Como Saber Quem Eram Os Meus Antepassados?

Como Saber Quem Eram Os Meus Antepassados?

É muito comum ouvir queixas de quem tem uma ascendência africana de que a pesquisa por seus antepassados é impossível. Isso pode desanimar até os mais experientes, porém é importante frisar que cada caso difere e que é sim muito possível encontrar informações de ancestrais mesmo que a história geral das origens afrodescendentes no Brasil seja marcada pelo vergonhoso período da escravidão.

Para iniciar o processo em qualquer árvore o que deve ser usado como base é a certidão de nascimento da pessoa que está se preparando para iniciar a pesquisa de seus ancestrais.

Ali se dará o início de uma jornada em busca das informações e dados das pessoas que foram as responsáveis por fornecer a vida ao pesquisador e a seus parentes próximos.

É isso que basicamente é encontrado na certidão de nascimento:

  • Nome do registrando
  • Sua data de nascimento
  • Local de nascimento
  • Nome dos pais
  • Local de nascimento dos pais
  • Idade dos pais
  • Nomes dos avós paternos e maternos

As informações podem divergir e alguns cartórios inserem mais dados que outros dependendo também da época em que o registro foi lavrado.

O registro, aquele escrito em livro que dá origem à certidão de nascimento, que é o documento timbrado impresso em uma folha, pode conter mais informações que a certidão, por isso é bom consultar o cartório, encontrar o registro em imagens disponibilizadas ou solicitar uma certidão de inteiro teor.

O registro de nascimento do pesquisador provavelmente contém todas as informações que ele já conhece, inclusive o nome e localidade dos avós, porém nem sempre é assim e muitos se beneficiam das informações vitais contidas neste documento.

De posse destas informações, iniciar uma árvore para manter tudo organizado e facilitar a visualização para saber por onde prosseguir é o próximo passo.

As informações coletadas acima implicam em 3 gerações e talvez o melhor caminho agora seja encontrar os registros de nascimento dos pais do pesquisador.

Como já foi citado, neste registro estarão mais duas gerações depois deles, completando assim 4 gerações para o pesquisador. Conseguir o registro do nascimento dos avós é o próximo passo para avançar.

As diferenças da pesquisa por antepassados afrodescendentes

A pesquisa para afrodescendentes segue o mesmo ritmo dos demais pesquisadores até certo ponto. É necessário comprometimento e muita paciência em qualquer das circunstâncias.

Cada achado representa uma oportunidade de seguir adiante, de encontrar mais ancestrais e outros parentes.

Uma árvore aberta e abrangente pode representar muito trabalho mas também significa ter a história da família preservada e fácil de ser visualizada por todos os descendentes quando compartilhada.

A busca pelos registros dos principais eventos de vida (nascimento, casamento e óbito) é fundamental, pois em cada registros haverá informações que se complementam entre si e corroboram o que já se tem. A certeza de se estar no rastreio da pessoa correta vêm da documentação que comprova os dados. Não existem dúvidas que para uma árvore bem sucedida a pesquisa destes documentos é básica.

Leia também: O que é uma árvore genealógica bem sucedida?

Há muitas formas de encontrar os registros e elas incluem pesquisas em sites com imagens de registros disponíveis e pedidos em cartórios.

Nem todos os registros são encontrados digitando o nome do antepassado em uma busca na web, afinal nem tudo está indexado e transformado em um índice pesquisável.

Pode ser necessário garimpar tais registros em páginas de acesso destas digitalizações pela cidade ou localidade, data e tipo de evento.

Quando o pesquisador não localiza o documento que busca é necessário entrar em contato diretamente no cartório e solicitar uma busca.

Alguns custos provavelmente serão incluídos nesta modalidade da pesquisa. Caso encontre o documento e deseje uma cópia os cartórios o farão com uma cobrança um pouco maior de valor.

Cada cartório tem sua tabela de valores sendo inconveniente generalizar uma cifra adequada.

Também, da mesma maneira que em qualquer pesquisa, consultar pessoas vivas é excelente para mais informações que não constam em cartórios e registros.

A história contada pelos descendentes vivos é de uma importância sem medidas pois nós podem ser desatados e conexões descobertas graças à memória deles.

Anotar ou gravar é prudente para que mais tarde ao analisar os dados já inseridos na árvore não faltem respostas para:

  • Como posso avançar mais uma geração? em que localidade devo procurar?
  • Particularidades que também fornecem pistas para prosseguir, foram abordadas na conversa? Consigo identificar?
  • Quais as profissões e ocupações destes ancestrais? Essa informação pode ajudar a buscar outros documentos quando a localização dos eventos básicos é difícil ou mesmo para complementar e ratificar as informações existentes
  • Quais foram as mudanças e migrações ou até imigrações?
  • Nas histórias que parecem irreais consigo encontrar informações para prosseguir?

As principais fontes de pesquisa são comuns para todos e são a forma de basear as informações necessárias para a construção da árvore e da história da família. Não há um caminho igual para todos devido às circunstâncias que envolvem cada família e as descobertas irão guiar para os passos seguintes.

Avançando na pesquisa por antepassados africanos

Como Saber Quem Eram Os Meus Antepassados?

A pesquisa avança e transcende o tempo. Então ela começa a ficar mais difícil. Sem motivos para desânimo, talvez uma certidão de nascimento de um dos antepassados mais distantes seja impossível encontrar, porém o óbito não apresentará muitas dificuldades para ser localizado. As informações ali contidas trarão as pistas para prosseguir na pesquisa da mesma forma.

Dependendo da época em que a pesquisa chegou, documentos civis podem não existir e a solução é partir para a pesquisa nas paróquias e cúrias. A busca pelas informações pode ser solicitada ao funcionário o que nem sempre é algo rápido. Os registros digitalizados religiosos apesar de serem de busca demorada talvez sejam a melhor forma de encontrar informações.

Ao chegar nos ancestrais que foram escravos o modo de buscar nos registros pode ser um pouco diferente. Normalmente os registros de escravos e filhos de escravos eram feitos em livros diferentes e ao solicitar a pesquisa é bom avisar isso.

As imagens disponíveis também podem trazer a informação de que tal livro de registros da fazenda tal ou de propriedade de fulano de tal e ali estarão registrados os antepassados que deverão ser buscados com bastante atenção.

Como para os escravos apenas um nome era usado e os nomes eram sempre os mesmos, a confusão de linha genealógica pode atrapalhar. Os outros dados como datas ajudarão a ter certeza.

A escravidão no Brasil foi um episódio extenso e absolutamente lamentável. A expansão portuguesa buscou na escravização de condenados africanos um mão-de-obra gratuita, mas não parou por aí. Mais e mais negros africanos foram sendo capturados e, mesmo não tendo nenhuma condenação, foram igualmente escravizados. É uma história triste que permaneceu em silêncio entre as gerações.

A captura de africanos ocorreu em grande escala e os próprios nativos organizavam essas expedições e caçavam pessoas, especialmente homens fortes, pois valiam mais dinheiro e era de gente assim que os grandes produtores brasileiros e mundiais precisavam para suas fazendas. Muitos morriam na caçada, outros na travessia do oceano, outros no Brasil pelas doenças aqui adquiridas. Poucas mulheres foram trazidas e famílias entre os escravos eram raras.

Mesmo com as mudanças sociais e a abolição da escravidão, demorou para que a liberdade do africanos sequestrados (e seus descendentes) fosse real.

A lei insistia que escravos não fossem mais a fonte de renda de ninguém mas também não dava respaldo algum e eles continuavam sendo maltratados, poucos conseguiam um emprego digno pois a maioria era rejeitada.

A vida de um afrodescendente era ruim na escravidão e não melhorou na liberdade.

Leia também: Como usar documentos históricos para fazer pesquisa genealógica e encontrar seus antepassados

A história abrange fatos regionais e isso importa muito na hora da pesquisa. Opções diferentes das tradicionais como a busca por testamento do dono da fazenda de onde os ancestrais afro descendentes vieram é fundamental para a árvore.

Saber como era o tratamento aos escravos na região de onde os antepassados residiam, amplifica as possibilidades de refazer a história, os passos e entender a cultura do ancestral.

Cada região do Brasil tem suas diferenças e ao chegar nessa época da história das gerações anteriores é fundamental conhecer detalhes que possivelmente fazem parte da história do antepassado direto.

Além da diversidade regional, ainda em uma mesma localidade foi observado que os senhores administravam e tratavam de maneira diferente suas posses. Muitos exigiam o trabalho de modo autoritário e com severas punições, tratando seus escravos de maneira cruel e distante.

Outros faziam questão de ensinar seus escravos a ler e escrever, que tivessem boas refeições e solicitavam que trabalhassem para o bom andamento dos negócios e da família. Além disso davam seu sobrenome a eles.

Muitos desses senhores imigrantes também ensinavam seu idioma nativo a fim de manter uma ótima comunicação em toda a fazenda.

Alguns fatores marcantes da história prejudicam imensamente a pesquisa.

Uma delas foi divulgada no jornal O Estado de São Paulo em 19/12/1890 onde foi publicada parte do pedido de Ruy Barbosa, ministro da Fazenda, para que todos os registros de escravos fossem queimados a fim de apagar essa parte da história “que paralisou o desenvolvimento da sociedade e infeccionou-lhe a atmosfera moral”. Nem todos os registros foram perdidos e alguns pesquisadores conseguem avançar até seu imigrante, ainda que tenha vindo capturado e maltratado.

Os registros paroquiais

A igreja contribuiu muito na preservação de registros e em ter todas as pessoas inscritas nos livros eclesiásticos. Campanhas foram abertamente declaradas para que todo africano recebesse os sagrados sacramentos do batismo ainda que já fosse adulto.

O incentivo também era para que os senhores entendessem que parte da responsabilidade deles era de educar sobre a religião e permitir que os escravos aceitassem a fé.

Muitos senhores negligenciaram tais pedidos pois não pretendiam gastar mais dinheiro com sua classe trabalhadora, desejando apenas colher seus lucros.

Depois de batizado, a pessoa tinha o direito de ter seu registro realizado também no seu óbito e casamento. Estes eventos podem ser encontrados nos livros paroquiais da região onde os ancestrais viveram.

Muitas vezes o casamento não foi registrado e filhos foram batizados apenas com o nome da mãe, como filhos naturais, pois seus pais não tinham celebrado o casamento na igreja.

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Maior incidência para os registros de óbito que de casamento, porém o pesquisador pode buscar evidências de que realmente não exista o casamento religioso antes de optar pela desistência da pesquisa. Afinal as vidas são diferentes para cada pessoa do mundo e não é possível generalizar.

Driblando a ausência de sobrenomes

Como Saber Quem Eram Os Meus Antepassados?Escravos em fazenda de café (1885)

Os africanos não tinham sobrenomes ao chegarem ao Brasil e dessa forma continuaram com seus descendentes. Com o passar do tempo e ao adquirirem vida social e pessoal a necessidade por um sobrenome fez com que essa prática se iniciasse. Muitos negros adotaram os sobrenomes de seus senhores, outros preferiram os sobrenomes religiosos, outros ainda usavam o nome de seu pai como sobrenome ou mesmo o primeiro nome de seu Senhor. Outros eram chamados pelo seu país ou região de origem.

O costume de utilizar o sobrenome como referência para a pesquisa pode não caber aqui nesse momento antigo da história, facilitando a busca pelos ancestrais do outro continente, porém após a aquisição do sobrenome é muito provável que ele tenha sido perpetuado entre as gerações, facilitando a pesquisa até o imigrante.

Fontes adicionais de pesquisa

Pesquisadores colaboram com seu conhecimento e disponibilizam sua genealogia descoberta para todos através da web. Livros e materiais de ajuda também podem ser encontrados e fornecer ideias de como obter mais dados e informações históricas. Afinal nenhuma pesquisa é igual a outra, os fatos históricos são divergentes e as pessoas são únicas.

Em seu livro Antepassados Negros – Genealogia para afro descendentes, Tiago Fappi aborda os temas aqui apresentados de forma ampla e significativa. Uma outra boa fonte de informações gerais para conhecer antes de mergulhar na pesquisa no século XIX é o livro do Vocabulário Controlado sobre escravidão, abolição e pós-abolição.

Perseverança é o ingrediente mais importante da pesquisa de antepassados

Não importa o pouco que os parentes vivos sabem a respeito da história de seus ancestrais. Há muito estigma, mágoa e vergonha e os fatos deixaram de ser passados entre as gerações.

Ainda assim através da história das comunidades e dos registros paroquiais e civis, testamentos e outros será possível reconstruir a genealogia e ao menos os eventos principais.

O pesquisador utiliza o que tem em mãos e sai em busca de mais informação, normalmente com as pistas apontadas naquilo que possui. E normalmente sempre recebe boas novas, ainda que periodicamente.

Um excelente complemento para a pesquisa e que pode revelar informações não adquiridas pela rotina tradicional e um exame de DNA. Através dele muitas vezes a origem e país dos ancestrais africanos pode ser revelada o que dá margem para continuar a pesquisa e ampliar a história familiar.

Mapeamento genético permite conhecer o passado de até 8 gerações

A proposta é curiosa. Você coleta uma pequena quantidade de saliva, envia a um laboratório pelo correio e, pouco tempo depois, recebe um mapa detalhado com os países de origem de seus ancestrais. Apelidado de teste de ancestralidade, esse exame virou febre nos Estados Unidos.

Segundo pesquisa publicada na MIT Technology Review, até o início de 2019 pelo menos 26 milhões de pessoas já haviam coletado amostras de saliva para ter um pedacinho do genoma analisado. Agora a mania vem se popularizando no Brasil também. E por uma razão principal: o preço.

Quando surgiram, em meados dos anos 80, as análises de DNA eram caríssimas.

Para fazer o mapeamento genético, o indivíduo tinha de desembolsar cerca de 10 000 dólares (algo em torno de 40 000 reais, na cotação atual).

À época, obter as informações genéticas de alguém era pouco acessível e levava meses. Mas a conclusão do sequenciamento do genoma, em 2003, e o desenvolvimento de novas tecnologias de análise mudaram esse cenário.

É nessa simplificação de processo que a investigação sobre a ancestralidade pega carona. “Hoje, você só precisa pesquisar aproximadamente 700 000 pontos do DNA, o equivalente a 0,01% do código genético da pessoa. Isso reduziu o custo da análise”, afirma Ricardo di Lazzaro Filho, médico e CEO da Genera, uma das empresas que oferecem a novidade no Brasil.

Os kits para descobrir a origem dos ancestrais são vendidos pela internet, em sites como o da Amazon e o do Mercado Livre, e trazem na embalagem as instruções de como proceder.

Ao receber o produto em casa, basta coletar a saliva com um cotonete e enviá-la ao laboratório.

“Com isso, conseguimos analisar até oito gerações, o que corresponde aos tataravós dos bisavós daquela pessoa”, diz Cesário Martins, diretor-geral do meuDNA, marca brasileira do centro de diagnósticos genéticos Mendelics.

De acordo com o executivo, as amostras são analisadas por meio de inteligência artificial e comparadas às de populações que constam nos bancos genéticos da companhia (vale lembrar que o genoma é 99,9% igual em todos os seres humanos). É o cruzamento dessas informações que permite descobrir de que locais partiram nossos familiares.

As aparências enganam

Nesse processo, como na maioria das vezes a principal referência são histórias incompletas sobre a migração de nossos antepassados, surgem surpresas. É comum pessoas que acreditavam ter sangue 100% europeu descobrirem ascendência africana. E vice-versa.

Foi o que aconteceu com Leonardo Oliveira, de 33 anos, analista de­­­ ­su­p­pl­y chain da Bayer, multinacional alemã.

Ele recebeu um convite da empresa, durante uma ação sobre cultura inclusiva, para fazer a análise de sua ancestralidade. E se surpreendeu com o resultado.

Embora tivesse a informação de que havia espanhóis em sua árvore genealógica, tanto do lado paterno quanto do materno, o profissional acreditava que sua origem fosse quase 100% africana.

Como Saber Quem Eram Os Meus Antepassados? Leonardo Oliveira, analista de supply chain da Bayer: surpresa ao descobrir a ascendência britânica | Foto: Leandro Fonseca VOCÊ S/A

“Mas o teste indicou que 43% de minha ancestralidade veio da África, 38% da Europa, mais especificamente das Ilhas Britânicas, 10% da região sul-americana e 9% da América Central”, afirma. “Esses dados pegaram a mim e a minha família de surpresa.”

Passado o espanto, Leonardo comenta que a ação da multinacional o levou a refletir sobre o preconceito que a sociedade nutre contra determinados grupos. Para ele, esse comportamento não faz sentido porque, de um jeito ou de outro, estamos todos conectados. “No fim das contas, essa experiência me trouxe o desejo de ser um agente de mudança, de trabalhar em prol da inclusão.”

Era essa, aliás, a intenção da Bayer ao aplicar os exames de ancestralidade. Doze empregados — incluindo o CEO, Marc Reichardt — participaram da ação, que integrou a Semana da Diversidade.

Na ocasião, a equipe responsável pelo projeto selecionou empregados de várias etnias e juntou todos numa sala.

“A ideia era que cada um falasse o que sabia a respeito da origem de seus antepassados”, conta Aline Cintra, diretora de gestão de talentos e de inclusão e diversidade da Bayer.

Depois disso, eles foram convidados a fazer o teste patrocinado pela empresa. A saliva foi coletada ali mesmo e, segundo Aline, o grupo ficou empolgado com a proposta. Quando os resultados saíram, os funcionários foram reunidos outra vez e descobriram que sua composição genética era mais diversa do que imaginavam.

Segundo a diretora, isso suscitou muitas reflexões. A principal delas: somos mais do que aparentamos ser. “Queríamos que os funcionários pensassem nos rótulos que põem em si mesmos e nos outros e, a partir daí, quebrassem preconceitos”, diz Aline. Após a experiência, o grupo “examinado” participou de um bate-papo com outros funcionários da Bayer.

Conhece-te a ti mesmo

Desvendar a origem dos familiares ajuda a compreender melhor quem somos e o papel que desempenhamos no mundo. É isso que diz a psico­genealogia.­­ Essa disciplina, que surgiu nos anos 70, estuda como a árvore genealógica afeta e influencia nossas emoções. Exemplo: um indivíduo com compulsão alimentar que, ao investigar o problema, descobre que os ancestrais passaram fome.

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Nesse sentido, o teste de ancestralidade funciona como uma ferramenta capaz de estimular o autoconhecimento. “Quando conhecemos nossa história familiar, percebemos certas circunstâncias e temos a chance de ressignificá-las”, afirma Letícia Baccin, professora na Escola Internacional de Psicogenealogia Evolutiva.

Foi justamente para tentar construir sua árvore genealógica que Alexandre Pimentel, de 34 anos, decidiu investigar a ancestralidade dois anos atrás. Depois de ler uma reportagem sobre o assunto, ele pesquisou laboratórios que ofereciam o serviço e comprou o kit da marca israelense My Heritage.

Antes de fazer o teste, o administrador de empresas acreditava que grande parte de seu DNA fosse de origem indígena e que tivesse um tataravô africano. Segundo ele, o resultado trouxe informações inesperadas. “Só 1,6% de minha ancestralidade veio de povos indígenas da Amazônia. O restante é de origem europeia e, para minha surpresa, um pedacinho do meu DNA é judeu”, conta.

Para ele, essa informação ajuda a explicar o interesse e a admiração que sempre teve pelo judaísmo. Alexandre diz que chegou a procurar parentes no site da My Heritage (alguns laboratórios disponibilizam uma ferramenta de pesquisa de familiares), mas não quis levar a busca adiante.

Importante saber

Apesar de todo o sucesso que vem fazendo no mercado (no fim do ano passado, por exemplo, a marca de roupas Amaro lançou uma coleção chamada DNA, que reuniu peças criadas com base nas informações genéticas coletadas de 19 influenciadoras), o experimento apresenta limitações.

Segundo Tábita Hünemeier, especialista em genética humana e professora na Universidade de São Paulo (USP), a confiabilidade desses testes depende da variedade de dados utilizados pelo laboratório.

“Se o indivíduo for muito miscigenado, é preciso assegurar que no banco de comparação existam amostras de populações que fizeram parte da história dele.

No caso dos brasileiros, temos de considerar portugueses, italianos, indígenas e diversos africanos”, afirma Tábita.

Outro ponto relevante é que esses serviços não separam a origem por linhagem, ou seja, não dá para saber se determinada nacionalidade veio da mãe ou do pai, tampouco revelam a possibilidade de desenvolver doenças, como câncer ou mal de Alzheimer.

Algumas companhias até oferecem informações de saúde, mas, para ter acesso a elas, o cliente paga um valor mais alto — e, se quiser uma avaliação correta, precisa contratar um especialista para traduzir os dados e evitar mal-entendidos. “Dizer que um indivíduo tem grande probabilidade de apresentar uma doença genética ao longo de sua existência pode criar mais ansiedade do que melhorar a vida dele”, alerta Tábita.

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Por outro lado, as versões mais abrangentes mostram informações relevantes, como mutações na enzima CYP1A2, responsável pela metabolização de várias substâncias. Ao saber disso, por exemplo, o médico pode personalizar a dose de um antidepressivo, tornando o remédio mais eficaz para o paciente.

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Outra questão que permeia esses exames é o fornecimento do material genético a um laboratório desconhecido. É fundamental avaliar quais são os termos de uso e a política de privacidade adotados pela companhia que ficará com seu material.

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, no 13.709, de agosto de 2018, proíbe o uso de informações genéticas para obtenção de vantagem financeira.

“É preciso saber a condição em que o material está sendo armazenado, como será usado, quem terá acesso a ele, até quando será guardado e se será ou não compartilhado. Essas informações são disponibilizadas pelas empresas na contratação do serviço.

E é possível fazer escolhas em relação à restrição do uso e ao tempo de armazenamento”, diz Tábita, especialista da USP.

Embora as companhias garantam que os dados fornecidos pelos clientes sejam sigilosos, já houve um caso, nos Estados Unidos, em que um assassino foi preso depois de cruzarem o DNA da cena do crime com um banco de dados de uma empresa que realiza análises de ancestralidade. Ou seja, a quebra do sigilo é um risco que deve ser considerado.

Seja como for, uma coisa é certa: não vai faltar assunto no almoço de domingo para quem decidir resgatar as origens de seus ancestrais.

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COMO ENCONTRAR INFORMAÇÕES SOBRE SEUS ANTEPASSADOS

A imigração italiana ao Brasil teve seu ápice entre os anos de 1880 e 1930, fazendo com que cidadãos vindos do país da bota se espalhassem por todo nosso território nacional, principalmente nos estados do Sul e Sudeste. Como à época nem tudo era bem documentado, muito do histórico se perdeu. Nesses casos, como encontrar informações sobre seus ancestrais?

Contar com o encontrar de documentos, que muitas vezes já perderam parte de sua tinta, rasgaram-se ou nem sequer existem mais é a realidade muitos descendentes de italianos. A angústia e a procura incansável por tais documentos se deve ao fato de que estes, são indispensáveis para o processo de reconhecimento da cidadania.

Hoje, graças ao advento da internet e as novas tecnologias, podemos realizar as pesquisas genealógicas sem tanto estresse e desespero. A história de nossas famílias já pode ter sido digitalizada e estar agora acessível a todos nós na palma de nossas mãos. Veja mais sobre como traçar a genealogia de sua família de uma forma mais fácil.

A PESQUISA GENEALÓGICA NO SÉCULO 21

Conseguir a genealogia aprofundada de nossas famílias é uma tarefa, de fato, complicada. Muitos fatos podem ter acontecido no passado, como nomes que foram alterados, fugas de países ou vilarejos sem informação ao estado, ou mesmo outras questões que inviabilizam o acesso aos documentos que comprovam o herdar da cidadania.

Entretanto, existem alguns sites online que possibilitam uma pesquisa genealógica, ainda que superficial, e já dão uma certa ideia de onde sua família pode ter vindo, ou mesmo até mais detalhes:

  1. ARQUIVO NACIONAL: Se localizando no Rio de Janeiro, no portal do Arquivo Nacional, você pode encontrar dados sobre todos os imigrantes que chegaram ao Brasil entre 1875 e 1910, mais ou menos na mesma época que a maior parte dos italianos chegaram às nossas terras. O fornecimento dos dados é completamente gratuito e só é necessário pagar se encontrar algum documento desejado e quiser uma cópia autenticada;
  2. MUSEU DA IMIGRAÇÃO: Este, ficando em São Paulo, guarda documentos de vários imigrantes que chegaram em nosso país entre o século 19 e o século 20, sendo útil na investigação de diversos casos de cidadania italiana;
  3. FAMILY SEARCH: Sendo uma organização operada pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos últimos dias (mórmons), o site permite que encontrem-se documentos de imigrantes dos anos 1902 até 1980;
  4. GENEANET: Um site que pode te ajudar também é o Geneanet, que é uma comunidade com mais de 3 milhões de membros, e mais de 6 bilhões de pessoas em árvores genealógicas cadastradas. Hoje no mundo existem 7 bilhões de pessoas, é quase como ter informações sobre mais de 85% da população em um site ao alcance de suas mãos!

Ainda que os sites acima listados possam ajudar um pouco no processo, a genealogia vai muito além dos nomes que colocamos em nossa árvore. Procure estudar os acontecimentos da história que ajudaram a moldar a vida dos mesmos, averiguar onde viveram, e aproveitar tudo isso para viajar em sua pesquisa.

Uma forma interessante de começar isso é conversando com seus ancestrais mais velhos que ainda estejam vivos, como seus avós e possivelmente bisavós. Esses podem ser os portais de conhecimento mais confiáveis de todos, e podem realmente te dar direcionamentos mais claros de como fazer a pesquisa das raízes de sua família!

Outra dica bem importante é: não tente pular direto à parte da pesquisa na Itália! É geralmente impossível fazer a pesquisa na Itália sem ter uma forte base dos descendentes aqui no Brasil. Se fizer isso, dificilmente saberá qual vila ou região do velho continente seu antepassado veio, pondo em cheque toda sua pesquisa, investimento e esforço.

CONFIE SEU PROCESSO AOS PROFISSIONAIS!

  • Como deu para notar, nem todo meio de pesquisa promete 100% de efetividade, e isso pode levar a uma série de frustrações ou mesmo becos sem saída na sua pesquisa genealógica.
  • Se você deseja fazer a pesquisa genealógica de sua família, quer seja para descobrir suas raízes, ou mesmo, possivelmente, iniciar um processo de reconhecimento de cidadania italiana, confie seu pedido a profissionais e aproveite tão somente o resultado da pesquisa!
  • Fale conosco da Cidadania4u e conquiste sua tão sonhada cidadania lado a lado com profissionais que conhecem dos pormenores da pesquisa genealógica, e que podem te ajudar com transparência e eficiência nessa jornada de autodescoberta!

Nossos especialistas estão esperando seu e-mail no [email protected] ????

Nos falamos em breve! (:

Museu da Imigração tem nova ferramenta para pesquisa sobre antepassados | Governo do Estado de São Paulo

A pesquisa por registros de antepassados contará com mais informações no Museu da Imigração, na capital paulista, graças a uma parceria entre a instituição e o FamilySearch, maior organização genealógica do mundo. Os visitantes que forem ao museu poderão acessar gratuitamente boa parte das digitalizações de documentos restritos do site da organização.

O Centro de Preservação, Pesquisa e Referência (CPPR) do Museu da Imigração tornou-se a primeira biblioteca afiliada da FamilySearch no Brasil, proporcionando um acesso privilegiado a conteúdos restritos desse banco de dados, que conta com mais de quatro bilhões de nomes.

Além de contar com o auxílio de pesquisadores para a busca nas mais de 250 mil imagens digitalizadas no Acervo Digital sobre a imigração no Estado de São Paulo e no Brasil, o público tem dois computadores à disposição para procurar, de maneira autônoma, os registros nesse banco de dados internacional.

“A parceria com o FamilySearch é um grande passo para ampliarmos a atuação do nosso Centro de Preservação, Pesquisa e Referência, que vem desenvolvendo também importantes projetos de formação.

Agrega imensamente na experiência de pesquisadores e do público acadêmico, além de ser mais um caminho para aqueles que procuram a instituição com o objetivo de construir sua árvore genealógica e conhecer mais sobre a história da família”, afirma a diretora executiva do Museu, Alessandra Almeida.

Os equipamentos podem ser utilizados durante o horário de funcionamento do Centro de Preservação: de terça a sábado, das 10h às 16h (exceto feriados).

Em caso de fila de espera, será aplicada uma restrição de tempo de uso para que todos os presentes possam buscar informações.

Para dúvidas em relação à pesquisa, os interessados podem entrar em contato por meio do e-mail [email protected]

Com base na crença de que todos os membros da família têm um elo duradouro que une as gerações, a FamilySearch, fundada em 1894, realiza contatos com hospitais, cartórios, paróquias e arquivos históricos de diversos países e continentes com objetivo de digitalizar e disponibilizar, sem custo, uma vasta documentação. Algumas dessas instituições exigem que os materiais não sejam consultados de forma domiciliar, tornando necessário que os interessados procurem um Centro de História da Família – são mais de 4.000 unidades no mundo todo.

Site do Arquivo Nacional encontra informações sobre seu sobrenome

No tutorial a seguir, confira como usar o SIAN (Sistema de Informações do Arquivo Nacional), a base de dados Entrada de Estrangeiros no Brasil do Porto do Rio de Janeiro, o Arquivo Público de São Paulo e o site Movimentação de Portugueses no Brasil para realizar buscas por documentos e registros de imigrantes.

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Site do Arquivo Nacional encontra informações sobre seu sobrenome — Foto: Luciana Maline/TechTudo

Site do Arquivo Nacional encontra informações sobre seu sobrenome — Foto: Luciana Maline/TechTudo

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Passo 1. Acesse o site do SIAN (sian.an.gov.br) e clique em “Criar cadastro”;

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Faça cadastro no SIAN — Foto: Reprodução/Helito Beggiora

Faça cadastro no SIAN — Foto: Reprodução/Helito Beggiora

Passo 2. Após se cadastrar e fazer login na sua conta, vá em “Fundos/Coleções” e clique em “Pesquisa Livre”;

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Realizando busca no banco de dados — Foto: Reprodução/Helito Beggiora

Realizando busca no banco de dados — Foto: Reprodução/Helito Beggiora

Passo 3. Por fim, pesquise pelo sobrenome pelo qual você está procurando. Os documentos encontrados serão exibidos em tópicos. Clique sobre um resultado para abrir o documento.

Leia também:  Como Ajudar Alguem Que Não Quer Ser Ajudado?

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Resultados da pesquisa no SIAN — Foto: Reprodução/Helito Beggiora

Resultados da pesquisa no SIAN — Foto: Reprodução/Helito Beggiora

Passo 1. Acesse o site Entrada de Estrangeiros no Brasil – Porto do Rio de Janeiro (bases.an.gov.br/rvbndes/Menu_Externo) e clique em “Consulta”. Entre com o sobrenome pelo qual você está procurando;

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Realizando busca no banco de dados do porto do RJ — Foto: Reprodução/Helito Beggiora

Realizando busca no banco de dados do porto do RJ — Foto: Reprodução/Helito Beggiora

Passo 2. Os resultados da busca serão exibidos em páginas independentes. Use os botões de navegação, na parte superior da tela, para alternar entre os registros encontrados.

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Resultados da pesquisa — Foto: Reprodução/Helito Beggiora

Resultados da pesquisa — Foto: Reprodução/Helito Beggiora

Arquivo Público de São Paulo

Passo 1. Acesse o site do Arquivo Público de São Paulo (arquivoestado.sp.gov.br/site) e clique em “Repositório Digital”;

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Acesse o repositório do Arquivo Público de SP — Foto: Reprodução/Helito Beggiora

Acesse o repositório do Arquivo Público de SP — Foto: Reprodução/Helito Beggiora

Passo 2. Em seguida, clique em “Acervo Textual” e abra “Listas de Bordo”;

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Abra a busca por lista de bordo de imigrantes — Foto: Reprodução/Helito Beggiora

Abra a busca por lista de bordo de imigrantes — Foto: Reprodução/Helito Beggiora

Passo 3. Escolha o navio (vapor), nacionalidade ou ano de imigração da pessoa que você está procurando e clique em “Buscar”;

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Pesquise pelo navio, nacionalidade ou ano de chegada — Foto: Reprodução/Helito Beggiora

Pesquise pelo navio, nacionalidade ou ano de chegada — Foto: Reprodução/Helito Beggiora

Passo 4. Você precisará fazer um rápido cadastro, que é gratuito. Para isso, clique em “Cadastrar-se” e entre com os seus dados pessoais, e-mail e senha;

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Faça cadastro no site para usar a busca — Foto: Reprodução/Helito Beggiora

Faça cadastro no site para usar a busca — Foto: Reprodução/Helito Beggiora

Passo 5. Após se cadastrar e fazer login, os resultados serão exibidos em forma de lista. Clique em “Visualizar” para acessar o documento original.

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Clique sobre o botão indicado para abrir o arquivo — Foto: Reprodução/Helito Beggiora

Clique sobre o botão indicado para abrir o arquivo — Foto: Reprodução/Helito Beggiora

Movimentação de Portugueses no Brasil

Passo 1. Acesse o site de Movimentação de Portugueses no Brasil (http://www.an.gov.br/baseluso/menu/menu.php) e clique em “Consulta”. Entre com o sobrenome pelo qual você está procurando e clique sobre o ícone da lupa;

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Pesquisando sobrenome no banco de dados sobre portugueses — Foto: Reprodução/Helito Beggiora

Pesquisando sobrenome no banco de dados sobre portugueses — Foto: Reprodução/Helito Beggiora

Passo 2. Os registros encontrados serão listados na tela. As informações sobre as pessoas encontradas são exibidas nas colunas à direita. Infelizmente não é possível acessar o documento original em que os constam os dados.

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Resultados da busca — Foto: Reprodução/Helito Beggiora

Resultados da busca — Foto: Reprodução/Helito Beggiora

Como descobrir meus antepassados: soluções digitais

Como descobrir meus antepassados? Nós vamos ajudar. Para viver o presente e construir o futuro é essencial saber de onde viemos.

A identificação cultural é parte importante da vida humana, pois remete às nossas origens e memórias e ajuda a manter vivos aqueles que trilharam o caminho para que chegássemos até aqui.

É nesse contexto que conhecer os antepassados é tão importante e valorizado, especialmente em um momento no qual as pessoas buscam tirar suas cidadanias em países europeus e fazer valer o sangue que corre nas veias.

Como descobrir meus antepassados: porque é importante

Você provavelmente já se perguntou de onde veio determinfamilyado costume familiar, de onde foi herdado o jeito expansivo dos seus parentes ou até se olhou no espelho e pensou “por que nosso nariz é desse formato?”.

Conhecer os antepassados é, acima de tudo, uma aula de história e um meio de entender o caminho que as gerações passadas trilharam até chegar em você. É um exercício de autoconhecimento importante para reconhecer as próprias características e até traços de personalidade.

Para que serve saber como descobrir meus antepassados

Além da questão familiar e de identidade, saber como descobrir meus antepassados é importante para quem deseja tirar a cidadania de outros países por laços de sangue.
Na Europa, os países que concedem cidadania por consanguinidade para netos de migrantes são:

O que é árvore genealógica?

As partes visíveis da árvore são o tronco, a copa, as folhas e os frutos, mas para que possa crescer com força precisa preservar suas raízes intactas e com saúde.

Essa simples analogia explica o que é uma árvore genealógica, que nada mais é que uma representação dos membros da família a partir dos antepassados mais antigos de que se tem notícias e informações.

Assim, é possível conhecer melhor a história e origem da própria família e até descobrir problemas de saúde hereditários. O exercício de construir uma árvore genealógica pode também conectar parentes distantes ou que nem sabiam da existência um do outro.

Como fazer uma árvore genealógica

  • Antes de começar a construir a árvore genealógica e saber como descobrir meus antepassados, é preciso definir três pontos importantes:
  • Objetivo: se a ideia é construir uma árvore para tirar a cidadania italiana, por exemplo, será preciso levantar algumas informações específicas – diferente da ideia de montar uma árvore apenas para conhecer melhor a história da família. O ponto de partida é saber para que a pesquisa vai servir;
  • Linhagem: você vai trabalhar a linhagem materna ou paterna? É bom começar com uma só para que a árvore não fique tão grande e você não tenha tanto trabalho, até porque é muito comum que as origem sejam diferentes e aí você terá trabalho redobrado;

Quem será incluso: quanto mais pessoas você incluir na árvore mais informações e dados terá que buscar. A maioria das árvores começa com os tataravôs, mas é bom lembrar que ela deve incluir também os tios, sobrinhos, primos e afins – o que pode dar um bocado de gente!

Onde encontrar informações

O primeiro passo é saber de onde vieram seus antepassados. No Brasil, a maioria das pessoas descende de italianos, espanhóis e portugueses por conta do período de colonização do país, e mais ao sul é comum encontrar descendentes de alemães e holandeses.

Um bom ponto de partida é conversar com os membros mais velhos da família e questionar a origem dos seus, além de pesquisar de onde vem o sobrenome da família.
Por exemplo, o sobrenome Garcia é muito comum por aqui e tem origem portuguesa. Sabendo disso fica mais fácil buscar registros vitais, parentes perdidos e outras informações importantes.

A partir daí, os dados podem ser buscados presencialmente, tanto com os próprios familiares quanto em cartórios, igrejas, delegacias, centros genealógicos, álbuns de fotografia, cartas, diários, cadernos de anotações e sites. Será preciso paciência, pois o processo é lento, mas vale a pena e pode até se tornar um hobby.

Sites para saber como descobrir meus antepassados

Dentre os sites utilizados para conhecer os antepassados o My Heritage é o mais popular. É possível criar uma árvore genealógica adicionando nomes, datas, fotos, documentos e demais informações familiares através de base de dados de registros internacionais.

Os registros civis datam desde 1829 enquanto os de batismo são desde 1688. Já os de casamento aparecem a partir de 1739 e os cartões de imigração a partir de 1900. O site já conta com mais de 95 milhões de usuários pelo mundo e envia alertas de conexões entra árvores familiares, registros e artigos de jornal.

Já o Family Search é gratuito, ao contrário do My Heritage, cujo acesso é grátis apenas por sete dias. Organização sem fins lucrativos, o site oferece suporte gratuito 24 horas por dia e um acervo de mais de quatro bilhões de nomes em todo o mundo. É possível indexar imagens, microfilmes e arquivos digitalizados com registros familiares para ajudar pessoas de todo o mundo a se conectar.

Saiba mais sobre cidadania espanhola para netos de espanhóis.

Registros vitais

Tendo em mãos o nome completo dos familiares e a origem do sobrenome é preciso pesquisar:

  • Certidão de nascimento com data e local
  • Certidão de casamento com data e local
  • Certidão de óbito com data e local
  • Certificado de reservista ou de dispensa do serviço militar
  • Históricos escolares
  • Passaporte e certificado de imigração

Quais perguntas fazer

Além das perguntas básicas – que incluem “de qual país nossa família veio?”, “quando e onde você nasceu?” e “por que o vovô saiu do país e veio para cá?” – algumas perguntas simples ajudam a construir a árvore genealógica e conhecer os antepassados.

  • Você tem o mesmo nome de outra pessoa da família?
  • Onde você foi batizado?
  • Você tinha um apelido? Ainda tem?
  • Qual era sua religião? E dos seus pais?
  • Você morou em quais cidades? E os bairros?
  • Qual a sua memória mais antiga?
  • Quais histórias de família seus pais e avós contavam?
  • Onde você estudou?
  • Qual o nome completo dos seus irmãos?
  • Como chamava seu primeiro namorado? Como você o conheceu?
  • Com quantos anos você se casou?
  • Em qual igreja você se casou?
  • Quem foi no seu casamento?
  • Você ganhou algum prêmio durante sua vida?
  • No que você se formou?
  • Por que escolheu essa profissão?
  • Qual e onde foi seu primeiro emprego?
  • Você fez serviço militar?
  • Quantos anos você foi casado?
  • Você já se divorciou? E casou novamente?
  • Se seu conjugue já faleceu, onde e quando foi?
  • Quantos filhos você tem?
  • Como escolheu os nomes dos seus filhos?
  • O que mudaria na educação dos seus filhos?
  • Que conselhos você daria sobre criação de filhos?
  • Quando e onde seus pais morreram?
  • Qual conselho dos seus pais você carrega para a vida?
  • Você já sofreu um acidente?
  • Você tem algum problema de saúde genético?

Depois é só começar a montar o puzzle com a ajuda das ferramentas digitais! Descubra ainda se tem antepassados italianos.

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