Como Saber Quanto Recebo Por Dia?

Para obter o valor do adicional noturno precisamos saber o valor da hora noturna trabalhada pelo colaborador. As horas trabalhadas devem ser contadas uma vez que o empregado complete 52 minutos e 30 segundos trabalhados. O trabalho noturno corresponde ao período entre 22h até 5h do dia seguinte.

Você sabe o que é adicional noturno? O papel do gestor de RH é fundamental no domínio das demandas do setor. Entender conceitos é muito importante para executar cálculos precisos e adequados.

Dessa forma, o profissional deve saber quando, como e em que caso aplicar para eliminar inconsistências e garantir uma base de informações íntegra. Na maioria esmagadora dos casos, uma solução digital é o modelo ideal para isso.

O adicional noturno está entre essas demandas importantes para evitar passivos trabalhistas e pagar corretamente esses casos. Neste post, você entenderá mais sobre assunto. Acompanhe!

O que é o Adicional Noturno pela CLT?

Um dos tipos mais conhecidos de adicionais sobre os quais ouvimos falar é o adicional noturno. De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o trabalho noturno é aquele executado entre as 22 horas de um dia até as 5 horas do dia seguinte.

Esse provento adicionado à remuneração mensal do colaborador e oficializado pela CLT surgiu a partir do entendimento de que o trabalho noturno exige uma readequação de rotina não-natural por parte do funcionário, de modo que ele faça por merecer o recebimento de uma quantia maior pela hora trabalhada no período.

Para obter o valor do adicional noturno precisamos saber o valor da hora noturna trabalhada pelo colaborador, e aqui entra uma particularidade importante sobre tema: a hora noturna trabalhada deve ser computada uma vez que o empregado complete 52 minutos e 30 segundos trabalhados.

A contabilização de horas

Na prática, isso significa que sete horas noturnas equivalem a oito horas diurnas. Por força de lei, a remuneração da hora de trabalho noturno deve ser superior em, pelo menos, 20% em relação à hora de trabalho diurno no caso de trabalhadores urbanos; e de no mínimo 25% para trabalhadores rurais.

Porém, no trabalho rural existe uma particularidade: para quem atua na lavoura, o trabalho noturno é aquele que acontece das 21 horas de um dia até as 5 horas do dia seguinte; e para quem atua na atividade pecuária, o período é das 20 horas de um dia às 4 horas do dia seguinte.

O adicional noturno pode ser maior do que 20% ou 25%, se assim for determinado pela Convenção Coletiva ou Acordo Coletivo da categoria profissional do funcionário. Caso a Convenção ou o Acordo Coletivo não façam alusão ao assunto, o adicional noturno equivale aos percentuais anteriormente citados.

Quais são os intervalos no trabalho noturno?

É importante conceder intervalos de descanso para o colaborador, mesmo em atividade noturna. Há basicamente dois modelos de intervalo para aplicação nesse caso. Veja.

Intrajornada

Neste período, o colaborador tem direito a um descanso de, no mínimo, 60 minutos em casos de jornada acima de 6 horas. Já nos períodos entre 4 e 6 horas, deve ser concedido pelo menos 15 minutos de descanso. Somente nos períodos abaixo de 4 horas, o descanso não é obrigatório.

A supressão desse é proibida, ainda que o colaborador concorde com a situação. A lei considera esse descanso indispensável à saúde, higiene, alimentação e repouso tornando inviável a sua exclusão.

Interjornada

Este período refere-se ao intervalo concedido entre a saída e o retorno ao local de trabalho. O artigo 66 da Consolidação das Leis do trabalho determina um mínimo de 11 horas consecutivas para descanso entre duas jornadas de trabalho.

Como calcular Adicional Noturno?

Para calcular o valor do adicional noturno, precisamos primeiro descobrir o valor da hora de trabalho diurno do funcionário. Vamos usar o exemplo de um trabalhador urbano que recebe R$ 3.000,00 de salário e que cumpre uma jornada de trabalho regular de 8 horas diárias, equivalente a 44 horas semanais ou 220 horas por mês.

Primeiro, dividimos R$ 3.000,00 por 220, obtendo R$ 13,64. Então, multiplicamos R$ 13,64 por 1,2 (que é a mesma coisa do que acrescentar 20%) e descobrimos que a hora noturna trabalhada por esse empregado é equivalente a R$ 16,37.

No cálculo da folha de pagamento, o profissional de Departamento Pessoal ou o Contador — dependendo de quem é responsável pela tarefa na empresa — deve incluir o valor das horas noturnas trabalhadas no mês na composição da remuneração do colaborador.

1. Férias

Para calcular as férias de um empregado que recebe adicional noturno, devemos seguir um pequeno passo a passo. Veja agora as principais ações para a realização desse cálculo:

  • some todas horas noturnas trabalhadas dentro do período aquisitivo;
  • divida por doze meses;
  • some esse resultado (que é uma média mensal de horas noturnas trabalhadas no ano) ao valor do salário no mês de concessão de férias;
  • calcule o valor total a ser recebido utilizando esse valor para obter o adicional de 1/3.

Por exemplo: um funcionário que recebe R$ 2.000,00 de salário, cumpre jornada de trabalho regular de 220 horas mensais, trabalhou 1000 horas noturnas dentro de seu período aquisitivo e cuja categoria profissional admite adicional noturno de 20%.

1) Calculamos o valor de sua hora trabalhada regular dividindo R$ 2.000,00 por 220 horas, obtendo R$ 9,09.

2) Multiplicamos R$ 9,09 por 20% e descobrimos que o valor da hora noturna trabalhada equivale a R$ 1,82.

3) Precisamos, então, descobrir a média de horas noturnas trabalhadas por mês. Para tal, dividimos as 1000 horas noturnas trabalhadas dentro do período aquisitivo por 12 meses, e chegamos a uma média de 83,3 horas.

4) Agora, multiplicamos 83,3 horas por R$ 1,82 e obtemos R$ 151,6.

5) Somamos R$ 151,6 e R$ 2.000,00 e dividimos o resultado por 3 para chegar ao adicional de 1/3, que nesse caso vale R$ 717,2.

6) Somamos R$ 151,6 e R$ 2.000,00 ao adicional de 1/3 e concluímos que o total a ser recebido de férias pelo colaborador é R$ 2.868,8.

2. DSR (descanso semanal remunerado)

O descanso semanal remunerado nada mais é do que a folga a que tem direito o empregado a cada semana de trabalho. De acordo com as regras, esse período deve ser contabilizado para remuneração.

Preferencialmente, esse descanso pode ocorrer aos domingos, mas não obrigatoriamente. Para o cálculo do DSR sobre adicional noturno siga os passos abaixo:

  • some as horas normais do mês;
  • divida pelo número de dias úteis;
  • multiplique pelo total de domingos e feriados;
  • multiplique pelo valor da hora normal;
  • multiplique pelo percentual do adicional.

3. Hora extra noturna

Hora extra e adicional noturno são cumulativos. Isso significa que um funcionário que faça horas extras entre as 22 horas e 5 horas da manhã fará jus tanto ao acréscimo de 50% sobre a hora normal como a redução da contabilização de horas para 52 minutos e 30 segundos, seguindo todas as demais regras do adicional noturno.

4. Jornada diferenciada

Cabe ressaltar que em alguns casos, a jornada pode ser diferenciada como plantonistas ou outras categorias como jornalistas, aeronautas, bancários etc que tem regulamentação própria.

Plantonistas trabalham com carga horária diferenciada. Alguns dos modelos mais comuns são 12×36, 6×1 e 24×48. Como são diversos tipos, é importante contar com a tecnologia para encontrar a aplicação adequada e o cálculo exato dos adicionais noturnos.

Chegamos ao final do nosso artigo sobre adicional noturno. Ressaltamos que a correta aplicação evita passivos trabalhistas e mantém a integridade dos pagamentos da empresa impedindo retrabalhos, correções futuras e prejuízos ao orçamento.

Lembrando que você viu três aspectos fundamentais do adicional: conceito, intervalos e cálculos em diferentes situações. É normal que o controle fique mais extenso e complexo a partir dessas informações e uma solução digital é a saída ideal para garantir a boa gestão.

Quer aprofundar os seus conhecimentos sobre os complementos salariais? Então, baixe agora mesmo nosso e-book “Adicionais de salário: lista completa para ficar de olho”. Boa leitura!

Como Saber Quanto Recebo Por Dia?

Aprenda a calcular horas trabalhadas de uma vez por todas

Um dia desses, eu estava conversando com um amigo que acabou de abrir uma empresa e surgiu o seguinte questionamento: como o empregador deve calcular horas trabalhadas? Essa não é uma dúvida rara.

Apesar de parecer algo tão simples quanto contar as horas que o colaborador passou dentro da empresa, ainda há muitos cenários específicos nos quais isso fica confuso, como horas extras, faltas justificadas etc.

Fiz uma pesquisa rápida pela internet e encontrei muitos sites que explicam o cálculo de forma complexa e que indicam programas para fazer as contas automaticamente. Mas para quem está começando, é difícil investir em softwares avançados ou contratar empresas especializadas. Dependendo do tamanho do seu negócio, fazer o cálculo a mão sai mais barato.

Acredito que, assim como meu amigo, muitos empreendedores têm essa dúvida. Pensando nisso, neste post vou falar um pouco sobre a jornada de trabalho e as formas de calcular horas trabalhadas. Se você é um novo empresário ou tem curiosidade sobre o assunto, vem comigo!

O que é jornada de trabalho?

A jornada de trabalho é o tempo que o empregado fica à disposição do empregador. De acordo com a Constituição, o limite máximo da jornada de trabalho é 8 horas diárias e 44 horas semanais. Isso significa que o empregado poderá trabalhar, até o limite da lei, durante 6 ou 8 horas por dia, ou até menos, tudo de acordo com o combinado entre as duas partes na contratação.

Todas as horas trabalhadas além desse limite, antes e depois do expediente, bem como nos fins de semana e feriados, são consideradas horas extras. No entanto, um trabalhador não pode cumprir mais do que 2 horas extras por dia. Se não existisse essa restrição, haveria muita gente usando a brecha de forma nada ética.

Como calcular horas trabalhadas?

Agora chegamos à parte matemática. Pegue calculadora, papel e caneta, pois você vai precisar fazer algumas anotações.

Para fazer o cálculo da jornada de trabalho regular, você precisa saber qual é a carga horária de trabalho semanal dos seus colaboradores, bem como o valor da remuneração. Segundo minhas pesquisas, para o cálculo da hora de trabalho considera-se um mês composto por 5 semanas.

Leia também:  Como Saber Quanto Vou Pagar De Portagens?

Assim, digamos que a jornada de trabalho na sua empresa é de 44 horas semanais, de segunda a sábado, até 8 horas diárias. Como resultado, temos um total de 220 horas por mês (44 horas por semana x 5 semanas por mês = 220 horas mensais) — um valor considerado padrão hoje em dia.

Vamos supor que o salário do seu colaborador, nesse caso, seja R$ 2.000,00. Dividindo o salário mensal pelas 220 horas de trabalho temos o valor do salário por hora, que nesse exemplo é R$ 9,09. Parece pouco para quem vê assim, mas dá para perceber como ele se acumula.

Outro exemplo: se a jornada for de 36 horas semanais, o divisor da remuneração será 180 (36 horas por semana x 5 semanas por mês = 180 horas mensais). Nesse caso, é só dividir o salário por 180 para obter o valor do salário-hora. Para um salário de R$ 1.500,00, por exemplo, o salário-hora será R$ 8,33.

Tente fazer esses mesmos cálculos com alguns dos cargos e salários do seu negócio, ou com seu próprio pagamento regular. Antes de formalizar esse processo e usá-lo para tomar decisões relevantes em seu negócio, é importante pegar um pouco de prática, ok?

Como Saber Quanto Recebo Por Dia?

Como calcular o valor da hora extra?

Já falamos um pouco sobre hora extra aqui no blog. Para efetuar o cálculo, o seu valor deverá ser 50% superior ao valor da hora normal. Nos exemplos acima, temos:

  • para o salário de R$ 9,09 a hora, o valor da hora extra será R$ 13,64;
  • para o salário de R$ 8,33 a hora, o valor da hora extra será R$ 12,50;

Estabelecido o valor do salário-hora para a hora extra, basta multiplicá-lo pela quantidade de horas extras realizadas no mês.

Para as horas complementares realizadas nos fins de semana e feriados, o valor da hora extra deverá ser 100% superior ao valor da hora normal trabalhada. Assim, você precisará dobrar o valor do salário-hora para calcular o valor das horas extras realizadas nesses dias.

Esses são os principais aspectos que você deve considerar no cálculo de horas extras. E aqui vai um aviso: é muito importante não abusar delas. Se um projeto está com prazo excepcionalmente apertado, tudo bem. Mas se esse é um problema recorrente, então o defeito está no planejamento, não nos salários.

E no caso da jornada de trabalho noturna?

A hora trabalhada no período noturno é calculada de forma diferente daquela desempenhada durante o dia — já explicamos todos os detalhes sobre o período de trabalho noturno aqui no blog, então dê uma olhada no material para pegar os detalhes sobre o cálculo.

Resumindo alguns pontos importantes, você precisa ter em mente que a hora noturna não tem 60 minutos, mas 52 minutos e 30 segundos. Sendo assim, um total de 7 horas trabalhadas em horário noturno equivale a 8 horas de trabalho em tempo regular.

Também é importante lembrar que o valor da hora extra noturna deve ser 50% superior ao valor da hora de trabalho normal. Assim, o valor do salário deverá ser dividido pela quantidade de horas normais realizadas, e o resultado receberá um adicional de 50% do valor da hora de trabalho normal.

E no caso de uma rescisão contratual?

Quando um colaborador é desligado da empresa, você ainda precisa quitar uma última dívida trabalhista com ele, pagando o valor da rescisão contratual. Porém, o cálculo aqui é feito em dias de trabalho, não em horas.

Em todas as categorias, o trabalhador deve receber um valor proporcional aos dias que trabalhou no mês antes de ser desligado. Via de regra, o mês empresarial equivale a 30 dias.

Por exemplo, se ele recebe R$ 3.000,00, seu dia de trabalho vale R$ 100,00. Se ele foi demitido após 5 dias de trabalho, sua rescisão equivale a R$ 500,00.

Caso o colaborador não seja dispensado por justa causa, você deve oferecer um aviso prévio. Essa parte pode ser um pouco confusa, então optei por organizá-la em tópicos. Preste bastante atenção:

  • colaboradores com menos de 1 ano de casa recebem 30 dias de aviso prévio;
  • aqueles com mais de 1 ano de casa recebem 3 dias a mais para cada 1 ano de serviço prestado na empresa;
  • o limite de acúmulo para esses dias é 60. Assim, um colaborador que trabalhou na empresa por 20 anos deve receber 90 dias de aviso prévio.

Há algumas variações de acordo com o tipo de rescisão de contrato em questão. Então, é melhor se informar sobre o tema o quanto antes para evitar qualquer erro jurídico.

Por que é importante sabe calcular horas trabalhadas?

Você sabe a razão pela qual eu estou aqui descrevendo todos esses cálculos para você? Simples: por que eles são muito importantes para a tomada de diversas decisões em um negócio. Para esclarecer ainda mais esse ponto, listei abaixo os 4 benefícios de aplicar esse cálculo em seu trabalho. Confira!

Manter-se dentro da legislação

Já falei bastante sobre como a lei regula o pagamento das horas de trabalho, então é natural concluir que esses cálculos ajudam a evitar alguns processos trabalhistas. Empresas de todos os portes trabalham duro para evitar esse tipo de prejuízo no orçamento. Para um negócio pequeno e ainda em processo de formação, a perda pode ser bem devastadora.

Se você ainda não tem o equivalente a um setor jurídico, é importante que, no mínimo, aprenda quais são as regras de horas pagas e horas extras. A última coisa que você quer no fechamento do mês é uma taxa extra para pagar os honorários de um advogado.

Avaliar suas despesas

Se há uma coisa que você pode fazer ao calcular horas trabalhadas é estabelecer o quanto elas pesam no orçamento mensal da sua empresa. Muitos empreendedores acabam esquecendo desse gasto regular e depois ficam com a cabeça quente para colocar as contas no papel e fazer todos os números baterem. Mais uma vez, as finanças do seu negócio devem ser sagradas!

Uma avaliação de despesas também permite encontrar gastos considerados desnecessários ou áreas que precisam ser reestruturadas. Nem sempre é o caso de demitir funcionários para equilibrar os custos, mas sim de identificar quais são as prioridades da empresa e como você pode reagir para mantê-la de pé em caso de emergência.

Comparar o custo de um projeto com seu rendimento

Tudo que você faz com o dinheiro do negócio deve ser pensado com base na relação custo-benefício. Sempre se pergunte: se eu gastar X em determinada ação, será que recebo ao menos o mesmo valor de volta no final? Não é tão simples assim responder a essa pergunta, eu entendo, mas é uma questão muito importante.

O valor dedicado exclusivamente ao pagamento de salários também é uma forma de investimento. Sendo assim, o ideal é que você compare o valor envolvido em cada hora de trabalho e veja como ele reflete no retorno obtido pela empresa nos meses seguintes. Não é possível saber se um investimento de fato é bom sem antes fazer as contas.

Analisar e trabalhar o desempenho da equipe

Ainda falando sobre seus colaboradores e no quanto eles ganham, pode ser que alguns não tenham um desempenho tão bom no dia a dia. O resultado aqui é bem simples: você paga um valor alto e não consegue obter o lucro necessário para manter o negócio rodando por muito tempo. Se esse quadro continuar por mais alguns meses, infelizmente você poderá perder o seu investimento.

A partir desses valores, você pode identificar quais colaboradores apresentam um desempenho condizente com o seu pagamento. Da mesma forma, você pode usar isso como referência para entender se o problema está nos colaboradores ou nas metodologias — comparando, por exemplo, o desempenho de diferentes funcionários.

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS)

Você estar aqui, provavelmente significa que a sua empresa ainda não efetivou um plano de cargos, carreiras e salários.

O Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) é essencial para todas as empresas que contratam.

Ele é a forma mais eficiente de definir quais cargos entram nos processos gerais e quais salários ideais para cada cargo.

Além disso, com um PCCS bem feito, é possível que os funcionários tenham uma visão mais clara de suas oportunidades de carreira dentro da empresa, influenciando diretamente na motivação dos colaboradores.

Um plano de cargos tende a direcionar decisões estratégicas, inclusive, em outras áreas da empresa, desde que essas áreas utilizem de recursos humanos, ou seja, na maioria dos negócios TODAS! Mas calma, não adianta se apressar para criar um sem conhecimento prévio, pois criar um PCCS é uma tarefa árdua e complexa, e quando mal feito pode atrapalhar o seu negócio como um todo. Por isso é recomendável que você se qualifique para isso, já que um dos grandes SEGREDOS das empresas de sucesso são as pessoas.

Para te ajudar com esse planejamento nós indicamos o Curso Online Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS).

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Viu só como é possível calcular horas trabalhadas? Seguindo as dicas acima, você mesmo poderá calcular o salário final de seus funcionários, sem grandes complicações.

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Pagamento Décimo Terceiro: regras e como calcular as parcelas do 13º!

À medida que o final do ano se aproxima, muitos trabalhadores já têm expectativas e planos para o recebimento do décimo terceiro salário. Afinal de contas, é uma renda extra que pode ser usada para muitas finalidades, como pagamento de dívidas, viagens ou investimento em projetos futuros.

Leia também:  Como Se Chama Os Profissionais Que Se Dedicam À Exploração Florestal?

Implementado no Brasil em 1962, o 13º salário é uma gratificação de final de ano concedida a todo trabalhador que atua com carteira assinada. Este direito garante que a cada mês trabalhado o colaborador receba 1/12 (um doze avos) do seu salário. Ou seja, caso tenha trabalhado o ano inteiro, receberá um salário a mais. 

Além de ser um ótimo benefício trabalhista, o 13º é uma iniciativa vantajosa para a economia, uma vez que contribui para o setor comercial (devido às festas de final de ano). 

Confira, neste post, um guia com as principais dúvidas sobre décimo terceiro e como calcular. Acompanhe!

Quem tem direito ao 13º salário?

O décimo terceiro salário é um direito garantido a todo trabalhador urbano, doméstico, rural ou avulso que possui carteira assinada

De acordo com a CLT, a partir de 15 dias de serviço o trabalhador já passa a ter direito ao 13º salário. Aposentados e pensionistas do INSS também recebem este benefício. 

Mesmo que o contrato de trabalho seja encerrado, o trabalhador também recebe o pagamento, que será proporcional aos meses trabalhados (exceto em casos de demissão por justa causa). 

Quem não tem direito ao 13º salário?

Como citamos anteriormente, não têm direito ao décimo terceiro salário pessoas que foram demitidas por justa causa. Estagiários também não possuem direito ao 13º salário. 

Se o trabalhador acumular mais de 15 dias de faltas sem justificativa durante o mesmo mês, perde o direito à uma parcela do décimo terceiro salário. Por isso, o controle do absenteísmo é essencial. 

Com exceção dos casos acima, todas as demais modalidades de contrato CLT têm direito ao 13º salário. 

Como é calculado o décimo terceiro?

Os colaboradores que trabalharam todos os meses do ano recebem a mesma quantia do salário integral, podendo ocorrer descontos de INSS, IRRF e pensão alimentícia (caso exista). Quem trabalhou menos de 12 meses não recebe o valor integral do décimo terceiro, mas um valor proporcional. 

Para descobrir o valor do décimo terceiro, basta dividir o salário por 12 e multiplicar pelo número de meses trabalhados no ano. Caso o colaborador tenha trabalhado menos do que 15 dias em seu primeiro mês, esse mês não entra na conta. 

O cálculo do décimo terceiro é feito da seguinte forma: 

Salário integral / 12 meses x 12 meses trabalhados

Para entender melhor, veja o exemplo abaixo (considerando um salário base de R$ 1.000):  

  • R$ 1.000 / 12 (meses do ano) = R$ 83,33
  • R$ 83,33 x 12 (meses trabalhados) = R$ 999,96
  • Valor do 13º: R$ 999,96 (sem os descontos)

Para fazer o cálculo do 13º proporcional, basta alterar os meses trabalhados: 

  1. R$ 1.000 / 12 (meses do ano) = R$ 83,33
  2. R$ 83,33 x 9 (meses trabalhados) = R$ 749,97
  3. Valor do 13º: R$ 749,97 (sem os descontos)

O cálculo dos adicionais de insalubridade e periculosidade

Quando o trabalhador é exposto a riscos na sua jornada de trabalho, ele ganha um valor adicional ao 13º, que pode ser denominado como “adicional de insalubridade ou de periculosidade”. 

Quando há insalubridade, entende-se o trabalhador está exposto a agentes nocivos à saúde. Algumas das atividades que envolvem insalubridade são: ruído contínuo, calor e frio, radiações ionizantes e não ionizantes, umidade, agentes químicos e agentes biológicos. 

Nesse caso, o adicional pode ser de 10%, 20% ou até 40% sobre o salário mínimo. Para calcular, basta fazer a conta abaixo: 

Adicional de insalubridade = salário normativo x % insalubridade

Quando há periculosidade, significa que o trabalhador tem risco de morte durante a execução das suas atividades. Algumas das principais áreas que envolvem periculosidade são: operações com explosivos, inflamáveis, exposição a roubos ou violência física, atividades que envolvem energia elétrica e motocicleta. 

Nesse caso, o adicional corresponde a 30% sobre o salário-base, mas é preciso considerar os meses que o trabalhador passou por este risco. Para saber o valor, faça o cálculo abaixo:

Adicional de Periculosidade = salário base x % periculosidade: 12 x nº meses em atividade periculosa

As 3 três exceções à regra do pagamento do décimo terceiro

Em três casos específicos, é preciso levar em consideração alguns fatores para realizar o pagamento do décimo terceiro. São eles: férias, rescisão e licença/afastamento. Veja em detalhes cada um a seguir: 

Quem tira férias tem direito ao décimo terceiro antecipado, por isso o funcionário pode solicitar que o adiantamento do 13º seja pago junto com suas férias. Esse pedido precisa ser feito no mês de janeiro, e o empregador não pode recusar – este pedido é tido como um direito do trabalhador. 

Como é a empresa que decide a data das férias, é muito comum vê-las marcando férias só no segundo semestre para quem pede o adiantamento do 13º nas férias. Assim, no caso de uma rescisão, a empresa não perde dinheiro, pois teria que pagar a proporção do 13º de qualquer maneira.

Quando o contrato de trabalho é rescindido, seja por demissão sem justa causa ou porque o próprio trabalhador pediu, é obrigatório o pagamento do décimo terceiro na rescisão (proporcional ao tempo trabalhado no ano). Veja como o cálculo é feito neste caso:

  1. Pegue o salário do último mês trabalhado e divida por 12;
  2. Multiplique pela quantidade de meses trabalhados no ano. Em meses incompletos, você conta como um mês inteiro se a pessoa trabalhou mais de 15 dias naquele mês; senão, ignore o mês na conta.
  3. Caso haja remuneração variável, faça a média dos variáveis do ano. Divida essa média por 12. Multiplique pela quantidade de meses trabalhados no ano. Por fim, em meses incompletos, conte como mês inteiro se a pessoa trabalhou mais de 15 dias naquele mês; senão, ignore o mês na conta.

Em caso de afastamento devido à doença, você considera os dias afastados como dias não trabalhados para o cálculo. O 13º desse período pode ser pago pela Previdência Social, mediante pedido do trabalhador.

Quem está de licença maternidade recebe décimo terceiro. Nesses casos, não é preciso saber como calcular o décimo terceiro. Apenas pague normalmente como, se os meses que a colaboradora passou fora tivessem sido trabalhados normalmente.

Depois dessa etapa, quando você entregar a SEFIP (sistema de recolhimento do FGTS), informe qual foi o valor pago para que ele seja descontado do valor que sua empresa deve à Previdência. 

Assim, na prática, mesmo que você pague este décimo terceiro, no final das contas ele é pago pela Previdência e você recebe o dinheiro de volta.

Como é feito o pagamento do décimo terceiro salário?

O pagamento do 13º por ser feito de duas formas: em uma parcela única e integral, que pode ser paga até o dia 30 de novembro, ou em duas parcelas.

Caso a data de pagamento do décimo terceiro caia em um domingo ou feriado, o empregador deve antecipar o pagamento para o último dia útil anterior.

O prazo do pagamento das parcelas 

A primeira parcela do 13º deve ser paga entre o dia 01 de fevereiro até o dia 30 de novembro. Essa data varia, pois o colaborador pode solicitar o adiantamento do décimo terceiro nas férias. 

Já a segunda parcela deve ser paga até dia 20 de dezembro. É nesta parcela que são realizados os descontos de INSS e IRPF. 

O cálculo das parcelas 

As duas parcelas do 13º possuem valor distintos. A primeira não possui descontos, por isso, seu valor é maior.

Para saber o valor da primeira parcela, basta dividir o último salário recebido em 12, multiplicar o resultado pela quantidade de meses trabalhados e dividir em 2 (sem descontar Imposto de Renda e INSS). Veja o exemplo abaixo:

  • R$ 1.000 / 12 (meses do ano) = R$ 83,33;
  • R$ 83,33… x 12 (meses trabalhados) = R$ 1.000;
  • Valor do 13º: R$ 1.000(sem os descontos);
  • Valor da 1ª parcela: R$ 500.

Caso a empresa ofereça aumento durante o ano, o salário a ser considerado é o maior. Também entram nessa conta benefícios de natureza salarial, como horas extras, adicionais noturnos ou comissões

Para saber o valor da segunda parcela, é preciso subtrair o desconto do INSS e Imposto de Renda. O desconto de INSS deve ser calculado primeiro, podendo ser de 8%, 9% ou 11% de acordo com a faixa salarial (confira a tabela aqui). 

Utilizando o exemplo acima, é possível fazer o cálculo de forma simples: 

  1. 13º de R$ 999,96 x 8% de desconto do INSS = R$ 80,00;
  2. 13º de R$ 1.000 – R$ 500 da 1ª parcela = R$ 500 da 2ª parcela;
  3. 2ª parcela de R$ 500– R$ 80,00 do INSS = R$ 420,00 da 2ª parcela.

Para saber quanto será descontado do imposto de renda, subtraia o desconto do INSS do salário bruto. Neste caso, o resultado é R$ 920.

Esse valor é a base para calcular o valor de desconto de Imposto de Renda, que pode ser de 0% a 27,5% (descontando INSS), de acordo com a faixa salarial (confira outra tabela aqui). 

De acordo com a tabela do governo, o exemplo acima citado se enquadra na alíquota de 0%, ou seja, não tem desconto de IRPF. 

Vamos agora ilustrar uma situação como se houvesse desconto. Imagine um valor base de R$ 2.500. Ele se enquadraria na alíquota de 7,5%. Para fazer o cálculo, bastaria multiplicar R$ 2.500 por 7,5%, e o resultado seria de R$ 187,50.

Depois, seria preciso subtrair a parcela dedutível (que corresponde a 7,5% na tabela) de R$ 142,80. O resultado seria de R$ 44,70, o valor do desconto do imposto de renda. 

Em resumo, o valor da segunda parcela do 13º salário é o valor da primeira parcela, menos os descontos de INSS e IRRF.

O que acontece se a empresa não pagar o décimo terceiro?

Por ser um direito garantido por lei, a empresa tem obrigação de pagar o 13º a todos funcionários que possuem carteira assinada. Se a empresa não pagar, quem sofre prejuízo é ela. Será preciso arcar com multa de R$ 170,00 por pessoa. Caso a organização atrasar o pagamento, também é multada.

Se o colaborador não receber o 13º até a data limite, ele pode entrar em contato com a Superintendência do Trabalho e fazer uma reclamação para solicitar o pagamento. Se tiver alguma dúvida, pode procurar também o Sindicato da sua área de trabalho. 

Como fazer render o 13º salário?

Aquele tão esperado dinheirinho extra mal chegou e sumiu na mesma hora?

Para utilizar esse valor de forma inteligente, é preciso se planejar. Você precisa identificar qual é a sua prioridade no momento: dívidas, festas, viagens, educação, investimento, entre outros. 

Por isso, confira algumas dicas:

Crie uma tabela contendo todos os seus gastos, e a descrição de cada item. Separe os gastos entre urgente, essencial e supérfluo. Dessa forma, você pode controlar exatamente o que entra e sai da sua conta, o que depois facilita a utilização inteligente do décimo terceiro.

Às vezes, o décimo terceiro salário não quita totalmente as dívidas, mas diminui grande parte do valor. Essa deve ser a sua prioridade, para que você pague menos juros.

Dependendo da sua situação financeira, não é preciso usar todo o 13º com uma única meta. Você pode dividir o dinheiro e gastar com questões pessoais relevantes para você: cursos, viagens, etc.

Se você não tiver nenhum gasto urgente no papel, considere poupar o 13º, ou então investir (no CDB, por exemplo). É importante ter uma reserva de emergência, porque nunca sabemos quando imprevistos podem acontecer.

Neste post, procuramos responder as principais dúvidas quando o assunto é décimo terceiro. Como você viu, o pagamento do décimo terceiro salário é obrigatório para trabalhadores com carteira assinada. Caso você ou seu funcionário se enquadrem nas regras acima, esse valor extra estará garantido. 

Para garantir que o direito do colaborador está mesmo sendo cumprindo, fique atento a prazos, normas e o cálculo correto!

Se você aproveitou esse post, que tal conferir o nosso ebook sobre como organizar o setor financeiro de empresas? Boa leitura e até logo!

Saiba como calcular salário proporcional aos dias trabalhados

O salário proporcional pode ser calculado em situações de admissão ou demissão, em que o funcionário trabalhou apenas uma parte do mês.

Publicado por Beatriz Oliveira dia 10 nov, 2020 – 16:10

O salário proporcional pode ser calculado em situações de admissão ou demissão, em que o funcionário trabalhou apenas uma parte do mês. Sendo assim, o trabalhador deve receber proporcionalmente aos dias trabalhados.

Para entender melhor, podemos usar como referência a definição do cálculo do salário, presente no artigo 64 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O qual diz que: “O salário-hora normal, no caso de empregado mensalista, será obtido dividindo-se o salário mensal correspondente à duração do trabalho, a que se refere o art. 58, por 30 (trinta) vezes o número de horas dessa duração”.

Dessa forma, nota-se que para calcular o salário se deve levar em consideração o mês de 30 dias, mesmo quando se está em um mês de 31 dias, ou de 28 no caso de fevereiro.

O mesmo artigo da CLT traz o seguinte parágrafo único: “Sendo o número de dias inferior a 30 (trinta), adotar-se-á para o cálculo, em lugar desse número, o de dias de trabalho por mês”.

Nota-se então que o salário proporcional equivale àquele em que o número de dias trabalhados no mês é menor do que 30. Por isso, é importante ter noção do valor do dia de trabalho.

Como calcular salário proporcional aos dias trabalhados?

Então, para calcular o salário proporcional é preciso primeiro dividir o salário integral pela quantidade de dias que o mês em questão tem, seja 28, 29, 30 ou 31.

Obtendo assim, o valor de um dia de trabalho. Ao contrário do salário integral, o proporcional não usa como referência o mês comercial de 30 dias.

Feito isso, basta multiplicar esse valor pela quantidade de dias trabalhados no mês questão.

Por exemplo, considere uma pessoa admitida no dia 20 de setembro. Até o final do mês ela trabalhou por 11 dias. Sua remuneração para um mês completo é de R$ 2000. Veja o cálculo:

  • R$ 2000 / 30 = R$ 66,66
  • R$ 66,66 x 11 = R$ 733,26
  • Então, o salário proporcional é igual a R$ 733,26

Agora, considere que a mesma pessoa tenha começado a trabalhar no dia 20 de outubro. Nota-se que esse mês tem 31 dias, então o funcionário trabalhou por 12 dias. Veja o cálculo com o mesmo salário normal:

  • R$ 2000 / 31 = R$ 64,51
  • R$ 64,51 x 12 = R$ 774,12
  • Então, o salário proporcional é igual a R$ 774,12

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Como calcular a hora extra? Veja passo a passo e exemplos

No Brasil, o trabalhador que fizer hora extra tem o direito de receber um acréscimo de 50% a 100% sobre a remuneração paga pela hora comum de serviço. Confira o passo a passo abaixo e aprenda a calcular o valor da hora extra.

O acréscimo de 50% são feitas para as horas extras durante a semana e de 100% aos sábados e domingos.

1. Defina a sua jornada de trabalho

Segundo a legislação brasileira, a maioria dos trabalhadores possui uma jornada de trabalho de 44 horas semanais, com uma limitação de 8 horas por dia. É o caso, por exemplo, da empregada doméstica. Esses limites, porém, podem ser diferentes para as categorias beneficiadas por acordos e convenções coletivas que prevejam uma carga horária menor.

Saber a carga horária prevista na jornada de trabalho é necessário para verificar quanto o trabalhador ganha por hora, informação que é essencial para saber quanto vale a hora extra. Mas, para fazer esse cálculo, antes é preciso saber quanto a jornada de trabalho representa de horas trabalhadas em um mês.

Para uma jornada de 44 horas semanais, a base de cálculo é de 220 horas no mês. Se a jornada for de 40 horas, a base será de 200 horas.

2. Calcule o valor da hora comum

Para saber qual o valor pago pela hora de trabalho comum, é preciso dividir o salário do funcionário pelo total de horas previstas em sua jornada de trabalho para o mês.

Considerando que o salário do trabalhador é de R$ 1.969 mensais e que ele tem uma jornada de 44 horas (220 horas no mês), o valor que ele tem direito por hora é calculado da seguinte forma:

  • Salário por hora = salário mensal ÷ jornada de trabalho mensal
  • Salário por hora = R$ 1.969 ÷ 220 = R$ 8,95

O cálculo da hora extra depende do valor do acréscimo a que o trabalhador tem direito.

Para trabalhos nos dias da semana e nos sábados, a hora extra deverá ser paga com um bônus de 50%. Já as horas extras trabalhadas aos domingos e feriados possui um acréscimo de 100%, ou seja, ela vale o dobro da hora comum.

Esses percentuais se aplicam à maioria dos trabalhadores. No entanto, algumas categorias conquistaram o direito a valores maiores, como é o caso dos comerciários de São Paulo, cuja hora extra durante a semana vale 60% a mais do que a hora comum.

4. Calcule o valor da hora extra

Veja abaixo como calcular a hora extra com acréscimos de 50% e de 100%.

Cálculo da hora extra com acréscimo de 50%

Para calcular a hora extra trabalhada durante a semana ou de sábado, multiplicar o valor do salário-hora por 1,5. No caso do trabalhador que tem um salário-hora de R$ 8,95, fica assim:

  • Hora extra com 50% = salário por hora x 1,5
  • Hora extra com 50% = R$ 8,95 x 1,5 = R$ 13,42

Para saber o acréscimo total no salário, basta multiplicar esse valor pelo número de horas extras feitas no mês. Se o funcionário trabalhou 8 horas extras em dias da semana, o cálculo fica é:

  • Acréscimo no salário = horas extras trabalhadas x valor da hora extra
  • Acréscimo no salário = 8 x R$ 13,42 = R$ 107,36

Assim, em vez dos R$ 1.969 habituais, no fim do mês esse trabalhador receberá R$ 2.076,36.

Cálculo da hora extra com acréscimo de 100%

Para calcular a hora extra trabalhada de domingo ou feriado, é preciso multiplicar o valor do salário-hora por 2. No caso do trabalhador acima, o cálculo da hora extra será:

  • Hora extra com 100% = salário por hora x 2
  • Hora extra com 100% = R$ 8,95 x 2 = R$ 17,90

Se ele fez um total de 8 horas extras aos domingos no mês, o acréscimo em seu salário deverá ser calculado assim:

  • Acréscimo no salário = horas extras trabalhadas x valor da hora extra
  • Acréscimo no salário = 8 x R$ 17,90 = R$ 143,20

No fim do mês, esse trabalhador receberá R$ 2.112,20.

Cálculo da hora extra noturna

Se a hora extra foi feita pelo trabalhador no período que vai das 22h de um dia até as 5h do outro, ela possui um acréscimo diferenciado. Por ser mais desgastante, a hora extra noturna tem um adicional de 20% sobre o valor da hora extra diurna.

Para calcular a hora extra com adicional noturno, primeiro se deve calcular o valor da hora extra diurna (com acréscimo de 50%) e só depois acrescentar os outros 20%. Ou seja, o valor da hora extra noturna não deve ser calculado somando os dois percentuais e aplicando esses 70% sobre a hora comum.

Considerando o caso do trabalhador que recebe R$ 1.969 mensais (R$ 8,95 por hora), o cálculo correto ficará assim:

  • Hora extra noturna = hora extra comum x 1,2
  • Hora extra noturna = (hora comum x 1,5) x 1,2
  • Hora extra noturna = (R$ 8,95 x 1,5) x 1,2 = R$ 13,42 x 1,2 = R$ 16,10

O pagamento de hora extra na nova legislação

A reforma trabalhista aprovada em 2017 não acabou com o direito à hora extra. Exceto nos casos em que houver acordo coletivo, a jornada comum continua limitada a 8 horas diárias e 44 semanais.

Caso seja firmado um acordo coletivo, a jornada máxima diária poderá ser aumentada para até 12 horas sem o pagamento de horas extras. Porém, mesmo no caso da jornada 12 x 36, o trabalhador não poderá fazer mais do que 220 horas por mês.

Qualquer jornada que ultrapassar esses limites legais continuará sendo paga com acréscimos de 50% ou 100%.

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