Como Saber Que Se Está Grávida?

O fenômeno da gravidez silenciosa está sendo cada vez mais comentado. São casos aonde mulheres descobrem que estavam grávidas dias antes do parto. Mas será que isso é realmente possível? Será que é possível descobrir a gravidez no dia do parto?

Apesar de ser algo incomum, isso de fato acontece. Assim como existe a pseudociese (gravidez psicológica), também existe a gravidez silenciosa aonde a gestante não percebe que está grávida antes do terceiro trimestre. Ou seja, a gravidez só é percebida um pouco antes de dar a luz ou até mesmo no momento parto.

O problema é que algumas mulheres podem ter sangramentos durante a gravidez ou alguma irregularidade menstrual. Isto certamente contribui para dificultar a identificação da gravidez. Lembre que o primeiro sinal de gravidez é relacionado sempre ao atraso menstrual. Outras mulheres podem ter algum problema psicológico que dificulta o reconhecimento ou mesmo a aceitação da gravidez.

Como Saber Que Se Está Grávida?

Gravidez Silenciosa – Eu não sabia que estava grávida!

Como saber se estou grávida se não tenho sintomas?

Pode ser difícil diagnosticar se você tem uma gravidez silenciosa. Afinal de contas se fosse sempre fácil isso não aconteceria, não é verdade? Entretanto, se você acha que pode estar grávida mas com dificuldade de identificar alguns dos principais sinais e sintomas como o ganho de peso ou o atraso menstrual, você pode ficar atenta a outros sintomas como:

  • Seios doloridos e inchados;
  • Urinar com maior freqüência;
  • Cansaço;
  • Náuse e vômitos;
  • Não tolerar algumas comidas ou cheiros.

E claro, nada melhor do que consultar o seu médico de confiança! Ele poderá fazer um exame clínico em você e solicitar exames complementares. Assim saberá com certeza se você está grávida ou não. Lembre-se que as mulheres devem consultar seu ginecologista pelo menos uma vez por ano.

É possível estar grávida e não sentir nada?

Geralmente o principal sintoma de gravidez é a menstruação atrasada.

Claro que para uma mulher que menstrua todo o mês, sempre na mesma época, é relativamente fácil perceber que existe algo de diferente quando a menstruação atrasa.

Entretanto é preciso considerar que estes casos de gravidez silenciosa geralmente acontecem com pacientes que possuem ciclos irregulares, e geralmente longos.

Algumas mulheres, por exemplo as que tem ovários policísticos, podem ficar vários meses sem menstruar. Além disso os ovários policísticos geralmente dificultam a gestação. Então, por exemplo para uma mulher com ovários policísticos a gravidez pode ser uma surpresa.

Outras mulheres podem ter sangramentos recorrentes durante a gestação e confundir isso com a menstruação. Nos casos por exemplo aonde a placenta está inserida muito próxima ao colo do útero, durante toda a gestação podem acontecer sangramentos que são confundidos com a menstruação.

O uso do anticoncepcional também pode ajudar a esconder a gravidez. Principalmente para as mulheres que usam o anticoncepcional de forma contínua. Ao esquecer de tomar o anticoncepcional a paciente pode engravidar e não se dar conta pois ela normalmente não menstrua.

Também é mais comum a gravidez silenciosa em mulheres obesas. Nestes casos o aumento da barriga pode não ser tão evidente pois o acúmulo de gordura no abdômen pode “disfarçar” o aumento do útero até o momento do parto.

E os outros sintomas de gravidez?

Os outros sintomas comuns da gravidez como enjôos, dores nas costas, sonolência ou dores nas mamas são bastantes inespecíficos.

Isto significa que podem acontecer em diversas situação e não apenas na gravidez.

Nos casos de gravidez silenciosa estes sintomas podem passar desapercebidos pois o enjôo pode ser atribuído a alimentação, o sono a um dia um pouco mais exaustivo e assim por diante.

A ausência completa de sintomas é incomum. Algumas mudanças no corpo sempre acabam acontecendo, o problema é que podem passar desapercebidas até chegar a hora de ir para o hospital.

Como posso saber se estou grávida tocando a barriga?

Durante os exames de pré-natal o obstetra palpa o abdômen materno para identificar a posição do bebê. Ele também mede a altura uterina para avaliar se o crescimento do bebê está adequado.

Palpar o abdômen para identificar o útero ou o bebê exige treinamento. Talvez seja difícil ou quase impossível para alguém sem treinamento tocar a sua barriga e saber se o que está sendo palpado é o útero ou apenas o intestino.

Por isso não queira tentar saber se está grávida tocando a barriga, você pode errar feio.

Talvez a melhor maneira de saber se você está grávida ou não será colocando a mão sobre o abdômen para tentar perceber os movimentos fetais.

Eles geralmente podem ser percebidos a partir da 20 semana de gestação. Sentir o bebê mexendo pode ajudar a identificar se você está grávida.

Principalmente se não tiver outros sintomas ou se a barriga não estiver aumentando a ponto de tornar evidente a gestação.

Quais são os riscos de uma gravidez sem acompanhamento pré-natal?

Dar a luz sem fazer o pré-natal pode ser perigoso para a futura mamãe e para o bebê. O pré-natal tem como princípio fundamental identificar situações que colocam em risco a mamãe e o bebê. Após a identificação destes problemas um tratamento é instituído para que a gestação transcorra sem problemas.

Um exemplo são os exames de sangue. No pré-natal é realizada uma triagem para anemia, diabetes, algumas infecções e se esses problemas forem descobertos é importante iniciar o tratamento adequado o quanto antes. Os exames de urina também são importantes pois as infecções urinárias, muito comuns na gestação, são a principal causa de parto prematuro.

Outro dado importante do pré-natal é a pressão arterial da futura mamãe que deve ser aferida em todas as consultas pois existe uma doença, chamada pré-eclâmpsia, que faz a pressão aumentar especificamente na gravidez. E claro, não podemos nos esquecer de citar também os exames de ultrassom que são fundamentais para acompanhar o desenvolvimento do bebê.

Tive uma gravidez silenciosa, será que serei uma boa mãe?

Claro que sim! Apesar de dar a luz sem perceber que estava grávida, isso não impede essas mulheres de serem serem excelentes mães. Na maioria das vezes quando as mulheres descobrem a gravidez elas compreendem e aceitam seu filho muito bem.

Entretanto é recomendável, se você teve uma gravidez silenciosa, fazer uma avaliação mental para tentar descobrir o que a levou a negar a gravidez. Isso é importante para previnir o abuso infantil e a negligência, que são mais comuns em mulheres que negaram a gravidez.

Acabei de descobrir que estou grávida. E agora?

Existem dois principais cenários quando a mulher descobre uma gravidez: para quem estava tentando engravidar há um tempo, a notícia é responsável por euforia e alegria, além de alívio por saber que o desejo de ser mãe será realizado.

Para quem não tinha planejado ter um bebê, mas passa a querer essa mudança na vida, a novidade pode assustar um pouco e gerar algumas dúvidas, que tendem a diminuir ao longo dos meses mediante acompanhamento.

Em ambos os casos, porém, surgem questões – vamos combinar que, na prática, até a mais planejada e informada das gestantes pode se sentir um pouco perdida assim que entende, de fato, que será mãe.

Antes de mais nada, respire (e não deixe de celebrar a novidade com as pessoas mais próximas).

Com auxílio dos experts Evelyn Prete, ginecologista e obstetra, Fernando Boldrin, ginecologista e obstetra do Grupo Sabin de Medicina Diagnóstica e especialista em reprodução humana, e Leopoldo Cruz Vieira, ginecologista, obstetra e mastologista do Hospital HSANP, preparamos um guia completo para que você saiba exatamente quais os próximos passos em relação aos cuidados com a saúde física, mental e emocional se você acaba de descobrir que está grávida.

Vá ao seu médico de confiança ou procure por um profissional especializado

Dr. Leopoldo explica que, por pura falta de conhecimento ou informação, muitas mulheres acabam procurando um pronto-socorro quando descobrem que estão grávidas, pensando que a primeira consulta como gestante será feita já naquele momento.

O melhor a fazer, na verdade, é procurar um ginecologista e obstetra de sua confiança, que seja capacitado para realizar o pré-natal e tirar todas as dúvidas nesta etapa.

Se possível, escolha um especialista que atenda em um consultório próximo à sua residência, para facilitar o acesso.

“Costumo dizer para as futuras mamães manterem a calma. Controlar a ansiedade, diminuir a euforia e, mesmo no caso de uma gravidez não planejada, procurar estar tranquila é importante para o bem do bebê.

É importante que a paciente entenda que o pré-natal representa uma série de etapas a serem cumpridas, com prazos que precisam ser corretamente executados, pois tudo tem o período correto a ser realizado”, diz o médico, que enxerga o pré-natal como um trabalho em conjunto entre médico e paciente, para evitar e tratar problemas que possam surgir durante os próximos meses. Caso a gestante não esteja se sentindo bem sobre a ideia da gravidez, deve procurar ajuda profissional, e um pré-natalista é o médico indicado para isso.

Para o Dr.

Fernando, uma dúvida bastante comum em mulheres que acabaram de engravidar é sobre como saber se o bebê tem alguma má formação genética, o que é diagnosticado por meio do ultrassom morfológico, feito durante o primeiro trimestre (entre 11 e 14 semanas de gestação) e indispensável – nele, são procurados sinais indicativos de problemas genéticos. Segundo o especialista, nesta primeira fase, a partir das dez semanas de gravidez, a mulher também deve fazer o chamado NIP test, um exame de sangue feito na mãe para procurar células do feto, realizando assim o exame genético do bebê.

Na mesma linha, Dra.

Evelyn reforça que muitas mães, logo no início, se preocupam com a saúde do bebê, querendo saber mais sobre hábitos permitidos e proibidos durante a gestação, o que envolve desde alimentação até uso de medicamentos.

Para ela, os melhores hábitos para manter uma gestação saudável, quando planejada, começam ainda antes da mulher engravidar, já que problemas como hipertensão e diabetes podem atrapalhar bastante o desenvolvimento saudável do bebê.

A partir de agora, preste mais atenção na alimentação

É importante que gestantes realizem todas as principais refeições do dia, de forma equilibrada e fracionada, para que isso vire hábito e elas possam seguir com a gravidez até o fim de maneira saudável, sem maiores problemas. Se possível, é recomendado que a grávida também procure por um nutricionista, para que a alimentação seja sempre diversificada e que a gravidez seja monitorada por diferentes especialistas.

Por recomendação médica, o prato da nova mamãe deve ser colorido e poderá conter: folhas verdes escuras diariamente, frutas, leguminosas de todas as cores, feijões diversos – como branco, fradinho e carioca -, oleaginosas como a castanha-do-pará (fonte de selênio) e alimentos integrais, que são fonte de fibras.

Caso a mulher consuma carne, vale investir em carnes magras, vísceras e em peixes não criados em cativeiro (que têm menores concentrações de metais pesados e mais ômega-3).

Para completar, é importante que a grávida passe a ingerir de dois a três litros de água por dia, e não deixar de urinar sempre que tiver vontade, para evitar infecções.

Se necessário, gestantes podem complementar a dieta com o uso de suplementos vitamínicos, como vitamina D, Ômega-3, ferro e ácido fólico.

“Minha recomendação é a utilização do ácido fólico, pois ele previne as doenças do tubo neural, ou seja, as doenças do sistema nervoso central do bebê, que está em formação nesse período.

Há também o metilfolato, que é um outro formato do ácido fólico, podendo chegar a 100% de absorção pelo corpo.

Atualmente, temos prescrito o metilfolato como vitamina inicial, e as demais são descritas após a realização de exames, de acordo com a necessidade de cada pessoa”, sugere Leopoldo.

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Por conta da gestação ser um processo complexo, que envolve também o sistema imunológico, deve-se evitar o consumo de açúcar durante todo o período, já que ele é capaz de prejudicar bastante o sistema imune materno, tornando a grávida mais propensa a ter infecções.

Chás pretos e verdes também não são indicados, pois prejudicam a absorção de ferro e podem ser maléficos para o desenvolvimento do bebê.

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Alimentos industrializados e embutidos, que possuem altas concentrações de conservantes, sódio e gordura trans, bem como gorduras e frituras, que aumentam o colesterol ruim (LDL) e podem levar ao desenvolvimento de hipertensão, diabetes e outros distúrbios cardiovasculares, também devem passar bem longe do cardápio da nova gestante. Por fim, consumir refrigerantes é igualmente prejudicial, assim como hábitos como tabagismo e ingestão de bebidas alcoólicas.

Movimente o corpo com responsabilidade e cuidado

Evelyn ressalta que, apesar de não existir um consenso sobre a proibição total ou não de exercícios físicos durante a gravidez, a orientação médica é de que gestantes sigam com o ritmo de atividade física que costumavam ter na rotina antes de ficarem grávidas. Por exemplo, se a gestante era uma atleta de alto rendimento antes de descobrir que estava grávida, ela pode continuar praticando as mesmas séries de exercícios, desde que respeitando os limites de acordo com o avanço da gestação.

“Se a paciente está habituada à prática de atividades físicas, eu não proíbo, mas friso que esse não é o momento de exagerar – pelo contrário, é o período de fazer atividades de manutenção, exercícios aeróbicos sem exceder a frequência cardíaca, não realizando treinos para uma grande queima calórica”, corrobora Leopoldo.

Já se a mulher era sedentária antes de engravidar, o recomendado é que ela adote exercícios aeróbicos de intensidade leve a moderada.

A mesma regra vale para praticantes de musculação: evite altas cargas e exercícios extenuantes.

Em caso de desconforto, seja qual for, sensação de contração ou, então, episódios de sangramentos, os exercícios devem ser suspensos, e retomados apenas sob aval do médico.

Cuide da saúde física…

Converse com seu médico para saber mais sobre quais exames você deve fazer e por quê. Entre os principais, estão os de análises clínicas e os de doenças infectocontagiosas.

Os mais comuns, que devem ser realizados nos três trimestres da gravidez, são: investigação de diabetes, pesquisa de bactérias na vagina, anemia, função renal e do fígado, sorologias de hepatites (B e C), sífilis, HIV, rubéola, toxoplasmose, Zika e citomegalovírus.

Devem ser feitos, ainda, exames de urina e de fezes, ultrassom transvaginal para verificar como está o saquinho gestacional e o crescimento do embrião e, por último, o ecocardiograma da mãe (já que o coração é muito exigido durante a gestação e também no dia do parto).

Ao longo da gravidez, é necessário que o médico confira a carteira de vacinação da gestante, que deve atualizar as vacinas faltantes.

Se a mulher ainda não tiver sido imunizada contra a Hepatite B, e não tiver recebido a vacina contra a Influenza A no último ano, deve receber ambas as vacinas após o primeiro trimestre de gravidez.

Além disso, todas as gestantes, incluindo as que já foram vacinadas em gestações prévias, devem tomar a tríplice bacteriana, que protege contra difteria, tétano e coqueluche, a partir da vigésima semana de gestação. Dependendo da época do ano, a vacina contra o vírus da H1N1 também pode ser administrada.

Não se esqueça de que existem outras doenças em circulação, como a Covid-19, dengue e zika. Ou seja, a gestante deve tomar o cuidado de usar repelentes, evitar aglomerações e aderir à máscara facial e ao distanciamento social sempre que possível.

… sem se esquecer da saúde mental

Grávidas, por fim, devem também cuidar da saúde mental, ainda mais após um ano atípico como o de 2020.

Evelyn sugere que, caso essa seja uma gestação saudável no aspecto mental, com um ambiente familiar equilibrado e boa rede de apoio, a mulher pode usar a psicoterapia como prevenção e cuidado, já que ela não serve apenas para tratar questões pontuais – isso independentemente de uma gravidez.

“Agora, se a mulher sofre ou já sofreu por conta de distúrbios psicológicos ou psiquiátricos, como depressão, ansiedade e tentativas de suicídio, ou se ela está inserida em um ambiente familiar desequilibrado ou enfrentando problemas conjugais, essa gestante deve ser acompanhada por um profissional durante todo o período gestacional”, reforça a médica.

O mesmo vale para o pós-parto e puerpério: a psicoterapia também é essencial para que a mulher possa lidar tanto com as alterações de humor ocasionadas pela regressão hormonal e pelos níveis pré-concepcionais, quanto com toda a adaptação à nova rotina com o bebê e questões relacionadas à autoestima.

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4 testes caseiros para saber se você está grávida

Atualmente, temos os famosos testes de gravidez que garantem uma porcentagem muito alta de eficácia. De fato, podemos até mesmo fazer outros exames para verificar se há uma gravidez, mas como os nossos antepassados ​​faziam para saber? Além da ausência ou dos atrasos do período menstrual, existiam testes caseiros para saber se você está grávida.

O engraçado é que alguns desses testes ainda são usados ​​até hoje, seja como uma forma de se divertir ou uma maneira incomum de verificar esse estado. Você sabe quais são eles? Vamos te contar neste artigo.

Testes caseiros para saber se você está grávida: são confiáveis?

Alguns testes são baseados em superstições, outros em lendas. De qualquer forma, nenhum dos testes caseiros para saber se você está grávida foi cientificamente comprovado. Embora possam ter funcionado para algumas mulheres, não podemos ‘acreditar’ neles cegamente.

Vários desses testes incluem coletar a primeira urina pela manhã e misturá-la com alguma outra substância. De acordo com o efeito alcançado, seria possível dizer se a pessoa está grávida ou não.

A ideia é detectar o hormônio hCG, que é encontrado na urina e que é produzido em maiores quantidades durante a gravidez. É a mesma base que mais tarde foi usada para fazer os típicos testes que são comprados em farmácias ou para os exames médicos que permitem determinar se uma mulher está esperando um bebê.

Os testes caseiros para saber se você está grávida têm uma alta taxa de erros. Eles são escolhidos acima de tudo para confirmar as nossas suspeitas ou para comprovar que seremos mães por meio de um método divertido. No entanto, se você deseja verificar se está grávida, a melhor maneira é fazer um teste cientificamente comprovado.

Exemplos de testes caseiros para saber se você está grávida

O melhor momento para fazer um teste de gravidez – caseiro ou não – é após duas ou três semanas da ausência de período menstrual. Somente então o corpo começa a secretar mais hormônio hCG (gonadotrofina coriônica humana). Se você fizer o teste antes, ele dará negativo.

Às vezes, alguns sintomas da gravidez são confundidos com os da menstruação, já que os seios ficam mais sensíveis, há dor abdominal, talvez mau humor, irritação ou cansaço excessivo. No entanto, existem outros que são específicos da gravidez, tais como os famosos vômitos.

Provavelmente você ainda não queira fazer o teste porque prefere esperar um pouco mais para confirmar se está grávida. Enquanto isso, você pode brincar um pouco com os seguintes testes caseiros para descobrir:

1. Teste do vinagre

Se você perguntar para a sua mãe ou avó, elas certamente te dirão que o usaram ou que conhecem alguém que o usou para saber se estava grávida. O teste envolve a coleta da primeira urina da manhã em um copo de vidro previamente fervido.

Então, adiciona-se uma colher de sopa de vinagre, deixando o líquido descansar durante meia hora, sem mexer. Se não houver nenhuma mudança, isso significa que você não está esperando um bebê. Mas, se o líquido formar espuma ou mudar de cor… Parabéns!

2. Teste do corrimento vaginal

Na verdade, esse não é um teste, pois se baseia na análise da cor do corrimento vaginal durante alguns dias. Quando há uma gravidez, ele se torna quase transparente e permanece dessa forma durante pelo menos algumas semanas.

“Os testes caseiros para saber se você está grávida têm uma alta taxa de erros. Eles são escolhidos acima de tudo para confirmar as nossas suspeitas ou para comprovar que seremos mães por meio de um método divertido”.

3. Teste do sabão

Esse é outro teste caseiro para saber se você está grávida que tem muitos anos de uso, pois parece funcionar. Você precisará de uma barra de sabão branco – aquele usado para lavar roupas – e, é claro, de urina.

O teste consiste em colocar o sabão em um recipiente de vidro e então despejar a urina da manhã até que ele esteja completamente coberto. Tampe imediatamente e mexa um pouco. Se uma espuma espessa se formar, significa que o resultado é positivo.

4. Teste da agulha

Também podemos encontrar alguns testes que são principalmente uma brincadeira entre as mulheres da família. Para esse em particular, são necessárias agulha e linha. Se você não tiver, pode usar um pingente e uma corrente.

Passe cerca de 30 centímetros de linha pela agulha e dê um nó na ponta. Então, deite-se na cama ou no sofá e segure a agulha a cerca de 10 centímetros da barriga (pendurada pelo fio). Fique completamente parada e aguarde durante alguns minutos para ver o que acontece. Se ela se mover sozinha, é porque você está grávida.

E ainda tem mais: de acordo com o movimento da agulha, é possível dizer se o bebê é um menino – se o movimento ocorrer em linha reta – ou uma menina – se a agulha se mover em círculos.

Você pode usar alguns desses testes caseiros para saber se você está grávida ou então no momento em que quiser dar a notícia para o seu parceiro ou para a sua família. Vai ser muito divertido e emocionante!

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Se está grávida | Associação para o Planeamento da Família

Se a menstruação não aparecer na data esperada, ao fim de uma semana pode ser feito um teste de gravidez através da urina (pode ser feito antes, mas o resultado pode não ser fidedigno).

Este teste pode ser adquirido numa farmácia ou num supermercado. Também pode recorrer aos técnicos de um centro de saúde e fazer um exame de sangue.

Este exame é mais preciso do que os testes de farmácia e pode detetar a gravidez a partir de cerca de 12 dias depois da ovulação.

A gravidez tem início a partir do momento em que ocorre a nidação, ou seja, em que o ovo se fixa às paredes do endométrio. Este fenómeno ocorre entre os 5 e os 12 dias. No entanto, técnicos de saúde calculam o início da gravidez a partir do 1º dia da última menstruação, não a partir da data da conceção.

Normalmente, uma gravidez dura entre 37 e 42 semanas, mas a sua duração média é de 40 semanas. Quando a grávida não sabe a data de início da última menstruação, a ecografia poderá ajudar a determinar quando é provável que ocorra o nascimento.

A importância de ir ao médico

Todas as grávidas têm direito à prestação de cuidados de saúde gratuitos, quer no Centro de Saúde, quer no Hospital.

Para vigiar a sua saúde e a do seu bebé, é necessário ir regularmente às consultas.

Ser-lhe-á entregue um livrinho verde (o Boletim de Saúde da Grávida) que deve ser levado sempre que for a qualquer consulta ou à urgência (é muito importante que este livro seja levado para o parto).

Consulte aqui mais informações sobre as consultas de vigilância da gravidez.

Cuidados essenciais durante a gravidez

A gravidez não é uma doença, porém, não deixa de ser importante que tome cuidados consigo e que encontre um equilíbrio entre fases de descanso e fases de atividade. Muitas mulheres encaram a gravidez como uma oportunidade para repensar o seu estilo de vida e para tomar decisões quanto a eventuais mudanças.

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Quanto à alimentação é importante que seja variada e equilibrada. É através da mãe que o feto recebe aquilo de que necessita para crescer e se desenvolver. Deve alimentar-se várias vezes ao dia e pouco de cada vez, procurando fazer refeições pequenas e com intervalos regulares.

Os alimentos que são recomendados durante a gravidez são:

  • ovos, carne, peixe (fornecedores de proteínas);
  • leite, iogurte, queijo e manteiga (fornecedores de cálcio);
  • ervilhas, feijão, grão (também fornecedores de proteínas vegetais indispensáveis ao feto);
  • fruta e vegetais em todas as refeições (fornecedores de vitaminas e sais minerais);
  • e, claro, água!

É importante, por outro lado, evitar ou reduzir o consumo de:

  • doces e bolos;
  • café, chá, álcool e bebidas com gás;
  • mariscos (risco de salmonelas);
  • carne mal passada (risco de toxoplasmose);
  • queijo fresco de leite não pasteurizado (risco de  brucelose).

O movimento e a prática de uma atividade física durante a gravidez ser-lhe-ão benéficas. Caminhar é um óptimo exercício na gravidez. Se lhe der prazer e não houver nenhum problema com a gravidez, continue a praticar o seu desporto habitual, embora possa ter que moderar a intensidade.

A atividade física melhora a circulação sanguínea e diminui alguns incómodos da gravidez, como a prisão de ventre e a fadiga, ajuda a diminuir o stress e as tensões físicas e emocionais.

  É importante, contudo, que a mulher converse com o seu médico assistente sobre qual a atividade física mais adequada ao seu caso.

Fumar e consumir drogas (incluindo medicamentos que não tenham sido prescritos pelo médico) ou álcool não são seguros durante a gravidez. O seu consumo pode causar problemas graves ao bebé. Os principais riscos relacionados com o tabaco, álcool e outras drogas incluem baixo peso à nascença, aborto, nascimento prematuro ou parto de um nado-morto, morte súbita do bebé.

Ter relações sexuais não prejudica o bebé em nenhuma fase da gravidez, pois ele encontra-se protegido no interior do útero, mergulhado no líquido amniótico.

Poderá ser aconselhada a não ter relações sexuais no caso de surgirem algumas complicações, como hemorragia vaginal e ameaça de parto pré-termo, por exemplo.

De notar, contudo, que nas relações sexuais há o risco de infeções que podem ser transmitidas e que podem afetar o feto ou complicar a gravidez, como é o caso da sífilis, da hepatite e da HIV/SIDA, entre outras.

Efeitos psicológicos da gravidez

Para além das mudanças físicas que ocorrem desde o início da gravidez, é natural também experimentar mudanças a nível emocional.

Pode haver alguma instabilidade emocional, angústia, ansidedade, ambivalência, insegurança, inquietação,… sentimentos considerados normais.

Os receios por se estar numa fase de grande transformação física e psicológica podem ser mais evidentes quando se trata da primeira gravidez.

Ao longo da gravidez costumam surgir alterações emocionais e psicológicas diferentes:

1º TrimestreA mulher e o homem parecem não estar ainda muito conscientes do que está a acontecer. Pode ser um período de grande entusiasmo e alegria, mas também de preocupações. 

2º TrimestreNa maior parte dos casos este é um período de maior calma. A barriga começa a notar-se, a mulher sente menos sono e começa a ganhar peso. Já sente o bebé e isso pode deixá-la mais tranquila e animada. 

3º TrimestreNo terceiro trimestre a mulher pode voltar a sentir-se agitada e preocupada, principalmente com o parto, com a saúde do bebé e também com o que irá acontecer depois do parto.

Se estes sinais se tornarem mais fortes, é importante que peça apoio a alguém de confiança, como familiares, amigos ou serviços específicos, expondo o que sente.

Preocupações comuns de futuras mães e pais

Preocupações comuns das futuras mães:

  • Se vai ser capaz de cuidar do bebé; 
  • Se se irá alterar a relação com o companheiro; 
  • Como será o pós-parto;
  • Como irá conjugar o seu trabalho com a vida familiar;
  • Como e quando poderá voltar a ter uma vida sexual normal;
  • Receia que outros elementos da família possam interferir de forma excessiva com a sua relação de casal e com o cuidar do bebé;
  • Tem dúvidas sobre se o seu companheiro irá colaborar nas tarefas domésticas e no cuidar da criança;
  • Preocupa-se com a saúde do seu bebé.

Preocupações comuns dos futuros pais:

  • Acerca das suas competências para cuidar do bebé;
  • Sobre se serão capazes de ajudar a sua companheira na recuperação do parto; 
  • Com a possibilidade de serem postos em “segundo lugar” com a vinda do bebé;
  • Sobre se vão ser capazes de sustentar financeiramente a sua família; 
  • Como poderão proporcionar a educação e bem-estar necessários ao bebé: 
  • Com a saúde do seu bebé.

Sinais de alerta na gravidez

Contacte imediatamente o centro de saúde ou a urgência do hospital/maternidade se durante a gravidez tiver:

  • Hemorragia vaginal;
  • Perda de líquido pela vagina;
  • Corrimento vaginal com comichão, ardor ou cheiro não habitual;
  • Dores abdominais;
  • Arrepios ou febre;
  • Dor/ardor ao urinar;
  • Vómitos persistentes;
  • Dores de cabeça fortes ou contínuas;
  • Perturbações da visão;
  • Diminuição dos movimentos fetais.

Para além do ficou descrito, há outras situações que podem implicar uma vigilância especial da gravidez e às quais deve estar atenta, bem como o seu médico (ex.: gravidezes múltiplas, factor Rhesus, doenças do sangue, hemorragias, tensão arterial elevada ou baixa, epilepsia, diabetes, infeções, doenças transmitidas por animais,…).

(Fontes: www.saudereprodutiva.dgs.pt e www.portaldasaude.pt)

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Sintomas de gravidez: como saber se está grávida

Como saber se estou grávida? Os primeiros sintomas de gravidez são muito importantes para lhe dar pistas para saber se está grávida  quando tem algumas suspeitas e o teste de gravidez ainda não o confirmou. Se quer descobrir o quanto antes se ficou grávida, tome atenção a estes primeiros sintomas de gravidez.

(Também lhe interessa: Tudo sobre os sinais e sintomas de gravidez)

Sintomas de gravidez mais frequentes

  1. Atraso na menstruação. Se o seu ciclo é regular e de repente se atrasa, deve ficar alerta. Pode ser um simples atraso sem importância, mas também poderá ser o primeiro sintoma de gravidez.

  2. Mudanças hormonais, que se podem apresentar das mais diversas maneiras, desde alterações de humor a manchas nas axilas, por exemplo.

  3. Pequenas perdas de sangue. Algumas mulheres têm pequenas perdas de sangue pela vagina cerca de doze dias após terem concebido.

    É uma quantidade muito pequena e não dura mais de dois dias. Não se sabe exatamente qual o motivo desta perda de sangue, mas poderia ser devida à implantação do óvulo fertilizado no interior do útero.

    Se lhe acontecer deverá consultar o ginecologista.

  4. Vontade de urinar com frequência. A partir das seis semanas de gravidez pode começar a sentir vontade de urinar com mais frequência. Também é um dos sintomas de gravidez mais frequentes. O principal motivo é porque durante a gestação aumenta a quantidade de sangue e líquidos no corpo e os rins trabalham mais.

  5. Inchaço abdominal. Outro dos sintomas de gravidez são as alterações hormonais que têm lugar no início da gravidez e podem fazer com que se sinta inchada, de um modo semelhante ao dos dias que antecedem a chegada do período.

  6. Tensão e dor mamária. As mamas podem inchar, aumentar de tamanho e mostrar uma especial sensibilidade por causa do aumento de progesterona e de estrogénios. Este sintoma de gravidez manifesta-se poucos dias depois da conceção. No entanto, o inchaço dos peitos pode ser um sintoma da menstruação que esteja a chegar em vez de ser um sinal de gravidez.

  7. Enjoos e vómitos. Na maioria dos casos, os enjoos da gravidez não começam até um mês após ter concebido, embora os possa sentir antes. Os enjoos e vómitos típicos da gravidez podem acontecer a qualquer hora do dia e são um claro sintoma de gravidez.

  8. Aversão a alguns cheiros e sabores. Ao ficar grávida pode acontecer que certos cheiros lhe causem repulsa e até que provoquem náuseas. Tal pode ser devido ao rápido aumento dos níveis de estrogénio no organismo.

    O mesmo pode acontecer com a comida: coisas que antes adorava e que agora a agoniam. Também se pode produzir uma alteração da perceção dos sabores e uma abundante salivação.

    Estes sintomas de gravidez manifestam-se normalmente entre a segunda e a oitava semana após a conceção.

  9. Cansaço e sonolência. No início da gravidez costuma produzir-se um cansaço que, possivelmente, é devido a um aumento dos níveis da hormona progesterona. Durante o segundo trimestre de gravidez recupera-se a energia e perto do final da gestação volta a aparecer o cansaço.

  10. Aumento da temperatura corporal. Embora esta alteração se possa dever a uma constipação ou a outros transtornos desse tipo.

  11. Obstipação. A elevada concentração de progesterona, responsável pelo relaxamento do tónus muscular causa também uma desaceleração na atividade do intestino.

    Por este motivo pode surgir a obstipação, outro dos sintomas de gravidez mais frequentes.

    Para a combater, é aconselhável beber muito, comer uma boa quantidade de fruta e verdura e fazer algum movimento: até os passeios simples e regulares podem bastar para estimular a atividade intestinal.

Quando e como fazer o teste de gravidez

Para além dos sintomas de gravidez, para ter uma confirmação fidedigna do estado de graça, é necessário fazer um teste de gravidez. Os testes, que se podem comprar na farmácia, contêm um agente que se tinge de azul ou rosa ao entrar em contacto com a hormona hCG, a gonadotrofina coriónica humana, presente na urina da mulher.

Estas análises são eficazes duas semanas depois da conceção mas, para reduzir o risco de falsos negativos, é aconselhável esperar uma semana de atraso da menstruação antes de comprar o produto e fazer o teste.

No mercado também existem testes mais avançados que indicam, inclusivamente, de quantas semanas a mulher está grávida.

No caso de o resultado não ser claro pode recorrer-se a análises de sangue da beta hCG que permitem medir a concentração de gonadotrofina coriónica humana do organismo materno, ou, mais bem dito, de uma das suas frações, a beta. A análise de sangue, repetida duas ou mais vezes no curso das primeiras semanas da gravidez, também permite avaliar o aumento da concentração da hormona e verificar se a gravidez está a avançar corretamente.

Dá para não saber que está grávida? Leia relatos e o que dizem os médicos

Para muitas mulheres, descobrir uma gravidez é sinônimo de alegria e da realização de um sonho. Embora não seja comum, algumas alegam não ter os sintomas típicos de uma gestação e só descobrem que estavam grávidas prestes a dar à luz.

É o caso da capixaba Jackeline Boldt Bastos, 33. Era maio de 2018 quando tudo aconteceu. Na época, Jackeline era solteira e trabalhava como balconista em uma loja de doces, em Cariacica (ES). Ela conta que levava uma vida normal e nem suspeitava de uma possível gestação, embora sentisse muita dor nas costas.

Imagem: Arquivo pessoal

Com o passar dos meses, a dor não cessou, por isso ela decidiu ir até um hospital e o médico constatou que as dores eram causadas por gases. “Tomava o remédio de gases e não sentia nada. E minha barriga não cresceu, mas sempre fui gordinha e muito desligada”, comenta.

Além disso, ela também não teve a maioria dos sintomas comuns de uma gestação e ainda conseguiu emagrecer. “Quando ele nasceu, estava fazendo dieta”.

No Dia das Mães, Jackeline estava em um churrasco na casa da avó. “Bebi e quando cheguei em casa comecei a passar mal. Liguei para um amigo e pedi para ele me levar ao hospital. Quando cheguei lá, na madrugada de domingo para segunda, o médico disse que era começo de infecção urinária, me deu dipirona, buscopam na veia e mandou eu ir embora e buscar o exame na segunda de manhã”, recorda.

Na manhã seguinte, quando foi buscar o resultado, o médico confirmou que se tratava de uma infecção urinária, e ela foi novamente medicada, já que as dores não haviam cessado com os medicamentos da noite anterior.

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Já na terça de manhã, as dores persistiram e ela foi para outro hospital. Ao chegar, o médico disse que a infecção estava muito forte e a colocou no soro. Em dado momento, ela precisou ir ao banheiro e, quando voltou, o ginecologista já estava na sala sugerindo que ela fizesse um teste de gravidez.

A princípio, ela se recusou, alegando que havia menstruado normalmente nos últimos meses, mas depois acabou concordando. “O resultado saiu às 14h e o médico disse: 'vai para a maternidade que você está ganhando neném'.

Fiquei em estado de choque e fui para o Hospital São João Batista. Para o anestesista conseguir me dar a injeção, uma assistente social ficou ao meu lado porque eu não conseguia parar de chorar.

Ganhei neném às 15h08 do mesmo dia”, relata.

Apesar das circunstâncias, o bebê nasceu bem por uma cesárea. “Ele nasceu saudável, grandão, com 2,8 kg e 46 cm”, recorda. Assim que viu o filho pela primeira vez, Jackeline conta que foi tomada por um sentimento imediato de rejeição.

“Na hora em que a médica veio chegando perto de mim, falei: 'não chega com esse menino perto de mim que vou jogá-lo longe, só fui vê-lo quando estava no quarto”. Por fim, passado o susto inicial, hoje ela não se imagina sem o filho. “Rejeitei-o no começo, mas agora ele é a minha vida”, afirma.

Um susto

Imagem: Arquivo pessoal

Situação semelhante viveu Lindinalva Dias Silva Rufino, 46, dona de casa. Questionada sobre quando teria engravidado, ela diz que foi em maio do ano passado, porque o filho nasceu em fevereiro, com nove meses completos.

Lindinalva é casada há 18 anos e sempre tentou engravidar. Um dos ginecologistas que a atendia chegou a afirmar que ela não tinha nenhum problema e sugeriu que o marido procurasse ajuda. Contudo, ele não seguiu o conselho, embora o casal sempre tenha desejado um filho.

Ela conta que não teve sintomas durante a gestação, exceto um. “A menstruação já tinha um tempinho que não estava descendo, e também estava sentindo um calorão, suando muito e bebendo bastante água. Mas como eu era um pouco irregular e nunca vinha no mês certo, achei que estivesse entrando na menopausa e já ia fazer consulta médica”, diz.

Ela conta que a barriga também não aumentou, mas quando faltava uma semana para o bebê nascer, o marido chegou a comentar que a barriga havia crescido, de repente. Mas como eles são casados há muitos anos e ela nunca engravidou, a suspeita de uma possível gestação foi ignorada.

Uma semana depois, o cenário mudou. “Acordei e fui levar meus sobrinhos na escola. Quando fui subir no ônibus, levei um tropeção no degrau e senti uma pontada no pé da barriga. Achei que era a minha menstruação que desceria”, descreve.

No entanto, a dor persistiu o dia inteiro. Ela conta que ainda lavou roupa e fez todos os afazeres de casa normalmente, mas sempre acompanhada de uma forte cólica. “À noite, fui ao banheiro, sentei no vaso e não parava de descer aquela água meio verde. Daí chamei meu marido e falei: 'a minha bolsa estourou'”. Nessa hora ela descobriu que estava grávida.

Ainda sem acreditar no que estava acontecendo, ligou para a mãe e a irmã. Foi tudo muito rápido: “Meu marido olhou para mim e viu o líquido descendo nas minhas pernas.

Fiquei sentada, minha pressão começou a subir e fiquei fora de mim”, lembra. Em seguida, ela e a família seguiram para o Hospital da Unicamp, em Campinas (SP).

Ao chegar, os médicos ainda fizeram um exame de urina para confirmar a gravidez.

“Daí foram verificar os batimentos, mas estavam demorando para encontrar. Falei que sentia uma coisinha na minha costela que doía bastante, então eles colocaram o aparelho perto da costela e conseguiram ouvir os batimentos dele”, conta.

Lindinalva ficou um tempo em observação devido a pressão alta e na manhã do dia seguinte o bebê nasceu por uma cesárea. Apesar do susto, ela diz estar muito feliz, pois depois de muitos anos o filho tão sonhado chegou. “Foi de repente. Uma surpresa muito grande para mim e para o meu marido. Agora, ele é tudo na minha vida”, finaliza a mãe.

O que acontece com o corpo durante uma gestação?

Imagem: iStock

Durante uma gravidez, o corpo da mulher passa por inúmeras transformações físicas e emocionais. A pausa na menstruação é a mais comum, porém há casos em que as mulheres continuam menstruando, mas são exceções.

Assim que a mulher engravida, ela começa a acumular líquidos chamados de embebição gravídica, que geram inchaços. A partir do terceiro mês é possível observar o crescimento da barriga. No entanto, quem tem a musculatura abdominal mais forte, consegue sustentar o útero dentro do abdome, por isso a barriga não fica tão aparente.

Mulheres com problemas de sobrepeso também não costumam evidenciar a barriga. O tamanho da barriga e o ganho de peso, em geral, também são definidos pela alimentação.

Os seios também podem ser um forte sinal de que há um bebê a caminho. A partir da sexta semana, o aumento de volume é notável e muitas vezes a mulher começa a sentir dores ou incômodos. A cor da aréola e dos mamilos também pode escurecer.

É importante ressaltar que durante a gestação, a vulva e a vagina tendem a ficar com uma coloração mais roxa e inchadas. Há, ainda, um aumento da descamação da vagina, com mais secreção (corrimento branco, fluido e sem odor).

Há também as alterações emocionais que podem ocorrer durante a gestação. Elas são responsáveis por sintomas como sonolência, dificuldade de concentração, memória e mais irritabilidade.

A gestação também altera a frequência cardíaca, a circulação sanguínea, a pressão arterial, a imunidade e os hormônios. Além disso, há mudanças no sistema urinário, respiratório, articular e no trato gastrointestinal, este último sendo o responsável pela maioria dos famosos enjoos. Ainda é possível notar mudanças na pele, que pode ficar mais oleosa e até nos cabelos.

Então como é possível esperar um filho e não saber?

Imagem: iStock

Os especialistas ouvidos por VivaBem divergem. De acordo com Giuliane Jesus Lajos, ginecologista e obstetra do Caism (Centro de Assistência Integral à Saúde da Mulher ) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e docente da divisão de obstetrícia do Departamento de Tocoginecologia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, é possível a mulher não saber que estava grávida.

“É muito difícil, mas não impossível. Já testemunhei pelo menos umas seis vezes nestes meus 21 anos de ginecologia e obstetrícia. É muito mais comum em mulheres com obesidade, pela dificuldade de percepção do próprio corpo. E o atraso menstrual pode ser comum para elas”, explica.

“Já testemunhei caso de a gestante ser magra, com um filho prévio, ou seja, já tinha vivenciado gestação anterior e chegou parindo, relatando surpresa com o fato. E parecia real.

Também vivenciei umas três situações em que a gestante procurou o pronto-socorro geral, não o ginecológico, com queixas de dores abdominais, sendo tratada como um abdome agudo a esclarecer, e na verdade era uma gestação e trabalho de parto. A gente chega a pensar que a gestante sabia e estava escondendo a gestação, mas não.

Testemunhei um caso em que o sonho do casal era ter um filho, e descobriram apenas quando rompeu a bolsa e procuraram o hospital, com 38 semanas de gestação. Então, sim, é possível”, afirma a obstetra.

Silvana Maria Quintana, docente do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da FMRP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto) também acredita na possibilidade de ocorrer uma gestação silenciosa.

Segundo a especialista, não dá para afirmar que a mulher sabia da gestação e estava mentindo. Ela explica que essa possibilidade até existe, mas há casos em que muitas mulheres dão à luz em casa e sozinhas —sem nenhum tipo de cuidado médico.

“Essa mulher, de alguma forma, negou evidências pelas quais o corpo passou por todo esse período. Por algum motivo ou problema, ela não se permitiu perceber essas mudanças do corpo e se preparar para a grande mudança que vai acontecer com a chegada de uma criança”, avalia.

“Acho que é uma negação ou falta de atenção com o próprio organismo, mas não acho, de jeito nenhum, que elas estejam mentindo. É raro, mas é possível”, completa. Silvana ainda afirma que mulheres que passam por essa situação precisam de cuidados, principalmente psicológicos, já que do dia para a noite se tornam mães, o que é uma mudança radical na vida de qualquer pessoa.

Por outro lado, há quem diga que é impossível uma gestação perdurar por cerca de 40 semanas sem que a mulher perceba. Segundo os especialistas, os sintomas de uma gestação são muito evidentes, e não há como serem confundidos.

“Existe um volume interino, uma história condizente com atraso menstrual e, a partir do quinto mês, você tem o bebê se mexendo dentro na barriga.

Então é impossível, na minha concepção, que uma pessoa não perceba o bebê se movimentando dentro dela.

No sétimo e oitavo mês, o bebê já tem força muscular suficiente para, inclusive, alterar o formato do abdome”, alega Alexandre Pupo, ginecologista e obstetra do Hospital Sírio Libanês e do Hospital Albert Einstein (SP).

“Não acho possível, principalmente pela movimentação do neném, de dois quilos ou até três mexendo na barriga. Não tem como não perceber”, opina Marina Nunes Machado, coordenadora do Departamento de Obstetrícia de Alto Risco do Hospital do Rocio (PR).

No entanto, ela acredita que mulheres obesas podem, sim, ter uma maior dificuldade de reconhecer uma gestação, mas ressalta que os sintomas são inconfundíveis e cita também o processo de negação gestacional, que, para ela, significa apenas negar o fato.

“O que eu já vi é a pessoa esconder, mas não, não saber. A partir do quarto mês não tem como não perceber uma gestação em andamento. São tantos sinais. Acho que ela tem que se ignorar muito, se negligenciar, para não perceber”, finaliza Machado.

Processo de negação pode acontecer

Quem também afirma ser possível uma gestação silenciosa é Rafaela de Almeida Schiavo, especialista em psicologia perinatal, pós-doutora em psicologia do desenvolvimento e aprendizagem pela Unesp (Universidade Estadual Paulista), fundadora do Instituto MaterOnline e membro da Sociedade Brasileira de Psicologia.

“Existem, sim, mulheres que engravidam e passam a gestação inteira sem saber. É claro que podem existir aquelas que propositalmente escondem a gestação até o final, mas uma boa parte das mulheres realmente não sabia. É perfeitamente possível”, afirma.

De acordo com a psicologia, esse é um processo chamado de negação. Isso ocorre quando a mulher tem os sintomas gestacionais, mas não consegue associá-los a realidade.

“Mas tem alguns indicativos aí, por exemplo, são mulheres que não conseguem reparar muito bem no seu corpo, algumas alegam que continuaram menstruando normalmente, muitas também estão com sobrepeso.

E muitas vezes ela atribui o movimento do feto a gases, a uma indisposição intestinal, exatamente por não saberem que estão grávidas”, diz Schiavo.

Para a psicóloga, cada mulher tem um motivo para a negação. Entretanto, não é possível generalizar. Logo, cada caso precisa ser avaliado individualmente.

“O inconsciente é tudo aquilo que não temos acesso, a gente não sabe que existe, nem o que é”, descreve. “Do ponto de vista psicológico, elas não estão mentindo.

E isso ainda pode trazer vários prejuízos para essa mulher e até para essa criança, já que ela pode apresentar uma depressão pós-parto, alta ansiedade, um transtorno, justamente porque ela está levando a vida dela normalmente e, de repente, se torna mãe sem saber”, explica a psicóloga. “Essas mulheres precisam ser compreendidas e não discriminadas”.

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