Como Saber Qual O Melhor Oleo Usar No Motor?

Escolher o melhor óleo para o motor do carro atendido pode aumentar a confiança do cliente no serviço da sua loja e garantir que ele volte outras vezes. O lubrificante apropriado não só evita problemas, como também pode otimizar o desempenho do veículo.

Mas como saber a opção certa? Bem, o segredo é não “inventar”. A forma mais fácil de identificar o óleo lubrificante ideal para o automóvel do cliente é seguir as recomendações do fabricante. Vou explicar isso com mais detalhes na sequência.

Contudo, queria ressaltar que há outro aspecto importante, além desta informação, que pode surpreender positivamente quem vai à sua loja em busca de serviços: mostrar conhecimento do assunto!

Por isso, nesse texto vamos ensinar como descobrir o melhor óleo para o motor do carro e tudo o que você precisa para “mostrar que entende” do assunto para o cliente! Vamos lá!

Ninguém conhece melhor o carro do que o fabricante: portanto, siga as recomendações

  • As montadoras produzem um documento com todas as informações relevantes sobre uso e manutenção do veículo, chamado “Manual do Proprietário” – o nome pode apresentar pequenas variações de empresa para empresa, mas a maioria usa esse título.
  • Nesse manual você encontra a especificação exata de óleo – incluindo viscosidade SAE, classificação de desempenho API e origem – para o carro.
  • É interessante informar ao cliente, sobretudo aos mais teimosos, que a indicação prevista no documento da montadora não é à toa: a definição do lubrificante automotivo é feita após inúmeros testes de desempenho no motor, em busca do óleo que gere melhor lubrificação para as peças sem prejudicar o funcionamento.
  • Então, o óleo apontado no manual:
  • atende às exigências do motor;
  • lubrifica na medida exata para o bom funcionamento;
  • protege o motor contra impurezas;

O cliente perdeu o manual ou não utiliza o óleo lubrificante certo para o carro. O que fazer agora?

É comum encontrar casos de clientes que perderam o manual ou que deixaram de seguir as instruções recomendadas pela montadora por alguma razão. Para solucionar esse problema, vamos por partes.

A maioria das empresas que fabricam carros desenvolvem aplicativos ou sites em que é possível encontrar versões completas digitalizadas dos manuais ou pelo menos a indicação do óleo certo de acordo com cada modelo.

Então, para o caso de clientes que tenham perdido a documentação, uma rápida procura na internet pode solucionar o seu problema e garantir a prestação de um bom serviço.

Em relação aos clientes que não seguem as instruções e usam óleos não recomendados para o motor do carro, é preciso ter um cuidado. Por exemplo, deve-se esvaziar o cárter até a última gota, antes de repor a vareta com o produto adequado.

Como Saber Qual O Melhor Oleo Usar No Motor?

Tente sempre ter a resposta certa do melhor óleo para o cliente

Não se preocupe em decorar o manual do proprietário de cada empresa. Você pode criar uma tabela com esses dados no seu computador e consultar sempre que for preciso.

É mais importante ter domínio do assunto e saber explicar ao cliente por que determinado óleo é indicado para o carro, como a viscosidade é fundamental para o desempenho do motor e o que a classificação API (as letras SJ, SL e SM) representa para o funcionamento do veículo.

Se você souber responder essas questões de forma simples, sem exagerar nos termos técnicos, os clientes vão lhe reconhecer como autoridade no assunto e confiar no que diz. Some isso ao resultado de desempenho do carro após ele deixar a oficina e a outros bons serviços prestados e você terá um cliente fiel na sua loja!

Se quiser tornar-se um especialista no assunto, veja também os nossos conteúdos “Lubrificante Automotivo: qual é o ideal para o meu cliente” e “Viscosidade: o que é e por que é tão importante?”.

E, claro, continue acompanhando o blog! Qualquer dúvida, deixe o seu comentário!

Como Saber Qual O Melhor Oleo Usar No Motor?

Saiba qual é o tipo certo de óleo para cada moto

Trocar periodicamente o óleo do motor da moto é fundamental para garantir o seu bom funcionamento. Ele lubrifica os componentes internos e diminui o atrito entre eles, evitando o desgaste prematuro.

Para que isso aconteça com maior efetividade, é preciso também saber escolher o tipo certo de óleo para moto.

Cada motor é projetado para trabalhar com um tipo específico de óleo e seguir essa recomendação dos fabricantes é muito importante. Por isso, preparamos este post para explicar as diferenças entre os tipos de óleo lubrificante e ajudá-lo a escolher o ideal para a sua moto. Confira:

Saiba a diferença entre óleo mineral, semissintético e sintético

Os tipos de óleo utilizados em motocicletas podem ter origem mineral, sintética ou ser uma mistura dos dois.

Extraído a partir de componentes do petróleo, o óleo mineral é a opção mais simples e barata. Ainda assim, pode ser utilizado na maioria dos motores mais comuns e deve ser trocado, em média, a cada 5 mil km.

As opções semissintéticas unem o óleo mineral a uma base sintética, proporcionando uma opção mais acessível para quem quer utilizar um produto de melhor qualidade no motor da sua moto. A recomendação é fazer a troca a cada 10 mil km.

Finalmente, o óleo sintético é inteiramente desenvolvido em laboratório e possui qualidade muito superior aos demais. Seu valor também pode ser maior, mas com certeza essa é a melhor opção para qualquer motor. O óleo para moto sintético dura 20 mil km, em média.

Entenda o que significam os indicadores

Os indicadores de qualidade são muito importantes na hora de escolher o óleo certo para sua moto. Consulte o manual do proprietário de sua motocicleta e utilize sempre o óleo recomendado pelo fabricante.

Indicador de viscosidade (SAE)

Essa informação é encontrada no rótulo das embalagens de óleo lubrificante na forma de dois números separados por um “w”.

O primeiro número indica a viscosidade quando frio e o segundo indica a viscosidade em temperaturas elevadas. Ou seja, quanto maiores os indicadores, mais grosso e viscoso será o óleo.

Indicador de desempenho (API)

Em temperaturas extremas, sejam altas ou baixas, a viscosidade do óleo tende a se alterar. O API indica qual é a capacidade do óleo manter essa propriedade nessas situações de pico.

Também é possível encontrar essa informação nos rótulos, procurando pela letra “S” seguido de uma outra letra. Quanto mais distante do início do alfabeto for a letra que acompanha, melhor o desempenho do óleo.

Saiba como escolher o tipo de óleo para moto

Como já dissemos, o ideal é seguir as recomendações do fabricante na hora de fazer a troca de óleo. Afinal, eles produziram o motor e sabem qual o melhor lubrificante para atender suas necessidades.

Os motores mais novos demandam óleos mais finos, de baixa viscosidade. Os que estão rodando há algum tempo podem necessitar de um óleo mais viscoso para compensar as folgas que aparecem com o uso prolongado.

É importante lembrar que você nunca deve escolher um tipo de óleo com viscosidade inferior à recomendada pelo seu manual. Quanto ao indicador de desempenho (API), você pode optar por opções de qualidade superior, jamais inferior!

Além de fazer a troca de óleo no prazo correto, existem outros cuidados preventivos que todo motociclista deve se atentar. Que tal aproveitar agora para aprender como evitar o desgaste da embreagem da moto?

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Guia: saiba como escolher o lubrificante certo para seu motor

Você já ouviu que sempre deve usar o óleo lubrificante indicado pelo fabricante. E isso não é mito, pelo contrário. Seja na hora de trocar ou de completar o nível do óleo, é fundamental seguir o tipo e as especificações indicadas no manual do proprietário. Isso vale para qualquer veículo: leve, pesado e, inclusive, máquinas agrícolas.

Assim como o sangue é vital para nosso corpo, o óleo lubrificante é essencial para o veículo. Ele ajuda a aumentar a durabilidade das peças, melhora o desempenho do equipamento e diminui o consumo de combustível. “Uma das suas principais funções é a lubrificação, por isso é importante obedecer a viscosidade especificada pelo fabricante.

Outro papel importante é que o óleo cria uma película de proteção para evitar que as peças tenham contato umas com as outras”, afirma o professor Luiz Vicente de Mello Filho, coordenador de engenharia mecânica da Universidade Presbiteriana Mackenzie. “Além disso, ele atua na refrigeração do motor, regulando a sua temperatura, e tem efeito antioxidante e função de limpeza, levando sujeiras ao circular pelo motor”, completa.

É pelo conjunto de todas essas atribuições que são feitos inúmeros testes e são gastas horas de pesquisa pelos fabricantes para definir qual é o melhor tipo de lubrificante para cada motor.

Não se esqueça também de obedecer aos prazos de troca, seja por quilometragem ou tempo no caso dos carros ou por horas de trabalho no caso das máquinas agrícolas. Com o uso, o lubrificante perde as suas propriedades e, consequentemente, a sua eficiência.

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Os números na embalagem

Na hora de comprar o lubrificante, você deve checar as siglas que estão no rótulo. São duas: viscosidade e desempenho (API ou Acea). A viscosidade é a capacidade do óleo de escorrer, sendo a característica mais importante, classificada pela Society of Automotive Engineers (SAE).

Quanto maior o número, mais viscoso ele será. E quanto mais viscoso, menos o óleo escorrerá e assim mais tempo ficará entre as peças. “Se a viscosidade for muito mais alta que a indicada para aquela aplicação, haverá dificuldade na partida a frio. Por outro lado, se for mais baixa, poderá causar danos ao motor, com desgaste prematuro das peças”, alerta o professor Mello Filho.

Há outra sigla, o W (do inglês winter), que indica que o óleo é recomendado para baixas temperaturas e atua reduzindo o desgaste na partida a frio.

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Já as siglas API (American Petroleum Institute) e Acea (do francês Association des Constructeurs Européens d’Automobiles) vêm de entidades internacionais que avaliam o desempenho dos lubrificantes.

O API adota a letra S para motores a gasolina, flex ou gás natural e C para os motores a diesel. Em seguida há uma segunda letra, por exemplo, CI, CJ ou CK.

Quanto “maior” for a segunda letra no alfabeto, mais tecnológico e de melhor qualidade será o lubrificante.

Como Saber Qual O Melhor Oleo Usar No Motor? Assim como carros, máquinas agrícolas também exigem cuidado na hora da escolha dos produtos para manutenção John Deere/Divulgação

Quais são os tipos de lubrificantes?

Há lubrificantes minerais, sintéticos e semissintéticos. Os minerais usam elementos derivados do petróleo, sendo em geral mais em conta. Já o sintético é feito com componentes químicos em laboratório, o que significa maior controle e um produto de qualidade superior. Por fim, os semissintéticos empregam bases minerais e sintéticas, juntando o melhor de cada tipo.

É por isso que não se deve misturar óleos sintéticos e minerais, o que pode comprometer o desempenho e produzir borra no motor. “Nunca se deve misturar tipos diferentes, mas o certo é nem sequer combinar marcas diferentes, ainda que tenham as mesmas especificações”, orienta Mello Filho.

Posso usar qualquer lubrificante?

Existem lubrificantes específicos para motos, carros a gasolina, carros a diesel e inclusive tratores e equipamentos do tipo. Nem todo lubrificante serve para a mesma coisa.

Para máquinas agrícolas, existem até produtos específicos para amaciar o motor.

Já pensou? Isso porque, de acordo com a sua aplicação, o lubrificante conta com uma viscosidade, pacotes de aditivos, durabilidade e temperatura de trabalho diferentes.

“Assim como temos óleo para motor, transmissão e fluidos específicos para freio e direção, temos tipos exclusivos para cada parte da máquina agrícola. E eles devem ser obedecidos.

Afinal, ficar com uma máquina parada quando mais se precisa é um enorme problema. E o conserto ainda pode levar semanas”, diz Daniel Zacher, engenheiro da SAE Brasil. Por isso, olho aberto.

Fique atento ao tipo e aos prazos de troca dos lubrificantes para não ter problemas.

Na hora de comprar o lubrificante, a John Deere, uma das maiores empresas de máquinas agrícolas do mundo, oferece uma lista bem variada de produtos desenvolvidos especialmente para seus equipamentos.

O TORQ-GARD™ II (API CI-4), por exemplo, é um óleo multiviscoso, de alto desempenho e performance superior, indicado para os motores diesel John Deere e também para os motores de outros fabricantes.

Esse óleo é recomendado para motores de alto rendimento, como os turboalimentados utilizados em tratores, colheitadeiras, caminhões e geradores a diesel.

Sua aplicação permite melhor desempenho e aumento da vida útil do motor e aproveitamento da potência.

Preciso colocar aditivo?

O lubrificante já vem com aditivos e, na verdade, acrescentar outros componentes pode comprometer a eficiência do produto. “Não há necessidade de acrescentar mais aditivos e isso pode até alterar a composição química do lubrificante, com risco de prejudicar o funcionamento do motor”, alerta Mello Filho.

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Óleo sintético ou semissintético: qual usar no seu carro?

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A troca de óleo é um dos processos mais comuns na manutenção de um automóvel. Afinal, ela deve ser realizada a cada 10.000 km ou a cada ano, o que vier primeiro. No entanto, é nessa hora que devemos decidir se é melhor usar o óleo sintético ou semissintético no carro.

Existem vários tipos diferentes de óleos para se usar em um automóvel, cada um com a sua faixa de preço e a qualidade que traz para a conservação do motor.

Como o óleo cumpre função essencial em proteger o motor do seu carro e garantir que não haverá dano por causa do desgaste das peças, é importante escolher o tipo certo para o seu carro.

Quer saber mais sobre o assunto? Então siga a leitura abaixo!

O que é o óleo sintético e quais as suas vantagens?

  • O óleo sintético usado no carro é um produto feito com base em óleos básicos, também de origem sintética e alguns aditivos.
  • Por causa disso, ele possui alto grau de pureza, além de ter propriedades físicas e químicas que geram um desempenho  melhor no motor do seu carro.
  • Além disso, o óleo sintético costuma passar por uma série de estudos e testes nos laboratórios dos fabricantes, misturando novos aditivos e vendo os resultados até que o melhor produto possível seja alcançado.
  • Portanto, quanto mais recente for o óleo sintético, a tendência é que ele tenha um desempenho melhor do que as opções semissintéticas ou minerais no mercado, uma vez que passou por um complexo sistema de desenvolvimento.
  • Essa é a principal vantagem desse produto: ele está sempre em desenvolvimento, sempre recebendo melhorias e novas fórmulas.

Além disso, o óleo lubrificante sintético é mais resistente à oxidação do que os óleos semissintéticos ou minerais. Isso porque eles têm uma composição que é mais estável e uniforme do que os concorrentes.

Na prática, isso faz com que o carro possa andar mais quilômetros antes de precisar fazer a troca em uma oficina mecânica. Em termos de custo por km rodado, ele se torna muito mais vantajoso, mesmo sendo mais caro.

No entanto, os benefícios não ficam reduzidos apenas ao bolso do consumidor. O óleo sintético também traz vantagens práticas para o seu carro. Ele gera uma maior lubrificação do motor, por exemplo, o que protege mais as peças.

Uma das principais proteções que ele traz é um impedimento à formação de borra (que é a cristalização do óleo no motor). Isso gera consequências negativas muito sérias, uma vez que essas partículas sólidas vão “colando” em partes do motor e podem até mesmo travá-lo ou entupir os dutos de lubrificação.

O que é o óleo semissintético e quais as suas vantagens?

Já o óleo semissintético, por sua vez, é um produto obtido pela mistura de alguns óleos básicos minerais e outros sintéticos em uma proporção mínima. A ideia é obter as melhores propriedades de cada tipo de óleo.

O objetivo central dos óleos semissintéticos é oferecer uma alternativa de equilíbrio ideal entre o custo de um óleo de carro e a sua durabilidade. É fato que o óleo sintético é mais caro, mas também gera maior proteção e rendimento. Já o óleo mineral é mais barato e acessível, mas dura bem menos.

As produtoras, então, tentam equilibrar os dois para montar um produto que possa ter um bom rendimento a um custo acessível, sendo uma opção interessante para quem quer pagar pouco, mas não colocar o carro em risco.

A sua principal vantagem é justamente essa: ele apresenta um preço abaixo do óleo sintético, mas um rendimento superior ao óleo mineral. 

Como escolher entre óleo sintético ou semissintético?

Agora que você já sabe as diferenças entre óleo sintético ou semissintético, é hora de definir qual deles é a melhor opção para o seu carro.

Normalmente, a resposta está no Manual do Proprietário do seu veículo. Ali a montadora vai definir qual é o tipo de óleo adequado para o carro, quais as especificações e como fazer a troca adequadamente.

O padrão é que o óleo sintético seja a melhor opção. Isso porque, de fato, ele oferece a melhor proteção, durabilidade e melhor lubrificação para os motores.

  1. No entanto, ele é também mais caro do que os outros óleos, o que pode ser um impedimento para muita gente.
  2. É claro que, na ponta do lápis, o custo por km rodado e a economia com danos costuma ser mais vantajosa, mas é necessário considerar quanto você roda em 1 ano (que é o prazo para trocar o óleo) e qual a sua verba.
  3. Sendo assim, o óleo semissintético pode ser uma boa opção caso você rode pouco e não tenha muito dinheiro para a revisão desse item no seu automóvel.
  4. Já o óleo mineral tende a não ser a melhor das opções e deve ser usado apenas em último caso, se possível.
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E aí, aprendeu como escolher entre óleo sintético ou semissintético? Agora você já pode cuidar melhor do seu carro e escolher o produto certo para o seu motor.

Lubrificação: como escolher o óleo certo para o motor

Como Saber Qual O Melhor Oleo Usar No Motor?

Para proteger o “coração” do carro, entenda a classificação dos lubrificantes e os critérios que determinam quando trocá-lo

Chegou a hora de trocar o óleo lubrificante do motor: você sabe o que fazer? Em teoria, basta levar o carro a uma concessionária (em geral de serviço mais caro, mas confiável, embora eu já tenha tido problemas com uma delas exatamente nessa tarefa), posto ou loja de óleos, acertar a conta e sair rodando. Mas o proprietário cuidadoso faz bem em saber algo mais sobre o assunto, tanto para garantir que os parâmetros do fabricante foram seguidos quanto para excedê-los se assim desejar.

A primeira questão é definir quando trocar o óleo.

O indicado é sempre seguir a orientação de quem produz o carro — não de quem fabrica ou vende óleo, que tem interesse em fazer o serviço mais vezes do que o necessário. Esqueça, portanto, a regra de trocar a cada 5.

000 quilômetros apregoada por muitos, uma praga que não é só brasileira (já foi combatida até mesmo pelo programa norte-americano Myth Busters ou Caçadores de Mitos).

O fabricante em regra estabelece dois limites: por quilometragem percorrida e por tempo, o que ocorrer primeiro.

Observar esse detalhe é importante sobretudo para quem roda pouco, a exemplo da clássica “vovó que só vai ao supermercado”: nesse caso o limite de tempo pode ser atingido antes da máxima quilometragem e deve ser respeitado, pois o lubrificante se degrada e perde propriedades com os frequentes ciclos de variação de temperatura. Hoje é comum o intervalo máximo de um ano, embora a Volkswagen insista na troca semestral, alegando ser uma profilaxia para manter o motor limpo internamente.

Durante o período entre trocas, não esqueça o nível: embora menos que no passado, os motores atuais podem consumir óleo

Outro ponto relevante é que muitas fábricas estabelecem prazo de troca mais curto para condições de uso severo, que incluem tráfego em região de muita poeira, tração de reboque e… trajetos curtos, nos quais o motor funciona com frequência em baixa temperatura, acentuando a contaminação do óleo por vapores de combustível. Verifique-as no manual e, se for um desses o seu caso, adote o menor intervalo.

Durante o período entre trocas, não esqueça o nível do lubrificante. Embora menos que no passado, os motores atuais podem consumir óleo, em alguns casos chegando a um litro a cada 1.

000 km sem representar anormalidade do ponto de vista dos fabricantes. Cuidado: como a capacidade do cárter gira em torno de quatro litros, um consumo de meio litro por 1.

000 km já significa que o motor funcionará com nível abaixo do aceitável de 2.000 km em diante.

Para garantir que há óleo suficiente, confira o nível pela vareta medidora pelo menos a cada 1.

000 km (poucos carros têm indicador para isso no quadro de instrumentos: a luz piloto de óleo, que indica pressão insuficiente, só acenderia muito depois de se atingir uma quantidade preocupante).

Recomendo fazê-lo pessoalmente ou aprender para acompanhar o serviço em posto, evitando erros comuns dos frentistas.

A medição deve ser feita em local plano.

O motor pode estar frio, como antes da primeira partida do dia, ou em temperatura normal, parado há pelo menos cinco minutos: a leitura feita assim que se para no posto traz grande risco de erro, pois o óleo ainda estará escorrendo dos componentes e galerias, fazendo a vareta apontar menor quantidade que a real. Retire a vareta, limpe-a com pano que não solte fiapos (papel-toalha é boa alternativa), recoloque-a até o fim e só então a retire para a ler o nível, que deve estar entre as marcas de mínimo e máximo.

Em geral, de um limite para o outro cabe um litro de óleo: se for preciso completá-lo, evite basear a quantidade na leitura subsequente da vareta, pois o lubrificante adicionado pelo bocal na tampa do cabeçote também leva tempo para chegar ao cárter. Óleo em excesso acaba sendo queimado pelo motor, produzindo emissões poluentes e podendo sujar velas de ignição e danificar o catalisador.

Classe, viscosidade e algo mais

Após definir o momento de substituir o óleo lubrificante, vale conhecer os parâmetros que indicam a aplicação do produto a seu carro, seja pelos requisitos mínimos, seja como alternativa superior à prescrita pelo fabricante.

As classificações dos óleos de motor seguem diferentes métodos. Para começar, existem os minerais (derivados do petróleo), os sintéticos (produzidos em laboratório) e os de base sintética, que ficam em plano intermediário.

Os sintéticos são superiores em lubrificação e podem ser usados por mais tempo: por isso, várias marcas hoje os estabelecem para seus carros, o que deve ser seguido nas trocas.

Se o fabricante não exige sintético em seu automóvel, fica a seu critério usá-lo ou não — eu recomendaria que sim.

O passo seguinte é a classificação pelo API (American Petroleum Institute), que usa a letra “S” de service para óleos de motores do ciclo Otto — a gasolina, a álcool, flexíveis e a gás natural — e a “C”, de commercial, para os do ciclo Diesel, seguida por outra letra. Quanto mais avançada no alfabeto for a segunda letra, melhor o lubrificante em termos de aditivação, proteção ao motor e capacidade de evitar a formação de borra, um resíduo que pode entupir as galerias de circulação.

Os carros atuais preveem lubrificantes multiviscosos de diferentes faixas, com tendência às mais fluidas para economia de combustível

Na série S são usadas hoje as classes SJ, SL, SM e SN, enquanto a série C trabalha atualmente com CH-4, CI-4, CI-4 Plus e CJ-4.

A regra aqui é: fique com a recomendada pelo fabricante ou acima — o segundo caso vale em especial para aquele carro mais antigo, fabricado em época de outras classes API, que será beneficiado ao usar um óleo SM ou SN em vez de um SJ ou um obsoleto SH, mesmo quando não previsto no projeto.

Não menos importantes são as faixas de viscosidade.

Um lubrificante comum fica mais viscoso (grosso) em baixas temperaturas que em altas, de modo que o motor terá mais difícil lubrificação — e maior resistência para “girar”, com aumento de consumo de combustível — nas partidas a frio e durante a fase de aquecimento, enquanto pode sofrer maior desgaste sob temperaturas muito altas caso o óleo não mantenha a viscosidade necessária (considere aqui a temperatura de operação do motor, não apenas a ambiente).

No passado eram usados óleos monoviscosos, como SAE 40, que apresentavam determinada viscosidade na medição a 100°C, conforme parâmetros da Society of Automotive Engineers, SAE, mas não podiam assegurá-la sob diferentes temperaturas. Com o tempo obteve-se a multiviscosidade, a adaptação do fluido à temperatura de trabalho. Um 20W50, por exemplo, é tão fluido em baixa temperatura quanto um 20W e se mantém tão viscoso a 100°C quanto um SAE 50.

Os carros atuais preveem lubrificantes multiviscosos de diferentes faixas, como 5W30, 15W40 e 20W50, com forte tendência ao uso de faixas mais fluidas — como a primeira delas — por favorecer a economia de combustível na fase fria. Como na classificação API, o proprietário deve cumprir a prescrição do fabricante do carro, sem problema em excedê-la.

Assim, no caso de ser recomendado o 15W40, tanto pode ser usado em substituição um 10W40 (mais fluido a frio, igual a quente) quanto um 15W50 (igual a frio, mais viscoso a quente), mas não um 5W30 (fluido demais a quente) ou um 20W50 (grosso em excesso a frio).

Em países com inverno rigoroso chega-se a alterar a faixa de viscosidade durante o ano, o que o clima brasileiro dispensa.

A lubrificação é tão essencial para o motor quanto a circulação sanguínea é para seu corpo. Cuide dela e seu carro terá um “coração” saudável e longevo.

Troca de óleo: como saber qual o certo para o seu carro?

Como Saber Qual O Melhor Oleo Usar No Motor?

Saber o tipo de lubrificante a ser usado na troca de óleo do motor faz toda a diferença para você e o seu bolso. Descubra, aqui neste post, como garantir menos gasto com combustível, custos mais baixos com peças e valorização do automóvel a partir de cuidados simples e básicos. Anote aí:

Produto certo para fazer a troca de óleo

Os lubrificantes têm diferentes viscosidades e outras propriedades para suportar o calor gerado pelo motor e garantir o menor atrito possível das peças.

Por isso, não se pode colocar qualquer produto ou seguir conselho de desavisados.

O meio mais seguro para saber exatamente o óleo a ser colocado no carro é seguir as especificações do manual do veículo e da inscrição que consta na parte da frente do automóvel.

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A Sociedade dos Engenheiros de Mobilidade Internacional, que tem a sigla SAE, é quem classifica os óleos no mercado. Para facilitar a leitura dessa classificação, existem alguns códigos. A letra “W”, escrita nas embalagens, apresenta a viscosidade do produto em baixa temperatura. Já o número que aparece é indicativo do grau de viscosidade. Quanto mais alto, mais viscoso é o produto.

Por exemplo, o lubrificante 15W40 tem grau 15 de viscosidade, em baixa temperatura, e 40, em alta temperatura. Como os motores trabalham em diferentes temperaturas, existem também diversos tipos de lubrificantes para atender a essas especificidades.

A forma como ocorre a obtenção dos óleos básicos é outro fator que influencia e determina o tipo a ser usado. O óleo mineral é obtido a partir do refinamento do petróleo, é mais barato e utilizado em automóveis antigos.

Já o sintético passa por processos petroquímicos, é mais caro, também é o “mais fino” dos três tipos e atende a motores novos e de alta performance.

Por fim, o semissintético mescla as duas técnicas e funciona perfeitamente em motores um pouco mais rodados.

Motor com durabilidade

A longevidade de um motor vai depender do esforço que ele já fez, e esse histórico deixa marcas. Como as engrenagens trabalham lá dentro e o atrito que elas sofrem vão influenciar diretamente nesse prazo de vida, não se deve deixar de lado a importância da troca de óleo.

O lubrificante correto vai ser necessário para fazer todas as peças serem irrigadas e trabalharem sem esforço excessivo. Realizar as trocas no período indicado pelo fabricante e substituir partes ligadas à lubrificação, como o filtro de óleo, contribuem para garantir durabilidade.

Desempenho do veículo

Quer saber como o seu carro pode deixar de gastar muito combustível? Um dos passos é usar o óleo correto e fazer a troca nos prazos indicados.

Se as engrenagens conseguirem “deslizar” com mais facilidade e gerarem o calor necessário para o veículo andar sem tanto esforço, isso vai significar que o consumo de combustível será balanceado. Como a viscosidade vai se perdendo com o tempo, a troca do lubrificante no prazo correto significa que todo esse processo estará garantido ao longo dos anos.

Funcionamento bom

O ditado “motor bom funciona como um relógio” pode ser garantido se o óleo correto está sendo usado e em quantidade ideal. Para saber o nível, basta checar a vareta medidora. Esse equipamento tem algumas marcas para indicar o nível correto.

Não custa, antes de viagens longas, fazer uma verificação. Não vai demorar mais que dois minutos. Se estiver faltando óleo, mas ainda não estiver na hora da troca, é possível completar. Se o nível estiver muito abaixo, é bom levar o veículo à assistência técnica.

Custo reduzido de manutenção

Se o cuidado com o óleo do motor permite obter durabilidade, o gasto de manutenção será menor. Afinal, substituir qualquer peça do propulsor não costuma ser barato e a mão de obra também é uma das mais caras. Outro benefício: motor bem cuidado também valoriza o veículo na venda.

Como deu para identificar, a troca de óleo e o uso do lubrificante certo trazem muitos benefícios. Você só precisa ficar atento ao período de troca e usar o tipo indicado. De vez em quando, conferir o nível, na vareta medidora, também ajuda.

Óleo do motor: 10 coisas que você precisa saber – Revista iCarros

Todos sabem que o óleo do motor deve ser trocado regularmente e que esse componente é essencial para a saúde do motor do seu carro. Porém muitas dúvidas ainda surgem. Por isso explicamos aqui alguns mitos e verdades sobre o óleo do seu carro.

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Vale lembrar que o prazo de troca e o tipo de óleo a ser usado variam de acordo com o modelo. Em geral, a troca do óleo do tipo sintético deve ser feita uma vez por ano ou a cada 10.000 km. E sempre que fizer a troca, substitua também o filtro de óleo do motor.

Para óleos minerais, é recomendada a troca a cada seis meses ou 5.000 km, com o filtro substituído a cada duas trocas. Consulte sempre o tipo de óleo e os prazos de troca indicados no manual do proprietário do veículo e os siga rigorosamente para manter a longevidade do seu motor.

E se eu não trocar?

O óleo é responsável por lubrificar os componentes do motor, reduzindo o atrito entre as peças e consequentemente o desgaste das mesmas, melhorando a eficiência do motor.

Se o óleo não for trocado, o contato com o calor do motor e a contaminação com sujeira e detritos, além da alteração da sua viscosidade com o tempo, fazem com que ele perca essa função. E aí o custo de reparo do motor vai sair bem mais caro do que as trocas regulares.

Óleo de qualidade não envelhece e pode ser usado por muitos anos? Todos os lubrificantes possuem um período de troca pré-determinado e informado no manual do proprietário, que deve ser seguido à risca.

O que varia é que esse prazo pode ser estipulado em função da quilometragem ou por um período específico de uso. Sempre respeite o que ocorrer primeiro. 

Óleo recomendado pelo fabricante é sempre a melhor opção? É fundamental seguir o tipo especificado no manual do veículo, que indica as características técnicas a serem seguidas como viscosidade e nível de desempenho do lubrificante. A viscosidade está sempre identificada na embalagem pelo número SAE.

Quanto maior a numeração, mais viscoso é o óleo. Já o nível de performance é identificado pelas siglas API, ACEA e ILSAC.

Atualmente, visando reduzir o consumo de combustível e as emissões de gases poluentes, os novos veículos estão adotando óleos com baixa viscosidade que fluem mais rápido e diminuem o desgaste do motor na partida – quando o motor trabalha a seco por alguns segundos.

Todos os óleos podem ser usados em qualquer tipo de motor? Os lubrificantes não são todos iguais, já que existem diferenças de viscosidade e no pacote de aditivos. Por isso, cada modelo de veículo possui uma especificação que deve ser seguida à risca, sempre descrita no manual do proprietário. 

Posso misturar óleo sintético ou semissintético ao mineral? Não é recomendado fazer essa mistura, que gera um desbalanceamento do óleo e, em alguns casos, perda de viscosidade e aditivação. Ou seja, o óleo perde a sua eficácia, reduzindo a lubrificação das peças

Contudo, em casos de emergência, a mistura pode ser realizada. Mas apenas em emergências! Depois é recomendado fazer a substituição total do óleo. 

Existe diferença entre óleos para carro e moto? Embora lubrificantes para carros e motos sejam semelhantes, eles não possuem a mesma aditivação. Nas motos, a aditivação é diferenciada em função de a embreagem ser lubrificada pelo óleo de motor. Por isso, usar óleo de carros em motos pode ocasionar problemas na embreagem desta.

Aditivos melhoram o desempenho do motor? Os aditivos avulsos não são recomendados pelos fabricantes, pois seu uso pode desbalancear a formulação do óleo, ocasionando borra ou, em casos extremos, lubrificação ineficiente do motor.

Mas aqui é importante destacar que os óleos lubrificantes já vêm aditivados, sendo importante seguir a especificação do manual do proprietário

Posso utilizar qualquer tipo de lubrificante em carros antigos?  Carros antigos com a manutenção em dia – mesmo que com alta quilometragem – devem usar o mesmo lubrificante recomendado no manual do veículo. Por outro lado, veículos que estejam queimando óleo e esfumaçando devem usar óleos com maior viscosidade.

O motor deve estar frio na hora de verificar o nível e quente na hora da troca? Para medir o nível do óleo, é necessário esperar ao menos 10 minutos após estacionar o veículo para que o óleo retorne ao cárter, fazendo com que a leitura seja mais precisa. Preferencialmente essa medição deve ser feita com o motor frio.

Não se esqueça de que o nível correto é entre o máximo e o mínimo da vareta. Já na hora da troca, é importante que o motor esteja quente, pois assim o produto flui com mais facilidade e carrega com ele a sujeira do motor para que a troca seja realizada rapidamente. 

Óleo bom é aquele que não baixa o nível e não precisa de reposição e nem fica preto? É normal que o nível do lubrificante baixe um pouco durante o uso, pois no momento da lubrificação do pistão, um pequeno volume de óleo é queimado juntamente com o combustível. Mas a redução é pequena.

Por isso, é preciso ficar atento se o nível do óleo apresentar grande variação, o que pode indicar um problema mecânico ou vazamento. E se o lubrificante ficar preto com o uso, é sinal de que ele está cumprindo corretamente sua função, removendo as impurezas do motor. Daí a troca regular ser importante. 

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