Como Saber Quando Tomar A Pilula?

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*Tradução: Joana de Sousa

Coisas importantes a saber:

  • O que você deve fazer quando esquece uma pílula depende do tipo de pílula que você toma (a pílula combinada com estrogênio e progestina, ou a pílula com progestina (apenas)) e de quantas pílulas você esqueceu.
  • As pílulas anticoncepcionais funcionam, em parte, impedindo a ovulação e fazendo com que o fluido cervical fique mais espesso e por isso mais difícil de navegar para os espermatozoides.
  • Esquecer de tomar a pílula pode aumentar a chance de ovular e fazer com que o líquido cervical seja mais fácil de atravessar pelos espermatozoides.
  • Se você tem dificuldade em se lembrar de tomar a pílula a tempo e não quiser engravidar, tente configurar um lembrete diário no Clue app ou um método contraceptivo diferente.

Como Saber Quando Tomar A Pilula?

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Se você esqueceu de tomar uma ou duas pílulas, não se preocupe, isso acontece com muita gente! Um estudo constatou que quase uma em cada quatro pessoas esqueceu de tomar a pílula pelo menos vez durante o seu último ciclo (1). Mais abaixo abordamos o que você deve fazer quando se esquece de tomar a pílula e quais as consequências.

O que devo fazer se esquecer de tomar a pílula?

O que deve fazer quando você esquece uma pílula depende de 1) Qual o tipo de pílula que você toma (a pílula combinada com estrogênio e progestina ou a pílula de (apenas) progestina) e 2) Quantas pílulas você esquece. O folheto informativo que acompanha as pílulas anticoncepcionais deve incluir as instruções específicas sobre o que fazer se você esquecer de tomar cada marca de pílula.

De modo geral, os Centros de Controle de Doenças dos EUA recomendam o seguinte (2):

Pílula Combinada

As pílulas anticoncepcionais orais combinadas contêm estrogênio e progestina.

Muitas vezes, as pílulas “ativas” que contêm hormônios são tomadas por 21 dias, seguindo-se uma pausa de 7 dias sem hormônios, durante a qual você não toma pílulas ou toma pílulas de placebo, sem carga hormonal.

Algumas pílulas combinadas são tomadas com intervalos mais curtos (por exemplo, 4 dias), outras com menos intervalos (por exemplo, a cada 3 meses) ou mesmo sem intervalos.

Uma pílula combinada é considerada esquecida (perdida), se você não a tomar nas 24 horas seguintes (ou mais) depois do momento em que deveria tomá-la.

Em outras palavras, tecnicamente, você só esqueceu uma pílula, se já faz mais de 48 horas desde que tomou a sua última pílula ativa.

Por exemplo, se você tomou sua pílula às 9h na segunda-feira, deve tomar a próxima pílula por volta das 9h na terça-feira.

Se você não se lembra de tomar a pílula de terça-feira até às 11h da quarta-feira, você perdeu a pílula de terça-feira, pois faz mais de 48 horas desde a pílula de segunda-feira.

(Isto não é o mesmo que tomar uma pílula tarde – por exemplo, tomar a pílula de terça-feira às 21:00, em vez das 9:00.)

Se você esqueceu 1 pílula ativa: Tome a pílula logo que se lembrar, mesmo se tiver que tomar duas no mesmo dia. Você não precisa usar o anticoncepcional de segurança (por exemplo, preservativos).

No exemplo acima, isso significaria que você tomaria 2 comprimidos na quarta-feira.

Se você esqueceu de tomar 2 ou mais pílulas ativas: Tome a última pílula que você esqueceu assim que se lembrar, mesmo que precise tomar duas pílulas no mesmo dia. Jogue fora as outras pílulas perdidas.

Se você teve relações sexuais desprotegidas nos últimos cinco dias e não deseja engravidar deve considerar usar contracepção de emergência. Para se proteger de uma gravidez, use o anticoncepcional de reserva (por exemplo, preservativo), até você completar 7 dias seguidos tomando pílulas hormonais.

Se restarem menos de 7 pílulas hormonais na embalagem depois de tomar a última pílula que você perdeu, poderá iniciar a próxima embalagem imediatamente, sem fazer a pausa hormonal.

Voltando ao exemplo anterior, isso significa que você perdeu a pílula de terça e a quarta-feira e agora é quinta-feira (em outras palavras, passaram 72 horas ou mais desde que tomou a última pílula ativa). Você deve tomar a pílula de quarta e a pílula de quinta-feira e jogar fora a pílula de terça-feira.

Se você esqueceu de tomar as pílulas placebo: Jogue fora as pílulas perdidas e tome a próxima pílula no horário normal.

Pílulas de progestina

As pílulas de apenas progestina, como o seu nome o indica, contêm progestina mas não contêm estrogênio. Estas tomam-se continuamente, sem interrupções livres de hormônios.

Se você esqueceu de tomar pílulas de (apenas) progestina: Se você tomar uma pílula exclusiva de progestina com mais de 3 horas de atraso (ou mais de 12 horas se contiver 75 µg de progestina desogestrel (3)), tome uma pílula o mais rápido possível, mesmo se você tiver que tomar duas pílulas no mesmo dia. Continue a tomar uma pílula por dia e, considere o uso de contracepção de emergência se você teve relações sexuais desprotegidas nos últimos cinco dias e não deseja engravidar. Para se proteger da gravidez, use contraceptivos de reserva (por exemplo, preservativos) até tomar a pílula a tempo por dois dias seguidos.

Por exemplo, se você deveria tomar sua pílula às 9:00 da manhã na segunda-feira, mas você não a tomou até segunda-feira às 12:30, tome-a corretamente na terça e quarta-feira e use a proteção de backup até quinta-feira.

Posso continuar mantendo relações sexuais sem proteção?

Para engravidar, você precisa ovular normalmente e o esperma precisa ser capaz de alcançar as trompas de Falópio de modo a fertilizar o óvulo.

Quando você toma pílulas anticoncepcionais, as alterações hormonais que ocorrem durante o ciclo menstrual são interrompidas, a ovulação é frequentemente impedida e o fluido cervical fica mais espesso.

Não se sabe exatamente como, mas o esquecimento de pílulas pode aumentar a chance de ovular e tornar o fluido cervical mais fino fazendo com que o esperma caminhe mais facilmente para o óvulo (4-9).

Em resumo, as pessoas que esquecem uma ou mais pílulas por ciclo têm maior chance de ter uma gravidez indesejada do que as que não esquecem nenhuma pílula (10).

O esquecimento da pílula é considerado como a principal razão pela qual a taxa de gravidez não intencional no primeiro ano de uso “típico” de pílulas contraceptivas é de cerca de 7 em 100 pessoas, sendo de apenas 0,3 em cada 100 pessoas a taxa de gravidezes não desejadas entre aquelas pessoas que tomam a pílula de maneira “perfeita”.

Por isso, se você não quiser correr o risco de engravidar, use contraceptivos de reserva ou evite o sexo vaginal até que a pílula te proteja totalmente: 7 dias de pílulas combinadas ativas seguidas ou 2 dias de pílulas de progestina seguidas.

O que acontece se eu tomar pílulas anticoncepcionais para controlar sangramento intenso ou sintomas de dor?

As pílulas combinadas e as de (apenas) progestina são também usadas para o tratamento de sangramento menstrual intenso, dores associadas à endometriose e outras doenças e sintomas relacionados com o ciclo menstrual. A investigação demonstra que esses sintomas podem piorar durante o período livre de hormônios (11) e é possível que o esquecimento da pílula agrave também esses sintomas.

Como Saber Quando Tomar A Pilula?Oi, eu sou a Steph! Enviaremos histórias educativas e curiosas sobre saúde feminina, além de compartilhar dicas e truques para você aproveitar o Clue app ao máximo!

E se eu esquecer de tomar a pílula regularmente?

Se você esquecer de tomar a pílula regularmente, as pesquisas mostram que incorporá-la numa rotina ou definir um lembrete pode ajudar (12,13).

Você pode também conversar com o seu médico sobre a possibilidade de mudar para outro tipo de contraceptivo – o adesivo é trocado semanalmente, o anel vaginal permanece por três semanas, a injeção dura três meses, o DIU ou o implante são eficazes por vários anos e a esterilização (por exemplo, bloquear ou cortar as trompas de Falópio) é permanente. Formas não hormonais e não invasivas de contracepção, como os preservativos masculinos (externos) ou femininos (internos), diafragmas ou métodos baseados na monitorização da fertilidade também são opções. Independentemente do tipo de método anticoncepcional que você tenta, é importante usá-lo de forma consistente e correta, por isso, entre em contato com o seu médico se tiver alguma dúvida.

Como tomar o anticoncepcional corretamente

​Para evitar a gravidez indesejada, deve-se tomar 1 comprimido de anticoncepcional todos os dias até o final da cartela, sempre no mesmo horário.

A maior parte dos anticoncepcionais trazem 21 comprimidos mas também existem pílulas com 24 ou 28 comprimidos, que se diferenciam pela quantidade de hormônios que possui, pelo tempo de pausa entre as cartelas e pela ocorrência ou não de menstruação.

Como tomar o anticoncepcional pela 1ª vez

Para tomar o anticoncepcional de 21 dias pela primeira vez, deve-se ingerir o 1º comprimido da cartela no 1º dia da menstruação e continuar a tomar 1 pílula por dia no mesmo horário até o fim da cartela, seguindo as instruções da bula. Ao terminar deve-se fazer uma pausa de 7 dias no final de cada cartela e iniciar a próxima apenas no 8º dia, mesmo que a menstruação tenha terminado mais cedo ou que ainda não tenha acabado.

A figura a seguir traz o exemplo de um anticoncepcional de 21 comprimidos, em que o 1º comprimido foi tomado no dia 8 de março e que o último comprido foi tomado no dia 28 de março. Assim, o intervalo foi feito entre os dias 29 de março e 4 de abril, quando deve ter ocorrido menstruação, e a próxima cartela deverá iniciar no dia 5 de abril.

Como Saber Quando Tomar A Pilula?

Para as pílulas com 24 compridos, a pausa entre as cartelas é de apenas 4 dias, e para pílulas com 28 cápsulas não existe pausa. Se você está na dúvida, veja Como escolher o melhor método anticoncepcional.

Como tomar o anticoncepcional de 21 dias

  • Exemplos: Selene, Yasmin, Diane 35, Level, Femina, Gynera, ciclo 21, Tamisa 20, Microvlar.
Leia também:  Como Saber Que O Fap Esta A Regenerar?

Deve-se tomar 1 comprimido por dia até o final da cartela, sempre no mesmo horário, totalizando 21 dias com pílula. Quando a cartela terminar, deve-se fazer uma pausa de 7 dias, que é quando a menstruação deve descer, e iniciar uma nova cartela no 8º dia.

Como tomar o anticoncepcional de 24 dias

  • Exemplos: Mínima, Mirelle, Yaz, Siblima, Iumi.

Deve-se tomar 1 comprimido por dia até o final da cartela, sempre no mesmo horário, totalizando 24 dias com pílula. Em seguida, deve-se fazer uma pausa de 4 dias, quando normalmente ocorre a menstruação, e iniciar uma nova cartela no 5º dia após a pausa.

Como tomar o anticoncepcional de 28 dias

  • Exemplos: Micronor, Adoless, Gestinol, Elani 28, Cerazette.

Deve-se tomar 1 comprimido por dia até o final da cartela, sempre no mesmo horário, totalizando 28 dias com pílula.

Quando terminar a cartela, deve-se iniciar outra logo no dia seguinte, sem pausa entre elas.

 No entanto, se houver sangramentos de escape com frequência, o ginecologista deverá ser procurado para reavaliar a quantidade de hormônios necessária para regular o ciclo menstrual e, se necessário, prescrever um novo anticoncepcional.

Como tomar o anticoncepcional injetável 

Como Saber Quando Tomar A Pilula?

Existem 2 tipos diferentes, o mensal e o trimestral.

  • Exemplos de Mensal: Perlutan, Preg-less, Mesigyna, Noregyna, Cycloprovera e Cyclofemina.

A injeção deve ser aplicada pelo enfermeiro ou farmacêutico, preferencialmente 1º dia da menstruação, com tolerância de até 5 dias depois da descida da menstruação. As injeções seguintes devem ser aplicadas sempre a cada 30 dias. Saiba mais detalhes da toma desta injeção anticoncepcional. 

  • Exemplos de Trimestral: Depo-Provera e a Contracep.

A injeção deve ser aplicada até 7 dias depois da descida da menstruação, e as injeções seguintes devem ser aplicadas após 90 dias, não podendo haver atraso maior que 5 dias para garantir a eficácia da injeção. Saiba mais curiosidades da toma dessa injeção anticoncepcional trimestral.

Que horas tomar o anticoncepcional?

A pílula anticoncepcional pode ser tomada a qualquer hora do dia, mas é importante que ela seja tomada sempre no mesmo horário para evitar a diminuição do seu efeito. Assim, para não esquecer de tomar o anticoncepcional, algumas dicas são:

  • Colocar um alarme diário no celular;
  • Guardar a cartela em um local bem visível e de fácil acesso;
  • Associar a ingestão da pílula a um hábito diário, como escovar os dentes, por exemplo.

Também é importante lembrar que o ideal é evitar tomar a pílula em jejum, pois pode causar mal-estar e dor no estômago.

O que fazer se esquecer de tomar na hora certa

Em caso de esquecimento, deve-se tomar a o comprimido esquecido logo que lembrar, mesmo que seja necessário tomar 2 comprimidos ao mesmo tempo. Se o esquecimento tiver sido por menos de 12 horas após o horário habitual do anticoncepcional, o efeito da pílula será mantido e deve-se seguir tomando o restante da cartela normalmente.

  • No entanto, caso o esquecimento tenha sido por mais de 12 horas ou mais de 1 pílula foi esquecida na mesma cartela, o anticoncepcional pode ter seu efeito diminuído, devendo-se ler a bula para seguir as orientações do fabricante e usar camisinha para prevenir uma gravidez.
  • Esclareça estas e outras dúvidas no vídeo seguinte:

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O que fazer se a menstruação não descer?

Caso a menstruação não desça durante o período de pausa do anticoncepcional e todos os comprimidos tiverem sido tomados de forma correta, não há risco de gravidez e a próxima cartela deve ser iniciada normalmente.

Nos casos em que houve esquecimento da pílula, principalmente quando se esqueceu mais de 1 comprimido da mesma cartela, há risco de gravidez e o ideal é fazer um teste de gravidez que se compra na farmácia ou fazer o exame de sangue num laboratório. 

O que você precisa saber na hora de “tomar a pílula”

Pílula é o nome dado para medicamentos em forma de bolinha ou confeito que normalmente é ingerido com ajuda de um copo d’água. Mas a palavra também se tornou um sinônimo para uma categoria, a dos anticoncepcionais, produtos farmacêuticos que evitam a gravidez. 

Não é por acaso. Essa pequena questão de vocabulário ajuda a entender a importância da pílula anticoncepcional desde sua invenção, há quase sessenta anos. Foi em 1960 que o cientista americano Gregory Pincus, depois de realizar estudos às escondidas, chegou à primeira versão da pílula feminina, o Enovid-10.

Desde então, milhões, talvez bilhões, de mulheres, conquistaram o benefício de realizar um planejamento familiar eficiente.

Foi a partir da invenção da pílula que se tornou possível controlar a gravidez indesejada.

O medicamento também abriu as portas do mercado de trabalho para as mulheres quando elas também passaram a se dedicar a uma carreira sem precisar abandonar os sonhos e desejos da maternidade. 

Uso e benefícios da pílula

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É importante ressaltar que a pílula não age apenas na prevenção da gravidez. Há também outras vantagens para as mulheres que fazem uso contínuo de anticoncepcionais. 

Antes de qualquer coisa, é importante eliminar algumas confusões. Quando surgiu, lá nos anos 1960, a dose hormonal do estrogênio da pílula era bem mais alta. Isso provocava distúrbios intensos e desagradáveis como aumento de peso, problemas vasculares e dor nas mamas. 

Com o passar do tempo, a quantidade de hormônios na pílula diminuiu muito e a maioria dos sintomas indesejáveis virou coisa do passado.

Embora os efeitos possam variar em cada mulher, atualmente há evidências científicas de que o uso contínuo da pílula melhora, por exemplo, as condições do útero e até auxilia na prevenção de câncer do endométrio e de ovário.

Estudos dão conta de que o uso contínuo de anticoncepcional por 5 anos pode reduzir de 30% a 50% as chances de se desenvolver um câncer desses tipos. Já para quem toma há dez anos os riscos chegam a cair a um patamar entre 50% e 70%. 

  • Desde que feita com acompanhamento médico e tomando os cuidados necessários, a pílula anticoncepcional pode ser uma aliada das mulheres e seu uso pode ser interrompido sempre que houver o desejo de engravidar. 
  • Uma solução para diferentes mulheres
  • Também se engana quem acredita que as pílulas só servem para mulheres jovens com objetivo de controlar a fertilidade. 

Recentemente, novos produtos surgiram e as pílulas podem ser combinadas com outros benefícios como a redução da oleosidade, da acne e retenção de líquido. As pílulas mais modernas também podem incluir componentes capazes de melhorar a saúde dos ossos – outro problema que atinge o público feminino, principalmente depois dos 35 anos. 

Claro que tudo depende de um diagnóstico e da recomendação médica. 

A partir dos 40 anos a mulher entra em uma fase batizada de climatério. É um período de transição que termina na menopausa.

Nesse estágio, elas também podem se utilizar da pílula desde que não sejam fumantes ou sofram de hipertensão ou diabetes.

Da mesma forma, o uso do anticoncepcional não é recomendado para mulheres obesas ou que tiveram na família alguém que morreu antes dos 55 anos por causa de alguma doença cardíaca.

Você já deve ter ouvido também sobre a relação entre o uso da pílula e trombose, o que pode assustar quem não conhece bem ou não faz uso do medicamento.

Mas é importante ressaltar: desde quando as pílulas passaram a contar com uma dosagem mais baixa de hormônios, a incidência de trombose associada ao uso da pílula foi muito pequena.

O alerta fica para mulheres obesas, que tenham alguém que sofreu de trombose na família ou que sejam fumantes. Essas, sim, devem evitar o uso de pílulas anticoncepcionais.  

Aliás, o hábito de fumar é uma das principais contraindicações para o uso contínuo da pílula, principalmente depois dos 35 anos quando a combinação pílula e cigarro aumenta as chances de distúrbios cardiovasculares. 

O cigarro também é vilão em outro problema recorrente entre mulheres com o passar do tempo: a perda de cálcio ósseo. Fumar atrapalha a absorção do nutriente e prejudica as reservas do organismo, tão fundamentais depois dos 40 anos. 

Como Saber Quando Tomar A Pilula?

Tipos de pílula

Atualmente há muitas opções de pílula anticoncepcional no mercado e que podem ser utilizadas para cada necessidade e perfil. 

Basicamente existem dois tipos principais de pílulas. Um deles é formada pela combinação de dois hormônios: estrogênio e progestogênio. No outro grupo estão aquelas feitas apenas com progestogênio. 

Mas há também outras opções de aplicação como, por exemplo, os anticoncepcionais injetáveis. Neste caso é feita apenas uma injeção durante o mês e seu uso é especialmente recomendado para mulheres que possuem intolerância ao uso de hormônios via oral. 

Outro ponto positivo dos anticoncepcionais injetáveis é uma mãozinha contra um dos problemas mais comuns de quem faz uso da pílula: o esquecimento.

Na verdade, deixar de tomar a pílula é praticamente a única forma de prejudicar sua eficácia e impedir que ela funcione adequadamente.

Por isso, ter uma única dose mensal pode ser bastante útil para a mulher não “falhar”, o que acontece com mais frequência entre as mais jovens e menos habituadas ao uso da pílula.

Tecnologia contra o esquecimento

Mas é claro que não foi só a pílula que evoluiu desde sua invenção. Você achou mesmo que com tantas ferramentas tecnológicas, alguém não ia pensar em criar um aplicativo que ajudasse as mulheres a não esquecer de tomar o anticoncepcional?

Sim, eles existem! Um dos apps que ajudam no controle da pílula se chama “Hora da Pílula”, disponível gratuitamente para baixar (app store). Há, inclusive, outras versões de aplicativos que podem ser úteis para mulheres que tomam pílula e outros medicamentos continuamente. Eles avisam o horário e o medicamento que você precisa tomar.

Agora que você já sabe tudo o que precisa sobre as pílulas, faça uma visita ao seu médico e veja qual dos anticoncepcionais são mais apropriados para o seu corpo. 

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Pílula – Contraceção hormonal oral | Associação para o Planeamento da Família

Como Saber Quando Tomar A Pilula?

O que é?A pílula é um método contracetivo muito eficaz. Se tomada corretamente, a pílula apresenta um elevado grau de eficácia (99%). Cada comprimido contém hormonas sintéticas semelhantes às que são produzidas pelos ovários das mulheres:

  • O estrogénio; e
  • A progesterona.
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Como atua?As hormonas libertadas fazem com que os ovários fiquem em repouso e, por isso, inibem as ovulações. Assim, a mulher que toma a pílula não tem período fértil, pelo que não engravida.

Que tipos de pílula existem?As pílulas diferenciam-se umas das outras pela dosagem e pelo tipo de hormonas que as constituem, com a finalidade de se adaptarem melhor a cada mulher, tendo em conta a sua idade e a sua história clínica.

Existem pílulas orais combinadas que são compostas por estrogénios e progestagénios, nas quais estão incluídas:

  • A pílula monofásica (todos os comprimidos têm a mesma dosagem);
  • A pílula bifásica (comprimidos com duas dosagens diferentes);
  • A pílula trifásica (comprimidos com três dosagens que visam imitar o ciclo menstrual).

Existe ainda a pílula contracetiva composta apenas por progestagénios, indicada para mulheres que não podem ou não devem tomar estrogénios (nomeadamente, quando estão a amamentar).

Início da toma da pílulaÉ importante, antes de mais, aconselhar-se com um profissional de saúde, para perceber se o método escolhido é adequado para si. Em caso afirmativo, deverá ser o profissional de saúde a recomendar o tipo de pílula que pode tomar.

  • A pílula deve ser tomada sempre à mesma hora, sem mastigar. 
  • Para criar uma rotina na sua toma, a mulher pode escolher associá-la a algo que faça diariamente mais ou menos à mesma hora.
  • No 1º mês de toma, a eficácia da pílula é garantida se for iniciada no primeiro ou segundo dia da menstruação.

Se, por alguma razão, decidir começar a tomar a pílula noutra altura do mês, pode fazê-lo, após excluir a hipótese de uma gravidez. Neste caso, a proteção contracetiva não é imediata, sendo necessários 7 dias consecutivos de toma para que a pílula atue com eficácia. Se tiver relações sexuais nessa altura, deve utilizar um outro método contracetivo, como, por exemplo o preservativo.

Pílula e outros medicamentosÉ importante comunicar ao profissional de saúde que está a tomar a pílula, a fim de verificar a interação medicamentosa. Também pode ligar para a Sexualidade em Linha (800 222 003) ou perguntar numa farmácia se existe ou não interação e quais as precauções/cuidados adicionais que deve ter.

Pílula e esquecimentosSe existe o esquecimento de um único comprimido e se o atraso for inferior a 24 horas, deve tomar o comprimido assim que der conta do esquecimento e continuar a tomar a pílula normalmente, tomando o comprimido seguinte à hora habitual. O esquecimento ou falha de um comprimido não compromete a eficácia da pílula, independentemente da semana em que ocorre.

Se existe o esquecimento/falha de dois ou mais comprimidos, a eficácia da pílula fica comprometida, e os procedimentos deve ser os seguintes (dependendo da semana em que ocorram):

  • Se os esquecimentos ocorrem na primeira semana (do 1º ao 7º comprimido), a eficácia da pílula fica comprometida. Deve tomar os comprimidos esquecidos e ter em atenção se existiram relações sexuais nos 3 dias anteriores pois, se foi o caso, deve ponderar recorrer à contracepção de emergência e continuar a tomar a pílula normalmente. Para além disso, deve utilizar proteção adicional (preservativo) nos 7 dias seguintes.
  • Se os esquecimentos foram na segunda semana (do 8º ao 14º comprimido), prosseguir a toma da embalagem e usar proteção adicional (preservativo) nos 7 dias seguintes.
  • Se os esquecimentos acontecerem na 3ª semana (do 15º ao 21º comprimido) deve terminar a embalagem e iniciar outra sem fazer pausa, assim como usar contraceção adicional (preservativo) nos 7 dias seguintes.

Neste âmbito, se houver dúvidas, deverá contactar um/a profissional de saúde ou ligar para a Sexualidade em Linha (800 222 003).

Pílula e vómitosSe acontecerem menos de 4 horas relativamente à hora da toma:

  • Tomar outro comprimido e continuar a toma da embalagem da mesma forma e à hora habitual. Assim, manter-se-á a proteção contracetiva. Caso não tome outro comprimido devido a mal-estar intenso, esta situação é semelhante a um comprimido esquecido. 

Se passaram mais de 4 horas relativamente à hora da toma:

  • Houve tempo suficiente para o comprimido ser absorvido, por isso a eficácia contracetiva está assegurada e continua protegida relativamente a uma gravidez. Deve continuar a tomar a pílula como habitualmente.

Pílula e diarreiasSó interferem na absorção da pílula se acontecerem mais do que 4 horas relativamente à hora da toma, forem inequivocamente diarreias líquidas e persistentes (5 ou mais episódios num mesmo dia):

  • Se possível, tomar outro comprimido e continuar a toma da embalagem da mesma forma e à hora habitual. Assim, manter-se-á a proteção contracetiva. Caso não tome outro comprimido devido a mal-estar intenso, esta situação é semelhante a um comprimido esquecido. 

Quais as vantagens?Para além do elevado grau de segurança na prevenção da gravidez, a pílula apresenta as seguintes vantagens:

  • Não interfere na relação sexual;
  • Pode regularizar os ciclos menstruais;
  • Melhora a tensão pré-menstrual e a dismenorreia;
  • Não afeta a fertilidade;
  • Diminui o risco de Doença Inflamatória Pélvica (DIP);
  • Reduz em 50% o risco de cancro do ovário e do endométrio; e
  • Diminui a incidência de quistos funcionais do ovário e a doença poliquística.

E as desvantagens?

  • Algumas mulheres têm dificuldade em fazer a toma diária e regular da pílula; e
  • Não protege contra as Infeções Sexualmente Transmissíveis (IST).

ContraindicaçõesA pílula está contraindicada em situações de:

  • Gravidez;
  • Neoplasia hormono dependente;
  • Hemorragia genital anormal sem diagnóstico conclusivo;
  • Tumor hepático ou doença hepática crónica;
  • Icterícia colestática na gravidez;
  • Riscos de AVC, doença arterial cerebral ou coronária; e
  • Mulheres como mais de 35 anos e fumadoras.

São consideradas contraindicações relativas, se a mulher:

  • Sofrer de diabetes mellitus;
  • Sofrer de hipertensão ou hiperlipidémia;
  • Sofrer de depressão grave, epilepsia, cefaleia grave; e
  • Tiver varizes acentuadas.

Efeitos secundários (de ambos):

  • Náuseas e vómitos;
  • Alteração de peso;
  • Mastodínia – alteração da tensão e sensibilidade mamária;
  • Alteração do fluxo menstrual; e
  • Spotting – perdas de sangue ao longo dos primeiros ciclos de utilização da pílula.

O que fazer no caso de aparecerem perdas de sangue, fora da semana de pausa?Durante os três primeiros meses de utilização da pílula, é frequente aparecerem pequenas hemorragias, fora dos dias de pausa.

Estas hemorragias, geralmente de pouca intensidade, são chamadas de “spotting” e, normalmente, desaparecem espontaneamente. Significa apenas que o organismo se está a adaptar. A eficácia da pílula é mantida.

Se continuar com “spotting” para além dos 3 meses, é aconselhável recorrer a um profissional de saúde, pois pode ser necessário mudar a marca de pílula. No entanto, não pare a toma da pílula enquanto aguarda a consulta.

  1. Quais são as contraindicações da toma da pílula e quem não a pode tomar?
  2. A pílula previne alguma doença?

A pílula pode ser tomada por qualquer mulher em idade fértil, mas existem algumas situações em que se aconselha o uso de outros métodos contracetivos. Por isso, antes de iniciar a toma deste contracetivo, é aconselhável consultar um médico.A utilização da pílula parece ter alguns benefícios para a saúde, nomeadamente, na diminuição da ocorrência de doença inflamatória pélvica, de doença mamária benigna, de anemia e de cancro do endométrio e do ovário.

Produtos

  • Pílula Desdobrável
  • Preservativos Desdobrável

10 coisas que você precisa saber sobre o anticoncepcional

Promoção da Saúde Como Saber Quando Tomar A Pilula?

Dois hormônios compõe o anticoncepcional: estrogênio e progestogênio, ambos semelhantes aos que são produzidos pelo ovário da mulher. Essa combinação é o que difere a pílula da minipílula, que contém apenas progestogênio em dose baixa.

Para tirar dúvidas comuns de mulheres a respeito da pílula anticoncepcional combinada, o Blog da Saúde respondeu alguns desses questionamentos com o Coordenação-Geral de Saúde das Mulheres, do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas.

1. Como escolher um anticoncepcional?

A orientação é essencial antes de escolher um método anticoncepcional, e a escolha deve ser feita de maneira livre e informada, ou seja, a mulher e a adolescente tem o direito de decidir qual o melhor método para si, desde que essa decisão tenha sido tomada com base em informações corretas, atualizadas e completas.

2. Há alguma contraindicação para o uso?

Existem critérios médicos de elegibilidade para uso de métodos anticoncepcionais. Eles são recomendações, e consistem em uma lista de condições das(os) usuárias(os), que podem significar limitações para o uso dos diferentes métodos.

O profissional de saúde avalia os riscos e benefícios de cada método, por isso a usuária deve falar com um profissional da saúde para averiguar os critérios e qual deles se enquadra mais ao estilo de vida e cuidados para a saúde.

3. Como o anticoncepcional funciona? Ele pode ser considerado abortivo?

A pílula anticoncepcional inibe a ovulação e torna o muco cervical espesso, dificultando a passagem dos espermatozoides, evitando, assim, a fecundação. Portanto, ela não pode ser considerada um método abortivo.

4. A pílula anticoncepcional é 100% eficaz?

Não existe método 100% eficaz. Todos apresentam taxa de falha. A eficácia das pílulas anticoncepcionais relaciona-se diretamente à sua forma de administração, ou seja, esquecimento na ingestão de comprimidos e irregularidades na dosagem.

É muito importante que a mulher não se esqueça de tomar a pílula, e procure tomar sempre no mesmo horário, todos os dias. Uma dica é colocar o medicamento em um local visível, como próximo da escova de dente, ou ao lado da cama, por exemplo.

5. O que eu faço se esquecer de tomar a pílula um dia? E mais de um dia?

  • Se esquecer de tomar um dia: Tomar a pílula esquecida imediatamente e a pílula regular no horário habitual. Tomar o restante regularmente, uma a cada dia.
  • Se esquecer de tomar duas ou mais pílulas: Tomar uma pílula imediatamente e usar método de barreira ou evitar relações sexuais durante sete dias. Conte quantas pílulas restam na cartela, se sobrarem entre sete ou mais pílulas, tome o restante como de costume. Se restarem menos que sete pílulas, tome o restante como de costume e inicie nova cartela no dia seguinte após a última pílula da cartela. Nesse caso, a menstruação pode não ocorrer naquele ciclo. Na ocorrência de sexo desprotegido nesse período, pode ser feito o uso de anticoncepção de emergência (popularmente conhecida como pílula do dia seguinte). Lembrando que a contracepção de emergência deve ser tomada o quanto antes, podendo chegar a um prazo de 72h depois da relação sexual. Ela pode ser encontrada gratuitamente em Unidades de Saúde, e não há a necessidade de prescrição médica.
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6. É normal ter um pequeno sangramento durante a cartela?

É frequente a ocorrência de pequeno sangramento intermenstrual durante os primeiros meses do uso da pílula. Se o sangramento persistir por mais de 10 dias, deve ser investigado. Permanecendo o sangramento intermenstrual após três meses, investigar para identificar outras origens.

7. Existem medicamentos que cortam o efeito do anticoncepcional?

Alguns tipos de medicamento podem diminuir a eficácia dos contraceptivos orais, resultando em sangramentos fora do período da menstruação e/ou gravidez.

Em outras situações, o próprio anticoncepcional pode interferir na ação do medicamento. É importante consultar um profissional da saúde para saber mais sobre cada composição.

Em ambas as situações, pode ser feito o uso da camisinha para prevenir uma gravidez indesejada.

8. É verdade que o anticoncepcional precisa ser cortado por alguns meses para o organismo “respirar”?

Mesmo que a pílula já venha sendo usada por longo período de tempo, não há necessidade de interromper o uso para descanso, pois não existe amparo científico que o justifique, sendo causa frequente de ocorrência de gestações.

9. A pílula previne doenças?

Não. O único método que previne as IST é o preservativo masculino ou feminino, sendo indicado seu uso em todas as relações sexuais (oral, anal ou vaginal), independente do uso do anticoncepcional oral. Também é possível fazer o uso combinado de dois métodos, como camisinha e anticoncepcional oral, por exemplo

10. Existe idade mínima e máxima para tomar a medicação?

  • A medicação pode ser usada desde a adolescência até a menopausa, considerando os critérios de elegibilidade.
  • Leia mais:
  • Aline Czezacki, para o Blog da Saúde

Dossiê da pílula: 19 coisas que você deve saber sobre o anticoncepcional

O anticoncepcional hormonal oral, a famosa pílula, é o método contraceptivo mais usado pelas mulheres. E é bem seguro: se você tomar os comprimidos direitinho, a efetividade é de 99%.

É claro que o método tem suas vantagens e desvantagens e divide opiniões. Mas só você pode decidir se vale a pena pra você.

Para isso, é preciso informação! Conversamos com ginecologistas que esclarecem os pontos mais importantes da pílula. Confira:

1. Se você tomar a pílula, não vai ovular

“O anticoncepcional hormonal oral possui hormônios sintéticos que enganam o organismo, inibindo a ovulação”, simplifica a dra.

Patrícia Gonçalves, médica obstetra e ginecologista da Clínica Pró Saúde RGPG.

A pílula põe o ovário para dormir mesmo, mas não se preocupe, pois a reserva ovariana estará lá, preservada, e a ovulação será retomada assim que você parar de tomar o anticoncepcional.

2. Há dois tipos de anticoncepcional oral, basicamente

A pílula combinada contém dois hormônios sintéticos: estrogênio e progesterona. Eles são responsáveis por bloquear a ovulação e também agem sobre o colo do útero, impedindo que dilate (dificultando a passagem dos espermatozoides), e no próprio útero, impedindo as condições para fixação do óvulo.

O outro tipo é o simples, que só contém progesterona, hormônio que bloqueia a ovulação e promove o fechamento do colo do útero.

3. A pílula não é mais aquela bomba hormonal

Se comparada ao ano em que foi criada (1960), a quantidade de hormônios caiu em até 90% em algumas cartelas, mantendo a eficácia, claro. Tudo por causa da associação com o risco de trombose, que ainda existe, mas é baixo.

4. Nem todas as mulheres podem tomar

Se você for tomar qualquer contraceptivo hormonal, procure um médico para saber se deve. “Mulheres que já tiveram antecedente de trombose, algum câncer relacionado a hormônio, com sangramentos sem causa descoberta, com diabetes e hipertensão descontrolados não podem de jeito nenhum”, diz a dra. Flávia Fairbanks, ginecologista e obstetra da Clínica Femcare.

E a combinação de progesterona + estrogênio pode gerar alterações no sistema de coagulação do sangue, facilitando a formação de trombos – a tão temida trombose. Mas é preciso dizer que poucas mulheres realmente correm esse risco. Somente o médico pode avaliar a sua pré-disposição ao problema.

5. Precisa tomar todo dia no mesmo horário

O ideal é manter um horário fixo. A cada 24 horas é preciso repetir a dose para manter o nível hormonal que garante o bloqueio da ovulação. “Se você começar a variar demais o horário, principalmente se atrasar muito, pode desbloquear o eixo dos hormônios e pode acontecer uma ovulação”, afirma a dra. Fávia.

Dê uma olhadinha na bula da sua pílula ou pergunte ao ginecologista – alguns medicamentos têm tolerância variável de 6 a 12 horas de atraso para que não percam o efeito.

Portanto, disciplina! A dica é associar a hora da pílula com uma ação cotidiana – por exemplo: tomar todas as manhãs antes de escovar os dentes.

6. Se esquecer hoje, pode tomar duas seguidas

O ideal é: assim que lembrar, tome imediatamente a que havia sido esquecida e tome a próxima no horário habitual.

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“Já no caso de esquecimento de várias, interrompa a cartela e aguarde a menstruação para iniciar uma nova cartela”, orienta a dra. Patrícia.

7. Se vomitar ou tiver diarréia, tome outra

Segundo a dra. Patrícia, a pílula leva cerca de seis horas para ser totalmente absorvida pelo organismo. Por isso, se houver um episódio de vômito antes desse prazo, há o risco de comprometer a eficácia do medicamento.

8. O uso da pílula por anos seguidos não dificulta a gravidez!

Não mesmo! “Quando você para de tomar a pílula contínua, as ovulações são restauradas imediatamente ou no mês seguinte”, afirma a dra. Flávia.

E ela avisa que é comum que as pessoas achem que estão com dificuldade para engravidar por causa do uso da pílula, mas o que costuma acontecer é que o problema já estava lá, mascarado pela pílula.

9. Não é preciso trocar de pílula. Se você se adaptou, vai com a mesma

“A pílula anticoncepcional não perde a eficácia com o passar dos anos”, afirma a dra. Patrícia. Ela afirma que a troca pode acontecer caso a mulher sinta incômodos ou alterações na menstruação causados pelo medicamento – mas só um médico pode atestar e prescrever o novo.

10. Alguns medicamentos podem interferir no efeito da pílula

O que acontece é que a pílula e os medicamentos são metabolizados pelo fígado e, por isso, podem concorrer, diminuindo o efeito tanto de um quanto de outro. Entre eles estão os antibióticos, os anticonvulsionantes e alguns antidepressivos. Fale com o médico caso precise fazer uso deles.

11. Anticoncepcional hormonal melhora acne

A pílula ajuda no controle de alguns hormônios, como os androgenios que, produzidos em menores quantidades, diminuem a oleosidade da pele e a formação de espinhas. Porém,  como trata-se de dosagem hormonal, é preciso que um especialista indique os medicamentos mais adequados se a finalidade for essa.

12. Você pode ter menos cólica e sentir menos os efeitos da TPM

Esses dois probleminhas insuportáveis são causados principalmente pelas oscilações hormonais que acontecem durante o ciclo natural, mas a pílula está aí justamente para manter os hormônios em níveis constantes, ou seja, as chances de diminuir as cólicas e a TPM são bem grandes.

13. O fluxo menstrual pode diminuir

A pílula hormonal (combinada, principalmente) é capaz de atrofiar o endométrio, aquela camada interna do útero que descama durante a menstruação todos os meses – por isso é usada em casos de endometriose. Segundo a dra. Flávia, nas usuárias de pílulas essa camada acaba se formando de uma maneira mais fina, o que pode diminuir o fluxo.

14. Álcool em excesso pode interferir no efeito da pílula

A verdade é que o excesso de álcool aumenta os níveis de estradiol, hormônio que regula o fluxo menstrual. Além disso, grande quantidade de álcool faz com que o fígado tente metabolizá-lo a qualquer custo, podendo deixar de metabolizar a pílula. Mas isso não quer dizer que você não pode beber… Estamos falando de excessos!

15. Nunca escolha a pílula por conta própria

O anticoncepcional é um medicamento e é preciso que o médico o recomende tendo em vista seu histórico familiar e seus resultados de exames. É necessário que o profissional entenda qual é a quantidade de hormônio e quais hormônios são indicados para você.

16. Você estará protegida a partir do sétimo comprimido

“Se você começar a tomar a cartela no primeiro dia da menstruação, a partir do sétimo comprimido já estará protegida”, afirma a dra. Flávia. Mas para ficar completamente tranquila, espere até a segunda cartela. “O organismo leva um tempo até se ajustar àquela carga hormonal que está recebendo”, diz a dra. Patrícia.

17. Interrompa o uso antes de cirurgias programadas

Na verdade, o anticoncepcional hormonal não é contraindicado em caso de cirurgia, mas os médicos costumam se precaver e pedir para suspender em caso de procedimentos que peçam anestesias ou pós-operatórios que deixem as mulheres de repouso por longos períodos. Isso porque aumenta o risco de trombose.

18. Pílula pode diminuir o desejo sexual

Sim, ela pode interferir na libido, mas depende da sensibilidade de cada mulher. “Ela mexe muito com os hormônios, podendo causar uma baixa dosagem de testosterona em algumas pacientes.

Além disso, a falta de flutuação hormonal, que é muito importante nos ciclos espontâneos pra mulheres no controle da libido, também acaba sendo um fator de prejuízo em mulheres mais sensíveis”, explica a dra.

Flávia.

19. Se você toma pílula, precisa SIM usar camisinha

O risco de engravidar tomando pílula é baixíssimo, mas a recomendação do uso da camisinha é que ela, além de proteger contra gravidez, protege contra as ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis) – coisa que a pílula não faz por você.

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