Como Saber Quem São Os Meus Guias Espirituais?

Juliana Bezerra

Professora de História

  • A Umbanda é uma religião monoteísta e afro-brasileira, surgida em 1908, fundada por Zélio Fernandino de Moraes.
  • Baseia-se em três 3 conceitos fundamentais: Luz, Caridade e Amor.
  • A palavra “umbanda” pertence ao vocabulário quimbundo, de Angola, e quer dizer “arte de curar”.

Origem da Umbanda

A umbanda é uma religião surgida nos subúrbios do Rio de Janeiro.

Em 15 de novembro de 1908, Zélio Fernandino de Moraes, nascido em São Gonçalo/RJ, teria incorporado o Caboclo das Sete Encruzilhadas. Este espírito o teria ajudado a criar a religião de Umbanda.

Rapidamente, ela se espalhou por todo Brasil e outros países da América Latina.

Suas crenças misturam elementos do candomblé, do espiritismo e do catolicismo. Por isso, para muitos estudiosos, a Umbanda seria uma espécie de candomblé sem sacrifícios de animais, algo que seria mais aceito pela população branca e urbana da época.

Ainda pegou conceitos do kardecismo, que estava chegando ao país, como o de “evolução” e “reencarnação”.

Também tem Jesus como referência espiritual e é possível encontrar sua imagem em lugar destacado nos altares das casas ou de terreiros de umbanda.

Local de Culto da Umbanda

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Celebração de Umbanda realizada na beira de uma lagoa

O local para a realização das cerimônias da umbanda chama-se Casa, Terreiro ou Barracão. Igualmente, são feitas várias celebrações ao ar livre, junto à natureza, em rios, cachoeiras ou na praia.

Essas cerimônias são presididas por um “pai” ou “mãe”, um sacerdote que dirige os ritos e comanda a casa. Também é responsável por ensinar a doutrina e os segredos da umbanda aos seus discípulos.

Cerimônias da Umbanda

Nestes locais realizam-se sessões de “passe”, no qual a entidade reorganiza o “campo energético astral” da pessoa.

Igualmente são feitas sessões de “descarrego”, quando é captada a energia negativa da pessoa e transferida para os fundamentos do templo. Note que não é permitido qualquer tipo de remuneração por esses trabalhos espirituais.

As vestes mais usadas nestas cerimônias são de cor branca porque é a cor neutra que agrada todos os orixás e guias.

Na Umbanda não se pratica o sacrifício de animais e se celebra rituais de batizado, consagração e casamento.

Pontos de Umbanda

Os pontos de umbanda são cantigas para louvar, chamar e se despedir do orixá e as linhas de entidades.

Acompanhadas por instrumentos de percussão como o atabaque é importante conhecer o ritmo de cada orixá/entidade. Este aprendizado começa na infância do iniciado. Igualmente é preciso saber uma infinidade de canções.

Os pontos de umbanda e do candomblé influenciaram diretamente a música popular brasileira.

Hino da Umbanda

  1. Apesar da Umbanda variar de acordo com cada região do Brasil e de cada casa/terreiro, ao menos uma canção é muito popular: o Hino da Umbanda.
  2. Composta por José Manoel Alves (letra) e Dalmo da Trindade Reis (música) foi oficializada como hino em 1961.

  3. Refletiu a Luz Divina
    Com todo seu esplendor
    É do reino de Oxalá
    Onde há paz e amor
    Luz que refletiu na terra
    Luz que refletiu no mar
    Luz que veio de Aruanda
  4. Para tudo iluminar
  5. A Umbanda é paz e amor
    É um mundo cheio de Luz
    É a força que nos dá vida
  6. É a grandeza que nos conduz
  7. Avantes, filhos de fé
    Como a nossa lei não há
    Levando ao mundo inteiro
  8. A bandeira de Oxalá
  9. Levando ao mundo inteiro
    A bandeira de Oxalá

Símbolos da Umbanda

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Símbolos de Exu, o mensageiro entre o mundo terreno e espiritual

Antes de iniciar as cerimônias na Umbanda é comum uma pessoa iniciada riscar o chão com símbolos diversos: estrelas, cruzes, tridentes, traços retos ou curvos, etc.

Estes podem variar de acordo com a casa de Umbanda, mas o sentido é o mesmo. Ou seja, chamar as entidades que vão ser trabalhadas, garantir a chegada dos guias a serem incorporados, homenagear os orixás, trazer bons fluidos e energias aos participantes.

É preciso observar que estes traços são apenas alguns dos muitos símbolos que existem na Umbanda.

Crenças da Umbanda

A umbanda é um religião monoteísta, onde existe o conceito de um Deus supremo, denominado Olorum” ou “Oxalá”. Creem na imortalidade da alma, na reencarnação e nas leis kármicas.

Acreditam em orixás, personificações de elementos da natureza e de energia, e em guias espirituais, podem se incorporar durante certas cerimônias e vir a Terra para ajudar as pessoas que necessitam.

Os guias são denominados “entidades” e cada orixá possui uma linha de entidades que o auxilia.

Orixás e Entidades da Umbanda

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Os orixás encontrados na Umbanda são: Oxalá, Xangô, Iemanjá, Ogum e Oxossi, Oxum, Iansã, Omulú e Nanã.

Aqui listamos as principais entidades que se manifestam na Umbanda.

  • Caboclos: espíritos de índios que voltam ao mundo terreno para ajudar pessoas com problemas de saúde.
  • Pretos velhos: pessoas que foram trazidos da África para serem escravos no Brasil. Apesar de terem sofrido em vida, agora são espíritos ditos evoluídos que dão ótimos conselhos a quem os procuram.
  • Baianos: pessoas que viveram na Bahia e que escolheram serem guias e ajudar a quem precisa. Trabalham com emprego, saúde, força moral.
  • Marinheiros/Marujos: em algumas regiões essa linha não existe. Trabalham com limpeza psicológica, física, espiritual, e sempre falam a verdade. Estão sempre balançando por que vem do mar, tiveram uma vida sofrida, mas de muito aprendizado.
  • Erês: são os espíritos das crianças. Risonhos e adoram brincar. Consolam os aflitos, os pais e mães e, às vezes, cometem algumas travessuras.
  • Malandros: são aquelas pessoas tiveram que usar de sua esperteza para sobreviver. Um dos mais conhecidos é Zé Pelintra. Ficou órfão de pai e mãe e para sobreviver começou a realizar pequenos roubos e trapaças. Cuida das mulheres viciadas, das maltratadas, das prostitutas, esquecidas.
  • Pomba-gira: são mulheres que em vida lutaram contra a situação opressora feminina e por isso, agora ajudam àquelas que passam por problemas. Uma delas foi Maria Padilha, amante do rei Dom Pedro I de Castela (1334-1369), retratada como mulher sensual, bem-vestida e sedutora.
  • Há também outras entidades como os Boiadeiros, Ciganos, Orientais, etc.
  • Para exercer o trabalho espiritual, os responsáveis pela ligação entre o mundo espiritual e material, os médiuns, irão receber (incorporar) estas entidades e assim ajudar o consulente.
  • Deste modo, percebemos que a Umbanda alcança um equilíbrio entre o sincretismo e as religiões afro-brasileiras.

História da Umbanda

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A cantora Clara Nunes foi uma das divulgadoras da Umbanda no Brasil e no mundo

A Umbanda foi confundida durante muito tempo com a “macumba carioca” ou “Quimbanda”. Em 1905, João do Rio (1881-1921), publica suas reportagens que resultaram no livro “As Religiões do Rio” e menciona ritos onde se incorporava espíritos de caboclos e preto-velhos.

Muitos terreiros nasceram do kardecismo, tal como a “Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade”, em 1908. Mas adiante, entre os anos de 1920 e 1930, a repressão às religiões africanas levou a união de várias casas e terreiros.

Era necessário organizar e uniformizar o culto umbandista, padronizando algumas diretrizes doutrinárias para evitar perseguições. Naquela época, era usual a utilização do termo “espírita” como forma de evitar a perseguição às novas religiões afro-brasileiras.

Contudo, para legitimar-se a Umbanda buscou se “desafricanizar” e embranquecer. Para tanto, em 1939, surge a primeira Federação de Umbanda, a União Espiritista de Umbanda do Brasil (UEUB), quando a origem da Umbanda foi estabelecida no Oriente ou na África Oriental.

Por outro lado, no contexto da Ditadura Militar (1964-1985), a Umbanda irá servir como instrumento de legitimação para o projeto nacionalista. Assim, a religião ganha as manchetes de jornais e revistas.

Por fim, durante a década de 80, com a ascensão das igrejas neopentecostais, as religiões de matriz africana voltam a ser alvo de ataques por parte de alguns fiéis.

Atualmente, a Lei 11.635 de 27 de dezembro de 2007, torna esse o “Dia Nacional de Combate ao Preconceito Religioso” e passa a proteger as religiões de matrizes africanas.

Temos mais textos sobre o assunto para você:

  • Religião
  • Paganismo
  • Estado Laico

Bacharelada e Licenciada em História, pela PUC-RJ. Especialista em Relações Internacionais, pelo Unilasalle-RJ. Mestre em História da América Latina e União Europeia pela Universidade de Alcalá, Espanha.

Mentor espiritual: aprenda a identificar o seu!

A espiritualidade é um assunto que está presente na vida de todas as pessoas do mundo ─ até mesmo daquelas que se dizem descrentes de qualquer ser superior, pois, afinal, além de ser uma questão pessoal, muitas discussões sobre esse tema pairam sobre a nossa humanidade. Sabemos que existem inúmeras religiões espalhadas pela Terra, mas praticamente em todas elas existe o chamado “mentor espiritual”. Você já ouviu falar nesse ser? Hoje nós lhe explicaremos um pouquinho mais sobre ele!

Nosso mentor espiritual, conhecido também como “espírito-guia”, é basicamente uma entidade nobre e evoluída, ou uma pessoa extrafísica que já alcançou um nível de pureza muito maior do que o nosso, mas que, ao mesmo tempo, está próximo do nosso nível de evolução. De uma forma mais simples, podemos pensar nele como um anjo da guarda, por exemplo, que nos guarda, nos orienta, prepara os nossos caminhos, nos reconforta em momentos difíceis e nos promove uma perspectiva maior de espiritualidade.

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No plano espiritual, esse mentor se dispõe a auxiliar uma pessoa encarnada, e, para isso, ele é selecionado de acordo com os desafios e vivências que ela enfrentará em sua vida carnal.

Ele saberá tudo sobre sua personalidade, qualidades, defeitos e atuará diretamente sendo fonte de inspiração e proteção contra todas as questões espirituais e físicas que fizeram parte de suas vidas passadas ─ mas claro, em cada religião o mentor espiritual é tido de uma forma diferente.

Na maioria das doutrinas e religiões, Deus, Jesus Cristo e os anjos estão acima de qualquer coisa, mas há uma certa diferenciação na hora de distinguir um mentor espiritual.

Dentro do espiritismo, esse mentor pode ser um homem ou uma mulher de bem, que desencarnaram e têm contato por meio de psicografia com os seus “escolhidos” ─ sempre com o intuito de orientar aqueles que devem proteger. Já para os seguidores da Umbanda, os guias como preto-velhos ou caboclos, por exemplo, são considerados mentores espirituais.

Tudo sempre dependerá da religião e da crença de cada pessoa, mas se você quer saber agora como descobrir qual é o seu mentor, continue lendo este artigo e aprofunde-se na sua espiritualidade!

Tudo sobre mentor espiritual

Para saber quem é o seu mentor espiritual, primeiramente você precisa estar aberto a ele. Não existe uma fórmula mágica ou alguma dica que fará ele simplesmente se apresentar a você: tudo depende do seu interior!

Dentro da espiritualidade de cada ser, é preciso que uma porta seja aberta, tanto na mente quanto no coração, para que seja possível alcançar os nossos guias divinos ─ e essa busca não consiste em acabar com uma simples curiosidade ou em tirar uma dúvida, por exemplo. Para entrar em contato com o seu guia, você precisa sentir! Permita-se sentir aquele que anseia proteger a sua vida, o seu caminho. Faça meditação, disponha-se a entrar em contato com ele, mantenha-se em estado receptivo e não ponha limites no seu interior.

Vá até um local silencioso, em que você se sinta confortável. Sente-se e feche os seus olhos. Limpe o seu coração e a sua mente por alguns instantes e pense somente no divino que você anseia alcançar.

Chame por ele, fale com ele, mesmo que não consiga materializá-lo em sua mente: você não precisa ver uma forma física do seu mentor, mas sim sentir a presença dele e a paz que ele pode promover ao seu ser.

O grande segredo para saber quem é o seu guia espiritual é estar aberto à chegada dele em sua vida. É simplesmente abrir as portas e permitir que ele faça o papel que foi dado a ele neste plano!

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Como se conectar ao mentor espiritual?

A comunicação com o mentor espiritual é baseada no primeiro contato tido com ele. Ela é simples e totalmente natural! Não importa a hora do dia: vá até um local tranquilo e respire lentamente. Eleve os seus pensamentos aos céus, a Deus, ao ser superior que está acima de nós, e chame pelo seu mentor ─ sempre com o coração aberto para que ele chegue até você.

Antes de qualquer coisa, agradeça ao seu guia por todas as coisas que ele faz por você, tanto pelas que você consegue perceber, quanto pelas que você ainda não consegue ter discernimento.

Enfatize sempre a vontade que mora no seu peito de conhecê-lo profundamente, fale sobre a sua necessidade de que a ligação de vocês seja mais próxima e extremamente clara.

Se você quiser perguntar alguma coisa ao seu mentor, pergunte, mas em seguida silencie os seus pensamentos para receber a resposta.

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Atente-se sempre a uma coisa: o êxito do auxílio que um mentor espiritual pode lhe oferecer está ligado ao tanto que você se propõe a receber e ao esforço que você faz para estar em contato com ele. Tudo é uma questão de intenção!

Oração para o mentor espiritual

Confira uma breve oração para o seu mentor espiritual, independentemente de qual seja a sua religião. Estas palavras lhe ajudarão a ser mais próximo do seu guia, mas lembre-se: abra o seu coração!

  • Meu mentor e guia espiritual, que está sempre com os olhos atentos aos meus passos e aos meus sentimentos, venho hoje chamar pela sua presença e pelo seu olhar à minha vida.
  • Sou grato pela sua proteção, por estar comigo sempre e por indicar os melhores caminhos aos meus pés.
  • Agradeço as misericórdias de Deus e peço que não me deixes sozinho.
  • Ajuda-me a ser melhor, ilumina o meu espírito, afasta-me dos males que desejam me atingir, me oriente e me inspire em todas as áreas da minha vida.
  • Fortaleça a minha ligação com Deus, me ajude a permanecer firme e fiel diante de todos os obstáculos, me ajude a crescer espiritualmente.
  • Me guie sempre para que eu seja uma pessoa boa, que da minha boca saiam palavras de vida e que eu não julgue ou fira outro ser.
  • Encha o meu corpo, a minha mente e o meu espírito com amor, para que eu seja um ser melhor e possa fazer um mundo melhor.
  • Esteja sempre comigo, agora e para sempre.
  • Amém!

Qual a diferença entre mentor espiritual e anjo da guarda?

É normal confundir o mentor espiritual com o anjo da guarda, mas, na verdade, há uma diferença entre eles: mentor espiritual é um espírito evoluído, muito mais do que nós, mesmo ainda em suas imperfeições, ele já conseguiu atingir um nível de pureza que nós ainda não conseguimos. Já o anjo da guarda é tido como um espírito divino e protetor que faz parte de um plano espiritual extremamente elevado e puro.

Agora que você já sabe tudo sobre mentores espirituais, você pode entrar em contato com o seu! Reflita sobre a sua vida espiritual e abra-se para o divino que está sempre protegendo você e cuidando dos seus passos! Cuidar da espiritualidade e aproximar-se do seu guia nada mais é do que escolher o melhor para a sua vida!

Existem diversos autores e pensadores que podem te ajudar na busca pelo autoconhecimento e espiritualidade, selecionamos alguns deles para você no link abaixo!

Como saber qual Orixás pertenço? – A verdade sobre qual o seu Orixá de cabeça

Como Saber Quem São Os Meus Guias Espirituais?

Há diversos conceitos e estudos necessários para poder afirmar a alguém qual seu Orixá de cabeça, ou de que Orixá ele é filho. Muitos lugares prometem dizer por uma consulta, através da data de nascimento, signo, numerologia, qual o seu Orixá, mas saiba que isso é impossível e explicaremos o porquê.

Os Orixás são representações das forças da natureza, nós temos o costume de humanizá-los, os imaginando como pessoas, mas tanto essa visão quanto a crença de que é simples identificar quais desses seres poderosos nos regem é algo muito superficial e infundado segundo as religiões que os cultuam.

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O intuito desse artigo é orientá-lo com a verdade de que não há como definir uma fórmula para que você descubra seu Orixá. E assim, guiar os seus pensamentos para a compreensão dessas religiões brasileiras de raízes afro, que são a Umbanda e o Candomblé.

O conceito dos Orixás

Orixás são Deuses representantes das forças naturais que regem todas as energias do Universo. Assim como os Santos, ou os Deuses de outra religiões, eles protegem, punem e guiam toda a vida na Terra.

O que muitas pessoas não sabem, é que as religiões de cultura afro-brasileira são monoteístas.

Um bom exemplo é se compararmos essas religiões ao catolicismo por exemplo: há um Deus, o qual por meio de seu amor procura estabelecer a harmonia entre os homens, e para isso nos enviam os Anjos e os Santos.

Da mesma forma se baseia as religiões provindas da essência da cultura africana, onde os Orixás são como os Anjos que existem para nos orientar.

Esse Deus maior é chamado Olorum, que enviou os seu filhos para nos guiar. Por sua vez, o seu filho mais antigo e o que devotou o seu amor à humanidade é Oxalá, desta forma ele recebe o seu sincretismo como Jesus. Todas essas representações dos Deuses do Panteão da África, compõem desde a criação às características principais do homem.

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Descobrir Orixá de cabeça pela data de nascimento

Levando o conceito para o lado da religião isso não é possível. Quem procura por Orixa de cabeça pela data de nascimento Umbanda ou Candomblé, encontrará somente dados de Astrologia misturados a energia dos Orixás, porém para encontrar realmente qual o Orixá te representa há todo um caminho a ser estudado e aprofundado na cultura.

Portanto, há muito mais a ser trilhado por quem procura assuntos como: “como saber meu Santo de cabeça ?”.

Brasileiras, mas coração africano

A Umbanda e o Candomblé possuem suas raízes nas crenças africanas, porém são de formações diferentes. Ambas possuem diversas vertentes que ganham formas e cultos diferentes dependendo da região onde foram estabelecidas, porém podemos destacar:

Candomblé

Esta é a religião de matriz africana mais conhecida no mundo, apesar de provir do animismo africano (onde seres não humanos possuem o conceito espiritual), ela se difere em vários pontos, e isso não é somente de país para país, mas também há pontos distintos dentro do mesmo estado por exemplo.

A explicação é bem simples e fácil de compreender.

Os povos que cultuavam as religiões africanas foram trazidos como escravos para nosso país, (eles já vieram de diversos pontos da África) não havia como estabelecer um contato para criar padrões e conceitos únicos. Sua fé e crença era a única coisa que eles puderam carregar de suas terras, era o que os mantinham confiantes e os permitiam ainda sonhar com a liberdade.

Diversas gerações nasceram durante a escravidão e a prática de suas religiões prevaleciam, de forma tímida e escondida, pois seguir uma fé diferente da do seu “senhor” era motivo de tronco e até mesmo a morte.

Desta forma os cultos foram ganhando formatos ainda mais diferentes, mas todos com a mesma essência do poder dos Orixás.

Portanto, Candomblé não é uma religião criada no Brasil, mas também não segue à risca a sua prática idêntica à sua origem africana.

Umbanda

A Umbanda é uma religião que surgiu no Brasil em 1908, ela mistura diversas tradições e crenças religiosas, com destaque às raízes afro, indígenas e a filosofia espírita. Apesar de lembrar bastante ao Candomblé, ao entendermos melhor seu conceito, poderemos observar as grandes diferenças.

As principais divindades são sim os Orixás, mas aqui há um culto maior à Santíssima Trindade em sua forma sincretizada, além da presença dos espíritos de caboclos, pretos velhos, pomba giras e ciganos como guias, que são por sua vez a representação de uma figura urbana excluída, mas que ao desencarnar aceitam a missão de orientar aos que os procuram.

A maior curiosidade sobre essa religião, é que ela surgiu durante uma reunião espírita e foi instituída por um caboclo que se apresentou no corpo de Zélio, um rapaz enfermo que encontrou a cura com a ajuda espiritual.

Filhos e filhas de Orixás – Como saber Orixa de cabeça

Aqui está um dos pontos mais interessantes e que mais desperta curiosidade das pessoas que buscam conhecer um pouco sobre ambas religiões.

Quem tem conhecimento básico sobre as religiões de origem afro, já se perguntou: “Qual Orixá que me protege“, “Como saber de que Santo sou filho ?” ou “Qual o meu Orixá ?”. A resposta não é tão simples de conseguir devido a diversos motivos.

Quando vemos análises de signos, datas e numerologia que te apontam como filhos de um Orixá, na verdade eles podem até puxar por peculiaridades que remetem aos aspectos desses seres de luz, porém a precisão sobre qual o que rege de verdade a sua vida é impossível de determinar com dados tão superficiais.

As pessoas praticantes de uma dessas tradicionais religiões, podem encontrar em você pontos que lembram um tipo de Orixá, (água ou fogo por exemplo) e até sentirem uma energia mais propensa a algum deles, mas nunca eles darão certeza com dados somente de convivência, conversas nem em um jogo de Búzios por meio de uma consulta convencional.

Alguns apontamentos relevantes

Qualquer Orixá pode nos auxiliar, não necessariamente só o de cabeça, mas carregamos em nós traços marcantes dos que estão presente em nossa linha de frente. Em algumas tradições (não são todas), não é somente 1 Orixá que é o principal em nossa vida, quando falamos de auxílio direto, na maioria das religiões afro-brasileiras são 3 os principais responsáveis por uma pessoa:

  • O Orixá de frente: esse é o mais conhecido dentre todos, é o que muitos entendem como o Orixá de cabeça e do qual nos denominamos como filhos;
  • O Orixá Juntó: esse segundo Orixá auxilia a mantermos nosso equilíbrio, nos levando sempre ao melhor caminho;
  • O Orixá Ancestral: ele é um Orixá fixo, que não se modifica em nenhuma de nossas vidas.

Descobrindo o Orixá de cabeça na Umbanda – Qual meu Orixá protetor

Se te interessa como saber quem é seu Orixá de cabeça na Umbanda, é necessário mergulhar na religião.

Um Pai ou Mãe de Santo podem observar qual é a presença energética mais forte em uma pessoa, mas somente o autoconhecimento e o fortalecimento da espiritualidade irão te mostrar com precisão qual o seu Pai ou Mãe de cabeça.

Ou seja, ninguém melhor do que você para sentir a presença da vibração que te domina e te guia, pois só olhando para o mais profundo do seu ser, você será capaz de observar o verdadeiro instinto que te impulsiona e que faz teu coração bater mais forte, sua verdadeira essência espiritual.

Descubra seu Orixá no Candomblé – Meu Orixá protetor

Assim como na Umbanda, como saber seu Santo no Candomblé, saiba que a afirmação do Orixá vem somente quando se faz a cabeça.

Claro que, a Mãe ou Pai de Santo podem através dos Búzios ver o Orixá que está à sua frente naquele momento, mas como dito anteriormente, temos diversos Orixás nos protegendo e guiando, e ao adentrar mais a religião você pode se surpreender ao descobrir que quem regia aquele seu momento não é o mesmo Orixá que é teu Pai ou tua Mãe.

  • Portanto, se você não tem o interesse de participar dessas religiões, mas possui a curiosidade de descobrir seu Orixá de cabeça, um jogo de Búzios com um Pai e Mãe de Santo de confiança poderá sim te mostrar uma possível janela do teu espírito, mas lembre-se que essa afirmação nunca poderá ser levada como a verdade absoluta, pois você pode estar sob influência de um Orixá diferente em diversos momentos da sua vida.
  • Então, se você quer saber como descobrir o seu Orixa protetor, compreenda esses princípios antes de achar que foi enganado por algum representante religioso e principalmente: não existe no mundo ninguém capaz de descobrir mais sobre sua vida e sua essência do que você mesmo, use sua fé e os Oráculos para buscar autoconhecimento e se fortaleça para poder viver o melhor que a natureza te envia!
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Qual o nome do meu guia espiritual?

Como Saber Quem São Os Meus Guias Espirituais?

  • CONTEXTO ESPÍRITA
  • Dia desses recebemos um e-mail em que a pessoa perguntava se, embora tivessem lhe informado que ele era um médium, um “bom médium”, mas que tinha medo de atuar como tal, se era possível, de alguma forma, saber o nome de seu Mentor Espiritual, assim por curiosidade mesmo…
  • A pergunta já foi devidamente respondida, mas gostaria de compartilhar alguns aspectos importantes desses questionamentos.
  • Quem são seus anjos da guarda?

Não existe “mediunidade por informação”. Mesmo que alguém tenha olhado para você e dito que você seja um médium, para comprovar é preciso analisar essas percepções com cuidado. Quanto a ser um bom médium, se a pessoa nunca atuou como tal, é impossível ser um bom médium, posto que para isso é preciso muito tempo de estudo e prática. Mas tudo bem, isto não estava na resposta porque iria soar grosseiro. Respondemos somente ao quesito da curiosidade sobre o nome do mentor.

Isto é de fato interessante porque esta questão de nome dos Espíritos serve muito mais para nós do que para Eles. De maneira geral os Espíritos Benfeitores não estão lá muito preocupados com o nomes que lhes dão, ou damos. Claro que existem diversos nomes de Espíritos conhecidos, como André Luiz, Emmanuel, Joanna de Angelis e tantos outros.

  1. Não é pelo nome assinado na mensagem que se identifica o Espírito, mas sim pelo conteúdo da mensagem, pela identificação vibracional sentida pelo próprio médium, entre outros aspectos diversos.
  2. O nome pelo qual um Espírito se identifica, muitas vezes é criado apenas para que a Eles possamos nos referir de alguma forma, mas não quer dizer que este seja o nome do Espírito de quando viveu nesta ou naquela época.
  3. Conta-se que o Espírito André Luiz, nas primeiras vezes em que se apresentou, ainda não havia se identificado.
  4. Quando foi perguntado sobre seu nome, Ele respondeu com duas perguntas feitas a dois integrantes da reunião.
  5. – Qual o meu nome? Me diga antes você o seu nome…
  6. – André – respondeu o primeiro
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– E o seu nome, filho? – dirigindo-se a outro.

  • – Meu nome é Luiz.
  • Então respondeu o Espírito:
  • – Pois bem, este é meu nome agora: André Luiz.
  • E este é o nome como conhecemos este maravilhoso Repórter do Espaço.

Sobre Emmanuel, conta-se de Ele foi alternando a forma de escrever o nome nos primeiros contatos com Chico Xavier. Sabemos que a mais recente encarnação de Emmanuel foi a do Padre Manuel da Nóbrega.

Pois bem, ele teria assinado nas primeiras vezes Ermano Manuel, depois, em outra vez alternou para “Ermanuel” como se tivesse juntado os dois nomes.

E finalmente passou assinar Emmanuel, lançando mão da forte simbologia deste nome que significa “Deus conosco”.

  • Seu anjo da guarda está perto de você?

Outro exemplo temos de quando a família de Humberto de Campos, acionou na justiça a Federação Espírita Brasileira em 1944, colocando a seguinte solicitação.

Se o livro Brasil, Coração do Mundo Pátria do Evangelho, ditado pelo Espírito de Humberto de Campos, psicografado por Chico Xavier, fosse mesmo escrito pelo citado autor espiritual, os direitos autorais teriam que ser concedidos à sua família.

Tronando curta uma história longa, A FEB ganhou a causa, mas o citado Espírito elegantemente, a partir de então passou a assinar como Irmão X.

Mas…e o nome do meu mentor?

Quer saber? Tanto faz o nome do seu Mentor. Mentor Espiritual, Guia Espiritual, Anjo da Guarda. Não faz diferença. O que importa é que Ele está aí, “ao seu lado”.

Não que ele esteja 24h a tira colo, mas falando numa linguagem atual, digamos que para você ele sempre estará “on line”.

Se você desejar, pode por conta própria dar a Ele (Ela) um nome. Mas é pela sintonia que Ele se comunicará com você e não pelo fato de você chamá-lo pelo nome “correto”.

-Mas eu não tenho mentor.

  • Eu tenho mesmo um anjo guardião?

Tem sim. Pode acreditar que tem. Deus não é “doido” de deixar as pessoas andando por aí sozinhas. O que acontece é que muitos insistem em se desviar de sua rota, indo por um caminho às vezes sombrio. E não cabe ao nosso Guia Espiritual interferir em nossos arbítrios. Nem mesmo Deus o faz.

Pela prece, pelo pensamento, pela sintonia, pela vibração, diante das aflições, medite e mentalize o seu Mentor Espiritual e pela vontade sincera, você se comunicará com ele. Possa que você não o sinta de forma ostensiva. A maioria não O sente. Mas aí está Ele, exercendo a sua função designada pelo Pai da Vida.

Kardec nos ensina:
“Seu nome pouco importa, pois bem pode dar-se que não tenha nome conhecido na Terra. Invocamo-lo, então, como nosso anjo guardião, nosso bom gênio. Podemos mesmo invocá-lo sob o nome de qualquer Espírito superior, que mais viva e particular simpatia nos inspire.” (ESE)

Descubra 4 passos para contatar o seu Guia Espiritual

Todos nós temos guias espirituais, eles são espíritos desencarnados que já passaram pela vida na terra diversas vezes. Provavelmente, são pessoas que já conhecemos em vidas passadas. Os guias são seres que por amor e livre arbítrio, escolheram nos ajudar.

Eles nos orientam nos intuindo para que lembremos de nossa proposta para essa encarnação. Qualquer indivíduo pode conversar com seu guia no plano interior, desde que a intenção seja pura. Devemos recorrer ao nosso guia sempre que nos sentirmos perdidos e precisarmos de uma orientação vinda do Alto.

Conheça neste artigo, 4 passos para contatar o seu guia espiritual.

Os 4 passos para contatar o seu guia espiritual

Entrar em contato com seu guia espiritual fará você se sentir mais conectado, intuitivo e melhor direcionado para seus propósitos.

Para realizar este contato com seu guia e ter mais clareza de que realmente se trata de um espírito elevado e de luz, você deve se fazer a seguinte pergunta: “Estou sentindo energias originárias dessa presença espiritual? ”.

Caso você se sinta bem na presença do guia, com uma energia boa de paz, amor e tranquilidade, a maior probabilidade é que seja um espírito que trabalha pela luz.

A partir destas recomendações, vamos falar sobre as técnicas que devem ser realizadas para entrar em contato com este espírito. Veja abaixo, 4 passos para contatar o seu guia espiritual de forma simples e fácil:

  • O primeiro passo é escolher um local tranquilo, onde você não será incomodado. É indicado que o contato seja feito no mesmo horário e local todos os dias. Você deve ter em mente que vai precisar treinar essa conexão. Então, através de um horário e local será mais fácil criar um ritual. Caso desejar, acenda um incenso, uma vela, um aromatizador ou o que preferir. Haja sempre de acordo com sua intuição.

  • Se sente com calma, respire profundamente várias vezes e acalme a sua mente. Não crie nenhuma expectativa, apenas siga os passos.

  • Mantendo os olhos fechados, pense primeiro em seu anjo da guarda e peça por sua proteção. É importante pedir o auxílio do seu anjo da guarda para que se aproximem apenas seus verdadeiros guias, evitando maus espíritos. Logo depois, peça mentalmente que seu anjo da guarda deixe seus guias se aproximarem e entrarem em contato com você. Esteja ciente que tudo que pedir ao seu anjo da guarda ele fará, basta ter fé. Se você não pedir, ele não vai agir.

  • O último dos 4 passos para contatar o seu guia espiritual é observar atentamente seus sentimentos. É normal sentir um calor, uma paz, sentir que alguém está ao seu lado. Entre outras sensações, você vai notar que seu guia ao se aproximar todos os dias fará sempre de uma forma específica. Ao longo do tempo, vai aprender a reconhecer esses sinais mesmo em outros momentos que não estiver concentrado nisso.

Depois de sintonizar com seu guia espiritual, você deve se comunicar mentalmente, fazer perguntas e observar o que vai te colocar intuitivamente em contato com as respostas.

Guarde as orientações que seu guia te transmitir, elas deverão ser a fonte de reflexão da sua vida. Contatar o seu guia espiritual é simples, basta treinar e você vai se surpreender com os resultados.

Esteja sempre disponível para eles, que eles ficarão disponíveis para você.

Caso não consiga o contato com seu guia após algumas tentativas, encerre a experiência por um tempo e tente novamente depois. Não insista muito na técnica. Deixe fluir normalmente, pois o contato vai acontecer quando for a vontade de Deus.

Clique aqui: Guias espirituais: quem são estes seres?

A missão do guia espiritual

Diferente do que muitos acreditam, o guia espiritual é, na maioria das vezes, um espírito em evolução. Ou seja, possui imperfeições, porém alcançou um grau de pureza maior que seu orientando.

Por isso, é capaz de orientá-lo no caminho espiritual de sua encarnação atual.

Este fato não desmerece seu trabalho, pelo contrário, já que ele doa seu tempo livre para a própria evolução para se dedicar a outro espírito.

Nossos guias podem nos ajudar muito, estão libertos da limitação tridimensional e possuem mais discernimento e sabedoria do que nós encarnados. Cada pessoa pode ter diferentes guias para determinados fins, também é recorrente a pessoa ter um guia apenas por um período.

É comum que alguns guias decidam se aproximar da pessoa apenas na vida adulta, ou escolhem intervir quando seu orientando está fazendo algo específico. Por exemplo, um médico cirurgião pode ter alguns guias que o acompanham apenas quando ele está operando alguém no centro cirúrgico.

Essa mesma pessoa, pode ter outros guias em sua vida cotidiana com a família e os amigos.

Antes do nascimento, a maior parte das pessoas faz um plano e vem à terra com o objetivo de aprender determinadas lições, também ajudar ou cumprir requisitos específicos.

O que acontece é que quando chegamos aqui, esquecemos de tudo e a missão de nossos guias é justamente nos lembrar disso. Existem guias que escolhem ajudar com propósitos determinados.

Então, eles se aproximam das pessoas que estão pré-designadas a cumprirem certas tarefas. Quanto mais coisas a pessoa fizer na vida, mais guias terá.

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