadêmica.

Frase: Todos os professores hão de convir que as novas metodologias e práticas de ensino devem atender aos objetivos almejados.
b.
Situação 1: um candidato a cargo (político) público fala à comunidade de baixa renda e pouco escolarizada.
Frase: Almejo prover melhorias neste logradouro.
c.
Situação 2 um médico fala a um grupo de pessoas que fazem uso constante da variante “caipira”.
Frase: A cardiopatia é uma designação genérica das doenças do coração, sendo que a ‘cardiopatia congênita’ é uma anormalidade na estrutura do coração presente antes do nascimento.
d.
Situação 3: um chef fala aos funcionários de limpeza de seu restaurante.
Frase: Este restaurante serve a clientes que fazem parte de um pool de empresas de economia mista.
e.
Situação 5: O Presidente de um país faz um pronunciamento a toda nação em rede nacional.
Frase: Caros colegas, estamos juntos nesta briga! Força e fé!

1. Sobre o sistema endócrino. Marque V (verdadeiro) ou F (falso).a) A maioria dos hormônios são produzidos no hipotálamos através de estímulo/proteína

s produzidas na hipófise.b) A maioria dos hormônios produzidos na hipófise são oriundos da neorohipófise.c) FSH estimula produção de testosterona d) LH estimula produção de óvulos​

01) No sistema MN do sangue humano, temos um caso de co-dominância. Qual a probabilidade de um casal MN ter uma criança do grupo M ? *
1 ponto
½
¼
¾

Qual seria o melhor destino apara o lixo orgânico ?

Por conta das exigências do mercado de trabalho para os profissionais da saúde, pela cada vez maior qualificação técnica, acabou gerando um movimento

de tecnicidade, provocando o afastamento das relações humanas do negócio saúde.

Aliando a qualidade técnica de seus profissionais com a humanização no atendimento, o gestor acabará promovendo um ambiente seguro para funcionários e para os pacientes, assim como proporcionará a melhor experiência no cuidado dos atendimentos. Nesse contexto, portanto, o gestor hospitalar tem aqui a importante missão.

Qual é essa missão? A – A missão de projetar o hospital como o melhor centro de cuidados em saúde do país. B – A missão de promover com suas equipes a humanização na assistência, que refletirá diretamente, no atendimento humanizado aos pacientes. C – A missão de promover o cuidado assistencialista, formando parcerias com instituições de caridade.

D – A missão de ser exigente, para que cada trabalhador aprimore cada vez mais, seus conhecimentos técnicos. E – A missão de ultrapassar a margem de lucros obtidas no ano anterior.

qual a diferenca das teorias de maslow e mohana​

A história da saúde no Brasil começa no período pré-colonial, através do uso das ervas e o curandeirismo dos líderes espirituais de tribos indígenas.

Embora essa tecnologia de utilização de ervas já existisse antes da chegada dos portugueses, com a colonização portuguesa, a medicina passou a ser exercida pelos jesuítas e pelos boticários, hoje, os atuais farmacêuticos.

Em que época se inicia os investimentos na saúde aqui no Brasil? A – A saúde no Brasil ganhou olhar de investidores internacionais, no início dos anos 1990, quando emerge a questão da epidemia da AIDS.

B – Em 1808, com a vinda da família real para o Brasil, é que se começam os primeiros investimentos nas instituições de saúde, época em que surgem as Santas Casas de Misericórdia e as primeiras escolas de medicina. C – Esses investimentos foram iniciados com a criação do SUS, em 1988.

D – Investimentos em saúde no Brasil começa após a ditatura militar, quando o mercado nacional abre as portas para o comércio internacional. E – Os investimentos na área da saúde começam em meados de 1950, no governo de Getúlio Vargas, que propiciou a criação de um Ministério da Saúde.

O Farmacêutico é um profissional com formação multidisciplinar que o permite atuar em várias áreas da saúde. A atual concepção define o Farmacêutico c

omo o profissional de formação generalista, humanista, crítica e reflexiva, para atuar em todos os níveis de atenção à saúde, com base no rigor científico e intelectual.

Capacitado ao exercício de atividades referentes aos fármacos e medicamentos, às análises clínicas e toxicológicas, controle, produção e análise de alimentos, pautado em princípios éticos e na compreensão da realidade social, cultural e econômica do seu meio, dirigindo sua atuação para a transformação da realidade em benefício da sociedade.

Considerando as informações apresentadas, analise as afirmativas a seguir:
I. O Farmacêutico nas Análises Clínicas tem papel fundamental na recuperação da saúde do indivíduo, atendendo a população no paradigma da Assistência Farmacêutica.
II.

A crescente automação , os custos materiais e a entrada de grupos financeiros internacionais na área da saúde, criando grandes redes de laboratórios em detrimento dos pequenos laboratórios, contribuem para que a presença do Farmacêutico no laboratório de análises clínicas seja cada vez menor.
III.

O conhecimento científico do Farmacêutico em Análises Clínicas se aplica, então, em dois ambientes. O primeiro onde são realizados os exames, ou seja, o laboratório de Análises Clínicas; o segundo na Farmácia Comunitária.
IV.

O Farmacêutico no laboratório de análises clínicas não precisa questionar sempre o paciente quanto ao uso de medicamentos pois, nenhum altera de forma significativa os exames.
Considerando o contexto apresentado, é correto o que se afirma em:
Escolha uma:
a. I, II e III, apenas.
b. II, III e IV, apenas.
c. I, II e IV, apenas.
d. I, II, III e IV.
e. I, III e IV, apenas.

A notificação deve conter as informações necessárias para que se de prosseguimento na investigação do incidente até chegar na sua causa raiz. Existem

vários modelos, podendo ser ele um modelo mínimo de informações ou mais elaborado de acordo com o serviço. As informações mais relevantes são:
I.

Temporalidade do incidente; local onde ocorreu incidente; quais os agentes envolvidos; Classificação do incidente; Resultados do incidente; Ações resultantes do incidente; Notificador.
II. Informações do paciente/cliente; quais os agentes envolvidos; Classificação do incidente; Resultados do incidente; Notificador.
III.

Temporalidade do incidente; local onde ocorreu incidente; quais os agentes envolvidos; Classificação do incidente; Ações resultantes do incidente.
IV. Local onde ocorreu incidente; quais os agentes envolvidos; Classificação do incidente; Resultados do incidente.
Considerando o contexto apresentado é correto o que se afirma em
Escolha uma:
a.
I, apenas.

b.
III e IV, apenas.
c.
I, II, III e IV.
d.
I e II, apenas.
e.
II e III, apenas.

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