Como Saber Quando Mudar De Marcha?

As bicicletas com marcha foram uma das maiores evoluções do ciclismo. Com elas, mais e mais pessoas conseguem encarar subidas mais duras, andar em maior velocidade e cobrir distâncias maiores – elas trazem vantagens claras para todos os tipos de ciclistas.

Índice

1 – Por que usar marchas na bike

A bicicleta é um veículo de propulsão humana, ou seja, quem faz o papel do motor são suas pernas. A transmissão de força das pernas para a roda precisam ser adequadas para diferentes situações e pessoas. Sem isso, a bicicleta será muito fácil de pedalar, sem ganhar muita velocidade ou muito difícil, precisando de muita força.

Como Saber Quando Mudar De Marcha?Pedale com menos esforço    Marcio de MirandaBicicletas sem marchas ainda existem. Elas são mais baratas e tem menos problema de manutenção e ainda podem ser uma boa opção para um passeio despretensioso no parque, são apenas limitadas a isso. Como curiosidade, algumas bikes específicas para algumas modalidades também possuem apenas uma marcha.

Como funcionam as marchas da bicicleta ?

O sistema de transmissão da bike funciona com uma pedivela (que é uma manivela de pé), presa a uma engrenagem (coroa), que movimenta através da corrente, outra engrenagem presa a roda. Você pode transmissão da entender melhor sobre o sistema de transmissão da bike aqui.

Diferentes tamanhos de engrenagens em cada ponta, fazem com que a cada movimento da pedivela, a roda gire mais ou menos vezes.

Para isso acontecer, você precisar fazer mais ou menos força ou girar a pedivela mais rápido ou devagar, ou em outras palavras, alterar a cadência – que é a rotação das pernas por minuto.

Como Saber Quando Mudar De Marcha?Um sistema de marchas de bicicletaPara permitir mudar a cadência, foi inventado um sistema com diferentes tamanhos de engrenagens tanto na roda, quanto na pedivela, em que é possível passar a corrente entre elas, facilmente pelo guidão. Trocar de marcha, nada mais é que mudar a corrente entre as diferentes engrenagens.

Passadores – Onde tudo é controlado

Os passadores ou trocadores de marcha, são alavancas no guidão, que acionam os câmbios dianteiro ou traseiro, que são os responsáveis por mudar a corrente de lugar.

Bicicletas podem ter um ou dois passadores e cada um controla um dos câmbios. A tendência atual é que haja apenas um, pois as bicicletas contam com menos marchas, que funcionam de forma mais eficiente.

Para entender melhor, vamos começar falando de bicicletas de apenas um câmbio.

3 – Como usar o sistema de marchas da bike

Cada bike tem um tipo de passador de marchas, que falaremos mais adiante. O sistema permite “subir” ou “descer” as marchas, seja através de uma alavanca, giro ou botões (mais detalhes abaixo). Você precisa apenas saber como fazer as marchas subirem e descerem.

  • Publicidade
  • Subindo as marchas ou usando uma marcha mais pesada
  • Descendo as marchas ou usando uma marcha mais leve
  • Sistemas de dois passadores
  • Regra Importante – Só mude de marchas enquanto tiver pedalando

Quando você sobe uma marcha estando no plano, sem mudar sua velocidade, você imediatamente sente que o pedal ficou mais pesado de girar.Então, se você manter a mesma velocidade das pernas que antes, fará mais força e a bike vai andar mais rápido. Se você não aumentar sua força, terá que pedalar mais devagar, girando menos.De forma oposta, ao descer uma marcha, o acionamento do pedal fica mais leve e se você não mudar velocidade das suas pernas, a bike vai andar mais lentamente.Em sistema de dois passadores, em geral o lado direito controla o câmbio traseiro, onde as mudanças de marchas são mais gradativas e suaves. O trocador esquerdo controla o câmbio dianteiro, que traz resultados mais bruscos.Para se acostumar com o uso, o conselho é deixar o câmbio dianteiro (passador esquerdo), na posição intermediária (ou se tiverem duas posições, tanto faz) e usar e abusar do passador direito para entender como funciona. Posteriormente, você entenderá que o lado esquerdo nada mais é que um multiplicador do efeito do lado direito. Muitas bikes modernas não tem câmbio dianteiro.A grande maioria dos sistemas atuais exige que a corrente esteja em movimento para que haja a mudança de marchas. Portanto, nunca mude de marchas parado e tente sempre sentir ou ouvir se houve uma mudança enquanto você pedala. Não fazer isso pode trazer muitos problemas.

4 – Qual marcha usar em cada situação

Independente de como funciona cada sistema, o importante é entender quando se deve trocar de marcha e essa é uma das maiores confusões. A resposta é: quando for necessário ou quando você quiser!

Como Saber Quando Mudar De Marcha?Prepare-se para as subidasVocê não precisa mudar de marcha se tiver confortável!Se você está confortável, você não precisa mudar de marcha. Se você está passeando na praia, curtindo o visual, sem fazer muita força e sem estar preocupado com sua velocidade, não há nada o que fazer. Porém, se você está achando que está fazendo muita força, desça uma ou mais marchas, ou se você tiver girando muito rápido os pedais sem andar rápido, suba uma ou mais.

  1. Nem sempre é você que escolhe a velocidade que quer
  2. Experimente, acostume-se e mude a hora que quiser
  3. Você não precisa saber em que marcha está!

Porém, há situações em que será necessário mudar. Imagine que você use sua bicicleta no trânsito. Você terá que parar nos semáforos e em geral você não quer apenas passear em uma velocidade confortável, mas sim chegar no seu destino mais rapidamente. Nesse caminho você terá que mudar sua velocidade várias vezes, seja porque parou nos semáforos ou porque um ônibus parou em um ponto, etc.E aí que está o segredo da marcha, você deve mudar a todo momento que sua velocidade muda, seja para mais ou menos. Comece sempre com uma marcha leve quando parado, vá subindo a marcha enquanto sua velocidade vai aumentando e descendo quando a velocidade for diminuindo ou quando você enxergar que terá que parar mais na frente – caso contrário, você terá que começar com uma marcha pesada quando estiver parado.Outra dúvida comum é sobre qual marcha usar. Apesar de alguns passadores de marcha possuírem mostradores, não é preciso saber qual marcha você está usando. Você apenas precisa sentir se está bom pra você em um determinado momento. Em resumo, mude a marcha o quanto for necessário para ter a melhor relação entre velocidade e conforto pra você! Não tenha medo, é importante mesmo experimentar para aprender.

4.5 – Qual marcha usar na subida ?

Essa é uma questão que também gera muita confusão. A pergunta mais comum é: qual marcha usar pra subir ladeiras ?

Como Saber Quando Mudar De Marcha?Marchas tornam subidas muito mais fáceis

  • Mas afinal, qual marcha usar subindo ?
  • Publicidade
  • Cuidado com o esforço ao trocar de marcha

A diferença de pedalar na subida é que você não vai conseguir manter sua cadência – Ou seja, usando a mesma analogia, vai ficar desconfortável, ou mais pesado, manter a mesma velocidade e você terá que descer as marchas, já que obrigatoriamente sua velocidade diminuiu.Você deve ir diminuindo o quanto for necessário para não precisar parar de pedalar ou não ter que fazer força demais ou ser obrigado a pedalar em pé. Essas mudanças muitas vezes terão que ser rápidas.Muito depende também da inclinação e duração da subida. O importante é que as trocas sejam gradativas e no momento certo. Mudar a marcha para uma muito leve ainda no plano vai fazer com que você perca velocidade e gire os pedais muito mais rápido antes do necessário.Por outro lado, aumentar sua velocidade e pedalar mais forte sem mudar de marcha, pode deixar você sem tempo de efetuar a troca quando já tiver no meio da ladeira, pois sua velocidade vai diminuir muito rapidamente. A estratégia de aumentar a velocidade antes de uma ladeira é ótima, mas é preciso já ir descendo as marchas gradativamente durante a subida, antes de perder velocidade.Muito cuidado ao trocar de marchas durante uma subida. Essa é uma situação de muita força no sistema de marchas e é mais um motivo para que as mudanças sejam gradativas.

5 – Conhecendo o seu sistema de marchas

Como citado acima, para trocar as marchas, é preciso entender como funcionam seus trocadores neste artigo do Pedal como funcionam os passadores e câmbios de bicicleta.

Como Saber Quando Mudar De Marcha?Diferentes tipos de passadores de marchas de bicicleta

  1. Passador de punho
  2. Passador com duas alavancas
  3. Passador com uma alavanca
  4. Publicidade

Você não precisa saber exatamente como tudo funciona e o porque, mas sim como utilizar o passador para subir e descer as marchas. Veja os modelos que existem abaixo:Funciona como o acelerador de uma moto. São os usados nas bikes de aluguel do Itaú. No caso de bikes com muitas marchas, podem haver um de cada lado como dissemos anteriormente.Na direita, a alavanca do dedão deixa as marchas mais leves, enquanto o gatilho do indicador deixa elas mais leves. Se tiverem dois, na esquerda, acionar a alavanca do dedão deixa as marchas mais pesadas, com o gatilho deixando-as mais leves. Empurrar a alavanca da direita para frente com o dedão deixa as marchas mais leves. Puxar ela com o indicador deixa as marchas mais pesadas. Se tiverem dois, na mão esquerda, empurrar a alavanca com o dedão deixa as marchas mais pesadas.

Entendendo mais sobre marchas

Esse artigo é apenas uma introdução ao assunto, para que você possa perder o medo e passar a dominar o uso das marchas. Em breve entramos em detalhes em outros artigos. Ainda tem alguma dúvida ? Deixe nos comentários!

Publicado em: Maio 2005 – Atualizado em: Junho 2020

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Como trocar de marcha corretamente

Como Saber Quando Mudar De Marcha?

Embora a maior parte das vendas de automóveis no Brasil seja de carros com transmissão automática, ainda existe um bom percentual de emplacamentos dos carros manuais, isso sem contar a gigantesca frota desse tipo de veículo. Para ele é o único de muita gente, é importante saber como trocar de marcha corretamente.

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Pois é, desde tempos imemoriais, o brasileiro vem trocando de marcha, seja por aprendizagem em auto escolas ou seja pela experiência vivida com os pais, irmãos ou amigos, que lhe ensinaram – muitas vezes bem antes da maioridade – como trocar as marchas de um veículo.

Mas e hoje, no dia a dia, será que fazemos da forma correta? Veja essas dicas para que possa trocar de marcha de forma correta, possibilitando assim que a condução seja mais confortável, que haja melhor progressão no desempenho e, especialmente, que se obtenha economia de combustível no cotidiano.

Porém, essa questão não é tão simples assim, pois muitos acreditam que a forma como conduzem um veículo, no caso da troca de marcha, é o correto e não abrem mão disso. Há quem busque uma rotação adequada para faze-lo. Outro que “sente” o carro pedir marcha. Outros se baseiam na velocidade para efetuar as trocas. Mas, qual delas está certa? Como fazer?

Como Saber Quando Mudar De Marcha?

Como trocar de marcha corretamente?

Usando o giro

A troca de marcha em um automóvel precisa ser feita da maneira correta para se evitar danos ao conjunto motriz do veículo, ao consumo e até mesmo em relação à segurança. Erros ao engatar marcha acontece até com pilotos profissionais, então errar é nesse caso mais normal do que se imagina.

No entanto, é importante que o motorista tenha em mente que a programação da condução não é o automóvel que faz – como em parte no automático – mas é ele próprio. Assim, a primeira dica para trocar de marcha corretamente é olhar para o conta-giros. Mesmo com esse recurso, é preciso conhecer as capacidades de seu carro, especialmente em relação ao tamanho do motor.

O conta-giros é um medidor de rotação do motor e ele apresenta números de 1 a 7 ou 8, normalmente, sendo estes multiplicados por 1000, dão a rotação em que o motor está girando.

A faixa vermelha é um local perigoso para o motor, onde o esforço é muito maior, prejudicando sua vida útil. Esta começa geralmente entre 6 e 7, mas não é preciso chegar até lá.

Assim, o ideal para troca da primeira marcha é atingir os 2.000 rpm. Na segunda, já se pode trocar aos 3.000 rpm. A partir daí, a manutenção nessa rotação já garantirá tanto uma boa performance, quanto economia.

Mudança na faixa de 4.000 rpm, já representa uma rotação bastante elevada para o motor e isso prejudica o consumo, além de forçar desnecessariamente o motor. Claro, estamos falando de uma condução que prioriza o conforto e a economia.

Dependendo do tamanho do motor, as trocas não precisam ocorrer nessas rotações, podendo ser antecipadas. Por exemplo, num motor grande, como um 1.8 ou 2.0, trocas feitas aos 2.000 rpm não causam prejuízo ao desempenho devido ao bom torque disponível. O torque é a força do motor, o que realmente faz a diferença.

Em subidas, por exemplo, a rotação eventualmente vai cair e será necessário uma redução para que a rotação mais elevada por dar o propulsor potência e força para vencer o aclive.

O ideal é que a rotação escolhida seja suficiente para manter a velocidade do carro numa subida. Se a marcha for muito alta (com giro baixo), a tendência é a perda de velocidade e aumento do consumo. Em geral, depende sempre do ângulo do aclive e do tamanho do motor.

Como Saber Quando Mudar De Marcha?

E sem conta-giros?

Praticamente todos os carros novos atuais possuem conta-giros, mas sabemos que existem muitos circulando pelo país que na época nem sonhavam com esse equipamento, e olha que não estamos falando de carros antigos ou clássicos.

Se o carro não tem conta-giros, o velocímetro será o melhor recurso de como trocar de marcha corretamente. Infelizmente, não dá para se basear no conta-giros, embora alguns carros tenham indicação de pelo menos duas velocidades no instrumento, mas isso não quer dizer nada nesse caso.

Não é uma regra, mas especialistas indicam que, na cidade, a segunda marcha deve ser trocada até 20 km/h. A terceira fica entre 30 km/h e 40 km/h. A quarta pode ser colocada entre 50 km/h e 60 km/h. E nessa última, pode-se engatar a quinta para manter o motor em um regime de trabalho menor e assim obter uma boa média de consumo.

Na estrada, deve-se puxar um pouco mais as marchas para se obter velocidade mais rapidamente. Nesse caso, a terceira pode ser elevada até 60 km/h. A partir daí, a quarta pode ser conduzida até 90 km/h, quando então pode-se engatar a quinta e assim seguir adiante.

É preciso ter em mente que antecipar as trocas demais prejudica o consumo se a intenção é atingir velocidades mais altas, como o limite permitido na estrada. Da mesma forma, esticar demais as marchas, para então colocar uma quinta na velocidade desejada aumenta o consumo desnecessariamente.

Como Saber Quando Mudar De Marcha?

Ouvindo

Outra técnica utilizada é ouvindo o motor durante a condução. Isso requer mais prática do que realmente uma indicação de quando se deve fazer. Em geral, o próprio carro dá indicação de quando isso deve ser feito. Por exemplo, uma rotação elevada demais aumentará o nível de ruído de forma bem perceptível, onde o condutor pode fazer a mudança um pouco antes desse nível.

Caso adiante demais as marchas, por exemplo, o motor começará a ficar fraco, indicando que aquela marcha é inadequada para a velocidade imprimida pelo carro. Assim, com o tempo, o condutor saberá o momento próximo do correto para troca, já que não se está usando o velocímetro e nem o conta-giros.

Redução

A regra de como troca de marcha corretamente usando o velocímetro pode ser aplicada na redução, caindo assim de 60 km/h de quarta para uma terceira e aos 30 km/h, por exemplo, de uma terceira para segunda. Evite reduções bruscas, como de quinta para segunda, por exemplo, isso prejudica o câmbio do veículo e o motor, exigindo rotações que podem chegar na zona vermelha.

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Você Faz a Troca de Marcha da Forma Certa? Descubra Agora

  • Como Saber Quando Mudar De Marcha?
  • Você já pensou que talvez não faça a troca de marcha da forma correta?
  • Entre os mais experientes, há quem acredite que consiga “ouvir” o motor para acertar no tempo de marcha.

Mas isso ao elevar a velocidade. E como reduzir a marcha do carro na hora certa?

  1. Agora, a questão já se torna um pouco mais complicada, não é mesmo?
  2. A verdade é que muitos motoristas procuram saber qual a melhor rotação do motor para economizar combustível.
  3. Eles acreditam que passar a marcha no tempo certo, seguindo a rotação ideal para mudança de marcha, pode ser eficaz para reduzir o consumo.
  4. Mas não é apenas sobre a velocidade certa para cada marcha que vou falar neste artigo.
  5. O assunto hoje também é o câmbio para troca de marcha.
  6. Vou esclarecer as principais dúvidas que condutores de carros e motos têm sobre o assunto.
  7. O momento perfeito de passar a marcha será abordado no texto, mas também vou falar sobre o funcionamento do câmbio automático.
  8. Afinal, o que acontece quando o câmbio automático não engata marcha?
  9. E no câmbio manual, quais são os erros e acertos do motorista quando está trocando marcha?

Não sabe como trocar a marcha da moto? Falarei sobre isso também.

Por isso, se você quiser tirar suas dúvidas sobre a troca de marcha, não deixe de ler este artigo até o final.

Boa leitura!

Quando a Troca de Marcha Deve Ser Feita

Como Saber Quando Mudar De Marcha?Você talvez esteja em busca de uma resposta pronta

  • Se todos os carros e motos trocassem de marcha a cada 30 km/hora, por exemplo, a tarefa do condutor estaria facilitada.
  • Ele pegaria o volante de qualquer veículo e já saberia o que fazer para a troca de marcha.
  • No entanto, isso muda conforme o modelo do automóvel ou da motocicleta.
  • Acontece que não é possível existir uma regra universal para a troca de marcha, pois os veículos apresentam câmbios diferentes.
  • Por exemplo, alguns têm quatro marchas, enquanto outros apresentam até seis.
  • Para quem está tirando a primeira habilitação, a troca de marcha é um assunto que gera preocupações.
  • O medo de errar ao passar a marcha costuma ser grande.
  • Conforme o tempo passa, o motorista já não precisa mais olhar para o câmbio para saber em qual marcha está.
  • Só esse fato já representa uma pequena conquista, não é mesmo?

Mas saiba que até quem é experiente por vezes “erra” a marcha. Então, fique tranquilo.

  1. Voltando à questão central deste tópico, para descobrir quando fazer a troca de marcha, uma boa estratégia é observar o conta-giros.
  2. É bastante provável que seu carro tenha esse instrumento no painel, mesmo que o modelo seja básico.
  3. Você pode observar que, em geral, ele vai do 1 ao 8, ou próximo disso.

Ao multiplicar por 1.000, você tem o número de giros do motor por minuto. Quanto mais alto o número, mais ele se aproxima da cor vermelha.

Quando trocar o óleo da caixa de marcha?

Não existe uma regra geral para todas as caixas e deve-se consultar o manual do proprietário, pois os projetos são diferentes e as recomendações não são as mesmas para todos os automóveis. Cada caso é um caso… Mas, as regras gerais da troca de óleo da caixa de marcha são:

No câmbio manual, a maioria das fábricas diz que o óleo dura a vida inteira sem necessidade de troca, apenas uma verificação periódica para conferir o nível. E que, se baixar, é sinal de uma anormalidade, um vazamento.

Vale a pena lembrar que, ao contrário do motor, o óleo da caixa não sofre grandes variações de temperatura, não é queimado e expelido pelo escapamento nem contaminado pelo combustível. Então, no motor é normal o nível do óleo lubrificante baixar e por isso se recomenda uma verificação periódica puxando-se a vareta indicadora.

No caso das caixas de marchas, se o nível baixa é sinal de irregularidade. Quando ocorre, deve ser completado emergencialmente até o carro chegar na oficina para o reparo do vazamento.

O câmbio automático também requer manutenção conforme o manual. Alguns recomendam sua troca em elevadas quilometragens, de 50 mil a 100 mil quilômetros. E também checar o nível cada 20 ou 30 mil km devido à possibilidade de vazamento.

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Como Saber Quando Mudar De Marcha?motorista com a mão no câmbio de marchas do carro

  • Leia mais: Qual é a diferença entre as caixas automática e automatizada?

O óleo da caixa de marcha automática deve também ser verificado, pois pode escurecer devido a um eventual super aquecimento dos componentes, perdendo suas características de lubrificação.

Além disso, o atrito entre suas partes móveis pode gerar pequenas partículas ou limalhas que o contaminam.

Se seu carro com câmbio automático já rodou mais de 50 mil quilômetros e nunca se efetuou uma verificação, pode levá-lo para a oficina.

O mesmo raciocínio do óleo do câmbio automático pode ser aplicado à direção hidráulica. Ela funciona com um fluido semelhante e que também não exige substituição periódica.

Mas a recomendação é a mesma: verificar o nível que pode baixar em função de um vazamento.

A troca deste fluido também não é sugerida a menos que apresente uma irregularidade, esteja contaminado com impurezas ou muito escuro devido a um eventual aquecimento do sistema.

  • Confira as piores dicas da internet para o seu carro!

Como Passar a Marcha

  1. 1

    Encontre o pedal da embreagem. Ele deve ser o pedal mais a esquerda do veículo, perto do freio, que é o do meio. Você precisará pressionar a embreagem durante a troca de marchas, então é importante saber onde ela está antes de mais nada.[1]

  2. 2

    Examine o padrão desenhado na manopla do câmbio. É muito importante entender o posicionamento das marchas no carro que você for dirigir para saber para onde movimentar o câmbio na hora de realizar as trocas.

    Você deve ver as marchas R, 1, 2, 3, 4 e às vezes 5 e 6. O “R” significa a marcha ré enquanto as outras mostram o número da marcha em questão.

    Ao subir uma marcha, você moverá o câmbio da posição de um número para a posição do próximo para ganhar velocidade.[2]

    • Cada carro terá o seu padrão de posicionamento de marchas. É importante entendê-lo antes de começar a dirigir.
  3. 3

    Dê a partida no veículo. Coloque a chave na ignição e gire para ligar o motor. Se você vir um botão de ignição, pressione ele em vez disso.[3]
    Pressione a embreagem antes de fazer isso e mantenha o freio de mão acionado para garantir que o carro não ande sozinho antes do engate da marcha correta.[4]

  4. 4

    Mova o câmbio para a primeira marcha e solte o freio de mão. Nesse momento, o carro começará a andar.[5]

    • Se você for dar a partida em uma rua inclinada, mantenha o pé no freio para evitar que o carro desça.
  5. 5

    Retire o pé da embreagem e pressione levemente o acelerador. Ao fazer isso, o carro começará a ganhar força na primeira marcha.

    • Essa é a parte mais difícil para um iniciante, então não se preocupe se você acabar estancando o carro.
    • Se o motor estancar, desligue o carro e recomece.
  1. 1

    Inicie o processo de troca de marchas quando o carro estiver entre 2500 RPM e 3500 RPM. A sigla RPM significa “Rotações por Minuto” e indica a velocidade em que o motor está girando.

    O tacômetro, que marca as rotações do motor, geralmente poderá ser encontrado ao lado do velocímetro e terá números entre 0 e 9.

    Quando o indicador estiver entre 2,500 e 3,000 (ou seja, entre os números 2,5 e 3), inicie a troca de marchas.[6]

  2. 2

    Pressione a embreagem e retire o pé do acelerador. Use o pé esquerdo para pressionar a embreagem e, ao mesmo tempo, retire o pé direito do acelerador. Isso vai liberar o câmbio e permitir que você engate a próxima marcha. O carro ficará em ponto morto durante a mudança, então se você mantiver o pé no acelerador nessa hora, as rotações do motor aumentarão bastante.[7]

  3. 3

    Use a mão para engatar a próxima marcha. Engate a próxima marcha quando a embreagem estiver completamente acionada. Se você estiver na primeira marcha, engate a segunda, por exemplo. Todo o processo deve ser fluido, então não demore muito.[8]

    • Você pode treinar com o veículo parado para se acostumar com o posicionamento das marchas.
  4. 4

    Retire o pé da embreagem e volte a acelerar. Quando a próxima marcha estiver engatada, você poderá começar a soltar a embreagem lentamente e voltar a acelerar. Se tudo for feito de forma correta, o carro deve voltar a acelerar e as RPMs do motor devem diminuir.[9]

    • Você não estancará o carro em uma marcha maior que a primeira porque o movimento do carro manterá o motor girando.
  1. 1

    Coloque a moto no ponto morto. Você pode fazer isso acionando a alavanca da embreagem, que geralmente fica no lado esquerdo do guidão. Após fazer isso, pressione o seletor de marchas, que geralmente fica próximo ao seu pé esquerdo.

    Isso engatará a primeira marcha da moto. Para engatar o ponto morto, suba o seletor até a metade do caminho quando a moto estiver na primeira marcha.

    Nessa hora, o seletor deverá estar completamente para baixo, e pressioná-lo para cima até escutar um clique acionará o ponto morto.[10]

    • Algumas motos possuem uma luz indicadora que informa quando ela está no ponto morto.
  2. 2

    Dê a partida no motor. Pressione o botão da ignição da moto para ligá-la. Não é necessário pressionar a embreagem ou tocar em qualquer coisa na hora de ligar o motor.[11]

  3. 3

    Acione a embreagem e pressione o seletor de marcha para baixo para engatar a primeira marcha. Nas motos, você precisará pressionar esse seletor para mudar a marcha. Pressione-o para baixo para engatar a primeira marcha.[12]

  4. 4

    Solte a embreagem lentamente e a moto começará a andar. Mantenha os pés no chão para se apoiar enquanto a moto está lenta para se acostumar com o movimento dela.[13]

    • Se você estancar, desligue a moto e recomece.
  5. 5

    Encontre o equilíbrio sobre a moto. Quando a velocidade for suficiente, levante os pés e apoie-os na moto. Enquanto estiver acelerando, posicione o pé esquerdo de forma que a ponta dele fique por baixo do seletor.[14]

  6. 6

    Gire o punho para trás na manopla do acelerador. Girar a manopla direita acelerará o motor e fará a moto ir mais rápido. Quando conseguir soltar a embreagem sem estancar, você poderá treinar acelerar a moto na primeira marcha.[15]

    • Não exagere no acelerador para não perder o controle da moto.
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    Pressione a embreagem e reduza a aceleração. Acione a embreagem enquanto solta lentamente o acelerador. Isso permitirá o engate da próxima marcha.[16]

  2. 2

    Pressione o seletor para cima para engatar a próxima marcha. Com a embreagem ainda pressionada, empurre o seletor para cima com a ponta do pé esquerdo. Esse movimento engatará a próxima marcha.[17]

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    Solte a embreagem e retome lentamente a aceleração. Solte a embreagem lentamente e rotacione com cuidado a mão direita para voltar a acelerar. Novamente, lembre-se de não exagerar no acelerador para não perder o controle. Se você tiver feito tudo certo, a próxima marcha deverá estar engatada.[18]

  • Sempre pratique as trocas de marchas em um estacionamento vazio ou em uma propriedade privada antes de andar na rua.
  • Chame alguém que já saiba passar marchas para ajudá-lo.
  • É ilegal dirigir em qualquer local sem uma carteira de motorista, mesmo com a supervisão de um motorista experiente.

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Uso do CÂMBIO #PorOndeComeçar

Olá! 

Como já expliquei para vocês detalhes de como usar os freios, que é o primeiro passo para pedalar com segurança, vamos ao segundo passo de #PorOndeComeçar – o uso do câmbio!

Pedalar em uma bicicleta que possui mais de uma velocidade (ou seja, que possui câmbio), é com dirigir um carro mecânico – é preciso dominar o uso da embreagem! 

Isso significa: saber trocar as marchas, saber QUANDO fazer a troca para uma marcha mais leve ou pesada, adquirir SENSIBILIDADE para fazer essa troca de maneira suave (sem dar aqueles trancos) e etc. Todos esses detalhes que existem ao dirigir um carro, também existem na bicicleta!

Assim como um carro não consegue enfrentar uma ladeira em marcha muito alta, na bicicleta é a mesma coisa – precisamos encontrar a marcha certa para pedalar em cada tipo de subida, dependendo da nossa força, do tipo de bike, das características da subida, e assim vai. E o mesmo vale para desenvolver velocidade em trechos planos, usando uma relação mais pesada de marchas.

Aprendendo a trocar as marchas

O melhor jeito de aprender é na prática, testando as trocas de marchas, entendendo qual alavanca da sua bike funciona pra quê.

Vá pedalar em um local seguro e brinque com o câmbio, sem medo. Perceba conforme as marchas ficam mais leves ou mais pesadas.

  • IMPORTANTE: assim como é fundamental ajustar o “fit” dos freios para sua mão/sua pegada no guidão, é preciso também ajustar as alavancas do câmbio no guidão da bike para que fique fácil de utilizar. 
  • O jeito certo é não ter que soltar as mãos do guidão para que o dedão e/ou dedo indicador alcancem as alavancas de troca de marchas.
  • O segredo
  • A questão chave da troca de marcha é que ao fazê-la, você precisa aliviar a pressão dos pés nos pedais, de forma que não faça força na relação do câmbio no exato momento da troca da marcha. 
  • Isso é fácil de fazer em trechos planos ou de descida, onde há inércia suficiente para manter o movimento sem fazer força ao mesmo tempo que gira os pedais. 

Já na subida, a troca de marcha exige mais técnica porque não tem aquela inércia para girar o pedal sem fazer força. Mas isso você adquire com a prática. 

Enquanto iniciante no pedal, você pode antecipar a troca de marchas (para uma mais leve) antes de começar os trechos mais inclinados de subida, sabe?

E fique esperto: NÃO TROQUE DE MARCHAS SEM ESTAR GIRANDO OS PEDAIS! Isso pode estressar todo o sistema na hora de aplicar a força.

  1. E como saber que você precisa melhorar sua técnica de troca de marchas?
  2. Muito fácil: toda vez que você troca de marcha, ouve um barulhão feio que parece que a corrente vai quebrar e sente que a marcha certa demora para entrar e girar livremente? 
  3. Isso pode significar que você precisa melhorar sua técnica de pedalada, escolher melhores marchas, melhorar sua cadência, e saber tirar pressão do sistema naquela fração de segundos que muda a marcha.
  4. OU….
  5. Pode ser que seu câmbio esteja desregulado e precise de uma revisão do mecânico. 
  6. E falando em mecânica…:
  7. Detalhe mecânico
  8. Vale lembrar que um câmbio bem regulado não faz barulho e você percebe que a corrente gira bem na engrenagem – por isso as revisões periódicas são importantes!
  9. Problema recorrente
Leia também:  Quando Jejuardes Não Faça Como Os Fariseus?

O problema mais comum quando força uma troca de marcha sem cuidado é o rompimento da corrente. Se o câmbio estiver desregulado o problema pode ser maior, como quando ele entra na roda e danifica os raios. 

Se você tiver dúvidas, peça ajuda a alguém mais experiente. 

A pedalada fica muito melhor quando você sabe usar o câmbio e escolher a marcha certa pra hora certa!

Gostou desta dica? Então bora fazer as pazes com o cambio da bike e vamos pedalar!

Como trocar a marcha corretamente

  • A troca de marcha pode ser um pesadelo para quem está tirando a habilitação ou até mesmo para quem já possuí anos de prática.
  • E de fato, essa é uma das coisas mais complicadas de “pegar o jeito” quando estamos aprendendo a pilotar ou quando estamos dirigindo um veículo diferente daquele que estamos acostumados.
  • A troca de marcha requer muita atenção e pensamento rápido para entender o que o veículo está “pedindo” e qual é a marcha correta para cada situação.

Por isso, trouxemos algumas dicas para que você consiga fazer a troca correta de maneira correta. Mas antes, vamos entender para que servem as marchas do veículo.

Para que servem as marchas?

As marchas são responsáveis por transmitir às rodas a quantidade de giros certos, pois, para cada grupo de velocidades, existe uma marcha correspondente.

Cada vez que colocamos um veículo em movimento e aceleramos para ele ir mais rápido, o motor envia um comando e força para as rodas. Ou seja, quando você anda devagar, você deve usar as marchas mais baixas. Quando você quiser aumentar a velocidade, você deve ir mudando para as machas mais altas.

No carro, é o sistema de embreagem que permite a troca de marchas, ou seja, que o motor se comunica com as rodas transmitindo a força e o giro ideal de acordo com a velocidade.

Portanto, é importante conhecer as marchas e as velocidades indicadas para cada uma delas.

Nos carros de motor 1.0, é possível encontrar a recomendação do fabricante para as velocidades ideais de acordo com cada tipo de marcha. Entretanto, no geral, a relação entre marcha e velocidade é a seguinte.

  1. 1ª marcha: só para sair com o carro até 20km/h
  2. 2ª marcha: de mais de 20km/h a 40km/h
  3. 3ª marcha: de mais de 40km/h a 60km/h
  4. 4ª marcha: de mais de 60km/h até 75km/h
  5. 5ª marcha: mais de 75km/h

Machas baixas e altas

Cada marcha tem um grupo de velocidades ideal para dirigir sem que o motor seja exigido desnecessariamente. Conhecer as velocidades adequadas faz com que o carro rode de maneira mais econômica e segura.

Por exemplo, se você acelerar até chegar ao limite de uma marcha qualquer e não trocar para a marcha seguinte, o motor do carro vai pedir mais giro e vai “berrar”.

Sim, o seu motor irá fazer um barulho diferente como se estivesse pedindo “socorro”. Fique atento aos sinais que o veículo dá, isso garante que você realize a t roca de marcha de maneira correta. 

Isso vale tanto para aumentar ou diminuir a marcha. Portanto, se você está rodando com a 4ª marcha engatada, o grupo de velocidade ideal é de 60 a 75km/h.

Porém, você desacelerou e no velocímetro marca 30km/h. Você vai notar que veículo irá ficar pesado, não vai evoluir, você vai cansar de pisar no acelerador e só vai mandar mais gasolina para o sistema e ainda corre o risco do carro morrer no meio da via.

  • O ideal nesse momento é conferir em que marcha o carro está e qual a velocidade correspondente a essa marcha.
  • Portanto, vale a pena memorizar a seguinte regra:
  • Marchas baixas (1ª,2ª e 3ª) = carro mais pesado, com velocidade menor e mais fácil de controlar.
  • Marchas altas (4ª e 5ª) = carro mais leve, pedindo mais velocidade e mais difícil de controlar, principalmente em curvas.

Características de cada marcha

Marcha a ré: é a marcha mais forte do carro, mas só pode ser usada para manobras mais curtas, manobras em estacionamento ou em linha reta de curto percurso.

1ª marcha: usada somente para sair com o carro até 20km/h.

2ª marcha: usada nas subidas de morros, ladeiras e aclives sem pavimentação (de barro, macadame, com pedriscos). Para velocidades de 20 a 40km/h. Marcha para ser usada em tráfego lento, engarrafamentos, quando a fila começa a andar bem devagarinho.

3ª marcha: também usada em baixas velocidades, geralmente para subir morros, ladeiras e aclives pavimentados (asfalto, paralelepípedo, bloquetes, etc…) de 40 a 50km/h. Ao andar com velocidades maiores, o carro fica mais pesado, exige que pise mais forte no pedal de aceleração e gasta mais combustível.

4ª marcha: o carro fica leve e difícil de fazer manobras rápidas. Marcha leve, ideal para rodar nas cidades porque não deixa o carro gastão, a direção fica leve e controla-se melhor o carro.

5ª marcha: é uma marcha leve, o carro pede mais velocidade e não permite certas manobras. Usada em rodovias, quando a velocidade é constante e os carros não estão muito próximos um do outro.

Dicas para saber se a troca de marcha foi correta

É normal algumas vezes bater o nervosismo e dar um branco para lembrar qual a faixa ideal de velocidades para cada tipo de marcha. Ainda mais quando o veículo começa a dar sinais de que você está rodando na marcha e errada, e o nervosismo só aumenta.

Mas como identificar esses sinais e fazer a troca de maneira segura?

Bem, se você estiver na marcha errada (marcha alta para velocidade baixa, ou vice-versa) o carro vai apresentar dois tipos de sinais.

Sinal 1: carro fica “amarrado” e o motor berra: digamos que você rodando de 2ª marcha e acelerou até 45 ou 50 km/h. Se você continuar acelerando e demorar para passar a 3ª, o motor vai pedir marcha.

Este princípio vale para todas as outras marchas, já que nunca devemos exigir mais velocidade do carro além daquela faixa de velocidade ideal para cada marcha. Já explicada neste artigo.

Sinal 2: o carro fica devagar, pesado e parece que vai parar: vamos supor que você já conseguiu chegar à velocidade de 4ª marcha (entre 60 e 75km/h), mas por algum motivo você deixou de acelerar e de manter o carro nessa velocidade. O carro da frente estava andando devagar ou, porque tem que fazer uma conversão entrando numa rua, por exemplo.

Primeiramente, você irá aliviar o pé do acelerador para diminuir a velocidade. Como você está na 4ª marcha e a velocidade não irá corresponder com ela, o carro vai dar socos e, se estiver em uma rua com subida ou desnível, o carro pode até morrer.

Portanto, nessa situação, você deve pisar na embreagem e passar para a marcha correspondente a sua velocidade. Usando o exemplo anterior, você estava de 4ª marcha entre 50 e 65km/h e reduziu a velocidade para uns 30km/h, você passa para a 2ª marcha direto.

Pular marcha, pode? 

Pular uma ou mais marchas serve somente para reduzir, nunca para aumentar marchas e vamos explicar o porquê.

Como mencionado anteriormente, a função das marchas é liberar o motor para ter mais giros, fazer o carro rodar com velocidade e mandar esse “aviso” para as rodas.

No entanto, dentro do motor existe uma peça chamada correia dentada e cada vez que o motor aumenta de giro com as marchas mais altas ou abaixa o giro com as marchas mais baixas, a correia dentada vai acompanhando esse aumento ou essa diminuição.

Para que a correia dentada trabalhe bem e dure mais tempo é preciso passar as marchas de acordo com suas faixas de velocidade ideais. Caso passemos a marcha errada ou perdemos a sincronia entre os pedais de embreagem e acelerador, a correia pode estragar com o tranco ocasionado.

Por esse motivo é que nunca se deve aumentar as marchas pulando uma, tem que ser uma por vez. Já para reduzir marchas pode sim pular mais de uma, desde que a velocidade baixe para dentro da faixa recomendada.

Portanto, se  você estiver rodando na 5ª marcha a 90km/h, e perceber que terá que diminuir a velocidade, o ideal é tirar o pé do acelerador para usar o freio motor, ou seja, deixar o carro perder a velocidade sozinho. Se precisar frear, use a embreagem e o freio para diminuir a velocidade e engate a marcha correspondente.

Errei na troca de marcha

Quem é que já não teve a intenção de passar a 1ª marcha e entrou a 3ª? Ou passou a 2ª marcha e entrou a 4ª?

É muito comum isso ocorrer na fase de autoescola ou mesmo já habilitado. Com a falta de tranquilidade e calma, tendemos a mudar a marcha rápido demais, sem prestar muito atenção e é aí que acontece o erro.

Na verdade, as marchas vão entrar certinho desde que não façamos muita força. Basta dar um toque suave na alavanca de marchas fazendo ela passar pelo ponto morto ou neutro e apenas indicar onde a marcha tem que entrar.

O segredo para não entrar a marcha errada é passá-las movendo a alavanca com suavidade. Se a alavanca arranhar na passagem da marcha, verifique se você pisou até o fundo da embreagem.

Agora que você já sabe a faixa de velocidade ideal para cada tipo de marcha, e como fazer a  troca de maneira correta, é só praticar!

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Fonte: Livro Aprendendo a Dirigir, Márcia Pontes.

Referência: CfcCelso

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