Como Saber Quem É O Contabilista De Uma Empresa?

publicado por Terra Empresas

Como Saber Quem É O Contabilista De Uma Empresa?

Cá entre nós, ser dono do próprio negócio não é uma missão fácil. O milagre da multiplicação precisa acontecer todos os dias e não estamos falando de pão e vinho, mas sim de tempo que parece faltar para cumprir tantas tarefas.

Entre as responsabilidades cotidianas do empreendedor, a contabilidade aparece como uma peça importante para manter o negócio funcionando. Mas qual é exatamente seu papel e como fazer a contabilidade de uma empresa da melhor forma possível sem ficar perdido em meio a tantos conceitos e siglas?

Pode apostar, você não está sozinho nesses questionamentos! Muitos pequenos empreendedores têm essas dúvidas e é por isso que criamos esse texto. Aqui você vai encontrar as respostas e descobrir que pode ser bem mais simples do que imagina. Boa leitura!

O que faz a contabilidade de uma empresa?

Antes de mais nada, você precisa saber que toda empresa deve cuidar da sua contabilidade e que ela é obrigatória. Não se trata de algo opcional, uma vez que os documentos gerados pela área são exigidos por lei para verificar regularmente se a empresa está em dia e pagando os devidos impostos.

Por isso, contar com um serviço de qualidade é essencial. Ele precisa simplificar sua vida e não o contrário.

Essa é apenas a ponta do iceberg, pois fazer a contabilidade de empresas pequenas não precisa se limitar à parte técnica. Ela pode ir muito além, ajudando, inclusive, na parte estratégica. Confira as principais atribuições de um contador:

  • orientação e escolha do regime tributário mais adequado para a empresa (o que pode levar a uma redução da carga tributária e aumento do lucro);
  • elaboração e envio de documentos legais como balanço patrimonial, declarações, balancete, demonstração de resultado do exercício (DRE) etc.;
  • manutenção do registro da empresa junto aos órgãos governamentais;
  • garantia da conformidade com a legislação fiscal, trabalhista e previdenciária;
  • fornecimento de dados para previsões financeiras como o fluxo de caixa (forma de prever como ficará o saldo final da empresa nos próximos meses);
  • cálculo do capital de giro, ou seja, de quanto dinheiro é necessário para a empresa operar regularmente;
  • precificação do produto, seja de serviço ou comércio, identificando o que levar em conta para chegar ao preço final;
  • cálculo dos impostos sobre o faturamento com base na legislação tributária atual;
  • cálculo da folha de pagamento dos funcionários observando as determinações da CLT e sindicatos;
  • análise de indicadores financeiros.

Viu como a contabilidade pode fazer toda a diferença nos resultados da sua PME?

É claro que cada empresa apresenta uma necessidade diferente e nem todos os itens precisam ser desenvolvidos de uma vez, mas conhecer as possibilidades que o trabalho do contador oferece é importante para saber quando acioná-lo e pedir ajuda.  

Como fazer a contabilidade de uma empresa?

Registro da Contabilidade de uma empresa

Você sabe quais são os cuidados que o empresário precisa ter com relação ao registro da contabilidade de uma empresa? É muito importante que o empreendedor esteja ciente de todos os assuntos relacionados a esse tema.

É a partir desta rotina que a contabilidade da empresa pode ser feita da maneira correta.

Portanto, o empresário precisa entender esse conceito, quem deve fazer, qual a sua importância, quais são as suas responsabilidades e as do contador, quando esse registro precisa ser feito e o que é necessário fornecer.

O que é o Registro Contábil de uma empresa?

O registro tem como função registrar todos os eventos econômicos e financeiros ocorridos dentro de uma empresa. É nele que você vai poder verificar quais são os benefícios, os direitos, as obrigações, o que a empresa teve de receita, de despesa, enfim, quanto ela, efetivamente, está gerando de lucro ou de despesa.

O registro contábil de uma empresa é obrigatório, conforme a ITG (Interpretação Técnica Geral) 2000, aprovada pela Resolução do CFC (Conselho Federal de Contabilidade) 1330 de 2011, e é aplicado para qualquer tipo de empresa independentemente do formato jurídico ou do porte financeiro.

Quem deve fazer o Registro Contábil?

O Registro Contábil deve ser feito por um contador ou um técnico em contabilidade. Mas o procedimento é sempre feito em conjunto com você, que é dono das informações. Assim sendo, é essencial a sua colaboração como empresário para esta tarefa.

Como Saber Quem É O Contabilista De Uma Empresa?

É através dos dados contábeis que você consegue verificar qual a saúde financeira da sua empresa, qual o total de bens acumulado, qual o patrimônio líquido apurado, se você obteve o lucro almejado ou não, inclusive, é através dessa informação que você consegue verificar quais são os dividendos disponíveis para sua retirada.

Qual a responsabilidade do Contador e do Empresário sobre esse tipo de informação?

O contador deverá proceder o registro da contabilidade seguindo as normas indicadas pelo Conselho Federal de Contabilidade. É de sua responsabilidade a aplicação técnica e ética sobre os dados recebidos.

Com relação ao empresário, é de responsabilidade dele fornecer todas as informações econômicas e financeiras de forma completa, clara e idônea. Ao término de cada exercício, o empresário deverá emitir uma carta de responsabilidade da administração onde ele declara que todos esses dados foram entregues.

Quando o Registro da Contabilidade precisa ser feito?

A norma diz que a contabilidade precisa ser registrada tempestivamente. Neste caso, ela não indica quando e de que forma. Normalmente é aplicado que o registro aconteça mensalmente. Ou seja, é importante que você encaminhe as informações todos os meses para o seu contador.

Isso vai depende de quais serviços o seu contador atual presta para você. Por exemplo, se ele cuida da parte fiscal e da parte de recursos humanos da empresa, você não precisa dar essas informações para ele porque ele já as possui, mas a parte, por exemplo, financeira sobre pagamento dos impostos e pagamento da folha de pagamento, você precisa fornecer a ele.

Há informações que seu contador não possui, como o extrato bancário da sua empresa, as despesas pagas por ela, os comprovantes das despesas, valores de aquisições de bens, contrato de aluguel, todos os dados que não são originados pelo próprio contador. Esses você precisa entregar a ele.

Dica para contadores

Atenção você contador ou estudante de contabilidade, o trabalho para seguir com sucesso na carreira profissional é árduo, inúmeros são os desafios que vamos precisar superar nessa jornada.

Mas tenha em mente que o conhecimento é o maior bem que você pode ter para conseguir conquistar qualquer que seja os seus objetivos.

Exatamente por isso apresentamos para você o curso CONTADOR PROFISSIONAL NA PRÁTICA, o curso é sem enrolação, totalmente prático, você vai aprender todos os processos que um contador experiente precisa saber.

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Conteúdo original Conube

5 dicas para fiscalizar o contador

  • Você já sabe que a contabilidade é uma parte fundamental dos negócios e que o profissional contábil é imprescindível para o sucesso de qualquer empresa.
  • Mas, como saber se os serviços que você contratou estão sendo cumpridos da melhor forma possível?
  • A melhor forma de fazer isso é aprendendo a fiscalizar o contador.
  • Em função de ser uma área específica e complexa, a maioria dos empreendedores entende pouco ou nada sobre contabilidade.
  • O fato pode ser um problema porque, infelizmente, alguns profissionais se aproveitam disso para tirar vantagem de alguma forma.
  • Cobranças a mais, não cumprimento dos prazos e omissão de informações são algumas das atitudes que caracterizam um serviço contábil de má qualidade.
  • Para evitar que isso aconteça e que, consequentemente, a saúde financeira da empresa seja colocada em risco, é fundamental saber fiscalizar o contador e o seu trabalho.
  • Reunimos aqui algumas dicas para que você possa fiscalizar sua contabilidade!
  • Conheça o enquadramento tributário da sua empresa
  • Você não tem obrigação de saber tanto quanto um especialista da área, mas ter um conhecimento mínimo sobre contabilidade deve ser requisito de qualquer empreendedor.
  • É importante saber em qual enquadramento tributário a sua empresa se encaixa e o que isso significa em termos de obrigações contábeis, fiscais e previdenciárias.

No Brasil, existem vários tipos de empresa e de perfis tributários. Essa classificação define muitos itens importantes, sobretudo em relação ao pagamento de impostos.

  1. No Simples Nacional, por exemplo, a empresa não deve ter retenção na fonte.
  2. Um empresário precisa saber disso e de outros detalhes sobre o perfil da sua empresa – até para poder avaliar se esse é realmente o enquadramento adequado.
  3. Fique atento ao vencimento dos impostos
  4. De acordo com o perfil tributário, o prazo para o pagamento das tributações é variável.

Ter uma noção sobre o dia do vencimento garante que não haja atrasos e que a empresa não seja prejudicada. Muitos contadores não entregam as guias de recolhimento a tempo, o que pode atrasar o pagamento e resultar em multas.

Uma forma de fiscalizar o contador é assegurar-se que ele irá entregar o documento com pelo menos dois dias de antecedência.

A seguir, confira uma tabela abaixo com os principais impostos federais e sua respectiva data para realizar o pagamento. Também diz o que acontece caso o vencimento caia em feriado nacional.

Imposto Recolhimento Se cai em feriado nacional
Simples Nacional Até o dia 20 Adia para o 1º dia útil depois
INSS Até o dia 20 Adianta para o 1º dia útil antes
IPI Até o dia 25 Adianta para o 1º dia útil antes
Cofins Até o dia 25 Adianta para o 1º dia útil antes
PIS Até o dia 25 Adianta para o 1º dia útil antes
CSLL Até o último dia do mês Adianta para o 1º dia útil antes
IRPJ Até o último dia do mês Adianta para o 1º dia útil antes
IRRF Até o dia 20 Adianta para o 1º dia útil antes

Saiba quanto a sua empresa paga de tributos

Você sabia que o percentual que uma empresa deve pagar sobre a sua receita bruta varia de acordo com a sua atividade?

Pois é: é um equívoco bem comum considerar que se trata de um valor único e invariável. Aliás, muitos empresários acabam pagando mais do que precisam em função da desinformação.

Na verdade, uma empresa comercial não paga o mesmo que uma indústria e tampouco o mesmo que uma prestadora de serviços.

Além da atividade exercida, a faixa de faturamento também influencia o valor do pagamento. Sendo assim, as alíquotas sobre a receita variam também conforme o valor dos últimos 12 meses de faturamento.

Lembrando que: quanto mais a empresa fatura, mais impostos ela irá pagar.

Verifique se as vendas canceladas são abatidas do faturamento

  • Fiscalizar o contador também exige um controle maior em relação ao faturamento da sua empresa.
  • Já que o imposto a ser pago é um percentual sobre o que foi arrecadado, é bom ficar atento para se certificar de não estar pagando mais do que deveria.
  • Nesse sentido, é essencial manter uma boa comunicação com o profissional da contabilidade que cuida dos seus negócios.
  • Ele deve estar ciente, por exemplo, de todos os serviços ou vendas cancelados e também dos produtos devolvidos.

Isso porque é possível cancelar esses itens do faturamento e abatê-los da sua receita.

Vale a pena se certificar de que o seu contador está “utilizando” essas informações para isso.

Acompanhe a entrega da declaração do imposto de renda

A declaração do imposto de renda para pessoa jurídica pode causar algumas dores de cabeça, caso não seja feita do modo adequado e conforme os prazos estabelecidos.

A periodicidade da apuração, a base de cálculo e o prazo para recolhimento dependem da opção de tributação da empresa. Em alguns casos ela pode ser mensal ou trimestral, por exemplo.

De qualquer modo, independentemente disso, é muito importante se adiantar e não deixar a declaração para a última hora. O atraso ou a falta de entrega implicam em uma multa de no mínimo R$ 200.

Para garantir que tudo saia bem com a declaração, é importante fiscalizar o contador de perto e solicitar que ele guarde todas as notas fiscais e realize o cálculo mensal das receitas.

Já ouviu falar sobre a contabilidade online?

  1. A tecnologia trouxe várias mudanças para a contabilidade, facilitando processos e melhorando a relação entre o profissional contábil e o seu cliente.
  2. Nesse contexto, em 2012 surgiu no Brasil um novo modelo de contabilidade, aquela “online”.
  3. Trata-se da prestação de serviços contábeis através de ferramentas digitais.

  4. Por meio virtual, um escritório de Contabilidade online presta os mesmos serviços que um escritório tradicional, como a emissão de notas, pagamento de guias de impostos, envio de declarações, etc.
  5. Toda a comunicação e o envio de documentos são realizados através de uma plataforma digital, e esse é um dos grandes diferenciais desse formato.

  6. Em sistemas como aquele desenvolvido pela Osayk Contabilidade online, o cliente tem acesso a todas as informações contábeis da sua empresa: pagamento de tributos, cumprimento das obrigações, balancetes, livros contábeis e etc.

  7. Isso garante mais autonomia e assegura ao empreendedor a possibilidade de fiscalizar o contador e acompanhar o seu trabalho “de perto” e “em tempo real”.
  8. Além disso, o software também gera automaticamente gráficos e relatórios e permite um controle maior das contas e da saúde financeira da empresa.

  9. Se você deseja trocar de contador, mas quer saber mais sobre a Contabilidade online, confira alguns mitos e verdades sobre essa nova forma de fazer a gestão contábil da sua empresa clicando aqui ou preencha o formulário abaixo que entramos em contato com você.

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O que faz um contador?

O contador é o profissional que cuida das questões financeiras, tributárias, econômicas e patrimoniais de uma empresa. Em seu cotidiano, lida com planilhas, demonstrativos de resultados, contas a pagar e a receber, guias de impostos e muitos números.

É uma profissão que exige muita atenção e responsabilidade. Para exercer suas atividades, o contador precisa ter um diploma de graduação em Contabilidade reconhecido pelo MEC e obter o registro no Conselho Regional de Contabilidade (CRC). Técnicos em contabilidade também precisam obter o registro no CRC.

Segundo um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a contabilidade está entre as dez profissões com a maior taxa de ocupação no país. A pesquisa, divulgada em 2013, revela que 93,87% dos profissionais da contabilidade estão empregados e trabalhando em sua área de atuação.

Saiba mais sobre a promissora carreira do contador e as atividades deste profissional!

O contador é um profissional indispensável em qualquer tipo de organização. Ele acompanha as transações da empresa desde sua abertura até o encerramento de suas atividades.

E a função de um contador não se restringe à gestão de empresas. Ele também pode atuar no mercado de seguros, controladoria, perícia e auditoria. Esses profissionais podem trabalhar de forma autônoma ou como funcionários de escritórios de contabilidade, empresas públicas e privadas, organizações não governamentais e até no setor militar.

Saiba mais sobre o trabalho do contador e algumas das áreas em que este profissional pode atuar!

1. Gestão de Empresas

Na abertura de uma empresa, o contador é quem registra a firma junto aos órgãos do governo e consegue o alvará de funcionamento. Somente a partir disso é que a organização pode iniciar suas atividades.

Após a abertura da empresa, normalmente, chega o momento de contratar funcionários. O contador pode elaborar os contratos de trabalho e reunir toda a documentação necessária. Além disso, pode ser responsável por realizar mensalmente o fechamento da folha de pagamento, calculando possíveis faltas e horas-extras.

No caso de empresas menores, o contador funciona como o Departamento de Pessoal, acompanhando todos os momentos da vida do trabalhador: realiza o cálculo das férias, faz alterações na carteira de trabalho quanto a cargos e salários e também elabora documentos de rescisão.

No que diz respeito à parte financeira da empresa, o contador deve estar por dentro de toda a movimentação: contas a pagar, fluxo de caixa, empréstimos, investimentos, etc. Ele é responsável por elaborar as demonstrações financeiras obrigatórias. Algumas delas são mensais, outras anuais.

  • Além dos registros contábeis obrigatórios,  o contador pode elaborar outras demonstrações financeiras de acordo com a necessidade dos gestores da empresa: controlar a saúde econômica da empresa ou apoiar tomada de decisões, por exemplo.
  • O contador também pode analisar a viabilidade econômica dos projetos da empresa, elaborando relatórios com previsão de rentabilidade.
  • É de responsabilidade do contador fazer os cálculos e emitir as guias de impostos a serem pagos, como por exemplo: ICMS, IPI, PIS, COFINS, entre outros.

Outra função do Contador é gerar mensalmente o SPED fiscal (Sistema Público de Escrituração Digital) e encaminhá-lo ao fisco. Para isso, reúne informações de escrituração fiscal, escrituração contábil e notas fiscais eletrônicas, preparando um arquivo digital nos padrões exigidos pela Receita Federal e submetendo esse arquivo ao programa validador.

2. Auditoria Contábil

Na área de auditoria, o contador tem a função de verificar a exatidão das informações contidas nos registros contábeis. Ele examina os documentos contábeis (como balanço patrimonial, fluxos de caixa, demonstrações contábeis, etc.) com o objetivo de evitar irregularidades e combater fraudes.

O auditor analisa todos os aspectos da empresa ? administrativo, patrimonial, fiscal, financeiro e econômico ? e elabora um relatório de auditoria identificando os problemas observados e descrevendo recomendações para corrigi-los.

3. Atuária

Atuária é a ciência que calcula os riscos e elabora planos de seguros e de previdência. Nesta área, o contador atua basicamente em três aspectos:

  • Seguros ? é responsável pelos cálculos de premiações e indenizações e realiza cálculos de probabilidade.
  • Previdência ? trabalha com previdência social e privada, realiza os cálculos de fundos, produz relatórios de avaliação e de alcance da previdência e também de possíveis riscos.
  • Capitalização e Investimentos ? pesquisa e gerencia fundos de investimento, elabora planos e políticas de investimentos. Atua como consultor financeiro, realizando a medição de possíveis riscos.

4. Perícia Contábil

O perito contábil verifica fatos com o objetivo de oferecer uma opinião técnica para solucionar casos judiciais e extrajudiciais. Nos casos judiciais, o perito é indicado por um juiz para realizar o trabalho. Já nas questões extrajudiciais, quem contrata o perito é uma das partes envolvidas.

O contador elabora um laudo pericial onde reúne as provas necessárias para subsidiar uma solução do caso. Para isso, realiza vistorias, investigações, arbitramentos e avaliações.

É comum ocorrer confusão entre auditoria e perícia. Enquanto a auditoria trabalha com o panorama geral da empresa a fim de identificar irregularidades, a perícia contábil atua sobre um determinado fato, alvo do caso litigioso.

O perito pode trabalhar juntamente com assistentes técnicos que as partes envolvidas têm o direito de indicar para acompanhar a avaliação.

5. Controladoria

  1. A controladoria tem o objetivo de auxiliar os gestores nos processos de decisão através do controle (fiscal, financeiro, de desempenho) dos planejamentos da organização.

  2. O contador inicia seu trabalho na controladoria verificando qual é o planejamento estratégico de crescimento da empresa e os padrões de qualidade estabelecidos.

  3. Com o enfoque nos resultados que a empresa deseja atingir, o contador define os padrões de controle que serão aplicados aos resultados obtidos.

O controlador faz uma análise comparativa entre os padrões estabelecidos e os resultados alcançados, apontando os desvios (o que não foi realizado conforme o planejado). Após essa análise, elabora um relatório de relevância destes desvios indicando até que ponto eles comprometem os objetivos da organização.

Para os desvios mais relevantes, o contador sugere possíveis soluções aos gestores da empresa.

Onde estudar para ser contador

  • O primeiro passo para ser contador é fazer o curso superior de Ciências Contábeis (ou Contabilidade).
  • Selecionamos algumas faculdades reconhecidas e bem avaliadas pelo MEC que oferecem o curso:
  • Todas participam de programas como FIES e ProUni, além de terem suas próprias iniciativas de bolsas de estudos, descontos e financiamentos sem burocracia.
  • Veja também:
  • Quanto ganha um contador?

Você gostaria de se tornar um contador? Gostou de alguma destas áreas de atuação em particular? Deixe seu comentário aqui!

ARTIGO CONTÁBIL – Responsabilidade do contador

  • 23/03/2021
  • Brasil
  • Contábeis

O trabalho na Contabilidade tem uma baixíssima tolerância ao erro. Esquecer de entregar uma declaração, errar uma classificação contábil ou apresentar um valor equivocado, pode gerar consequências enormes. 

Porém, ao mesmo tempo que buscamos ao máximo não errar, temos que ter a certeza: estamos sujeitos ao erro. E a partir dele começam as discussões: de quem foi a culpa? De quem é a responsabilidade? Quem vai pagar por isso? 

A relação do contador com a empresa  

De acordo com o Código Civil, a relação do Contador com a empresa é a de “preposto” (o contador) e “preponente” (a empresa, ou o cliente). Isso nós identificamos lá no art. 1.177 do Código Civil de 2002, em conjunto com o art. 1.182. 

Enquanto o primeiro traz essa relação preposto/preponente, o segundo artigo citado indica que a escrituração contábil deve ficar sob responsabilidade de um contabilista legalmente habilitado. 

Antes que você se pergunte, isso não vale somente para contabilidade terceirizada. Esse preposto, o contador, pode ser interno ou externo, pode ser integrante ou não do quadro de funcionários. Igualmente o dispositivo se aplica.

Segundo esse artigo, os registros feitos na contabilidade da empresa (preponente, o cliente), por qualquer um dos prepostos (contador) encarregados por fazer essa escrituração, tem os mesmos efeitos como se o próprio cliente tivesse feito. A única exceção trazida ali é a de ter havido má-fé. 

Foi culpa de quem?

No seu parágrafo único, o art. 1.177 esclarece que o contador é pessoalmente responsável, perante a empresa, pelos atos culposos. E aqui a gente precisa entender que o juridiquês se afasta um pouco da nossa forma de falar no dia a dia. 

Normalmente, quando cometemos um erro sem querer, respondemos imediatamente: não foi minha culpa, foi sem querer. 

Pois é aí que a coisa se separa. Se formos lá no Código Penal, encontramos que os crimes culposos são aqueles em que a pessoa deu causa por imprudência, por negligência ou por imperícia. Já os crimes dolosos são aqueles em que a pessoa quis o resultado ou assumiu o risco de produzir esse resultado. 

Perceba, então, por mais que você use a expressão não foi minha culpa para justificar que o erro foi sem querer, na verdade foi algo culposo: mesmo sem querer, você negligenciou aquilo, foi imprudente, comeu bola. 

Imagine que você entregou uma declaração em atraso e, com isso, houve a famosa MAED – Multa por Atraso na Entrega de Declaração. O que aconteceu? Você tinha todas as informações, mas, pela correria do dia a dia, por uma falha no mapeamento de processos ou por qualquer outra infelicidade, atrasou a entrega? Então sim, isso é culpa sua. 

Portanto, ainda que a administração tributária cobre da empresa essa multa, o contador é pessoalmente responsável por ela, perante a empresa. Ou seja, a Receita Federal cobra da empresa, mas a empresa vai cobrar do contador.  

Agora, digamos que a entrega em atraso se deu porque a empresa não cumpriu os prazos de entrega das informações à contabilidade. Aí aparece a importância de um contrato de prestação de serviços muito bem feito. 

Estavam claras as obrigações do cliente? Constavam os prazos de entrega das informações para que a contabilidade possa cumprir as suas obrigações? Houve comunicação por escrito do atraso na entrega dessas informações? Foi esclarecido que a partir desse atraso na apresentação dos documentos a consequência seria a entrega em atraso da declaração? Estão todos cientes de que esse atraso na declaração se dá pela negligência da empresa?

Se sim, fica muito claro que essa multa não é culpa do contador, mas, sim, culpa do empresário. O problema é não pensar em nada disso e depois só se preocupar com o assunto quando a multa já bateu na porta. E, às vezes, o problema é muito maior que uma multa. 

O buraco pode ser mais embaixo 

Uma coisa bem interessante de saber é que aos livros contábeis se presume a veracidade. Ou seja, consideramos que aquelas informações são verdadeiras, até que algo indique o contrário. 

Parte-se da premissa de que tudo que foi escriturado pelo contador tem o mesmo efeito de que se a própria entidade o tivesse feito.

A partir daí, podemos concluir que o empresário é o responsável por essas informações, em regra geral. Ele, inclusive, não pode simplesmente alegar desconhecimento dos fatos ocorridos em sua própria empresa.

Pode parecer bizarro, mas de vez em quando a gente vê por aí essa síndrome do “eu não sabia”.

Agora, o que poderia acontecer é a empresa comprovar que houve má-fé do contador. Nesse caso, em decorrência da fraude do contador, os lançamentos seriam considerados ineficazes e a responsabilidade sairia dos ombros da empresa e iriam pesar sobre o contador.  

Aqui, olhamos para a continuação do parágrafo único do art. 1.177 do Código Civil: o contador (preposto) responde solidariamente com a empresa (preponente) pelos atos dolosos. 

Imagine um contador que se apropria de valores da empresa que se destinariam a pagar tributos. Ele não recolhe esses tributos e demonstra indevidamente na contabilidade que houve a quitação, para enganar o empresário.

Há claramente má-fé e o contador irá responder por isso. Isso não significa que o empresário vá deixar de responder em relação a isso, o que nos interessa aqui é saber que o peso disso também recairá sobre o contador.

  

Uma área cinzenta

Entre um extremo e outro, podem aparecer situações que nos deixam em dúvida. E aí, precisamos refletir sobre o peso das nossas ações. 

Aqui, eu vou lembrar do papo no artigo “Operações sem nota: Contabiliza ou não?”. Se uma operação é feita de forma irregular pela empresa, mas você, contador, não sabe disso, é natural que, por não saber disso, não contabilize. E não há, a princípio, negligência, imperícia ou imprudência do contador nisso. 

Mas, agora, imagine que o contador viu essa movimentação no banco, ou viu o bem na empresa. Será mesmo que não há alguma culpa aí ao fazer vista grossa e fingir que não viu?

Agora, vamos mais adiante na imaginação. E quando o empresário disse que fez, ou o contador claramente sabe que o fato ocorreu e, por qualquer motivo, escolheu não contabilizar? Ou ainda contabilizar de forma errada, para que o problema fique menos escancarado?

É o caso clássico da empresa que vende sem nota, o contador sabe e opta por registrar a informação de forma errada, de caso pensado, para não registrar uma receita. 

Será que não podemos entender que o contador quis o resultado ou assumiu o risco de produzir o resultado? Não sei você, mas eu sinto cheiro de dolo aí.

Também é o caso das contabilidades maquiadas, totalmente irreais, levadas a bancos ou licitações. O empresário que diz que precisa de mais lucro, ou de um índice melhor etc. Isso é o que eu costumo chamar para meus alunos de “encruzilhada ética”. 

Enquanto você não sabe, enquanto você não tinha como saber, faz parte ter sido feito de trouxa pelo cliente e ter assinado um balanço que não condizia com a realidade. Afinal, infelizmente não há como sabermos de tudo. 

Agora, a partir do momento em que você, contador, sabe do fato, vem a grande questão: você vai colocar o seu nome e o seu CRC em algo que sabe estar errado, feito de propósito errado? Você está disposto a assumir as consequências desse ato? É esse tipo de profissional que pretende ser?

Eu sei que a questão não é simples, não é leve e tem uma série de variáveis, inclusive econômicas e financeiras. Mas todos nós, considerando a importância da contabilidade, precisamos entender desse tema e, principalmente, nos fazer tais questionamentos. 

Você sabe qual é o papel do contador? Veja como ele pode ajudar

A presença do contador no dia a dia das empresas não é algo recente. Esse profissional já é a base para uma gestão contábil mais equilibrada nos negócios há bastante tempo. Contudo, é inegável o quanto o papel do contador evoluiu com o passar dos anos.

As grandes mudanças no cenário econômico e a sofisticação da legislação tributária, somadas ao surgimento e fortalecimento de conceitos como compliance e accountability, elevaram bastante a posição do profissional contábil, tornando-o indispensável para o bom funcionamento interno dos negócios.

No entanto, o verdadeiro papel do contador ainda é pouco conhecido pelas empresas, o que impede uma atuação mais regular, transparente e eficiente.

É com base nessa realidade que, para reverter esse cenário e ajudar você a entender a importância do contador, preparamos este post com um conteúdo que tem muito a contribuir com o seu negócio. Acompanhe!

O contador como figura estratégica da empresa

O contador passou a ocupar uma posição muito mais estratégica e menos operacional dentro das empresas. As razões para isso são as mudanças na legislação, o aumento no rigor das obrigações contábeis e a sofisticação dos meios utilizados na execução dos processos.

A velha concepção de que o contador é apenas o profissional responsável por executar rotinas burocráticas e lidar com números e planilhas já não mais condiz com a realidade atual.

Mais do que isso, o profissional da área contábil cada vez mais vem assumindo uma posição central dentro dos negócios. Isso acontece diante da crescente necessidade de se cuidar de pontos como:

  • acompanhar e prever a entrada e saída de recursos;
  • organizar e otimizar a gestão fiscal, tributária e orçamentária da empresa, viabilizando o seu funcionamento e o cumprimento correto de prazos e exigências;
  • comunicação ativa com os órgãos encarregados de fiscalização das atividades das empresas em todas as esferas de governo.

Devido à alta competitividade que marca o cenário empresarial, a gestão se tornou elemento estruturante dos negócios. Torna possível manter as finanças e o cumprimento das obrigações sempre em ordem.

Nesse contexto, o contador é a peça-chave para o sucesso do negócio. É ele quem desenvolve e executa o planejamento tributário — ação que sistematiza e gerencia de forma mais profunda o enquadramento tributário e o correto recolhimento de tributos —, além de gerenciar os ativos e passivos da empresa.

As principais funções desse profissional

Com o passar dos anos, as funções do contador também sofreram algumas modificações. E, como dito, a sua atuação assumiu uma posição mais estratégica e técnica, ao tornar-se responsável por atividades importantes como:

Registrar dados e informações

Hoje, como se sabe, as empresas são conduzidas a partir de dados e informações concretas.

Ou seja, o velho “tino empresarial” há tempos deixou de ser critério exclusivo para a tomada de decisão.

Nesse sentido, a contabilidade moderna fornece subsídios reais para a tomada de decisão. Isso acontece por meio do registro de operações, balanços e toda sorte de dados e informações que podem servir à empresa em momento presente ou futuro.

Organizar as rotinas financeiras do negócio

A complexidade das rotinas administrativas somada à importância que exercem nos resultados da empresa exigem uma organização rigorosa por parte dos responsáveis, a fim de que erros não ocorram.

Nesse ponto, o contador é quem se encarrega de sistematizar as informações. Desta forma, organiza documentos, cumpre prazos, escritura cada movimentação para, ao final, oferecer um suporte contábil mais qualificado aos tomadores de decisão.

Essa organização é o que garante transparência às atividades.

Ela permite aos líderes e gestores conhecer a real situação da empresa, ao avaliar pontos estratégicos como caixa, ativos, passivos e projeções.

Mais do que isso, uma boa organização também fortalece o estabelecimento e cumprimento de metas. Além disso, é capaz de viabilizar a comparação dos resultados da empresa em diferentes períodos.

Os principais setores que ele pode ajudar

Diferentemente do que ocorria no passado, hoje o contador exerce um papel mais amplo dentro das empresas. Portanto, suas habilidades e conhecimentos são úteis em diferentes setores das companhias, a exemplo dos que citamos a seguir:

Controle financeiro

Esse é, sem dúvida, um dos setores que mais se beneficia com a presença de um contador. Isso porque o seu conhecimento técnico e gerencial ajuda a manter a saúde financeira do negócio sempre em conformidade.

Além dos pontos já citados, como reforço na organização e documentação das informações, é fundamental mencionar a importância do contador na hora de elaborar demonstrativos de resultados, avaliar o fluxo de caixa e, de modo geral, o desempenho financeiro de toda a empresa.

Essa ação é a base para a uma atuação fortalecida, cujas finanças viabilizam novos investimentos, otimizações e, consequentemente, a continuidade do negócio.

Planejamento tributário

Vale mencionar, também, a relevância do contador no contexto do planejamento tributário.

Atualmente, essa é uma das grandes demandas das empresas. Isso porque erros nesse quesito podem implicar uma série de riscos fiscais e custos adicionais às atividades.

O planejamento tributário é o expediente que busca compatibilizar o porte da empresa com a quantidade de tributos pagos. Para tanto, aproveita-se ao máximo dos benefícios e incentivos fiscais dados para determinados tipos de negócio.

Neste caso, o correto enquadramento jurídico e a perfeita interpretação da legislação tributária são as bases para que esse planejamento seja produtivo. Assim, a empresa consegue se manter em conformidade com o Fisco. O que só é possível com o apoio de um profissional especializado como o contador.

Recursos Humanos

No contexto do RH, embora às vezes seja pouco lembrado, o contador também desempenha um papel crucial.

Como conhecedor da legislação e das rotinas fiscais, esse profissional auxilia a empresa a gerir os seus recursos humanos no que diz respeito ao recolhimento de tributos e à garantia dos direitos dos trabalhadores.

Em outras palavras, o contador reforça o cumprimento das obrigações da empresa perante os funcionários. Assim, ajuda a manter a folha de pagamentos regular, com os descontos e repasses corretos, sem passar por cima de nenhum direito ou dever do colaborador.

A contabilidade e a tecnologia na tomada de decisão estratégica

Por fim, não se pode deixar de mencionar acerca da relação da tecnologia com a rotina do contador.

Como já introduzimos, devido à modernização e digitalização dos processos de escrituração, o controle das informações tornou-se algo muito mais simples e ágil, facilitando bastante a vida dos contadores.

Hoje, com o apoio de ferramentas e sistemas próprios para a gestão, contadores têm todo o suporte informativo de que precisam para realizar análises com muito mais precisão e rigor. Dessa forma, são capazes de colocar a empresa em uma posição confortável quanto ao cumprimento das suas obrigações e, também, quanto à tomada de decisão.

Por exemplo, conceitos como big data, business intelligence e automação formulam um cenário muito mais estratégico para a contabilidade — inclusive reforçando a utilidade de conceitos da área, como é o caso da contabilidade gerencial — usando os dados a favor dos negócios.

Por fim, como se viu, o papel do contador evolui bastante com o passar dos anos.

Diante do exposto, fica claro que, nos moldes atuais do mercado, esse profissional tem um valor ímpar, auxiliando não somente na parte burocrática — obrigatória a qualquer empresa. Mas, principalmente, na condução estratégica das empresas.

Agora, fica o questionamento: será que vale a pena contratar o serviço mais barato e colocar em xeque uma atividade tão importante como a contábil? Pense bem.

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