Como Se Chama A Arvore Que Da Romã?

Como Se Chama A Arvore Que Da Romã?

História

Segundo pesquisadores russos, a romãzeira provém do centro do Oriente Próximo, que inclui o interior da Ásia Menor, a Transcaucásia, o Irã e as terras altas do Turcomenistão, junto com outras plantas frutíferas como a figueira, macieira, pereira, marmeleiro, cerejeira, amendoeira, avelaneira e castanheira. A importância da romã é milenar, aparece nos textos bíblicos, está associada às paixões e à fecundidade. Os gregos consideravam-na como símbolo do amor e da fecundidade. A árvore da romã foi consagrada à deusa Afrodite, pois acreditava-se nos seus poderes afrodisíacos. Para os judeus, a romã é um símbolo religioso com profundo significado no ritual do ano novo quando sempre acreditam que o ano que chega sempre será melhor do que aquele que vai embora. Quando os judeus chegaram à terra prometida, após abandonarem o Egito, os 12 espias que foram enviados para aquele lugar voltaram carregando romãs e outros frutos como amostras da fertilidade da terra que Jeová (Deus) prometera. Ela estava presente nos jardins do Rei Salomão. Foi cultivada na antiguidade pelos fenícios, gregos e egípcios. Em Roma, a romã era considerada nas cerimônias e nos cultos como símbolo de ordem, riqueza e fecundidade. Os semitas chamavam-na de “rimmon”, para os árabes era conhecida como “rumman”, e mais tarde, os portugueses a chamaram de romã ou “roman”. Na Idade Média a romã era frequentemente considerada como um fruto cortês e sanguíneo, aparecendo também nos contos e fábulas de muitos países. Os povos árabes salientavam os poderes medicinais dos seus frutos e como alimento. Tanto a planta, como o fruto, têm sido utilizados em residências ou em banquetes pelo efeito decorativo das suas flores e dos seus frutos, além do seu uso como cerca viva e planta ornamental. Segundo uma antiga crença popular, se você levar na carteira três sementes de romã, “dinheiro nunca lhe faltará”.

Fruta de eleição para os catolicos na epoca natalicia, especialmente no dia de Reis.

São famosas as romãs da Provença, de Malta, da Espanha, na Itália. O seu cultivo é realizado em mais de 100 países do mundo. Dos países do Mediterrâneo, atravessou o Atlântico e acabou aportando no Brasil. Neste país a planta encontrou todas as condições favoráveis para um crescimento vegetativo, florescimento, frutificação e produção de frutos de primeira qualidade. O seu maior interesse no mundo está no seu cultivo para o consumo como fruta fresca. Também tem a sua aplicação em clínicas especializadas no campo da medicina moderna e para receitas especializadas. A Espanha é um dos mais importantes países produtores do mundo e o maior produtor e exportador do mercado comum europeu. A Turquia com 60.000 toneladas e a Tunísia com 55.000 toneladas são grandes produtores mundiais, mas nestes dois países existe um sistema de cultivo menos intensivo e menos especializado quando comparado com o cultivo na Espanha e com uma rede de comercialização pouco desenvolvida, com apenas 2 a 7% de exportação da sua produção total. Tradicionalmente o Reino Unido tem sido o principal comprador de romã da Espanha e os seus frutos destinam-se fundamentalmente para o seu consumo ao natural, especialmente nas zonas de mineração da Inglaterra, devido às suas propriedades benéficas frente à contaminação de metais pesados.

Entre os principais países importadores estava em primeiro lugar a Inglaterra que absorvia os frutos de calibres pequenos, em segundo lugar, a França que queria os frutos de grande calibre e em terceiro lugar a Itália que nos últimos anos estava aumentando muito a quantidade importada de romãs da Espanha. Em quarta posição encontram-se os países árabes que aceitavam frutos de qualidade um pouco inferior e que representam uma grande importância para a Espanha para poder descongestionar bastante o resto dos mercados e evitar uma oferta excessiva de frutos.

Como Se Chama A Arvore Que Da Romã?
———————————————————- Nome Científico: Punica granatum
Nome Popular: Romãzeira, romã, romeira
Família: Lythraceae
Divisão: Angiospermae
Origem: Oriente Médio
Ciclo de Vida: Perene
A importância da romã é milenar, ela aparece nos textos bíblicos e os gregos a consideravam como símbolo do amor e da fecundidade. É uma arvoreta que atinge de 2 a 5 m, de tronco acinzentado e ramos avermelhadas quando novos. Pode ter a forma de pequena arvore ou de arbusto, muitas vezes é podada em formas redondas ou ovais e adornar assim os jardins, tambem é comum em sebes de estatura média. A romãzeira adapta-se desde os climas tropicais e subtropicais aos temperados e mediterrânicos. As flores da romazeira são vermelho-alaranjadas e simples, ocorrendo variedades de flores dobradas como a “Legrellei”,tambem existem exemplares de flores matizadas de branco, simples e dobradas. Os frutos são esféricos, com casca coriácea e grossa, amarela ou avermelhada manchada de escuro.

A sua popularidade no paisagismo tem aumentado muito nos últimos tempos. A utilização da romazeira é usual em jardins de estilo mediterrâneo e é crescente seu cultivo em vasos, adaptando-se aos jardins em varandas e pequenos espaços. A variedade “Nana” (Mini-romazeira) é a mais apropriada para esta utilização.

Tambem se presta ao cultivo em bonsai.

Pode ser cultivada em grande variedade de solos, preferindo os profundos, sempre sob sol pleno. Rústica, tolera moderadamente a salinidade, as secas e o encharcamento. Resiste às temperaturas baixas de inverno e é sensível às geadas tardias de primavera. Multiplica-se por sementes e tambem por estacas de ponta.

Como Se Chama A Arvore Que Da Romã?
Medicinal
Indicações: Afecções da boca, olhos e pele, amigdalites, cólicas intestinais, envelhecimento, doenças cardíacas.

Propriedades: Anti-séptico, antiinflamatório, antioxidante, adstringente, diurético.

Partes usadas: Frutos, casca dos frutos e das raízes, folhas.

Colaborador: Christiane Calderan

Como Se Chama A Arvore Que Da Romã?
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A romãzeira ( Punica granatum, L.), é uma planta de muitas utilidades, seja para a produção de frutos ou como ornamental em parques e jardins.
É também uma planta de atributos medicinais da qual se utilizam suas folhas, casca da raiz e dos frutos. É um arbusto ereto, que atinge de 2 a 5 m, muito ramoso, de casca avermelhada nos ramos novos, que adquirem coloração acinzentada nos ramos maiores e no tronco. A romãzeira pode se adaptar a qualquer tipo de clima, embora prefira um clima mais ameno, em zonas muito ventosas a frutificação será bastante penalizada pela excessiva queda das flores. Deve-se tomar cuidado nas regiões em que o clima é húmido, pois ele pode aumentar os fungos nas cascas da fruta.
Perde as folhas no inverno e recupera-as na primavera…

Cultivo

Solo: Rico em matéria orgânica. Quando plantada em vaso, a mistura de solo recomendada é de 1 parte de terra comum para jardim, 1 parte de terra vegetal, e, 2 partes de composto orgânico.

Propagação: Através de sementes e estacas de ponta em estufas. Em geral, as sementes de frutos grandes e de polpa bem avermelhada são usadas na produção de mudas de romãzeiras (Punica granatum L.).

A romanzeira costuma lançar na base do tronco varias estacas/pernadas bem junto á terra. Algumas, por contacto com a mesma, possuem raizes e podem ser utilizadas como estacas individuais.

 Época de plantio: A época de chuvas, que se inicia a partir da primavera, é considerada ideal para o plantio da romã, fruta originária da Pérsia.

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Cova: 60 cm x 40 cm ( você vai precisar de um vaso com aproximadamente estas dimensões, para que a planta possa se desenvolver ).

Adubação na cova: Para plantar romã, deve-se fazer uma adubação com esterco de curral, farinha de osso e superfosfato simples, que serve para ajudar a planta a desenvolver a raiz.

Adubação na manutenção: A adubação de outono se torna a mais importante para incentivar a romã a produzir flores na primavera. Lembre-se que não devemos adubar plantas em floração.

Os adubos mais indicados são os ricos em Fósforo ( P ), podendo ser adubos líquidos por via foliar ou sólidos na terra. Como sugestão, escolha traços de proporção de N-P-K ( Nitrogênio – Fósforo – Potássio ) na ordem de 04-14-08.

Não esqueça que no mínimo uma vez por ano é necessário a Adubação com micro nutrientes ( Ca {Cálcio}, Mg {Magnésio}, S {Enxofre}, B {Boro}, Cl, Cu, Co, Fe….).

Manutenção:Caso se pretenda obter uma arvore, todos os despontares na base do tronco principal devem ser arrancados. Caso se pretenda um arbusto, devem ser as pontas cortadas para que a romãnzeira se ramifique bastante e se consiga dar a forma desejada.

Melhor época para a adubação na manutenção: Outono.

Iluminação: Pleno sol. Precisando de no mínimo, 4 horas de sol direto, todos os dias.

Início da produção: de dois a três anos após o plantio.

Duração da produção: acima de 15 anos. Produção p/ planta: acima de 30 frutos.

Época da colheita: A colheita da romã, dependendo da variedade, é realizada desde o final do verão até ao inicio do inverno.

Rega: Como a maioria das plantas frutíferas, a Romã é uma planta com consumo elevado de água, mas com a particularidade de não gostar de solos muito encharcados. Quando regarmos deveremos fazer com abundância .

Humidade constante no tronco e raízes favorece o surgimento de fungos ( Pó Branco ), estes podem até ocasionar a morte se não forem tratados. Para evitar problemas com muita humidade é aconselhável molhar a terra da romã somente quando esta já estiver com a superfície ligeiramente seca.

Outra maneira de se evitar estes fungos é a de usar uma mistura de solo arenosa. Para favorecer a floração deveremos deixar o solo mais para seco na primavera.

Doenças e Pragas mais comuns: Além dos fungos, por isso a moderação nas regas, ataques de mosca branca, pulgão ou cochinilhas podem ser tratados facilmente com inseticida para plantas ornamentais.

Um pé de quê? – Guia Visual

  • Nome científico Púnica granatum L.
  • Família Lythraceae
  • Características morfológicas:
  • Árvore de 6-10 m de altura.
  • tronco acinzentado e ramos avermelhadas quando novos.
  • folhas simples, elípticas e espessas, de 1-10 cm de comprimento, às vezes dispostas em espiral, em número de 5-6 por ramo.
  • flores de 3 cm de largura e reunidas em cachos dispostos na ponta dos ramos, dotadas de inúmeros estames, de cálice tubular, vermelho-alaranjado e espesso, de pétalas enrugadas, vermelhas ou brancas, e rodeadas por sépalas carnosas e valvadas, que persistem no fruto, como uma coroa.
  • fruto esférico, de 6,25-12,5 cm de largura, de casca grossa e amarela, por vezes manchada de vermelho e com consistência do couro, internamente dividido por paredes membranáceas e tecido esponjoso, e dotado de inúmeras sementes.
  • semente branca ou vermelha, macia ou dura, angulosa, coberta por um tecido translúcido, suculento, espesso, de cor rósea ou avermelhado, de sabor ácido a doce e comestível.

floração ocorre na primavera, entre os meses de outubro a dezembro. Os frutos amadurecem no outono, 6-7 meses após a floração.

uso/árvore cada vez mais útil ao paisagismo de jardins de estilo mediterrâneo, também presta-se ao cultivo em vasos, adaptando-se aos jardins em varandas e pequenos espaços, e à arte do bonsai, especialmente a variedade japonesa nanica.

uso/madeira amarelo-clara e muito dura. Apesar de disponível em pequenas dimensões, é bastante empregada no fabrico de bengalas e de artefatos de madeira.

uso/outras utilidades Todas as partes da árvore, especialmente a casca do tronco e das raízes, servem de fonte de tanino para curtir couro. A casca do tronco e as flores provém tinta para tecidos. O fruto pode ser consumido ao natural e na forma de sucos, geléias e xaropes.

Ainda que a planta – folhas, raízes, casca e sementes – tenha propriedades medicinais, por conta do tanino, a superdosagem acarreta em diarréia, dilatação da pupila, enfraquecimento muscular e paralisia.

O pó das flores secas servem de remédio para bronquite e para garganta inflamada.

obtenção de sementes colha os frutos diretamente da árvore, quando estiverem maduros, isso pode ser notado pelo som metálico que o fruto emite ao receber um tapa. Abra os frutos e extraia as sementes de dentro do tecido suculento que as envolve.

produção de mudas Coloque as sementes para germinar em canteiros de 60 cm de profundidade, contendo terra previamente adubada. A emergência acontece abundante, vigorosa e rapidamente. Entretanto, o método de obtenção de muda mais produtivo é o de estaquia, que garante uma planta idêntica à matriz.

Para isso, cortam-se as pontas dos galhos da árvore-matriz em segmentos de 25-50 cm de comprimento, e em seguida, plantam-se essas estacas em canteiros. O desenvolvimento das mudas e das plantas no campo é lento. Depois de 1 ano, quaisquer que sejam as mudas podem ser levados a campo por definitivo.

Quando as plantas no campo alcançarem 60-75 cm de altura e ramificarem pela primeira vez, efetua a primeira poda.

referêcia bibliográfica LLOYD, JOHN URI. “Punica granatum”. THE WESTERN DRUGGIST, CHICAGO, MAY, 1897 | Morton, J. “Pomegranate”. In: “Fruits of warm climates”. 1987: Julia F. Morton, Miami, FL, p. 352–355 | Calderan, Christiane Romãzeira. “Punica granatum”. Publicação Eletrônica: Jardineiro.

romã

Dizem que guardar sementes de romã na carteira traz fartura e fertilidade. Não se sabe a origem exata dessa crença, mas há muitas lendas e relatos históricos que a reforçam. Na mitologia grega, uma jovem foi raptada pelo deus das portas do inferno, Hades.

Só que a mocinha, chamada Perséfone, era filha da deusa da agricultura, Deméter, que ficou enfurecida e não permitiu que planta nenhuma mais brotasse, matando os pobres mortais de fome.

Zeus, o deus dos deuses, intercedeu e fez com que a moça sequestrada morasse apenas três meses por ano no inferno, passando os outros em companhia de sua mãe. Como forma de honrar o acordo, Hades entregou à esposa algumas sementes de romã.

A lenda dá conta de explicar ao mesmo tempo como a romã ficou associada à fertilidade e, também, de que maneira surgiu o inverno, que correspondem aos três meses em que Perséfone volta ao inferno e as plantas se recolhem também, afetando a produção de alimentos.

Romã e seu suco é usado em tratamentos de beleza e como estimulante

Nem só de lendas se fez a fama da romã, A ciência comprovou a relação da fruta com o sexo: voluntários escoceses que beberam um copo de suco de romã por dia, durante duas semanas, tiveram o nível de testosterona e, consequentemente, a vontade de transar turbinados.

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Na medicina caseira, seu suco é misturado a um pouco de azeite para clarear manchas de pele e, mais recentemente, a indústria cosmética vem explorando princípios ativos da romã em cremes anti envelhecimento, já que a fruta ajuda a combater rugas e marcas de expressão.

Já a ligação com o dinheiro ainda não foi atestada, mas você certamente economizará se plantar seu pé de romã, em vez de apelar aos supermercados abarrotados todo santo Réveillon.

Prepare o solo com esterco de curral bem curtido misturado a uma parte de terra e outra de areia. Aperte bem em torno da muda, para que ela não fique balançando nas semanas subsequentes ao plantio, quando ainda não soltou novas raízes para se firmar por conta própria.

Regue duas vezes por semana – aumente a dose se estiver trabalhando com sementes ou estacas e não com mudas já formadas.

Como obter mudas de romanzeira e os o uso das romãs

Trata-se de uma espécie muito rústica, que, a despeito de sua origem mediterrânea, se adaptou plenamente ao clima brasileiro. Cresce quase como mato, mesmo sem cuidados ou em solo pobre em nutrientes.

Pode ser reproduzida por sementes ou estacas da ponta dos galhos mais fortes e cultivada tanto em vaso quanto em solos mais profundos.

Pode os galhos a cada três meses para dar formato à árvore e favorecer o enchimento da copa.

As folhas caem uns meses antes de a planta florir, rebrotando intensamente após a frutificação. Suas flores atraem beija-flores e os frutos, vários outros pássaros.

Além de ajudar a reduzir a pressão arterial e prevenir problemas cardiovasculares, o suco de romã serve para eliminar vermes de cães e gatos.

Dê uma colher de café para os gatos e duas colheres de sopa para os cachorros, duas vezes por ano.

Ah, e aproveite a safra da romã para preparar sucos coloridos e muito refrescantes como ensinados nesta receita facílima.

Como Plantar uma Árvore de Romã

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    Escolha uma variedades de romã. A romãzeira é uma pequena árvore decídua. Ela cresce até cerca de 2,5 m de altura e dá flores laranjas no verão. A variedade anã — ou seja, a Punica granatum nana, é menor, atingindo cerca de 1 metro, e é mais apropriada para o cultivo em vasos. É possível também escolher a variedade que o agradar mais pelas suas flores.

    • Há vários jeitos de se plantar um pé de romã: a partir de mudas, a partir de brotos, ou sementes. Semear romãs não garantirá obtenção de certa variedade e será preciso esperar de 3 a 4 anos para que o pé comece a produzir frutos. Se quiser saber como fazer com que sementes de romã germinem, clique aqui.
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    Obtenha pés de romã a partir de brotos ou de mudas. Você pode comprar uma muda de romãzeira em um viveiro de plantas. Compre uma das variedades comestíveis da planta se quiser colher e comer frutas.

    No entanto, se algum amigo tiver um pé de romã em casa, pode também pegar um broto da planta com ele. Corte um galho de, pelo menos, 25 cm de comprimento.

    Coloque hormônio enraizador na extremidade do galho cortado para ajudá-lo a se desenvolver.[1]

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    Escolha um lugar que tenha sol intenso. Pés de romãs amam o sol e só dão frutos quando recebem a quantidade suficiente de sol. Se não tiver um local no seu quintal em que bata sol constante durante o dia, escolha o que tenha menos sombra.[2]

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    Escolha um solo que drene bem. Pés de romã não se dão bem em solos alagados (conhecidos como charcos). Ao contrário: eles preferem solos bem drenados ou até mesmo arenosos.

    Alguns produtores de romã afirmam que solos ligeiramente ácidos são os melhores, mas a planta cresce muito bem em solos um pouco alcalinos.

    A maioria dos pés de romã se adapta ao solo onde for plantada, contanto que tenha boa drenagem.[3]

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    Proteja o pé de romã de ventos e da umidade intensa. Plante a romãzeira em um lugar quente, seco e que seja parcialmente protegido de ventos fortes. Evite plantá-la numa área muito úmida, abafada e escura do jardim. Lembre-se de que pés de romãs prosperam em climas quentes e secos.[4]

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    Plante seu pé de romã. Plante-o no começo da primavera, depois da última geada. Remova cuidadosamente a muda do recipiente.

    Lave os dois primeiros centímetros do fundo da raiz, para remover o excesso de terra do vaso. Assim, a planta se estabelecerá com mais rapidez do que as que forem transferidas diretamente do vaso para o solo.

    Cave um buraco de 60 cm de profundidade e de largura e coloque a muda de romã nele.[5]

    • Se estiver cultivando plantas a partir de brotos, solte bem a terra e posicione o galho de romã bem reto na vertical, para que a extremidade do broto a uns 12 cm a 15 cm de profundidade, com os botões dormentes voltado para cima.[6]
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    Regue imediatamente depois de plantar. Ao fazer isto, ajudará o solo a ficar mais compactado. Depois de regar pela primeira vez, repita a cada dois dias até ver folhas novas crescendo. O crescimento de folhas novas é sinal de que a planta se estabeleceu em seu novo lar. Aos poucos, vá aumentando o espaço entre as regas, até ficar a cada 7 ou 10 dias.[7]

    • Quando a árvore florescer ou produzir frutos, dê a ela uma boa quantidade de água a cada semana. Se chover, não precisa regar tanto.[8]
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    Fertilize a árvore quando estiver bem estabelecida. Sulfato de amônia funciona bem para pés de romãs. Borrife cerca de 1/3 de xícara de fertilizante 3 vezes no primeiro ano de crescimento (fevereiro, maio e setembro são as épocas ideais para isto).[9]

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    Mantenha a área ao redor do pé de romã livre de ervas daninhas. Não deixe que ervas e outras plantas roubem nutrientes do seu pé de romã. Retire-as ou ponha húmus orgânico ao redor da planta. O húmus ajuda a combater ervas daninhas e retém a umidade do solo.

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    Deixe a planta com forma de árvore, se quiser. Os pés de romã são mais parecidos com arbustos, mas você pode podá-los para que fiquem em forma de árvores, o que muita gente faz.

    Com uma tesoura de jardim ou um aparador, corte brotos (os galhos menores que dão forma de arbusto à planta) que crescem na base da planta para que ela tome a forma de árvore. Faça isto assim que a planta tiver se estabelecido.

    Se não ligar para o aspecto da planta, deixe-a crescer naturalmente.[10]

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    Remova partes danificadas ou mortas da planta. A poda não é muito necessária em pés de romã, mas é preciso cortar os galhos mortos ou secos na primavera, para ajudar a planta a crescer. Você também pode tirar o volume do arbusto se achar necessário.[11]

    • Se estiver cultivando seu pé de romã em um vaso, será necessário podá-lo mais a fim de manter o tamanho e a forma que desejar.
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    Mantenha o pé de romã saudável. Não regue em excesso para evitar o crescimento de fungos. Outros dois problemas que romãzeiras podem enfrentar são os pulgões e as borboletas de romãs.

    Os pulgões podem ser exterminados se utilizar um spray comprado em lojas do ramo. A borboleta de romã não é muito comum e pode não ocasionar problemas.

    Caso se torne um, use um spray para livrar sua planta destas larvas.[12]

  • Romãs podem ser usadas de muitos jeitos, como em xaropes, sucos, saladas de fruta, vinho, vinagre, café, coquetéis, molhos para saladas e muito mais.
  • Uma romã fornece 40% de suas necessidades diárias de vitamina C.
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Romãzeira, uma árvore mediterrânica

Saiba como cultivar em modo biológico esta árvore tão decorativa e que produz frutos deliciosos e saudáveis.

Ficha Técnica

  • (ROMÃZEIRA – ROMÃ – GRANADA):
  • Nome cientifico:  Punica granatum L.
  • Origem: Zona meridional e Sudoeste da Ásia (Palestina, Irão, Paquistão e Afeganistão) e Grécia.
  • Família: Punicaceae

Factos históricos:

Cultivada antes de Cristo, pelos fenícios, gregos, egípcios, árabes e romanos. No museu sobre o Egito em Berlim, podemos ver três romãs da época da 18.ª dinastia egípcia que datam de 1470 a.C.

Os romanos chamavam-lhe maçã cartaginesa e era considerado um símbolo de ordem, riqueza e fecundidade. É um “fruto bíblico”, pois aparece citado em varias ocasiões no livro sagrado.

Também foi apreciado pelos egípcios, pois está pintado num dos túmulos de Ramsés IV.

Em Israel, é considerada uma planta sagrada. Há inclusive uma lenda que atribui ao cálice da romã a forma da coroa do rei Salomão, que passou a ser usada por todos os reis do mundo.Os principais produtores são: região mediterrânica, Arábia, Irão, Afeganistão e Califórnia.

Romã flor

Descrição:

Pequena árvore ou arbusto, caducifólio, que pode atingir 2-7 m de altura, de folha caduca. A raiz é superficial e pode alcançar grandes distâncias.

A planta dá origem a rebentos vigorosos que devem ser eliminados, deixando apenas os mais fortes (ou apenas um). As folhas são opostas e lisas com pecíolos curtos.

Os frutos têm a forma globosa, de casca coriácea, vermelha ou vermelha-amarelada, com inúmeras sementes angulosas cobertas com uma pequena camada de polpa de cor avermelhada ou rosa e ligeiramente transparente.

Polinização/fecundação:

As flores são hermafroditas (têm os dois “sexos”), aparecem nos ramos do ano, não sendo necessário mais do que uma árvore para ter frutos. Florescem de abril a julho.

Ciclo biológico:

A árvore começa a produzir ao 3.º ano e atinge a plena produção aos 11 e pode viver até aos 100 anos.

Variedades mais cultivadas:

As variedades podem ser escolhidas de acordo com: índice de maturação (acido ou doce), tamanho, dureza das sementes, cor da epiderme e época de colheita.

Assim temos: “Mollar de Elche” (fruto largo de cor vermelha-escura), “Albar”, San Felipe”, “Cajín”(fruto grande e agridoce), “Piñón tierno”, “Dulce colorada”, “De Granada”, “Chelfi”, “Gabsi”, “Ajelbi”, “Tounsi”, “Zeri”, “Maiki”, “Tanagra”(Gregas) , “Ar-Anar”, “Selimi”, “Wardy”, “Reed Kandagar”, “Wonderful”, “Paper Shell” (muito doce e fruto largo e vermelho), “Grano de Elche” (grão de cor vermelha-escura e “caroço” pequeno), e “Grenadier de Provence”(em França).

Parte comestível:

O fruto (balausta), de forma globosa. Também são utilizadas as folhas, casca da raiz e do fruto para efeitos medicinais.

Romã fruto

Condições ambientais

Tipo de clima:

Os subtropicais são os melhores (verão quente e seco), mas também se pode adaptar a tropicais e temperados.

  • Solo: Profundos, frescos, arenoargilosos ou argilosos, bem drenados e alcalinos.
  • Temperaturas: Ótimas: 15-25 ºC; mín.: 15 ºC; máx.: 40 ºC.
  • Congelamento: -18 ºC.
  • Morte da planta: -20 ºC.
  • Exposição solar: Pleno sol.
  • Quantidade de água (precipitação mínima): 200 mm/ano, mas a ideal para produzir bons frutos é de 500-700 mm/ano
  • Humidade atmosférica: Média ou baixa.

Fertilização

  1. Adubação: Estrume de peru, ovelha e bovino. Aplicar terra vegetal, adubos ricos em algas, farinha de ossos e composto orgânico.
  2. Adubo verde: Azevém e fava.
  3. Exigências nutritivas: 3-1-2 ou 2-1-3 (N: P: K) e grandes quantidades de cálcio e magnésio.

Técnicas de cultivo

Preparação do solo:

Lavrar o solo entre 50-80 cm de profundidade no verão. Juntar estrume bem decomposto com uma fresa.

Multiplicação:

Por estaca, com ramos entre os 6 e 12 meses de idade e 20-30 cm de comprimento e 0,5-2 cm de diâmetro. Devem ser retirados entre fevereiro e março e colocados em vasos na estufa.

  • Data de plantação: No inverno (janeiro-fevereiro), com plantas com mais de 2 anos.
  • Compasso:6 x 4 m ou 5 x 4 m.
  • Amanhos: Poda de ramos “ladrões”, poda de formação e de produção; monda de frutos.
  • Regas: Localizada (gota a gota) com 3000-6000 m3/ha/ano (nos períodos mais secos).

Romã fruto

Entomologia e patologia vegetal

Pragas:

Zeuzera, pulgões, cochonilha, nemátodes, mosca mediterrânica (Ceratitis capitata) e ácaro vermelho.

Doenças:

Alternaria, podridão do fruto e crivado.

Acidentes/carências:

Rachas, “golpe de sol” (dias com altas temperaturas e sol intenso) e escaldado (aguas salinas e drenagem deficitária). Não gosta de seca prolongada seguida de chuvas intensas.

Colheita e Utilização

Quando colher:

De setembro a novembro, quando o fruto adquire o seu peso (180-350 g) e cor característicos, mais ou menos 5-7 meses depois da floração.

Produção:

40-50 kg/árvore/ano em plena produção. Uma árvore com 11 anos pode produzir 500600 frutos.

Condições de armazenamento:

Deve ser feito a 5 ºC, com 85-95% de humidade relativa e etileno e dióxido de carbono controlados, conserva-se 1-2 meses.

Usos:

Pode ser comido fresco, em sumo, bolos e gelados. Medicinalmente, tem propriedades diuréticas, adstringentes, combate o colesterol, e a arteriosclerose.

Composição nutritiva (por/100g):

50 kcal, 0,4 g de lípidos, 0,4 g de proteínas, 12 de hidratos de carbono, 3,4 g de fibra. É rica em cálcio, fósforo, ferro, sódio, potássio e vitamina A, B e C.

Conselho de especialista:

Árvore decorativa e utilizada em jardins (variedades ornamentais), gosta do clima mediterrânico, resiste à seca. Escolha uma variedade doce e faça a condução de acordo com o local (em forma de arbusto ou árvore). Pouco exigente na escolha do solo, adapta-se bem a terrenos pouco férteis e de pouca qualidade.

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