Como Saber Qual Tipo De Sangue?

A pergunta que vem motivando dezenas de pesquisas como essa, divulgada no último mês, é a seguinte: o coronavírus tende mais a ser mais perigoso para algum tipo sanguíneo do sistema ABO — O, A, B ou AB?

A resposta oferecida pela pesquisa, publicada em março na revista científica Blood Advances, foi a de que sim, o coronavírus mostra uma “forte preferência” em se ligar a proteínas que só o tipo sanguíneo A tem, particularmente aquelas presentes nas células respiratórias nos pulmões.

O mesmo não foi observado em células dos tipos sanguíneos B ou O, também avaliadas.

Segundos os autores, das faculdades de medicina de Harvard e Emory (EUA), o experimento demonstrou “conexão direta entre o tipo sanguíneo A e o SARS-CoV-2” e é uma “evidência adicional de que alguns tipos sanguíneos podem estar associados com um risco maior de contrair a doença”.

Entretanto, cientistas entrevistados pela BBC News Brasil alertam que resultados como esse são preliminares e que não há consenso sobre a associação entre tipos sanguíneos e Covid-19. Portanto, ter um ou outro tipo sanguíneo não é motivo para desespero e menos ainda para descuido com medidas preventivas contra a doença.

A desconfiança de que a Covid-19 poderia se manifestar de forma diferente, a depender do tipo sanguíneo, veio em parte pelo fato de que algumas doenças demonstraram ser influenciadas por isso. Estudos já apontaram maior vulnerabilidade ou proteção de certos tipos sanguíneos a enfermidades como malária, hepatite B, AIDS, infecções pelos vírus Norwalk e pela bactéria H. pylori, entre outras.

E, mais importante, no surto causado pelo Sars-Cov — “parente” do Sars-CoV-2 — no início dos anos 2000, alguns cientistas encontraram evidências de que o sangue tipo O poderia ter um efeito protetivo contra o vírus. Isso foi reforçado pelo próprio estudo na Blood Advances do mês passado, que verificou em laboratório que o Sars-Cov tem a mesma preferência por células respiratórias presentes em pessoas do tipo sanguíneo A.

Como Saber Qual Tipo De Sangue?

VÍDEO: Entenda como o coronavírus age no corpo humano

Sobre o Sars-CoV-2, a primeira grande evidência neste sentido veio em março de 2020, quando pesquisadores de instituições chinesas publicaram um artigo do tipo pré-print (sem a avaliação dos pares, um procedimento padrão de revistas de excelência, pelo qual cientistas independentes julgam um estudo) com dados de pessoas infectadas e tratadas nas cidades de Wuhan e Shenzhen.

A distribuição de pessoas por tipo sanguíneo neste conjunto de pacientes foi então comparada com um outro grupo, contendo um número de pessoas semelhante e vivendo nas mesmas cidades — só que elas não estavam infectadas.

O percentual de pessoas com tipo A foi maior no grupo de infectados do que na população “normal”, enquanto o de pessoas com tipo O foi menor entre os pacientes com Covid-19. Além do risco de infecção, pesquisadores disseram também que o risco de morte era maior no tipo A e menor no tipo O. 2 de 5
Pesquisadores das faculdades de medicina de Harvard e Emory foram até o laboratório para observar como coronavírus interagiu com antígenos de diferentes tipos sanguíneos — Foto: Science Photo Library

Pesquisadores das faculdades de medicina de Harvard e Emory foram até o laboratório para observar como coronavírus interagiu com antígenos de diferentes tipos sanguíneos — Foto: Science Photo Library

Pesquisas com resultados distintos

Desde então, dezenas de outros estudos sobre o assunto foram publicadas pelo mundo — alguns com resultados significativamente diferentes do apontado pelo pré-print chinês.

Isso nos lembra que, na ciência, o que pode parecer com idas e vindas, contradições e até erros é, na verdade, parte do próprio processo científico — como explicou a bióloga Natalia Pasternak, presidente do Instituto Questão de Ciência, à BBC News Brasil no ano passado.

“A ciência não é dogmática, ela tem um processo contínuo de acúmulo de evidências. Neste momento, trabalhamos com as melhores evidências existentes. Esse processo às vezes passa a impressão de que o cientista não sabe o que está fazendo, que ele muda de ideia. A ciência muda de ideia, sim — tem que mudar, quando está diante das melhores evidências.”

Embora alguns estudos tenham abordado também o fator Rh — positivo ou negativo, ou o + ou – que aparece ao lado das letras —, a maioria priorizou apenas o chamado sistema ABO.

Publicado em julho de 2020 na revista científica Annals of Hematology, um trabalho de médicos atuando em Boston (EUA) confirmou que pessoas com tipos sanguíneos B e AB tinham maior probabilidade de receber um teste positivo para coronavírus, enquanto os com tipo O tinham menor probabilidade.

O tipo sanguíneo A, destaque preocupante em outros estudos, apareceu neste como estatisticamente indiferente na maior ou menor probabilidade de infecção. O estudo considerou dados de aproximadamente 1,2 mil pessoas com testes positivos para Covid-19.

Diferente do observado nas infecções, o artigo na Annals of Hematology afirmou que, em relação ao risco de intubação ou morte, o grupo sanguíneo ABO pareceu não interferir.

Em outubro de 2020, um novo estudo, com dados nacionais da Dinamarca, mostrou que o tipo O teve um efeito de proteção contra a infecção por Covid-19, mas o tipo sanguíneo não apresentou influência no risco de hospitalização ou morte.

A pesquisa comparou a distribuição percentual por tipo sanguíneo de um grupo de 7.

422 pessoas com Covid-19 confirmada com dados populacionais de referência, de pessoas não testadas, reunindo cerca de 2,2 milhões de pessoas.

Enquanto, entre os infectados, 38% eram do grupo O, na população em geral o percentual era de 42%, indicando que esse tipo sanguíneo seria menos vulnerável à infecção pelo Sars-CoV-2.

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Teste de identificação de tipos sanguíneos — eles já foram associados a maior ou menor risco para doenças como malária e hepatite B — Foto: Getty Images/Goja1 via BBC

Teste de identificação de tipos sanguíneos — eles já foram associados a maior ou menor risco para doenças como malária e hepatite B — Foto: Getty Images/Goja1 via BBC

O 'estudo ideal' para o tema

Em uma troca de e-mails com a BBC News Brasil, Sean R. Stowell, médico e pesquisador no hospital Brigham and Women's, em Boston, opinou sobre diferentes resultados entre os estudos, inclusive em comparação com o seu — ele é um dos autores da publicação, em março de 2021, na Blood Advances.

Segundo Stowell, metodologias distintas e outros fatores influenciando a infecção e agravamento da covid-19, para além do tipo sanguíneo, explicam diferentes resultados. É possível imaginar o tipo de estudo ideal para responder à questão, mas ele seria impossível de ser realizado.

“Um estudo prospectivo com uma população de pacientes com tipos sanguíneos conhecidos e uma igual exposição ao vírus seria necessário. Mas um trabalho deste tipo provavelmente nunca vai acontecer, então, sob uma rigorosa perspectiva clínica e correlacional, acho que vai ser impossível saber com certeza (se o tipo sanguíneo influencia ou não)”, escreveu o médico e PhD.

“Qual seria o tipo de pesquisa 'ideal' para responder a essa questão? Seria justamente uma análise da exposição ao vírus entre pessoas com diferentes tipos sanguíneos. Entretanto, um estudo assim seria completamente antiético e, portanto, nunca será feito. Como consequência, nos restam estudos de correlação e experimentos em laboratório com o vírus.”

Ele continua: “Por isso nos voltamos ao vírus e aos antígenos (proteínas) dos grupos sanguíneos em si, e descobrimos que uma estrutura-chave na superfície do vírus que ele usa para entrar nas nossas células e infectá-las também se liga diretamente ao tipo sanguíneo A. Esses resultados são os primeiros a demonstrar uma associação direta entre o tipo A e o Sars-CoV-2, mas novos estudos certamente são necessários”, concluiu, apontando ainda para a importância de pesquisas considerando novas variantes do coronavírus.

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Estudos no Brasil e no mundo estão tentando responder se tipo sanguíneo pode influenciar na infecção, gravidade de mortalidade por covid-19 — Foto: Getty Images via BBC

Estudos no Brasil e no mundo estão tentando responder se tipo sanguíneo pode influenciar na infecção, gravidade de mortalidade por covid-19 — Foto: Getty Images via BBC

Pesquisadores e médicos brasileiros também estão buscando, por aqui, correlações entre tipo sanguíneo e Covid-19.

O médico Gil de Santis, hemoterapeuta do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP, brinca que “caiu no colo” dele o dado de maior prevalência de pessoas com tipo sanguíneo A entre os pacientes mais graves.

Ele e sua equipe estavam realizando um ensaio clínico randomizado controlado (experimento envolvendo humanos que é considerado “padrão ouro” em testes com remédios e vacinas) com o tratamento de plasma convalescente (a parte líquida do sangue, contendo anticorpos que podem ser infundidos em outras pessoas adoecidas com Covid-19), quando perceberam outra coisa.

“Alguns meses depois do início do ensaio clínico, percebi que tinha uma coisa muito esquisita ali. A gente tinha que tipar (registrar o tipo sanguíneo) os pacientes para transfundir o plasma, e percebi que tinha muito mais A do que O — uma inversão do que se observa na população, tanto a brasileira quanto a nossa”, conta.

A reportagem não encontrou dados atualizados e consolidados da divisão sanguínea no Brasil, já que é mais comum que hemocentros em diferentes cidades e estados façam esse levantamento a nível local. Entretanto, segundo os entrevistados, a maior parcela da população brasileira é do tipo O, seguido do A (ambos entre 40-50% da população), B e AB (ambos com menos de 10%).

A tipagem sanguínea está associada a grupos étnicos, entre outros fatores, portanto diferentes partes do mundo podem ter quadros de distribuição bastante diferentes.

A equipe de Ribeirão Preto então comparou o percentual por tipo sanguíneo em um grupo de 72 pacientes com Covid-19 grave contra 160 pessoas em um grupo controle, da população local. O tipo A se mostrou mais presente no grupo de pacientes do que o normal (51% versus 30% na população), enquanto o O se mostrou menos presente entre os doentes graves (31,9% versus 48% no grupo controle).

Ser do tipo A significou um risco 2,5 vezes maior de gravidade, na comparação com O. Os resultados completos devem ser publicados em breve em uma revista científica estrangeira.

“Mas é importante lembrar que outras situações, as comorbidades, são muito mais importantes do que o tipo sanguíneo. Se este aumenta em 2,5 vezes, a doença coronariana pode aumentar em 20 vezes o risco, a diabetes entre 5 e 7 vezes… Então as comorbidades são muito mais importantes do que o tipo ABO, mas este também contribui um pouco”, aponta Santis.

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Já em Passo Fundo (RS), a equipe do serviço de hemoterapia do Hospital São Vicente de Paulo passou a observar uma maior demanda por transfusões de sangue do tipo A em pacientes graves com Covid-19 — e então resolveram investigar mais, publicando em novembro resultados preliminares na revista científica Hematology, Transfusion and Cell Therapy.

“Tivemos um aumento na demanda transfusional para esses pacientes, em especial do grupo A, então houve momentos, na gestão do nosso estoque, em que tivemos que chamar mais doadores do grupo A”, conta a hematologista Cristiane Rodrigues de Araújo, responsável pelo setor de hemoterapia do hospital e professora da Faculdade de Medicina da Universidade de Passo Fundo (UPF).

“Analisamos uma pequena amostra, de 53 pacientes em um universo de 1.200 contaminados, que precisaram de transfusão sanguínea.

Comparada com nossa demanda normal, que é 35% do grupo A, esses pacientes (graves com Covid-19) eram 47% de sangue tipo A.

Então lógico que precisamos de novos estudos, com amostras maiores, mas realmente encontramos uma prevalência um pouco maior (do sangue A) do que o habitual no nosso universo de pacientes.”

Uma equipe do Hemocentro de Goiás (HEMOGO) também publicou no ano passado resultados preliminares a partir de dados de 98 pessoas que tinham tido Covid-19 e se voluntariaram para a doação de plasma convalescente. Este tratamento está em estudo no hemocentro e também já está sendo fornecido para alguns hospitais da região, mediante solicitação.

Vimos que dos 98 pacientes, a maioria era do tipo sanguíneo O, e em segundo lugar, do tipo sanguíneo A — que é a distribuição na nossa população”, explica a hematologista Maria Amorelli, do HEMOGO, apontando que nestes dados sobre adoecimento, o tipo sanguíneo não pareceu influenciar.

Na avaliação de quadros graves, a equipe descobriu que a maior prevalência era de pacientes com sangue tipo AB, enquanto nenhum paciente do tipo sanguíneo A precisou de internação — indo de encontro aos resultados de outros estudos.

“Essa ideia de que todos os pacientes que não têm o anticorpo anti-A (entenda logo abaixo) estariam em maior risco, a gente não conseguiu confirmar.”

“Acredito que isso pode ter acontecido por uma série de fatores, uma delas a quantidade ainda pequena de pacientes que avaliamos.

A outra é que a população de doadores é mais selecionada — em geral, pacientes do grupo O têm mais tendência a doar, porque têm aquela ideia de que este é o melhor sangue para a doação.

Então precisamos de mais estudos, mas a literatura ainda não conseguiu confirmar essa associação (entre tipo sanguíneo e risco para covid).”

“Até então, as descobertas não foram relevantes a ponto de modificar nosso comportamento clínico em relação às doenças. Não é, por exemplo, algo que a gente pesquise de cara para saber se um paciente vai ter mais ou menos risco.”

“Então quem é do tipo sanguíneo A não precisa se desesperar, porque vários pacientes desse tipo tiveram a doença leve; e vários pacientes do tipo sanguíneo O também tiveram quadros graves”, aconselha a hematologista.

Anticorpos, antígenos e coagulação

A médica explica que antígenos são proteínas presentes nas células sanguíneas e que variam de tipo a tipo — um paciente do tipo sanguíneo A, por exemplo, tem o antígeno A. Foi, inclusive, pelo antígeno A que o coronavírus mostrou ter preferência no estudo publicado em março na revista Blood Advances.

Mas ter um tipo sanguíneo significa também ter anticorpos naturais contra os outros tipos — um paciente com sangue tipo A tem anticorpo anti-B; sangue tipo B, anticorpo A; e O tem anti-A e anti-B (não existe antígeno O ou anticorpo anti-O).

“São anticorpos naturais, até hoje a gente não sabe exatamente por que existem. A gente já sabe que são causadores de reações graves nos erros transfusionais: por exemplo, se um paciente O recebe sangue do tipo A, aquele anti-A vai hemolisar o sangue e gerar uma reação grave”, exemplifica a hematologista.

Além da função esperada de proteger contra um sangue que não é compatível, alguns cientistas passaram então a levantar a hipótese de que esses anticorpos naturais pudessem ter ainda outras funções.

“Sugere-se que talvez esse anti-A tenha um efeito protetor para algumas doenças virais, com o anticorpo dificultando a entrada do vírus na célula”, diz Amorelli.

Gil de Santis explica que as pesquisas sobre Covid-19 têm focado na possível vulnerabilidade do antígeno A e no que seria um efeito protetivo do anticorpo anti-A, deixando muitas vezes de fora o antígeno B e o anti-B, porque o tipo A é muito mais numeroso do que o tipo B em populações como a brasileira.

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Distúrbios na circulação do sangue pelo corpo explicam em parte adoecimento por covid-19 — Foto: Getty Images/Michal-Rojek via BBC

Distúrbios na circulação do sangue pelo corpo explicam em parte adoecimento por covid-19 — Foto: Getty Images/Michal-Rojek via BBC

Mas além dos antígenos e anticorpos, o médico explica que há ainda um terceiro fator que pode explicar a influência dos tipos sanguíneos na Covid-19.

“A coagulação é mais intensa no sangue A do que no O, e a coagulação favorece a trombose”, diz, apontando que pessoas com tipo sanguíneo A tendem a ter mais componentes “pró-coagulantes”, o fator de Von Willebrand e o fator VIII, e pessoas com tipo O, menos.

“E uma das complicações da Covid-19 é a exatamente a trombose, nos casos mais graves. O tromboembolismo pulmonar é uma complicação muito frequente em pacientes na UTI, em um terço, um quarto dos pacientes com covid grave. É uma barbaridade, uma complicação que a gente não via em outros tipos de infecções virais.”

E para quem desconfiou, após tantos dados favoráveis ao tipo sanguíneo O, Gil de Santis afirma que há indícios de que se trata de um beneficiado na seleção natural.

“O tipo O parece ser um mutante que deu certo, digamos assim.”

VÍDEOS: Vacinação contra Covid no Brasil

Porque você deve saber seu tipo sanguíneo?

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Como Saber Qual Tipo De Sangue?

Qual é o seu tipo sanguíneo? Infelizmente muitas pessoas não sabem dar uma resposta para essa pergunta. Muitos nunca fizeram um exame simples, que pode trazer essa informação essencial para momentos de emergência.

Quando o sistema imunológico reconhece que algo estranho invadiu o corpo, ele começa a produzir anticorpos. Essa substância protetora vai defender o organismo, combatendo bactérias e vírus.

Isso significa que em situações que exigem transfusão sanguínea, saber o tipo sanguíneo é fundamental. Os anticorpos atacam tudo o que não deveria estar no sangue, por isso é preciso certificar que o antígeno não seja atacado.

Para entender melhor esse cenário vamos conhecer quais são os tipos de sangue que existem.

Sangue tipo A

Esse tipo é um dos mais comuns entre as pessoas. Ele é considerado como “anti-B” porque contem anticorpos contra o sangue do tipo B. Isso significa que pessoas com esse tipo sanguíneo só podem ser doadores para quem possui sangue “A” ou “AB”.

Sangue tipo B

O sangue B é considerado um grupo mais raro. Como possui anticorpos contra o tipo A ele é considerado anti-A. Quem possui o sangue B só pode receber sangue dos tipos “B” e “O”.

Sangue tipo AB

AB é considerado como o sangue mais raro de todos os tipos. Ele não possui anticorpos contra o sangue A e nem contra o sangue B. Isso significa que quem possui o tipo sanguíneo AB pode receber sangue de qualquer tipo.

Sangue tipo O

Esse grupo é o mais comum entre as pessoas, ele possui anticorpos anti-A e anti-B. Por conta disso, só podem receber sangue do tipo “O”. Porém é doador para todos os outros tipos.

O sistema ABO, também classifica o sangue pelo fator RH. Ele indica a presença de um antígeno nas hemácias, existe o Rh positivo e o negativo e a classificação é a seguinte:

Sangue fator Rh+

  • Podem receber sangue de pessoas com fator Rh+ e Rh-
  • Só doam sangue para pessoas com fator Rh+

Sangue fator Rh-

  • Podem doar sangue para pessoas com fator Rh+ e Rh-
  • Só recebem sangue de pessoas com fator Rh-

Além de facilitar o atendimento em situações de risco, essas informações são essenciais para doações de sangue, transfusões ou até mesmo gestações quando o sangue do bebê é incompatível com o da mãe.

Por isso, comente com seus familiares e amigos sobre seu tipo sanguíneo, isso pode ajudar caso precisem responder alguma emergência sobre sua saúde.

Saber qual é seu tipo sanguíneo evita incompatibilidades e reações imunológicas negativas e isso pode salvar vidas.

Para descobrir seu tipo sanguíneo é feita a tipagem sanguínea, um exame laboratorial de coleta e análise de uma amostra. Um exame de sangue simples, mas vale sempre lembrar que deve ser feito em um laboratório de confiança.

Como saber meu tipo sanguíneo?

É possível saber o tipo sanguíneo através de exame de sangue (tipagem sanguínea), doação de sangue ou ainda consultando exames anteriores que tenham essa informação, como o teste de tipagem sanguínea do recém-nascido, realizado juntamente com o teste do pezinho.

1. Exame de tipagem sanguínea

O exame de sangue para determinar o tipo sanguíneo é chamado de tipagem sanguínea. Para realizar o teste, basta dirigir-se a um hospital ou laboratório de análises clínicas que faça esse tipo de exame. O valor varia entre R$ 10,00 e R$ 25,00.

Também é possível realizar o exame de tipagem sanguínea gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O teste normalmente é solicitado para as gestantes durante o pré-natal. Contudo, qualquer pessoa pode fazer o exame, inclusive crianças, mas antes é necessário passar por uma consulta médica em uma Unidade Básica de Saúde.

Não é necessária nenhuma preparação para fazer o exame de tipagem sanguínea. A coleta de sangue pode ser feita por ordem de chegada ou agendada por telefone ou pessoalmente, dependendo do local.

2. Doação de sangue

Uma outra maneira de descobrir o tipo sanguíneo é doar sangue. A doação é gratuita e pode ser feita em unidades de coleta de sangue, como hemocentros e centros de hematologia. Para doar sangue, é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar mais de 50 kg.

Além disso, é preciso apresentar um documento original com foto expedido por órgão oficial, como RG, carteira de habilitação, carteira de trabalho, entre outros. Pessoas com menos de 18 anos precisam de autorização por escrito dos responsáveis para poder doar sangue.

Em geral, o doador recebe um cartão ou uma carteirinha em que consta o seu tipo de sangue. Caso não tenha esse documento, ligue para o local e confirme se eles têm o seu cadastro com a informação sobre o tipo sanguíneo.

Indivíduos com febre, gripe, resfriado ou que tiveram diarreia recentemente, bem como gestantes e mulheres no pós-parto não podem doar sangue temporariamente. Em algumas situações específicas, o impedimento da doação é definitivo. São elas:

  • Ter tido hepatite depois dos 11 anos de idade;
  • Ter hepatite B, hepatite C, HIV/AIDS, doença de Chagas e doenças causadas pelo vírus HTLV I e II;
  • Usar drogas injetáveis;
  • Ter tido malária.
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Existem ainda outras condições que impedem temporariamente a doação de sangue. Por isso, antes de se dirigir ao local, é recomendável ligar e confirmar se cumpre os requisitos para ser doador.

3. Resultado da tipagem sanguínea do recém-nascido

O teste de tipagem sanguínea é um dos exames realizados no recém-nascido logo após o nascimento e serve especificamente para determinar o tipo sanguíneo do bebê. A amostra de sangue usada para o teste é a mesma usada para o teste do pezinho.

O resultado do exame de tipagem sanguínea feito no recém-nascido fica registrado na maternidade, no prontuário do recém-nascido. Além disso, é entregue uma caderneta da criança com o resultado do exame. Assim, se a pessoa perder o exame, tem como verificar na maternidade o resultado.

Quais são os tipos sanguíneos?

Os tipos sanguíneos são determinados pelo tipo de antígeno que os glóbulos vermelhos do sangue têm na sua superfície. Os antígenos são substâncias que ajudam o corpo a diferenciar entre suas próprias células e as que são estranhas ou potencialmente perigosas, desencadeando uma resposta imune no organismo.

Existem 4 grandes grupos de tipo sanguíneo: A, B, AB e O. Cada grupo caracteriza-se pela presença de antígenos específicos:

  • Sangue tipo A possui o antígeno A;
  • Sangue tipo B tem o antígeno B;
  • Sangue tipo AB possui os antígenos A e B;
  • Sangue tipo O não possui o antígeno A nem B.

Contudo, para definir o tipo sanguíneo, é necessário também identificar a presença ou ausência do fator Rh:

  • Rh positivo: pessoas apresentam antígenos Rh na superfície dos glóbulos vermelhos possuem sangue Rh positivo (+);
  • Rh negativo: pessoas que não têm antígenos Rh na superfície dos glóbulos vermelhos possuem sangue Rh negativo (-).

Ao incluir o fator Rh, os 8 tipos sanguíneos mais prevalentes podem ser identificados: A+, A-, B+, B-, AB+, AB-, O+ e O-.

Como saber se posso doar ou receber sangue pelo meu tipo sanguíneo?

Tipo sanguíneo O: indivíduos tipo O podem doar sangue a qualquer pessoa, porque seu sangue não possui antígenos.

Por isso, o tipo sanguíneo O é chamado de “doador universal”, pois pode doar sangue para os tipos A, B, AB e O.

No entanto, eles só podem receber sangue tipo O, já que um sangue com qualquer antígeno (A ou B) é reconhecido como estranho pelo organismo.

Embora o tipo O- tenha sido considerado o doador universal, pesquisas mais recentes sugerem que anticorpos adicionais às vezes estão presentes no sangue e podem causar reações graves durante uma transfusão.

Tipo sanguíneo A: pessoas com sangue tipo A podem doar para indivíduos do tipo A e do tipo AB. Podem receber apenas sangue tipo A e tipo O.

Tipo sanguíneo B: pessoas do tipo sanguíneo B podem doar sangue para quem tem sangue tipo B e tipo AB. Podem receber sangue apenas dos tipos B e do tipo O.

Tipo sanguíneo AB: indivíduos do tipo AB podem doar sangue apenas para outros indivíduos do grupo AB. Podem receber qualquer tipo de sangue (A, B, AB e O). Por isso, o tipo sanguíneo AB é chamado de “receptor universal”.

  • Uma vez que os tipos sanguíneos são ainda organizados pelo fator Rh, é fundamental também saber se você é Rh positivo ou Rh negativo.
  • Rh positivo: pessoas com sangue Rh positivo podem receber sangue Rh positivo e Rh negativo.
  • Rh-negativo: pessoas com sangue Rh negativo podem receber apenas sangue Rh negativo.

Por exemplo: quem tem tipo sanguíneo B+ só pode doar sangue para pessoas com sangue dos tipos B+ e AB+. Por outro lado, alguém com sangue B- pode doar para quem tem sangue tipo B-, B+, AB- e AB+.

No Brasil, cerca de 90% da população tem tipo sanguíneo A e O. Os grupos sanguíneos B e AB são mais raros. Na Índia e no Japão, por outro lado, o tipo sanguíneo mais comum é o B.

Por que é importante saber meu tipo sanguíneo?

A tipagem sanguínea é especialmente importante para mulheres grávidas. Se a mãe for Rh- e o pai for Rh+, a criança provavelmente será Rh+. Nesses casos, a mãe precisa receber um medicamento específico. Este medicamento impede o corpo da mulher de formar anticorpos que podem atacar as células sanguíneas do bebê

Nem todos os tipos de sangue são compatíveis, por isso é importante saber o seu tipo de sangue. Receber sangue incompatível com o seu tipo sanguíneo pode desencadear uma resposta imune perigosa, que pode levar à morte. Isso porque o sistema imunológico irá atacar e destruir os glóbulos vermelhos que formam esse sangue.

Para mais informações sobre como saber o seu tipo sanguíneo, consulte um médico clínico geral ou médico de família.

Conheça mais sobre esse assunto nos artigos:

Referências bibliográficas

Você sabe qual é o seu tipo sanguíneo?

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Antes de iniciar uma transfusão ou durante o pré-natal de uma gestante, é comum que sejam realizados exames de sangue para determinar o tipo sanguíneo. Existem duas classificações: o sistema ABO e o fator RH. Ambas são importantes para que não haja reações perigosas no organismo.

O tipo sanguíneo é herança genética, pois durante a fecundação há a transferência de antígenos, aglutininas e aglutinogênios que determinam a tipagem e o fator RH do bebê. Mas calma! Apesar dos termos difíceis, entender a dinâmica entre os diferentes grupos é mais simples do que parece! Quer saber mais sobre o assunto? Então continue a leitura!

Sistema ABO

Existem quatro tipos de sangue de acordo com o sistema ABO. A classificação depende da categoria de aglutininas e de aglutinogênios no plasma sanguíneo, observadas em análise laboratorial. São eles:

  • Grupo A: contém aglutinogênio A e aglutinina anti-B, por isso, não pode receber transfusões do tipo B, somente A e O;
  • Grupo B: contém aglutinogênio B e aglutinina anti-A, por isso, não pode receber transfusões do tipo A, somente B e O;
  • Grupo AB: contém aglutinogênios A e B, mas não tem aglutinina anti-A nem anti-B, por isso, pode receber transfusões de todos os tipos (é o receptor universal);
  • Grupo O: não contém aglutinogênios, mas tem aglutininas anti-A e anti-B, por isso, só pode receber transfusões do tipo O. Em compensação, pode doar para todos (é o doador universal).

Uma combinação incorreta pode levar ao entupimento dos vasos sanguíneos. Por exemplo, se uma pessoa com sangue do tipo A (com aglutinogênio A) receber uma transfusão do tipo B (com aglutininas anti-A), haverá aglutinação das hemácias, que começam a se dissolver — processo chamado de hemólise, potencialmente fatal.

Fator Rh

Os tipos sanguíneos também podem ser positivos (+) ou negativos (-). Essa classificação se refere ao fator Rh, um antígeno presente nas hemácias. A avaliação desse fator é relevante para a transfusão e também para o período de gestação, pois o sangue Rh- só pode se relacionar com outro negativo.

Se uma pessoa tem tipo sanguíneo com Rh+, pode receber doações tanto de positivos como de negativos, sem complicações. No entanto, alguém com fator Rh- pode sofrer graves reações de defesa se receber transfusões de grupos positivos, com consequências fatais se não forem controladas a tempo.

Na gravidez, essa é uma das preocupações dos exames de pré-natal. Se for determinado que a mãe tem tipo sanguíneo Rh+, não é necessário intervir. Se for Rh-, verifica-se também se o pai do bebê é negativo ou se é Rh+. Nesse último caso, há grandes chances de o bebê ter herdado o fator positivo do pai.

Se o sangue do feto entrar em contato com as hemácias da mãe, o organismo inicia uma reação imunológica para expulsá-lo, tratando-o como um invasor. A questão é facilmente resolvida com a aplicação de uma vacina na gestante com imunoglobina anti-D, uma substância capaz de evitar os ataques de defesa.

Compatibilidade sanguínea

Depois de entender como cada tipo sanguíneo se relaciona com os outros, tanto em relação ao sistema ABO quanto ao fator RH, veja uma tabela com o resumo da compatibilidade entre os grupos:

TIPO SANGUÍNEO:
RECEBE DOAÇÃO DE:
PODE DOAR PARA:
A+ A+, A-, O+ e O- A+ e AB+
A- A- e O- A+, A-, AB+ e AB-
B+ B+, B-, O+ e O- B+ e AB+
B- B- e O- B+, B-, AB+ e AB-
AB+ Todos (A+, A-, B+, B-, AB+, AB-, O+ e O-) AB+
AB- A-, B-, AB- e O- AB+ e AB-
O+ O+ e O- A+, B+, AB+ e O+
O- O- Todos (A+, A-, B+, B-, AB+, AB-, O+ e O-)

Não é tão complicado, não é? Saber qual é o seu tipo sanguíneo e entender a dinâmica dele com os demais é importante, não só para efeito de doação, mas também para descobrir pistas sobre sua capacidade imunológica e riscos de desenvolver certas doenças.

Viu só como é sempre bom ficar por dentro dos assuntos relacionados ao seu organismo? Agora que você já sabe a importância de conhecer o seu tipo sanguíneo, assine a nossa newsletter e receba nossas atualizações sobre saúde diretamente no seu e-mail!

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Qual a importância de saber o seu tipo sanguíneo?

Muitas pessoas se preocupam com as doenças que podem estar presentes no sangue, mas o tipo sanguíneo também pode fornecer informações importantes sobre seu organismo.

Uma delas está relacionada à sua ascendência 1 afinal, tanto a tipagem sanguínea quanto o fator RH são herdados dos pais. Mas esse não é o motivo mais importante para se conhecer mais sobre seu próprio sangue.

Neste texto, vamos explicar cada um dos tipos de sangue e falar sobre a importância não apenas de saber, mas de ter essa informação anotada sempre junto de si. Confira!

O sangue humano pode ser classificado entre 4 tipos diferentes, além de 2 fatores Rh. Vamos entender melhor como funciona a definição de cada tipo a seguir.

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Tipagem sanguínea

Os tipos sanguíneos são determinados pela presença de antígenos e anticorpos nas hemácias. Os antígenos podem ser do tipo A ou B enquanto os anticorpos, que estão presentes no plasma, são responsáveis por “atacar” os antígenos. Sendo assim, o sangue pode ter apenas um dos tipos, ambos ou mesmo nenhum deles.

De forma resumida, a determinação da tipagem sanguínea se dá da seguinte forma:

  • tipo A: presença do antígeno A e do anticorpo B;
  • tipo B: presença do antígeno B e do anticorpo A;
  • tipo AB: presença dos antígenos A e B e ausência de anticorpos;
  • tipo O: ausência de antígenos e presença de anticorpos A e B.

Fator Rh

O fator Rh do sangue está relacionado à presença ou ausência de outro tipo de antígenos nas hemácias. Dessa forma, o fator Rh é positivo quando o antígeno está presente — do contrário, ele é negativo.

Compatibilidade

Para os casos de transfusão de sangue, o cenário mais seguro é realizá-la utilizando o mesmo tipos sanguíneo e fator Rh entre doador e receptor.

No entanto, em casos de emergências, é possível fazer o procedimento com tipos sanguíneos compatíveis.

Em tais situações, é preciso ter bastante cuidado, pois cada tipo de sangue possui anticorpos que podem causar um choque anafilático em caso de contato com o tipo errado. Sobre o fator Rh a regra é:

  • fator negativo pode doar para ambos
  • fator positivo apenas para positivo.

Com relação a tipagem sanguínea, as compatibilidades são:

  • tipo O: doador universal;
  • tipo A: doa para os tipos A e AB;
  • tipo B: doa para os tipos B e AB;
  • tipo AB: doa apenas para o tipo AB.

Como descobrir o tipo sanguíneo?

A tipagem sanguínea é feita por meio de exame laboratorial. Para isso, é coletada uma amostra para análise da presença dos antígenos em um exame de sangue simples, realizado por qualquer laboratório de confiança.

Por que essa informação é importante?

Como mencionamos no início deste texto, a tipagem sanguínea pode fornecer informações importantes sobre uma pessoa, como os possíveis tipos sanguíneos dos seus pais e dos seus filhos.

No entanto, existem motivos muito importantes que valem a pena ser mencionados. Ainda nessa questão parental, por exemplo, uma mulher que possui o fator Rh do sangue negativo e engravida de uma criança cujo fator Rh do sangue seja positivo desenvolve anticorpos ao longo da gestação.

Sendo assim, na próxima gravidez de um bebê com fator Rh positivo, esses anticorpos atacam o novo embrião, causando um aborto. Para resolver esse problema, basta que a mãe tome uma medicação específica. No entanto, isso mostra a importância de ter o conhecimento sobre a tipagem sanguínea.

Outra situação em que a informação sobre o tipo de sangue pode ser vital é em casos de acidente mais graves, com perda significativa de sangue.

Nessas situações emergenciais, nem sempre há tempo de enviar uma amostra de sangue para o laboratório para descobrir o seu tipo e fator Rh.

Por esse motivo, ter essas informações disponíveis na carteira, por exemplo, pode agilizar o atendimento e salvar a vida da pessoa.

Como vimos, conhecer o seu tipo sanguíneo é muito importante e pode salvar vidas (de amigos, parentes e até dos seus próximos filhos). Então, se você ainda não sabe qual é o seu, não perca tempo e faça já o seu exame!

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Como saber meu tipo sanguíneo? Confira três maneiras aqui

Saber o próprio tipo sanguíneo é muito importante, principalmente em casos de emergências médicas, e existem diversas maneiras de descobrir essa informação. Então, se você já se perguntou: “como saber meu tipo sanguíneo?”, este texto vai tirar todas as suas dúvidas.

3 maneiras de descobrir o tipo sanguíneo

Se você não sabe o seu tipo sanguíneo, é fundamental buscar essa informação, e existem diversas formas de fazer isso. Confira algumas delas:

Veja exames de sangue antigos

Você já fez um exame de sangue? Se a resposta for positiva, procure pelo exame antigo e verifique qual o seu tipo sanguíneo. É muito comum que médicos peçam esse tipo de exame para fazer um check-up da saúde, então você provavelmente já fez em algum momento da vida.

Faça uma doação de sangue

Se você já se perguntou “como saber meu tipo sanguíneo de maneira barata?”, então esse tópico é para você! Os doadores de sangue precisam realizar exames sanguíneos. Ou seja, ao doar sangue, você consegue descobrir qual o seu tipo de sangue de graça.

Realize o exame de tipagem sanguínea

Outra maneira de como descobrir meu tipo sanguíneo é por meio do exame de tipagem sanguínea. Quem possui convênio médico pode agendá-lo sem grandes dificuldades. Já as pessoas que dependem do sistema de saúde pública precisam consultar um médico que irá indicar o exame. Assim, será possível agendar o procedimento.

Tipos sanguíneos e compatibilidade

Quando falamos sobre tipos sanguíneos, é importante saber que eles são determinados pela presença de antígenos e anticorpos que estão nas hemácias. Nesse sentido, existem os seguintes tipos de sangue: A, B, AB ou O.

Se você já se sentiu confuso em relação à compatibilidade dos sangues, veja como funciona a doação em relação à tipagem:

  • tipo O: conhecido como doador universal;
  • tipo A: pode doar para os tipos A e AB;
  • tipo B: pode doar para os tipos B e AB,
  • tipo AB: pode doar apenas para o tipo AB.

Fator Rh

Além de saber o tipo sanguíneo, é fundamental saber o fator Rh. Ou seja, uma pessoa pode ter sangue O positivo ou negativo, por exemplo. Isso é importante porque o fator positivo pode doar apenas para positivo, enquanto o negativo faz a doação para ambos.

Se ficou confuso, a gente explica: uma pessoa com tipo sanguíneo A positivo pode doar apenas para pessoas com sangue A positivo ou AB positivo. Já quem tem o sangue A negativo pode doar para A positivo e negativo e AB positivo e negativo.

Por que preciso saber meu tipo sanguíneo?

Além de perguntar como saber meu tipo sanguíneo, muitas pessoas questionam a necessidade dessa informação. Em um acidente, por exemplo, a pessoa ferida é levada ao hospital e pode precisar uma transfusão de sangue.

Em um caso de hemorragia que precisa ser contida rapidamente, não é possível enviar o sangue para que o laboratório faça os testes necessários, por exemplo. Por isso, quando a pessoa sabe o tipo sanguíneo, ela facilita o trabalho dos médicos, agilizando os procedimentos necessários. 

Então, é indicado que todas as pessoas saibam o próprio tipo de sangue e mantenham essa informação anotada. Deixar um papel na carteira, por exemplo, é uma boa escolha. Assim, se a pessoa estiver inconsciente, o paramédico consegue encontrar esses dados rapidamente.

Faça exames com preços acessíveis

Agora que você já sabe todas essas informações, não precisa perguntar mais como saber meu tipo sanguíneo, basta marcar um exame. Com o POP Saúde, é possível realizar exames a partir de 5 reais!

Além disso, você tem acesso a uma rede de profissionais qualificados e consultas com um preço que cabe no seu bolso. Vale lembrar que nossos planos são trimestrais ou anuais. Assim, você escolhe aquele que melhor atende às suas necessidades. Confira todos os benefícios!

O teste que mostra o seu tipo de sangue em 30 segundos

Um novo teste permite identificar qualquer tipo de sangue em apenas 30 segundos. As análises são feitas em papel e têm uma eficácia de 99,9%. Esta técnica surgiu da necessidade de tratar vítimas da guerra Síria, que morrem frequentemente no hospital ao receber transfusões de sangue não compatível, conta o El País.

Foi em 2013 que os Médicos sem Fronteiras denunciaram estas falhas. Muitos sírios que conseguiam sobreviver aos bombardeamentos da guerra chegavam ao hospital e morriam ao levar transfusões de sangue que não eram compatíveis com o seu. Tudo porque os hospitais não tinham os meios necessários para realizar as análises do tipo de sangue dos pacientes.

A solução foi encontrada por um grupo de cientistas chineses. A análise é feita com um papel e pode facilmente ser usada em zonas de conflito, áreas remotas e com poucos recursos e em situações de emergência. Não existe a necessidade de nenhum equipamento especializado.

O biólogo Hong Zhang, juntamente com a sua equipa, desenvolveu a técnica. Primeiro é colocada uma pequena amostra de sangue numa tira de papel que nas extremidades tem escrito a letra ‘A’ e a letra ‘B’.

Nessas mesmas extremidades existem anticorpos que reconhecem diferentes tipos sanguíneos. De seguida, aplica-se bromocresol. Os resultados apareceram através de alterações de cor.

A cor verde simboliza um tipo e a castanha outro.

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O teste foi aplicado em 3.500 amostras, com uma eficácia em 99,9% dos resultados. Os resultados foram publicados na revista científica Science Translational Medicine. As únicas falhas que foram encontradas foi em tipos sanguíneos muito raros. Mas mesmo alguns tipos de sangue menos frequentes conseguiram ser identificados em menos de dois minutos.

Os investigadores conseguiram também incorporar uma membrana que separa o plasma do resto do sangue, e que lhes permite detetar, por exemplo, se existem anticorpos no plasma.

Mas esta não é a primeira vez que se utiliza apenas um pedaço de papel para realizar análises biológicas. Em 2014, uma equipa da Universidade de Harvard criou um sistema capaz de diagnosticar ébola através de uma impressão de ADN em papel, que depois de seco num clima de frio extremo revelava oos resultados. Este mesmo teste reage em cerca de 30 minutos, mudando de cor e detetando o vírus.

Em 2015, Scott Phillips, chefe do Departamento de Química da Universidade da Pensilvânia, apresentou uma forma, também com papel, que apresentava resultados sobre problemas nos ossos ou no fígado.

No ano seguinte, em 2016, outros investigadores da Universidade de Ohio, Estados Unidos, desenvolveram um sistema para diagnosticar a malária, cancro e outras doenças através de uma tira de papel, que custa cerca de 50 cêntimos e que consegue identificar vários tipos de anticorpos presentes apenas numa gota de sangue.

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