Como Se Chama A Estrela Que Guiou Os Reis Magos?

Como Se Chama A Estrela Que Guiou Os Reis Magos?

Astrônomos vêm discutindo há décadas uma explicação para a Estrela de Belém

  • Pode parecer blasfemo questionar uma imagem tão forte do Natal como a estrela de Belém, mas sua possível existência vem sendo objeto de um acalorado debate astronômico por décadas.
  • Seria possível que algum evento cósmico real pudesse ter direcionado os Três Reis Magos, como relata a tradição cristã, ao local onde Jesus nasceu?
  • Esse debate requer uma grande premissa – de que a história da estrela e da viagem sejam verdadeiras.
  • O astrônomo David Hughes, da Universidade de Sheffield, publicou seu primeiro trabalho com a revisão de teorias sobre a famosa estrela nos anos 1970.
  • Após passar muitos anos estudando as explicações astronômicas e revisando histórias bíblicas associadas, ele é hoje um especialista no assunto.

Os três reis seriam sábios religiosos de um grupo de astrônomos e astrólogos reverenciados na Babilônia antiga. Eles estudavam as estrelas e os planetas e interpretavam o significado por trás de eventos cósmicos.

Qualquer coisa muito rara era considerada um presságio, então a estrela deveria ter sido tanto rara quanto visualmente espetacular. Além disso, diz Hughes, ela teria uma mensagem muito clara para os Magos.

Isso leva o astrônomo a concluir que a estrela de Belém provavelmente não era uma estrela e que provavelmente o fenômeno estava relacionado a mais do que um único evento.

Conjunção tripla

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Representações mais comuns dos Três Reis Magos mostram estrela de Belém como cometa

  1. “Se você ler a Bíblia com cuidado”, diz Hughes, “os Magos viram algo quando estavam em seu próprio país – provavelmente a Babilônia -, então viajaram até Jerusalém e foram falar com o rei Herodes.”
  2. Segundo a história, os Magos contaram a Herodes sobre o sinal que tinham visto e, segundo Hughes, “quando saíram de Jerusalém para Belém, eles viram algo de novo”.
  3. A melhor explicação de Hughes para essa série de eventos é algo conhecido como conjunção tripla entre Júpiter e Saturno – com os dois planetas aparecendo próximos no céu por três vezes em um curto período.
  4. “Isso acontece quando você tem um alinhamento entre o Sol, a Terra, Júpiter e Saturno”, explica Hughes.

Tim O'Brien, diretor-associado do Observatório Jodrell Bank, em Cheshire, sugere que isso teria parecido fora do comum. “É incrível o quanto nossa atenção é atraída quando vemos dois objetos muito brilhantes se juntando no céu”, explica.

  • E uma vez que os planetas se alinhem em suas órbitas, a Terra “ultrapassa” os outros, o que significa que Júpiter e Saturno pareceriam então mudar de direção no céu da noite.
  • “Naquela época, as pessoas se guiavam muito pelos movimentos dos planetas”, diz O'Brien.
  • O que é ainda mais significativo é que o evento teria ocorrido na constelação de Peixes, que representa um dos signos do zodíaco.

“Você somente teria uma conjunção tripla como essa a cada 900 anos”, diz ele, então para os astrônomos da Babilônia há 2.000 anos isso teria sido o sinal de algo muito significativo.

Seta sobre a Terra

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Posição do cometa pode fazer com que ele 'aponte' para a Terra como uma seta

  1. A segunda explicação mais comum para a estrela de Belém é a de um cometa muito brilhante.
  2. Apesar de serem certamente espetaculares e etéreos em suas aparições, eles são essencialmente “grandes e sujas bolas de neve” viajando pelo espaço.
  3. “Quando eles chegam próximos do Sol, esse gelo derrete e os ventos solares sopram esse material para o espaço, então você tem a cauda de matéria saindo do cometa”, explica O'Brien.
  4. Essa cauda, que aponta para o lado oposto do Sol, é uma das coisas que tornou a ideia de um cometa como a estrela de Belém popular, explica Hughes.
  5. “Muitas pessoas já disseram que os cometas parecem observar a Terra de cima, porque parecem às vezes como uma seta”, diz Hughes.

O registro mais antigo de uma aparição foi a de um cometa brilhante que apareceu na constelação de Capricórnio no ano 5 a.C., registrada por astrônomos na China.

Outro candidato menos provável, mas mais famoso, é o cometa Halley, que esteve visível por volta do ano 12 a.C.

Aqueles que apostam nessa teoria argumentam que o cometa de 5 a.C estaria no hemisfério sul do céu visto de Jerusalém, com a cabeça do cometa próximo ao horizonte e a cauda apontando verticalmente para cima.

“Muitas pessoas gostaram da ideia do cometa, então ele aparece bastante nos cartões de Natal”, observa Hughes.

“O problema é que eles não são tão raros. Eles também eram algo comumente associados a eventos como morte, doença e desastre”, sugere. “Então, se ele contivesse uma mensagem, seria um mau presságio.”

'Boa candidata'

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Estrela nova aparecida em 4 a.C. estaria posicionada diretamente sobre Jerusalém

Outra teoria é a de que a estrela era a luz do nascimento de uma nova estrela, ou nova.

Há registros – novamente de astrônomos do Extremo Oriente – de uma estrela nova na pequena constelação de Áquila em 4 a.C.

  • “As pessoas que gostam dessa teoria dizem que essa nova estrela estaria posicionada diretamente sobre Jerusalém”, diz Hughes.
  • Robert Cockcroft, gerente do planetário McCallion, da Universidade McMaster, em Ontário, no Canadá, diz que uma estrela nova é “uma boa candidata” para a estrela de Belém.
  • “Ela pode 'aparecer' como uma nova estrela em uma constelação e apagar novamente nos meses seguintes”, explica.
  • “Ela também não é muito brilhante, explicando por que não temos nenhum registro dela no Ocidente”, diz.
  • Cockcroft sugere que isso também teria dado aos Três Reis Magos algo para seguir.
  • Enquanto outros “presságios” poderiam ser necessários para levar os Magos a viajar na direção oeste a Jerusalém, ele diz, eles levariam meses para chegar lá, “quando Áquila e a nova estrela teriam subido no céu para aparecer ao sul”.
  • “Belém fica ao sul de Jerusalém, então os Magos poderiam ter 'seguido' a estrela até Belém”, afirma.

Teorias improváveis

Outras teorias mais improváveis, mas divertidas, também foram propostas ao longo dos anos, comenta Hughes.

Uma que ele descreve como particularmente pouco provável foi sugerida em 1979 em um trabalho acadêmico do astrônomo grego George Banos. Ele propôs que a estrela de Belém era na verdade o planeta Urano.

Banos sugeriu que os Magos teriam descoberto o planeta quase 1.800 anos antes de o astrônomo William Hersche ter registrado formalmente a descoberta, em 1781.

“Sua ideia era de que os Magos descobriram Urano, que o planeta era a estrela de Belém e que eles então tentaram acobertar a descoberta”, explica Hughes.

Natal – Pela primeira vez na história, Florianópolis poderá ver a Estrela de Belém, que guiou os reis magos

A partir da próxima semana, os florianopolitanos que olharem em direção ao pôr-do-sol, no início da noite, poderão observar uma luz extremamente brilhante. A luminosidade será consequência do alinhamento dos dois maiores planetas do sistema solar: Júpiter e Saturno.

O evento astronômico leva o nome de Estrela de Belém, já que o fenómeno também aconteceu no início da era cristã, servindo de referência para os reis magos encontrarem a manjedoura onde nasceu Jesus.

Como Se Chama A Estrela Que Guiou Os Reis Magos?

Reis Magos seguem a Estrela de Belém (Acervo Galeria do Meteorito)

A última vez que ocorreu esta conjunção planetária foi há 800 anos, três séculos antes da chegada dos colonizadores europeus a América. O fenômeno poderá ser visto em todo o mundo, mas, segundo os astrônomos, os melhores lugares serão os próximos à linha do Equador.

Melhor dia: 21 de dezembro O alinhamento de Júpiter e Saturno ocorrerá entre os dias 16 e 21 de dezembro, em horizontes abertos, imediatamente após o pôr-do-sol. Com o passar dos dias a distância entre os pontos vai diminuir.

No dia 21 será o afastamento mínimo, parecendo ‘uma única estrela’ brilhante.

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O sistema solar: em destaque Júpiter, o maior, e Saturno, com os anéis (Acervo Getty Images – BBC)

Registro bíblico Se do outro lado do mundo, em Jerusalém, a estrela veio do Oriente, na América, virá do Ocidente.

O evangelista Mateus registra o evento na Bíblia. “Depois que Jesus nasceu na cidade de Belém, alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, perguntando: ‘Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”.

Explicação científica A luminosidade no horizonte será formada por dois pontos brilhantes, muito próximos, sendo Júpiter o maior.

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Registro astronômico similar foi no século 13, há 800 anos (Imagem Jornal Ciência)

Segundo os astrônomos, ouvidos pelo site RGL, as conjunções são raras porque cada planeta demora um tempo diferente para girar em torno do Sol. A Terra, por exemplo, leva um ano. Já os planetas Júpiter e Saturno completam a volta em 12 e 30 anos, respectivamente.

“Todos os corpos celestes estão em movimento. O Sol e os planetas se movimentam em uma linha no céu chamada Eclíptica. Quando ocorre um cruzamento entre os planetas a gente chama de conjunção”, afirmou Felipe Navarete, pesquisador do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, ao site RDL.

Segundo ele, o fenômeno mais similar ocorreu no século 13, há quase 800 anos. O pesquisador explicou que, apesar de os planetas estarem próximos, a distância ainda vai ser de quase 700 milhões de quilômetros.

(A imagem de abertura foi obtida no site Encantos de Santa Catarina)

Reis magos: quem eram, nomes, história, presentes – brasil escola

Dentro da tradição cristã, os reis magos são conhecidos por serem os personagens que visitaram Jesus Cristo logo após o seu nascimento, eles são chamados pelos nomes Baltasar, Gaspar e Melchior. A narrativa bíblica não dá muitos detalhes sobre eles, apenas relata que eles foram visitar Jesus para adorá-lo e entregar presentes a ele. Com o tempo, a tradição cristã acabou adicionando uma série de informações sobre os reis magos as quais os historiadores não conhecem a procedência.

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A importância dos reis magos na tradição cristã é reforçada pelo fato de existir uma celebração a eles, no dia 6 de janeiro, conhecida como Dia de Reis. Atualmente, existem relíquias dos reis magos na Alemanha.

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Os três reis magos na Bíblia

Como Se Chama A Estrela Que Guiou Os Reis Magos? Os reis magos têm origem oriental e visitaram o menino Jesus para adorá-lo e presenteá-lo.

A história dos reis magos é narrada na Bíblia, exclusivamente no Evangelho de Mateus, sendo encontrada no capítulo 2 e nos versículos de 1 a 12. A narrativa bíblica não fornece muitos detalhes sobre eles, nem sequer seus nomes são mencionados. O único registro da origem deles é a menção ao fato de serem do Oriente.

A história dos reis magos na Bíblia desenrola-se a partir do nascimento de Jesus, que aconteceu em Belém, e uma estrela no céu (conhecida, na tradição cristã, como estrela de Belém) acabou atraindo a atenção de três magos que foram guiados até o local onde encontrava-se o recém-nascido.

Os magos chegaram em Israel e foram encontrar-se com Herodes, o governador da região, perguntando-lhe onde estava o rei dos judeus.

Herodes passou a orientação para que os magos continuassem sua busca e, para guiá-los na tarefa, contou-lhes o que as profecias hebraicas diziam a respeito de Jesus.

Herodes ainda pediu para os magos  o avisarem quando encontrassem Jesus, porque ele também queria adorar o Filho de Deus. Mas ele, temendo pela perda de seu posto de poder, queria, na verdade, matar o recém-nascido.

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Os magos continuaram seguindo a estrela e foram guiados até uma manjedoura em Belém.

Lá, eles encontraram Jesus e imediatamente prestaram culto a ele e, em seguida, entregaram-lhe três presentes: ouro, mirra e incenso.

Depois disso, foram informados por Deus, em sonho, que não deveriam contar nada a Herodes e, assim, eles acabaram retornando às suas terras por outro caminho.

Por que chamamos os magos de reis?

A Bíblia não chama os magos de reis em nenhum momento e isso é identificado em diferentes versões. Os termos usados são “magos”, “sábios”, “homens que estudavam estrelas” e termos semelhantes. Isso nos permite sugerir que o termo “magos” poderia ser uma referência a homens estudiosos e, além disso, pode ser sugerido que os magos eram astrônomos ou astrólogos.

É muito comum, porém, na tradição cristã, chamar os magos de reis. Os historiadores não sabem explicar como isso aconteceu e nem o momento específico, mas acredita-se que a utilização de “reis” para referir-se aos magos aconteceu em algum momento entre o final da Idade Antiga e a Idade Média.

Existe muito debate sobre esse assunto e alguns acreditam que a primeira menção foi realizada por Tertuliano, um bispo que viveu no norte da África nos séculos II e III.

Há uma hipótese que afirma que a referência aos magos como reis ocorreu por meio de interpretações que foram realizadas do próprio texto bíblico.

Essas interpretações encontraram supostas profecias na Bíblia sobre reis que trariam presentes e se ajoelhariam perante o Filho de Deus.

De onde os reis magos vieram?

Essa também é uma informação praticamente impossível de ser respondida, pois não existem evidências seguras para sustentar qualquer conclusão.

Na Bíblia, é narrado que os magos vinham do Oriente, portanto, podemos concluir que eles vieram de regiões à leste da Palestina.

Um documento escrito por um Doutor da Igreja de meados do século VII, chamado Beda, o Venerável, menciona os locais de origem dos magos.

Estes locais são: Ur, na terra dos Caldeus, para o caso de Melchior (também conhecido como Belchior); regiões próximas do Mar Cáspio para Gaspar, e proximidades do Golfo Pérsico para Baltasar. Assim, segundo esse relato, os magos são originários da Babilônia, Pérsia e Arábia, mas, novamente, é difícil tirar conclusões utilizando-se apenas esse documento como base.

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E os nomes dos magos? De onde vieram?

Como percebemos no item anterior do texto, os magos ficaram conhecidos pelos nomes de Gaspar, Baltasar e Belchior (também conhecido como Melchior). Assim, como no caso de suas localidades, é difícil precisar se esses realmente eram os nomes dos magos e se essa foi uma informação inventada, quem a criou e quando a criou.

Os historiadores falam que a primeira menção a esses nomes para os magos é derivado de um documento grego escrito por volta do ano 500 e de autor desconhecido.

Esse documento supostamente teria sido traduzido para o latim por um autor merovíngio que tinha um conhecimento muito básico dos dois idiomas (grego e latim) e que por isso acabou realizando muitos erros de tradução.

Esse documento é conhecido como Excerpta Latina Barbari e nele consta o nome dos três magos da seguinte maneira: Gathaspa, Bithisarea e Melichior.

A partir daí, acredita-se que a tradição de  referir-se aos magos por esses nomes consolidou-se e permaneceu na tradição cristã.

O mencionado Beda já chamava os magos por esses nomes em um documento chamado Excerpta et Colletanea.

Os magos eram mesmo três?

Essa é outra pergunta que não sabemos a resposta exata.

Consolidou-se que os magos eram três pelo fato de os presentes mencionados serem exatamente três, mas existem estudos realizados em documentos antigos que sugerem a existência de outros magos – apesar de não existir como provar isso. Existem relatos que falavam que os magos eram em doze, assim como os apóstolos, outros sugerem que eles eram quatro.

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Existem restos mortais dos reis magos?

Como Se Chama A Estrela Que Guiou Os Reis Magos? Os restos mortais dos reis magos estão atualmente na Catedral de Colônia, na Alemanha.[1]

Existem restos mortais dos reis magos e estão localizados na Catedral de Colônia, na Alemanha. Esses restos mortais são tratados dentro do catolicismo como relíquias sagradas e, portanto, recebem um cuidado especial. Estudos realizados no século XXI sugerem que as ossadas presentes no relicário são referentes a três homens, um jovem, um de meia-idade e um idoso.

Os restos mortais dos reis magos foram encontradas por Santa Helena, mãe do imperador romano Constantino.

Após encontrar os restos dos reis magos, ela os levou para Constantinopla, onde os restos permaneceram até o século VI.

Depois os restos dos magos foram levados para Milão e, desde 1164, estão em Colônia, tendo sido levados para a cidade alemã pelo imperador Frederico Barba Roxa.

Créditos das imagens

[1] Mikhail Markovskiy / Shutterstock

Publicado por: Daniel Neves Silva

O (ainda) mistério da estrela de Belém

Um dos grandes símbolos da época natalícia é a estrela. Por estes dias, quer seja no topo da árvore de Natal ou em músicas, a estrela brilhante está omnipresente. Tudo se deve ao relato bíblico (representado depois no presépio) de magos que seguiram uma estrela até Belém, onde terá nascido Jesus Cristo. Mas, do ponto de vista da astronomia, o que é esta estrela?

“Ninguém sabe o que é. Do ponto de vista da astronomia, não há ninguém que possa afirmar que a estrela de Belém foi isto ou aquilo”, começa por dizer Rui Agostinho, astrónomo da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Ao longo dos anos, tem estudado esta questão, que aglomera várias componentes, desde o estudo de registos históricos e de datações usadas por várias civilizações para se apurar o ano de nascimento de Jesus Cristo à leitura e interpretação de textos bíblicos.

No final, junta-se a astronomia.

“Tendo Jesus nascido em Belém da Judeia, no tempo do rei Herodes, chegaram a Jerusalém uns magos vindos do Oriente. E perguntaram: ‘Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo.’” Esta é uma passagem bíblica do Evangelho de S. Mateus, onde a estrela é referida.

Comecemos então pela utilização do vocábulo “estrela”. “A palavra ‘estrela’ é usada erroneamente. O termo correcto será ‘astro’, era o que as línguas antigas utilizavam genericamente para indicar o que estava nos céus”, diz Rui Agostinho.

“Fazer a tradução dos textos bíblicos para ‘estrela’ cria problemas, porque hoje em dia a palavra ‘estrela’ é atribuída muito especificamente a tipos de objectos que existem no céu.” No fundo, ‘estrela’ significaria um sinal no céu.

Máximo Ferreira, astrónomo e director do Centro Ciência Viva de Constância – Parque de Astronomia, explica: “O que se pensa é que ‘estrela’ teria (como ainda hoje pode ter) o significado de ‘luz que orienta’, ‘luz que serve de guia’. Assim, um ‘sinal no céu’ teria o mesmo significado.”

Afinal, a estrela de Belém pode não ter sido uma estrela. Mas, como destaca Rui Agostinho, não houve um cuidado em fazer uma descrição exaustiva, detalhada e o mais exacta possível sobre esta suposta estrela. Além disso, S.

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Mateus (dos quatro evangelistas incluídos no Novo Testamento) é o único que faz uma referência a este fenómeno e fá-lo de uma forma vaga e ambígua. O astrónomo frisa que nem S.

Lucas – que era médico e muito rigoroso sobre aquilo que escrevia – refere o fenómeno.

Quanto aos restantes pormenores desta história, não se sabe ao certo qual é ano do nascimento de Jesus Cristo, mas pensa-se que terá ocorrido entre o ano sete a.C. e um a.C. Sobre os magos do Oriente também não se sabe muito. O Evangelho de S.

Mateus não dá pormenores sobre estes homens, apenas refere que levavam como presentes ouro, incenso e mirra. É só no século XIII que aparecem representados como três reis magos no presépio criado por S. Francisco de Assis.

Também se sabe que o Oriente – até muito antes do nascimento de Cristo – era berço da astrologia e da astronomia e lá fazia-se, por exemplo, previsão de eclipses.

Mas o que poderão então estes sábios do Oriente ter observado? Rui Agostinho refere como a resposta mais favorável a conjunção por três vezes entre os planetas Júpiter e Saturno (a Lua também estava muito próxima deles).

Este fenómeno terá ocorrido ao longo de meses (e especulando): a primeira vez terá acontecido em Junho, colocando os magos de sobreaviso; a segunda terá sido em Setembro, o que fez que iniciassem a sua viagem de camelo para Jerusalém; e a terceira em Dezembro, o que os guiou até Belém.

Sugerida pelo alemão Johannes Kepler (1571-1630), esta conjunção tripla entre Júpiter e Saturno pode ter acontecido no ano seis a.C. e é algo raro que só acontece a cada 300 e 400 anos.

Uma conjunção acontece quando um planeta passa extremamente próximo de outro visualmente, ou seja, quando o ângulo de separação entre eles é pequeno.

E Rui Agostinho acrescenta que este é um fenómeno discreto o suficiente para que a maioria das pessoas não preste atenção, mas que alguém como os magos do Oriente observassem.

Além disso, esta conjunção terá acontecido na constelação de Áries, que estava associada ao povo judeu, salienta o astrónomo.

Mas há mais hipóteses de “acontecimentos rápidos” como uma supernova e um cometa.

Quanto às supernovas (estrelas que morrem e provocam uma explosão brilhante), à vista desarmada são muito rápidas e duram apenas semanas.

E os magos terão demorado meses a andar pelo deserto de camelo até chegar a Belém. “E não há registo de nenhuma supernova nesses séculos ou que possa ser associada ao nascimento de Cristo”, sublinha Rui Agostinho.

Um cometa também parece ser hipótese incompatível com o tempo de viagem dos sábios pelo deserto e seria um fenómeno a que mais pessoas teriam dado importância.

“O que acontece é que quando os magos chegaram a Jerusalém e perguntam ao rei Herodes onde nasceu o menino porque o vinham adorar, Herodes não sabia de nada.

Mandou chamar os sacerdotes e estes também não sabiam de nada”, assinala o astrónomo. “Aquilo que aconteceu não chamou a atenção de ninguém.”

Máximo Ferreira indica ainda que naquela época os cometas eram encarados como um “mau augúrio e, portanto, isso é contrário ao anúncio do nascimento de um ser que seria filho de Deus, salvador da humanidade e, além disso, ainda por não se encontrarem registos nem deduções de que um tal astro tivesse aparecido naquela época”. O cometa acabaria mesmo por figurar no fresco Adoração dos Magos do pintor italiano Giotto di Bondone datado entre 1304 e 1306. Contudo, o símbolo pintado refere-se à passagem do cometa Halley em 1301, que terá impressionado Giotto. A partir daí, a estrela de Belém começou a ser representada como um cometa.

Máximo Ferreira também aponta como hipótese a supernova e a conjunção tripla de Júpiter e Saturno, mas acrescenta outras duas. Uma delas é a conjunção de Júpiter com a estrela Régulo, que no ano três a.C. terá tido a particularidade de também ter sido uma conjunção tripla.

“O planeta passou por Régulo, da direita para a esquerda, estacionou e retrogradou, tendo passado de novo pela estrela, da esquerda para a direita, parou de novo e retomou o sentido de deslocamento habitual, tendo efectuado uma terceira passagem pela estrela”, explica Máximo Ferreira.

A outra hipótese é que até poderia ter sido um grupo de estrelas, caso na época isso fosse considerado um sinal no céu para os magos. “A estrela Régulo e a constelação a que pertence, Leão, eram associadas à tribo de Judá, segundo uma profecia, e ‘traria ao mundo o Messias’.”

E pode não ter acontecido nada? “Estamos convencidos de que algo aconteceu”, responde Máximo Ferreira. “Podemos não saber interpretar o significado de ‘sinal no céu’ para procurar o que terá sido, mas é muito provável que a referência tenha alguma justificação.” Já Rui Agostinho refere que a hipótese de não ter mesmo acontecido nada também pode ser colocada.

A partir das 21h30 de 4 de Janeiro na Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro, Rui Agostinho vai juntar as peças deste fenómeno astronómico e mostrar simulações do céu naqueles anos, assim como conjunções triplas, supernovas e cometas. A entrada é livre e Rui Agostinho assegura que “vai ser giro”.

Já agora, se em Portugal continental nos quisermos colocar no papel de magos do Oriente e observar o céu nocturno, quais as estrelas mais brilhantes que descobriremos? Por ordem decrescente, as oito estrelas mais brilhantes e visíveis em Portugal são: a Sírio (na constelação de Cão Maior), Arcturo (Boieiro), Vega (Lira), Capela (Cocheiro), Rígel (Orionte), Prócion (Cão Menor), Betelgeuse (Orionte) e Altair (Águia). Com excepção de Arcturo, todas as outras estrelas podem ser observadas agora (entre Dezembro e Janeiro) desde o anoitecer até à meia-noite, segundo Máximo Ferreira.

A estrela Sírio é estrela a mais brilhante NASA/ESA/H. Bond/M. Barstow

Para quem queira começar a identificar estrelas e constelações, o astrónomo aconselha que participe em locais de divulgação de astronomia (como planetários e centros Ciência Viva). Depois, terá de se treinar individualmente com a ajuda de livros, mapas de constelações e aplicações informáticas.

Quanto a estas aplicações, Máximo Ferreira aconselha: “Há apenas que ter a garantia de que a bússola do telemóvel está em pleno funcionamento para evitar que dê indicações erradas sobre a parte do céu então visível.” Por fim, terá de se ter em conta o incómodo produzido pela luz do ecrã do telemóvel, se não tiver a funcionalidade de luz vermelha.

Afinal, nada nos deverá distrair ou tirar uma boa observação do céu seja de uma estrela brilhante ou de um outro “sinal no céu”.

A Estrela de Belém pode ter sido uma conjunção entre planetas

Todos os anos, quando o Natal se aproxima, muito se questiona sobre a veracidade histórica do nascimento de Jesus  em uma manjedoura, na cidade de Belém. Um dos elementos presentes no presépio que frequentemente chama a atenção dos cientistas é a estrela que, segundo o evangelista Mateus, guiou os três magos até o local do nascimento.

A questão persiste já por mais de 2 mil anos, com os religiosos defendendo uma explicação baseada na fé, enquanto historiadores buscam uma explicação científica. A novidade, neste ano sofrido de 2020, é que uma das teorias propostas para a estrela de Belém, a de uma conjunção entre os planetas Júpiter e Saturno, aconteceu na última segunda-feira (21).

Fonte: John Finney Photography/Getty Images/Reprodução

Será, portanto, que aquilo que vimos, e fotografamos com nossos smartphones, foi o mesmo que os reis magos observaram há mais de 2 mil anos? Afinal, se o relato bíblico for uma indicação de um acontecimento histórico, é correto pensar que muitas pessoas se lembrem de ter visto um astro brilhante no céu, principalmente num tempo em que as estrelas iluminavam as noites.

A estrela poderia ter sido uma conjunção?

Essa teoria parte de um princípio de que havia fisicamente um objeto brilhante no céu, o que poderia ter sido uma conjunção entre planetas e estrelas. Não seria errado pensar que o fenômeno ocorrido na noite de Belém tenha sido parecido com o ocorrido na última segunda-feira, com os dois planetas, Júpiter e Saturno, em uma grande aproximação, entre si e em relação à Terra.

Fonte: Vytautas Kielaitis/Shutterstock/Reprodução

É bastante comum que esse tipo de evento se repita por algumas noites, em um local semelhante, durante dias ou até mesmo semanas. Em entrevista à publicação científica All About Space, o professor de astrofísica teórica e cosmologia da Universidade de Notre Dame em Indiana nos EUA, Grant Mathews, explica o fenômeno.

Defensor de uma grande conjunção, que teria ocorrido entre Júpiter, Saturno, a Lua e o Sol na constelação de Áries em 17 de abril de 6 a.C.

, o professor Mathews afirma que o fato de os Magos perderem a estrela de vista, até vê-la pousar no lugar onde o menino Jesus nasceu, deve-se a um movimento retrógrado de Júpiter, que parece mudar de direção no céu noturno conforme a órbita da Terra o ultrapassa.

Estrela de Belém pode ter sido fenômeno parecido com o que ocorre nos céus hoje

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Ilustração retrata os três reis magos seguindo a estrela rumo a Belém (Foto: Inspirational | flickr)

Preste bastante atenção no que você vai ler a seguir – talvez seja a única vez que uma citação bíblica apareça aqui no site da GALILEU. Calma que já, já tudo vai fazer sentido. Mas é claro que isso vai ser tão raro quanto a aparente sobreposição dos planetas Vênus e Júpiter que ocorre nos céus hoje (30) à noite. Diz o evangelho de Mateus, capítulo 2, versículos 1 e 2:

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“E, tendo nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém,Dizendo: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? porque vimos a sua estrela no oriente, e viemos a adorá-lo.”

É esta passagem que, na tradição cristã, faz referência à Estrela de Belém, o objeto celestial que teria guiado os Três Reis Magos até a manjedoura em que estava o menino Jesus.

Provavelmente sábios astrônomos ou astrólogos, Melquior, Baltasar e Gaspar teriam vindo do oriente guiados por uma estrela para prestar homenagem ao novo rei que nascia e cuja chegada já havia sido anunciada nas profecias.

Apesar de estar descrita em um livro sagrado, no qual as narrativas (naturalmente) não seguem nenhum tipo de rigor científico, bastante gente séria já se perguntou se a astronomia seria capaz de explicar a tal estrela.

Muito já foi discutido a respeito da viabilidade prática do fenômeno, e algumas possibilidades foram levantadas – ela poderia ser, por exemplo, uma supernova, um cometa ou mesmo um planeta ressurgindo depois de um período “escondido” atrás do sol.

Nos últimos dias, um editor da Sky & Telescope, uma importante revista especializada em astronomia, trouxe à tona outra opção intrigante: a Estrela de Belém pode ter sido fruto de um trio de conjunções entre os planetas Vênus e Júpiter que aconteceu entre os anos 3 e 2 antes de Cristo.

O fenômeno foi muito parecido com o evento que está ocorrendo atualmente.

“Como tem sido o caso em 2014-15, as primeiras duas conjunções naquela época foram extremamente próximas, a última separada por cerca de 1º, todas as três não ocorreram longe de Régulo, e todas estavam similarmente altas no céu”, disse Fred Schaaf.

>>> Ficou curioso para contemplar a “Estrela de Belém”? Clique aqui e veja como encontrá-la.

O mistério da estrela de Belém – Formação

Nas Sagradas Escrituras vemos Deus, muitas vezes, comunicar-se aos homens por meio de sinais na natureza: a brisa da tarde no Paraíso, o arco-íris após o dilúvio, a sarça ardente, a diáfana nuvem de Santo Elias, entre outros. E em Seu nascimento, Ele quis usar de um sinal no céu: a Estrela de Belém. Esse fato nos é narrado apenas por um dos evangelistas: São Mateus.

Na verdade, naquela época, acreditava-se que o nascimento de pessoas importantes estava relacionado com certos movimentos dos astros celestes. Assim, dizia-se que Alexandre o Grande, Júlio César, Augusto e até filósofos como Platão tiveram a sua estrela, aparecida no céu quando eles vieram ao mundo.

Muito se tem comentado a respeito da estrela surgida aos três Reis Magos, guiando-os até o local bendito em que o Salvador haveria de nascer.

E não faltaram homens de ciência tentando encontrar uma explicação natural para esse evento sobrenatural, centro da história humana.

Não temos a pretensão de fazer um compêndio científico a respeito, mas não deixa de ter certo interesse conhecer, ainda que de modo sumário, as principais tentativas de solucionar esse enigma.

Uma das primeiras teorias levantadas era que esse astro teria sido o planeta Vênus. Pois a cada 19 meses, pouco antes do nascer do Sol, ele aparece dez vezes mais claro que a mais brilhante das estrelas: a Sírius. Mas esse já era, então, um fenômeno assaz conhecido pelos povos do Oriente e, portanto, para os Reis Magos nada teria de extraordinário.

Outra hipótese foi levantada por um astrônomo reconhecido nos meios científicos do século XVI: Johannes Kepler.

Tentou ele demonstrar com seus longos estudos, que esse astro não era apenas um, mas a conjunção de dois planetas: Júpiter e Saturno. Quando eles se sobrepõem, somam-se os respectivos brilhos.

Um fenômeno desses foi por ele observado em 1604 e podia produzir um efeito semelhante ao que nos conta a Bíblia. A partir daí, esse estudioso alemão defendeu sua teoria.

Mas existem três problemas ao fazer essa afirmação: primeiro, essa conjunção dura apenas algumas horas, e a estrela que apareceu para os Reis Magos foi visível por eles durante semanas; segundo, Júpiter e Saturno nunca se fundem completamente numa única estrela. Mesmo a olho nu, seriam sempre visíveis dois corpos; terceiro, ao menos que a data do nascimento do Menino Jesus esteja muito mal calculada, tal conjunção só poderia ter lugar três anos depois.

Há quem diga que a estrela foi, na verdade, um meteoro especialmente brilhante.

Mas um meteoro só pode durar alguns segundos e seria muito forçado crermos que esses poucos segundos de visibilidade bastariam para guiar os Reis Magos numa viagem, de quilômetros de distância, em um deserto inabitável, e que ao chegarem em Belém, apareceu um outro meteoro semelhante, indicando o local exato onde estava o Menino Deus.

Orígenes, Padre da Igreja nascido em Alexandria, Egito, chegou a acreditar ser a Estrela de Belém um cometa. Pois alguns cometas chegam a ser centenas de vezes maiores que a Terra, e sua luz pode dominar o firmamento durante semanas.

Além disso, alguns sustentam que São Mateus teria ficado tão impressionado com o cometa Halley, visto nos céus em 66 d.C. ou pelo testemunho dos mais antigos cristãos que o tinham visto em 12 a.C., que o incluiu na história. Outros afirmam ter sido o próprio Halley, a Estrela de Belém.

Mas devemos reconhecer que as duas datas citadas estão muito afastadas do nascimento de Jesus, para serem unidas a Ele. E segundo os dados catalogados, não há menção de nenhum outro cometa que tenha sido visto a olho nu entre os anos 7 a.C e 1 d.C., período no qual se aceita ter nascido o Messias.

Além disso, é corrente serem os cometas na Antiguidade anunciadores de desgraças e não de bênçãos.

Uma última hipótese, dita científica, é a de que tenha sido uma “Nova”. Existem certas estrelas que explodem de tal forma que sua luz aumenta centenas de vezes em poucas horas. São as chamadas “Novas”, ou “Supernovas”, dependendo da intensidade da explosão.

Calcula-se que a cada mil anos, aproximadamente, uma estrela se transforme em “Supernova”, sendo este fenômeno visível durante vários meses, até mesmo durante o dia. Mas já não se crê nessa hipótese, pois tais explosões, devido à sua magnitude, mesmo depois de séculos, deixam traços inconfundíveis no espaço, como manchas estelares, etc.

Entretanto, até hoje não se descobriu nenhum indício de tal fenômeno ocorrido nesse período histórico.

  • Embora várias tentativas de explicação científica não tenham dado respostas plenamente satisfatórias ao mistério da Estrela de Belém, isso em nada diminui o mérito dos esforçados estudiosos que, com reta intenção, buscam desvendar os enigmas da natureza.
  • Mas deixando essas hipóteses de lado por um momento, voltemos nossos olhos a outro aspecto da questão: o campo teológico, no qual se considera que essa estrela era a realização da profecia do Antigo Testamento: “Uma estrela avança de Jacó, um cetro se levanta de Israel” (Num 24,17).
  • Alguns teólogos defendem que São Mateus fez uma interpretação das tradições da época, referindo-se ao astro não como uma estrela no sentido literal, mas como símbolo do nascimento de um personagem importante.

Mas São Tomás, o Doutor Angélico, já havia pensado nisso em sua época e resolveu a questão na “Suma Teológica” (III, q. 36, a.7), usando cinco argumentos tirados de São João Crisóstomo:

. Esta estrela seguiu um caminho de norte ao sul, o que não é comum ao geral das estrelas.

. Ela aparecia não só de noite, mas também durante o dia.

. Algumas vezes, ela aparecia e outras vezes se ocultava.

. Não tinha um movimento contínuo: andava quando era preciso que os magos caminhassem, e se detinha quando eles deviam se deter, como a coluna de nuvens no deserto.

. A estrela mostrou o parto da Virgem não só permanecendo no alto, mas também descendo, pois não podia indicar claramente a casa se não estivesse próxima da terra. Mas se esse astro não foi propriamente uma estrela do céu, o que era ele?

Segundo o próprio São Tomás, ainda citando São João Crisóstomo, poderia ser:

. O Espírito Santo, assim como Ele apareceu em forma de pomba sobre Nosso Senhor em Seu batismo, também apareceu aos magos em forma de estrela.

. Um anjo, o mesmo que apareceu aos pastores, apareceu aos reis magos em forma de estrela.

. Uma espécie de estrela criada à parte das outras, não no céu, mas na atmosfera próxima à terra, e que se movia segundo a vontade de Deus. Como solução ao mistério da Estrela de Belém, São Tomás acreditava ser mais provável e correta esta última alternativa.

De qualquer forma, temos a certeza de que essa estrela continua a brilhar não só no alto das árvores de Natal, mas principalmente na alma de cada cristão ao comemorar a Luz nascida em Belém para iluminar os caminhos da humanidade.

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