Como Saber Que O Bebe Esvaziou A Mama?

Como Saber Que O Bebe Esvaziou A Mama? Como Saber Que O Bebe Esvaziou A Mama?

Se tem uma dúvida muito comum entre as mamães na fase da amamentação é essa: quando trocar o seio durante a mamada. Aliás, quando o assunto é amamentação, surgem inúmeras dúvidas. É preciso trocar de seio a cada mamada? Por que é importante esvaziar a mama e como saber se está vazia? Enfim, são vários questionamentos acerca desse assunto.

No post de hoje, nossa colunista, consultora de amamentação, Dayse Melo, explica qual o melhor momento para trocar o seio durante a mamada. Confira e compartilhe com alguma mamãe que esteja passando por esse período.

Qual o melhor momento para trocar o seio durante a mamada, evitando que a mama fique com diferença de tamanho?

Essa é uma dúvida comum para as mães porque envolvem duas questões importantes. 1. como saber se posso trocar o seio indicando que o meu bebê mamou bem. 2. E evitar um aspecto estético de tamanho diferenciado das mamas.

Fato é que o segredo do processo de amamentação é a observação e informação adequada de como ele ocorre de maneira fisiológica.

O corpo da mãe responde imediatamente à sucção do bebê quando ele está no peito. Automaticamente, a hipófise – glândula responsável pelo processo fisiológico de produção e ejecção de leite materno, começa a “trabalhar” com a finalidade de alimentar o bebê.

O seu bebê antes, se alimentava pelo cordão umbilical e depois do parto ele precisa realizar todo o movimento propiciando uma mamada adequada para que o processo fisiológico da mãe se desenvolva também. Este ajuste entre a díade – mãe e bebê – é imprescindível para o desenvolver da amamentação.

A mãe precisa observar se, ao estar no seio, o seu bebê suga e engole com eficiência, aumentando um padrão mecânico de deglutição durante a mamada, com resposta ritmada.

Leia também: Leia também: o sutiã ideal no período da amamentação

É exatamente neste momento, que ele recebe o maior aporte calórico. Assim, podemos afirmar de forma cristalina, que a maior parte do leite materno é produzido durante a mamada. Quanto mais o bebê mamar em livre demanda e adequadamente, melhor a produção de leite materno.

A observação é fator primordial para a eficiência da amamentação.

O bebê deve vir ao seio para mamar de maneira eficiente e adequada.

Importante que em todas as mamadas sejam ofertadas ambas as mamas, em sistema de rodízio. A última mama ofertada é a que se inicia no processo seguinte.

Antes de amamentar, o ideal é que seja feita uma massagem em toda a mama e aréola. Isso facilita a fluidez da passagem e transferência do leite materno e um esvaziamento da estrutura da glândula mamária.

Uma vez observado esse padrão de aumento de deglutição do bebê e uma percepção de conforto e esvaziamento da mama, a mãe pode alternar oferecendo a segunda mama. E recomeçar o processo de observação de mudança de padrão, buscando uma eficiência da ingestão do bebê.

Por isso, na mamada seguinte, inicia-se pela última mama ofertada.

Leia também: um guia de amamentação para pais

Cada bebê oferece segundo o seu grau de desenvolvimento um padrão de força de sucção e deglutição que nos remete a uma avaliação na drenagem efetiva do leite materno.

O rodízio das mamas é importante para manutenção da produção de leite e ingestão do leite materno. O que resulta em um desenvolvimento adequado do bebê. E, também, evita o desconforto de diferenciação do tamanho das mamas, que gera, inclusive, reflexos emocionais para as mães, afetando a autoimagem.

A amamentação é um processo psicofisiológico, envolve cabeça e corpo. Portanto, ambos devem trabalhar em conjunto. Mas, atenção! Requer também, um manejo clínico adequado e uma escuta atenta dos desejos e dúvidas da mãe, que uma vez esclarecidas caminha com maior tranquilidade.

Como Saber Que O Bebe Esvaziou A Mama?

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▷ Amamentação: Benefícios, Conselhos e Dicas

A amamentação é uma forma maravilhosa de nutrir e criar laços com seu bebê. É um processo natural que pode ser desafiador inicialmente, até que você se acostume com ele. Leia sobre o que acontece quando se amamenta, os benefícios para você e seu bebê, como amamentar, sobre a pega correta e como tirar leite com a bomba.

  • Quais São Os Benefícios Da Amamentação Para Meu Bebê?
  • Quais São Os Benefícios Da Amamentação Para Mim?
  • Como amamentar?
  • Qual a aparência do leite materno normal?
  • Como saber se meu bebê está com fome?
  • Com que frequência devo amamentar?
  • Como saber se meu bebê está mamando o suficiente?
  • O que se pode ou não fazer na amamentação?
  • O que preciso saber sobre a ordenha do leite materno com bomba?
  • Por quanto tempo devo amamentar?
  • Há outros fatores que podem me ajudar com a amamentação?

Quais são os benefícios da amamentação para meu bebê?

Amamentar seu bebê traz uma série de benefícios. O leite materno contém minerais e nutrientes que ajudarão seu pequeno a crescer. Ele também diminui as chances de:

  • Infecções no ouvido
  • Alergias
  • Eczema
  • Asma
  • Vômitos
  • Diarreia
  • Pneumonia
  • Diabetes juvenil
  • Obesidade na adolescência e idade adulta
  • Síndrome da Morte Súbita Infantil (SMSI)

Alguns estudos afirmam que o leite materno também ajuda no desenvolvimento saudável do cérebro de seu bebê.

Quais são os benefícios da amamentação para mim?

O bebê não é o único beneficiado, a mãe também se beneficia com a amamentação.

Amamentar fortalece o laço entre mãe e bebê, pois estimula a liberação de ocitocina, o “hormônio do amor”, que também ajuda o útero a voltar a seu tamanho antes da gravidez.

O leite materno é conveniente, não requer preparação e está sempre disponível. Outra vantagem: a amamentação pode diminuir o risco de desenvolvimento do câncer de mama, câncer de ovário e diabetes tipo 2.

A amamentação também pode ajudá-la a perder o peso ganho durante a gravidez, pois usa parte da gordura acumulada durante esse período. Assim, você perde peso no lugar certo para o seu corpo. Porém, não se preocupe se seu peso não diminuir rapidamente, pois seu corpo vai precisar da gordura conforme seu bebê cresce e demanda mais leite.

Como amamentar?

Após seu bebê nascer, abrace-o diretamente em contato com sua pele. Isso estimulará o reflexo que faz com que seu bebê mame. Experimente segurar o peito com uma das mãos e tocar o lábio inferior do bebê com seu mamilo.

Se ele bocejar ou abrir a boca, traga-o para perto de você e tente posicionar o mamilo em direção ao céu da boca do bebê. Traga o bebê para seu peito e não o oposto.

Veja outras dicas valiosas para sua primeira experiência amamentando.

Bebês recém-nascidos podem mamar de 10 a 15 minutos em cada peito. Talvez seu bebê só queira mamar um seio, talvez ele queira mamar nos dois.

Quando o bebê soltar o peito, ofereça o outro para verificar se ele ainda está com fome. Se não estiver, você pode começar a próxima mamada no peito que não usou.

Experimente diferentes posições de amamentação para encontrar a mais confortável para você e seu bebê.

Qual é a aparência do leite materno normal?

Nos primeiros dias da amamentação, você poderá notar que seu leite é uma substância espessa e amarelada. Não se preocupe, pois isso é perfeitamente normal.

Nesse estágio você produz o chamado colostro, que é a primeira refeição de seu bebê e também sua primeira imunização contra doenças.

Nesse estágio, a quantidade de colostro que caberá no estômago do seu bebê é correspondente a uma colher de chá de líquido, portanto, seu bebê não precisará de muito para ficar satisfeito.

De dois a cinco dias depois do nascimento de seu bebê, você notará que o leite se torna mais cremoso. Esse leite é produzido na transição do colostro para o leite maduro.

O leite materno maduro começa a ser produzido dias após o nascimento de seu bebê e entra em produção completa no final da segunda semana.

O leite maduro é mais claro e ralo do que o colostro, e no início – chamado leite anterior – é semelhante ao leite desnatado, mas ele fica mais cremoso ao longo da mamada, ou seja, é o leite posterior.

Como saber se meu bebê está com fome?

Tempo também é importante quando falamos de amamentação. O choro do bebê é um sinal tardio de fome, que talvez dificulte a pega. Fique atenta se notar os seguintes sinais que são normalmente relacionados com a fome:

  • o bebê está alerta
  • mexe os braços
  • fecha as mãos
  • coloca as mãos na boca
  • faz movimentos de sucção com a boca
  • mexe a cabeça
  • busca o peito quando está no seu colo

Quando seu bebê estiver satisfeito, provavelmente fechará os olhos e relaxará os braços e as pernas.

Com que frequência devo amamentar?

Muitos especialistas sugerem que você deixe que seu bebê decida. Não se surpreenda se ele quiser mamar de hora em hora nos primeiros dias.

Isso ajuda a estimular a produção de leite, que se tornará sob medida para a necessidade de amamentação de seu recém-nascido.

Na medida que a amamentação se estabelece, você notará que a fome de seu bebê será menos frequente, significando que talvez você só precise amamentar a cada 2 ou 3 horas, ou de 8 a 12 vezes por dia.

Como Saber Que O Bebe Esvaziou A Mama?

Como saber se meu bebê está mamando o suficiente?

Talvez você esteja se perguntando se seu bebê está mamando o suficiente. Se escutar o bebê engolindo durante a mamada, você saberá que ele está recebendo o leite. Se ele dormir após a mamada, muitas vezes isso significa que ele está satisfeito. Alguns sinais de que seu bebê está mamando o suficiente são se:

  • Ele produzir cerca de seis fraldas com urina e de duas a cinco com fezes por dia, até aproximadamente 6 semanas de vida
  • Sua urina estiver clara, não muito amarela e com odor forte
  • Você sentir que seu peito está vazio após cada mamada
  • As fezes não estiverem duras e secas
  • O bebê para de chorar após a mamada

O que se pode ou não fazer na amamentação?

Talvez você tenha dúvidas sobre o que pode ou não fazer enquanto estiver amamentando, ou se precisa de uma dieta de amamentação especial para garantir que seu bebê esteja recebendo todos os nutrientes que precisa. Enquanto estiver amamentando, busque:

  • Ingerir de 450 a 500 calorias a mais por dia para produzir leite suficiente.
  • Comer peixes ou frutos do mar três vezes por semana, mas evite peixes com altos níveis de mercúrio ou poluentes, tais como peixe-espada, cavala e tubarão.
  • Se houver recomendação médica, tome um multivitamínico.
  • Beba bastante líquido Beba pouca cafeína nos primeiros dias de vida do bebê,
  • Espere pelo menos duas horas após beber bebidas alcoólicas antes de amamentar.
  • Beba somente em pequenas quantidades, não mais do que dois copos por dia.
  • Sempre pergunte a seu médico antes de tomar medicamentos enquanto amamenta. A maioria dos medicamentos é segura, mas alguns podem ser passados em pequenas doses para o bebê pelo leite.
  • Evite fumar, pois não só a nicotina é passada pelo leite para seu bebê, mas o fumo passivo pode prejudicar o bebê, além de diminuir a produção do leite.
  • Fale com seu médico se quiser saber sobre opções de contracepção que podem ser usadas durante a amamentação.
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O que eu preciso saber sobre a ordenha do leite materno com bomba?

A produção do leite materno é baseada na oferta e demanda, portanto, quanto mais você amamentar ou bombear o leite, mais leite produzirá. A ordenha com bomba pode ajudar se você estiver voltando a trabalhar e ainda quiser amamentar, ou se você quiser manter a produção quando seu bebê não quiser mamar. Aqui estão algumas dicas para fazer a ordenha com bomba:

  • Relaxe. O estresse pode reduzir a quantia de leite produzida, então busque um lugar tranquilo e silencioso para a ordenha.
  • Bombeie com frequência. Isso fará com que sua produção se mantenha alta. Você pode até ordenhar os dois peitos ao mesmo tempo.
  • Alimente seu bebê sob demanda. Se você notar que seu bebê está com fome, amamente. Isso também auxiliará a produção para a ordenha com bomba.
  • Beba líquidos com frequência.
  • Tente bombear após as mamadas. Após a mamada, bombeie do peito que não foi usado. De manhã a produção costuma ser mais alta, o que facilita a ordenha.

Por quanto tempo devo amamentar?

Profissionais da saúde recomendam a amamentação exclusiva de seu bebê até os seis meses de vid.

Depois você pode começar a introduzir uma dieta mais variada, acrescentando sólidos à amamentação até seu bebê completar um ano.

Não há um tempo pré-definido para parar de amamentar – é uma escolha que será única para você e seu bebê. Quando você estiver pronta para desmamar, leia nossos conselhos sobre o desmame.

Há outros fatores que podem me ajudar com a amamentação?

Talvez você precise de ajuda para começar, principalmente se for sua primeira vez amamentando, o que é absolutamente normal. Abaixo, algumas dicas de como tornar a amamentação mais fácil:

  • Não tenha medo de pedir ajuda. Na primeira vez que amamentar seu bebê, peça ajuda. Uma enfermeira da maternidade ou consultora de amamentação poderão ajudá-la a encontrar a melhor posição de amamentação para seu recém-nascido e ajudá-lo a chegar à pega correta.
  • Considere deixar o bebe dormir no seu quarto. Pelos primeiros meses pode ser mais conveniente para você deixar que o bebê fique em seu quarto, no moisés ou bercinho, para que você possa amamentá-lo com mais facilidade quando estiver com fome.
  • Tente não dar a chupeta muito cedo. Talvez você tenha que esperar para dar a chupeta a seu bebê, pois se der muito cedo, ela poderá interferir com a amamentação devido ao movimento de sucção, que é diferente do usado no peito. Especialistas recomendam dar a chupeta somente depois de a amamentação estar bem estabelecida, geralmente depois de três ou quatro semanas de vida.
  • Cuide de seus mamilos. Deixe o leite secar naturalmente em seus mamilos, pois isso ajuda a curar possíveis irritações. Se você não tiver tempo, seque gentilmente com leves toques. Use protetores em seu sutiã para evitar vazamentos e não se esqueça de trocá-los com frequência. Quando estiver tomando banho, evite o contato de sabonetes ou shampoo com seus mamilos. Se estiver sofrendo de mamilos ressecados e rachados, você pode usar lanolina purificada após cada mamada para acalmar a irritação e manter a hidratação da área. Muitos especialistas também recomendam tomar banhos de sol para ajudar na cicatrização. Consulte seu médico se notar sinais ou sintomas de mastite, que podem parecer com sintomas de gripe e causam dor nos peitos.

A amamentação é um processo natural, mas pode levar tempo para que você e seu bebê entrem em uma rotina estabelecida. Na realidade, muitas mães precisam de ajuda em algum momento.

Leia mais sobre a amamentação de recém-nascidos e obtenha dicas valiosas para as primeiras mamadas.

Você também pode buscar ajuda de um(a) consultor(a) de amamentação para ajudá-la a aprender técnicas de amamentação.

Agora que você embarcou nessa aventura com seu pequeno ou pequena, estamos aqui desde o primeiro dia. Entre para o nosso Pampers Clube e ganhe presentes para você e seu bebê.

Como Saber Que O Bebe Esvaziou A Mama?

Como saber se o bebê mama o suficiente?

A chegada de uma criança gera muitas dúvidas e é comum que as mães, em especial as de primeira viagem, se perguntem como saber se o bebê mama o suficiente.

Como Saber Que O Bebe Esvaziou A Mama?

Uma das dúvidas mais comuns que afligem as mães que acabaram de dar à luz é como saber se o bebê mama o suficiente. Afinal, aquilo que pode parecer ser muito simples de identificar quando temos mamadeiras graduadas em mililitros não é tão perceptível assim durante o aleitamento materno.

Em consequência disso, a ansiedade e as frustrações se tornam uma constante na vida das mães, principalmente as que estão amamentando seu primeiro filho. Pensando nisso, nós elaboramos este guia para ajudar você a descobrir se o seu bebê está mamando conforme o esperado.

Conhecendo seu bebê

Ainda que não sejam nossos primeiros filhos, é normal lidar com a insegurança nos primeiros dias de vida. Nesse momento, o mais importante é ter calma, já que o tempo, a prática e a intimidade entre você e a criança tornarão esse processo bem mais tranquilo.

A sensibilidade da mãe em perceber as sutilezas e as características do seu bebê é fundamental, já que cada criança tem suas particularidades, inclusive quanto aos seus hábitos alimentares.

É importante destacar que os nenéns não choram apenas quando estão com fome. O choro pode indicar também que eles estão sentindo frio, calor ou até mesmo algum incômodo, como as temidas cólicas.

Inclusive, muitas vezes, nossos pequenos mamam mesmo não estando com fome simplesmente porque o movimento da mamada e o contato físico com a mãe acalentam e acalmam a criança.

Percepções sobre seu próprio corpo

A descida do leite normalmente ocorre em torno do 5º dia após o nascimento. Até então, o leite produzido pela mãe é chamado de colostro, um leite amarelado, rico em nutrientes e anticorpos que vão ajudar a proteger o recém-nascido.

Com a descida do leite, a mulher sente os seios mais pesados e volumosos e eles muitas vezes chegam a “vazar” quando estão cheios ou quando o horário da próxima mamada do bebê está próximo, já que é a própria amamentação que condiciona a produção materna do leite.

Após as mamadas, é possível que a mãe consiga sentir uma diferença no volume e peso dos seios, muitas vezes sendo perceptível até mesmo a olho nu.

A troca de fralda pode dizer muito

  • Além desses fatores, a frequência da troca de fraldas também pode ser um indicativo da eficiência da amamentação, pois o bebê recebe todos os seus nutrientes por meio do leite materno.
  • Tendo isso em mente, um bebê que faça pouco xixi, o que significa poucas trocas de fraldas diárias, ou faça um xixi com cheiro forte ou mais escuro provavelmente está recebendo pouco líquido, assim como um bebê que faça fezes secas ou escuras.
  • Considerando que a recomendação médica e a orientação do Ministério da Saúde são de se manter os bebês exclusivamente no aleitamento materno até os seis meses de vida, a ingestão de líquido deve ser sempre suprida com o oferecimento de mais leite, e não com água ou chás.

Mudanças no peso do bebê

Outro indício que ajuda quando o assunto é como saber se o bebê mama o suficiente é o próprio peso da criança.

Nos primeiros dias de vida, é normal que os recém-nascidos percam cerca de 5 a 10 por cento do peso que apresentaram no parto, mas a partir da segunda semana eles já devem estar recuperando este peso perdido.

Os principais sinais disso são as bochechas ficando mais arredondadas e as perninhas e bracinhos ficando mais gordinhos.

Novamente, não existe uma fórmula certa, e cada criança apresenta um crescimento diferente. Porém, a partir da curva de ganho de peso feita pelo pediatra e das características genéticas da família, é possível determinar se é necessário ter alguma atenção especial.

O mito do “leite fraco”

É muito importante deixar claro que não existe “leite materno fraco”. O leite materno é produzido naturalmente para atender as necessidades do bebê na fase em que ele se encontra, mas muitas mães ainda escutam comentários ultrapassados sobre esse assunto.

Na verdade, o que acontece é que alguns fatores podem prejudicar a amamentação e fazer com que o bebê não mame o suficiente, mas eles não se tratam de “leite fraco”. Conheça os principais:

    • a pega incorreta da criança, que pode fazer com que ela não consiga sugar leite suficiente;
    • o estresse materno, que influencia diretamente a produção de leite, podendo fazer com que ele diminua ou até mesmo cesse;
    • a alternância precoce de seio sem que a criança consiga mamar o leite mais gorduroso, que sai apenas no final da mamada e traz maior saciedade;
    • a baixa ingestão de líquidos pela mãe, bem como uma alimentação pobre em nutrientes; e
    • uma simples fase de crescimento da criança na qual ela demanda mais leite: nesse caso, saiba que a produção materna se adapta naturalmente a essa nova demanda.

Sinais de que o bebê está mamando pouco

Os médicos estimam que, em média, os bebês mamam entre 8 e 12 vezes por dia nas primeiras semanas de vida e costumam molhar no mínimo 6 fraldas diariamente. Portanto, se o seu bebê apresentar números mais baixos do que esses, é preciso investigar.

Conheça outros sinais que podem ajudar a identificar que ele está mamando de forma insuficiente:

    • O bebê não apresenta ganho de peso ou continua perdendo peso a partir da terceira semana de vida;
    • O bebê machuca os seios da mãe ou apresenta covinhas enquanto mama, indicando que ele pode estar com a pega incorreta. Isso faz com que ele engula muito ar e acabe mamando menos do que deveria;
    • O bebê ainda se mostra agitado ou irritado após as mamadas, quando o esperado seria que ele estivesse calmo e relaxado. Nesse caso, embora ele ainda possa estar fome, não descarte outros fatores como cólica e a relutância em dormir.

Caso você se identifique com essas situações, vale a pena procurar uma consultoria de amamentação para que você e seu filho enfrentam e resolvem as dificuldades juntos. Se você tiver alguma dúvida sobre como saber se o bebê mama o suficiente, não deixe também de procurar um pediatra experiente e que se mostre disposto a ouvir o seu relato. Confie em seus instintos maternos.

  1. Fonte(s): Bebê Mamãe, Baby Center e Bebê a Bordo.
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Como saber se o bebê esvaziou o peito? Uma grande dúvida na amamentação

E a verdade é que não tem como saber se o bebê esvaziou o peito da mãe simplesmente porque a mama nunca fica, de fato, “vazia”. O leite é produzido de forma contínua no peito e 80% deste leite, inclusive, é produzido durante a mamada. Lembra que o peito é fábrica e não estoque?

>> Mamadas frequentes: o bebê quer o peito sempre que chora?

Talvez saber se o bebê esvaziou o peito se torne algo confuso justamente por que ela não quer dizer literalmente o que esta escrito. Na verdade significa: como saber se o bebê mamou o suficiente.

>> Como ordenhar leite materno: aprenda a técnica

>> Produção de leite materno: como ela acontece?

Quando o bebê mama o suficiente em uma mama, você tem a sensação de alívio com o peito mais macio e leve. Se você aperta um pouco esta mama ela não sai mais aquele jato de leite forte, mas sim algumas gotas.

>> Técnica de compressão da mama ajuda o bebê a mamar mais

Se ao tocar suas mamas você sentir que elas estão duras e com algumas áreas duras, significa que ainda tem bastante leite nesta mama. Dependendo, você pode dar a mesma mama para o bebê na próxima mamada primeiro e logo em seguida a outra

Uma mama com o leite mais branco é a que provavelmente esta mais “vazia” e ainda precisa dar para mamar . A mama com o leite mais transparente é o que está “enchendo” e pode ser deixada para a próxima mamada ou dada depois desta se o bebê ainda quiser mamar mais.

É sempre bom dar a mama que o bebê mamou por último e, depois de uns minutos, colocar o bebê no outro peito, assim você tem certeza que ele mamou tudo

  • >> Tempo de mamada e troca de peito, como assim?
  • É importante o bebê mamar tranquilamente em uma mama até ele mesmo indicar a você que quer mudar de mama, ou seja, até você perceber que esta mama esta mais vazia e é era hora de trocar.
  • Quando o bebê mamou bem em um peito, ele começa a reclamar nesta mama e assim que você o coloca no outro peito, ele volta a mamar tranquilo.

Ter a consciência de peito vazio e peito cheio é algo que você começa a ter logo, não demora muito tempo depois que se inicia o processo de amamentação em livre demanda

Isto porque você passa a entender os hábitos de mamada de seu bebê, seu corpo passa a produzir de acordo com a demanda do seu bebê e caso ele “atrase” a mamada ou pule alguma, seu corpo sinaliza deixando o peito cheio e duro, que esta passando da hora de dar mamar.

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Conheça alguns mitos que podem atrapalhar o aleitamento materno

Amamentar é muito mais do que nutrir uma criança. É um processo de interação profunda entre mãe e filho. A mulher que amamenta protege seu bebê contra infecções. Amamentar contribui para o desenvolvimento cognitivo e emocional do bebê.

Mesmo estando provados os benefícios do leite materno e do aleitamento para mãe e bebê, existem muitos mitos que envolvem esse momento da vida e que podem ser um empecilho para que as mães amamentem.

O Blog da Saúde selecionou algumas afirmações equivocadas, constantemente reproduzidas pelas pessoas, para serem esclarecidas pela Coordenação de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde.

Confira as respostas e ajude-nos a divulgar informações oficiais sobre amamentação para que mais e mais famílias consigam garantir a saúde de crianças e das mulheres durante o período inicial de vida do bebê.

Mito ou Verdade: O leite materno pode ser fraco para nutrir o bebê.Mito. Não há leite materno fraco. O leite materno apresenta composição semelhante para todas as mulheres que amamentam e é o alimento ideal para o bebê, sendo recomendado até os dois anos de vida ou mais, sendo exclusivamente até o 6º mês de vida.

Mito ou Verdade: Preciso dar os dois peitos a cada mamada.

Mito. O tempo de cada mamada não deve ser fixado, pois o esvaziamento da mama pode variar conforme a fome do bebê, do intervalo entre uma mamada e outra, do volume de leite armazenado na mama, entre outros. O importante é que a mãe dê tempo suficiente para o bebê esvaziar adequadamente seu seio, caso esvazie uma mama por completo e a criança ainda deseje mamar, a mãe pode oferecer a outra mama. Na próxima mamada, recomenda-se que a mãe dê o seio que não foi oferecido na mamada anterior ou ofereça o que o bebê mamou por último. caso tenha sido ofertado as duas mamas.

Mito ou Verdade: Canjica e caldo de cana aumentam a produção de leite.

Mito. A produção do leite materno depende principalmente da sucção do bebê e do esvaziamento da mama. Portanto, quanto mais o bebê mamar e esvaziar adequadamente as mamas, mais leite a mãe irá produzir.

Mito ou Verdade: O leite congelado, mesmo que retirado das mamas, não tem os mesmos nutrientes.

Mito. O leite pode ser congelado por até quinze dias sem perder suas características e qualidade nutricional, desde que armazenado adequadamente.

Mito ou Verdade: Quem fez redução mamária ou colocou silicone não poderá amamentar.

Mito. A cirurgia nos seios não impede a mulher de amamentar, desde que durante a cirurgia sejam preservadas as estruturas das mamas.

Mito ou Verdade: Seios muito pequenos não produzem leite na quantidade suficiente para o bebê.

Mito. O tamanho da mama não tem relação com a produção do leite. Tanto as mamas grandes quanto as pequenas possuem capacidade de produzir o mesmo volume de leite em uma dia.

Mito ou Verdade: Os mamilos devem ser higienizados a cada vez que o bebê for mamar.

Mito. Não é necessário higienizar as mamas sempre que for amamentar, no entanto é importante que a mãe tenha hábitos de higiene adequados como banho diário, lavando a mama com água e sabonete e esteja sempre com o sutiã limpo e seco. Não é recomendado o uso de absorventes de seios e nem utilização de conchas protetoras, pois podem deixar as mamas úmidas, favorecendo a proliferação de fungos e bactérias.

Mito ou Verdade: Se a mãe tiver dificuldades de amamentar seu filho, o ideal é que o bebê mame no seio de outra mulher.

Mito. A primeira opção para a mulher que está com dificuldades de amamentar é buscar apoio junto a um profissional de saúde. Ela também poderá encontrar ajuda no Hospital que teve seu bebê, em um Banco de Leite Humano ou ainda em uma Unidade Básica de Saúde próxima a sua casa. Não é recomendada a amamentação cruzada, que é quando o bebê mama em outra mãe. O perigo está em o bebê ser contaminado por uma doença infecto–contagiosa, como a Aids.

Mito ou Verdade: O leite do banco de leite pode não ser seguro.Mito.

A principal diferença entre o leite do Banco de Leite Humano para o leite doado diretamente por uma outra mãe é que no Banco de leite é tratado, pasteurizado e, por isso, não há possibilidade de transmissão de doenças.A mãe não deve amamentar outra criança que não seja o seu filho.

Mesmo se esta mãe estiver com os exames normais ou se teve uma gravidez tranquila, ela pode estar em uma janela imunológica para uma doença, e esse bebê correrá o risco de contrair alguma doença.

Mito ou Verdade: O bebê pode ficar mal acostumado se não tiver horários para mamar.

Mito. A orientação do Ministério da Saúde é a amamentação sob livre demanda, ou seja: o bebê deve mamar sempre que desejar.

Mito ou Verdade: Amamentar durante uma segunda gestação pode prejudicar o desenvolvimento do bebê no útero.

Mito. É possível manter a amamentação em uma nova gravidez se for o desejo da mulher e se não houver intercorrências na gravidez. Já quando houver ameaça de parto prematuro é indicado interromper a amamentação. O hormônio que controla a ejeção do leite, a ocitocina, também estimula o útero a contrair. A estimulação do mamilo pode intensificar o trabalho de parto. Porém, esse hormônio sozinho não é capaz de iniciar o trabalho de parto. O útero está na fase de carregar o bebê, bem protegido contra um trabalho de parto precoce.Mito ou Verdade: Quando o bebê começa a comer, o leite materno pode prejudicar a absorção de ferro.Mito. Quase 70% do ferro do leite materno é absorvido adequadamente pelo bebê. O leite materno possui bactérias benéficas que atuam no fortalecimento da imunidade, assim como em outros fatores de proteção que otimizam toda a capacidade de absorção de ferro e outros nutrientes. O ferro presente no leite materno é de mais fácil absorção pelo organismo do bebê. Outros alimentos, mesmo tendo bastante ferro, nem sempre são bem absorvidos pelas crianças durante a fase de amamentação.

Fonte: Ministério da Saúde

Amamentação: tudo o que precisa de saber | CUF

A amamentação é um ato de amor e carinho, que proporciona uma relação íntima entre mãe e bebé, sendo um fator fundamental para o seu desenvolvimento psicoafetivo.

Para uma mãe, alimentar o seu filho é também um gesto muito natural, assim como o é para o bebé. O que não significa que, sem que a mulher saiba, não sejam cometidos alguns erros. O mais importante é estar informada.

Encontre neste guia da amamentação tudo aquilo que precisa de saber para que esta fase decorra às mil maravilhas.

Amamentação: benefícios para o bebé e para a mãe

O leite materno é o melhor e mais completo alimento que existe para o bebé: previne infeções, obesidade e diabetes. Além disso, está sempre pronto e à temperatura ideal, sendo económico e de fácil digestão.

Para a mãe, a amamentação previne hemorragias no período pós-parto e promove a involução uterina. Reduz o risco de osteoporose, cancro da mama e cancro do ovário, ajudando ainda a mãe a recuperar o seu peso habitual.

No entanto, apesar de se tratar de um ato natural e com inúmeros benefícios para a mãe e para o bebé, a amamentação requer um período de adaptação e a mãe deve estar bem informada para que usufrua desta fase com tranquilidade. Vamos ajudá-la!

Leite Materno

A quantidade de leite produzida não depende da mãe, sendo regulada pelo bebé segundo vários fatores: intervalo entre as mamadas, volume de leite ingerido de cada vez e se obtém leite de uma só mama ou das duas.

Pode haver uma grande variabilidade no intervalo entre as mamadas e no volume de leite ingerido por refeição, mas não no volume total ingerido diariamente. O choro é um sinal tardio de fome e nem todos os bebés choram após a manifestação dos sinais precoces de fome.

Durante a amamentação, sempre que o bebé suga, as terminações nervosas do mamilo iniciam um ciclo em que intervêm hormonas (ocitocina e prolactina) que levam ao processo de produção de leite e à sua passagem da mama para o bebé.

A ocitocina estimula a contração das células musculares à volta dos alvéolos e o leite que está armazenado na mama flui mais facilmente durante a amamentação. Se o reflexo da ocitocina não funcionar bem, o leite permanece na mama e não sai, reduzindo a quantidade de leite necessária para o bebé.

Fatores como a mãe sentir-se contente, ter prazer quando vê ou sente o bebé, mesmo quando este chora, vão ajudar o reflexo da ocitocina, assim como o facto de a mãe ter confiança na sua capacidade de amamentar e a convicção de que o seu leite é o melhor para o bebé. Deve, por isso, evitar fatores de stress ou ansiedade.

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A prolactina atua na mama, fazendo com que as células secretoras produzam leite. A prolactina faz com que a mãe se sinta relaxada e algumas vezes sonolenta.

Cerca de 30 minutos após a amamentação, a prolactina atinge o pico máximo de concentração no sangue, o que faz com que a mama produza leite para a mamada seguinte. Assim, quanto maior for o número de mamadas, maior a quantidade de leite produzida.

A produção de prolactina aumenta à noite, o que significa que amamentar durante a noite é especialmente importante para manter a produção de leite.

Existe no leite uma substância que, se permanecer na mama, atua como fator inibidor, faz com que as células deixem de o produzir, “controlando” a produção excessiva de leite. Se o leite materno for removido, via amamentação ou outra, o fator inibidor também é removido e, então, a mama vai produzir mais leite.

A composição do leite materno altera-se ao longo do tempo, do dia, e da mamada. Varia de acordo com as necessidades do bebé e adapta-se ao seu ritmo de crescimento. Durante a alimentação exclusiva com leite materno o bebé não necessita de ingerir água ou outros suplementos.

  1. Colostro: Tem cor amarelada e/ou transparente e é produzido em pequena quantidades até ao 2º a 3º dias após o parto. É pobre em gorduras e lactose, mas muito rico em proteínas e anticorpos que vão proteger o bebé contra infeções. Tem efeito laxante e promove a maturação do intestino.
  2. Leite de transição: Tem uma cor mais parecida com a do leite. Tem maior concentração de gorduras, vitaminas e lactose (maior aporte energético). Entre o 2º e o 3º dia, as mamas ficam mais tensas e poderá surgir um pico febril – isto deve-se ao aumento do volume de leite produzido (descida do leite).
  3. Leite maduro: Surge a partir do 15º dia até ao desmame. Durante a amamentação inicialmente o leite é mais líquido e açucarado (rico em água e hidratos de carbono) e vai se tornando cada vez mais espesso e rico em lípidos (gorduras).

Amamentação: dicas e conselhos

    • A mãe deve procurar manter o bebé perto de si, especialmente ao início, para conhecê-lo bem
    • Dar de mamar sempre que o bebé apresentar sinais precoces de fome e em horário livre
    • Assegurar uma pega correta
    • Manter as mamadas da noite
    • Evitar a utilização de mamilos artificiais, chuchas e biberões (o diferente posicionamento da língua confunde o bebé, que começa a ter dificuldade em mamar)
    • Ponderar devidamente a introdução de substitutos do leite materno (que interferem no processo para estabelecer e manter a produção e a quantidade de leite). Se estiver insegura, peça ajuda a um técnico de saúde

A amamentação deve ser frequente, em horário livre, sem restrições na duração, nos intervalos ou no acesso a uma ou duas mamas em cada refeição. Não existe relação entre o tamanho do peito e a capacidade de produção de leite.

  1. Ofereça primeiro a mama em que o bebé não mamou da última vez ou a que mamou em último lugar;
  2. Deixe o bebé esvaziar completamente a mama e só depois ofereça a outra;
  3. O bebé deve mamar até ficar satisfeito;
  4. O intervalo livre entre as mamadas habitualmente não ultrapassa as quatro horas.
    • Lave bem as mãos
    • Escolha um lugar agradável e adote uma postura confortável para que se sinta relaxada
    • Se der de mamar sentada, as suas costas devem estar direitas e apoiadas assim como os braços. Os seus pés devem assentar completamente no chão. Coloque uma almofada no colo para apoiar o bebé
    • Se der de mamar deitada, deite-se bem de lado, com uma almofada debaixo da sua cabeça e o ombro repousado na cama
    • Uma vez que o bebé esteja a mamar bem, será capaz de o alimentar confortavelmente em qualquer local

É importante assegurar que o bebé faz uma boa pega pois, de outra forma, pode não conseguir ingerir a quantidade de leite suficiente durante a amamentação, podendo esta ser dolorosa e os seus mamilos ficar magoados e/ou gretados.

    • A mãe deve segurar o bebé bem aconchegado a si
    • A barriga do bebé deve estar encostada à barriga da mãe (cabeça, ombros e corpo numa linha reta)
    • O nariz ou lábio superior do bebé devem estar na direção do mamilo
    • Deve esperar que o bebé abra bem a boca (pode roçar levemente os lábios contra o seu mamilo);
    • Mova-o rapidamente para a mama, ou seja, “bebé para a mama e não mama para o bebé” (o mamilo e a auréola devem ficar na boca do bebé)
    • Verifique se a boca do bebé está bem aberta, o queixo encostado à mama e o lábio inferior voltado para fora
    • A auréola é mais visível por cima do que por baixo da boca do bebé
    • O padrão de mamar do bebé muda de sucções breves para longas, profundas e com pausas

Nos primeiros dias é difícil perceber se o bebé está a ingerir a quantidade de leite que precisa. As dúvidas aumentam se estiver sempre a chorar ou não acalmar depois da amamentação. A maioria dos bebés mama entre oito a 10 vezes por dia e, ao fim da 1ª semana entre seis a oito vezes por dia (mais ou menos de três em três ou de quatro em quatro horas).

  1. Durante a mamada observe a deglutição do bebé, (a forma como este engole)
  2. As mamas esvaziam e ficam mais moles depois do bebé mamar
  3. A urina do bebé deve ser clara e sem cheiro, em média com seis a oito fraldas molhadas por dia
  4. As fezes devem ser semilíquidas e amareladas, a partir do 5º dia e tem pelo menos três dejeções diárias
  5. O bebé apresenta uma pele firme e hidratada

Dieta e estilo de vida da mãe durante a amamentação

Enquanto estiver a amamentar, a mãe deve procurar manter uma dieta equilibrada e variada com ingestão de líquidos. Não deve ingerir bebidas estimulantes como chá preto e café ou bebidas alcoólicas, fumar ou tomar medicamentos sem receita médica.

Problemas que podem surgir durante a amamentação

Saiba como prevenir e tratar situações muito frequentes:

1. Mamilos gretados

Os mamilos podem ficar doridos ou com fissuras logo no início da amamentação, tornando este um processo doloroso.

  • Como prevenir:
    • Verificar se o bebé pega bem na mama
    • Não interromper a amamentação, deixando que seja o bebé a fazê-lo. Se necessário, deve colocar um dedo entre a auréola e a língua do bebé de modo a interromper a sucção
    • Lavar os mamilos apenas uma vez por dia (hora do banho)
    • Evitar a utilização de discos absorventes impermeáveis
    • Utilizar conchas de arejamento sob o soutien
    • Aplicar e deixar secar algumas gotas de leite materno e pomada para o efeito (hidratante/cicatrizante) no mamilo e auréola, após o banho e cada mamada
  • O que fazer
    • Iniciar a amamentação pelo mamilo menos doloroso e continuar as indicações para prevenção

2. Ingurgitamento mamário 

Quando ocorre a “descida” do leite, entre o 2º e o 3º dia, as mamas podem ficar tensas, quentes e dolorosas. Pode surgir febre (38º) durante 24 horas.

  • Como prevenir:
    • Iniciar a amamentação logo após o parto em “horário livre” (sempre que o bebé quiser) e assegurar uma pega correta
  • O que fazer:
    • Aplicar calor (placa térmica/compressas quentes ou chuveiro com água morna) e massajar suavemente a mama com movimentos circulares em direção ao mamilo
    • Colocar o bebé a mamar primeiro na mama mais cheia
    • Se a mama continuar congestionada após a amamentação, a mãe deve esvaziá-la manualmente ou com ajuda de uma bomba extratora de leite, até sentir-se confortável
    • Quando terminar, deve aplicar frio (placa térmica/gelo protegido ou compressas frias) durante 5 minutos, suspender por 2 minutos e aplicar por mais 5 minutos
    • Na mamada seguinte deve-se repetir o mesmo procedimento na outra mama

3. Mastite (mama inflamada) 

Nesta situação, a mama fica vermelha, tensa, quente e bastante dolorosa, provoca mal-estar e é acompanhada de febre. Está associada ao bloqueio de ductos (canal onde passa o leite) ou a situações infeciosas associadas à contaminação por microrganismos através dos mamilos gretados.

  • Como prevenir
    • Tratar o ingurgitamento e os mamilos gretados
    • Evitar a compressão excessiva da mama com os dedos durante a amamentação
    • Evitar roupas que comprimam a mama
  • O que fazer:
    • Continuar a amamentar
    • Após a amamentação do lado afetado, esvaziar manualmente ou com ajuda de uma bomba extratora de leite, até sentir-se confortável
    • Seguir as indicações de como tratar o ingurgitamento
    • Consultar o médico obstetra
    • Repousar

Extração e conservação de leite materno

Antes de iniciar a extração do leite, a mãe deve lavar bem as mãos. Os materiais utilizados na extração e armazenamento podem ser lavados na máquina da loiça ou com água quente e sabão e enxaguados abundantemente com água. Seque-os e guarde-os em local limpo.

    • A mãe deve procurar manter-se tão confortável e relaxada quanto possível
    • Aplique calor (placa térmica/compressas quentes ou chuveiro com água morna)
    • Massaje suavemente a mama com movimentos circulares em direção ao mamilo
    • Estimule levemente os mamilos entre o dedo indicador e o polegar
    • A mãe deve fazer um “C” com a sua mão para apoiar a mama e colocar o polegar acima e o indicador abaixo da linha da aréola
    • Mantendo os dedos na mesma posição, deve exercer uma ligeira pressão para trás
    • Deve comprimir e pressionar para a frente, em simultâneo, o polegar e o indicador, sem deslizarem na pele
    • Suspenda a pressão e repita o movimento anterior alternadamente (comprimir, pressionar e soltar)
    • Pode-se rodar a posição da mão em volta da aréola

1. Bombas Manuais

São mais fáceis de usar quando a mama está cheia do que quando está menos firme.

2. Bombas Elétricas 

São rápidas e fáceis de utilizar porque funcionam automaticamente. São especialmente indicadas se houver necessidade de extrair leite por um período de tempo prolongado (por exemplo, se o bebé ficar internado na neonatologia).

Não se esqueça: se utilizar uma bomba manual ou elétrica, siga as instruções do respetivo fabricante.

    • Em cada extração deve-se identificar o recipiente para recolha e conservação do leite com a data e hora
    • Congele o leite que não tenciona utilizar dentro de 24 a 48 horas
    • Descongele o leite lentamente no frigorífico ou à temperatura ambiente
    • Depois de descongelado, conserve o leite no frigorífico e utilize-o dentro de 24 horas
    • Aqueça o leite em banho-Maria e nunca no microondas
    • Uma vez aquecido à temperatura ambiente, o leite deverá ser utilizado ou deitado fora

O leite conserva-se durante os seguintes períodos de tempo:

  • Três meses no congelador do frigorífico com porta separada
  • Seis meses na arca congeladora
  • Três dias no frigorífico a uma temperatura de 2-4ºC

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