Como Se Chama A Ciencia Que Estuda A Populacao?

Chamamos de população biológica qualquer grupo de indivíduos da mesma espécie que vive em um determinado local. Assim, podemos ter diversas populações de animais, plantas, fungos, algas e até mesmo de protozoários e bactérias.

Exemplos:

– População de uma espécie de bactéria encontrada no nariz de uma pessoa; – População de uma espécie de alga encontrada em um rio;

– População de Aedes aegypti encontrada em um terreno baldio;

– População de ipês-amarelos encontrada no estado de Goiás;

– População de tamanduás-bandeira encontrada em uma reserva ecológica.

  • Como Se Chama A Ciencia Que Estuda A Populacao? População de ipês-amarelos.
  • Como todos os seres vivos podem formar populações, com os seres humanos não poderia ser diferente. Podemos analisar, por exemplo:

– A população humana encontrada em todo o planeta; – A população humana da América Latina; – A população humana de uma cidade; – A população humana que compõe um bairro;

– A população humana que vive nas ruas.

  1. Como Se Chama A Ciencia Que Estuda A Populacao? População humana.
  2. O estudo das características populacionais relativas à nossa espécie, ou seja, dos seres humanos, é chamada demografia.
  3. O conjunto de várias populações encontradas em um local é denominado comunidade biológica.
  4. Os indivíduos de uma comunidade biológica (fatores bióticos) interagem entre si, de forma direta ou indireta. Por exemplo:

– Uma planta fornece alimento, oxigênio e abrigo a diversos outros seres vivos; – Um animal se alimenta do outro; – Uma bactéria causa doenças em uma espécie de macacos; – Machos e fêmeas de uma espécie se reproduzem;

– Uma orquídea vive sob o tronco de uma árvore.

  • Além disso, os fatores bióticos interagem com os componentes não vivos do ambiente (fatores abióticos): temperatura, umidade, regime de chuvas, tipo de solo, etc.
  • O conjunto formado pelos fatos bióticos e abióticos é chamado ecossistema.
  • Como Se Chama A Ciencia Que Estuda A Populacao? Conjunto de populações: comunidade biológica.  
  • Por Mariana Araguaia
  • Bióloga, especialista em Educação Ambiental

O que é Geografia?

A Geografia é a ciência responsável por compreender o espaço e a relação que ele possui com o ser humano.

Dizer que a Geografia é uma ciência implica considerar que ela possui as suas próprias perspectivas metodológicas e o seu objeto de estudo, sendo uma área abrangente do conhecimento e responsável por influenciar várias aplicabilidades, além de possuir várias subáreas.

O que a Geografia estuda?

A Geografia estuda o espaço geográfico, ou seja, todo o espaço terrestre produzido pelo homem ou que possui direta ou indireta relação com este. Sendo assim, o estudo das sociedades urbana e rural, o uso e apropriação dos recursos naturais e as dinâmicas naturais fazem parte dos estudos geográficos.

Em termos gerais, a Geografia costuma ser dividida em Regional e Geral, sendo essa última novamente subdividida em Física e Humana, muito embora os geógrafos venham procurando, cada vez mais, estabelecer uma correlação entre os fenômenos humanos e naturais. No organograma a seguir, podemos ter uma melhor noção da estruturação da Geografia.

Como Se Chama A Ciencia Que Estuda A Populacao? Esquema simplificado da estrutura da Geografia

A Geografia Regional, como o próprio nome aponta, parte de estudos localizados, regionais, pautando-se mais pelas características específicas dos locais do que por generalizações ou raciocínios universais.

Algumas correntes de pensamento, inclusive, acreditam na concepção de unir o todo pelas partes, ou seja, sistematizar os conhecimentos regionais para, a partir deles, compreender todo o mundo.

Esse pensamento difundiu-se através de Vidal de La Blache, um importante geógrafo francês do final do século XIX e início do século XX.

A Geografia Física, por sua vez, estuda o relevo terrestre, bem como a intervenção da ação humana sobre ele, atuando também em sistemas de planejamento ambiental, agrário e urbano.

Essa área sistematiza-se a partir da compreensão de quatro grandes compartimentações da realidade: a litosfera (camada rochosa da Terra), a hidrosfera (os cursos d'água), a atmosfera (o clima e seus efeitos) e a biosfera (as vegetações e a distribuição dos seres vivos).

Já a Geografia Humana é pautada em compreender a reprodução das atividades humanas sobre o espaço, como o crescimento das cidades, a dinâmica do espaço econômico, o meio agrário e rural, as dinâmicas demográficas, entre outros temas.

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Além disso, existem alguns conceitos que, juntamente ao espaço geográfico, constituem-se como o cerne do pensamento geográfico, com destaque para os seguintes temas: território, lugar, paisagem e região.

O território é, basicamente, o espaço apropriado pelas relações de poder ou pertencimento. Ele pode apresentar fronteiras naturais, políticas e culturais, nem sempre fixas ou plenamente visíveis.

Ele possui diferentes formas que variam com o tempo e com a área de abrangência, além de também se apresentar estruturado em redes, a exemplo dos territórios dos traficantes, que se estruturam em células interligadas que se constituem em diferentes lugares.

O lugar forma um característica mais compreensiva, sendo considerado como o espaço conforme a percepção humana, constituindo-se a partir de relações de afeição e identidade. Um exemplo de lugar, para uma pessoa, é a fazenda onde ela passou a infância ou a rua onde se encontrava a sua escola.

A paisagem é, grosso modo, a expressão externa no espaço ou a forma como este é apreendido pelos sentidos humanos: visão, audição, paladar, tato e olfato. Ela representa tudo aquilo que o ser humano pode ver, tocar, cheirar, sentir e experimentar. Alguns exemplos são a paisagem das cidades, do meio rural, das construções, entre outras.

A região é a compartimentação do espaço a partir de um critério previamente estabelecido. É possível regionalizar, por exemplo, a área de uma cidade conforme a renda média dos habitantes ou com base nos diferentes costumes culturais ou feições do relevo. Trata-se, então, de uma apreensão intelectual da realidade.

Além desses conceitos, existiram ou ainda existem outras importantes categorias da Geografia, como a posição geográfica, a localização, os gêneros de vida, o cotidiano, entre inúmeras outras. A Geografia é, assim, uma ciência ampla que carrega consigo a importante missão de revelar as diferentes características sociais e naturais reproduzidas no âmbito do espaço terrestre.

Por Me. Rodolfo Alves Pena

O que é Ecologia? Conceitos e ramos de estudo

Juliana Diana

Professora de Biologia e Doutora em Gestão do Conhecimento

A Ecologia é a ciência que estuda a interação entre os seres vivos e o ambiente em que vivem.

O termo “ecologia” foi utilizado pela primeira vez em 1866, na obra “Morfologia Geral do Organismo”, pelo biólogo alemão Ernst Haeckel.

A palavra Ecologia vem do grego, onde Oikos significa “casa” e Logos significa “estudo”. Dessa forma, a ecologia é o estudo da casa, ou seja, do ambiente e das inter-relações dos organismos no meio físico.

A ecologia pode ser considerada uma das ciências mais complexas e amplas, pois para compreender o funcionamento da natureza, ela envolve o estudo de diferentes campos de estudo, como evolução, genética, citologia, anatomia e fisiologia.

Níveis de organização

Como Se Chama A Ciencia Que Estuda A Populacao?Níveis de organização

Ao estudar ecologia é importante saber que ela se divide em níveis de organização, que se dividem em população, comunidade, ecossistemas e biosfera.

População

A população representa o conjunto de organismos da mesma espécie que vivem juntos e apresentam maiores chances de reprodução entre si.

Inicialmente, essa organização era utilizada apenas para grupos humanos, depois foi ampliado para qualquer grupo de organismos.

As espécies, por sua vez, são os organismos com características genéticas semelhantes. Com isso, o cruzamento de indivíduos da mesma espécie gera descendentes férteis. Exemplos: caranguejos, ursos, pau-brasil, etc;

Comunidade

A comunidade representa o conjunto das populações que vivem numa mesma região, no qual vivem em determinado local, com condições ambientais específicas e interagindo entre si. Também chamado de comunidade biológica, biocenose ou biótopo.

Como exemplo de comunidades pode ser citado as aves, insetos e plantas de uma região.

Ecossistemas

O ecossistema é o conjunto de comunidades que interagem entre si e com o ambiente. Ele é formado pela interação de biocenoses e biótopos.

  • A reunião de diferentes ecossistemas é conhecido como bioma e nele estão reunidas características próprias de diversidade biológica e condições ambientais.
  • Alguns exemplos de biomas brasileiros são: a Mata Atlântica, o Cerrado e a Amazônia.
  • Conheça também:
  • Biomas do Mundo
  • Ecossistema terrestre
  • Ecossistema aquático

Biosfera

A biosfera é o nível mais amplo, pois ele corresponde ao conjunto de todos os ecossistemas das diferentes regiões do planeta, ou seja, o local onde estão todos os seres vivos. É a reunião de toda a biodiversidade existente na Terra.

A biodiversidade, por sua vez, significa a variedade de vida existente, englobando toda a riqueza das espécies.

Conceitos básicos da ecologia

Para melhor compreensão do mundo vivo, além dos níveis de organização, a ecologia moderna abrange diversos conceitos que são fundamentais.

Conheça a seguir o seguir as definições dos principais conceitos que a ecologia estuda.

Habitat

O habitat é o ambiente físico em que vivem determinadas espécies. As condições do ambiente dependem de fatores abióticos que afetam diretamente os seres vivos presentes.

Alguns exemplos são: o habitat do leão, as savanas e, o habitat do tatu, as florestas.

Leia também:  Revisão Bibliográfica O Que É Como Fazer?

Nicho ecológico

  1. O Nicho Ecológico representa os hábitos e o modo de vida dos animais que representam seu nicho.
  2. Por exemplo: no grupo dos leões são as leoas que caçam e cuidam dos filhotes, enquanto os machos defendem de invasores.
  3. Leia também sobre:
  • Habitat e nicho ecológico
  • Unidades de conservação

Fatores bióticos e abióticos

Os fatores bióticos e abióticos são os seres vivos e não vivos de um ecossistema e são interdependentes.

Os seres vivos representam os componentes bióticos, como as plantas, animais e bactérias. Já o conjunto de componentes físicos e químicos do meio, tais como umidade, temperatura e luminosidade são os componentes abióticos.

Você também pode ler sobre:

  • Seres vivos e seres não vivos
  • Respiração celular

Relações ecológicas

As relações ecológicas são as interações que ocorrem entre os seres vivos dentro dos ecossistemas.

Elas podem ser entre indivíduos da mesma espécie (intraespecífica) ou entre espécies diferentes (interespecíficas). E também podem ser benéficas (positivas) ou prejudiciais (negativas) para as partes envolvidas.

Cadeia alimentar

A cadeia alimentar representa as relações alimentares entre os organismos da biota.

É através dos níveis tróficos da cadeia alimentar que é realizado o fluxo contínuo de energia e matéria.

Ciclos biogeoquímicos

Os ciclos biogeoquímicos representam o processo realizado entre energia e a matéria, que por sua vez se movimentam pelo ambiente de forma cíclica, fazendo assim a ciclagem dos nutrientes essenciais à manutenção da vida.

Alguns exemplos dos ciclos biogeoquímicos são: ciclo do carbono, do nitrogênio, do oxigênio e da água.

Ramos de estudos da ecologia

  • A ecologia é uma área da biologia muito ampla, por isso, possui muitos ramos de estudos específicos e difíceis de serem plenamente delimitados.
  • Apesar de dividida em ecologia animal e ecologia vegetal, os ecólogos vegetais precisam conhecer um pouco da ecologia animal e vice-versa.
  • Dentre as categorias mais conhecidas temos:
  • Autoecologia: é o estudo clássico da ecologia, que analisa de forma experimental as relações de um organismo com seu ambiente;
  • Sinecologia: estudo das comunidades. É mais filosófica e descritiva e pode ser dividida em terrestre e aquática, as quais podem ser subdividas. Por exemplo: a ecologia aquática abrange a limnologia (ecologia dos cursos d'água) e a ecologia marinha (estudo de estuários e mar aberto);
  • Demoecologia: estuda a dinâmica das populações, ou seja, analisa como varia a riqueza de espécies e por que isso acontece;
  • Ecologia Humana: estuda as relações entre os indivíduos e diferentes grupos humanos. Analisa situações como doenças, epidemias, problemas de saúde pública e de qualidade ambiental.

Saiba também sobre:

  • Educação Ambiental
  • Meio ambiente
  • Evolução
  • Genética
  • Citologia
  • Anatomia
  • Fisiologia

Licenciada em Ciências Biológicas pelas Faculdades Integradas de Ourinhos (FIO) em 2007. Pós-graduada em Informática na Educação pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) em 2010. Doutora em Gestão do Conhecimento pela UFSC em 2019.

Ecologia (1): O que é ecologia e o que ela estuda

  • Conceitos fundamentais de ecologia

Ecologia é uma palavra de origem grega. Nela, juntam-se as palavras “eco” (“oikos”), que pode significar casa e “logos” que quer dizer “saber”, “estudar”. Trata-se, portanto, do estudo do local onde vivemos, ou seja, ecologia é a ciência que estuda os seres vivos em “suas casas”, no meio em que vivem.

Para muitos pesquisadores a palavra ecologia foi introduzida em nosso vocabulário por Ernest Haeckel, no ano de 1866. Para Haeckel, ecologia é o estudo da economia da natureza, o estudo da relação dos seres vivos (animais, plantas…) com seu ambiente.

Um pouco de história sobre ecologia

Na pré-história o homem vivia em pequenas tribos, nômades, coletoras e caçadoras. Para garantir sua sobrevivência, desde as mais antigas civilizações, o homem tem se preocupado em compreender o ambiente onde vive.

Procurou entender as forças da natureza, as relações dos animais, o ciclo das plantas…

Assim, por exemplo, ele relacionou as variações climáticas com as alterações na vegetação e nos hábitos dos animais, o que conduziu ao aparecimento da agricultura.

A evolução das sociedades humanas na Terra está intimamente ligada à busca de fontes energéticas pelo homem. A primeira fonte utilizada foi a energia solar (radiante). Com o domínio do fogo, uma nova fonte energética, o homem aprimorou a cerâmica. Passou também a trabalhar com metais e com eles fabricar ferramentas mais eficientes, ampliando o seu domínio sobre a natureza de um modo geral.

Com o crescimento populacional e o desenvolvimento da agricultura, o homem passou a viver em sociedades maiores. As cidades foram criadas, a divisão de trabalho aumentou, os transportes terrestres e marítimos se desenvolveram. A necessidade de organizar a produção se fez sentir de modo cada vez mais forte.

No século 18. foi inventada a máquina a vapor e iniciou-se a Revolução Industrial, o que acelerou muito o processo de produção.

Fontes de energia

A necessidade do uso de lenha como fonte energética levou a sua escassez em algumas regiões. Novas fontes de energia passaram a ser buscadas e utilizadas.

A partir do século 16, com a urbanização acelerada, a extração de carvão mineral se expandiu.No século 19, o homem conheceu e aprendeu a lidar com a eletricidade. Criou a lâmpada, a usina hidroelétrica, o motor elétrico e o trem elétrico.

Apareceram também os motores à combustão e com isso os primeiros automóveis.

Desde o início do século 20, a humanidade tem transformado o nosso planeta de forma drástica. O crescimento industrial, agrícola, as inovações tecnológicas, o consumo de bens e recursos têm interferido profundamente no meio ambiente. Surgiram então os grandes problemas ambientais.

Problemas ambientais

Em função de problemas como a poluição, o efeito estufa e as mudanças climáticas, faz-se necessário conhecer melhor o meio em que vivemos para podermos continuar sobrevivendo na Terra. O estudo da ecologia tornou-se, na atualidade, uma questão de sobrevivência.

Alguns setores da sociedade tomaram consciência do problema e passaram a promover discussões na busca de um desenvolvimento que proteja e preserve os recursos naturais e a qualidade de vida da população. Porém, as melhorias nesse sentido ainda são insuficientes.

Desde então, a palavra ecologia passou a ser amplamente utilizada nos meios de comunicação, em vários sentidos. Fala-se muito em atividades ou produtos ecológicos – turismo ecológico, detergente ecológico, etc. A palavra ecologia entrou na moda.

Não confunda ecologia com meio ambiente

É correto falar preserve o meio ambiente. No entanto, por vezes, nos deparamos com a expressão: “Preserve a ecologia”.

Como é possível preservar o estudo das relações dos seres viventes entre si e com os demais componentes do ambiente vivos e não vivos? Podemos valorizar esse estudo, divulgá-lo, desenvolvê-lo, mas o que se quer preservar é o meio, o ambiente e não a ecologia propriamente dita.

Fala-se também de produtos ecológicos: sabão ecológico, roupa ecológica, aquecedor ecológico, passeio ecológico… Afinal, o que é ser ecológico?

“Ecológico” é um adjetivo relativo ou pertencente à ecologia. Sendo assim, tudo o que se refere ao ambiente dos seres vivos é ecológico. Então, todo o produto ou serviço que cumpre as normas de proteção ambiental, desde o início de sua produção até o seu descarte é um produto ecológico.

Ecologia é assunto de interesse público

A ecologia é também foco de interesse público. Para se tomar certas decisões político-administrativas muitas vezes recorre-se à ecologia. Regiões de terras próximas a nascentes de rios ou a encostas marítimas são ou não liberadas para ocupação humana após uma avaliação do impacto ambiental que isso poderá gerar.

Como ciência pura, a ecologia procura entender os desequilíbrios, o equilíbrio e as modificações da matéria e da energia na natureza. Como ciência aplicada a ecologia procura descobrir como as condições essenciais para a vida podem ser mantidas atualmente.

Bônus demográfico: Maior população jovem da história é chance para desenvolvimento

Para a demografia, a ciência que estuda as populações humanas, o Brasil está em uma situação mais favorável agora do que há cinco décadas. O motivo? O país está mais jovem e passa por um momento demograficamente ideal para crescer. 

O fenômeno é chamado de “bônus demográfico” e ocorre quando há, proporcionalmente, um maior número de pessoas em idade ativa aptas a trabalhar. O Brasil possui 50 milhões de jovens. O aumento da população nessa faixa etária começou no início da década de 2010 e terá seu auge em 2020.

O bônus demográfico é resultado da redução da taxa de fecundidade (as famílias têm menos filhos) e da diminuição da mortalidade em uma população – quando as pessoas passam a viver mais. Isso aumenta a proporção de pessoas em idade de trabalhar (entre 15 e 64 anos) em relação à população dependente, crianças e idosos.  

Segundo o IBGE, a fecundidade das mulheres brasileiras vem caindo rapidamente. Em 1960, a taxa era de 6,3 filhos por mulher, esses números caíram para 5,6 (1970), 2,9 (1991), 2,4 (2000) e 1,9 em 2010. Enquanto isso, a expectativa de vida do brasileiro passou de 62,5 anos em 1980 para 75, 2 anos em 2015. 

A ONU indica que o bônus demográfico está ocorrendo atualmente em 59 países – entre eles o Brasil. Para a organização, a proporção de jovens na população mundial atingiu seu auge. Existem 1,8 bilhão de jovens no mundo, sendo que 87% deles vivem nos países em desenvolvimento. Uma força trabalhadora que poderia fazer a diferença. 

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Sob o ponto de vista da economia, um período de bônus demográfico significa que um país tem mais força de trabalho do que pessoas inativas. Ou seja, há um excedente de pessoas para produzir e pagar impostos e assim alavancar o crescimento econômico. 

Uma população jovem pode servir de combustível para a industrialização e a geração de riquezas. O crescimento da economia aumenta a renda da população e, assim, amplia a capacidade das pessoas de ter acesso a melhores condições de vida. 

Outro fator é o aumento na quantidade de poupança e capital na economia. A acumulação de poupança cresce com a idade e chega a seu ponto mais alto nas idades próximas à aposentadoria. Com o crescimento da população ativa, aumenta a quantidade de dinheiro para investir no futuro. 

Países asiáticos como a China, o Japão, a Coreia do Sul e Cingapura aproveitaram o período de bônus demográfico e experimentaram momentos elevado crescimento econômico entre 1960 e 1990. A região teve a transição demográfica mais rápida e marcante da história. Nunca antes houve um grupo tão grande de países que manteve o crescimento de suas economias tão elevado e por tanto tempo.

Uma vez que essa população envelhece, as novas gerações tendem a ser menos numerosas e a base da pirâmide demográfica se afunila cada vez mais.

No Brasil, as previsões apontam a década de 2030 como o período em que os efeitos do bônus começariam a se dissipar e a população se tornar mais envelhecida. A faixa dos mais velhos ultrapassará a dos mais novos.

Depois, a pressão sobre os gastos de saúde e previdência social vão aumentar cada vez mais. 

O futuro do mundo vai depender de como os países serão governados e como vão criar um ambiente favorável para o crescimento. Ou seja, sem uma estrutura econômica e política sólida para apoiá-lo, o bônus demográfico não pode ser plenamente realizado.

Economistas acreditam que a melhor forma de aproveitar esse momento é investir em educação, na capacitação profissional e estimular novas oportunidades de emprego para os jovens. 

E quando o cenário não está propício para a economia? Países com recursos limitados ou economias frágeis enfrentam desafios de atender à crescente demanda por empregos e oportunidades de geração de renda para os milhões de pessoas que se aproximam da idade ativa.

No Brasil, o problema atual é a estagnação da economia. Em 2015, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial afirmaram que o país “perdeu a oportunidade de fazer crescer a economia com o impulso do bônus demográfico”. Os economistas dessas instituições acreditam que precisamos fazer reformas para aumentar a produtividade e corrigir desequilíbrios nas finanças públicas.

A ONU alerta que o bônus demográfico é uma janela de oportunidade única na história. Mas, infelizmente, em muitos lugares, a população jovem tem sido tratada mais como um problema do que como uma solução.

A geração “nem-nem” 

O Brasil tem 10 milhões de jovens que não estudam nem trabalham. São os chamados jovens da geração “nem nem”. Segundo o IBGE, esse público representa 16% dos brasileiros entre 17 e 22 anos. 

Quase 30% deles não chegou a completar o ensino fundamental e abandonou a escola. Quando conseguem estudar até o ensino médio, a evasão também é alta – 55% não concluíram o ensino médio.

O problema atinge mais os jovens de baixa renda. Cerca de 70% dos “nem nem” estão entre os 40% mais pobres do país, morando em domicílios com renda per capita de até meio salário mínimo. 

A evasão escolar pode ser explicada por várias razões, como a necessidade de começar a trabalhar cedo para sustentar a família, a falta de perspectiva de vida e a gravidez precoce. 

As maiores representantes do grupo “nem nem” são adolescentes que tiveram filhos cedo. De cada 10 pessoas de 15 a 29 anos que se encontram nessa situação, sete são mulheres. Entre elas, 58,4% têm um ou mais filhos. E por causa do casamento e da maternidade, muitas mulheres deixam de trabalhar e estudar. 

O inverso ocorre na Europa 

A Europa já pode ser considerada como um continente de idosos. Lá o fenômeno é inverso: a população mais velha supera os jovens em idade ativa. Em alguns países, o número de nascimentos de bebês está em queda e não tem superado o número de mortes. 

A Itália é um exemplo claro de envelhecimento. A população com mais de 60 anos (27% do total) supera o número de pessoas com idade inferior a 20 anos. Na Alemanha, a previsão é de que em 2050 a porcentagem de moradores com mais de 60 anos chegue a 39%. 

O problema é que os idosos custam mais do que os jovens, principalmente em cuidados médicos. A população está envelhecendo e essas nações terão dificuldade para arranjar mão de obra ativa para sustentar seus aposentados e deixar o caixa da previdência em uma situação de equilíbrio. 

A tendência dos países europeus é aumento de impostos e corte nos gastos públicos, a chamada “política de austeridade no orçamento”. No longo prazo, a maior carga tributária somada a um corte das ajudas sociais deve contribuir para aumentar o custo de vida, a pobreza e a exclusão social. 

BIBLIOGRAFIA 

  • Relatório Situação da População Mundial 2014, Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Demografia | Observatório Juventude, Ciência e Tecnologia

A DEMOGRAFIA é a disciplina que coleta, analisa e interpreta dados populacionais, relacionando-os com fatores educacionais, da saúde, do território, da economia e do meio ambiente. Demógrafos estudam, por exemplo, como as taxa de natalidade, mortalidade e migração são determinantes para aplicação de políticas públicas de saúde e educação em países de todo mundo.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), há cerca de sete bilhões de habitantes no planeta.

Para conhecer o impacto desse número na qualidade de vida e no meio ambiente, os demógrafos atuam em parceria com profissionais de áreas como Ciências Sociais, Geografia, Matemática e Estatística.

Assim, eles criam gráficos e tabelas para analisar formas de superação da pobreza, melhores condições de saúde, envelhecimento e juventude da população.

Presente na história desde a antiguidade, a DEMOGRAFIA foi disciplina importante para gregos, romanos, europeus e chineses organizarem e conhecerem suas populações. Um dos primeiros demógrafos foi o inglês John Graunt. No século XV ele elaborou métodos de estatísticas e de censo para criar tabelas com taxas de natalidade e mortalidade no Reino Unido.

Outra personalidade importante para o desenvolvimento da DEMOGRAFIA foi o inglês Thomas Malthus.

Ele não só publicou a obra “O Ensaio do Princípio da População” como também cunhou sua própria teoria, conhecida até hoje como Malthusianismo.

Por intermédio de cálculos matemáticos, ele alertava para consequências como a fome – caso o número de pessoas na Terra superasse a produção de alimentos e não houvesse controle da natalidade.

Especializações • Estudos de população – analisa diferentes dados das populações, e os interpreta de acordo com os contextos históricos, econômicos e culturais de cada região.

Entre os dados analisados destacam-se: idade, sexo, distribuição geográfica, fenômenos sociais, taxas de natalidade e mortalidade. • Estudo da família – estuda as taxas de fecundidade e saúde da família para estabelecer panoramas de acordo com cada região e contexto.

• Demografia Indígena – estuda aspectos particulares de povos indígenas com o objetivo de determinar características dessas populações. • Geoprocessamento – utiliza programas de computador para determinar e interpretar dados geográficos e de populações.

• Migração – estuda o deslocamento de indivíduos ao redor do mundo, bem como analisa as consequências das mudanças.

  • • Mudanças ambientais – analisa como as mudanças climáticas e ambientes alteram as dinâmicas das populações.
  • Áreas de atuação profissional • Pesquisa acadêmica em Universidades e institutos • Docência em universidades e instituições de ensino • Participação em programas governamentais como o censo e pesquisas nacionais e regionais
  • • Consultoria em organizações não-governamentais e empresas

Onde Estudar? • Graduação – Ainda não há oferta de cursos de DEMOGRAFIA nas Universidades brasileiras no nível de graduação, mas é possível realizar a graduação em áreas mais abrangentes, que também possuem disciplinas voltadas para o estudo das populações. Entre elas, destacam-se Ciências Sociais, Geografia, Sociologia e Antropologia.

Universidade Federal do Rio de Janeiro – Instituto de Filosofia e Ciências Sociais

Universidade Federal do Paraná – Curso de Ciências Sociais Universidade Federal do Pará – Centro de Filosofia e Ciências Humanas Universidade Federal de Pernambuco – Graduação em Geografia

  1. • Pós-graduação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – Mestrado em Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais Universidade Estadual de Campinas – São Paulo – Programa de Pós-graduação em Demografia Universidade Federal de Minas Gerais – Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional – Pós-graduação em DEMOGRAFIA Universidade Federal do Rio Grande do Norte – Programa de Pós-graduação em Demografia Universidade de São Paulo – Departamento de Economia – Pós-graduação em Demografia Histórica
  2. Para conhecer mais: • Associação Brasileira de Estudos Populacionais • Associação Latino-americana de População • Comissão Nacional de População e Desenvolvimento • Conselho Internacional de População • Fundação João Pinheiro de Estatística Social do Governo de Minas Gerais • Fundo de População das Nações Unidas • Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística • Núcleo de Estudos da População da Universidade Estadual de Campinas • Organização Internacional da Migração • Organização das Nações Unidas
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Qual é o nome da ciência que estuda a população de um determinado local a partir de dados

Observando as paisagens de Goiânia de antigamente junto ás de 2011 (de exatos 10 anos atrás, portanto, a paisagem atual já se encontra alterada em mai

or ou menor intensidade), podemos perceber que essa região foi intensamente verticalizada. Ou seja, prédios, edificios residenciais e comerciais compõem principalmente a paisagem daquela região. Nesse sentido, o que pode ser dito em relação as atividades ali exercidas? Explique.​

o texto e uma metafora entre o milho de pipoca e o homem a) comparaçao indireta,sutilb) oposição de ideiasc) exager,intensificação de ideias d)o ato

de ameniza as ideaias​

podemos encontrar água nos vegetais ,nos animais e nos seres humanos .cite 3 alimentos que possuem muita água em sua composição​

O descaracterização da hierarquia urbana.5- Observa-se, atualmente, certa mobilidade da atividade industrial nobrasileiro.

Antes muito concentradas em

alguns poucos pontos, sinds vembuscando novas áreas, antes pouco industrializadas, no territorio nacional a fim de obicmaiores vantagens que auxiliem na obtenção de maiores lucros.Esse processo é chamado de: (1,5).

a) Migração fabrilb) Desconcentração industrialc) Redistribuição produtivad) Secundarização da economiae) Expansão da fronteira industrial.​

Como foram diferenciados os horários no mapa​

quando ocorreu o fim de todas as barreiras a livre circulação de mercadorias ,serviço ,capitais e pessoas ​

3) Descreva em ordem cronológica as transformações ocorridas no decorrer dahistória do Brasil.​

06- Represente os números racionais na forma fracionária.a) (-2) ÷ (+3) = b) (-12) ÷ (-6) =c) (-20) ÷(-15) = d) (+4) ÷ (+9) =e) (-33) ÷ (+9) = f) (+45

) ÷ (-20)=​

Agora faca as atividades a seguir em seu caderna fintambémA fim de facilitar os estudos, os cristas dividiramo Terra em linhas imaginarias.que a corta

m nas posiçoes verticale horizontal.

Essas sao chamadas deparalelos e meridianosEscreva nos lugares corretas do globo terrestre, os nomes con paralelo decadesa seguirTropico de CapricornioCirculo Polar AntárticoCirculo Polar ArticoTropico de CancerEQUADOR2)A Linha do Equador divide a Terra em duas partesEm quals hemisferios a Linha do Equador vide o nosso planeta?Em qua deles esta localizada a maior parte do Brasil?c) Qual é o nome do trópico que passa por terres brasilewas?Observedbo a queda por meridianos.a) Pinte de vermelho o meridiano de GrenaichCentrando o meno gave to meetnome do historie onde esta caraC)Pintesse museo de​

d) Quais são as desvantagens com a grande modificação feita pelo homem no espaço em quevive?​

População e comunidade. Diferenças entre população e comunidade

Os termos população e comunidade dizem respeito, respectivamente, ao conjunto de seres vivos da mesma espécie e ao conjunto de populações que vive em uma área.

A Ecologia é a ciência que estuda as relações existentes entre os seres vivos e destes com o ambiente em que vivem. Para compreender essa ciência, alguns conceitos devem ser aprendidos. Entre eles, dois são extremamente importantes: população e comunidade.

Uma população, em Ecologia, pode ser definida como um conjunto de indivíduos de uma mesma espécie que vive em uma determinada área em um determinado momento.

Essa área pode ser a distribuição normal desses organismos ou então um limite escolhido por um pesquisador que estuda aquele grupo de seres.

Sendo assim, uma população pode ser também um grupo de indivíduos da mesma espécie que está sendo estudado.

Uma população tem seu tamanho alterado constantemente em decorrência de diversos fatores.

Ela pode diminuir, por exemplo, em consequência de mortes e migrações e aumentar em decorrência de nascimentos e imigrações.

As mortes, nascimentos, migrações e imigrações estão intimamente ligados a fatores como a disponibilidade de alimento, condições ambientais, predadores e a reprodução.

Apesar de teoricamente uma população poder crescer infinitamente, isso não acontece na prática. O meio onde um grupo de indivíduos vive não suporta um aumento exagerado de organismos, existindo assim uma capacidade limite.

Imagine, por exemplo, uma área com grande quantidade de herbívoros que vivem sem predadores no local.

O aumento exagerado de indivíduos logo provocará a escassez de alimento, fazendo com que alguns morram de fome, retornando assim a população ao seu tamanho ideal.

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As comunidades, por sua vez, podem ser definidas como um conjunto de populações em um determinado lugar e em um determinado espaço de tempo. Essas diferentes populações, no entanto, não se distribuem de igual maneira, sendo algumas espécies abundantes e outras raras.

Nas comunidades, as diferentes populações interagem das mais variadas maneiras.

Essas interações, também chamadas de relações ecológicas, podem beneficiar todos os indivíduos envolvidos ou então beneficiar apenas um grupo.

Quando as interações ocorrem entre espécies diferentes, são chamadas de interespecíficas; mas quando ocorrem entre seres da mesma espécie, trata-se de relações intraespecíficas.

Essas diferentes relações ecológicas existentes entre os seres vivos são responsáveis por controlar, juntamente aos fatores abióticos, as populações que fazem parte de uma comunidade. A competição, por exemplo, pode extinguir completamente uma espécie de uma comunidade.

Aproveite para conferir a nossa videoaula relacionada ao assunto:

Um conjunto de organismos da mesma espécie vivendo em uma área forma uma população

Por Vanessa Sardinha dos Santos

O que é Geriatria e Gerontologia

       

O que é Geriatria e Gerontologia?

        ” Velhice é um termo
e sua realidade difícil de perceber. quando uma pessoa se torna velha? Aos 50, 60, 65 ou 70 anos? Nada flutua mais dos que os limites da velhice em termos de sua complexidade fisiológica, psicológica e social.

Uma pessoa é tão velha quanto suas artérias, seu cérebro, seu coração, seu moral ou sua situação civil? Ou é a maneira pela qual as outras pessoas passam a encarar certas características que classifica as pessoas como velhas?” (Veras, 1994)

        Conquanto seja difícil delinear conceitos universalmente aceitáveis, o envelhecimento pode ser considerado segundo as dimensões biológica, populacional e psicológica.

        Segundo Comfort (1979), o envelhecimento biológico é caracterizado pela falência na manutenção da homeostase (equilíbrio interno) sob
condições de estresse fisiológico, falência esta que é associada com a diminuição da viabilidade e o aumento da vulnerabilidade do indivíduo.

Alguns fatos biológicos do envelhecimento são descritos por Hayflick (1996): é universal e atinge a todos,é deteriorativo, diminuindo a função de células, órgãos e organismo, e é irreversível.

aqui cabe a Geriatria, enquanto especialidade médica tratar de doenças de idosos e doentes idosos, preocupando-se em prolongar a vida com saúde.

        As repercussões sociais decorrentes do envelhecimento foram historicamente mais reconhecidas em países desenvolvidos, onde o crescimento da população idosa ocorreu predominantemente no século passado.

Há contudo um fenômeno global que se observa a partir dos anos 80, quando mais da metade das pessoas que atingem os 60 anos vive em países de Terceiro Mundo, e até 2025, prevê-se que três quartos da população idosa do mundo estarão vivendo em países menos desenvolvidos (Veras, 1994).

        Isto envolve o Brasil em meio à transição epidemiológica ou demográfica, que se  caracteriza pelo rápido crescimento do percentual de idosos na população, justificado pela queda da fecundidade, controle parcial das doenças evitáveis (por exemplo, pela imunização) e redução da mortalidade, sobretudo infantil (Ramos et al, 1987).

        O envelhecer em si, como fenômeno de natureza biopsicossocial complexa, repercute fundo no íntimo de cada um de nós, interagindo com nossas estruturas e processos interiores. O envelhecimento psicológico traz usualmente as marcas da pessoa, calcadas ao longo da vida. Reconhecê-lo é algo estritamente necessário para a adequada compreensão da pessoa que envelhece.

        A Gerontologia é uma ciência que estuda o processo do envelhecimento.

Cuida da personalidade e da conduta dos idosos, levando em conta todos os aspectos ambientais e culturais do envelhecer. É uma ciência médico-social.

Em linhas gerais, a Gerontologia trata do processo do envelhecimento, enquanto a Geriatria se limita ao estudo das doenças da velhice e seu tratamento.

        Torna-se evidente a necessidade de propiciar uma ampla discussão sobre o envelhecimento enquanto fenômeno, processo e fase da vida.


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