Como Saber Qual O Tipo De Sangue?

Como Saber Qual O Tipo De Sangue?

Tipagem sanguínea: o que é e por que é importante?

A Tipagem Sanguínea é o processo de coleta e análise do sangue do paciente para identificar a qual grupo sanguíneo ele pertence. Além de facilitar na hora do atendimento, também é importantíssimo saber o tipo sanguíneo para doações de sangue, transfusões, gestação e outros atendimentos médicos. O procedimento de descoberta é rápido e indolor.

Com a amostra de sangue do paciente, o laboratório faz testes de compatibilidade em lâminas de sangue com reagentes. Assim, podemos descobrir se o paciente é tipo A, AB, B ou O. Anticorpos anti-A e anti-B são utilizados e determinam a presença ou ausência de antígenos A e B em nosso sangue.

Em casos de transfusão de sangue, saiba de quem você pode receber e para quem você pode doar:

Tipo Sanguíneo Recebe de Doa para
A+ A+ A- O+ O- A+ AB+
A- A- O- A+ A- AB+ AB-
B+ B+ B- O+ O- B+ AB+
B- B- O- B+ B- AB+ AB-
O+ O+ O- O+ A+ B+ AB+
O- O- Todos
AB+ Todos AB+
AB- A- B- O- AB- AB+ AB-

Doença de Rhesus ou Eritroblastose Fetal

Esta é uma doença hemolítica por incompatibilidade Rh e acontece quando uma mãe Rh- (e que já tenha entrado em contato com sangue Rh+ por gestação ou transfusão sanguínea inadequada) dá a luz a um filho com sangue Rh+.

Após o parto do primeiro filho ou transfusão acidental, o sangue da mãe produz anticorpos conta o sangue Rh+.

Por isso, no parto da segunda gestação, os anticorpos podem causar hemólise (alteração, dissolução ou destruição dos glóbulos vermelhos do sangue) do bebê.

Isto resultará em uma anemia profunda, e pode gerar incapacidade prolongada, danos cerebrais e insuficiência hepática, além de poder levar à morte a mãe ou o filho.

A sua tipagem sanguínea e de fator Rh são automaticamente feitas em exames de sangue. Observe os resultados e saiba informar seu grupo sanguíneo em procedimentos médicos.

Doação de Sangue no Brasil

No Brasil apenas 1,8% da população é doadora de sangue, embora da meta da Organização Mundial de Saúde seja alcançar 3%.

Isso ocorre por muitos fatores e, mesmo entre os poucos cidadãos dispostos a doar sangue, há altas taxas de impedimento. Quem doa pode ser motivado por amigos ou família, mas o principal objetivo é salvar vidas.

Confira os requisitos para ser um doador e compareça ao Hemocentro da sua cidade regularmente.

  • Requisitos básicos:
  • – Boas condições de saúde;
  • – Ter entre 16 e 69 anos (menores de idade precisam de autorização dos pais responsáveis);
  • – Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas;
  • – Estar alimentado (evitar gorduras pelo menos 4 horas anteriores);
  • – Não estar gestante ou amamentando;
  • – Não ingerir bebida alcoólica nas 12 horas anteriores;
  • – Não ter feito tatuagem ou piercing nos últimos 12 meses;
  • Colabore e salve vidas: uma única bolsa de sangue pode atender até 4 pessoas.
  • Campanha de conscientização Famesp
  • Para auxiliar a comunidade escolar, o curso técnico de Análises Clínicas promoveu a Mostra de Análises Clínicas e realizou o atendimento e a tipagem sanguínea de alunos e professores.
  • Como Saber Qual O Tipo De Sangue?
  • Curso técnico de Análises Clínicas

O curso também é conhecido como Patologia Clínica ou Auxiliar de Laboratório.

Em 18 meses, você aprende a preparar e processar amostrar biológicas nos laboratórios, vivencia as práticas de coleta e análise e participa de projetos sociais, mostras, eventos e estágio para aprender a profissão no dia-a-dia.

Entre as áreas de atuação estão indústrias alimentícias, farmacêuticas e cosméticas, laboratórios de instituições de ensino privadas ou públicas, produção de reagentes para laboratórios, e muito mais.

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Coronavírus: o que se sabe sobre efeitos de tipos sanguíneos em casos graves de Covid-19

A pergunta que vem motivando dezenas de pesquisas como essa, divulgada no último mês, é a seguinte: o coronavírus tende mais a ser mais perigoso para algum tipo sanguíneo do sistema ABO — O, A, B ou AB?

A resposta oferecida pela pesquisa, publicada em março na revista científica Blood Advances, foi a de que sim, o coronavírus mostra uma “forte preferência” em se ligar a proteínas que só o tipo sanguíneo A tem, particularmente aquelas presentes nas células respiratórias nos pulmões.

O mesmo não foi observado em células dos tipos sanguíneos B ou O, também avaliadas.

Segundos os autores, das faculdades de medicina de Harvard e Emory (EUA), o experimento demonstrou “conexão direta entre o tipo sanguíneo A e o SARS-CoV-2” e é uma “evidência adicional de que alguns tipos sanguíneos podem estar associados com um risco maior de contrair a doença”.

Entretanto, cientistas entrevistados pela BBC News Brasil alertam que resultados como esse são preliminares e que não há consenso sobre a associação entre tipos sanguíneos e Covid-19. Portanto, ter um ou outro tipo sanguíneo não é motivo para desespero e menos ainda para descuido com medidas preventivas contra a doença.

A desconfiança de que a Covid-19 poderia se manifestar de forma diferente, a depender do tipo sanguíneo, veio em parte pelo fato de que algumas doenças demonstraram ser influenciadas por isso. Estudos já apontaram maior vulnerabilidade ou proteção de certos tipos sanguíneos a enfermidades como malária, hepatite B, AIDS, infecções pelos vírus Norwalk e pela bactéria H. pylori, entre outras.

E, mais importante, no surto causado pelo Sars-Cov — “parente” do Sars-CoV-2 — no início dos anos 2000, alguns cientistas encontraram evidências de que o sangue tipo O poderia ter um efeito protetivo contra o vírus. Isso foi reforçado pelo próprio estudo na Blood Advances do mês passado, que verificou em laboratório que o Sars-Cov tem a mesma preferência por células respiratórias presentes em pessoas do tipo sanguíneo A.

Como Saber Qual O Tipo De Sangue?

VÍDEO: Entenda como o coronavírus age no corpo humano

Sobre o Sars-CoV-2, a primeira grande evidência neste sentido veio em março de 2020, quando pesquisadores de instituições chinesas publicaram um artigo do tipo pré-print (sem a avaliação dos pares, um procedimento padrão de revistas de excelência, pelo qual cientistas independentes julgam um estudo) com dados de pessoas infectadas e tratadas nas cidades de Wuhan e Shenzhen.

A distribuição de pessoas por tipo sanguíneo neste conjunto de pacientes foi então comparada com um outro grupo, contendo um número de pessoas semelhante e vivendo nas mesmas cidades — só que elas não estavam infectadas.

O percentual de pessoas com tipo A foi maior no grupo de infectados do que na população “normal”, enquanto o de pessoas com tipo O foi menor entre os pacientes com Covid-19. Além do risco de infecção, pesquisadores disseram também que o risco de morte era maior no tipo A e menor no tipo O. 2 de 5
Pesquisadores das faculdades de medicina de Harvard e Emory foram até o laboratório para observar como coronavírus interagiu com antígenos de diferentes tipos sanguíneos — Foto: Science Photo Library

Pesquisadores das faculdades de medicina de Harvard e Emory foram até o laboratório para observar como coronavírus interagiu com antígenos de diferentes tipos sanguíneos — Foto: Science Photo Library

Pesquisas com resultados distintos

Desde então, dezenas de outros estudos sobre o assunto foram publicadas pelo mundo — alguns com resultados significativamente diferentes do apontado pelo pré-print chinês.

Isso nos lembra que, na ciência, o que pode parecer com idas e vindas, contradições e até erros é, na verdade, parte do próprio processo científico — como explicou a bióloga Natalia Pasternak, presidente do Instituto Questão de Ciência, à BBC News Brasil no ano passado.

“A ciência não é dogmática, ela tem um processo contínuo de acúmulo de evidências. Neste momento, trabalhamos com as melhores evidências existentes. Esse processo às vezes passa a impressão de que o cientista não sabe o que está fazendo, que ele muda de ideia. A ciência muda de ideia, sim — tem que mudar, quando está diante das melhores evidências.”

Embora alguns estudos tenham abordado também o fator Rh — positivo ou negativo, ou o + ou – que aparece ao lado das letras —, a maioria priorizou apenas o chamado sistema ABO.

Publicado em julho de 2020 na revista científica Annals of Hematology, um trabalho de médicos atuando em Boston (EUA) confirmou que pessoas com tipos sanguíneos B e AB tinham maior probabilidade de receber um teste positivo para coronavírus, enquanto os com tipo O tinham menor probabilidade.

O tipo sanguíneo A, destaque preocupante em outros estudos, apareceu neste como estatisticamente indiferente na maior ou menor probabilidade de infecção. O estudo considerou dados de aproximadamente 1,2 mil pessoas com testes positivos para Covid-19.

Diferente do observado nas infecções, o artigo na Annals of Hematology afirmou que, em relação ao risco de intubação ou morte, o grupo sanguíneo ABO pareceu não interferir.

Em outubro de 2020, um novo estudo, com dados nacionais da Dinamarca, mostrou que o tipo O teve um efeito de proteção contra a infecção por Covid-19, mas o tipo sanguíneo não apresentou influência no risco de hospitalização ou morte.

A pesquisa comparou a distribuição percentual por tipo sanguíneo de um grupo de 7.

422 pessoas com Covid-19 confirmada com dados populacionais de referência, de pessoas não testadas, reunindo cerca de 2,2 milhões de pessoas.

Enquanto, entre os infectados, 38% eram do grupo O, na população em geral o percentual era de 42%, indicando que esse tipo sanguíneo seria menos vulnerável à infecção pelo Sars-CoV-2.

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Teste de identificação de tipos sanguíneos — eles já foram associados a maior ou menor risco para doenças como malária e hepatite B — Foto: Getty Images/Goja1 via BBC

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Teste de identificação de tipos sanguíneos — eles já foram associados a maior ou menor risco para doenças como malária e hepatite B — Foto: Getty Images/Goja1 via BBC

O 'estudo ideal' para o tema

Em uma troca de e-mails com a BBC News Brasil, Sean R. Stowell, médico e pesquisador no hospital Brigham and Women's, em Boston, opinou sobre diferentes resultados entre os estudos, inclusive em comparação com o seu — ele é um dos autores da publicação, em março de 2021, na Blood Advances.

Segundo Stowell, metodologias distintas e outros fatores influenciando a infecção e agravamento da covid-19, para além do tipo sanguíneo, explicam diferentes resultados. É possível imaginar o tipo de estudo ideal para responder à questão, mas ele seria impossível de ser realizado.

“Um estudo prospectivo com uma população de pacientes com tipos sanguíneos conhecidos e uma igual exposição ao vírus seria necessário. Mas um trabalho deste tipo provavelmente nunca vai acontecer, então, sob uma rigorosa perspectiva clínica e correlacional, acho que vai ser impossível saber com certeza (se o tipo sanguíneo influencia ou não)”, escreveu o médico e PhD.

“Qual seria o tipo de pesquisa 'ideal' para responder a essa questão? Seria justamente uma análise da exposição ao vírus entre pessoas com diferentes tipos sanguíneos. Entretanto, um estudo assim seria completamente antiético e, portanto, nunca será feito. Como consequência, nos restam estudos de correlação e experimentos em laboratório com o vírus.”

Ele continua: “Por isso nos voltamos ao vírus e aos antígenos (proteínas) dos grupos sanguíneos em si, e descobrimos que uma estrutura-chave na superfície do vírus que ele usa para entrar nas nossas células e infectá-las também se liga diretamente ao tipo sanguíneo A. Esses resultados são os primeiros a demonstrar uma associação direta entre o tipo A e o Sars-CoV-2, mas novos estudos certamente são necessários”, concluiu, apontando ainda para a importância de pesquisas considerando novas variantes do coronavírus.

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Estudos no Brasil e no mundo estão tentando responder se tipo sanguíneo pode influenciar na infecção, gravidade de mortalidade por covid-19 — Foto: Getty Images via BBC

Estudos no Brasil e no mundo estão tentando responder se tipo sanguíneo pode influenciar na infecção, gravidade de mortalidade por covid-19 — Foto: Getty Images via BBC

Pesquisadores e médicos brasileiros também estão buscando, por aqui, correlações entre tipo sanguíneo e Covid-19.

O médico Gil de Santis, hemoterapeuta do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP, brinca que “caiu no colo” dele o dado de maior prevalência de pessoas com tipo sanguíneo A entre os pacientes mais graves.

Ele e sua equipe estavam realizando um ensaio clínico randomizado controlado (experimento envolvendo humanos que é considerado “padrão ouro” em testes com remédios e vacinas) com o tratamento de plasma convalescente (a parte líquida do sangue, contendo anticorpos que podem ser infundidos em outras pessoas adoecidas com Covid-19), quando perceberam outra coisa.

“Alguns meses depois do início do ensaio clínico, percebi que tinha uma coisa muito esquisita ali. A gente tinha que tipar (registrar o tipo sanguíneo) os pacientes para transfundir o plasma, e percebi que tinha muito mais A do que O — uma inversão do que se observa na população, tanto a brasileira quanto a nossa”, conta.

A reportagem não encontrou dados atualizados e consolidados da divisão sanguínea no Brasil, já que é mais comum que hemocentros em diferentes cidades e estados façam esse levantamento a nível local. Entretanto, segundo os entrevistados, a maior parcela da população brasileira é do tipo O, seguido do A (ambos entre 40-50% da população), B e AB (ambos com menos de 10%).

A tipagem sanguínea está associada a grupos étnicos, entre outros fatores, portanto diferentes partes do mundo podem ter quadros de distribuição bastante diferentes.

A equipe de Ribeirão Preto então comparou o percentual por tipo sanguíneo em um grupo de 72 pacientes com Covid-19 grave contra 160 pessoas em um grupo controle, da população local. O tipo A se mostrou mais presente no grupo de pacientes do que o normal (51% versus 30% na população), enquanto o O se mostrou menos presente entre os doentes graves (31,9% versus 48% no grupo controle).

Ser do tipo A significou um risco 2,5 vezes maior de gravidade, na comparação com O. Os resultados completos devem ser publicados em breve em uma revista científica estrangeira.

“Mas é importante lembrar que outras situações, as comorbidades, são muito mais importantes do que o tipo sanguíneo. Se este aumenta em 2,5 vezes, a doença coronariana pode aumentar em 20 vezes o risco, a diabetes entre 5 e 7 vezes… Então as comorbidades são muito mais importantes do que o tipo ABO, mas este também contribui um pouco”, aponta Santis.

Já em Passo Fundo (RS), a equipe do serviço de hemoterapia do Hospital São Vicente de Paulo passou a observar uma maior demanda por transfusões de sangue do tipo A em pacientes graves com Covid-19 — e então resolveram investigar mais, publicando em novembro resultados preliminares na revista científica Hematology, Transfusion and Cell Therapy.

“Tivemos um aumento na demanda transfusional para esses pacientes, em especial do grupo A, então houve momentos, na gestão do nosso estoque, em que tivemos que chamar mais doadores do grupo A”, conta a hematologista Cristiane Rodrigues de Araújo, responsável pelo setor de hemoterapia do hospital e professora da Faculdade de Medicina da Universidade de Passo Fundo (UPF).

“Analisamos uma pequena amostra, de 53 pacientes em um universo de 1.200 contaminados, que precisaram de transfusão sanguínea.

Comparada com nossa demanda normal, que é 35% do grupo A, esses pacientes (graves com Covid-19) eram 47% de sangue tipo A.

Então lógico que precisamos de novos estudos, com amostras maiores, mas realmente encontramos uma prevalência um pouco maior (do sangue A) do que o habitual no nosso universo de pacientes.”

Uma equipe do Hemocentro de Goiás (HEMOGO) também publicou no ano passado resultados preliminares a partir de dados de 98 pessoas que tinham tido Covid-19 e se voluntariaram para a doação de plasma convalescente. Este tratamento está em estudo no hemocentro e também já está sendo fornecido para alguns hospitais da região, mediante solicitação.

Vimos que dos 98 pacientes, a maioria era do tipo sanguíneo O, e em segundo lugar, do tipo sanguíneo A — que é a distribuição na nossa população”, explica a hematologista Maria Amorelli, do HEMOGO, apontando que nestes dados sobre adoecimento, o tipo sanguíneo não pareceu influenciar.

Na avaliação de quadros graves, a equipe descobriu que a maior prevalência era de pacientes com sangue tipo AB, enquanto nenhum paciente do tipo sanguíneo A precisou de internação — indo de encontro aos resultados de outros estudos.

“Essa ideia de que todos os pacientes que não têm o anticorpo anti-A (entenda logo abaixo) estariam em maior risco, a gente não conseguiu confirmar.”

“Acredito que isso pode ter acontecido por uma série de fatores, uma delas a quantidade ainda pequena de pacientes que avaliamos.

A outra é que a população de doadores é mais selecionada — em geral, pacientes do grupo O têm mais tendência a doar, porque têm aquela ideia de que este é o melhor sangue para a doação.

Então precisamos de mais estudos, mas a literatura ainda não conseguiu confirmar essa associação (entre tipo sanguíneo e risco para covid).”

“Até então, as descobertas não foram relevantes a ponto de modificar nosso comportamento clínico em relação às doenças. Não é, por exemplo, algo que a gente pesquise de cara para saber se um paciente vai ter mais ou menos risco.”

“Então quem é do tipo sanguíneo A não precisa se desesperar, porque vários pacientes desse tipo tiveram a doença leve; e vários pacientes do tipo sanguíneo O também tiveram quadros graves”, aconselha a hematologista.

Anticorpos, antígenos e coagulação

A médica explica que antígenos são proteínas presentes nas células sanguíneas e que variam de tipo a tipo — um paciente do tipo sanguíneo A, por exemplo, tem o antígeno A. Foi, inclusive, pelo antígeno A que o coronavírus mostrou ter preferência no estudo publicado em março na revista Blood Advances.

Mas ter um tipo sanguíneo significa também ter anticorpos naturais contra os outros tipos — um paciente com sangue tipo A tem anticorpo anti-B; sangue tipo B, anticorpo A; e O tem anti-A e anti-B (não existe antígeno O ou anticorpo anti-O).

“São anticorpos naturais, até hoje a gente não sabe exatamente por que existem. A gente já sabe que são causadores de reações graves nos erros transfusionais: por exemplo, se um paciente O recebe sangue do tipo A, aquele anti-A vai hemolisar o sangue e gerar uma reação grave”, exemplifica a hematologista.

Além da função esperada de proteger contra um sangue que não é compatível, alguns cientistas passaram então a levantar a hipótese de que esses anticorpos naturais pudessem ter ainda outras funções.

“Sugere-se que talvez esse anti-A tenha um efeito protetor para algumas doenças virais, com o anticorpo dificultando a entrada do vírus na célula”, diz Amorelli.

Gil de Santis explica que as pesquisas sobre Covid-19 têm focado na possível vulnerabilidade do antígeno A e no que seria um efeito protetivo do anticorpo anti-A, deixando muitas vezes de fora o antígeno B e o anti-B, porque o tipo A é muito mais numeroso do que o tipo B em populações como a brasileira.

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Distúrbios na circulação do sangue pelo corpo explicam em parte adoecimento por covid-19 — Foto: Getty Images/Michal-Rojek via BBC

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Distúrbios na circulação do sangue pelo corpo explicam em parte adoecimento por covid-19 — Foto: Getty Images/Michal-Rojek via BBC

Mas além dos antígenos e anticorpos, o médico explica que há ainda um terceiro fator que pode explicar a influência dos tipos sanguíneos na Covid-19.

“A coagulação é mais intensa no sangue A do que no O, e a coagulação favorece a trombose”, diz, apontando que pessoas com tipo sanguíneo A tendem a ter mais componentes “pró-coagulantes”, o fator de Von Willebrand e o fator VIII, e pessoas com tipo O, menos.

“E uma das complicações da Covid-19 é a exatamente a trombose, nos casos mais graves. O tromboembolismo pulmonar é uma complicação muito frequente em pacientes na UTI, em um terço, um quarto dos pacientes com covid grave. É uma barbaridade, uma complicação que a gente não via em outros tipos de infecções virais.”

E para quem desconfiou, após tantos dados favoráveis ao tipo sanguíneo O, Gil de Santis afirma que há indícios de que se trata de um beneficiado na seleção natural.

“O tipo O parece ser um mutante que deu certo, digamos assim.”

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Por que há diferentes tipos de sangue? Eles dizem algo sobre nossa saúde?

Temos que ser gratos ao nosso sangue, pois ele trabalha com eficiência em funções de grande importância para manter o corpo todo ativo, como levar oxigênio e nutrientes para as células. Talvez você nunca tenha notado, mas pensamos com tanto carinho sobre o sangue que até damos nomes para ele, O positivo, A negativo, e por aí vai.

Brincadeiras à parte, as classificações dos tipos sanguíneos são muito importantes e fazem uma tremenda diferença na hora da transfusão. Cada tipo de sangue tem características únicas e os médicos sempre conferem tanto a letra quanto se é positivo e negativo, porque receber um sangue diferente do seu pode levar à morte.

“Os cientistas acreditam que as diferenças de tipos sanguíneos decorreram de vantagens evolutivas adquiridas ao longo dos anos em relação a infecções“, explica Edna Harumi Goto, hematologista do Hospital Samaritano, em São Paulo. Os tipos de sangue são: A, B, AB ou O; e eles podem ser positivos ou negativos.

O que determina qual será o sangue de cada um são as características genéticas herdadas dos pais. “Por exemplo, se os pais possuem os tipos sanguíneos A e O, eles só podem ter filhos com sangue A ou O, nunca B ou AB”, comenta Goto.

Para conseguir diferenciar os tipos sanguíneos é preciso analisar se há ou não a presença de moléculas de proteína na superfície da membrana dos glóbulos vermelhos: os antígenos A e B.

“Se seu sangue é tipo A quer dizer que possui antígeno A; se é B, você tem antígeno B; e o sangue O significa a ausência dos antígenos, não tem proteína nenhuma”, diz Tatiana Covas, hematologista do complexo hospitalar Edmundo Vasconcelos, que administra o banco de sangue de São Paulo. “Isso não muda nada na sua saúde, é só uma diferença no organismo que precisa ser levada em consideração se um dia você precisar de sangue”, completa Covas.

Positivo ou negativo

Também depende de uma proteína que fica nos glóbulos vermelhos. A substância que classifica se o sangue é positivo ou negativo é específico do sistema Rh: o antígeno D.

Quando ouvimos que uma pessoa tem tipo sanguíneo A+, por exemplo, significa que ela tem em suas hemácias tanto o antígeno A quanto o D.

Quando o sangue é negativo, ele evidência a ausência do antígeno D.

Por que essas características são importantes?

Médicos testam o tipo de sangue nos fatores ABO e negativo ou positivo para evitar complicações em transfusões ou transplantes

Imagem: iStock O sangue tem milhares de antígenos, essas tais proteínas na membrana dos glóbulos vermelhos, muitos mesmo. Porém, os médicos descobriram que não há necessidade de desvendar cada uma delas, uma vez que quando o assunto é transfusão de sangue os sistemas Rh e ABO são únicos os que precisam ser respeitados obrigatoriamente. “Os fatores também são de extrema importância em casos de transplante”, diz Goto.

Isso porque quem nasce com o sangue A, por exemplo, tem antígeno A e também tem anti-B. Ou seja, o sistema imunológico da pessoa já está programado para reagir com força total e imediatamente caso entre em contato com um sangue B (seguindo o exemplo inicial de um paciente com sangue A).

“Para você entender fica assim: quem é tipo A tem anti-B, então não pode receber sangue B, enquanto quem é tipo B tem anti-A, e não pode ter contato com sangue A.

Já quem é AB tem os dois tipos de proteína, então o corpo não irá estranhar nenhuma, por isso é receptor universal. E se é O tem anti-A e anti-B, vai estranhar sangues A, B e AB, e só pode receber sangue O”, pontua Covas.

Por não ter os antígenos A ou B, o sangue O é doador universal, pois não causa reação em nenhum outro tipo de sangue.

Também é perigoso não respeitar o fator Rh. O que acontece é que quem possui essa proteína chamada de fator Rh é positivo, quem não tem é negativo. Quando uma pessoa que é negativa recebe um sangue positivo, seu corpo reage a proteína como se fosse uma invasora.

“Os casos de incompatibilidade de Rh são graves, mas não tão severos como os de tipo ABO. Acontece que no ABO o corpo já tem os anticorpos formados para lutar contra as proteínas que não possuem, já com o Rh (D) o organismo precisa de um primeiro contato para estimular o sistema imunológico e produzir um anti-D”, explica Covas.

A resposta corporal em um primeiro contato com o antígeno D (do fator Rh) pode demorar cerca de 14 dias. Depois disso, o corpo do paciente estará com células prontas para atacar em caso de um segundo contato com o tipo sanguíneo, o que causará uma reação mais grave.

Como o corpo reage se receber um sangue diferente?

“Receber um sangue incompatível é gravíssimo, pode trazer reações como calafrio, tremor, insuficiência renal e há risco de óbito”, alerta Covas.

“É isso, caso um paciente do tipo O receba sangue do tipo A ele irá apresentar hemólise do sangue recebido, ou seja, ocorrerá destruição dos glóbulos vermelhos que ele recebeu, pois ele possui anticorpos anti-A que reconhecerão que o sangue recebido não é compatível com o seu“, acrescenta Goto.

Tipos de sangue podem indicar pré-disposição a doenças?

“Existem muitos estudos em andamento que relacionam algumas patologias com tipagens sanguíneas, como prevalência para câncer de pâncreas, infertilidade ou déficit de memória, mas todas as pesquisas são muito iniciais e não devem levar à mudança de conduta da população”, diz Marimilia Pita, hematologista do Hospital Samaritano.

Ou seja, não é porque você tem um tipo de sangue associado a uma maior prevalência de certa doença que deve ter receio e viver fazendo exames para saber se está com o problema. “Na prática do paciente não muda nada, são só hipóteses, é precipitado. Todos têm que continuar com a prevenção da mesma forma, e quando tiverem a doença passarão por tratamento normal”, afirma Pita.

O que pode acontecer e até tem seu fundo de verdade, mas não um grande impacto na vida do paciente ou em atendimentos médicos, é a ligação entre tipos sanguíneos e coagulação.

“Já é sabido que, por exemplo, quem tem sangue O tem menos fatores de coagulação no plasma do sangue, então possui pré-disposição maior a eventos hemorrágicos.

O grupo A tem mais fatores de coagulação, podendo ter mais chance de fenômenos trombóticos“, comenta Marcello Augusto Cesar, hematologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, em São Paulo.

De qualquer forma, são eventos que, segundo Cesar, são muito pequenos e também não têm peso durante a rotina hospitalar. Portanto, fique tranquilo com o tipo de sangue que você tem e não se esqueça de agradecer por todo o trabalho que ele faz no seu corpo 24 horas por dia. 

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O teste que mostra o seu tipo de sangue em 30 segundos

Um novo teste permite identificar qualquer tipo de sangue em apenas 30 segundos. As análises são feitas em papel e têm uma eficácia de 99,9%. Esta técnica surgiu da necessidade de tratar vítimas da guerra Síria, que morrem frequentemente no hospital ao receber transfusões de sangue não compatível, conta o El País.

Foi em 2013 que os Médicos sem Fronteiras denunciaram estas falhas. Muitos sírios que conseguiam sobreviver aos bombardeamentos da guerra chegavam ao hospital e morriam ao levar transfusões de sangue que não eram compatíveis com o seu. Tudo porque os hospitais não tinham os meios necessários para realizar as análises do tipo de sangue dos pacientes.

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A solução foi encontrada por um grupo de cientistas chineses. A análise é feita com um papel e pode facilmente ser usada em zonas de conflito, áreas remotas e com poucos recursos e em situações de emergência. Não existe a necessidade de nenhum equipamento especializado.

O biólogo Hong Zhang, juntamente com a sua equipa, desenvolveu a técnica. Primeiro é colocada uma pequena amostra de sangue numa tira de papel que nas extremidades tem escrito a letra ‘A’ e a letra ‘B’.

Nessas mesmas extremidades existem anticorpos que reconhecem diferentes tipos sanguíneos. De seguida, aplica-se bromocresol. Os resultados apareceram através de alterações de cor.

A cor verde simboliza um tipo e a castanha outro.

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O teste foi aplicado em 3.500 amostras, com uma eficácia em 99,9% dos resultados. Os resultados foram publicados na revista científica Science Translational Medicine. As únicas falhas que foram encontradas foi em tipos sanguíneos muito raros. Mas mesmo alguns tipos de sangue menos frequentes conseguiram ser identificados em menos de dois minutos.

Os investigadores conseguiram também incorporar uma membrana que separa o plasma do resto do sangue, e que lhes permite detetar, por exemplo, se existem anticorpos no plasma.

Mas esta não é a primeira vez que se utiliza apenas um pedaço de papel para realizar análises biológicas. Em 2014, uma equipa da Universidade de Harvard criou um sistema capaz de diagnosticar ébola através de uma impressão de ADN em papel, que depois de seco num clima de frio extremo revelava oos resultados. Este mesmo teste reage em cerca de 30 minutos, mudando de cor e detetando o vírus.

Em 2015, Scott Phillips, chefe do Departamento de Química da Universidade da Pensilvânia, apresentou uma forma, também com papel, que apresentava resultados sobre problemas nos ossos ou no fígado.

No ano seguinte, em 2016, outros investigadores da Universidade de Ohio, Estados Unidos, desenvolveram um sistema para diagnosticar a malária, cancro e outras doenças através de uma tira de papel, que custa cerca de 50 cêntimos e que consegue identificar vários tipos de anticorpos presentes apenas numa gota de sangue.

Como saber meu tipo sanguíneo?

É possível saber o tipo sanguíneo através de exame de sangue (tipagem sanguínea), doação de sangue ou ainda consultando exames anteriores que tenham essa informação, como o teste de tipagem sanguínea do recém-nascido, realizado juntamente com o teste do pezinho.

1. Exame de tipagem sanguínea

O exame de sangue para determinar o tipo sanguíneo é chamado de tipagem sanguínea. Para realizar o teste, basta dirigir-se a um hospital ou laboratório de análises clínicas que faça esse tipo de exame. O valor varia entre R$ 10,00 e R$ 25,00.

Também é possível realizar o exame de tipagem sanguínea gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O teste normalmente é solicitado para as gestantes durante o pré-natal. Contudo, qualquer pessoa pode fazer o exame, inclusive crianças, mas antes é necessário passar por uma consulta médica em uma Unidade Básica de Saúde.

Não é necessária nenhuma preparação para fazer o exame de tipagem sanguínea. A coleta de sangue pode ser feita por ordem de chegada ou agendada por telefone ou pessoalmente, dependendo do local.

2. Doação de sangue

Uma outra maneira de descobrir o tipo sanguíneo é doar sangue. A doação é gratuita e pode ser feita em unidades de coleta de sangue, como hemocentros e centros de hematologia. Para doar sangue, é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar mais de 50 kg.

Além disso, é preciso apresentar um documento original com foto expedido por órgão oficial, como RG, carteira de habilitação, carteira de trabalho, entre outros. Pessoas com menos de 18 anos precisam de autorização por escrito dos responsáveis para poder doar sangue.

Em geral, o doador recebe um cartão ou uma carteirinha em que consta o seu tipo de sangue. Caso não tenha esse documento, ligue para o local e confirme se eles têm o seu cadastro com a informação sobre o tipo sanguíneo.

Indivíduos com febre, gripe, resfriado ou que tiveram diarreia recentemente, bem como gestantes e mulheres no pós-parto não podem doar sangue temporariamente. Em algumas situações específicas, o impedimento da doação é definitivo. São elas:

  • Ter tido hepatite depois dos 11 anos de idade;
  • Ter hepatite B, hepatite C, HIV/AIDS, doença de Chagas e doenças causadas pelo vírus HTLV I e II;
  • Usar drogas injetáveis;
  • Ter tido malária.

Existem ainda outras condições que impedem temporariamente a doação de sangue. Por isso, antes de se dirigir ao local, é recomendável ligar e confirmar se cumpre os requisitos para ser doador.

3. Resultado da tipagem sanguínea do recém-nascido

O teste de tipagem sanguínea é um dos exames realizados no recém-nascido logo após o nascimento e serve especificamente para determinar o tipo sanguíneo do bebê. A amostra de sangue usada para o teste é a mesma usada para o teste do pezinho.

O resultado do exame de tipagem sanguínea feito no recém-nascido fica registrado na maternidade, no prontuário do recém-nascido. Além disso, é entregue uma caderneta da criança com o resultado do exame. Assim, se a pessoa perder o exame, tem como verificar na maternidade o resultado.

Quais são os tipos sanguíneos?

Os tipos sanguíneos são determinados pelo tipo de antígeno que os glóbulos vermelhos do sangue têm na sua superfície. Os antígenos são substâncias que ajudam o corpo a diferenciar entre suas próprias células e as que são estranhas ou potencialmente perigosas, desencadeando uma resposta imune no organismo.

Existem 4 grandes grupos de tipo sanguíneo: A, B, AB e O. Cada grupo caracteriza-se pela presença de antígenos específicos:

  • Sangue tipo A possui o antígeno A;
  • Sangue tipo B tem o antígeno B;
  • Sangue tipo AB possui os antígenos A e B;
  • Sangue tipo O não possui o antígeno A nem B.

Contudo, para definir o tipo sanguíneo, é necessário também identificar a presença ou ausência do fator Rh:

  • Rh positivo: pessoas apresentam antígenos Rh na superfície dos glóbulos vermelhos possuem sangue Rh positivo (+);
  • Rh negativo: pessoas que não têm antígenos Rh na superfície dos glóbulos vermelhos possuem sangue Rh negativo (-).

Ao incluir o fator Rh, os 8 tipos sanguíneos mais prevalentes podem ser identificados: A+, A-, B+, B-, AB+, AB-, O+ e O-.

Como saber se posso doar ou receber sangue pelo meu tipo sanguíneo?

Tipo sanguíneo O: indivíduos tipo O podem doar sangue a qualquer pessoa, porque seu sangue não possui antígenos.

Por isso, o tipo sanguíneo O é chamado de “doador universal”, pois pode doar sangue para os tipos A, B, AB e O.

No entanto, eles só podem receber sangue tipo O, já que um sangue com qualquer antígeno (A ou B) é reconhecido como estranho pelo organismo.

Embora o tipo O- tenha sido considerado o doador universal, pesquisas mais recentes sugerem que anticorpos adicionais às vezes estão presentes no sangue e podem causar reações graves durante uma transfusão.

Tipo sanguíneo A: pessoas com sangue tipo A podem doar para indivíduos do tipo A e do tipo AB. Podem receber apenas sangue tipo A e tipo O.

Tipo sanguíneo B: pessoas do tipo sanguíneo B podem doar sangue para quem tem sangue tipo B e tipo AB. Podem receber sangue apenas dos tipos B e do tipo O.

Tipo sanguíneo AB: indivíduos do tipo AB podem doar sangue apenas para outros indivíduos do grupo AB. Podem receber qualquer tipo de sangue (A, B, AB e O). Por isso, o tipo sanguíneo AB é chamado de “receptor universal”.

  • Uma vez que os tipos sanguíneos são ainda organizados pelo fator Rh, é fundamental também saber se você é Rh positivo ou Rh negativo.
  • Rh positivo: pessoas com sangue Rh positivo podem receber sangue Rh positivo e Rh negativo.
  • Rh-negativo: pessoas com sangue Rh negativo podem receber apenas sangue Rh negativo.

Por exemplo: quem tem tipo sanguíneo B+ só pode doar sangue para pessoas com sangue dos tipos B+ e AB+. Por outro lado, alguém com sangue B- pode doar para quem tem sangue tipo B-, B+, AB- e AB+.

No Brasil, cerca de 90% da população tem tipo sanguíneo A e O. Os grupos sanguíneos B e AB são mais raros. Na Índia e no Japão, por outro lado, o tipo sanguíneo mais comum é o B.

Por que é importante saber meu tipo sanguíneo?

A tipagem sanguínea é especialmente importante para mulheres grávidas. Se a mãe for Rh- e o pai for Rh+, a criança provavelmente será Rh+. Nesses casos, a mãe precisa receber um medicamento específico. Este medicamento impede o corpo da mulher de formar anticorpos que podem atacar as células sanguíneas do bebê

Nem todos os tipos de sangue são compatíveis, por isso é importante saber o seu tipo de sangue. Receber sangue incompatível com o seu tipo sanguíneo pode desencadear uma resposta imune perigosa, que pode levar à morte. Isso porque o sistema imunológico irá atacar e destruir os glóbulos vermelhos que formam esse sangue.

Para mais informações sobre como saber o seu tipo sanguíneo, consulte um médico clínico geral ou médico de família.

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Referências bibliográficas

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