Como Saber Que Atingiu O Orgasmo?

Coração acelerado e um explosivo pico de prazer, seguido de um relaxamento involuntário e intenso. As pessoas que se identificaram com a descrição do momento provavelmente já tiveram a oportunidade de chegar ao orgasmo.

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Porém, nem todos chegam ao pico do prazer, principalmente as mulheres. De acordo com um estudo publicado no Journal of Sex & Marital Therapy, cerca de 60% da população feminina sofre de anorgasmia, que se trata da dificuldade de chegar ao orgasmo.

Além das diferenças anatômicas que fazem o orgasmo feminino ser mais complexo de se atingir que o masculino, existem diversas questões sociais de cobranças e tabus envolvendo a sexualidade feminina que, muitas vezes, as inibem de gozar.

Como Saber Que Atingiu O Orgasmo?

Além das que têm dificuldade em chegar ao orgasmo, existem aquelas mulheres que nem sabem distinguir se já o tiveram ou não. Para quem vive essa dúvida, a ginecologista e especialista em saúde sexual Dra. Erica Mantelli explica que alguns aspectos podem ser observados no momento orgasmático.

  • “O corpo reage com uma série de mudanças que progridem até chegar ao orgasmo”, explica.
  • Confira os sinais que seu corpo dá quando você está quase lá:
  • Os mamilos ficam mais rígidos

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A vagina e o útero vão se contraindo automaticamente

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A vagina fica mais lubrificada

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A vagina vai se contraindo cada vez mais, até que se chega ao orgasmo

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O orgasmo não dura mais que alguns segundos, mas é um pico intenso e inconfundível de prazer

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Após o orgasmo, há o relaxamento da vagina, seguido de pequenas contrações involuntárias

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9 dicas para ter o seu primeiro orgasmo

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Em uma cultura que fala tanto sobre sexo – e, cada vez mais, empoderamento feminino entre quatro paredes – é fácil afirmar que não apenas todo mundo está praticando, como também tendo orgasmo a todo o momento. Mas de acordo com um estudo recente do periódico internacional Archives of Sexual Behavior, apenas 65% das mulheres conseguem atingir o ápice durante a relação sexual. Ou seja, 25% delas não conseguem ter orgasmos com sexo.  Além disso, muitas delas nunca chegam ao clímax.

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Se você nunca teve um orgasmo, examinar potenciais inibidores pode ser extremamente útil. Isso pode partir de algum tipo de insegurança, problemas de intimidade até efeitos de medicamentos que impactam a libido. (Se você está lidando com algum tipo de trauma sexual, ou sente alguma dor física, converse com um médico ou terapeuta).

Para te ajudar a descobrir como finalmente ter um orgasmo, conversamos com especialistas no assunto. Siga essas dicas para um fim certeiro.

Comece sozinha

Você pode aprender muito sobre você ao se masturbar. Se nunca atingiu o orgasmo, comece se conhecendo sozinha. Mas não faça do clímax o seu objetivo. Em vez disso, use o tempo para se tocar, se dar prazer e perceber o que está acontecendo fisicamente, emocionalmente e mentalmente.

Explore e fantasie

Não vá direto ao ponto. Tente explorando diferentes partes do seu corpo com as suas mãos, brinquedos eróticos ou acessórios, como penas e vendas para os olhos. O mesmo vale para quando estiver com um parceiro.

Ao mesmo tempo, tente também imaginar diferentes fantasias sexuais, para ver o que funciona para você. Esteja aberta para fantasiar, ler algo erótico, assistir filmes pornôs. Crie as condições corretas para criar sua excitação física e mental.

Aproxime-se do seu clitóris

Quase 80% das mulheres respondem a estímulos no clitóris. Não é tanto a questão de encontro o clitóris, mas de descobrir quais tipos de estímulos nessa região funcionam melhor para você. De acordo com Van Kirk, pesquisas mostram que a maioria das mulheres sente mais prazer com a estimulação indireta do clitóris.

Na realidade, o clitóris continua abaixo de cada lado dos lábios, como o formato de um ossinho da sorte. Estimular essa área, bem como a parte de cima ou ao redor da glande do clitóris pode ser mais prazeroso para a maioria das mulheres. Se o clitóris não for o caminho, pode ser o ponto G ou a estimulação da vagina.

Escute o seu corpo

Enquanto você explora, repare no que, exatamente, funciona ou não. Por exemplo, se um vibrador não te faz sentir nada, exceto uma sensação estranha, descarte essa opção e tenta algo que estimule o clitóris gentilmente.

É pela prática que a gente aprende formas de repetir bons resultados. Quando estiver pronta para tentar um orgasmo com o seu parceiro, vocês vão querer descobrir como funciona.

Seu parceiro pode ser apto para te ajudar, mas cabe a você saber a que estímulos você responde.

Repense as suas angústias

A ansiedade geralmente tem envolvimento com a incapacidade para o orgasmo – mesmo se for um problema físico, o estresse para atingir o orgasmo só vai dificultar ainda mais o processo. Entenda a ansiedade que envolve esse momento e o que isso está desencadeando.

Você está preocupada de não ser boa o suficiente na cama? Acha que será egoísta? Que atingir o orgasmo vai demorar muito? Repense essa ansiedade. A sua excitação precisa ser maior que a ansiedade.

Se for muito difícil refletir sobre isso, procurar um terapeuta pode ajudar a chegar à raiz do problema.

Peça o que você quer

Quando conseguir atingir o prazer sozinha, comunique seu feito ao parceiro. Se não for um papo fora da cama, use estratégias verbais curtas (como “mais forte” ou “mais rápido”), dê pistas físicas, como gemidos. Também vale arquear as suas costas ou com as suas mãos. Você precisa comunicar seus desejos.

Seja fiel aos seus valores

Saber o que te faz bem vai além das questões físicas. Você tem que ser fiel aos seus valores a respeito do sexo.

Isso abrange tudo vocalizando desde a maneira como gosta de ser tocada (estimulação interna e externa) até defender o tipo que sexo que você quer ter.

Por exemplo, se o seu valor sexual é fazer sexo com um parceiro que você ame e que te ame também, pode ser mais difícil atingir o orgasmo com sexo casual.

Não se esqueça do lubrificante

Lubrificante pode ser o diferencial entre ter um orgasmo ou não. Nunca se esqueça de um bom lubrificante, mesmo se acha que tem lubrificação por conta própria.

Pare de tentar ter um orgasmo

Quanto mais você está focando para que algo aconteça, menor a probabilidade disso acontecer. Então tente relaxar e eliminar a ideia “tenho que ter um orgamos” da sua lista de metas. Isso é fácil de dizer, mas se puder praticar, isso permitirá que você se concentre na sensação e se divirta. Estresse por não ter orgasmo não vai te ajudar a ter um.

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Orgasmo feminino: o que você precisa saber para chegar lá

Como Saber Que Atingiu O Orgasmo?

Mulher com os dedos dentro de uma laranja
Foto: Alto Astral

Uma das sensações mais prazerosas produzidas pelo corpo humano merece uma data especial só para ela, não é mesmo? É por isso que hoje, 31 de julho, é comemorado mundialmente o Dia do Orgasmo. A ideia da celebração surgiu há 21 anos, criada por uma rede de sex shops britânica, com a intenção de levantar debates sobre o assunto, além de promover a venda de produtos eróticos.

Apesar de ser uma reação totalmente natural, muito pouco se fala sobre o tema, e quando acontece, é principalmente voltado ao orgasmo masculino. Por causa disso, muitas mulheres passam anos ou, até mesmo, a vida toda sem atingir o clímax na hora do sexo. Então, para celebrar essa data, nada melhor do que aprender um pouco mais sobre o seu corpo, mesmo que sozinha ou com outra pessoa.

Um dos motivos de não se falar tanto sobre o orgasmo feminino é porque ele acontece com muito menos frequência do que o masculino.

Um estudo publicado na revista científica “Archives of Sexual Behavior“, realizado por universidades dos Estados Unidos em 2018, mostrou que, mulheres heterossexuais, por exemplo, são as que menos atingem o orgasmo, alçando o prazer em apenas 65% das relações.

Enquanto isso, a diferença para homens heterossexuais é gritante, já que eles chegam ao clímax em 95% das relações sexuais.

A principal razão para essa discrepância é o fato que, enquanto eles são estimulados a se masturbarem, elas são sempre desmotivadas.

Isso impede que as mulheres conheçam o seu próprio corpo e saibam como alcançar altos níveis de prazer, já que isso acontece de maneiras diferentes para os dois sexos.

Por exemplo, no livro “Vem Transar Comigo“, a autora Tatí Presser diz que os homens precisam de 2 a 5 minutos para atingir o orgasmo, enquanto as mulheres podem levar de 14 a 20 minutos. Por conta do tempo maior para ejaculação, muitas vezes elas nem se quer chegam lá.

Além de fatores biológicos, a estrutura social em que vivemos também contribui para que esse assunto tenha sido um grande tabu por muitos anos.

Durante muitas gerações, meninas foram ensinadas desde pequenas que o papel que elas deveriam exercer eram de mães e boas esposas.

Isso acabou por deixar o fator do prazer durante as relações sexuais de lado, transformando-o em um privilégio masculino.

Conheça seu próprio corpo

Muita vezes, não atingimos o orgasmo porque nem sabemos como chegar até ele. Afinal, não existe apenas uma maneira de se fazer isso e, sim, várias! Por isso, é fundamental se conhecer, já que o que funciona para sua amiga, nem sempre pode funcionar para você.

Uma das formas mais fáceis de conseguir ejacular é por meio da masturbação ou sexo solo. Nessas horas, lubrificantes, brinquedos sexuais e até sua própria mão vão ser seus maiores aliados.

Separe um momento no seu dia em que você esteja sozinha e relaxada, crie um clima – pode ser com música ou com filmes – e se toque.

Dessa forma, até mesmo suas futuras relações com outros parceiros vão se tornar melhores, podendo conduzir para a obtenção do prazer.

Curiosidades sobre o orgasmo

1. É mais fácil atingir o orgasmo nos primeiros quinze dias do ciclo menstrual

Isso acontece porque, nesse período, os níveis de testosterona estão mais altos, o que aumenta a libido. Consequentemente, é comum que a mulher faça mais sexo durante esses dias, e o tesão também influencia na probabilidade de se atingir o orgasmo.

2. Camisinha não afeta o orgasmo

Além de ser um item indispensável para se evitar doenças durante as relações sexuais, a camisinha não impede ninguém de chegar até o orgasmo. Ela, ainda, ajuda na lubrificação e retarda a ejaculação masculina, permitindo que o casal tenha mais chances de gozar juntos.

3. O orgasmo pode retardar e aliviar dores

Devido ao relaxamento físico total do corpo, o orgasmo é capaz de aliviar dores de cabeça, menstruais, reumáticas, reduzir o estresse e, até mesmo, melhorar o sono e a pele.

4. O ejaculação da mulher NÃO é lenda

Por conta da liberação de uma quantidade de líquido, durante um orgasmo muito intenso, algumas mulheres acham que estão urinando durante o ato. No entanto, isso nada mais é do que uma ejaculação. Apesar de não ser algo tão comum, isso acontece por conta do estimulo de áreas como o famoso ponto G.

Orgasmo feminino: as muitas razões pelas quais as mulheres fingem atingir o clímax sexual – BBC News Brasil

  • Leire Ventas
  • BBC News Mundo

Como Saber Que Atingiu O Orgasmo?

Crédito, Getty Images

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De acordo com um estudo recente, a maioria das mulheres que admitiu ter fingido o orgasmo disse que era prática comum

“'Você tem uma vagina muito grande.' Essa foi a frase que me matou.

Aos 22 anos, eu não era iniciante. Eu já tinha feito sexo e sabia o que era o orgasmo.

Não diria que sempre, mas na maioria dos casos eu havia vivido o final feliz.

Mas ele me disse isso e… bem, não foi a única coisa que ele me disse.

O que acontece é que o seu clitóris é muito alto e, portanto, (com a penetração) você não goza. As outras mulheres são super rápidas'.”

Maria (nome fictício), hoje com 30 anos, conta como aquela conversa na cama marcou os encontros sexuais com o homem que seria seu parceiro nos próximos quatro anos.

“O sexo se tornou uma corrida para ele mostrar que podia me fazer gozar com penetração. E eu, com pressão e estresse, acabava fingindo.”

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Evitar ferir os sentimentos do outro é, segundo a pesquisa, a principal razão para fingir um orgasmo

A história não é exceção, um caso em um milhão.

As mulheres com quem a BBC Mundo conversou relembram ocasiões em que simularam o orgasmo.

E os especialistas consultados concordam que é um fenômeno muito comum, algo que também é visto em pesquisas de campo.

De acordo com uma das mais recentes, publicada em novembro de 2019 na Archives of Sexual Behavior, 58,8% das participantes — 1.008 mulheres americanas heterossexuais entre 18 e 94 anos — disseram ter fingido o orgasmo ao fazer sexo com um parceiro.

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Dessas, 3% disseram ter feito isso ocasionalmente. E 55% a reconheceram como uma prática frequente.

Mas por que é tão comum fazer isso? E quão preocupante é isso?

Para Blanca, fingir tornou-se costume durante um período específico: o ano seguinte ao nascimento de seu primeiro filho.

“Após o parto, meu moral estava no chão. Fiquei cheia de inseguranças por causa de minha aparência, porque meu corpo não era o mesmo de sempre.”

Além disso, ela vivia exausta e, com o retorno ao trabalho, tudo ficou pior.

“Eu estava tão cansada que fazer sexo com meu marido era um grande esforço.

E como tinha dificuldade em me concentrar — não conseguia parar de pensar no que deixava de fazer no escritório, no que precisávamos na geladeira, se os barulhos que a criança estava fazendo eram normais ou algo estava errado —, um dia eu decidi fingir. Não foi porque ele não me excitava, ou porque de repente fez algo errado. Eu só queria dormir. E a coisa se tornou um padrão.”

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A ignorância sobre o próprio corpo também desempenha seu papel nessa equação, dizem os especialistas

Ela nunca disse a ele, com quem diz ter um bom relacionamento, para não fazê-lo se sentir mal, embora tenha vergonha de saber que não conseguia falar.

Seu motivo é o mais comum de acordo com a “Escala de fingimento do orgasmo feminino”, divulgada em dezembro de 2013 também pela publicação especializada Archives of Sexual Behavior.

Os outros motivos incluídos na pesquisa são: encerrar a relação sexual, encobrir “insegurança e medo” em face da anorgasmia e aumentar a excitação.

Também por medo de perder o parceiro, acrescenta Luz Jaimes, sexólogo e secretário da Federação Latino-Americana de Sociedades de Sexologia e Educação Sexual.

“Há mulheres que temem que seus maridos as deixem porque não são bonitas ou boas o suficiente na cama”, diz ele. E para algumas delas, um orgasmo — ainda que falso — pode ser uma prova de como são experientes no campo sexual.

É o caso de Eli, 52, a quem os antidepressivos retardaram a chegada ao clímax. Ela temia que seu marido fosse embora com outra “mais jovem, mais bonita, alguém que o excitasse mais”, afundando-a ainda mais no poço em que sentia estar.

Laura Morán, psicóloga, sexóloga e escritora, resume os motivos por trás desses falsos orgasmos em duas categorias.

“Ou fazemos isso por imitação, porque temos um padrão de relações sexuais determinado por filmes pornográficos e, especialmente, os românticos, que nos mostram um orgasmo simultâneo que é alcançado após dois empurrões, e reproduzimos isso para não parecermos esquisitos” diz ela, que também é terapeuta de família e casal.

Ou por causa do que ela chama de “irritação”.

“Quero dizer quando, apesar de muita tentativa, o orgasmo não chega e faz com que você queira dar ao parceiro um prêmio pelo esforço.”

Foi o que Laura fez com um cara que ela acabara de conhecer em um casamento: recompensá-lo com um orgasmo… artificial.

“Depois de um dia inteiro e parte da noite da festa, eu sabia que não seria fácil. Mas o cara era perseverante. Tentamos todas as posições, ele me estimulou de todas as formas… Mas não aconteceu, eu não aguentava mais, e bem, ele ganhou”, lembra.

Fingir em relações esporádicas é uma história recorrente entre as mulheres consultadas pela BBC.

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Embora as mulheres geralmente sintam o direito de não simular, ainda precisamos reconhecer que não atingimos o orgasmo, diz Laura Morán

Morán, a sexóloga, também se refere a casos como este.

“Embora nós, mulheres em geral, agora sintamos que temos o direito de não fingir no sexo, a questão é que ainda temos vergonha de reconhecer que não atingimos o orgasmo”, diz.

“Pode ser devido à posição em que acreditamos que isso nos deixa, como parceiras sexuais pouco experientes, ou porque não será bem recebido pelo outro. Às vezes, simplesmente fingimos para não enfrentar o momento desagradável.”

Há quem não dramatize o assunto e mencione o aspecto lúdico. “É como fingir ser uma atriz”, diz Paula Carolina.

A ignorância sobre o próprio corpo também desempenha seu papel nessa equação, dizem os especialistas.

“A maioria de nós já ouviu falar que o clitóris é o órgão do prazer feminino, que mede até 10 centímetros etc., mas quando vamos com o protótipo 3D para os institutos, eles não são os únicos que olham para ele com um olhar de espanto”, diz ela.

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A sexóloga Laura Morán diz que muitos se surpreendem ao saber que essa imagem é a reprodução de um clitóris

Ela se refere ao modelo em tamanho natural criado pela pesquisadora Odile Fillod em 2016 a partir do trabalho da urologista australiana Helen O'Connell, que em 1998 foi a primeira a definir a anatomia exata do clitóris.

Sua forma se assemelha à de um “E” invertido e destrói a crença de que o clitóris é um pequeno órgão em forma de botão e só é encontrado na parte externa do corpo.

“Conhecer nossos corpos é fundamental, porque se não soubermos o que temos, não saberemos como obter prazer”, diz Morán.

A simulação do orgasmo não é algo, então, de uma geração específica.

E não é exclusiva entre as mulheres, nem ocorre apenas em relações heterossexuais, concordam os consultados.

“Os comportamentos sexuais e disfunções dos casais homossexuais são os mesmos dos casais heterossexuais, e fingir orgasmos também ocorre com frequência”, diz Jaimes.

Quanto aos homens, várias pesquisas indicam que, embora em menor grau, eles também fingem o clímax.

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21,2% dos homens consultados em pesquisa afirmaram ter simulado o orgasmo em algum momento, e 8,4% disseram que o faziam quase sempre

Isso foi evidenciado por uma pesquisa com 1.400 pessoas da marca de produtos eróticos Bijoux Indiscrets, segundo a qual 21,2% dos homens já simularam o orgasmo (em comparação com 52,1% das mulheres).

E 8,4% disseram que fingem quase sempre (em comparação com 11,8% das mulheres).

“Eles tendem a fingir que perdem a ereção ou têm dificuldade em mantê-la, por causa de alguma preocupação ou porque estão tomando antidepressivos (esses medicamentos atrasam a chegada ao orgasmo)”, diz Morán.

“Se eles usaram camisinha, geralmente jogam fora sem que a parceira a veja, porque é uma prova do crime.”

Questionados se a simulação pode ser benéfica em qualquer circunstância, os especialistas duvidam.

“Talvez possa funcionar como um estímulo à excitação. Ou seja, os ruídos, os gestos, os gemidos podem servir de suporte para deixar o clima mais quente, mas sempre deixando claro o que estamos fazendo e para quê”, diz Morán.

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“O grande problema disso é que, se você vai a um encontro sexual por prazer e acaba fingindo, o que ganha é frustração e diminuição do desejo”, diz Jaimes.

“O desejo se alimenta da satisfação de desejos anteriores. A questão é a seguinte: mais prazer, mais desejo. Portanto, se você não obtém satisfação, seu desejo de ter relacionamentos diminui e, se alguém é negligenciado, acaba sem ter vida sexual.”

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Especialistas alertam para o perigo de se concentrar apenas no orgasmo

Os dois especialistas alertam, porém, para o problema de se concentrar apenas no orgasmo.

“É o que se diz sobre viagens, que você precisa aproveitar desde o planejamento. Embora seja difícil, quando tudo diz que você precisa alcançá-lo e haja novos brinquedos que prometem fazer você chegar ao clímax em dois minutos e sem contato”, afirma Jaimes.

Ela também insiste que não se deve ficar obcecado com o orgasmo, mas diz:

“Às vezes ele não vêm, porque estamos nervosos, exaustos, de dieta, com muito trabalho… Mas isso deve ser raro. Se você não chegar lá sete vezes de dez, dirija-se a um sexólogo.”

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O que acontece durante o orgasmo?

É muito importante (e interessante) que nós, mulheres, conheçamos as fases da nossa resposta sexual para sermos conscientes do que ocorre no nosso corpo e na nossa mente durante esses momentos de prazer.

As fases são: desejo, excitação, plateau, orgasmo e resolução; é necessário passar pelas reações de cada fase para passar à seguinte. Assim, por exemplo, é imprescindível sentir-se excitada para chegar ao orgasmo e as reações fisiológicas que surgem em cadeia.

A atração física é chave para a aproximação sexual, é o que chamamos desejo e assim que este surge, iniciam-se as várias fases de resposta sexual.

1ª Fase: Excitação

  • A lubrificação vaginal começa entre 10 e 30 segundos depois do início da estimulação sexual. Esta estimulação é a excitação sexual, pelo que é necessário que haja um contacto físico para que se desencadeia a lubrificação.
  • A vagina expande-se e alarga para criar espaço para o pénis. O útero sobe e aumenta de tamanho, criando uma espécie de ‘efeito tenda’. Se não estamos suficientemente excitadas antes da penetração, é possível que em algumas posições profundas notemos que o pénis parece ‘tocar no fundo’, choca contra o colo do útero porque a vagina não teve tempo para se expandir.
  • Os genitais enche-se de sangue, o clítoris fica erecto e os lábios menores e maiores aumentam de tamanho.
  • Os seios incham e os mamilos endurecem.
  • Ocorre o que se chama ‘rubor sexual’ das costelas aos seios.

2ª Fase: Plateau

  • Ocorre vasodilatação no primeiro terço da vagina. Forma-se uma chamada ‘plataforma orgásmica’. As paredes engrossam e ficam mais sensíveis.
  • A abertura da vagina fica mais estreita.
  • Os lábios menores escurecem e incham.
  • O útero atinge maior altura devido à expansão vaginal e à extensão dos ligamentos.
  • Os seios continuam a aumentar.

3ª Fase: Orgasmo

  • É uma resposta integral do organismo.
  • Ocorrem uma série de contrações rítmicas que começam na plataforma orgásmica e depois passam para o resto da vagina, clítoris, útero e esfíncter anal. Estas contrações ocorrem com intervalos de 0,8 segundos aproximadamente.
  • A pressão sanguínea e a frequência cardiorrespiratória aumentam consideravelmente.

4ª Fase: Resolução

  • Nesta fase, tudo volta à normalidade. A congestão vascular desaparece quando, graças às contrações do organismo, se elimina a tensão enviando o sangue para fora dos tecidos pélvicos.

Mas, para que o orgasmo seja de boa qualidade, o nosso pavimento pélvico não deve estar enfraquecido.

Porque estas contrações rápidas que ocorrem durante o clímax perdem-se ou não têm a mesma força se a tonificação da nossa musculatura não é adequado.

Fortalecer o pavimento pélvico com exercícios específicos vai ajudar-nos a aumentar a sensibilidade vaginal, a excitarmo-nos mais facilmente e a atingirmos orgasmos mais intensos.

Sem Frescura: como saber se você realmente teve um orgasmo?

Minha amiga, imagine só: você está lá no bem bom e, do nada, sente uma sensação diferente. Na hora, você pensa: “Será que eu gozei?”.

Pode parecer brincadeira, mas não é: segundo pesquisas, as mulheres heterossexuais chegam ao orgasmo em apenas 65% das vezes em que transam. É menos vezes, por exemplo, do que o que acontece com as lésbicas, que gozam em 86% das vezes, e das bissexuais, que “chegam lá” em 66% delas.

Não é estranho, portanto, ter pessoas que, mesmo com a vida sexual ativa, não sabem exatamente o que é ter um orgasmo.

Em primeiro lugar, esqueça tudo que você viu na mídia: o orgasmo não é, necessariamente, aquela sensação absurdamente intensa acompanhada de gritos capazes de acordar a sua vizinhança inteira (mas pode ser).

Vamos deixar claro, desde o início, que detalhes do orgasmo variam de mulher para mulher, mas há sensações que, normalmente, envolvem essa situação. Sentir o corpo “descoordenado”, por exemplo, é uma delas. Há também alterações no padrão da respiração e aceleramento dos batimentos cardíacos.

Também podemos incluir na lista contrações na região da vagina e, em casos bem raros, a mulher pode até expelir líquido lubrificante que pode estar acumulado em glândulas na região da uretra.

Como o orgasmo é um misto de sensações, em geral ele acaba sendo difícil definir. Então, se no meio de uma transa você sentir esse “algo que não consegue definir” e essa sensação envolver algum desses detalhes anteriores, provavelmente você está tendo um orgasmo.

Mas como chegar lá? Bem, especialistas reforçam que gozar é algo que se aprende. Masturbar-se, por exemplo, é importante para saber quais pontos do seu corpo proporcionam mais prazer e, com isso, indicar para o seu parceiro ou sua parceira o que fazer na hora H.

Além disso, conforme os anos passam, a tendência é que fique mais fácil chegar ao orgasmo. Isso porque, ao menos em teoria, ao longo do tempo as mulheres vão conhecendo melhor o seu corpo.

Então, não tem muito segredo: a melhor forma de ter mais e melhores orgasmos passa por enxergar o sexo como algo bom e, principalmente, aumentar o nível de conhecimento sobre o seu próprio corpo

Roteiro: Rodrigo Lara. Fontes: Gabriela Daltro, psicóloga e sexóloga da plataforma Sexo sem Dúvida e Marlon Mattedi, psicólogo especialista em sexualidade da plataforma Sexo Sem Dúvida.

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