Como Saber Que Uma Mulher Atingiu O Orgasmo?

Coração acelerado e um explosivo pico de prazer, seguido de um relaxamento involuntário e intenso. As pessoas que se identificaram com a descrição do momento provavelmente já tiveram a oportunidade de chegar ao orgasmo.

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Porém, nem todos chegam ao pico do prazer, principalmente as mulheres. De acordo com um estudo publicado no Journal of Sex & Marital Therapy, cerca de 60% da população feminina sofre de anorgasmia, que se trata da dificuldade de chegar ao orgasmo.

Além das diferenças anatômicas que fazem o orgasmo feminino ser mais complexo de se atingir que o masculino, existem diversas questões sociais de cobranças e tabus envolvendo a sexualidade feminina que, muitas vezes, as inibem de gozar.

Como Saber Que Uma Mulher Atingiu O Orgasmo?

Além das que têm dificuldade em chegar ao orgasmo, existem aquelas mulheres que nem sabem distinguir se já o tiveram ou não. Para quem vive essa dúvida, a ginecologista e especialista em saúde sexual Dra. Erica Mantelli explica que alguns aspectos podem ser observados no momento orgasmático.

  • “O corpo reage com uma série de mudanças que progridem até chegar ao orgasmo”, explica.
  • Confira os sinais que seu corpo dá quando você está quase lá:
  • Os mamilos ficam mais rígidos

Como Saber Que Uma Mulher Atingiu O Orgasmo?

A vagina e o útero vão se contraindo automaticamente

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A vagina fica mais lubrificada

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A vagina vai se contraindo cada vez mais, até que se chega ao orgasmo

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O orgasmo não dura mais que alguns segundos, mas é um pico intenso e inconfundível de prazer

Como Saber Que Uma Mulher Atingiu O Orgasmo?

Após o orgasmo, há o relaxamento da vagina, seguido de pequenas contrações involuntárias

Como Saber Que Uma Mulher Atingiu O Orgasmo?

Orgasmo feminino: o que você precisa saber para chegar lá

Como Saber Que Uma Mulher Atingiu O Orgasmo?

Mulher com os dedos dentro de uma laranja
Foto: Alto Astral

Uma das sensações mais prazerosas produzidas pelo corpo humano merece uma data especial só para ela, não é mesmo? É por isso que hoje, 31 de julho, é comemorado mundialmente o Dia do Orgasmo. A ideia da celebração surgiu há 21 anos, criada por uma rede de sex shops britânica, com a intenção de levantar debates sobre o assunto, além de promover a venda de produtos eróticos.

Apesar de ser uma reação totalmente natural, muito pouco se fala sobre o tema, e quando acontece, é principalmente voltado ao orgasmo masculino. Por causa disso, muitas mulheres passam anos ou, até mesmo, a vida toda sem atingir o clímax na hora do sexo. Então, para celebrar essa data, nada melhor do que aprender um pouco mais sobre o seu corpo, mesmo que sozinha ou com outra pessoa.

Um dos motivos de não se falar tanto sobre o orgasmo feminino é porque ele acontece com muito menos frequência do que o masculino.

Um estudo publicado na revista científica “Archives of Sexual Behavior“, realizado por universidades dos Estados Unidos em 2018, mostrou que, mulheres heterossexuais, por exemplo, são as que menos atingem o orgasmo, alçando o prazer em apenas 65% das relações.

Enquanto isso, a diferença para homens heterossexuais é gritante, já que eles chegam ao clímax em 95% das relações sexuais.

A principal razão para essa discrepância é o fato que, enquanto eles são estimulados a se masturbarem, elas são sempre desmotivadas.

Isso impede que as mulheres conheçam o seu próprio corpo e saibam como alcançar altos níveis de prazer, já que isso acontece de maneiras diferentes para os dois sexos.

Por exemplo, no livro “Vem Transar Comigo“, a autora Tatí Presser diz que os homens precisam de 2 a 5 minutos para atingir o orgasmo, enquanto as mulheres podem levar de 14 a 20 minutos. Por conta do tempo maior para ejaculação, muitas vezes elas nem se quer chegam lá.

Além de fatores biológicos, a estrutura social em que vivemos também contribui para que esse assunto tenha sido um grande tabu por muitos anos.

Durante muitas gerações, meninas foram ensinadas desde pequenas que o papel que elas deveriam exercer eram de mães e boas esposas.

Isso acabou por deixar o fator do prazer durante as relações sexuais de lado, transformando-o em um privilégio masculino.

Conheça seu próprio corpo

Muita vezes, não atingimos o orgasmo porque nem sabemos como chegar até ele. Afinal, não existe apenas uma maneira de se fazer isso e, sim, várias! Por isso, é fundamental se conhecer, já que o que funciona para sua amiga, nem sempre pode funcionar para você.

Uma das formas mais fáceis de conseguir ejacular é por meio da masturbação ou sexo solo. Nessas horas, lubrificantes, brinquedos sexuais e até sua própria mão vão ser seus maiores aliados.

Separe um momento no seu dia em que você esteja sozinha e relaxada, crie um clima – pode ser com música ou com filmes – e se toque.

Dessa forma, até mesmo suas futuras relações com outros parceiros vão se tornar melhores, podendo conduzir para a obtenção do prazer.

Curiosidades sobre o orgasmo

1. É mais fácil atingir o orgasmo nos primeiros quinze dias do ciclo menstrual

Isso acontece porque, nesse período, os níveis de testosterona estão mais altos, o que aumenta a libido. Consequentemente, é comum que a mulher faça mais sexo durante esses dias, e o tesão também influencia na probabilidade de se atingir o orgasmo.

2. Camisinha não afeta o orgasmo

Além de ser um item indispensável para se evitar doenças durante as relações sexuais, a camisinha não impede ninguém de chegar até o orgasmo. Ela, ainda, ajuda na lubrificação e retarda a ejaculação masculina, permitindo que o casal tenha mais chances de gozar juntos.

3. O orgasmo pode retardar e aliviar dores

Devido ao relaxamento físico total do corpo, o orgasmo é capaz de aliviar dores de cabeça, menstruais, reumáticas, reduzir o estresse e, até mesmo, melhorar o sono e a pele.

4. O ejaculação da mulher NÃO é lenda

Por conta da liberação de uma quantidade de líquido, durante um orgasmo muito intenso, algumas mulheres acham que estão urinando durante o ato. No entanto, isso nada mais é do que uma ejaculação. Apesar de não ser algo tão comum, isso acontece por conta do estimulo de áreas como o famoso ponto G.

Missão: atingir o orgasmo feminino

Mais de dois terços das mulheres nem sempre atingem o orgasmo quando têm relações sexuais, revela um inquérito da Durex, recentemente divulgado. Curiosamente, ainda assim, 95 por cento das inquiridas afirmam estar satisfeitas com o número de vezes que atingem o clímax.

O porquê é complexo, como explica Maria do Céu Santo, médica ginecologista obstetra, especialista em Medicina Sexual e Antienvelhecimento, à Revista Prevenir: «O orgasmo é o objetivo máximo da relação sexual. Depende de vários fatores, como a disponibilidade física e psíquica, e da excitação.

Sabemos que com a automasturbação se consegue chegar ao orgasmo, o que significa que para o atingir, a técnica é muito importante».

Um inquérito recente revela que mais de dois terços das mulheres não atingem o orgasmo quando têm relações sexuais, mas estão satisfeitas com a sua vida sexual. Estes dados surpreendem-na?

Não me surpreendem. Vão muitas mulheres às minhas consultas por dificuldade em atingir o orgasmo, mas algumas referem que, mesmo quando não acontece, têm prazer. Muitas vezes, algumas delas sabem que não o atingem por falta de disponibilidade física e mental. Mas a principal queixa e preocupação continua a ser a diminuição da libido (desejo).

É o sonho de qualquer homem ou mulher no ato sexual. Por isso, muitas mulheres fingem o orgasmo para o parceiro ficar feliz ou para o ato sexual ser mais rápido, porque se sentem cansadas.

Tenho também recebido homens em consulta que querem perceber se a culpa da mulher não sentir desejo é, de alguma forma, sua e o que podem fazer para ajudar. Existe uma preocupação mútua, de solidariedade, em satisfazer o outro.

Por isso, paradoxalmente, o facto de a mulher colocar a hipótese de fingir o orgasmo pode trair essa lealdade.

«Em termos clínicos, considera-se que existe uma disfunção quando a situação se mantém além de seis meses e se provocar ansiedade à mulher ou ao casal»

Essa é a principal razão que leva a mulher a fingir o orgasmo?

As causas divergem. Mas deve-se, essencialmente, a quatro razões. Primeiro, por insegurança em relação ao parceiro.

Por recear que este pense que o facto de estar a demorar muito tempo a atingir o orgasmo seja por ela não gostar dele ou que algo não está a correr bem. Segundo, devido ao cansaço. A mulher quer que a relação termine rápido por estar “atrasada” para ir dormir.

Terceiro, por dificuldade em conseguir chegar ao orgasmo. E quarto, por saber que vai sentir dor ou desconforto durante a penetração (dispareunia).

Quais os benefícios do orgasmo para a saúde?

O orgasmo melhora o humor, reduz o stresse e isso traduz-se num melhor bem-estar físico e psicológico e até, em alguns casos, na melhoria da qualidade do sono, pois beneficia o relaxamento muscular. Além disso, também queima calorias.

É, de facto, mais fácil ao homem sentir desejo e atingir o clímax?

A ideia de que o homem está sempre disponível para a atividade sexual, atualmente, já não faz sentido.

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Ainda que os níveis de testosterona (a hormona do desejo) sejam, de facto, mais elevados nos homens do que nas mulheres, o que implica que eles tenham, regra geral, mais desejo sexual. No universo feminino, existe a questão do foco, da concentração no prazer.

Para mais tendo em conta que, em média, a mulher precisa de mais tempo para se excitar. Os períodos de orgasmo variam — seis a oito segundos para os homens; entre dez e 20 segundos para as mulheres.

Como Saber Que Uma Mulher Atingiu O Orgasmo?

O primeiro é mais intenso e rápido. O segundo tende a ser mais completo e compensatório, pois tem outro tipo de envolvimento emocional e cognitivo.

Quais as principais razões para a mulher ter dificuldades em atingir o orgasmo?

A principal razão é a “disfunção de vida”, não a disfunção sexual. Ao não ter tempo para descansar, anda arrastada pela vida, logo falta-lhe energia física e psíquica para a atividade sexual. Contudo, existem ainda outras questões que condicionam o orgasmo, como doenças físicas e psíquicas, e a toma de medicamentos.

A partir de que ponto é que deixa de ser normal o facto de a mulher não conseguir atingir o orgasmo?

Em termos clínicos, considera-se que existe uma disfunção quando a situação se mantém além de seis meses e se provocar ansiedade à mulher ou ao casal.

Essa incapacidade pode dever-se a problemas a nível físico ou psicológico, aconselhando-se uma consulta de ginecologia. A primeira observação terá foco na questão orgânica e, caso não se identifique qualquer problema, analisam-se outras possibilidades.

Por vezes, identificam-se inibições de ordem cultural, sendo o apoio psicológico fundamental.

Durante a relação sexual, o que tende a armadilhar a capacidade da mulher para atingir o orgasmo?

Essencialmente, o desapego face ao próprio ato. É fundamental que exista um foco e entrega total ao prazer. E não ter medo de perder o controlo.

Qual deve ser o papel do homem?

Os homens devem entender que é essencial elogiar a parceira. Isso melhora a autoestima e favorece a intimidade e a relação. Assim como os carinhos e o afeto não se devem restringir aos preliminares.

«Recomendo que a mulher oriente o parceiro, demonstrando aquilo que lhe dá mais prazer. Como quando se tem comichão e se pede a alguém que nos coce»

Um beijinho ou um abraço na rua aproxima o casal, fortalece o desejo e não leva a mulher a pensar que essas demonstrações de ternura tenham como objetivo único o sexo. A construção dessa intimidade e empenho é, muitas vezes, importante, dando depois frutos quando se faz amor.

Prefiro encarar uma possível solução a dois. Recomendo que a mulher oriente o parceiro, demonstrando aquilo que lhe dá mais prazer.

Como quando se tem comichão e se pede a alguém que nos coce, dizendo para o fazer mais para a direita ou mais para a esquerda. Aconselha-se que a mulher se estimule a si própria durante a penetração.

E isso não deve ser entendido como uma incompetência da técnica masculina, mas, sim, uma prova do conhecimento dos seus ritmos e zonas erógenas.

A imaginação é também outro fator desbloqueante e, nesse campo, os brinquedos sexuais podem ser uma mais-valia. O casal deve pesquisar e perceber os que mais se adequam aos seus gostos.

Por norma, opto por prescrever a utilização de bolinhas de Kegel, que têm uma dupla função: tonificam os músculos vaginais e o pavimento pélvico, e aumentam a libido.

E existem também alguns preservativos em que o lubrificante tem uma ação vasodilatadora, o que facilita a excitação.

Faça isto para atingir o orgasmo feminino

Maria do Céu Santo, médica ginecologista obstetra, especialista em Medicina Sexual, aponta estratégias importantes para atingir o orgasmo feminino mais facilmente.

  1. Descubra o seu mapa erógeno «A masturbação é um poderoso aliado e permite traçar o seu próprio “mapa”. Este servirá de ponto de partida para perceber que, por exemplo, chega ao clímax mais facilmente através da estimulação de algumas zonas do corpo.»
  2. Exercite os músculos do pavimento pélvico «Ao fazê-lo, ativa as terminações nervosas do clitóris, o que desperta a libido, favorece a penetração e facilita o orgasmo. Os exercícios de Kegel, antes ou durante o ato sexual, ou as bolinhas de Ben Wa também ajudam a preparar a mulher para o clímax.»
  3. Fuja da rotina «É essencial o casal combater a monotonia com imaginação e criatividade.»
  4. Tire 30 minutos de férias por dia… «não para cumprir obrigações, mas para estar consigo mesma ou fazer algo que lhe dê prazer.»

Última revisão: Maio 2017

Sinais do orgasmo feminino; como saber se já aconteceu com você

Muitas mulheres aparecem nas minhas redes sociais, e também nas palestras perguntando quais os sinais que demonstram que tiveram um orgasmo. Por isso, apresento aqui 10 sinais de que você, mulher, pode ter tido um orgasmo e ainda não sabe.

Mas como assim? Você não sabe se teve um orgasmo?

Inicialmente, achava muito estranha essa pergunta. De imediato pensava: se ela está me perguntando, significa que nunca teve um orgasmo. Seria o mais lógico, talvez.

No entanto, a frequência com que essa dúvida surgia era cada vez maior, e isso me fez pesquisar mais. Foi quando descobri que, de fato, nem toda mulher consegue identificar quando está no ápice do prazer.

Isso se dá por conta da educação sexual repressora que boa parte de nós tivemos. E que, como consequência, nos limita e poda em tudo que seja relacionado ao prazer feminino.

Crédito: Margarita Fedorenko/istockNem sempre o orgasmo é uma experiência avassaladora de prazer com gritos e gemidos

A falta de conhecimento e informação a respeito da sexualidade abre espaço para medos, tabus, mitos, vergonhas. E como resultado temos mulheres infelizes, com muitas dúvidas, desempenho sexual insatisfatório, frustrações, e por aí vai.

Nesse caso específico do orgasmo, existem mitos em torno das exageradas expectativas criadas como uma experiência extraordinária.

Vejam bem, pode ser que aconteça algo assim, pode ser que não, e está tudo bem. Nem sempre o orgasmo virá acompanhado de intensos gemidos e gritos de prazer. Em muitos casos, podem ser mais rápidos e discretos.

Listei aqui alguns sinais que PODEM acontecer OU NÃO, segundos antes e no momento do orgasmo.

10 sinais do orgasmo feminino:

1. Cresce o ritmo respiratório – a respiração fica mais acelerada e ofegante, contribuindo para circulação sanguínea ser mais rápida.

2. Aumenta a frequência cardíaca – os batimentos ficam mais acelerados afim de bombear mais sangue para as zonas onde a excitação é maior.

Continue lendo aqui: Sinais do orgasmo feminino. Como saber se já aconteceu com você?

Texto escrito por Raquele Carvalho e publicado no Superela. 

Veja também: O caminho para o orgasmo feminino (de verdade!) em 6 dicas

Sem Frescura: como saber se você realmente teve um orgasmo?

Minha amiga, imagine só: você está lá no bem bom e, do nada, sente uma sensação diferente. Na hora, você pensa: “Será que eu gozei?”.

Pode parecer brincadeira, mas não é: segundo pesquisas, as mulheres heterossexuais chegam ao orgasmo em apenas 65% das vezes em que transam. É menos vezes, por exemplo, do que o que acontece com as lésbicas, que gozam em 86% das vezes, e das bissexuais, que “chegam lá” em 66% delas.

Não é estranho, portanto, ter pessoas que, mesmo com a vida sexual ativa, não sabem exatamente o que é ter um orgasmo.

Em primeiro lugar, esqueça tudo que você viu na mídia: o orgasmo não é, necessariamente, aquela sensação absurdamente intensa acompanhada de gritos capazes de acordar a sua vizinhança inteira (mas pode ser).

Vamos deixar claro, desde o início, que detalhes do orgasmo variam de mulher para mulher, mas há sensações que, normalmente, envolvem essa situação. Sentir o corpo “descoordenado”, por exemplo, é uma delas. Há também alterações no padrão da respiração e aceleramento dos batimentos cardíacos.

Também podemos incluir na lista contrações na região da vagina e, em casos bem raros, a mulher pode até expelir líquido lubrificante que pode estar acumulado em glândulas na região da uretra.

Como o orgasmo é um misto de sensações, em geral ele acaba sendo difícil definir. Então, se no meio de uma transa você sentir esse “algo que não consegue definir” e essa sensação envolver algum desses detalhes anteriores, provavelmente você está tendo um orgasmo.

Mas como chegar lá? Bem, especialistas reforçam que gozar é algo que se aprende. Masturbar-se, por exemplo, é importante para saber quais pontos do seu corpo proporcionam mais prazer e, com isso, indicar para o seu parceiro ou sua parceira o que fazer na hora H.

Além disso, conforme os anos passam, a tendência é que fique mais fácil chegar ao orgasmo. Isso porque, ao menos em teoria, ao longo do tempo as mulheres vão conhecendo melhor o seu corpo.

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Então, não tem muito segredo: a melhor forma de ter mais e melhores orgasmos passa por enxergar o sexo como algo bom e, principalmente, aumentar o nível de conhecimento sobre o seu próprio corpo

Roteiro: Rodrigo Lara. Fontes: Gabriela Daltro, psicóloga e sexóloga da plataforma Sexo sem Dúvida e Marlon Mattedi, psicólogo especialista em sexualidade da plataforma Sexo Sem Dúvida.

Dia do Orgasmo: Por que você tem dificuldade para alcançar o orgasmo?

Atualmente, 60% da população feminina mundial têm anorgasmia –nome dado para a dificuldade de chegar ao orgasmo. É o que afirma um estudo americano publicado recentemente no “Journal of Sex and Marital Therapy”.

A pesquisa também sinalizou que esta é a disfunção sexual mais comum que acomete mulheres. Além disso, muitas sequer têm certeza se um dia já tiveram realmente um orgasmo.

É muito comum encontrar em algumas matérias, ou até mesmo na fala de profissionais na área da saúde, que se você teve um orgasmo, com certeza saberá. Todas as vezes que me deparo com este tipo de frase lamento muito, pois faz com que mulheres que tiveram orgasmos acreditem que nunca vivenciaram esta sensação.

Para ajudar você a descobrir esta resposta, é importante entender que o orgasmo está definido dentro de um ciclo sexual (veja a figura abaixo).

Assim, para ter um orgasmo é preciso:

> Haver o desejo sexual: quando você sente vontade de fazer sexo.

> Ter excitação: quando seu corpo responde a esse desejo e começa a demonstrar sinais, como: esquentar a região pélvica, arrepiar, lubrificar, coração disparar, respiração ficar ofegante, entre outros. Cada pessoa demonstra sinais diferentes, além dos prováveis citados.

> Vivenciar o platô de prazer: este prazer não precisa vir necessariamente no decorrer do sexo propriamente dito, pois o orgasmo pode acontecer com a masturbação. Em alguns casos mais raros, a pessoa pode ter orgasmo sem nem mesmo se tocar.

Usando como exemplo a relação sexual, o platô é o prazer que ocorre no sexo –em alguns momentos fica mais intenso, em outros diminui para aumentar novamente. Quando o prazer atinge seu auge é quando o orgasmo acontece.

Depois disso, vem um relaxamento, nem que depois a mulher continue o sexo depois, para viver todas essas etapas novamente.

Entendendo isso, é possível afirmar que orgasmo é um prazer que vai aumentando e atinge o seu ápice, mesmo que seja fraco, seguido de um relaxamento. Isso já aconteceu? Sim, então você teve um orgasmo!

USO DE ALGUNS MEDICAMENTOS: Existem remédios que diminuem sua libido e dificultam o orgasmo, como alguns antidepressivos, ansiolíticos e bloqueadores adrenérgicos. Além disso, radioterapia na área da pelve, altas doses de narcóticos e uso abusivo de álcool também prejudicam o prazer sexual.

Dica: uma forma de desintoxicar um pouco seu organismo do uso excessivo de medicamentos é usar um composto vibracional chamado “Desintoxicação”. Basta pingar 3 gotas em copo de água e ingerir 1 vez ao dia.

MUITO ESTRESSE: O estresse lhe impede de perceber os estímulos externos que podem levar você ao desejo sexual. Portanto, se levar em conta o ciclo sexual fisiológico, isso já começa errado, pois para uma boa atividade na cama é preciso que o desejo venha em primeiro lugar.

Quando estamos estressados, precisamos de doses muito altas de prazer, alegria e relaxamento, para que a serotonina liberada pelo corpo seja maior que o nível de cortisol gerado pelo estresse. Só assim o corpo terá níveis químicos possíveis de alcançar o orgasmo –que é uma descarga adrenérgica e liberação de diversos hormônios de prazer, felicidade e relaxamento.

Além disso, o estresse impede a concentração na pessoa parceira durante o sexo. Afinal, quando estamos com a cabeça cheia, temos mais dificuldade de nos permitir sentir os prazeres do ato e nos entregarmos ao outro e aos nossos instintos e desejo.

Dica: a Aromaterapia pode ser uma aliada para lidar com o estresse e a ansiedade. Um dos óleos que mais traz relaxamento é o de Lavanda ou ainda os cítricos, como o de Laranja e Bergamota. E aqui você confere todos os óleos que podem ser usados para aliviar a ansiedade.

MEDO DE ENGRAVIDAR: Atualmente, é comum que alguns casais ou a mulher, em especial, tenham um grande medo de engravidar.

Isso acontece por diversos motivos, como condição econômica do nosso país, relacionamento instável, carreira e muitos outros.

Algumas vezes, até mesmo conscientemente, as pessoas admitem que esse medo as impossibilita de se concentrar e se entregar de forma tranquila e relaxada ao prazer.

Esse, portanto, pode ser o único motivo que impede a mulher, em especial, de alcançar o orgasmo. Minha dica, para esse caso, é compreender melhor o seu ciclo menstrual, percebendo que é impossível você engravidar se não estiver no período fértil ou próxima de ficar.

Além disso, converse com o seu médico ginecologista sobre as melhores formas de se prevenir. Depois disso, apenas relaxe, pois você sabe que está protegida de uma gravidez indesejada.

Dica: neste caso, o mais indicado é tentar relaxar, esvaziar a mente e viver o momento. Para isso, o mais indicado é usar óleos essenciais cítricos, combinados com o óleo essencial de Ylang Ylang. Use 2 gotas de cada um dos óleos em um difusor elétrico e deixe no ambiente.

MEDO DE URINAR DURANTE A RELAÇÃO SEXUAL: Isso é muito comum e com certeza um empecilho para alcançar o clímax.

Antes de mais nada, é preciso que você saiba a diferença entre urinar durante o sexo e ter uma ejaculação feminina.

Se você não tem nenhum episódio de perda de urina durante o dia, já é provável que isso também não aconteça durante o sexo –o que praticamente descarta a possibilidade de ser xixi o líquido que você sente perder.

Outra coisa comum é que a sensação de estar chegando ao orgasmo é parecida com a de urinar. Ao confundirem isso, muitas mulheres se travam e não conseguem atingir o clímax.

Algumas mulheres realmente sentem vontade de urinar durante o sexo, mas se permitem ao orgasmo e não é por isso que fazem xixi durante a relação. Isso acontece porque o nervo pélvico – que emite o estímulo do orgasmo –é o mesmo que encosta na uretra, dando a sensação de que a pessoa vai urinar ao atingir o clímax.

Por fim, o mais comum é você estar ejaculando e não saber. Para isso, vou explicar o que é ejaculação feminina: ao lado da uretra existe uma região chamada “esponja uretral” e, como o próprio nome diz, ela tem textura de esponja e se incha de líquido enquanto você está excitada.

Conforme a mulher está tendo prazer, sua musculatura vaginal se contrai involuntariamente e essas contrações apertam a esponja, o que faz o líquido vazar e parecer urina. No entanto, isso não é xixi, pois o líquido possui os mesmos elementos encontrados no líquido seminal do homem, exceto o espermatozoide.

Há pouco tempo muitas pessoas defendiam a ideia de que não existia ejaculação feminina e “ponto G” (descubra o seu). Mas isso caiu por terra após a comprovação da “glândula de Skene” na mulher, que mantém armazenados cerca de 25 ml de líquido mucoso, espesso, parecido com o sêmen.

Ao ser jorrado para fora, esta substância pode se apresentar mais líquida, semelhante ao xixi, mas incolor e sem cheiro. Além disso, não possui ureia, comprovando mais uma vez que não é urina.

Algumas mulheres jorram a ejaculação semelhante ao homem, outras simplesmente vazam este líquido e ainda há aquelas que parecem ter mais lubrificação na vagina. Tudo isso depende da produção da sua glândula e da sua força muscular, mas tudo é ejaculação.

Além disso, diferente do homem, que normalmente ejacula junto com o orgasmo, com a mulher pode ocorrer antes ou durante o clímax, depende da força das contrações vaginais na hora do prazer.

MEDO DE CHEIRAR MAL: O medo de exalar um odor ruim pela vagina impede a mulher de se entregar ao sexo, ou de permitir que a pessoa parceira faça um sexo oral, por exemplo, ou, ainda, que o outro se aproxime demais de sua genital, mesmo que ela sinta desejo por isso.

Todos esses medos interferem, obviamente, que a mulher se entregue aos instintos e prazeres, travando o orgasmo. Minha dica é que você ande sempre com um sabonete, lenço umedecido e desodorante íntimo na bolsa. Assim, se perceber que reação sexual pode acontecer, terá como fazer uma higiene completa, de modo que fique bem à vontade e cheirosa.

Dica: neste caso, uma boa opção é utilizar um sabonete líquido feito com óleos essenciais –como o de Lavanda ou Tea Tree– que podem encontrados em lojas de produtos naturais. Este produto pode ser usado, inclusive, na lavagem das suas peças íntimas.

O uso de um spray feito com estes mesmos óleos essenciais vibracionais também é bem-vindo. Para isso, pingue 12 gotas do óleo essencial de Lavanda em 40 ml de álcool de cereais, misture bem e acrescente 20 ml de água mineral. Misture e coloque num vidro ou pet com válvula spray. Borrife nas peças íntimas.

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Mas lembre-se que a qualquer sinal de alergia o uso deve ser suspenso, pois cada pessoa reage de forma diferente e pode ter uma sensibilidade maior aos produtos, especialmente na região íntima.

VERGONHA DE MOSTRAR O CORPO: Isso é de praxe entre as mulheres, normalmente elas sempre estão incomodadas com alguma parte do corpo.

Sabe aquela frase clichê de que “você tem que se amar do jeito que é”? Sei que chegar nesse auge de aceitação é, na verdade, um processo.

Portanto, vou lhe dar uma dica para que essa vergonha não seja o impedimento de você se entregar ao prazer.

Você pode, por exemplo, dizer à pessoa parceira que se sente mais à vontade se ficar com alguma peça de roupa durante o sexo. Assim, se sentirá mais à vontade e poderá aproveitar melhor o momento.

Afinal, a escolha é sua de decidir fazer sexo com determinada pessoa, não existe regra para o seu sexo, quem faz a regra é você. Já tive diversas pacientes, casadas há anos, que só faziam sexo no escuro, ou não deixavam os maridos as virem nuas.

Mas se para você o conceito é que sexo precisa ser feito com o corpo nu, encostado e sentindo o calor do outro, então pode optar por posições sexuais que escondam as partes que você não quer chamar a atenção – e quem sabe até destacar aquelas que você se orgulha.

Dica: neste caso, o mais indicado é trabalhar a autoestima. Para isso, basta usar, em um difusor pessoal, 2 gotas dos óleos de Petitgrain, Ylang Ylang, Jasmim ou Gerânio.

Todos ajudam a mulher a se sentir mais poderosa e confiante para conversar com a pessoa parceira e mostrar que se sente nervosa ou insegura em relação ao corpo.

CONSTRANGIMENTO PELO BARULHO EMITIDO: Esse barulho semelhante a uma flatulência ocorre por fraqueza do musculo pubococcígeo (que vai desde o osso púbico até a base da coluna). Ao fortalecer a musculatura vaginal (também chamada de MAP) com exercícios específicos, como, por exemplo, os de pompoarismo (veja aqui como fazê-los em 15 minutos), esses sinais desaparecem.

É comum dizer que esse “pum vaginal”, como é conhecido popularmente, ocorre com todas as mulheres, mas isso não é verdade. Isso só acontecerá se sua musculatura estiver fraca ou se você tiver grande habilidade dessa musculatura, como é o caso das pompoaristas, e fizer propositalmente.

EDUCAÇÃO REPRESSORA: Essa é uma das causas mais comuns, que levam a disfunções e bloqueios sexuais na fase adulta. Geralmente as mulheres que são frutos desta criação aprendem que tudo relacionado ao sexo é sujo e feio. Portanto, se ela se masturba, o faz com culpa.

Se faz sexo, costuma se ater ao básico e fica envergonhada de ceder aos seus desejos, assumir o controle do ato ou permitir que a pessoa parceira faça tudo com ela na cama. Além disso, pode sentir dor durante o sexo, porque a vagina se contrai, ou ela própria a tensiona, por conta do receio de se entregar ao momento.

Mas não se preocupe, veja ao lado como mudar isso, através de vivências e terapias que ressignifiquem seu conceito sobre o sexo.

TRAUMAS DE ABUSO SEXUAL: No útero e canal vaginal são guardados todos os registros referentes à sexualidade, amor, autoestima e maternidade.

Portanto, se houver qualquer tipo de bloqueio sexual ali guardado – seja algo bastante forte, como um estupro, ou um pouco mais ameno, como uma ofensa verbal – a mulher não consegue viver a sexualidade em sua plenitude. Confira uma técnica para liberar esses traumas.

Dica: neste caso, a Aromaterapia pode funcionar como um complemento do trabalho terapêutico. O óleo essencial de Vetiver e o de Benjoim podem ajudar a trabalhar algum tipo de trauma relacionado à sexualidade. Como cada caso é particular e individualizado, o uso desses óleos deve ser feito com acompanhamento profissional.

DOENÇAS: Alguns problemas de saúde podem diminuir a libido e dificultar o orgasmo, como: traumas na medula espinhal, lesões nos nervos pélvicos ou genitais, episiotomia em parto (corte cirúrgico feito no períneo, entre a vagina e o ânus), esclerose múltipla, mielite, diabetes, neuropatias, lesões de vasos da região pélvica ou genital e neoplastia (plástica estética para diminuir os lábios da vulva, que pode diminuir um pouco a sensibilidade, já que é uma região extremamente irrigada e com terminações nervosas).

EXPERIÊNCIA TRAUMÁTICA EM RELACIONAMENTO ANTERIOR: Se você sofreu muito no relacionamento anterior, ou passou por grande sofrimento, proveniente, por exemplo, de uma traição ou perda, então a consequência disso pode ser a diminuição do desejo sexual e a dificuldade de chegar ao orgasmo.

Nesse caso, você pode estar bloqueando a entrega completa ao parceiro, com medo de se apaixonar demais, de perder esse amor ou de sofrer novamente. Você deve descobrir então quais crenças mais sabotam sua vida amorosa e aprender a se livrar de determinados conceitos limitantes.

Dica: neste caso, o mais indicado também é trabalhar a autoestima. Para isso, basta usar, em um difusor pessoal, 2 gotas dos óleos de Petitgrain, Ylang Ylang, Jasmim ou Gerânio. Todos ajudam a trabalhar sua autoconfiança e autoimagem, além de lhe deixar mais forte para seguir seu caminho e buscar uma nova pessoa parceira.

> Conheça seu corpo e crie um vínculo de amor com ele.

Vamos ser realistas? É muita hipocrisia querer se entregar completamente para alguém, se nem para você mesma é capaz de entregar, não é mesmo? Se evita se olhar no espelho, como vai deixar o outro lhe ver, sem que isso gere algum tipo de incômodo? Portanto, vou ensinar uma prática que realizo em minhas consultas íntimas e trazem ótimos resultados, cujo nome é “Espelho Terapia”.

> Você ficará sozinha em um ambiente que possa ficar à vontade na frente de um espelho, retirar toda a roupa e se observar durante longos minutos.

Perceba as sensações que terá ao longo desse tempo, o que sente ao se observar de imediato, quais são as autocriticas ou satisfações que lhe vêm à mente, o quanto você vai se acostumando com aquela imagem.

A ideia é ir se aceitando com suas imperfeições e exercitar um sentimento de amor por aquele reflexo que vê no espelho.

> Outra variação de “Espelho Terapia” que também sugiro que faça é olhar sua genitália no espelho. Faça a mesma avaliação de sentimentos e críticas em relação ao que fez com o seu corpo. Neste caso, vá além e reconheça cada estrutura da sua vulva. Identifique o clitóris, a vagina, os lábios menores e maiores, o ânus, a uretra e, por fim, também a aceite com amor.

> A Aromaterapia pode ajudar você a relaxar e se sentir confortável em contato consigo mesma e com seu corpo.

Para isso, utilize algum aromatizador de ambiente que tenha um dos óleos a seguir na composição ou ainda pingue 5 gotas de um deles em um difusor elétrico.

Você pode utilizar os óleos de Lavanda (que traz equilíbrio ao corpo e a mente), Laranja com o de Hortelã (que podem esvaziar sua mente, dar foco e fazer você sentir o momento).

> No momento que se entregar ao sexo com a pessoa parceira ou ao sexo consigo mesma (masturbação), se atente e se policie para não desviar seus pensamentos a qualquer outra coisa que não seja o momento de prazer em si. Concentre-se no agora, no envolvimento e nas sensações que seu corpo trás.

Perceba os desejos que sente e, como se fosse uma encenação, faça seu cérebro acreditar que seu desejo é mais forte do que aquele que sente. Aos poucos, você atingirá um nível maior de prazer, pois nosso corpo reage como desejamos.

Isso sugere que fingir orgasmo e prazer não é de todo mau, pois nosso corpo reage quimicamente a isso, proporcionando um maior prazer real.

> Para ter mais concentração na hora do sexo e também mais consciência do seu corpo e das sensações que experimentará, use 3 gotas dos óleos essenciais de Limão e Cardamomo no difusor elétrico e deixe no ambiente.

> Por fim, minha última dica é que leve bastante em consideração o ciclo sexual, no qual o desejo é a primeira etapa de um sexo completo.

Sendo assim, se a pessoa parceira não realiza muitas preliminares ou se mostra afoita, por exemplo, converse com ela para que aumente o tempo de conquista.

Outra opção é que vá a um local mais privado –ou mesmo ao lado do par, se você se sentir à vontade– e comece a se masturbar, para que o seu desejo aumente e prepare seu corpo para um ciclo sexual completo, com direito a um gostoso orgasmo

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