Como Saber Quando Vou Menstruar Pela 1 Vez?

Este artigo está disponível também em: English, español

*Tradução: Jade Augusto Gola

Coisas importantes a saber:

  • Se você puder, pergunte à sua mãe biológica quando ela teve a primeira menstruação.
  • Preste atenção em mudanças em seus mamilos, pelos pubianos, formas do corpo e corrimentos em sua roupa íntima.
  • Abaixo um resumo do que você precisa saber sobre quando terá sua primeira menstruação.
  • O primeiro passo para estimar a sua primeira menstruação é perguntar, se você puder, para sua mãe biológica quando foi que isso aconteceu para ela.
  • Além disso, seu corpo demonstrará alguns sinais.

Antes da sua primeira menstruação, você pode notar mudanças em:

  • Mamilos/seios
  • Pelos pubianos
  • Formas do corpo
  • Corrimentos na roupa íntima

A coisa mais importante a lembrar é que seu corpo é único. Não há um tempo “certo” para nada acontecer. Todo corpo saudável tem seus próprios padrões e tempo para as coisas acontecerem.

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Mamilos/seios

Mudanças em seus mamilos e seios podem ser as primeiras coisas que você observará.

Inicialmente, surgem os primeiros carocinhos ao redor dos mamilos. Logo, a parte mais escura dos mamilos crescerão e ficarão salientes—você pode sentir que há um pequeno calombo em seu peito.

Estes são chamados de “botões mamários”. Isso pode acontecer em ambos os lados ao mesmo tempo, ou apenas em um lado inicialmente.

Se acontece em apenas um lado, pode levar até 6 meses para o outro lado surgir e igualar-se (1).

A primeira menstruação chega para a maioria das pessoas cerca de 2—3 anos após os primeiros sinais de crescimento dos seios (1,2).

Se seus botões mamários começam a crescer ao redor dos oito ou nove anos, pode levar até três anos para sua menstruação ter início.

Se seus botões mamários se desenvolvem mais tarde do que a maioria das pessoas na sua sala de aula, por volta dos 13 anos, pode levar menos de um ano para sua menstruação acontecer pela primeira vez (2, 3).

A forma do seu corpo e sua altura também mudarão ao redor desta idade. Ao notar os botões mamários, seu corpo inteiro já vai ter começado a se desenvolver mais rapidamente (4).

Pelos pubianos

Depois dos botões mamários, você pode notas os primeiros sinais de pelos pubianos. Apenas alguns longos fios podem brotar inicialmente. Mais pelos irão surgir com o tempo, e os fios ficarão mais crespos, grossos e espalhados em direção às suas coxas (1).

Há uma chance de você notar alguns pelos pubianos surgirem antes dos seios surgirem, mas a maioria das pessoas nota o contrário (5). Você provavelmente não verá nenhum pelo nas axilas até a época do início da menstruação, ou logo antes disso (5).

Forma do corpo

A forma e o tamanho do seu corpo também mudarão rapidamente antes de sua menstruação começar.

O seu maior momento de “espichão” (de crescimento rápido) pode ser cerca de seis meses a um ano antes da sua primeira menstruação (é o caso para a maioria das pessoas, mas pode ser logo antes, dois anos antes, ou até mesmo após a primeira menstruação) (6—8). Se você está observando sua altura e percebeu que ela muda rápido e depois desacelera, a sua primeira menstruação pode estar chegando.

Junto de mudanças na altura e no peso, também é normal que suas calças comecem a ficar apertadas já que seu quadril se alarga (8). Algumas partes do seu corpo ficarão mais volumosas e arredondadas, enquanto outras partes continuam do mesmo jeito. Você pode notar essa transformação por volta do mesmo tempo que seus botões mamários começam a surgir.

Toda a área abaixo do seu abdômen é chamada de pélvis. A sua vagina, seu útero e seus ovários se localizam aí, e também crescem em tamanho (1). O tempo exato do crescimento do seu corpo é único para você.

Fluidos vaginais e cervicais

Algum tempo após seus seios começarem a crescer, você pode notar uma mudança dos corrimentos da sua vagina: você pode senti-la mais molhada do que antes (9). Algumas pessoas notarão isso cerca de 6–12 meses antes da primeira menstruação (10). É um tipo de líquido fino e esbranquiçado, sem muito cheiro.

Ao se aproximar de sua primeira menstruação, você pode começar a notar os fluidos que saem de sua vagina mudarem a cada dia. Mesmo que ainda não tenha “descido” a primeira menstruação pra você, este é o começo de seu ciclo menstrual, que é muito mais do que apenas a menstruação.

Os hormônios em seu corpo oscilaram para cima e para baixo durante cada ciclo, ao seu corpo de preparar para o lançamento de um óvulo. Isso altera os fluidos que saem de sua vagina. Às vezes haverá mais fluidos, às vezes menos. Os fluidos também terão diferentes aspectos em diferentes estágios de seu ciclo.

Eles poderão ser cremosos por um par de dias, como um hidratante de pele, ou elásticos e transparentes, como clara de ovo. Para algumas pessoas, pode ser difícil notar essas mudanças e diferenças até depois de alguns ciclos logo após a primeira menstruação.

Sua vagina é autolimpante, então certifique-se de lavar apenas com água os lábios internos da vagina ao tomar banho.

Viver estas mudanças, ou esperar que elas aconteçam, pode ser divertido e excitante, ou um desafio estressante. Pode ser especialmente difícil se as mudanças acontecem antes ou depois de muitos de suas colegas de classe.

Todos esses sentimentos são normais! Se você puder, encontre alguém com quem conversar que esteja passando pela mesmo processo, como uma amiga de confiança.

Você também pode perguntar a um adulto de confiança para conversar ou mediar uma roda de conversa com colegas e amigas que estão passando pelas mesmas mudanças.

Compartilhar histórias e experiências pode ser muito útil e fazer com que você sinta que tem apoio.

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Kat, ex-estagiária do Clue, conta sua experiência sobre a expectativa da primeira menstruação:

“A menstruação pode ser dolorida, frustrante, uma bagunça. No entanto, eu não via a hora que acontecesse pra mim pela primeira vez. Quando eu tinha nove anos, minha mãe me ensinou sobre a menstruação, mas insistiu que eu não deveria esperar por ela tão cedo já que ela teve a dela um pouco mais crescida. Mesmo assim, eu estava determinada que comigo ia ser diferente.

Quando eu tinha 10 anos, eu acordei no meio da noite e fui ao banheiro, olhei para baixo e finalmente vi uma mancha de sangue! A espera havia acabado! Eu era uma adulta agora, pronta para enfrentar qualquer desafio! Corri para contar pra minha mãe, que me deu um absorvente com um olhar não muito convencido. Aquela noite eu estava muito emocionada para dormir, na expectativa de contar a novidade para meus amigos. Você pode imaginar meu desespero quando não havia nenhum sinal mais de nada vermelho, apenas um pequeno corte na parte superior da minha coxa. Alarme falso.

Ao longo da escola primária e do ensino médio eu tive que participar de diversas conversas sobre puberdade, em que professores de educação sexual me deram uma incontável quantidade de absorventes—'só para garantir'.

Tive que assistir a todas minhas amigas chegando na escola contando em detalhes sobre onde e elas estavam e como se sentiram agora que eram 'mulheres de fato'. Eu não era fisicamente tão madura como elas mas tinha certeza que esse marco ia chegar pra mim e eu ia fazer parte. Dias, meses e anos se passaram.

Eu vi todo mundo se desenvolver e conversar sobre como elas 'sincronizavam' e seus sintomas se relacionavam. Eu me sentia excluída.

Até que um dia eu percebi que era a única para quem ainda não tinha acontecido. Todas minhas amigas e colegas de classe haviam experimentado uma sensação que eu não podia compreender.

Perguntei a uma amiga num ano acima do meu se a sensação era como a do xixi, e ela riu. Eu estava assustada, inconsolável. Minha mãe tentava me animar dizendo que eu não deveria desejar isso, que era bobeira.

Eu perguntei à médica se eu era normal. Ela me deu um ano.

Um ano e meio depois, aos 14 e meio, finalmente eu menstruei pela primeira vez. Eu estava sozinha. Eu fui calmamente ao banheiro dos meus pais e peguei um absorvente. Foi na verdade muito anticlímax. Sem bolo, sem parabéns, sem profundas revelações, apenas eu e um pouco de sangue uterino.

Olhando para trás, eu tive sorte.

Eu queria tanto ser parte de um grupo conectado ao sangue, que não aproveitei o tempo e desfrutei o fato de não ter que manter um abastecimento de produtos menstruais à mão, ou ter que saber tirar manchas de sangue das minhas calcinhas. Eu tinha medo de que eu não era normal. Mas quando se trata do ciclo menstrual, não há absolutamente nenhum 'normal'.

A idade média para a primeira menstruação (também chamada de menarca) tem diminuido assustadoramente por anos. Eu queria que alguém tivesse me aconselhado a ser paciente, a ter apreciado o tempo sem a menstruação e sem ter que ter medo de ser a última a sangrar. Vocês terão, em média, 40 anos de menstruações, e um ano extra ou dois não vai fazer muita diferença.

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Você ainda está esperando a sua primeira menstruação?

Tente não se estressar muito sobre isso. Cada pessoa é diferente. Se você se preocupa que a sua menarca está demorando muito, ou se ainda não apareceu o periodo, a menstruação para você aos 15 anos, converse com provedores de saúde.”

Artigo publicado originalmente em 26 de julho de 2017.

Como Saber Quando Vou Menstruar Pela 1 Vez?Oi, eu sou a Steph! Enviaremos histórias educativas e curiosas sobre saúde feminina, além de compartilhar dicas e truques para você aproveitar o Clue app ao máximo!

  1. Sanfilippo J, Jamieson, M. Physiology of puberty. Glob. Libr. Women's Med., 2008;5.
  2. Aksglaede L, Sørensen K, Petersen JH, Skakkebæk NE, Juul A. Recent decline in age at breast development: the Copenhagen Puberty Study. Pediatrics. 2009 May 1;123(5):e932-9.
  3. Martí-Henneberg C, Vizmanos B. The duration of puberty in girls is related to the timing of its onset. The Journal of pediatrics. 1997 Oct 1;131(4):618-21.
  4. Parent AS, Teilmann G, Juul A, Skakkebaek NE, Toppari J, Bourguignon JP. The timing of normal puberty and the age limits of sexual precocity: variations around the world, secular trends, and changes after migration. Endocrine reviews. 2003 Oct 1;24(5):668–93.
  5. Susman, E.J., Houts, R.M., Steinberg, L., Belsky, J., Cauffman, E., DeHart, G., Friedman, S.L., Roisman, G.I. and Halpern-Felsher, B.L., 2010. Longitudinal development of secondary sexual characteristics in girls and boys between ages 9½ and 15½ years. Archives of pediatrics & adolescent medicine, 164(2), pp.166-173.
  6. Karlberg J. Secular trends in pubertal development. Hormone research in Paediatrics. 2002;57(Suppl. 2):19-30.
  7. Biro FM, Huang B, Crawford PB, Lucky AW, Striegel-Moore R, Barton BA, Daniels S. Pubertal correlates in black and white girls. The Journal of pediatrics. 2006 Feb 1;148(2):234-40.
  8. Jones RE, Lopez KH. Human reproductive biology. Academic Press; 2013 Sep 28.
  9. Hickey, RJ, Zhou, X, Settles, ML, Erb, J., Malone, K, Hansmann, MA, Shew, ML, Van Der Pol, B, Fortenberry, JD and Forney, LJ, 2015. Vaginal microbiota of adolescent girls prior to the onset of menarche resemble those of reproductive-age women. MBio, 6(2), e00097-15.
  10. Biro FM, Chan YM. Normal puberty. UpToDate Duryea TK, Snyder PJ, Geffner ME. MA: Upto Date Waltham. 2017.
  11. Hoffman B, Bradshaw KD. Delayed puberty and amenorrhea. InSeminars in reproductive Medicine 2003. 21(04), 353-362

Falta muito para você menstruar? Faça o teste!

Como Saber Quando Vou Menstruar Pela 1 Vez? Foto: Getty Images * Arte: Pérola Stein

A menstruação é algo que pode gerar ansiedade, fato. Em quem já menstrua e em quem ainda não. Segundo os especialistas, a primeira menstruação normalmente começa lá pelos 12 anos e termina a partir dos 40. Você faz parte do time das que ainda não menstruou? Faça o teste e saiba se falta muito para você menstruar!

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  • ATENÇÃO: independente do seu resultado, é importante sempre consultar um especialista, ok?
  • Miga, agora que você já sabe se falta muito para você menstruar, bora saber mais sobre os tipos de absorventes!

Tudo sobre absorventes:

Existem marcas, modelos, formatos e até perfumes diferentes de produtos de higiene íntimos disponíveis no mercado. Alguns deles prometem acabar com a possibilidade de odores e outros evitam vazamento. Mas qual deles se deve escolher e como usar absorvente? – Foto: Shutterstock Segundo o ginecologista Sergio Kobayashi, não há uma fórmula pronta.

É preciso experimentar e escolher aquele que mais a agrada.

“O critério de escolha do tipo de absorvente depende da intensidade do fluxo menstrual e do ritmo de vida da menina”, explica o médico – Foto: Shutterstock A única observação é com relação aos dias de fluxo mais intenso e também aos períodos noturnos – períodos que, obrigatoriamente, usa-se o mesmo absorvente por mais tempo.

Para esses dois casos, existem absorventes mais preparados para o grande fluxo de menstruação – Foto: Shutterstock E também existem os produtos versão mini ou ultra-finos, ideais para os dias que o fluxo é pequeno.

Eles são mais discretos e passam ainda mais despercebidos no dia a dia – Foto: Shutterstock A menstruação e as reações do corpo nesse período são muito particulares de mulher para mulher.

Por isso, o indicado é sempre procurar um especialista logo depois da primeira menstruação – Foto: Shutterstock Mas a troca de absorvente deve ser feita quando a mulher sentir a necessidade, para que ela possa se sentir bem. De maneira geral, no entanto, ela deve ser feita de 4 em 4 horas.

Segundo o ginecologista, nos períodos de fluxo menor, esse tempo pode se estender até oito horas – Foto: Shutterstock “Entretanto, recomendamos que o tempo de uso deva ser de no máximo 4 horas, pois o absorvente vai acumulando o sangue menstrual e também o muco cervical e as secreções vaginais”, explica.

Como dito anteriormente, nada impede que a troca seja feita após períodos menores de tempo – Foto: Shutterstock O médico Sergio Kobayashi explica que os absorventes são produzidos com materiais cuidadosamente escolhidos e testados para não provocar alergias. Mas, eventualmente, irritações podem acontecer.

Se isso rolar, o ideal é suspender o uso da marca que provocou o problema e procurar um médico – Foto: Shutterstock “Muitas vezes a causa das alergias e irritações é decorrente do uso inapropriado dos absorventes, exagerando no tempo com o mesmo absorvente, sem efetuar a troca recomendada pelo fabricante”, alerta – Foto: Shutterstock O especialista considera os absorventes internos mais higiênicos que os externos. Porém, ele alerta que para utilizá-lo de forma segura é necessário que a menina conheça o próprio corpo. Saber colocar o absorvente de maneira adequada também é essencial para que não haja qualquer tipo de desconforto – Foto: Shutterstock “Se o absorvente interno estiver posicionado adequadamente, não haverá qualquer desconforto ou dor”, garante – Foto: Shutterstock Como o costume no uso, cada menina acabará se adaptando e colocando o absorvente da maneira que considera mais fácil. Mas uma dica para as iniciantes é ficar em pé, com uma das pernas flexionadas e o pé apoiado no vaso sanitário – Foto: Shutterstock Depois, segure o absorvente com o dedo indicador e polegar pela extremidade da cordinha e introduza o absorvente na vagina com cuidado e empurre com o indicador até aproximadamente a metade do dedo. O médico lembra ainda que a embalagem do absorvente também traz as instruções de uso – Foto: Shutterstock Sim! A virgindade não deve ser um empecilho caso o absorvente interno seja considerado a melhor opção pela menina. Segundo o especialista, o uso pode ser feito com segurança. “O hímen é uma membrana com características elásticas e que possui uma abertura natural por onde escoa a menstruação”, explica – Foto: Shutterstock Lembre-se de sempre ter um na bolsa caso ocorra aquele acidente básico e escolher o melhor modelo para você. Agora que já está craque sobre o assunto e como usar absorvente, distribua conselhos para as amigas e recorra a um profissional especializado quando possuir novas perguntas – Foto: Shutterstock Como Saber Quando Vou Menstruar Pela 1 Vez?

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Como se preparar para a primeira menstruação

Está a espera da sua primeira menstruação? Ou começou a menstruar há pouco tempo e está aprendendo a lidar com mais esse “detalhe” na vida?

Pois nós preparamos esse textão todo especial com TUDO (tudo mesmo!) que você precisa saber para lidar com as mudanças no corpo, entender os sinais da primeira menstruação e tirar as dúvidas mais comuns nessa fase. Principalmente aquelas dúvidas que não falamos muito na escola e que temos vergonha de perguntar para as outras pessoas, sabem?

Leia também: O que é a Educação Menstrual e por que precisamos dela

1) TUDO SOBRE MENSTRUAÇÃO

O que é a menstruação, de quanto em quanto tempo acontece, como ela é e todos os sinais de que ela acontecerá

Primeiro de tudo, a puberdade!

A puberdade é um período de muitas transformações no nosso corpo. Ela faz parte da adolescência, que é a fase de transição da infância para a vida adulta.

Cada pessoa tem o seu ritmo, mas geralmente os primeiros sinais de puberdade acontecem entre os 8 e 12 anos.

Para as meninas, estes sinais são o intenso crescimento, o início do desenvolvimento dos seios, o alargamento dos quadris e o aparecimento de pelinhos nas axilas e virilha.

Mas o grande “marco” é a primeira menstruação, também conhecida como menarca.

A menarca acontece alguns anos depois destes primeiros sinais de puberdade, geralmente entre os 10 e 13 anos de idade.

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Por que a menstruação acontece?

A menstruação é um sangramento que acontece, em média, uma vez por mês. Ele vem de dentro do útero e sai pela abertura da vagina.

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A menstruação é uma das partes do nosso ciclo menstrual, que começa a acontecer na puberdade e continua acontecendo até a menopausa (que ocorre lá pelos 50 anos de idade!).

Durante o nosso ciclo menstrual, produzimos diferentes hormônios. Esses hormônios agem em todo o nosso corpo, inclusive dentro do útero!

Assim, uma camadinha cheia de sangue e nutrientes vai se formando dentro do útero a cada ciclo menstrual. Isso acontece porque o corpo entende que há possibilidade de receber um futuro bebê ali, caso uma gravidez aconteça!

Caso não aconteça a gravidez, essa camadinha que não foi usada é eliminada pelo útero – para que ele possa construir, de novo, uma camada novinha em folha! Essa expulsão da camada de sangue é a menstruação.

Quanto tempo dura a menstruação?

A menstruação – ou período menstrual – dura entre 3 e 8 dias. Isso em situações normais, claro.

Como é uma menstruação normal?

Geralmente, a menstruação começa em uma intensidade mais forte e vai ficando mais leve com o passar dos dias.

Porém, é bem comum surgirem algumas “borras” marrons na calcinha ou no papel higiênico, antes de vir o sangue vermelho e forte. Na primeira menstruação, principalmente, é bem provável que desça primeiro esse sangue marrom, igual borra de café.

Leia também: Descubra o que significam as cores da menstruação

O fluxo da menstruação é contínuo, ou seja: a gente não segura ele tal como seguramos o xixi ou o cocô. O fluxo sai o tempo todo, devagar e aos pouquinhos.

A menstruação não é sempre líquida exatamente como água. Ela pode ser um pouco mais viscosa, parecendo uma gelatina meio mole ou uma clara de ovo crua – porém vermelha!

Também é normal aparecerem alguns coágulos, que são “bolinhas” de um sangue durinho. Isso acontece porque esse sangue às vezes demora um tempinho a mais para sair do útero e da vagina, então acaba coagulando.

Qual a quantidade que menstruamos?

No total, durante todos os dias da menstruação, menstruamos cerca de 30 a 120mL, o que dá mais ou menos de 2 a 8 colheres de sopa de sangue. Na prática, até mais ou menos meio copo é o limite. Se você menstrua mais ou muuuito mais do que isso, é importante ir a uma ginecologista, ok?

Nos primeiros dois dias de menstruação, principalmente, menstruamos mais, e depois a quantidade tende a ir diminuindo.

Leia também: Como saber se seu fluxo é leve, moderado ou intenso

Tem idade certa para acontecer pela primeira vez?

Geralmente, a menarca acontece entre os 10 e 13 anos, mas é considerado normal acontecer a partir dos 9 e no máximo aos 15 anos. Dentro dessa faixa, tá tudo ok! Cada uma tem o seu tempo e o seu ritmo, e não há problema nisso.

Quais os sinais de que a menstruação está próxima?

Um dos sinais para prever quando a menarca está próxima é se basear naqueles sinais da puberdade que falamos antes:

  1. Desenvolvimento das mamas: é comum a menarca acontecer cerca de 2 anos depois do início do crescimento dos seios – quando surgem aquelas “pontinhas doloridas” na região das mamas;
  2. Surgimento dos pelos: a primeira menstruação costuma vir entre 1 e 2 anos depois de surgirem os pelinhos pubianos;
  3. Secreção branquinha/amarelada na calcinha: quando estamos próxima de menstruar pela primeira vez, é normal essa secreção ir aumentando cada vez mais. Ah, vale lembrar que, se não tiver coceira, ardência ou cheiro de peixe podre (ruim mesmo!), essa secreção que fica na calcinha é super normal e saudável, viu?

Fique atenta a esses sinais e se mantenha preparada

Sinais de que vc está perto de menstruar pela primeira vez~

Está ganhando mais corpo, seios?

  • sim (normalmente)
  • ainda não…
  • sim, mas não como eu esperava (pouco)
  • sim, mas não como eu esperava (Muito)

Está tendo mudanças repentinas de humor?

  • não
  • sim, bastante
  • mais ou menos

Está sentindo mais cólicas ou dores de cabeça?

  • sim, muito
  • não, nada
  • só as vezes

Está tendo algum tipo de cansaço, indisposição?

  • sim
  • não, me mantenho ativa

Está tendo mais aumento do apetite?

  • não, continua como antes
  • sim! não comia tanto assim antes.

Voce esta com mais espinhas/pele oleosa?

  • sim! meu deus!
  • não, ainda bem!

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Está muito perto, acho melhor quando for sair, levar pelo menos 1 absorvente junto, pois pode acontecer a qualquer momento!

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Ainda falta um pouco para acontecer, mas já é melhor ir se preparando!

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Caso vc esta meio a meio saiba, que está arrécem entrando na pré-adolescencia, não se precisa se preocupar com isso, ainda vai demorar.

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Dá para não saber que está grávida? Leia relatos e o que dizem os médicos

Para muitas mulheres, descobrir uma gravidez é sinônimo de alegria e da realização de um sonho. Embora não seja comum, algumas alegam não ter os sintomas típicos de uma gestação e só descobrem que estavam grávidas prestes a dar à luz.

É o caso da capixaba Jackeline Boldt Bastos, 33. Era maio de 2018 quando tudo aconteceu. Na época, Jackeline era solteira e trabalhava como balconista em uma loja de doces, em Cariacica (ES). Ela conta que levava uma vida normal e nem suspeitava de uma possível gestação, embora sentisse muita dor nas costas.

Imagem: Arquivo pessoal

Com o passar dos meses, a dor não cessou, por isso ela decidiu ir até um hospital e o médico constatou que as dores eram causadas por gases. “Tomava o remédio de gases e não sentia nada. E minha barriga não cresceu, mas sempre fui gordinha e muito desligada”, comenta.

Além disso, ela também não teve a maioria dos sintomas comuns de uma gestação e ainda conseguiu emagrecer. “Quando ele nasceu, estava fazendo dieta”.

No Dia das Mães, Jackeline estava em um churrasco na casa da avó. “Bebi e quando cheguei em casa comecei a passar mal. Liguei para um amigo e pedi para ele me levar ao hospital. Quando cheguei lá, na madrugada de domingo para segunda, o médico disse que era começo de infecção urinária, me deu dipirona, buscopam na veia e mandou eu ir embora e buscar o exame na segunda de manhã”, recorda.

Na manhã seguinte, quando foi buscar o resultado, o médico confirmou que se tratava de uma infecção urinária, e ela foi novamente medicada, já que as dores não haviam cessado com os medicamentos da noite anterior.

Já na terça de manhã, as dores persistiram e ela foi para outro hospital. Ao chegar, o médico disse que a infecção estava muito forte e a colocou no soro. Em dado momento, ela precisou ir ao banheiro e, quando voltou, o ginecologista já estava na sala sugerindo que ela fizesse um teste de gravidez.

A princípio, ela se recusou, alegando que havia menstruado normalmente nos últimos meses, mas depois acabou concordando. “O resultado saiu às 14h e o médico disse: 'vai para a maternidade que você está ganhando neném'.

Fiquei em estado de choque e fui para o Hospital São João Batista. Para o anestesista conseguir me dar a injeção, uma assistente social ficou ao meu lado porque eu não conseguia parar de chorar.

Ganhei neném às 15h08 do mesmo dia”, relata.

Apesar das circunstâncias, o bebê nasceu bem por uma cesárea. “Ele nasceu saudável, grandão, com 2,8 kg e 46 cm”, recorda. Assim que viu o filho pela primeira vez, Jackeline conta que foi tomada por um sentimento imediato de rejeição.

“Na hora em que a médica veio chegando perto de mim, falei: 'não chega com esse menino perto de mim que vou jogá-lo longe, só fui vê-lo quando estava no quarto”. Por fim, passado o susto inicial, hoje ela não se imagina sem o filho. “Rejeitei-o no começo, mas agora ele é a minha vida”, afirma.

Um susto

Imagem: Arquivo pessoal

Situação semelhante viveu Lindinalva Dias Silva Rufino, 46, dona de casa. Questionada sobre quando teria engravidado, ela diz que foi em maio do ano passado, porque o filho nasceu em fevereiro, com nove meses completos.

Lindinalva é casada há 18 anos e sempre tentou engravidar. Um dos ginecologistas que a atendia chegou a afirmar que ela não tinha nenhum problema e sugeriu que o marido procurasse ajuda. Contudo, ele não seguiu o conselho, embora o casal sempre tenha desejado um filho.

Ela conta que não teve sintomas durante a gestação, exceto um. “A menstruação já tinha um tempinho que não estava descendo, e também estava sentindo um calorão, suando muito e bebendo bastante água. Mas como eu era um pouco irregular e nunca vinha no mês certo, achei que estivesse entrando na menopausa e já ia fazer consulta médica”, diz.

Ela conta que a barriga também não aumentou, mas quando faltava uma semana para o bebê nascer, o marido chegou a comentar que a barriga havia crescido, de repente. Mas como eles são casados há muitos anos e ela nunca engravidou, a suspeita de uma possível gestação foi ignorada.

Uma semana depois, o cenário mudou. “Acordei e fui levar meus sobrinhos na escola. Quando fui subir no ônibus, levei um tropeção no degrau e senti uma pontada no pé da barriga. Achei que era a minha menstruação que desceria”, descreve.

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No entanto, a dor persistiu o dia inteiro. Ela conta que ainda lavou roupa e fez todos os afazeres de casa normalmente, mas sempre acompanhada de uma forte cólica. “À noite, fui ao banheiro, sentei no vaso e não parava de descer aquela água meio verde. Daí chamei meu marido e falei: 'a minha bolsa estourou'”. Nessa hora ela descobriu que estava grávida.

Ainda sem acreditar no que estava acontecendo, ligou para a mãe e a irmã. Foi tudo muito rápido: “Meu marido olhou para mim e viu o líquido descendo nas minhas pernas.

Fiquei sentada, minha pressão começou a subir e fiquei fora de mim”, lembra. Em seguida, ela e a família seguiram para o Hospital da Unicamp, em Campinas (SP).

Ao chegar, os médicos ainda fizeram um exame de urina para confirmar a gravidez.

“Daí foram verificar os batimentos, mas estavam demorando para encontrar. Falei que sentia uma coisinha na minha costela que doía bastante, então eles colocaram o aparelho perto da costela e conseguiram ouvir os batimentos dele”, conta.

Lindinalva ficou um tempo em observação devido a pressão alta e na manhã do dia seguinte o bebê nasceu por uma cesárea. Apesar do susto, ela diz estar muito feliz, pois depois de muitos anos o filho tão sonhado chegou. “Foi de repente. Uma surpresa muito grande para mim e para o meu marido. Agora, ele é tudo na minha vida”, finaliza a mãe.

O que acontece com o corpo durante uma gestação?

Imagem: iStock

Durante uma gravidez, o corpo da mulher passa por inúmeras transformações físicas e emocionais. A pausa na menstruação é a mais comum, porém há casos em que as mulheres continuam menstruando, mas são exceções.

Assim que a mulher engravida, ela começa a acumular líquidos chamados de embebição gravídica, que geram inchaços. A partir do terceiro mês é possível observar o crescimento da barriga. No entanto, quem tem a musculatura abdominal mais forte, consegue sustentar o útero dentro do abdome, por isso a barriga não fica tão aparente.

Mulheres com problemas de sobrepeso também não costumam evidenciar a barriga. O tamanho da barriga e o ganho de peso, em geral, também são definidos pela alimentação.

Os seios também podem ser um forte sinal de que há um bebê a caminho. A partir da sexta semana, o aumento de volume é notável e muitas vezes a mulher começa a sentir dores ou incômodos. A cor da aréola e dos mamilos também pode escurecer.

É importante ressaltar que durante a gestação, a vulva e a vagina tendem a ficar com uma coloração mais roxa e inchadas. Há, ainda, um aumento da descamação da vagina, com mais secreção (corrimento branco, fluido e sem odor).

Há também as alterações emocionais que podem ocorrer durante a gestação. Elas são responsáveis por sintomas como sonolência, dificuldade de concentração, memória e mais irritabilidade.

A gestação também altera a frequência cardíaca, a circulação sanguínea, a pressão arterial, a imunidade e os hormônios. Além disso, há mudanças no sistema urinário, respiratório, articular e no trato gastrointestinal, este último sendo o responsável pela maioria dos famosos enjoos. Ainda é possível notar mudanças na pele, que pode ficar mais oleosa e até nos cabelos.

Então como é possível esperar um filho e não saber?

Imagem: iStock

Os especialistas ouvidos por VivaBem divergem. De acordo com Giuliane Jesus Lajos, ginecologista e obstetra do Caism (Centro de Assistência Integral à Saúde da Mulher ) da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e docente da divisão de obstetrícia do Departamento de Tocoginecologia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, é possível a mulher não saber que estava grávida.

“É muito difícil, mas não impossível. Já testemunhei pelo menos umas seis vezes nestes meus 21 anos de ginecologia e obstetrícia. É muito mais comum em mulheres com obesidade, pela dificuldade de percepção do próprio corpo. E o atraso menstrual pode ser comum para elas”, explica.

“Já testemunhei caso de a gestante ser magra, com um filho prévio, ou seja, já tinha vivenciado gestação anterior e chegou parindo, relatando surpresa com o fato. E parecia real.

Também vivenciei umas três situações em que a gestante procurou o pronto-socorro geral, não o ginecológico, com queixas de dores abdominais, sendo tratada como um abdome agudo a esclarecer, e na verdade era uma gestação e trabalho de parto. A gente chega a pensar que a gestante sabia e estava escondendo a gestação, mas não.

Testemunhei um caso em que o sonho do casal era ter um filho, e descobriram apenas quando rompeu a bolsa e procuraram o hospital, com 38 semanas de gestação. Então, sim, é possível”, afirma a obstetra.

Silvana Maria Quintana, docente do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da FMRP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto) também acredita na possibilidade de ocorrer uma gestação silenciosa.

Segundo a especialista, não dá para afirmar que a mulher sabia da gestação e estava mentindo. Ela explica que essa possibilidade até existe, mas há casos em que muitas mulheres dão à luz em casa e sozinhas —sem nenhum tipo de cuidado médico.

“Essa mulher, de alguma forma, negou evidências pelas quais o corpo passou por todo esse período. Por algum motivo ou problema, ela não se permitiu perceber essas mudanças do corpo e se preparar para a grande mudança que vai acontecer com a chegada de uma criança”, avalia.

“Acho que é uma negação ou falta de atenção com o próprio organismo, mas não acho, de jeito nenhum, que elas estejam mentindo. É raro, mas é possível”, completa. Silvana ainda afirma que mulheres que passam por essa situação precisam de cuidados, principalmente psicológicos, já que do dia para a noite se tornam mães, o que é uma mudança radical na vida de qualquer pessoa.

Por outro lado, há quem diga que é impossível uma gestação perdurar por cerca de 40 semanas sem que a mulher perceba. Segundo os especialistas, os sintomas de uma gestação são muito evidentes, e não há como serem confundidos.

“Existe um volume interino, uma história condizente com atraso menstrual e, a partir do quinto mês, você tem o bebê se mexendo dentro na barriga.

Então é impossível, na minha concepção, que uma pessoa não perceba o bebê se movimentando dentro dela.

No sétimo e oitavo mês, o bebê já tem força muscular suficiente para, inclusive, alterar o formato do abdome”, alega Alexandre Pupo, ginecologista e obstetra do Hospital Sírio Libanês e do Hospital Albert Einstein (SP).

“Não acho possível, principalmente pela movimentação do neném, de dois quilos ou até três mexendo na barriga. Não tem como não perceber”, opina Marina Nunes Machado, coordenadora do Departamento de Obstetrícia de Alto Risco do Hospital do Rocio (PR).

No entanto, ela acredita que mulheres obesas podem, sim, ter uma maior dificuldade de reconhecer uma gestação, mas ressalta que os sintomas são inconfundíveis e cita também o processo de negação gestacional, que, para ela, significa apenas negar o fato.

“O que eu já vi é a pessoa esconder, mas não, não saber. A partir do quarto mês não tem como não perceber uma gestação em andamento. São tantos sinais. Acho que ela tem que se ignorar muito, se negligenciar, para não perceber”, finaliza Machado.

Processo de negação pode acontecer

Quem também afirma ser possível uma gestação silenciosa é Rafaela de Almeida Schiavo, especialista em psicologia perinatal, pós-doutora em psicologia do desenvolvimento e aprendizagem pela Unesp (Universidade Estadual Paulista), fundadora do Instituto MaterOnline e membro da Sociedade Brasileira de Psicologia.

“Existem, sim, mulheres que engravidam e passam a gestação inteira sem saber. É claro que podem existir aquelas que propositalmente escondem a gestação até o final, mas uma boa parte das mulheres realmente não sabia. É perfeitamente possível”, afirma.

De acordo com a psicologia, esse é um processo chamado de negação. Isso ocorre quando a mulher tem os sintomas gestacionais, mas não consegue associá-los a realidade.

“Mas tem alguns indicativos aí, por exemplo, são mulheres que não conseguem reparar muito bem no seu corpo, algumas alegam que continuaram menstruando normalmente, muitas também estão com sobrepeso.

E muitas vezes ela atribui o movimento do feto a gases, a uma indisposição intestinal, exatamente por não saberem que estão grávidas”, diz Schiavo.

Para a psicóloga, cada mulher tem um motivo para a negação. Entretanto, não é possível generalizar. Logo, cada caso precisa ser avaliado individualmente.

“O inconsciente é tudo aquilo que não temos acesso, a gente não sabe que existe, nem o que é”, descreve. “Do ponto de vista psicológico, elas não estão mentindo.

E isso ainda pode trazer vários prejuízos para essa mulher e até para essa criança, já que ela pode apresentar uma depressão pós-parto, alta ansiedade, um transtorno, justamente porque ela está levando a vida dela normalmente e, de repente, se torna mãe sem saber”, explica a psicóloga. “Essas mulheres precisam ser compreendidas e não discriminadas”.

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