Como Saber Se A Pessoa Que Morreu Esta Bem?

O questionário não deve ser considerado como um diagnóstico, apenas como uma orientação dos níveis dos sinais. Nesse caso, sempre é recomendado consultar um profissional capacitado para uma avaliação completa.

  • Reconhecer que estamos entrando em depressão é desafiador, já que muitos sintomas dessa doença, tida como uma das mais incapacitantes do mundo pela OMS (Organização Mundial de Saúde) são confundidos com uma persistente tristeza.
  • O autodiagnóstico, entretanto, é um primeiro passo fundamental, já que é a partir dele que compreendemos o quanto necessitamos do apoio dos entes queridos e de orientação psicológica para tratar o distúrbio.
  • Quer saber como descobrir se você está entrando em depressão? Então confira os 9 sinais que separamos para você entender definitivamente tudo por trás dessa doença:

Conhecendo a depressão – Será que estou entrando em depressão?

Só no Brasil, cerca de 17 milhões de pessoas estão com depressão, cuja origem habita em alterações nos neurotransmissores do cérebro (como a serotonina, a noradrenalina e a dopamina), mas também em diferentes situações, tais como:

  • Frustrações (dependência financeira, desemprego desilusões e etc.);
  • Fatores genéticos;
  • Traumas (como acidentes ou o falecimento de um amigo ou familiar);
  • Abuso de substâncias (bebidas alcoólicas, remédios e drogas ilícitas);
  • Efeito colateral de medicamentos.

Tudo isso pode gerar um quadro debilitante e difícil de se livrar sem ajuda. Por isso, aprenda a identificar os sinais de que você está entrando em depressão:

1. Cansaço constante e indisposição frequente

É difícil lidarmos com a própria motivação se a rotina em si é baseada em eventos estressantes, mas a depressão torna até mesmo atividades prazerosas em algo banal.

Com isso, as atividades são substituídas por períodos de inatividade e o isolamento se torna a melhor companhia. Caso não haja uma explicação para essa transformação no comportamento, convém buscar orientação psicológica para compreender a mudança.

Como Saber Se A Pessoa Que Morreu Esta Bem?

É importante lembrar que o resultado do questionário não é uma avaliação psicológica. Assim, apenas por esse resultado, não é possível diagnosticar um quadro de ansiedade e depressão.

2. Sensação contínua de tristeza

O que difere a tristeza habitual da depressão, segundo especialistas, são a frequência e a intensidade do sentimento: caso ela persista por mais de 15 dias, sem intervalos, é possível que a melancolia tenha um diagnóstico.

Como Saber Se A Pessoa Que Morreu Esta Bem?Tristeza contínua é um dos sinais da depressão

No entanto, é necessário investigar a origem desse desamparo. Primeiramente, um diálogo aberto com pessoas de confiança pode facilitar a busca por uma explicação, mas o diagnóstico e ajuda psicológica são mais que fundamentais nesse processo.

A mudança de humor, não só a tristeza, mas também aquela irritabilidade constante, onde tudo se torna motivo de aborrecimento e de reações às vezes agressivas pode ser um sinal que merece atenção.

3. Alterações no apetite e no sono

Dormir demais (ou muito pouco) e sentir nenhuma (ou muita fome) são quadros sintomáticos comuns na pessoa deprimida.

Como Saber Se A Pessoa Que Morreu Esta Bem?Alterações bruscas no apetite pode indicar que a pessoa está entrando em depressão

É importante se atentar se existe algum motivo revelador por trás disso — transtornos como a ansiedade, por exemplo, podem alterar a qualidade do apetite e do sono — ou se essas dificuldades surgiram junto aos outros sinais que apontamos aqui.

4. Dores pelo corpo

Além dos sinais psicológicos, a depressão ataca, indiretamente, o corpo, que reflete a angústia generalizada em dores ou disfunções, como:

  • Tensão acumulada nos músculos, ombros e pescoço;
  • Cólica, diarreia ou azia;
  • Pressão no peito;
  • Dores de cabeça.

Por ter relação indireta com a doença, muitos ignoram os sintomas físicos, quando, na verdade, eles podem nos ajudar no diagnóstico.

5. Redução da capacidade de experimentar o prazer

Aos poucos vai sumindo o interesse pelas atividades, inclusive por coisas que a pessoa gostava. Tudo vai se tornando sem gosto, sem prazer, chegando a perda do interesse por qualquer atividade prazerosa, inclusive a atividade sexual. 

6. Isolamento social

Uma luzinha vermelha se acende quando aos poucos você percebe que não tem vontade de participar das reuniões de família, das atividades sociais, do convívio familiar até com as pessoas mais próximas criando uma vida solitária, com contatos sociais cada vez mais restritos.

E uma vida solitária vai se instalando, podendo chegar ao ponto de não sair mais de casa.

7. Falta de concentração e dificuldade de tomar decisões.

Aquela sensação de cabeça vazia, com dificuldade de concentrar-se, de indecisão, de prestar atenção. Às vezes, os próprios pensamentos se tornam confusos dificultando a tomada de decisões diante das situações.

Se torna um sobre-esforço para conseguir dar conta de suas atividades cotidianas e por isso as coisas vão ficando para outra hora, e tudo vai ficando para depois, o que deixa a pessoa ainda mais desanimada.  

8. Sentimentos de culpa e perda da autoestima

Outro sinal de alerta da depressão é aquela vozinha negativa sobre você mesmo, de se sentir menos importante, de se sentir incapaz e inútil.

Aquela sensação de que a “vida está sem sentido”, de que ninguém se importa com você ou de se sentir um “peso na vida dos outros” e de que tudo que “dá errado é por sua culpa”.

Como é feito o diagnóstico

Existem dezenas de sintomas que ajudam a reconhecer a doença, mas, em geral, especialistas apontam que o quadro depressivo é melhor identificado quando há a presença de pelo menos 5 deles — sendo que nem sempre todos os sinais se revelam.

Por exemplo: nem todos sofrerão de azia, como um sintoma relacionado à depressão.

É por isso que o autoconhecimento é crucial para saber se estamos entrando em depressão. Identificar a súbita mudança comportamental é significativo para buscar ajuda. Nesse processo, o auxílio de um psicólogo é muito importante para a descoberta e a prescrição de um tratamento adequado.

Não seja refém das emoções

Aprender a se conhecer, a perceber os gatilhos mentais que causam essas mudanças no próprio comportamento é um processo importante para que a pessoa não seja refém de suas próprias emoções, mas aprenda a lidar e enfrentar os desafios cotidianos de forma assertiva, além de conseguir identificar mais rapidamente se está entrando em depressão.   

Vale ressaltar que ignorar os sintomas — e a doença em si — não vai fazê-los desaparecer. Pelo contrário: há grandes chances de agravar o quadro, levando a problemas graves, como a depressão crônica e o aprofundamento da tristeza – que por sua vez pode aumentar o desamparo, desenvolver pensamentos mórbidos e levar até mesmo ao suicídio.

Depressão pode acontecer com qualquer pessoa

Embora exista fatores de risco determinantes, a depressão pode acometer qualquer pessoa em qualquer idade, e por isso você não deve ter nenhum receio para se sentir culpado e não buscar ajuda caso perceba esses sintomas.

Prevenir é cuidar da saúde mental

  1. Importante saber que a depressão é uma doença que tem cura como qualquer doença, a prevenção ainda é o melhor remédio.
  2. Quando diagnosticada e acompanhada de forma correta evita-se inúmeros prejuízos decorrentes da condição incapacitante que o transtorno depressivo pode trazer a própria pessoa e ao seu convívio social.
  3. O cuidado com a saúde mental é fundamental nesse processo de prevenção da depressão.
  4. Se você acha que está entrando em depressão, ou percebe que pessoas do seu círculo familiar apresenta esses sintomas, converse com um psicólogo. 
  5. O atendimento psicológico online pode te ajudar.

Como Saber Se A Pessoa Que Morreu Esta Bem? Ana Vilma Fernandes MoreiraSentir-se escutado e compreendido profundamente é uma necessidade do ser humano.Recorrer a um profissional que nos ajude a nos escutar e nos compreender é um investimento em nossa própria saúde mental, física e psicológica. É nesta perspectiva que a psicóloga Ana Vilma Fernandes Moreira, CRP 04/31454 trabalha, acreditando no potencial de superação que cada ser humano carrega dentro de si. Acolhimento, respeito, consideração positiva incondicional, escuta empática, ética e sigilo profissional são pilares que orientam o seu trabalho para ajudar as pessoas no seus momentos de dificuldades e buscas de crescimento pessoal. Ana Vilma Fernandes Moreira atua com atendimento individual de crianças, adolescentes, adultos e idosos e também terapia em grupo. Ministra palestras e orientação de pais em escolas. Como Saber Se A Pessoa Que Morreu Esta Bem?

É importante respeitar a sua dor – Revista Online ABRALE

Perder a mãe, o pai, um filho, familiar ou amigo é algo que encabeça a lista dos maiores medos das pessoas. Isso porque lidar com a falta, com a interrupção de um relacionamento de tanto amor, não é uma dor para a qual nos preparamos.

“O luto é um processo normal e natural, resultante da formação e dos rompimentos de vínculos afetivos, e que ocorre o tempo todo na vida de um indivíduo. Faz parte do desenvolvimento humano e, apesar de ser uma experiência universal, é experimentado e vivido de forma muito particular e subjetiva”, diz a psicólogada ABRALE, Flavia Sayegh.

Em outras palavras, todos sabemos que enfrentar perdas faz parte da vida, mas só quando vivenciamos é que percebemos a forma profunda e pessoal como somos afetados.

Flavia defende que, quando o luto acontece, traz consigo uma série de reações, que podem mudar muito de uma pessoa para outra, mas tendo uma premissa em comum: preparar-se para construir uma nova realidade após a perda, que permite rever traços da identidade, das relações sociais e pessoais, de crenças e valores adquiridos durante toda a vida.

“Diante da morte de um ente querido, somos levados a repensar a vida, nossos afetos e nossos valores. E não há nada de errado nisso, pelo contrário, reconstruir-se após o luto é libertador”, afirma a psicóloga.

Como Saber Se A Pessoa Que Morreu Esta Bem?RAIVA, TRISTEZA, REVOLTA, ALÍVIO, CULPA, MEDO, ANSIEDADE, IMPOTÊNCIA, DESESPERO

Esses são apenas alguns dos sentimentos vividos por quem passa pelo luto.

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Como processo, durante muito tempo ele foi estudado e descrito a partir de fases, mas atualmente essas ideias foram aprimoradas, trazendo um novo e mais amplo conhecimento.

“É necessário considerar muitos aspectos quando se olha para o processo de luto, como a cultura em que o indivíduo está inserido, por exemplo.

Sem contar que, ainda que descritas, as fases não são consideradas estanques, não seguem uma ordem e podem se sobrepor.” Ainda assim, a psicóloga concorda que, de maneira geral, há alguns momentos-chave pelos quais uma pessoa de luto passa (veja quadro na página ao lado). E identificá-los, pura e simplesmente, já pode ser um alento.

Como Saber Se A Pessoa Que Morreu Esta Bem?“VAMOS FALAR SOBRE O LUTO?”

A publicitária Mariane Maciel tinha 32 anos e uma relação de parceria e cumplicidade com sua mãe, Rachel, quando ela faleceu, aos 61 anos, três após o início da luta contra um câncer que começou no estômago e se espalhou.

Depois do luto, ela passou pelo processo de reconstruir conceitos e valores. “Para começar, aprendi que amar inclui também orar para que a pessoa se vá, por mais triste que isso seja. Então, quando a minha mãe morreu, eu já queria que ela partisse, porque estava muito debilitada e cansada, e agradeci por vê-la parar de sofrer.

Mas foi muito difícil, tive a sensação de ter me tornado um balão de hélio solto no ar, sem alguém segurando a corda. Como se sem ela eu fosse menos, menos bonita, menos talentosa, menos tudo. Mas com o tempo recuperei minha segurança, porque entendi que ela já havia me dado tudo, e que esse tudo estaria sempre dentro de mim.

Essa segurança veio não só de dentro, mas de uma atitude essencial para enfrentar o luto: falar dele.

“Ao passar pela situação, acabei estreitando laços com outras pessoas que já tinham tido essa experiência. Sentia vontade de falar e ouvir sobre a perda.

E percebi o bem que fazia, a mim e a todos que se dedicavam a isso”, conta Mariane, que resolveu ir além de seu próprio luto e criar um projeto.

Não é mais uma pergunta, é uma segurança

“No final de 2014, eu e mais seis amigas nos reunimos e decidimos que queríamos ajudar outras pessoas a passarem por esse processo.

Por isso, fizemos a pergunta: Vamos falar sobre o luto? Montamos uma página na internet e convidamos as pessoas a falarem sobre suas experiências.

Em oito meses de pesquisa, recebemos mais de 170 histórias de pessoas que viveram o luto, entrevistamos especialistas no assunto, fizemos encontros com alguns participantes e gravamos um vídeo.”

Hoje, o Vamos falar sobre o luto ( www.vamosfalarsobreoluto.com.br) virou não uma pergunta, mas uma certeza.

“Vimos que o luto é realmente muito difícil, mas que é possível voltar a viver e ser feliz. O tabu dificulta bastante o processo que é natural.”

Como Saber Se A Pessoa Que Morreu Esta Bem?LUTO ANTES DA MORTE

É possível se preparar para o luto com o doente ainda em vida? A psicóloga Flavia Sayegh diz que sim. “O processo de luto antecipatório não só é possível, como importante. Permite absorver a morte de forma gradual e, ao longo do tempo, a realidade da perda.”

Ela conta que há diversos estudos que apontam que intervenções realizadas com a família durante o processo de adoecimento grave de um paciente, por exemplo, podem prevenir o desenvolvimento de um possível luto complicado no futuro. “Isso porque ele dá às pessoas a possibilidade de resolver questões pendentes com o outro, sejam de ordem psíquica ou material. Com esse preparo, existe espaço para se organizar para mudanças e fazer planos para o futuro.”

Mariane reforça a ideia de que o luto é duro mesmo. “O momento da perda e o período seguinte a ela são muito complicados. Uma coisa é saber racionalmente que isso poderá ou irá acontecer, outra coisa é viver a situação.”

Ela conta que, durante o tratamento, o medo de perder sua mãe era constante, mas que toda a família sempre foi otimista.

“Lidávamos com a doença como se fosse apenas um obstáculo. Entendi que poderia de fato perdê-la alguns meses antes. Mas ainda assim era apenas uma ideia. Só depois que ela faleceu é que eu realmente compreendi o que seria a vida sem ela.”

A sua vida e a sua saúde o meu foco de atenção

A publicitária lembra que fez terapia no período em que sua mãe estava doente, mas que não chegou a falar especificamente do luto que poderia enfrentar. Da mesma forma, as conversas com sua mãe, mesmo perto da morte, não permeavam o assunto.

“Eu fui muito companheira da minha mãe ‘no morrer’, rezávamos juntas, discutíamos o que seria fé, os mistérios da vida e da morte. Mas era ela, a sua vida e a sua saúde o meu foco de atenção, não o que viria depois. Ela às vezes me dava conselhos sobre o que fazer no futuro. E coisas práticas: ‘não deixe de ir ao Japão’.

Eu fui! ‘Aceite a proposta de trabalho da sua ex-chefe.’ Eu aceitei! Mas nunca falamos do luto. Deixei para vivê-lo quando viesse.”

Como Saber Se A Pessoa Que Morreu Esta Bem?

A PESSOA AMADA MORRE E NÓS PRECISAMOS RENASCER

Respeitar o seu tempo, os seus limites e ir avançando, ainda que lentamente. Essa é a regra mais importante para quem está enfrentando a perda. “O luto é doloroso, sim. É preciso ter paciência para se adaptar à nova realidade e lidar com ela.

É essencial reconhecer suas necessidades e limites, e vivenciar esse processo de forma respeitosa consigo mesmo.

Dividir e consolar sua dor com pessoas próximas, com as quais você se sinta acolhido e à vontade, pode ser uma boa estratégia para passar por esse momento difícil”, afirma a psicóloga da ABRALE.

Buscar ajuda de maneira geral, se abrir com amigos ou parentes, faz a pessoa ver os seus sentimentos validados, respeitados e acolhidos, o que pode ajudar a avançar.

Mariane, como já contou, aceitou o conselho da mãe e voltou ao emprego anterior.

“Estava com pessoas que já me conheciam, em um ambiente gostoso, onde podia ser eu mesma e viver todas as oscilações do luto. Fez muita diferença.”

É DIFÍCIL DE ACREDITAR, MAS O LUTO PASSA

Mariane hoje está a toda no trabalho, com o projeto e sua vida pessoal. “A gente diz que falar sobre o luto é um projeto para a vida. Sim, porque queremos que as pessoas vivam a dor, mas também reinventem suas vidas. Dá trabalho, mas é possível.” E mais: não tenha vergonha de vivenciar tudo o que sentir.

“Uma das lições mais bonitas que aprendi durante o projeto foi que quem amamos está sempre vivo dentro de nós. Então não fique aflito se alguém em luto falar sobre o filho que faleceu, ou sobre a esposa que perdeu.

Ninguém nunca vai esquecer alguém que amou muito! Na verdade, essas pessoas continuam aqui, presentes, mas estabelecemos novas relações com elas”, Mariane continua. E termina com mais uma bela mensagem:

“Faça um pacto com a vida. Isso significa se cuidar, cuidar da sua saúde, procurar coisas que o alegrem, novos hobbies, amigos. Você está vivo. Faça valer a pena!”

Como Saber Se A Pessoa Que Morreu Esta Bem?AS FASES DO LUTO

Há momentos-chave durante o processo da perda:

CHOQUE: vivemos um entorpecimento, uma reação inicial à perda, quando pode ocorrer uma dificuldade de perceber as emoções. Não existe uma duração definida para este período, pode durar horas ou dias.

  • NEGAÇÃO: é comum haver um período de negar a perda, demonstrando uma certa resistência aos fatos reais e evitando pensar e falar sobre o assunto.
  • DESORGANIZAÇÃO E DESESPERO: é um momento vivido após o fim da negação, quando a realidade é aceita e uma sensação de incertezas se estabelece.
  • REORGANIZAÇÃO E ELABORAÇÃO DA PERDA: é a volta por cima, o momento de ‘colocar a casa em ordem’ e reconstruir conceitos para recomeçar.

POSSO AJUDAR?

Dica para quem está ao redor de quem sofre: pergunte como a pessoa quer e pode ser ajudada.

Muitas vezes o que consideramos bom para nós pode ser diferente para o outro”, diz a psicóloga Flavia.

Mariane, que se sentiu acolhida, lembra de alguns sentimentos que lhe foram oferecidos. “Empatia, paciência, presença, carinho. Cada um vive esse momento de uma forma, não existe uma receita de luto.

Por isso, o melhor que alguém pode fazer é estar por perto de uma forma amorosa, por exemplo perguntando como pode ajudar. Sem se apressar, sem querer dar fórmulas prontas, sem recriminar.”

Covid-19: como interpretar casos de morte depois da aplicação da vacina

“Enfermeiro morre de Covid-19 depois de receber a primeira dose da vacina”. “Vacina pode provocar coágulos sanguíneos e é suspendida em países europeus”. “Cantor morre mesmo com duas doses”. O registro de óbitos após a vacinação pode gerar desconfiança e medo. Mas o que está por trás deles?

Há várias explicações. A primeira delas é que é possível desenvolver a doença mesmo depois da picada.

“A pessoa pode já estar infectada quando receber a vacina ou se infectar antes de desenvolver imunidade, o que só acontece entre 15 e 28 dias após segunda dose”, introduz a pediatra Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Nessa situação, o agente infeccioso teria entrado no organismo antes de o imunizante ter tempo de gerar uma proteção. 

Outra possibilidade é a de que as doses não tenham produzido o efeito esperado. Sim, nenhuma vacina é 100% eficaz. Em inglês, esse lance de azar é chamado de breakthrough.

E, na verdade, sua ocorrência não depende só da eficácia.

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Para explicar, vamos pegar emprestada uma analogia feita por Natália Pasternak, presidente do Instituto Questão de Ciência (IQC), em seu quadro na rádio CBN. 

Natália compara o potencial de uma vacina o de um goleiro de futebol. Para saber se um goleiro é bom, vemos o histórico de jogos e analisamos quantos gols ele toma. Se defende a maioria das bolas, sua chance de pegar as próximas é maior, mas ainda assim ele está sujeito a tomar gols. 

E não só por não ser impenetrável, como nenhum jogador é, mas porque seu sucesso depende da defesa do time. Se os zagueiros são ruins, mais bolas chegam a ele, o que aumenta mais a chance de uma alcançar a rede.

Com as vacinas é a mesma coisa.

“Nesse caso, a defesa seriam as outras medidas de prevenção, como usar máscaras e não participar de aglomerações”, explica a epidemiologista Denise Garrett, vice-presidente do Instituto Sabin, nos Estados Unidos. 

Em um país onde a pandemia está descontrolada e a aderência ao distanciamento é baixa, naturalmente ocorrerão mais infecções entre os vacinados (e, consequentemente, mais mortes). O Chile é um exemplo disso.

Com a campanha de vacinação andando rápido no país, o pessoal e o governo relaxaram. Só que, assim como nós, os vizinhos não chegaram a controlar de vez a transmissão do Sars-CoV-2.

 Assim, houve uma aceleração do número de casos mesmo com a distribuição das doses, e os chilenos enfrentam, agora, a pior fase da pandemia. 

Isso reforça quanto é importante manter o restante dos zagueiros em campo até que a maior parte do país esteja, enfim, imunizada (a ponto de reduzir expressivamente o número de bolas que chegam ao gol).

As reações adversas graves das vacinas 

Agora vamos para outra seara, que é a dos relatos de efeitos colaterais sérios provocados pelas vacinas, e que poderiam inclusive matar. É importante esclarecer que nenhum óbito até agora foi comprovadamente associado a qualquer dose contra a Covid-19

O que tivemos foram associações das doses com duas categorias de eventos considerados muito raros (notados em menos de 0,01% dos imunizados), que seguem em investigação.

Primeiro, algumas dezenas de indivíduos que receberam as vacinas de RNA mensageiro, como as da Pfizer e da Moderna, tiveram uma reação anafilática, quadro alérgico grave e contornável, que acontece minutos depois da aplicação.

 A taxa de eventos do tipo foi de 11,5 casos a cada milhão de imunizados, segundo o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos, com nenhuma morte registrada.

Como já explicamos neste texto, para por em perspectiva, se esse mesmo milhão contraísse Covid-19, ao menos 17 mil morreriam. 

Mais recentemente, tromboses graves foram associadas às vacinas da AstraZeneca e da Janssen. Na Europa, 18 pessoas morreram, mas não está confirmado que o problema de fato é desencadeado pelos imunizantes. Os Estados Unidos fizeram uma pausa para avaliar os casos relatados com a dose da Janssen, uma etapa normal da vigilância pós-vacina.

“O que se notou é que alguns vacinados tiveram um quadro semelhante à trombocitopenia induzida por heparina, anticoagulante usado em âmbito hospitalar.

O fenômeno ocorre quando alguma substância induz a produção de anticorpos que atacam as plaquetas do sangue, levando à formação dos trombos”, explica a imunologista Cristina Bonorino, professora da Fundação Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre. 

Além disso, medicamentos eventualmente também desencadeiam coágulos, como as pílulas anticoncepcionais. “Ainda não se sabe, por exemplo, se as pessoas que tiveram tromboses estavam recebendo alguma droga que aumentava o risco”, explica Cristina. 

Mesmo se o elo for comprovado, seria um evento adverso considerado extremamente raro. Portanto, não motivaria a suspensão da vacina, ainda mais em meio a uma pandemia descontrolada. A decisão de países como a Áustria, que baniu o produto da AstraZeneca, é considerada temerária pelos cientistas.  

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Uma possibilidade razoável em tempos de necessidade seria redirecionar a dose para o público onde o risco parece menor. A Alemanha, por exemplo, anunciou que distribuirá a fórmula da AstraZeneca preferencialmente para maiores de 60 anos, porque os casos europeus foram descritos em mulheres em idade fértil. 

A Agência Europeia de Medicamentos, a Organização Mundial de Saúde e o próprio Programa Nacional de Imunizações do Brasil concordam que as doses da AstraZeneca devem continuar sendo aplicadas, com um aviso na bula alertando para a possibilidade do risco “muito raro” de um coágulo. 

Essa probabilidade, aliás, é bem menor do que a de sofrer com uma trombose desencadeada pelo próprio coronavírus. “Cerca de 17% das pessoas com Covid-19 podem ter o problema”, compara Isabella. Um estudo recente, publicado pela Universidade de Oxford, calcula que o risco de coágulos oferecido pela doença é até dez vezes superior ao descrito com sua vacina.

É uma questão de pesar benefícios com riscos, o que inclusive é feito com todo tratamento médico.

Como saber se alguém morreu por causa da vacina? 

Todo evento inesperado deve ser notificado para, então, deflagrar uma investigação. Essa notificação deve ser feita de preferência na Unidade Básica de Saúde onde ocorreu a aplicação.

O profissional que recebe a queixa preenche informações como idade, sexo, doenças pré-existentes e detalhes do evento adverso.

Todas as fichas são revisadas pela vigilância das secretarias municipais e estaduais de saúde, e os casos graves e óbitos são discutidos todas as semanas por um comitê formado pelo Ministério da Saúde, Anvisa e outras entidades. 

Quando há algum motivo evidente para o óbito, como um idoso com outras condições de saúde, ou a pessoa contraiu Covid-19, fica mais fácil descartar a ligação com os imunizantes.

Agora, no caso de algo inesperado como a trombose, é mais complicado. “Primeiro se compara a incidência do problema em questão entre os vacinados e na população em geral”, explica Cristina.

Se a taxa for igual, isso indica que pode não haver relação entre uma coisa e outra.

A partir de um processo de eliminação de outras possíveis causas, os cientistas tentam verificar a plausabilidade de a reação ser de fato decorrente da vacina. Se isso ocorrer (como no caso da trombocitopenia), coloca-se o aviso de possível risco na bula enquanto os estudos seguem em andamento.

Para dar ideia de quão complexa é a investigação, a vacina da gripe que protege contra o H1N1 é aplicada há mais de dez anos e, desde então, suspeita-se que possa causar Síndrome de Guillain-Barré, um quadro neurológico. A reação adversa consta na bula, mesmo que até hoje o elo não tenha sido comprovado e até já desmentido em um estudo publicado no British Medical Journal.

Voltando à Covid-19, o último boletim do Ministério da Saúde aponta que a grande maioria das reações relatadas até agora não são graves e afirmou que os 139 óbitos que ocorreram após a vacinação não foram provocados  por ela. Ora, milhões de brasileiros já receberam alguma dose contra o coronavírus. E, em um grupo tão grande, é esperado que algumas pessoas morram por qualquer causa.

Transparência também é ponto-chave

Como manter a confiança na estratégia no meio de tanto disse-me-disse? O primeiro passo é ser cristalino com os fatos, contextualizando-os. Ora, nenhum imunizante (contra nenhuma doença) é 100% livre de efeitos colaterais ou 100% eficaz. 

“Se não formos transparentes, corremos o risco de abalar a confiança da população nos imunizantes”, aponta Denise. 

A Coronavac é o exemplo disso. No primeiro anúncio de sua eficácia, o Instituto Butantan e o governo de São Paulo afirmaram que o produto tinha 100% de eficácia na prevenção de mortes e casos graves. Só que esse número foi extraído de um grupo muito pequeno de voluntários, o que não garantia sua confiabilidade.

“Na época, os dados não sustentavam essa conclusão, e agora estamos vendo que não é mesmo bem assim”, comenta Denise. O Instituto Butantan agora anuncia que a eficácia em prevenir casos que requerem assistência médica está “entre 83,7% e 100%”, baseado em estudo feito com cerca de 12 mil pessoas, a ser publicado no periódico The Lancet

As pesquisas apontam que tomar a Coronavac reduz pela metade o risco de contrair Covid-19 e derruba ainda mais a probabilidade de morrer ou sofrer com uma versão grave, mas não zera essa possibilidade. O vaivém de anúncios contraditórios contribui para minar a confiança na ciência e nas vacinas.

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“RESSURREIÇÃO E REENCARNAÇÃO”

Reencarnação é uma palavra criada por Allan Kardec que significa a volta do espírito “NA” carne, “NUMA NOVA CARNE”. E ressurreição significa “RESSURGIR”.

Muitos entendem a ressurreição como o ressurgimento do espírito na carne, mas “NA MESMA CARNE”, ou seja, no mesmo corpo que morreu. Mas, como pode um espírito ressuscitar (ressurgir), por exemplo, de um corpo carbonizado, ou que foi comido pelos peixes, etc.

? Então, reencarnação significa o retorno do espírito em um novo corpo carnal; e ressurreição significa o retorno do espírito no mesmo corpo carnal, o que cientificamente é impossível.

As aparições de desencarnados (mortos) acontecem graças ao corpo espiritual, também conhecido como perispírito ou corpo astral, já que o corpo material está morto.

Foi o que aconteceu, por exemplo, com Jesus quando este se materializou ante os discípulos (Mc 16:4/18; Lc 24:36/49 e Jo 20:19/23).

As portas da casa onde os apóstolos encontravam-se estavam trancadas, porque eles tinham medo da perseguição dos judeus, e estavam eles ainda falando dessas coisas, quando Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: “A paz seja convosco!” Como teria Jesus entrado, se as portas estavam trancadas? Sendo fluídico o corpo com o qual ressurgira, não encontrou nenhum obstáculo nas paredes ou portas trancadas. Se Kardec não houvesse criado a palavra REENCARNAÇÃO, nós espíritas poderíamos usar a palavra RESSURREIÇÃO para dizer que RESSUSCITAREMOS, ou seja, RESSURGIREMOS um UM NOVO CORPO CARNAL, o sentido seria o mesmo que damos ao significado da palavra REENCARNAÇÃO. Algumas religiões cristãs anunciam a ressurreição dos mortos e o retorno de Jesus para separar o “joio” do “trigo”, os “bodes” das “ovelhas”, os bons dos maus, transformando a Terra em paraíso pelos “eleitos”. Parece filme de horror imaginar corpos decompostos reorganizando-se, reestruturando células e órgãos, com o aproveitamento de átomos que se dispersaram e que, no desdobrar do tempo, formaram incontáveis organismos nos reinos vegetais e animais. Ainda que isso ocorresse, por mágica divina, haveria uma multidão tão grande de ressuscitados que, literalmente, ocuparia todos os espaços, tornando impossível a vida na Terra, já que o homem surgiu há pelo menos um milhão de anos. Essas fantasias, extremamente ingênuas à luz do conhecimento atual, nasceram de interpretações equivocadas, por má fé ou descuido, de textos evangélicos. O “juízo final” é incompatível com a Justiça, pois nenhum crime, por mais tenebroso, nenhum comportamento, por mais vicioso, nenhuma existência, por mais comprometida com o mal, justifica uma destinação definitiva, um sofrimento sem fim. Não há crime que justifique um castigo eterno. Toda sentença deve ser compatível com as necessidades evolutivas de cada um. Reencarnação não é punição é oportunidade de repararmos os erros que cometemos. Deus é misericordioso, bondoso e justo, ele não castiga ninguém. Ele nos mandou as leis que devemos seguir, através de Jesus. Se nós não seguirmos direitinho estas leis, teremos que nascer de novo, quantas vezes forem necessárias, para que aprendamos a segui-las.

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Fonte: Mensagens Espíritas

O que dizer quando alguém morre: confira 6 dicas importantes | Funerária Araújo-Orsola

Por: Funerária Araújo-Orsola

Você sabe o que dizer quando alguém morre?

A perda de um ente querido é sempre um momento delicado. A presença e o apoio dos parentes e amigos em momentos como esse é fundamental para suportar a dor. No entanto, são poucas as pessoas que sabem o que dizer nessas horas, justamente pelo fato da maioria não ter muita noção de como abordar esse tema. 

Para auxiliar em uma situação como esta e para que seja possível conseguir ajudar verdadeiramente os enlutados, seguem algumas orientações a respeito.

O poder da empatia na hora de ajudar os enlutados

Alguém muito sábio já disse “o lugar mais complicado do mundo para se estar é o ‘lugar do outro’”. Este é precisamente o conceito de empatia. Um sentimento tão nobre quanto necessário, que nos permite tentar entender a dor do outro, ainda que não a sintamos. A empatia é uma excelente maneira de descobrir as melhores formas de agir.

Cada ser humano reage ao luto à sua própria maneira e, muitas vezes, oferecer conforto, carinho e compreensão costuma ser a melhor forma de apoio a um enlutado.

Mesmo o silêncio tem seu valor nesses momentos: pode ser que um abraço terno e uma oferta de ajuda ou disponibilidade funcione muito melhor que inúmeras palavras.

Assim, se surgirem dúvidas sobre como agir ou o que dizer quando alguém morre, pratique a empatia. Você descobrirá uma maneira adequada de ajudar.

6 dicas importantes sobre o que dizer quando alguém morre

Comunicar-se de forma adequada é importante para que a ajuda que se oferece seja eficaz. Confira, a seguir, algumas dicas de frases e orientações de como se expressar em momentos assim.

“Se precisar, estou aqui”

Esta frase representa, ao mesmo tempo, disponibilidade e liberdade. Deixa claro que você respeita o processo de luto pelo qual a pessoa passa, sabe que ela tem o tempo dela e que pode precisar de espaço para refletir, ao mesmo tempo que se dispõe a estar perto o suficiente, para o caso de ela sentir que precisa de ajuda.

“Não tem problema chorar”

Em momentos de luto, é comum sentir necessidade de extravasar a dor de alguma forma. No entanto, embora haja essa necessidade, nem todo mundo consegue se expressar com a naturalidade que gostaria.

Por vezes, é necessário que alguém verbalize nitidamente que não há problema algum em chorar, por exemplo, para que a pessoa finalmente consiga expor seus sentimentos. É quase como uma permissão para desabafar, uma forma de dizer que ela não será julgada ou vista como “mais fraca” por isso.

“Não tenho ideia da dor que você está sentindo”

Algumas pessoas infelizmente se confundem um pouco, e acabam errando na aplicação do conceito de empatia. Compartilhar experiências pessoais pode não ser o mais adequado, afinal, a pessoa enlutada já tem a própria dor, e outras pessoas relatando seus próprios sofrimentos torna tudo ainda mais difícil. 

Por mais que se acredite compreender a dor do outro, é sempre bom lembrar que somos seres individuais, diferentes, e reagimos de forma peculiar. Assim, a melhor abordagem ainda é a que envolve humildade, respeito às crenças e ao tempo de cada um, deixando a pessoa livre para enfrentar o luto, fazendo-a sentir que tem apoio para suportar essa dor e expressar-se como achar melhor.

“Como você está lidando com a dor?”

Há ainda a possibilidade de que a pessoa esteja em um momento de evitar encarar a situação, uma espécie de fuga pessoal do luto. Neste caso, mais uma vez a empatia é indispensável.

Pergunte à pessoa – literalmente – como ela está lidando com a dor. Permita que ela entenda que ela vai precisar entrar no processo de luto para poder superar toda essa situação, e deixe claro que ela pode contar com você para isso.

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O luto não acaba após o velório.

E essa dica será bastante útil para a retomada da vida cotidiana, pois ainda que se passe algum tempo, a vida do enlutado ficou com um espaço vazio: os locais que frequentava, os aniversários, as menores tarefas serão muito difíceis sem a pessoa querida que se foi, especialmente quando se trata de entes mais próximos ou de convivência diária, como pais, filhos ou cônjuge.

Nessas situações, caso haja proximidade física, a dica é continuar oferecendo ajuda, mas agora de forma mais prática.

Boas opções de coisas a se fazer pelo enlutado são: ir ao mercado fazer a compra semanal (pois o luto traz a tendência de esquecer ou deixar de lado tarefas básicas), ajudar com a limpeza da casa ou mesmo tentar tirar a pessoa de sua rotina de dor, levando-a a algum lugar diferente dos que ela (ou o falecido) costumava frequentar.

“Eu sei que você vai seguir com a sua vida quando estiver preparado”

A readaptação da vida após o luto pode não ser das mais fáceis, e dificilmente se consegue pensar no futuro, muito menos em superar a dor que, naquele instante, parece intransponível. Essa recuperação se dará com o tempo, e de forma totalmente particular.

Pode-se, no entanto, ajudar a pessoa a refletir que, por mais doloroso que seja, esse momento vai passar. É preciso esclarecer que ela continua viva, e que não demonstrará menos amor a esse ente querido, nem será uma pessoa ruim se resolver seguir sua vida, quando sentir que está pronta para tanto.

O que não fazer ou dizer nesses momentos

Mais importante do que saber o que dizer quando alguém morre, é ter noção de como não se expressar nessas horas. O pesar sentido pode ser aumentado ou aliviado, a depender do que se ouve de pessoas próximas, ou da forma como se comportam em relação ao enlutado.

Algumas atitudes que devem ser evitadas:

Não se manifestar, ficando em silêncio ou afastado

Isso pode demonstrar que você não se importa com a dor do outro.

Dizer que o enlutado “está lidando muito bem” com o luto

Pode ser que a pessoa apenas esteja ocultando a própria dor, e não necessariamente que a tenha superado.

Afirmar que o falecido “iria preferir que fosse assim”

Depois que alguém falece, é impossível tentar presumir o que ele desejaria que ocorresse. Pode causar discussões (completamente evitáveis) com a pessoa que já está sofrendo o suficiente pelo luto.

Usar a famosa frase de que “todos passam por isso em algum momento”

Pode até ser verdade, mas essa atitude pode denotar menosprezo pela dor alheia.

Perguntar “como você está?” ou “tudo bem?”

Perguntas como essas são desnecessárias. É óbvio que o enlutado não se sente bem, e pode acabar mentindo para não parecer descortês, ou mesmo para não ficar em uma situação desconfortável.

Expressar-se com “meus sentimentos” ou “meus pêsames”

Clichês assim se tornaram vazios de significado com o tempo. Ao invés disso tente ser solidário e busque uma maneira gentil de expressar seu pesar.

Solidariedade e empatia sempre são as melhores atitudes quando se tem por perto alguém enlutado. Tentar compreender e respeitar a dor do outro é o mais importante. O apoio de amigos em momentos difíceis faz perceber com quem se pode contar de verdade.

Você tem alguma dica sobre o que dizer quando alguém morre? Deixe seu comentário. Você poderá ajudar outras pessoas.

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