Como Saber Quanto Fatura Uma Empresa?

Empreender é uma tarefa árdua, principalmente para pequenos empresários que dão o seu melhor diariamente para ver seu negócio crescer e assim gerar o lucro que financiará sua fortuna.

Mas, além das atividades operacionais, ainda é preciso administrar e garantir que o negócio tenha bons resultados, sempre mantendo um bom relacionamento com seus funcionários e parceiros de trabalho.

Entretanto, quando um profissional se prepara adequadamente, os obstáculos são superados e resultados positivos são obtidos. Com isso o empreendedor terá uma vida tranquila e feliz. Por isso, calcular o lucro de uma pequena empresa é essencial para o seu bom gerenciamento.

Alguns empresários, no entanto, têm dificuldades em efetuar esse cálculo, que parece complexo e muito minucioso. Além disso, devido à falta de conhecimento e de informações corretas, muitos tomam atitudes equivocadas e que colocam seus negócios em risco.

Na verdade, há formas práticas de encontrar essa informação e definir os rumos do seu negócio. Então, no nosso post de hoje, explicamos os principais conceitos e mostramos as principais estratégias e técnicas a serem utilizadas em sua empresa.E também temos duas planilhas para facilitar o seu desafio!

Tenha muita atenção em sua leitura e aproveite!

O que é o lucro?

Por definição, lucro é o retorno positivo de um investimento feito em negócios de qualquer natureza. Quando esse retorno é negativo, ao invés do lucro, se configura o prejuízo.

Depois de investir seus recursos em uma empresa, você pode calcular todo o montante gasto e o resultado final obtido para, a partir da diferença, conhecer o seu lucro.

Dica: Você sabe mesmo o que é lucro?

É possível ter lucro maior que 100%?

Frequentemente, vemos propagandas de negócios que parecem ser fabulosos e oferecem lucros de 100%, 200% e 300%. Essa informação é totalmente equivocada.

“Mas, se eu compro um produto por R$ 25 e vendo por R$ 100, estou ganhando R$ 75, ou seja: 3 vezes o que eu investi. Meu lucro não é de 300%?”

Na verdade, não. O erro está no conceito. O lucro é calculado a partir do preço de venda do produto, e não do seu custo. O correto seria dizer que houve lucro de 75%, que foi a parcela da venda obtida como retorno líquido do seu investimento.

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Qual a diferença entre lucro líquido e lucro bruto?

Além dos custos diretos do produto, uma empresa arca com diversos gastos para funcionar. Ela não sobrevive apenas comprando e vendendo produtos, pois também precisa pensar em:​

  • contas de água, energia elétrica, internet, telefone e gás;
  • despesas com marketing;
  • aluguel:
  • compra de produtos básicos para o seu funcionamento, como materiais de escritório e de limpeza;
  • pagamento de impostos.

Dica: Mantenha as contas da sua empresa organizadas com o sistema Flua. Lance diariamente suas receitas e despesas e tenha dados precisos sobre a saúde financeira da sua empresa.

Existem 2 tipos de lucro em um negócio. Conheça-os:

O cálculo do lucro bruto

  • Quando se calcula o lucro bruto, você está subtraindo o custo dos produtos vendidos das receitas totais (o resultado geral das suas vendas). 
  • Esse custo pode ser o valor de compra, quando você revende mercadorias, ou pode ser o valor dos insumos que você teve que comprar para fabricar outros (como trigo, ovos, sal, açúcar, para a fabricação de doces e bolos).
  • Seu cálculo se dá pela equação abaixo:

Lucro bruto = vendas no período – custo das mercadorias vendidas

O cálculo do lucro líquido

Por outro lado, para calcular o lucro líquido da sua pequena empresa, você precisa considerar todas as despesas fixas e variáveis que precisa pagar para funcionar (aquelas que citamos acima).

Então a conta, será:

Lucro líquido = lucro bruto – despesas (fixas e variáveis)

Como calcular o lucro da sua empresa com efetividade?

Você sabe o que é efetividade? Efetividade nada mais é do que ser eficaz e eficiente ao mesmo tempo. E dois por um sempre é bom!

Ser efetivo é alcançar os objetivos traçados sem desperdiçar os recursos. 

E qual a relação a da efetividade com o cálculo do lucro? É simples, temos um método que você pode usar para ser efetivo na tarefa de calcular o lucro da sua empresa. Ou seja, ele vai te ajudar a economizar recursos (tempo) e alcançar o objetivo proposto (calcular o lucro da empresa de maneira correta).

Como já falamos no início do texto, o sucesso de uma empresa está atrelado ao seu bom gerenciamento. Portanto, chega de calcular o lucro do seu negócio no achismo! Isso só traz prejuízos à saúde financeira  empresarial.

Conheça nossa solução para o cálculo de lucro da pequena empresa

Criamos uma planilha que automatiza o cálculo do lucro bruto e do cálculo líquido. Com ela você terá uma visão clara sobre a situação financeira da empresa e irá economizar o seu bem mais precioso: o tempo.

Como funciona a planilha

Para colocar a tecnologia para fazer o trabalho difícil para você, tudo o que precisa ser feito é preencher as seguintes colunas:

  • Vendas no período;
  • Custos de compra ou produção;
  • Despesas fixas;
  • Despesas variáveis.

Veja a demonstração aplicada no mês de janeiro:

Viu, tão simples quanto contar até três! Após colocar os dados a planilha te entrega na hora o lucro bruto e o lucro líquido. Quer parar de quebrar a cabeça na hora de calcular o lucro da sua empresa? Clique no banner e garanta sua planilha calculadora!

Como definir o preço certo para o lucro que almejo?

Muitos empresários sabem o quanto querem lucrar e calculam os preços com base nessa margem esperada, mas, no final das contas, passam aperto financeiro. Isso acontece porque, em muitos casos, o resultado não é condizente com o esperado.

A resposta está exatamente na diferença entre lucro bruto e líquido. Muitos empresários realizam esse cálculo levando em conta o lucro bruto, mas se esquecem de considerar as despesas fixas e variáveis.

Dica: Como (e por que) avaliar a saúde financeira da empresa?

Por isso, você deve ter muita atenção em todas as atitudes tomadas em sua gestão, principalmente ao calcular o lucro de uma pequena empresa.

Utilizando o conceito de mark-up

Para acertar nesse cálculo e lucrar conforme o esperado, experimente utilizar uma forma de definição de preço conhecida como mark-up. Siga os passos abaixo:

  1. Calcule os custos e despesas fixas e variáveis de sua empresa. Suponha que o resultado seja de 35% do valor de suas receitas;
  2. Some o percentual de lucro que espera. Se for, por exemplo, 30%, seu custo total de vendas fica em 65% (35% + 30%);
  3. Considere que 100% é sua receita total. Calcule seu mark-up divisor usando a fórmula: (RECEITAS – CUSTO TOTAL DE VENDAS)/100. Seu mark-up divisor será (100% – 65%)/100% = 35/100 = 0,35;
  4. Defina seu preço de venda a partir desse número, dividindo o custo do produto pelo mark-up divisor obtido. Se um item tem custo de R$ 20, o cálculo fica: 20/0,35 = 57,14.

Ou seja: seu preço de venda deve ser R$ 57,14 para cobrir custos, despesas e garantir o lucro esperado.

Aprenda de uma vez por todas a calcular o preço com o método mais simples possível

Realizar cálculos pode ser complicado, ainda mais se você não tiver muita intimidade com a matemática.  Na verdade existe até um nome para isso: a discalculia. Estima-se que entre 3% a 6% da população sofra com essa dificuldade em adquirir habilidades matemáticas (como a realização de um cálculo).

A boa notícia é que, caso você tenha dificuldades com cálculos ou simplesmente queira economizar seu tempo com essa tarefa chata, nós temos a solução! A tecnologia está aí para facilitar nosso dia a dia, e foi usando ela que criamos uma planilha que vai facilitar a realização de cálculos como você nunca viu antes!

Como funciona a planilha

Nos tópicos anteriores vimos a importância de saber calcular o preço para conseguir o lucro esperado. Tudo o que você vai precisar fazer é simplesmente jogar os números na planilha que ela faz o resto! Confira abaixo como é fácil descobrir os resultados com a nossa planilha:

Na primeira parte da planilha você preenche:

  • Número de receitas totais;
  • Despesas fixas;
  • Despesas variáveis;
  • Porcentagem de lucro desejado.

E pronto! Automaticamente a planilha realiza o cálculo e te mostra qual o Mark-up necessário. Veja a aplicação dos passos na imagem:

Com o Mark-up definido, agora chegou a hora de definir o preço do produto. Essa segunda parte é ainda mais fácil! Tudo o que você precisa fazer é preencher o custo unitário total. A planilha resgata o Mark-up necessário e já aplica, mostrando qual deve ser o preço final para alcançar o lucro desejado! Veja a aplicação dos passos na imagem:

Como Saber Quanto Fatura Uma Empresa?

Bacana, não é mesmo? A melhor parte é que, se você quer parar de passar apuros na hora de calcular os preços dos seus produtos, basta clicar no banner abaixo e realizar o download gratuito!

Qual é a importância da previsão de caixa?

Assim como o lucro, as despesas de uma empresa são determinantes para a obtenção de resultados positivos. De nada adianta ganhar muito dinheiro se a sua gestão gasta mais do que deveria. Quando isso acontece, os processos não são otimizados.

Além disso, uma parte desses valores poderiam ser investidos na compra de novos equipamentos, no aumento do salário de seus funcionários e na melhoria do espaço físico de sua empresa. Como consequência disso, seu processo produtivo pode ser aprimorado, fazendo com que todos os envolvidos saiam ganhando.

Dica: Fluxo de caixa projetado: o que é e como fazer

Portanto, o controle financeiro torna-se essencial na performance de uma empresa. Dessa forma, a previsão de caixa, também conhecida como fluxo de caixa, é uma ferramenta que pode auxiliá-lo em sua rotina de trabalho.

Com ela, é possível acompanhar todas as movimentações financeiras realizadas em seu empreendimento.

Ao monitorar as entradas e saídas, você amplia seu campo de visão e consegue encontrar gargalos operacionais e financeiros com mais facilidade.

Outro benefício é o cumprimento de todas as suas responsabilidades fiscais e financeiras.

Como ela deve ser realizada

À medida que o tempo passa, os processos de uma empresa acabam utilizando novas tecnologias para auxiliar a atuação de seus administradores e colaboradores, e não poderia ser diferente na hora realizar a previsão de caixa.

Então, você deve utilizar um sistema de gestão financeira que resuma as contas a pagar e receber durante todo o mês. Lembre-se de prezar pela simplicidade e o fácil manuseio dessa ferramenta.

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Portanto, opte por aquela que mais se adapte às suas necessidades e que faça o uso de gráficos e relatórios otimizados. Assim, é possível realizar uma previsão de entradas e saídas dos próximos meses e tomar decisões focadas no aumento dos lucros e na redução das despesas.

Desse modo, faça uma pesquisa de mercado e encontre uma solução online e moderna, garantindo a segurança e a estabilidade de seu empreendimento. Não se esqueça também da importância do armazenamento e do monitoramento das informações de seus clientes e fornecedores.

Dica: Conheça as 5 melhores dicas de gestão financeira para utilizar em sua empresa

O sucesso de um empreendimento só pode ser alcançado se o seu administrador está bem preparado e capacitado. Nessas horas, esse profissional deve tomar atitudes acertadas, sempre levando em consideração seus objetivos e as necessidades de seus clientes.

Sabendo calcular o lucro de uma pequena empresa, um empresário pode entender seu resultado e encontrar formas de diminuir seus custos e melhorar seus resultados.

E então, o que você achou do nosso conteúdo? Esperamos que ele tenha te ajudado a saber Como Calcular o Lucro de uma Pequena Empresa!

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O que é faturamento? Como saber quanto uma empresa fatura?

Uma palavra bem comum no mundo do empreendedorismo é faturamento. Ela é usada para indicar o tamanho de um negócio, limitar os diferentes portes de empresa e calcular os tributos que devem ser pagos, por exemplo. Mas o que é faturamento, exatamente? O que ele diz sobre um negócio? Como calcular esse número? Confira abaixo.

O que é faturamento? E como saber o faturamento de uma empresa?

Faturamento é a soma total das vendas de uma empresa, em um certo período, a partir de sua atividade comercial – seja comércio de bens, prestação de serviços ou indústria.

O faturamento mensal de uma pessoa que trabalha como cabeleireira, por exemplo, é o valor total que recebeu de seus clientes ao longo do mês. Se ela fez 150 cortes em um mês no valor de R$ 50 cada, seu faturamento mensal será de R$ 7.500.

Justamente por mostrar o valor total que uma empresa movimenta a partir de suas atividades, o faturamento é um dos principais indicadores usados para medir o tamanho de um negócio. 

É a partir do faturamento, por exemplo, que uma empresa pode ser classificada como MEI, microempresa, empresa de pequeno porte ou empresa de médio e grande porte.

Por isso, é importante entender exatamente o que é faturamento e para que serve essa informação.

Para que serve o faturamento de uma empresa?

Saber o faturamento de uma empresa serve para diversas finalidades. Com ele, é possível:

  • Ter uma ideia do desempenho de um negócio. Afinal, um faturamento maior pode significar mais ou melhores vendas e se traduzir em um lucro maior;
  • Calcular os tributos que devem ser pagos ao governo – a alíquota de tributação varia de acordo com o faturamento da empresa;
  • Enquadrar um negócio no porte certo para ele, garantindo uma tributação proporcional a quanto ele fatura;
  • Manter um fluxo de caixa, calcular o lucro da empresa e cuidar das finanças do negócio. É a partir do faturamento que a maioria dos cálculos é feita.

Mas, atenção: existem dois tipos de faturamento, o bruto e o líquido.

Qual a diferença entre faturamento bruto e faturamento líquido?

Entender a diferença entre faturamento bruto e faturamento líquido é fácil:

Faturamento bruto

O faturamento bruto é o valor total que uma empresa recebe a partir de suas vendas em determinado período.

Para calcular o faturamento bruto, portanto, basta multiplicar o preço do produto ou serviço pelo número de vendas:

Faturamento bruto = preço do produto ou serviço X quantidade de vendas

Para quem oferece mais de um produto ou serviço, basta fazer a conta acima para cada um e somar todos os valores.

Faturamento líquido

Já o faturamento líquido de uma empresa é igual ao faturamento bruto menos os tributos cobrados em cada operação e deduções de vendas – como produtos devolvidos e contratos cancelados. 

A fórmula abaixo pode ser usada para calcular o faturamento líquido:

Faturamento líquido = faturamento bruto – tributos – deduções de vendas

Por mostrar o que sobra do faturamento bruto depois de descontar os tributos e as vendas canceladas, o faturamento líquido dá uma ideia mais aproximada do resultado de um negócio.

E qual a diferença entre faturamento e lucro?

Não basta somente conhecer os diferentes tipos de faturamento, também é necessário entender a diferença entre faturamento e lucro.

Afinal, estes são conceitos básicos de um negócio e compreendê-los é essencial para manter as finanças em dia. 

Como você viu, faturamento é todo o dinheiro que entra na empresa a partir de sua atividade comercial. Já lucro é todo o dinheiro que sobra depois de descontar das receitas os gastos do negócio.

Entenda a diferença entre lucro, receita e caixa

Por isso, faturamento alto não significa lucro

Uma empresa pode faturar muito dinheiro em um mês, por exemplo, mas se os gastos forem maiores do que as receitas, ela não terá lucro e ficará no prejuízo. 

Justamente por isso, não dá para assumir que um negócio com faturamento alto é um negócio saudável financeiramente.

É necessário que os gastos estejam equilibrados para que, no fim do mês, o dinheiro entrando se transforme em lucro.

Veja como organizar o financeiro de uma empresa

O que o faturamento tem a ver com o regime tributário de uma empresa?

É a partir do faturamento que uma empresa pode optar pelo melhor regime tributário para ela – aquele na qual ela paga o valor mais justo para seu tamanho. São eles:

  • Simples Nacional: um regime tributário simplificado para micro e pequenas empresas que faturam até R$ 4,8 milhões por ano. As alíquotas são menores e o recolhimento dos tributos é feito em uma única guia, paga todos os meses. Veja mais sobre o Simples Nacional;
  • Lucro Presumido: apesar de ser mais complexo que o Simples, também é um regime simplificado para empresas que faturam até R$ 78 milhões por ano. A base de cálculo dos tributos é prefixada pela Receita Federal e tem margens de lucro específicas de acordo com a atividade da empresa. Saiba mais sobre o Lucro Presumido;
  • Lucro Real: é um regime de tributação mais complexo, obrigatório para empresas que faturam mais que R$ 78 milhões por ano ou que não podem se enquadrar nos regimes simplificados. Nele, o cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) é feito com base no lucro real da empresa, com ajustes previstos em lei. Entenda tudo sobre o Lucro Real.

Vale dizer que a alíquota de cada regime varia de acordo com o faturamento e a atividade da empresa.

E como o faturamento influencia no porte da empresa?

O faturamento é um dos principais critérios usados para enquadrar uma empresa em um ou outro porte. São eles:

  • Microempreendedor Individual (MEI): trabalhadores autônomos formalizados que faturam até R$ 81 mil por ano;
  • Microempresa (ME): faturamento anual de até R$ 360 mil;
  • Empresa de Pequeno Porte (EPP): faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões;
  • Empresa de médio e grande porte: faturamento acima de R$ 4,8 milhões anualmente.

Se uma empresa fatura mais do que o permitido para seu porte, ela é obrigada a fazer o reenquadramento para um porte maior.

Uma microempresa que fature mais que R$ 360 mil em um ano, por exemplo, deve migrar para o porte seguinte – a empresa de pequeno porte.

Este texto faz parte da missão do Nubank de lutar contra a complexidade do sistema financeiro para empoderar as pessoas – físicas e jurídicas. Com a conta PJ, queremos ajudar donos de pequenos negócios, empreendedores e autônomos a focarem no que realmente importa. Saiba mais.

Como calcular o lucro de uma empresa? Descubra! | Blog da Contabilizei

O primeiro passo para descobrir como calcular o lucro de uma empresa é saber quais valores devem fazer parte dessa fórmula. Em seguida, entender a diferença entre lucro bruto e lucro líquido é essencial para identificar se, de fato, seu negócio está em crescimento.

De acordo com o dicionário Aurélio, uma das definições de lucro é “o que foi ganho e/ou recebido através de uma comercialização, ou ato econômico”. 

Por mais que o conceito pareça claro, bastando subtrair o valor de venda do custo do produto para chegar ao resultado, saber como calcular o lucro de uma empresa envolve várias outras vertentes.

Lucro bruto, lucro líquido, margem de lucro, rentabilidade, lucratividade são algumas definições que fazem parte dessa conta e todas serão explicadas neste post. Para entender melhor, continue a leitura!

O que é lucro?

De maneira bem rápida, podemos considerar como lucro o valor recebido proveniente da venda de um produto ou serviço após subtrair os gastos com sua aquisição, ou fabricação.

No entanto, por mais que pareça uma conta simples, saber como calcular o lucro de uma empresa consiste em entender outros fatores. O primeiro é compreender que o lucro está totalmente ligado à saúde financeira da sua empresa e ao sucesso do seu negócio. 

Ou seja, empresas que trabalham no vermelho reduzem consideravelmente suas chances de crescimento, já que todo dinheiro que entra é utilizado para pagar as contas básicas para se manter aberta.

Outra questão é conhecer a diferença entre os lucros, entre eles o normal e o econômico. O lucro normal é a quantia que um negócio precisa para operar sem problemas, suprindo suas despesas básicas sem que quebre ou entre em falência.

Quanto ao lucro econômico, podemos considerar o valor excedente, ou seja, o que realmente sobra após excluir todas as despesas, inclusive o lucro normal.

O que é lucro bruto e lucro líquido?

Além disso, temos outros dois indicadores que entram efetivamente na conta quando buscamos saber como calcular o lucro de uma empresa, que são o bruto e o líquido. 

Lucro bruto

O lucro bruto, também denominado como “lucro de vendas” ou “lucro operacional bruto”, refere-se ao resultado da subtração da receita total e dos custos variáveis, ou seja:

lucro bruto = receitas totais – custos variáveis

Para receita total considere o valor obtido com as vendas. Para os custos variáveis, tudo o que for relacionado ao gasto para a produção/aquisição de um produto ou oferta de um serviço ao cliente.

Como exemplo, pense em um comércio que trabalha com a venda de material de construção. Um saco de cimento é vendido ao cliente final por R$ 20, mas sua aquisição para revenda é de R$ 15. Assim, o lucro bruto dessa empresa é de R$ 5 por item.

Lucro líquido

Já o lucro líquido considera os custos variáveis, mas também os fixos, que são todas as despesas necessárias para se manter um negócio, tais como: água, luz, internet, aluguel, salários, impostos, etc. — sim, todas essas despesas devem ser consideradas quando se busca entender como calcular o lucro de uma empresa.

Assim, a fórmula para chegar ao lucro líquido é:

lucro líquido = receita total – custo total

Para ficar mais claro, veja este exemplo: uma loja vendeu R$ 10 mil em roupas durante o mês. Com custos variáveis, aqueles referentes à aquisição dos produtos, foram gastos R$ 2 mil. Entre comissões e despesas fixas, mais R$ 3 mil. Dessa forma, a loja teve um lucro líquido de R$ 5 mil: 10.000 – (2.000 + 3.000) = 5.000

Como calcular o lucro de uma empresa?

Com essas definições em mente, fica ainda mais fácil entender como calcular o lucro da sua empresa e encontrar os valores reais.

Para começar, é preciso ter em mãos todos os números gerados por seu negócio, incluindo:

  • total gasto com despesas fixas;
  • total gasto com despesas variáveis;
  • total de vendas;
  • custos necessários para a prestação dos serviços aos clientes;
  • custos para aquisição ou fabricação dos produtos comercializados.

Por isso, o acompanhamento pontual de toda movimentação financeira e o suporte de uma contabilidade são essenciais para fazer esse cálculo e identificar realmente quanto de lucro sua empresa está gerando.

Com as informações, basta aplicar as fórmulas para encontrar o lucro bruto ou o lucro líquido do seu negócio.

Qual a diferença entre lucro, rentabilidade e lucratividade?

Mas o resultado dessa conta corresponde ao lucro, à rentabilidade ou a lucratividade? Quando se descobre como calcular o lucro de uma empresa, é importante ter claro na mente a diferença entre esses três conceitos que, apesar de parecerem iguais, são bem diferentes.

É esse esclarecimento que vai ajudar você a definir os próximos passos rumo ao sucesso do seu negócio, pois seus resultados evidenciam quanto sua empresa está ou não crescendo, permitindo ajustes para melhoria, expansão e tomada de decisões.

Como já mencionado, o lucro é o resultado positivo de uma transação comercial após a subtração dos valores correspondentes a custos e despesas, podendo ser bruto ou líquido.

A rentabilidade é encontrada ao relacionar o valor investido em um negócio ao seu lucro líquido. Ou seja, se você investiu R$ 10 mil para abrir o seu negócio e hoje ele corresponde a R$ 15 mil, sua rentabilidade foi de 50%, pois o investimento se manteve e rendeu mais R$ 5 mil.

Já a lucratividade é um percentual definido entre o lucro líquido e o valor total das vendas. Em outras palavras, indica quanto (em porcentagem) uma empresa consegue ganhar com suas atividades.

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A importância da lucratividade

  • A lucratividade de uma empresa pode ser mensurada mensal, trimestral, semestral ou anualmente, tudo depende do indicador utilizado. Basicamente, sua fórmula é:
  • lucratividade = (lucro líquido / receita total) x 100
  • Para que você possa entender melhor, podemos usar o seguinte exemplo: imagine que, após fazer os cálculos, tenha chegado a R$ 100 mil em receita total (vendas) e R$ 18 mil em lucro líquido. Aplicando a fórmula, temos o seguinte resultado:
  • lucratividade = (R$ 18 mil / R$ 100 mil) x 100
  • lucratividade = 0,18 x 100
  • lucratividade = 18%

A lucratividade é um importante indicador financeiro que aponta a eficiência operacional de um negócio, impactando diretamente no seu nível de competitividade no mercado.

Por isso, para que você realmente tenha sucesso é fundamental, além de saber como se calcula o lucro de uma empresa, entender a diferença entre esse e os demais conceitos e, assim, ter uma visão clara do faturamento do seu negócio.

O que mais você precisa saber sobre lucro? 3 dúvidas esclarecidas!

A essa altura você já deve ter percebido que para entender como se calcula o lucro de uma empresa é preciso compreender diferentes pontos. 

Mesmo com toda essa explicação, sabemos que é comum surgirem outras dúvidas que todo empreendedor tem, por isso, separamos as 3 mais comuns para responder agora.

1. Posso ter lucro superior a 100%?

Não é possível ter lucro acima de 100%, pois esse é calculado a partir do preço de venda e não do de custo. Por exemplo, se um item é adquirido por sua empresa a R$ 25 e vendido a R$ 100, significa que obteve 75% de lucro, que é o valor referente ao retorno líquido do investimento.

2. O que é margem de lucro?

Margem de lucro é um percentual somado aos custos totais de um produto ou serviço e que será retirado para a sua empresa. Diretamente ligada à precificação, quanto maior, mais a sua empresa lucra. Por outro lado, se muito elevada, pode encarecer o que está sendo oferecido ao cliente, comprometer suas vendas e sua competitividade. 

3. Como determinar um preço de venda que alcance o lucro desejado?

A melhor forma de determinar o preço de um produto ou serviço que alcance o lucro que a sua empresa precisa é através do Mark Up, ou Markup. Esse é um índice multiplicador aplicado sobre o custo do que está sendo comercializado para determinar seu preço de venda.

A fórmula do Mark Up considera três fatores: despesas fixas, despesas variáveis e margem de lucro pretendida e as transforma em percentuais. Mas para efetuar o cálculo, ainda é preciso considerar o custo de aquisição, produção ou, no caso de prestação de serviços, hora-trabalho.

Para exemplificar, considere:

  • despesas fixas (DF) = 12%;
  • despesas variáveis (DV) = 15%;
  • margem de lucro pretendida (MLP) = 18%;
  • custo de produção (CP): R$ 30

Agora, aplique a fórmula Mark Up, que é: 100/ [100 – (DF + DV + MLP)]. O resultado deve ser multiplicado pelo custo de produção, ficando da seguinte forma:

  • 100/100 – (12+15+18)
  • 100/55 = 1,82
  • 1,82 x CP = R$ 54,60

Nesse caso, o preço do produto ou serviço ao cliente deve ser de R$ 54,60, a fim de conseguir 18% de lucro.

Para não ter que investir o seu tempo – necessário a gestão do negócio – nas rotinas financeiras, o profissional liberal, autônomo ou empreendedor de micro e pequenas empresas precisa de suporte especializado e dedicado nestas questões. E para dar esse suporte, surgiu o Contabilizei Experts, assessores dedicados e especialistas em realizar as tarefas burocráticas que demandam tempo e expertise do empreendedor.

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[Produtividade nas Empresas – 2] Entenda o que é o faturamento da sua empresa e como usar esse dado a seu favor | Portal de Atendimento SEBRAE

É difícil entender qual é o seu faturamento? Não sabe porque seu faturamento aumentou mas seu lucro permanece o mesmo? Muitos empreendedores têm esses mesmos problemas na gestão de suas empresas e esse conteúdo foi feito para te ajudar nisso.

Foto de Karolina Grabowska no Pexels

Você vai aprender aqui as diferenças entre faturamento e lucro e sua relação direta com a produtividade de um empreendimento. Com isso poderá analisar as finanças da sua empresa com mais propriedade e saber onde investir para crescer no mercado. 

  • O que é faturamento 
  • Faturamento e produtividade 
  • Aumentando o seu faturamento 

O que é faturamento?

É comum que os empresários sejam questionados com perguntas como “o quanto você fatura no mês?” mas o que a resposta dessas perguntas diz sobre a empresa? O que é esse faturamento? 

De forma simples e  literal, o que a sua empresa fatura é a soma de tudo o que foi vendido por ela em um determinado período de tempo.
Apesar de simples, o faturamento não se resume a isso, existe ainda uma divisão entre Faturamento Bruto e Faturamento Líquido.

  • Faturamento Bruto: É calculado através da multiplicação do preço do produto pela quantidade vendida em determinado período. Ou seja, se você vende canecas pelo preço de R$10,00 e no mês atual você vendeu 150 canecas, seu faturamento bruto mensal será de R$1500,00.

Faturamento = valor do produto x quantidade vendida

  • Faturamento Líquido: Para esse caso, utilizamos o faturamento bruto e subtraímos as vendas canceladas, mercadorias devolvidas e a carga tributária.

Mesmo que sua empresa utilize apenas o faturamento bruto como métrica, é importante saber seu faturamento líquido para entender seu lucro. 

O seu lucro líquido só é definido após saber o faturamento líquido pois dele você subtrai seus custos fixos e variáveis. Por isso aumentar seu faturamento NÃO é aumentar o seu lucro, já que você pode faturar mais mas também ter mais custos que interferem nesse cálculo.

Faturamento X Produtividade

Depois de entender o que é faturamento fica mais fácil entender como ele está relacionado com a produtividade da sua empresa. O programa Brasil Mais, uma parceria do Governo Federal com Sebrae, ABDI e SENAI, tem a seguinte fórmula para o cálculo da produtividade:

Produtividade = Faturamento – Custos / Pessoas Ocupadas

Com essa relação é fácil entender que para tornar a sua empresa mais produtiva é  necessário aumentar o faturamento e/ou diminuir os custos. 

Como você pode aumentar o faturamento da sua empresa?

Não existe uma fórmula pronta para que sua empresa fature mais, mas temos aqui algumas dicas para te ajudar a aumentar o número de vendas e diminuir os custos relacionados.

  • Valorizar capacitações da equipe, investindo em pessoas e processos. Processos mais simples e pessoas mais capacitadas economizam tempo, e isso influencia diretamente na sua produção e consequentemente no faturamento;
  • Ficar atento às tendências do mercado de acordo com os nichos de seus clientes lhe trará vantagem competitiva. Isto possibilita conhecer quais produtos ou serviços você deve investir mais e assim diminuir os custos com os que gerarão devoluções ou desistência;
  • Facilitar o pagamento pode ser uma boa ferramenta na venda de produtos de alto valor, com isso é possível vender mais para mais pessoas e mesmo assim manter um custo estável para o aumento do valor faturado;
  • Trabalhar o processo de pós venda com foco em fidelização também é uma ótima forma de aumentar seu faturamento, para manter os clientes antigos e gerar valor aos novos

Agora que você sabe como medir seu faturamento e o quanto ele funciona como espelho financeiro da sua empresa, o caminho para o aumento da sua produtividade ficou mais fácil. 

Quer aprender mais sobre ferramentas que podem alavancar seu empreendimento? 

O programa Brasil Mais chega para auxiliar as empresas a alcançar melhores resultados e elevar sua produtividade. É uma iniciativa do Governo Federal em parceria com o Sebrae, o SENAI e a ABDI para a promoção de melhorias rápidas. Inscreva-se e descubra se o perfil da sua empresa está apto para este programa.

Quer saber mais? Então acesse o site e inscreva-se no Brasil Mais .

Até a próxima! 

Quanto vale a sua empresa? E as outras?

São Paulo – Sabe a padaria da esquina de sua casa? Pois bem, para calcular seu valor, multiplique seu faturamento mensal por um número entre cinco e sete. Pronto, esse é o preço do negócio.

Depois, como manda a tradição, o antigo e o novo dono convivem no caixa durante trinta dias. É a forma de confirmar as informações sobre o faturamento. Simples, não? Sim, mas quando o negócio se afasta do mundo do leite e dos pãezinhos, os cálculos tornam-se muito mais complexos.

Tão complexos que provavelmente você não saberia responder à pergunta: quanto vale a empresa na qual você trabalha? Você não vai padecer na solidão. Segundo uma pesquisa da Simonsen Associados, uma consultoria de São Paulo, quase 60% dos executivos brasileiros também não conseguem respondê-la.

Às vezes, até os donos têm dificuldades. Adelino Colombo, dono da Lojas Colombo, uma das maiores redes de eletrodomésticos do país, não sabe. Salim Mattar, da Localiza, também não. Roni Argalji, vice-presidente da Du Loren, idem.

Certo, pouca gente conhece o valor. Então, vamos a outra questão. Como calculá-lo? Isso depende de diversas variáveis. Primeira, o que ela tem que interessa ao possível comprador, por exemplo, uma multinacional disposta a desembarcar no Brasil? Opa, esqueça os prédios, os terrenos, os escritórios.

Os candidatos não procuram um negócio imobiliário. O importante é a sua marca, a rede de distribuição, a carteira de clientes, a modernidade do processo de produção, as pessoas. Agora, a pergunta definitiva: a empresa gera caixa? Se a resposta for positiva, parabéns. Você vai conseguir um bom dinheiro por ela. Caso contrário, é lamentável dizer, mas ela vale menos do que você pensa.

Esse mix de variáveis foi condensado numa metodologia, batizada com o pomposo nome de fluxo de caixa descontado. Importado dos Estados Unidos, o discounted cash flow, DCF, analisa o futuro da empresa, num horizonte mínimo de cinco anos. Nessa cesta, entram as suas perspectivas de mercado, a evolução de seus custos e preços, a movimentação dos concorrentes, entre outros itens.

Depois, calcula-se seu fluxo de caixa lá na frente, ano após ano. Ou seja, o dinheiro que sobra depois de todas as contas pagas. Nele, o acionista pode pôr a mão sem sangrar a empresa. Por fim, aplica-se uma taxa de desconto, para trazer para o presente os valores futuros. O resultado é o valor da empresa.

Mesmo assim, a avaliação de uma companhia está longe de ser uma ciência exata. Dois fundos de pensão, o Previ e o Petros, pagaram, em outubro de 1995, 96 milhões de reais por 29,17% da Riocell, fabricante de celulose.

O preço foi uma pechincha. Azar do grupo Iochpe-Maxion, o vendedor. O Banco Patente, responsável pela intermediação, avaliou a empresa com base em quatro diferentes metodologias. Chegou a quatro diferentes valores:

1) Cotação das ações da Riocell no mercado. Nas bolsas, 100% da Riocell valiam 462 milhões de dólares. Nesse caso, 29,17% custariam quase 135 milhões de dólares.

2) Pelo “custo de reposição”, os compradores precisariam investir 468 milhões de dólares para montar uma empresa igualzinha à Riocell. Ou seja, 29,17% do capital atingiriam 136 milhões de dólares.

3) Pelo valor patrimonial, em outubro, a Riocell custaria 420 milhões de dólares. A fatia do Iochpe valeria 122 milhões de dólares.

4) O último dos métodos é conhecido como múltiplos de EBTDI, sigla em inglês para lucros antes dos impostos, da depreciação do capital e das despesas financeiras. Nesse caso, o valor seria de 574 milhões de dólares para a Riocell. O pedaço do Iochpe valeria 167 milhões de dólares.

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A diferença entre o menor e o maior valor encontrado pelo Patente superou os 100 milhões de dólares. Por que, então, o Iochpe concordou em vender por 96 milhões o que valeria, pelo menos, 30% a mais?

“Perdemos dinheiro porque o mercado sabia da nossa intenção de abandonar essa atividade”, diz um executivo do Iochpe que acompanhou as negociações. Ou seja, vender no afogadilho é uma péssima estratégia.

“O CAIXA É REI” – O caso da Riocell ilustra a evolução dos sistemas de avaliação. Hoje, o que menos se olha numa empresa são seus ativos fixos, como máquinas e equipamentos. Nem sua história. “O passado da empresa é só o ponto de partida da avaliação”, diz Orfeu Trivelli, sócio da Strategía, empresa de avaliação de São Paulo. “O que nos interessa é o seu futuro.”

Não é o caso de procurar a mãe Dinah. A bola de cristal dos avaliadores tem sido o DCF. O objetivo do sistema é avaliar a capacidade de geração de caixa da empresa. Ela faz dinheiro hoje e demonstra condições de continuar fazê-lo no futuro? Então, tem produtos, marcas, custos baixos, gestão eficiente, talentos, tecnologia. Compre-a.

“O caixa é rei”, diz o americano Thomas Copeland, sócio da McKinsey, uma das mais conceituadas consultorias do mundo. Copeland é autor de Valuation, a bíblia dos avaliadores nos Estados Unidos. Ainda sem tradução para o português, o livro e seu conceito têm adeptos por aqui. “É o meu livro de cabeceira”, diz Fábio Castanheira Ribeiro, analista de investimento do Banco Real.

Ribeiro não avalia empresas para operações de compra e venda. Ele recomenda suas ações ao mercado. “O modelo tradicional de avaliação embaça a visão do investidor”, diz Ribeiro. “Todo mundo sabe que os números dos balanços podem ser manipulados ou não revelar a real situação da empresa.” Aí está a fragilidade da avaliação apenas pelo valor patrimonial estampado nos balanços.

É o caso da Brahma. A cervejaria tem sido a vedete das análises de Ribeiro nos últimos meses. A empresa é a mais valorizada das bolsas brasileiras. Os investidores compram suas ações por 3,26 vezes o seu valor patrimonial. Nos últimos doze meses, o índice Bovespa valorizou-se 37%.

As ações da Brahma, 96%. “É uma empresa cuja gestão se preocupa em criar valor para o acionista”, diz Ribeiro (veja matéria a seguir). Por isso, vive uma situação singular. No balanço, ela vale 705 milhões de dólares. Mas se alguém se aventurasse num eventual takeover teria de desembolsar 3,4 bilhões de dólares por 100% de suas ações.

O balanço da Brahma está errado? Não necessariamente. O balanço é um retrato da situação da empresa em determinado momento. Para a avaliação, interessa justamente o futuro.

Entretanto, dois terços dos executivos ouvidos pela Simonsen ainda acham que os ativos fixos são seus bens mais preciosos. “Se você tem um empresa que não gera caixa, então você não tem um negócio”, diz Antônio Cordeiro, da Simonsen. “Você só tem patrimônio.”

Os prédios e equipamentos da Pão Americano, dona da marca Pullmann, não valem 85 milhões de dólares, o valor pago pela Santista Alimentos, do grupo Bunge, para ficar com a empresa.

“Nós compramos uma rede de distribuição, uma marca forte e seu potencial para estimular nossos negócios atuais”, diz Roberto de Azevedo, diretor da Santista para as operações de massas e pães.

Em outras palavras, a Santista não comprou a fábrica. O grupo já era dono da Plus Vita, no Rio de Janeiro, e queria crescer nesse setor.

Com a Pullmann, tornou-se o maior fabricante de pães industriais no país.

LUVAS – Para chegar ao valor pago, a Santista utilizou o método do fluxo de caixa descontado. Por ele, a empresa acabou pagando 1,2 vez o faturamento da Pão Americano. Trata-se de um valor acima da média para empresas de alimentos. A Gessy Lever pagou pela Cica o equivalente às suas vendas anuais, que eram de 282 milhões de dólares em 1993.

A Santista não se importa com a comparação. A empresa entrou no mercado paulista com um negócio pronto, funcionando. Mais que isso, com uma rede de distribuição eficiente. Para um produto como o pão, altamente perecível, a distribuição vale ouro. Se fosse criar uma empresa nova, a Santista perderia tempo e dinheiro incalculáveis. “A aquisição é estratégica para nós”, diz Azevedo.

As aquisições estratégicas tornaram-se mais comuns a partir da abertura do mercado brasileiro. Nelas, o comprador aceita pagar mais do que o negócio valeria se fosse calculado pelas metodologias tradicionais – uma espécie de luvas para ficar com a empresa. Esse tipo de investidor em geral está de olho no mercado, não em lucros rápidos.

As multinacionais dispostas a desembarcar no Brasil são um bom exemplo de investidor estratégico. Outro exemplo: empresas com planos de expansão rápida. A mais famosa dessas aquisições envolveu 1,04 bilhão de dólares no começo de 1995. Foi o preço pago pela Colgate-Palmolive para ficar com a Kolynos.

O valor é 3,6 vezes o faturamento anual da Kolynos. A Procter & Gamble, candidata à compra da Kolynos, contestou o negócio no Cade. Uma de suas argumentações é que a Colgate pagou mais do que a Kolynos valia. A Colgate não contesta com números.

“Kolynos é uma marca pronta, líder do mercado brasileiro e pode virar um nome mundial”, diz Carlos Eduardo Toro, vice-presidente jurídico e de assuntos corporativos da Colgate-Palmolive. “Pagamos pelo que podemos fazer com a Kolynos no futuro.

Os argumentos da Colgate são conhecidos pelos especialistas como bens intangíveis ou goodwill, no inglês. Exemplo: marca, tecnologia, clientes, qualidade da gestão, entre outros. Quanto vale uma equipe de gerentes afinada com as estratégias da empresa?

Vale tanto quanto a empresa perderia se não a tivesse. “O goodwill é a diferença entre o patrimônio líquido, registrado no balanço, e o valor efetivamente pago”, diz Alberto Camões, diretor do Banco Pactual. “Se uma empresa gera caixa é porque tem bens intangíveis.”

“Eu não vendo a minha empresa por menos do que 15 milhões de dólares”, diz George Waddel, sócio da Mercosul Assistência. Na verdade, Waddel, um inglês radicado há três anos no Brasil, acredita que pode cobrar até 20 milhões. Seus ativos (microcomputadores, sistemas de telefonia, entre outros) valem um quarto desse valor, 5 milhões de dólares.

Detalhe: Waddel e seu sócio, Keith Westmacott, compraram a Mercosul do grupo francês GM&F, em 1993, por 3,8 milhões de dólares. A empresa atua num setor em expansão, o de assistência mecânica a clientes de seguradoras, cartões de crédito e montadoras. No ano passado, o crescimento chegou a 20%. Além disso, tem uma lucratividade alta.

Para um faturamento de 23 milhões de dólares em 1995, a Mercosul lucrou 3,4 milhões. Sua carteira de clientes inclui General Motors e Bradesco Seguros. É por conta desses bens intangíveis que Waddel quer no mínimo 15 milhões de dólares. “Só vendo se pagarem isso”, diz ele. “Caso contrário, continuarei ganhando dinheiro com ela.”

Empresas de serviços, como a Mercosul, valorizaram-se muito nestes tempos de reinado do cliente. As de alta tecnologia, também. A Sisco, indústria americana de softwares, vale cinqüenta vezes o seu lucro ou onze vezes suas vendas anuais. Já as empresas de commodities, como as químicas e alguns setores da agroindústria, estão em declínio.

Seu preço no mercado internacional é inferior a cinco vezes o lucro. “Os valores das empresas estão cada vez menos relacionados com o que os livros dizem”, diz Hans Apostel, da Apostel & Co, empresa de intermediação de negócios, de São Paulo.

Apostel freqüentou os bastidores de negociações como a da venda de parte da Bombril para a Henkel e da Mallory, pela Black & Decker, a um fundo de investidores irlandeses, em 1991. Com sua experiência, desenvolveu uma técnica curiosa de intermediar negócios. Quando representa o vendedor, sempre seleciona os compradores pelo que eles podem ganhar com a empresa.

“Aquele com capacidade de ganhar dinheiro, de fazer o negócio prosperar, pagará mais por ela”, diz. O segundo colocado da lista de Apostel certamente vai pechinchar no preço. Em 1993, a Quaker foi muito criticada nos Estados Unidos.

Na ocasião, pagou 240 milhões de dólares pela Gatorade, cujo fauramento era de apenas 100 milhões. Hoje, a Gatorade fatura 1 bilhão de dólares por ano. “Nas mãos da Quaker, a Gatorade pôde crescer”, diz Apostel. “Nas da Volkswagen não valeria nada hoje.”

A Mallory, sob o comando da Black & Decker, era uma divisão que fabricava pequenos componentes para eletrodomésticos. O negócio corria o risco de desaparecer. A B&D decidira concentrar-se em ferramentas e eletrodomésticos. Por isso, venderam a Mallory.

Os novos donos, um grupo de investidores irlandeses do Cent Investiments associado ao executivo belga Marcel Vanden Bussche, transformaram-na em fabricante de eletrodomésticos.

Desde então, a empresa multiplicou por quatro seu tamanho. O negócio de timers foi passado adiante no ano passado.

Com a empresa valorizada, os irlandeses a venderam, no final de 1995, a um novo grupo de investidores.

POTENCIAL DE CRESCIMENTO – Não é fácil avaliar as empresas brasileiras. A metodologia do fluxo de caixa descontado exige uma economia estável. O amontoado de índices inflacionários e impostos, associados a uma contabilidade capenga, distorce as estimativas de fluxo de caixa. “Essas dificuldades afetam quase todos os mercados emergentes”, diz Copeland, da McKinsey.

Ah, por isso você faz parte dos 60% que não sabem o valor da empresa? Valeu a tentativa, mas isso não pode servir de desculpas.

“O valor da empresa é uma informação estratégica na tomada de decisões”, diz Cordeiro, da Simonsen. Segundo ele, o dado não é valioso apenas em processos de venda ou fusão.

“Ele é necessário na obtenção de recursos financeiros adequados em quantidade e custos”, diz.

“Nunca me preocupei com o assunto até o momento em que sentei numa mesa de negociação”, diz Nelson Cury, presidente da Panex. Cury esteve no centro de duas complexas operações, concluídas em abril. Na primeira, a Panex adquiriu 100% da Rochedo, controlada pela Alcan. Noutra, Cury comprou uma parte da Penedo, sua maior rival no mercado de panelas.

Os antigos donos da Penedo agora são sócios da nova empresa. A Panex dobrou de tamanho em vendas (180 milhões de reais este ano) e participação de mercado (cerca de 30%). Somadas, as duas operações envolveram 40 milhões de dólares. O dinheiro será captado com a abertura de capital da Panex. Cerca de 25% das ações serão colocados à venda.

Durante essas operações, a Panex passou por dois tipos de avaliação, a do fluxo de caixa e a de múltiplos do lucro, conhecida como P/L. A primeira foi feita na tentativa de atrair investidores institucionais, como fundos de pensão. “É a metodologia preferida por eles porque olha o longo prazo”, diz Paulo de Tarso, diretor da Proinvest, de São Paulo, intermediário do negócio.

Ao se decidir pela abertura do capital para obter recursos, a Panex usou o índice P/L, mais utilizado nas bolsas brasileiras. “O investidor de bolsa está preocupado com seus dividendos no final do ano”, diz Tarso. Não foi uma troca lucrativa para a Panex. O método de fluxo de caixa encontrou um valor 50% maior para a empresa. É que o P/L olha só o balanço.

Já o fluxo de caixa revela o potencial de crescimento para os próximos anos. A fusão permitirá um corte de 40% nos custos administrativos. Custos menores são sinônimo de mais dinheiro em caixa.

“O caixa é importante porque dele vem o dinheiro para investimentos, pagamento de fornecedores e de impostos”, diz Copeland. E mais importante: é com o tal fluxo de caixa que o acionista é remunerado – e ninguém compra uma empresa por outro motivo.

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